Olá amoras.
Postando de madrugada, mas graças a Deus minha internet ajudou.
Boa leitura.
Bjokas.
Capitulo 3
Já estavam fazendo três meses que eu saia com a Bruna, íamos ao cinema, as vezes a um barzinho que tinha perto da empresa, mas ela sempre queria fazer algo comigo. Eu pensei várias vezes em pedi- lá em namoro, mas sempre que começamos esse assunto ela mudava para outra coisa e dava uma desculpa que ainda estávamos nos conhecendo. Comecei a me incomodar com isso, a Juliana falava as mesmas coisas e no fim foi pra cama com o Mauricio.
Na minha cabeça nós já estamos como se fossemos namoradas, sempre fazíamos quase tudo juntas, quando ela não tinha que fazer alguma coisa com os pais ou estava passando mal. Ela era a primeira pessoa que eu falava no dia, tomávamos café da manhã juntas sempre na empresa e quando eu ia dormir mandava mensagem desejando boa noite.
Ela havia se tornado uma pessoa importante na minha vida e cada dia eu me preocupava mais com ela. Um dia estávamos comendo no quiosque de sempre e ela me disse que estava passando mal, perguntei se ela queria ir ao médico, mas ela me disse que era apenas um mal-estar repentino. Terminamos de comer e a levei em casa. No outro dia questionei se ela estava melhor e ela me disse que estava enjoada de comer sempre no mesmo lanche, por isso passava mal as vezes, então decidimos trocar de lugar.
Na empresa tudo corria as mil maravilhas, meu primo começou a trabalhar direitinho, não faltava mais um dia sequer e sempre cumpria à risca todas as suas atividades, o que fez meu tio ficar extremamente feliz. Ouvi alguns boatos que ele estaria apaixonado, mas o Maurício era homem de várias mulheres, não acreditei nessa paixão repentina. Meu pai e minha mãe estavam resolvidos, seu bom humor era visto de longe por todos os funcionários da empresa e sua felicidade refletia em mim.
Bruna e eu mantínhamos nosso caso escondido dos olhares dos funcionários, somente a rafa sabia o que acontecia, porque não tinha como esconder nada daquela mulher. Um dia aconteceu algo que me deixou intrigada, eu estava trabalhando em uma nova proposta e precisava de um contrato antigo de um fornecedor. Liguei para a mesa da Bruna e ninguém me atendeu, achei estranho já que ela não saia da mesa dela. Me levantei e fui até lá e realmente ela não estava, perguntei a secretária do meu primo e ela me informou que não havia reparado aonde ela teria ido, voltei pra minha sala e resolvi mandar mensagem pra ela.
- Bruna – percebi que ela estava online, mas não obtive resposta - Meu bem – ela sempre me respondia mesmo que demorasse alguns minutos e já fazia vinte minutos que eu tentava um contato com ela e não conseguia – Brunaaaa? – eu já estava começando a ficar aflita - Bruna preciso de um contrato urgente – continuei tentando contado, mas ela não me respondeu, não sei se ficava nervosa ou preocupada. Resolvi ligar para seu celular e no segundo toque minha ligação foi rejeitada, me levantei pra ir até sua mesa novamente quando meu celular vibrou informando que havia chegado uma nova mensagem.
- Olá Dona Camila – recebi uma mensagem da Bruna - estou providenciando o contrato, qual o nome do fornecedor? - Ela me mandou na mensagem no app de conversa. Dona Camila? Que papo era esse dela agora? Preferi questiona-la quando estivéssemos frente a frente e a sós. Passei as informações necessárias e disse que era pra ela trazer pra mim com extrema urgência.
A porta da minha sala foi aberta e ela entrou com uma cara de poucos amigos.
- O contrato que a senhorita me pediu – disse colocando a pasta na mesa – A senhorita precisa de mais alguma coisa? – eu estava com uma interrogação enorme na testa.
- Onde você estava? – eu a questionei – eu já estava ficando preocupada com você.
