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Minha mente esta em seu caos por Tamires Marinho

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Palavras: 1132
Acessos: 792   |  Postado em: 22/04/2020

Capitulo 7


A semana passou voando pela corrente do tempo, quando me dei conta já era sábado no grajaú. O sol esquentava o asfalto das ruas cheias de pessoas com sacola de feira e mercado. Era fim de semana na periferia. Com as árvores frondosas e as fezes dos cachorros abandonados enfeitando as calçadas. Parei para observar algumas crianças da comunidade brincando. Lispector dizia que o sábado era a rosa da semana, mas, pra mim ele nunca causou euforia. Na padaria a labuta era de domingo a domingo. de modo que, o fim de semana sempre me pareceu um dia qualquer. No entanto, naquele sábado em especial eu me sentia surpreendentemente ansiosa. Era a festa de recepção dos calouros e muito mais do que isso, era a oportunidade de vê-la novamente. Confesso que a procurei insistentemente pelos corredores da universidade. Num esforço desumano por capturar um sinal de interesse. Ela estava nos meus pensamentos, estava nos meus sonhos, no meu desejo. 

Aquele pensamento, que me umedeceu por entre as pernas criou em mim um sentimento de ansiedade e mal estar horroroso. Era loucura. Tudo bem que a faculdade nos colocava diante de uma super abundância de opções convidativas, sobretudo, para quem como eu não me prendia aos limites da genitália. Remoendo meu interesse repentino, eu sentia o desejo latejar e a calcinha umedecer. E a sensação de impotência era insuportável. O momento auge dos meus pensamentos nela se repetia durante várias vezes ao dia. E eu queria vê-la novamente para que sua figura se firma-se mais na minha memória, e eu pudesse imaginá-la detalhadamente nua nos meus sonhos mais sacanas. 


Uma vez interna me dizia


“Nada de mal tem em imaginar”


Como será que era o som do seu gemido quando alguém lhe causava prazer. 


Outra voz interna me dizia


“Vá a festa. Mova-se”


Uma segurança cresceu no meu peito. Durou pouco, após sair do banho, sentindo-me confusa e insegura. Tive que verificar inúmeras vezes minha roupa, meu cabelo, minha maquiagem. Nada era de muita qualidade, como podia ser. Já era de muita dificuldade reunir os dígitos para comprar comida. Pouco era o que sobrava para luxos. Mas, e daí (pergunta) esse tipo de coisa não deveria me abater (pergunta) eu deveria ir. E fui. Fiquei apavorada na rua. Mas, fui. Fiquei brava com Mariana por não ir me proteger, mas notei que estava sendo injusta. O negócio era ir. Simplesmente ir. A Jacque, minha mais nova aquisição de amiga ostentação estaria lá, de modo que, eu não estaria só. 


Quando por fim cheguei na república onde aconteceria a festa, era um prédio daqueles antigos de três andares, precário, nas proximidades do campus. Devia ter sido tombado como patrimônio histórico da cidade de São Paulo, de modo que, a única coisa em podiam mexer era na cor das suas paredes. Eu apostaria que já contava uns cem anos de existência. Achei bonito. Gostava de coisas que levavam história. Fazia um calor sufocante, tinha andado um pouco; calculando a distância do ponto até o endereço. Estava suada e provavelmente menos atraente. Lembrei que tinha o costume de calcular a distância entre o ponto e a minha casa, tanto, quanto a estação e a faculdade. Quantas vezes antes já não tinha medido estas distância enquanto fazia orações pedindo proteção por entre as ruas escuras e estreitas. 

Me senti menos frágil, decidida a me deliciar com a beleza daquela tarde ensolarada e daquela morena maravilhosa, decidida a olhá-la discretamente e gravar mesmo por baixo da roupa cada pedaço do seu corpo. havia chegado até ali sem me ferir, me negava a me sentir intimidada pela beleza daquela veterana. Em lugar da ansiedade, sentir prazer. Tive boas sensações em imaginá-la nua, algo se aquecia entre as minhas pernas calidamente como o sol. 

Me senti fortemente eufórica de imaginá-la nua.  E estava decidida a me permitir emergir nas impossibilidades de tê-la de fato. Naquela noite, quando voltasse para casa eu me tocaria. 

Quando o meu inconsciente me incentivou a ir, nada teve haver com coragem. Era profundamente difícil pra mim passar por situações extremas. Se coragem fosse resposta eu nunca sairia do meu quarto. Foi na verdade um impulso além de um longo e significativo processo de aceitação, afim de identificar as condições dentro de mim e elaborá-las. A coragem só é verdadeiramente significativa quando nos sentimos inteiras e sem conflitos. Eu era invadida constantemente pelo desejo de me anular. Isso quer dizer que é impossível ter coragem age-se somente por uma impulsiva vontade de viver. Por exemplo, não permaneci no mesmo medíocre emprego porque me agradava. Era pelo infinito medo que me agarrava. Medo da fome. Medo de não cobrir o pagamentos do digitos que chegaram por debaixo do carpete. Tampouco permaneci num namoro meia-boca por ano por livre escolha, mas, sim pelo profundo medo de não conseguir mais ninguém que me quisesse. 

Quando eu contava pouco mais de doze anos era tão romântica quanto qualquer jovem. Romantiza a não retribuição, poetizava aquilo que só me causava insegurança e ansiedade. Em consequência a tantos acontecimentos, guardei as cicatrizes. E vira e mexe ficava remoendo o passado e angustiada com o futuro. Sofrendo por antecipação, me sentido destruída pouco a pouco. Tinha o dom de estragar tudo, de me culpabilizar, silenciar sonhos por medo. E chorava todas as noites para aliviar a dor, soluçava como criança. Tive o mundo aos meus pais e deixei a oportunidade escapar de uma vez só pelos meus dedos, tudo em nome de um amor adolescente e tolo. Tudo começou pequenino, tímido e reprimido, tão reprimido que guardei na gaveta dentro do meu coração, tinha medo de me assumir, de ser julgada e de perdê-la para sempre. Eu já sabia, mesmo tão jovem que não era suficiente para tê-la. Mesmo assim, eu sempre amei tê-la por perto. Desde quando éramos só crianças. Aos poucos aquele amor de criança foi tomando outra forma e esquentando meu coração. Me apaixonei com inocência e sem esperanças. Vivi esse amor platonicamente por toda uma juventude criei uma história onde eu e Mariana éramos “nós” para muito além do amor de irmã que ela me dedicava. Eu queria dizer para ela que amava-a todos os dias. Mas, como não podia. Escrevia, queria me declarar ao som da sua risada e a forma como os olhos dela se apertavam quando ficava brava. Pra ela eu nunca me revelei, e o amor adormeceu dentro do armário do peito. Mariana era o amor da minha vida, mas, não o amo para a minha vida. 

 

Era melhor tê-la como amiga, do que me revelar apaixonada e correr o risco de perdê-la. Infelizmente um dia aquele amor todo que eu guardei num caderno, foram parar nas mãos erradas. E Raquel me tinha ao seu dispor. O tempo me ensinou muito sobre a dor.


Fim do capítulo

Notas finais:

Ana mulher banal, 

de poucos excessos. Tem tanto de mim, tanto de nós e tanto o que nos ensinar. 

Se a linha entre o amor e o ódio é tênue, por que seria diferente entre o amor e a amizade.


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