Mel - London por Jubileu
Capitulo 11
A banheira quase transbordava quando coloquei a cabeça pelo vão da porta do banheiro. Preparávamos o jantar, pensei que nunca mais encheria, mas estava muito quente. Nesse meio de tempo troquei os esparadrapos da mão de Olivia que estavam molhados e descolando. Decidimos por fazer yakisoba, já que ela gostava de comida japonesa e eu também. Só faltou o hashi, mas ficou uma delicia. Penso nunca ter comido um tão gostoso. Vez ou outra pegava Olivia olhando para mim. O que se passava pela sua cabeça quando ela fazia isso?
- O que está pensando?
Ela corou e disse:
- Que você ser linda.
- Obrigada. – sorri mexendo no cabelo.
- Nunca fiquei com muitas garrotas se ser o que estar pensando...
- Eu não posso dizer o mesmo – disse retirando os pratos para lavar.
- Hum, nunca namorar sério com alguém?
- Não, nunca fui dessas românticas que querem se prender a alguém para o resto da vida. – disse ensaboando um prato. – Acho que não faz parte do meu destino. – disse virando-me para ela.
- Entendi. Eu pelo contrário. Quero até me casar, mas só me envolver com pessoas erradas, sempre.
- Não se envolve com uma mulher casada Olivia, pensando que ela vai largar do marido para ficar com você. Esquece isso dificilmente vai acontecer.
- Eu não saber que ela ser casada.
- Hum, ela não te contou.
- Não, para mim ser tão lésbica quanto eu.
- Que merd*. Ela só não deveria ter feito isso com você, deveria ter jogado limpo.
- Foi o que dizer para ela. Agora pedir perdão e querer ficar comigo de qualquer jeito.
Quando ela disse aquilo tive a certeza que eu me machucaria outra vez, mas não estava nem ai. Queria estar ali com ela e poder curtir o momento.
- Você tem irmãos? – quis mudar de assunto antes que voltasse a falar na Giulia.
- Ter dois, morram nos EUA.
- Interessante e o que eles fazem por lá?
- Um ser advogado e o outro pilotar caças.
- Que legal!
Ela sorriu.
- E tu?
- Sou filha única.
- Ser bom?
- Ah não sei. Talvez por não saber o que é conviver com um irmão. Para mim é normal.
- Eles ser uns amores. Quem sabe não os conheça um dia desses?
- Sim, quem sabe. – sorri para ela secando o último garfo.
- Obrigada, ser muito gentil comigo. – levantou a mão enfaixada.
- Difícil manter esses esparadrapos secos. Às vezes se esquece, ao lavar o prato, quando toma banho.
- Semana que vem voltar no médico.
- Acho que ele não vai tirar. – disse não querendo desanimar.
- Também achar que não.
- Estou congelando, será que a água já esta boa?
- Encher a banheira?
- Sim, mas ainda não sei temperar a água. Estava pelando.
- Vou lá ver.
Enquanto ela subia as escadas voltei a sentar no sofá. Tirei o tênis colocando as pernas para cima, quando vi estava deitando. Que sofá maravilhoso.
- Obrigada Deus... – disse sorrindo ao espreguiçar o corpo.
Olivia descia as escadas quando abri os olhos.
- E ai?
- Ainda estar quenti. – disse fazendo uma careta.
- Tudo bem, bom que se faz a digestão. Quero mergulhar de cabeça naquela banheira.
Olivia apenas sorriu com o meu comentário e não disse nada. Tirou a bota e se aconchegou a mim, beijando os meus lábios suavemente.
- Adoro sentir o seu cheiro. – sussurrei.
E ela abriu um sorriso lindo para mim.
- Gostar de estar assim... – disse sonolenta.
Acariciei o rosto, os cabelos e ela adormeceu aconchegada no calor do meu corpo. O nariz estava gelado, mas naquele momento desisti de buscar algo para cobri-la, pois não queria acordá-la. Esperei uns vinte minutos e sai debaixo do seu corpo com cuidado, pulei o encosto do sofá subindo as escadas e fui até o quarto para pegar um cobertor. Desci até ela e a cobri afofando atrás das costas. Dormia profundamente.
Meus cigarros haviam acabado e pensei em sair para comprar, mas aquela banheira me esperava. Subi, peguei toalha, roupas e adentrei a porta retirando a roupa, mergulhando lentamente na água. Estava deliciosa. Mergulhei a cabeça. Fiquei assim por um tempo e voltei a subir. Abri os olhos. Olivia estava na porta completamente nua. Tocava-se. Lambeu os lábios e também entrou na banheira, sem dizer uma palavra. Encaixou-se na minha virilha, lambendo minha boca. Esfregava. Lisinha. Sentia seus lábios nos meus. Beijando. Olhando diretamente dentro dos meus olhos. Entreabria a boca e gemia. Abri as minhas pernas e a senti toda inchada.
- Assim... – disse segurando a sua cintura.
- Não tocar em mim.
Sua face queimava de tesão.
- Deixa eu te comer...
- Não...
- Você me enlouquece... – mordi os lábios morrendo de vontade de dar para ela.