- Olha Dona Camila – ela deu ênfase no dona – eu estava no banheiro, eu tenho o direito de ir aonde eu quiser dentro dessa empresa sem ter que dar satisfações pra senhorita – eu não sei o que estava acontecendo, o porque ela estava tão nervosa comigo, acho que perdi alguma coisa nessa história.
- Ei, - me levantei e fui até ela – não precisa ficar nervosa, tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa com você?
- A senhorita precisa de mais alguma coisa? – ela estava sendo fria, tentei toca-la e ela se esquivou – preciso ir – saiu da sala me deixando parada ali no meio sem entender nada.
Procurei não falar com ela o resto do dia, mas podia ver que ela estava online todas as vezes que eu abria nossa conversa. Tentei tirar qualquer pensamento da cabeça em relação a ela e fui fazer minhas obrigações, confesso que meu peito doía com essa indiferença dela, mas eu não me deixaria abater com isso, aquela empresa precisava da minha total atenção, depois resolveria com ela.
Já eram seis horas da tarde quando sai da minha sala, ela não estava mais na sua mesa e não perguntei por ela para as outras moças de lá. Segui em direção ao elevador e apertei o número do andar que ficava o estacionamento. Não é que eu seja medrosa, mas um lugar meio escuro, com uma luz que não sabe se queima ou não e você olha pro seu carro e tem uma pessoa encostada nele é no mínimo de ficar amedrontada. Caminhei devagar com as pernas tremulas tentando ver quem poderia ser e me surpreendi quando vi que era a Bruna.
- Eu estava te esperando – ela disse simpática e respirei aliviada por não ser um assassino – vamos comer alguma coisa?
- Tá tudo bem? – perguntei estranhando esse bom humor repentino, ou essa menina era doida ou ela tinha dupla personalidade.
- Está sim – ela veio até mim e segurou minha mão – me desculpa meu bem por hoje, eu estava nervosa e acabei descontando em você.
- Tudo bem, só não entendi muito bem o que estava acontecendo – disse ainda meio confusa, ela segurava minha mão fazendo carinho nos meus dedos, mas alguns rapazes estavam descendo rumo aos seus carros e ela largou minhas mãos bruscamente. Voltei a sentir a mesma sensação que senti com Juliana, preferi não dizer nada. Entramos no carro e fomos a uma lanchonete diferente da que íamos, ela conversava como se nada tivesse acontecido, mas dentro de mim alguma coisa ainda estava errada. Comemos e disse que a levaria em casa.
- Obrigada pela carona – ela disse já abrindo a porta do carro, segurei seu braço e perguntei se ela na me daria um beijo – melhor não, meus pais estão em casa e ainda não contei pra eles sobre nós.
- Entendo, não se preocupe com isso tá bom? – eu já estava preocupada demais por nós duas, eu daria um voto de confiança nela, nosso relacionamento estava no começo, não cabia a mim pressiona-la assim, todos tem o momento certo de se assumir para os pais. Me despedi de onde estava mesmo e fui pra casa.
Fiquei pensando em como eu estava apaixonada por ela e que nos dávamos tão bem, eu estava confiante que logo estaríamos juntas oficialmente sem precisar ficar escondendo de todos, esperaria mais alguns meses para que ela se sentisse segura em se assumir.
Depois desse dia ela voltou a ser a mesma pessoa de antes, sempre carinhosa, me respondia quase que imediatamente, tudo dentro dos conformes. Fariam seis meses que nós estávamos juntas e eu havia esquecido o episódio do escritório, até um dia que estávamos deitadas no sofá do meu apartamento e o telefone dela tocou, no visor vi escrito Amor, meu mundo desabou ali mesmo. Me levantei bruscamente e ela percebeu que eu havia visto quem estava ligando.
- Calma meu bem – ela dizia enquanto eu andava de um lado para o outro – senta pra gente conversar.
- Conversar o que Bruna? – eu estava nervosa demais pra conversar – quem é amor ? Você anda me traindo? – lembrei do episodio do estacionamento e parei de frente pra ela – Quem era o cara que te buscou o dia que passou mal?
