Mel - London por Jubileu
Capitulo 10
Dez para as oito da manhã e eu acabava de colocar o aquecedor dentro do Renault. Agradeci à dona Celina pela cordialidade, mas ela não pôde devolver a diferença do que havia pagado quando fiz o check-in. Dei uma última olhada no quarto e na varanda, fechando trancas e portas. Desci as escadas entregando a chave para a dona Celina e me despedindo. Passei pela porta de madeira, entrando no carro.
- Pronta? – disse regulando o cinto.
- Sim. – disse com um sorriso.
Olivia ligou o GPS para facilitar o caminho. Não nos falamos enquanto eu dirigia.
- E aqui estamos. – disse girando a chave na ignição.
Encostei diante de uma casa de tijolos à vista, com uma janela em baixo com três divisórias de vidro e três janelas de vidro individuais no piso superior. Havia uma cerquinha pela qual entrávamos e seguia por um caminho de piso até a porta também de vidro. Uma muretinha cercava toda a sua extensão. Era de admirar que ninguém entrasse ali mal intencionado, já no Brasil não poderia dizer o mesmo.
- Que linda! – disse abrindo a porta.
- Home sweet home.
Olivia sorriu.
- Você tem a chave?
- Debaixo de uma pedra, ele disse.
E ela entrou pelo portãozinho de madeira branca indo até a porta, tateando o chão.
- Ele deixou escondida? – fui atrás dela.
- E voilá! – sorriu com a chave na mão.
- Puts, não acredito! – e soltei uma gargalhada.
Olivia girou a chave na porta e entrou maravilhada. Confesso que também fiquei. As casas em Londres parecem e são bem antigas do lado de fora, mas por dentro são bem modernas. Subi as escadas para o piso superior e era tudo muito arrumadinho. Abri outra porta e sorri. Um espaço fitness. Estávamos muito bem servidas.
- Olivia você precisa ver isso! – gritei.
- O que? – disse subindo a escada.
- O que acha?
- Perfect! – sorriu.
- Quem é esse amigo?
Olivia sorriu olhando para mim.
- Também gostar de saber!
Descarregamos tudo inclusive as caixas que já estavam no carro. Foi preciso fazer um malabarismo para colocar tudo no interior. As casas em Londres não têm garagens como no Brasil, sendo assim deixei o carro estacionado na rua mesmo, na frente da casa. Quando tranquei a porta e sentei-me no sofá, Olivia estava ao telefone. Conversava em inglês e não quis incomodar. Olhei ao redor com mais cuidado. As cortinas combinavam com tudo na sala, desde os móveis à madeira da estante de livros. Havia duas pequenas luzes sobre a mesinha de centro, mas a claridade vinha mesmo das janelas da frente e das outras nas laterais. A escada era feita em mármore branco e o corrimão era de madeira. O sofá era maravilhoso, melhor que a minha cama no Brasil. Fechei os olhos colocando os pés sobre a mesinha e me encostei, colocando a cabeça para trás. Senti um estalo na coluna e sorri, estava toda enferrujada. Cobri os olhos com o capuz do moletom, cruzando os braços. Ouvi passos, mas não me mexi. Olivia passou as pernas por cima da minha sentando na minha virilha e deitou-se no meu peito. Passei os braços pelos ombros e a beijei no canto dos lábios.
- Estamos no paraíso. – disse sonolenta.
- Que bom que gostou não querer ir para a cama?
- Não. – fiz bico.
E ela voltou a se sentar tirando a parte de cima do agasalho, ficando nua.
- Vai adoecer... – disse olhando por baixo do capuz.
E ela ficou por cima de mim colocando um braço de cada lado no encosto do sofá. Beijou a minha boca, meu pescoço e apertou um mamilo me oferecendo em seguida. Meus olhos continuavam cobertos e a suguei com força, arrancando um gemido. Adorava isso numa mulher, quando se mostrava só minha, se oferecendo toda safada. Toda puta. Deliciosa. A segurei pela bunda puxando para mim, incitando que mexesse os quadris. E ela mexeu gostoso. E eu mamando. Puxei o capuz para trás e vi o colo nu, toda branquinha, seus cabelos caindo no meu rosto, no meu peito. Sua respiração pesada, rebol*ndo no meu colo. Soltei o mamilo e lambi, de baixo para cima. Todo duro, rosado. Olhei dentro dos olhos azuis esverdeados. Era essa a cor indefinida que era cinza em dias nublados e de chuva.
- Eu te faria goz*r agora, mas...
- Mas...
- Quero mais.
E ela sorriu no cantinho dos lábios como se me desafiasse.
- Quer me beber?
- Quero, mas quando eu quiser.
- Ai... – disse vestindo o agasalho.
