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Florença por lorenamezza

Ver comentários: 1

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Palavras: 1252
Acessos: 2323   |  Postado em: 22/06/2020

Capitulo 19 FLAGRANTE

 

Marina saiu triste por não convencer a mãe, mas como já

havia adiantado que não queria casar-se, pelo menos não com

ele, estava mais tranquila. Antes de ir para aula, passaria na loja

e mataria a saudade de Lorena.

Após o expediente, Marina seguiu rumo ao centro.

— Oi, Lorena, tudo bem? — disse sorridente.

Lorena levou um susto, mas logo abriu um enorme sorriso

que iluminou tudo ao redor:

— Oi, am... Mari, o que faz aqui? — se conteve — Além de

me deixar feliz!

— Vim te ver um pouco, já está fechando?

— Sim, quer me ajudar?

— Claro, assim teremos um tempinho a mais.

— Anna, pode ir, eu fecho a loja — Lorena dispensou a

funcionária.

Assim que Anna saiu e fecharam as portas, as duas se beijaram

muito.

— Lorena, essa semana eu termino com Giane e, apesar

de minha mãe não aprovar, já lhe adiantei que não me casarei

com ele. Não queria mentir, ela é minha mãe. E logo estaremos

livres para viver o nosso amor — e abraçou Lorena.

— Como assim?! Você teve coragem de falar para sua mãe,

não falou sobre nós, né? — perguntou curiosa.

— Não falei sobre nós, apenas que poderia não me casar

com Giane. Ela não gostou, disse que seria um desgosto. Sei

que ela não está totalmente boa, mas é o certo.

— Se fosse possível, eu a amaria ainda mais, Marina!

Lorena pegou Marina e a colocou deitada no balcão, afastou

suas pernas e começou a beijá-la, desde seu ventre até os

seios, esfregou a mão em seu sex*, tirou sua roupa e a amou.

Marina precisava ir à aula, despediram-se na porta da loja,

com Marina roubando um selinho de Lorena. Neste momento,

seu pai Gustavo estava na praça e, ao ver a cena, quase teve um

enfarte, mas não deixou que elas o vissem. Foi embora desnorteado,

chegou em casa e foi direto para o banheiro, lavou seu

rosto e tentou raciocinar sobre o que fazer. Sentou-se em sua

cadeira no canto da sala, ficou em silêncio. Logo chegou sua esposa

que o estranhou, pois ele sempre fora um baixinho muito

falante, rabugento, reclamava de tudo, mas quieto ele não era.

— Gustavo, que cara é essa? Você está esquisito! Está passando

bem?

— Estou bem, não é nada, deixe-me — respondeu grosseiramente.

A cena ficava repassando em sua cabeça, sua filha estava

com uma mulher. Era um homem rígido, mesmo sendo brasileiro

e mais aberto a essa situação do que os italianos, ele não

esperava por isso. Ficou pensando se deveria ou não contar à

sua esposa e em como ela reagiria também. Ficou sentado por

horas até Marina chegar da aula.

Marina fora para a aula, apesar do cansaço devido às últimas

semanas, mas só pensava no momento de amor que teve

na loja. Pensava em Lorena o tempo todo, mal conseguia se

concentrar. Chegou em casa e foi direto à cozinha comer, no

caminho, ao passar pela sala, deu de cara com seu pai sentado

no escuro:

— Pai, que susto, o que o senhor está fazendo sentado sozinho

no escuro? Quase me mata de susto! — riu e beijou-lhe

a testa.

— Nada, como foi seu dia? — perguntou, encarando

Marina.

— Foi ótimo, pai! Boa noite, vou comer uma fruta e dormir

— respondeu toda sorridente, sem saber que ela já conhecia

a verdade.

Pela manhã, seu pai nem conversou com Sophia, se ela lhe

dirigia a palavra, ele respondia com frases curtas. Ela estranhou,

mas preferiu não puxar assunto tão cedo.

— Mãe, a senhora está bem? Quer alguma coisa? — Marina

estava preocupada.

— Só um pouco indisposta, vou tomar meu café e deitar.