- Que te traindo Camila – ela disse impaciente - pra te trair eu teria que ter algum compromisso com você – nossa, foi como se ela tivesse pego meu coração e massacrado com uma única frase – você não tem o direito de ficar me cobrando nada, não somos namoradas.
- Então você tá dizendo que esses seis meses não foram nada? – eu perguntei com um fio de voz não acreditando no que estava escutando dela.
- Não é isso – ela veio tentando pegar minha mão, esquivei-me do contato – para com isso Camila, mas minha família não aceita meu envolvimento com uma mulher e eu não posso te assumir ainda, ele não é alguém importante.
- Ele não é alguém importante? – explodi na hora – essa merd* não para de tocar – gritei vendo o celular dela tocar novamente – parece que seu ninguém importante está ligando, quem é ele?
- Isso não interessa agora – ela disse e desligou a ligação – olha, eu nunca te prometi nada, eu gosto de você Camila, mas eu não posso fazer isso agora – ela disse nervosa.
- Não pode fazer isso agora? – eu estava muito puta de raiva – Não pode me assumir agora depois de seis meses trepando comigo? – gritei pra ela.
- Não posso te assumir agora – ela gritou de volta.
- Enquanto isso, a dondoca tem um cara que ela usa pra desfilar por aí e a trouxa aqui, que te dá prazer quando você quer – eu já estava explodindo de raiva – pra fazer você goz*r eu sirvo, sou seu amor e tudo mais, mas pra me assumir não dá – eu passei a mão nos cabelos nervosa.
- Eu nunca te prometi um relacionamento – ela gritou.
- Claro que não prometeu, quando queria goz*r eu estava aqui pra te ch*par – gritei de volta.
- Eu não preciso ficar escutando seus desaforos – ela disse pegando sua bolsa na mesa de centro – se você não quer entende tudo bem, não vou te obrigar, tchau – não fui atrás dela, eu não conseguia para de pensar no que ela disse, como eu não tinha percebido os detalhes, ela não me deixava mais ir na sua casa, sempre que saíamos com os meninos da empresa ela sentava longe de mim e falava que não queria que pensassem que estava comigo por interesse. Burraaaa... Isso que eu sou, idiota demais por me apaixonar por alguém que estava comigo e com outro.
Chorei, chorei e chorei mais, era a única coisa que conseguia fazer naquele momento. Deixei que as lágrimas lavassem minha dor, outra vez eu estava sofrendo por alguém que não me assumia e nem merecia meu sofrimento. As palavras dela martelavam na minha cabeça e eu me senti uma otária, ela me deu sinais o tempo todo e eu me fiz de cega. Dormi chorando por ela, imaginando que ela estava com o cara e rindo da idiota aqui.
O dia amanheceu chuvoso e pela primeira vez eu não estava com vontade de ir pra empresa. Meu celular tocou e vi o número da minha irmã, ela adivinhava quando eu precisava dela.
- Alô – atendi com a voz chorosa.
- Oi meu amor, o que aconteceu? – ela perguntou preocupada do outro lado da linha.
- Sua irmã é uma idiota, isso que aconteceu – comecei a chorar – de novo Carol.
- Abre a porta pra mim – olhei pra porta e comecei a secar as lágrimas.
Abri e ela estava lá com aquele sorriso que me fazia acreditar que o mundo era bom. Abracei ela e me permiti chorar mais uma vez em seus braços. Ela passava a mão nos meus cabelos e me falava que estava tudo bem.
- Cami, tá tudo bem meu amor – ela deu um beijo nos meus cabelos e me levou pra sentar no sofá – eu estou aqui com você.
- Aí Carol, eu a amo, amo aquela ordinária – eu amava aquela estúpida traíra dos infernos pensei – como vou tirar essa dor de novo do meu coração, de novo.
- Da mesma forma que você tirou aquela vagabunda da Juliana, você vai tirar essa safada e cretina também – ela secou minhas lágrimas – não vou deixar essas garotas fazerem meu bebê chorar assim.