E pegou a minha mão colocando por dentro de sua calça. Estava toda inchada, tão molhada que soltei um gemido, molhando os meus dedos. Tirei olhando nos seus olhos e penetrei os lábios dela com os dois dedos melados e ela lambeu, ch*pou, sugando para dentro da boca. Senti a sua língua me envolvendo.
- Porr* garota... assim eu não agüento...
E ela sorriu mordendo os meus dedos.
- Desculpe. Preciso de um banho.
- Eu também. – sorri.
- Vem comigo... – sussurrou com a voz rouca.
Voz linda, suave e rouca. Ela foi para o banho, mas eu não fui. Queria enlouquecer essa mulher. Ou acabaria eu enlouquecida. Ela me fazia sentir algo que era novo para mim, queria que ela me tomasse, comesse, queria ser dela, fazer amor até a exaustão. Coloquei a mão entre as pernas e apertei. Gemi. Eu estava louca para goz*r para ela. Esfregar na sua boca. Tremer nos seus dedos. Mas até agora eu dominei e ela se deixou dominar.
Trouxe o capuz de volta cobrindo o meu rosto e dormi. Senti frio em algum momento. Já estava escurecendo. Levantei me espreguiçando e fui até ao quarto pegar uma toalha. Olivia não estava em canto algum. Puxei a cortina para um canto e o carro não estava. Senti uma pontada de ciúmes, mas voltei para a minha mochila, pegando uma toalha e entrando no banheiro. Nem mesmo cheguei a experimentar a outra banheira lá na dona Celina. As coisas aconteciam tão rápido depois que a conheci. Daqui a pouco começava a trabalhar, teria pouco tempo para ela.
Deixei a água cair dentro da banheira e tomei uma ducha rápida. Enrolei-me na toalha, indo para cozinha e abri a geladeira. Não havia quase nada, só o que eu havia comprado dias atrás. Procurei pela canela em paus, mas não encontrei.
- Chá de rosas, camomila, preto... que vontade de um chá de canela e cravo agora.
Suspirei alto e subi as escadas para me vestir, estava congelando. Sobre o travesseiro havia um pedacinho de papel escrito: “Fui ao mercado comprar alguma coisa, volto logo. Livi”
- Livi... coisa linda... – sussurrei.
Ela ainda não tinha desfeito as bagagens, só algumas camisetas estavam do lado de fora, dobradas sobre a cama. Dei a volta pegando uma e levando ao rosto. Adorava o seu cheiro. Entre o frescor da noite e a brisa do mar. Coloquei do mesmo jeito, dobrando sobre as outras e voltei para o banheiro para conferir o nível da água.
- Que fome... – disse olhando para a água rasa dentro da banheira. – Isso vai demorar. – resmunguei.
Vesti o agasalho e desci para a cozinha, pegando uma pêra no compartimento de frutas.
- Ei... – mordi outro pedaço.
Olivia entrava na cozinha com várias sacolas no braço.
- Por que você não me chamou?
- Pensei que ainda estivesse dormindo... – disse fazendo uma careta de dor.
E corri para ajudar.
- Tem mais algumas no carro, já volto. – ela disse.
- Deixa que eu pego, vai guardando essas enquanto isso.
- Ok.
Ela tinha deixado o porta-malas aberto, que loucura. Olhei para um lado e outro, mas não havia ninguém. Lembrei-me do dia em que fui atacada. Uma sensação ruim me fez apoiar na lateral do carro.
- Já passou... – disse abrindo os olhos.
Respirei fundo, dependurando as sacolas no braço e corri para dentro.
- Só mais estas. – disse aflita.
- Está todo bem?
- Sim. – menti.
- Está pálida.
- Não foi nada. Onde ponho isso?
- Vamos usar essas prateleiras para coisas de limpeza e essa para temperos.
- Ok. Agora estamos reabastecidas – sorri ao pegar uma garrafa de whisky e uma de vodka.
- Nesse frio ser o melhor que há. Descansou? – disse olhando para mim, depois colocou um pacote de cereais sobre a mesa.
- Nossa sim! Estava bem cansada.
- Que bom. – sorriu.
O celular de Olivia começou a tocar e ela olhou para o visor, mas não atendeu.
- Sua ex?
- Yes. Ela não desistir. Por que não falar com seus amigos, devem estar preocupados! – disse com o olhar baixo.
- Devem... mas eu não sei o que dizer.
- Não precisar dizer nada, apenas dizer que está tudo bem.
Aquilo me encorajou a ligar o celular, subi as escadas, peguei o aparelho e liguei. Uma enxurrada de mensagens e chamadas perdidas apareceram na tela.
- Meu Deus...
De todas, só uma me chamou a atenção e era de Giulia. Respirei fundo e cliquei no corpo da mensagem que dizia:
“Nunca vou deixar de te amar. Giulia”
E meus olhos encheram-se de lágrimas.
Fim do capítulo
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