Marina saiu para o trabalho preocupada, mas o médico disse

que poderia ser assim mesmo, haveria dias de indisposição.

Enquanto Sophia repousava, seu marido pensava no que fazer.

Deixou sua cunhada cuidando da casa e foi andar pelas

ruas de Florença. Ele não era homofóbico, mas nunca pensara

que sua filha pudesse ser lésbica. Ter visto o que viu, o deixou

confuso e, ao mesmo tempo, bravo. Sabia que o desejo de sua

esposa era vê-la casando-se na igreja. E com Giane. Sua cabeça

estava fervilhando. Caminhava perto do Duomo, quando encontrou

Lorena que se apressava para abrir a loja:

— É você a mulher que está virando a cabeça da minha filha?

—disse nervoso, chamando a atenção de algumas pessoas

que passavam.

— Senhor, eu o conheço? — Lorena se assustou.

— Você estava beijando minha filha ontem na frente de

uma loja, o que pensa que está fazendo? Você sabe que minha

mulher está doente? Que se ela souber do que está acontecendo,

pode sofrer ainda mais?

Lorena ficou sem reação, não sabia o que dizer, não gostava

de discussões e foi pega de surpresa. Só olhava ao redor e pensava

na vergonha que estava passando.

— Senhor, acho que precisa conversar com sua filha. Não é

o que o senhor está pensando.

— E é o quê? Vi vocês se agarrando na frente de todo mundo!

E ela anda dizendo em casa que não vai mais se casar. Eu quero você fora da vida dela, por isso ela queria terminar com

Giane, por causa de... Disso! — esbravejou — Você quer que

minha filha se sinta culpada? Você quer que minha esposa descubra

e morra, imagina a culpa que ela sentiria, é isso o que

você quer para ela?

— Marina me disse que ela estava bem, que foi só um susto.

A discussão ocorria na frente de todos, Lorena tentava baixar

o tom de voz para não chamar tanto a atenção.

— Um susto? O que minha filha não sabe é que a mãe vem

escondendo sua doença por anos, eu pedi ao médico que não

contasse a ninguém. Agora, você quer isso para Marina? Deixe

minha família em paz. Se Sophia morrer por sua causa, Marina

nunca lhe perdoaria e nem a sim mesma.

Lorena ficou arrasada, descompensada, saiu envergonhada

para a loja, entrou correndo e chorando, pediu a Anna que

cuidasse de tudo e foi para os fundos. Desabou a chorar, pensou

que, se fosse homem, não passaria pelo mesmo constrangimento.

Esse tipo de coisa a deixava com muita raiva, mas ela

não estava brava com o pai de Marina, apesar de ter sido ofendida,

entendia que ele estava magoado com a situação da esposa.

E isso começou a pesar. Se sua mãe descobrisse e lhe acontecesse

algo, como Marina reagiria? Será que conseguiriam ser

felizes com a culpa entre elas?

Lembrou-se de sua própria mãe, quando descobriu a sua

homossexualidade, ficou doente. Sabia muito bem o que Marina

sentiria.

Lorena mal conseguiu trabalhar, Anna percebeu que ela

não estava bem e cuidou de tudo. No fim da tarde, Marina mandou uma mensagem perguntando se elas poderiam se encontrar:

“Oi, não estou a fim de ir à aula hoje, será que podemos

no ver?”.

“Oi, Marina, estou cansada hoje, o dia foi duro, também não

é bom você faltar à aula, nos vemos amanhã, tudo bem? Beijo.”.

Marina estranhou a mensagem, Lorena fora muito direta, mas

teve de respeitar. Foi para a aula e depois, em casa, pensou que,

até que enfim, terminaria com Giane. Gostava dele, mas há tempos

não estava feliz, agora entendia o porquê. E, quando rompesse

com ele, poderia, finalmente, tentar ser feliz de verdade.

Lorena se deitou e, em lágrimas, ficou pensando no que fazer,

em como fazer.

Fim do capítulo


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Comentários para 19 - Capitulo 19 FLAGRANTE:
rhina
rhina

Em: 24/06/2020

 

Caracas.

Pesou heim

Rhina

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