Carol tinha o poder de me fazer sorrir com facilidade, sempre me protegia quando éramos crianças, nos parques ou na escola quando as outras crianças brigavam comigo. Ela fez um café e ficou passando a mão nos meus cabelos até que eu dormi. Acordei com o cheiro de comida e percebi que estava faminta.
- Boa tarde – ela disse colocando comida em um prato pra mim – sua assistente ligou - avisei que você não estava bem e não iria trabalhar hoje, papai ligou e falei a mesma coisa – ela tomou um goele de café - um número escrito piranha vagabunda também ligou e esse fiquei na dúvida se era a safada antiga ou a nova, ai atendi e mandei ir pro inferno – eu ri pela primeira vez aquele dia. Eu havia colocado piranha no nome da Bruna quando ainda estava chorando por causa dela encostada no sofá, deprimente não é mesmo?!
- Obrigada por cuidar de mim – sorri pra ela – quando você chegou?
- Cheguei ontem à tarde, achei que você iria na casa do papai, mas você nem apareceu.
- Eu até iria, mas ontem eu briguei com a Bruna e resolvi chorar minhas pitangas em casa – dei uma garfada na comida – eu tinha me esquecido como é boa a comida que você faz.
- Só você gosta dessa gororoba irmã, pode ter certeza – terminamos de comer e resolvemos ver um filme. Bruna me ligou algumas vezes, mas Carol não me deixou atender, ao menos uma de nós tinha vergonha na cara. Carol era uma mulher linda de vinte e nove anos, quem nós via juntas jurava que éramos gêmeas pela aparecia ser quase igual. Hétero de carteirinha, sempre fez sucesso entre os garotos, como sempre fui muito tímida tinha o apelido de Quasimodo, pra quem não lembra é o nome do corcunda de Notre Dame.
No começo não me importava com esses comentários, mas com o tempo foi me incomodando, principalmente na minha adolescência, Carol foi expulsa de duas escolas por bater nas meninas que me chamavam assim, meus pais quase ficaram doidos.
Quando conheci minha ex, de cara a Carol não gostou dela, mas sempre me respeitou e aceitou meu namoro pra me fazer feliz. Juliana sabia do desgosto dela pelo nosso namoro e sempre fazia de tudo pra provocar sua irritação, não sei quantas vezes tive que separar as duas. Quando contei que tinha terminado com a Juliana, ela não fez questão nenhuma de esconder a felicidade.
- Ela era uma safada Cami – ela sempre dizia isso e no fundo eu sabia, só não queria concordar.
Pedi a Carol pra ficar comigo o resto da semana e ela achou o máximo. No outro dia acordei às cinco novamente, fiz meus exercícios e tomei coragem pra ir pra empresa. Carol disse que ia visitar alguns amigos e depois me encontrava, ela não gostava muito de ir pra lá, seu negócio mesmo era organizar casamentos.
Passei pela recepção da empresa como um foguete e não vi a Bruna em parte alguma, ajeitei minhas coisas e esperei a Rafa como de costume. Não me deixaria abalar por tudo que estava acontecendo, eu sofreria isso era certo, mas sofreria do portão daquela empresa pra fora, lá dentro eu deveria ser imparcial. Não demorou e ouvi batidas na porta, já conhecia a forma que ela batia antes de entrar na minha sala. Rafa abriu a porta com um sorriso que podia iluminar o planeta todo.
- Bom dia Dona Bacceli – me disse com a mesma simpatia de sempre – está melhor?
- Bom dia Dona Santiago – respondi com um sorriso amarelo – estou melhor sim. Obrigada. Quais nossos compromissos? – ela me passou todos os eventos de hoje e da semana.
- No sábado tem um evento na casa do Senhor Emanoel, posso confirmar sua presença? – ela perguntou me olhando e esperando minha resposta.
- Festa de aniversário da empresa? – questionei – meu tio não comentou nada comigo.
- Acredito que não, segundo a assistente dele é um evento particular onde somente pessoas importantes para a família foram convidadas.
- Confirme a nossa presença por favor – disse e ela continuou me olhando como se não tivesse entendido – sim, você vai a festa também.
- Creio que não fui convidada – ela disse calma.