E ela saiu de cima de mim, se encolhendo no canto da banheira. Posicionou-se no meu meio e mergulhou a cabeça entre as minhas pernas. Gemi alto quando senti a sua língua no meu clit*ris. Escorreguei-me na banheira ficando totalmente encaixada em sua boca. Senti dois dedos penetrando ao mesmo tempo em que sugava. Agarrei às bordas da banheira para não afundar.
- Fode gostosa... – disse gem*ndo.
E ela aprofundou os dedos batendo curtindo. Senti o meu corpo estremecer.
- Ai...
E g*zei forte afundando na banheira. Senti sua mão me puxando pela nunca.
- Você estar bem?
- Acho que minha pressão baixou... – disse engolindo água.
- Vai passar. – disse me envolvendo em um abraço.
Nunca me senti tão relaxada. Envolvida no seu corpo, submersa na água quente da banheira. Fechei os olhos e senti alguns fios do seu cabelo sobre o meu peito. Sua mão apertava meu mamilo. Sentia uma dor gostosa no meio das pernas. Ela olhava para mim quando abri meus olhos.
- Mel... – disse com a voz rouca.
- Sim... – disse quase num sussurro.
- Nome sugestivo esse seu. – disse com tesão.
Sorri e a beijei no canto dos lábios.
Juro que isso nunca havia acontecido, precisei que ela me ajudasse a sair da banheira. Estava me sentindo completamente sem forças.
- Você acabou comigo.
- A intenção ser essa. – sorriu com um brilho no olhar.
- Puts. Margot teria dado uma gargalhada se soubesse.
- Vem, vai ficar deitada enquanto preparar um chocolate quente. Quem ser Margô?
- Vai ser muito difícil eu sair daqui hoje. – sorri, mal conseguindo me mexer. – Preciso buscar cigarros.
- Te trago um charuto. – sorriu.
- Margot... uma amiga.
- Hum. Já voltar.
Que sensação boa de leveza que eu estava sentindo. Minutos depois Olivia entrava no quarto com uma bandeja, com duas xícaras de chocolate quente, um pedaço da torta que ela havia comprado e o charuto no canto da boca.
- Vai me deixar mal acostumada assim. – sorri.
- Eu gostar. – disse colocando a bandeja sobre a cama com muito cuidado.
- Ai que delicia! – bebi um gole do liquido fumegante.
- A bebida que mais gostar!
- Também adoro.
E ouvi batidas na porta.
- Está esperando alguém? – olhei para ela.
- Sim, deve ser a Hanna. Já voltar!
E Olívia saiu pela porta.
Passaram-se quinze minutos e ela ainda não tinha voltado. O chocolate quente com certeza estava frio. Pensando nisso ela entrou pela porta segurando uma maleta preta.
- Tudo bem?
- Sim. Desculpe subir as escadas correndo. Hanna trouxe um material que eu haver encomendado com ela, ser tintas e agulhas. O que você achar de abrir um Studio?
- Acho incrível!
- Só precisar arrumar um lugar.
- Tem tanto espaço aqui.
- Aqui não, querer só para descansar.
E imaginei o que mais.
- Seu chocolate esfriou.
- Vou esquentar querer mais um?
- Não obrigada.
- Já volto. - disse colocando a maleta em um canto dentro do guarda-roupa.
No que ela desceu meu celular tocou e estiquei o braço para pegar sobre a mesinha de madeira.
Era Margot.
Fim do capítulo
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Angela_97
Em: 09/06/2020
Olá, autora.
Estou lendo aqui e gostaria de entender uma coisa.
Como funciona a linha do tempo nessa história comparada as duas outras que você escreveu.? Porque, aparentemente, é pra haver um tipo de 'crossover' (pode não ser essa a palavra para se utilizar, mas por falta de outra melhor, enfim...) com a história de Giulia, porém, as coisas estão acontecendo bem rápido, acredito eu, e ainda não vi uma passagem de tempo para igualar as duas histórias num mesmo.... 'tempo'. Ou posso estar errada, enfim, gostaria de uma resposta, se for possível.
Ps.: Perdoe-me pelas perguntas e qualquer erro cometido por falta de atenção, sou bem ansiosa, mas, estou gostando bastante do texto e contexto, você escreve muito bem.!
Resposta do autor:
Olá Leitora primeiramente fico muito feliz que estejas a gostar. Muito obrigada!
Então parece tudo bem confuso mesmo porque escrevi/ escrevo as histórias em tempos diferentes ou seja não postei ao mesmo tempo.
Se você pegar na Entrelinhas tem 4 capítulos com a Mel e vai se passar dois anos, certo?
Desses dois anos o Primeiro ano é a (1°parte) da Mel/Giulia e o Segundo ano a (2°parte) da Mel London/Olivia , entendeu? O que vem depois desses dois anos compreendem a Giulia com Ive (atualmente) e Mel com a Olivia em Londres, seguem a viver suas vidas. O que fica confuso é porque ainda estou escrevendo tanto a segunda parte quanto Entrelinhas.
Espero que tenha clareado um pouco.
Obs:. A 1° e 2° partes da Mel ocorrem seguidamente, uma parte é continuação da outra, ok?
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