- Pelo que estou vendo na mensagem do meu celular você foi sim – mostrei a ela a mensagem que meu tio havia me mandado ontem e eu nem tinha visto antes, claro que não vi só chorei, não teria visto a mensagem da Megan Fox se ela tivesse mandado – sábado eu busco você na sua casa as vinte horas, ok?
- Não disse que eu iria – ela respondeu mortal.
- Mas você vai? – perguntei sem graça olhando pra ela.
- Talvez – ela disse misteriosa, seus olhos não desviavam dos meus.
- Se você for.. quer ir comigo? – perguntei receosa.
- Está me convidando pra sair? – ela conseguia me deixar sem graça sem mudar a expressão do rosto.
- É.. é a fes..festa do meu tio – eu gaguejava igual uma bocó – só achei que seria melhor você ir comigo, já que o convite está nos nossos nomes – falei tímida e ela deu um leve sorriso.
- Tudo bem – ela respondeu calmamente – não se atrase – sorri pela exigência dela e voltamos aos assuntos importantes.
Ela me falava sobre as coisas que estavam acontecendo na empresa, os contratos que iriam ser vinculados e propostas que estávamos recebendo. Maurício se juntou a nós para elaboramos alguns planos de compras e vendas. Ele estava me surpreendendo, trouxe ideias ótimas para alavancar nossos investimentos e melhorar nossas vendas. Ajeitamos tudo dentro dos conformes de nossos departamentos e ele se retirou para sua sala.
Eu não ousei sair da minha sala e sempre que meu telefone do escritório tocava eu pedia pra Rafa atender, ela não me questionou o porquê daquilo e nem comentei nada. No meu celular haviam várias mensagens da Bruna falando que precisávamos conversar com urgência, que ela me amava e tudo mais, ignorei todas e continue a trabalhar.
Eram três da tarde quando a Rafa disse que teria que ir ao financeiro levar alguns papéis para serem assinados pelo Maurício e deixei que ela resolvesse algumas coisas para podermos ir a fábrica mais tarde. Estava distraída vendo alguns e-mails, quando a Bruna entrou na minha sala sem bater, parou com os braços cruzados em frente a minha mesa com a cara de cachorro que caiu da mudança, sabe o que eu fiz? Ignorei.
- Você vai ser infantil e não falar comigo por quanto tempo? – ela parecia aborrecida – eu disse que precisava falar com você.
- Eu vi suas mensagens e achei que você entenderia o recado – ainda estava olhando para a tela do computador, mas não estava prestando atenção em nada que estava ali – você tem algum assunto importante pra me trazer?
- Meu bem não faz assim com a gente – ela pegou minha mão em cima da mesa – tenta entender minha situação, eu estou querendo sair de casa, mas ainda vivo com meus pais e eles não aceitam que eu namore uma mulher.
- Olha Bruna eu gosto muito de você e eu.. – ouvi batidas na porta e ela largou minha mão, Rafa entrou e ficou nos olhando com curiosidade – pegou os papéis? – perguntei vendo que ela permanecia no mesmo lugar.
- Sim, ele assinou e disse que se precisar de mais alguma coisa é só avisar – ela disse vindo em direção a minha mesa.
- Meu primo anda com um humor ótimo nos últimos tempos, o amor muda as pessoas mesmo, mas tem gente que ainda é muito trouxa e não dar valor – joguei no ar.
- Bem, com licença – Bruna disse sem graça e saiu da sala. Pra variar meu resto do dia foi uma merd*, Bruna não saia da minha cabeça, eu queria que ela realmente quisesse ficar comigo, mas eu não iria me humilhar atrás dela enquanto ela estava com outro cara. Carol me encontrou na porta do prédio no fim do dia, estava animada com a festa que teria no sábado na casa do meu tio, eu já tinha me esquecido da bendita festa, mas não podia esquecer de buscar a Rafaela.
A semana se arrastou entre choro de saudade e ter que aturar ver a Bruna todo dia naquela empresa. Ela sempre que podia tentava falar comigo, mas ignorei todas as vezes, não iria aceitar mais como havia feito com a Juliana. Minha irmã me fazia companhia sempre que chegava em casa, mas eu não queria priva-la de se divertir pra ficar secando minhas lágrimas.
Sábado chegou e com ele a festa surpresa que meu tio estava armando. Carol me levou para comprar algumas roupas novas, ela queria botar fogo nas antigas, mas gente.. vê se pode uma coisa dessas. Fomos ao salão arrumar o cabelo e resolvi cortar um pouco no comprimento.
- Estava sentindo falta de sair com você assim – Carol disse enquanto esperávamos nossos cabelos serem secos – eu gosto muita da sua companhia e senti muito a sua falta nessas férias.
- Eu estava com saudades de você também – disse com sinceridade – meus dias se resumem em trabalho e casa.
- Você deveria sair mais, conhecer pessoas.
- Você que gosta de baladas irmã, eu sou mais quieta lembra? Quasimodo.
- Nunca mais diga isso – ela disse brava com o dedo na minha cara – você não vai carregar esse apelido ridículo o resto da vida.
- Me desculpa – disse sem graça – mas eu gosto as vezes da minha solidão.
- Você é uma mulher tão linda, devem ter milhares de garotas atrás de você – como ela era fantasiosa – aquela assistente da voz gostosa que você tem, com certeza ela deve dar em cima de você.
- Rafaela? – torci o nariz – A vida da Rafa é um livro que ninguém lê, ela vive pro trabalho e sempre que mudamos de assunto ela volta a falar de trabalho.
- As vezes falta um empurrãozinho da sua parte – ela piscou - ou da minha.
Terminamos no salão e fomos comer alguma coisa. Chegamos em casa já passava das dezoito horas, tomei banho e esperei que a Carol ficasse pronta. Já eram quase sete e meia da noite quando saímos de casa, eu sabia que a Rafa odiava atrasos, então tentei chegar o mais pontual possível.
Sua casa ficava na direção contrária à minha, mas não tão longe. As vinte horas eu estava estacionando em frente ao seu portão e na mesma hora ela abriu a porta.
- Divino da bicicletinha – Carol consegui exclamar e eu de boca aberta estava e de boca aberta fiquei. Rafaela veio caminhando em nossa direção, ela estava deslumbrante em um vestido vermelho curto e bem justo no corpo, seus cabelos castanhos soltos lhe davam um ar misterioso de mulher fatal – se você não der em cima dessa mulher pode ter certeza que eu dou – Carol disse ainda olhando pra Rafa que vinha em direção ao carro.
- Boa noite meninas – ela cumprimentou entrando na porta de trás.
- Boa noite, eu sou Carolina, mas me chame de Carol – minha irmã disse estendendo a mão pra ela – sou irmã da Cami.
- Eu imaginei, são igualmente lindas – ela disse simpática – a cara uma da outra -concluiu.
- Que gentil ela é irmã – Carol me deu um daqueles tapinhas no ombro, que dizem larga de ser sonsa estrupício.
- Tudo bem Rafa? – consegui dizer após secar a babá que escorria da minha boca, ela sorriu e me respondeu que sim, meu Deus, ela sempre ia elegante pra empresa, mas ela estava realmente de parar o trânsito. Seu perfume tomou conta do ambiente e me recordei de sempre sentir esse cheiro, mas o confundia com o da Bruna quando na verdade vinha dela.
- Vamos irmã? – Carol me perguntou me tirando do torpor que eu estava. Liguei o carro e fomos em direção a casa do meu tio. Carol e a Rafa pareciam grandes amigas e eu as vezes olhava pelo retrovisor e encontrava os olhos da Rafa presos nos meus.
- Rafa temos que sair juntas, posso te chamar de Rafa né? – Carol perguntou e ela disse que sim – precisamos arrastar a Cami com a gente, porque essa menina precisa beijar na boca.
- Carol – briguei com ela e ela gargalhou.
- Não acho que sua irmã precise ir muito longe pra achar alguém que queira beija-la – ela respondeu minha irmã, mas seus olhos estavam nos meus pelo espelho do carro, confesso que senti um frio na espinha com a intensidade daquele olhar.
- Concordo inteiramente com você, mas ela insiste em se achar feia – olhei pra Carol e ela tinha uma expressão sapeca no rosto – você não acha que ela é linda?
- Carol – briguei com ela de novo que se divertia com minha cara.
- Ela é uma mulher incrivelmente linda Carol – eu acho que até os pelos do meu dedo do pé se arrepiaram ao escutar aquilo dela, será que só eu tinha sentido um tom sensual na sua voz? Só falta eu estar fantasiando coisas agora.
Minha irmã mudou de assunto e ela a acompanhava na conversa, sempre muito bem informada sobre tudo que ela falava, eu preferi prestar atenção no trânsito e evitar ficar olhando pelo retrovisor, os olhos da Rafa , aquele perfume e aquela boca coberta com um batom na mesma cor do vestido estavam mexendo demais comigo e eu não queria confundir as coisas.
Chegamos na festa e estacionei o carro em um ponto mais afastado, mas de uma forma que ficasse fácil pra sair quando eu quisesse ir embora. Carol estava empolgada com a decoração que meu tio escolheu que nem nós esperou para entrarmos juntas.
- Carol – gritei, mas ela já estava longe – ela me mata de vergonha, desculpe.
- Não se preocupe – ela sorriu, puta que pariu que sorriso, eu fiquei olhando pra ela por algum tempo, até que ela me tirou desses devaneios que eram meus pensamentos – podemos ir ou você vai ficar me olhando por muito tempo? – pronto, eu estava da cor do vestido dela, escutei sua gargalhada e fiquei ainda mais sem graça – nunca te vi assim tão tímida.
- Droga – eu fiquei brava por ter ficado tão sem graça na frente dela, ela me olhava divertida e acabei sorrindo também.
Entramos na festa e tinham vários parentes reunidos, apresentei a Rafa a todos como uma das assessoras mais importantes daquela empresa e fomos para um canto esperar o decorrer da festa. Meu tio veio até nós feliz com uma taça de vinho e disse que queria comemorar, na mesma velocidade que ele chegou, ele saiu.
A festa estava animada e pude ver que a Carol se divertia bastante com alguns primos nossos, principalmente com um dos amigos deles chamado Ian. Rafa pra variar estava em uma conversa com meu pai sobre os investimentos e eu não queria falar de negócios aquela noite.
Estava sentada vendo as pessoas dançarem, quando meu coração parou, cocei meus olhos para ver se eu não estava sonhando, não podia estar vendo aquela cena, no salão estavam Maurício e a Bruna aos beijos, isso mesmo que vocês leram, eles estavam trocando vários beijos apaixonados no meio da festa. Meu tio os abraçava e beijou o rosto dela e dele. Não consegui levantar porque minhas pernas ficaram bambas, minha cabeça rodou e tive a impressão que iria desmaiar.
- Tá tudo bem? – escutei rafa me perguntar ao meu lado preocupada - Camila você está pálida, o que foi?
- Eu acho que preciso de ar puro – ela olhou para onde eu olhava e acho que entendeu tudo, mas não disse nada. Eu estava me levantando pra sair quando escuto meu tio chamando para um pronunciamento.
- Queridos amigos e familiares, todos sabem o quanto eu lutei pra que meu Maurício se tornasse um homem direito e de família – tomou um gole de vinho - Depois de muito tempo tentando, Deus colocou no caminho dele uma moça direita que fez ele se apaixonar, e hoje com imensa alegria eu anúncio que ela disse sim ao pedido de casamento dele – todos gritaram e bateram palmas, ela sorria pro meu primo e o beijou. Minhas vistas escureceram e o mundo rodou.
- Vem comigo – Rafa pegou no meu braço e me levou até um banquinho no jardim, meu corpo caminhava ao lado dela, mas minha alma não estava ali – tá tudo bem? – ela perguntou e eu não conseguia falar, eu não conseguia chorar, eu estava estática, morta por dentro – Camila?
- Eu quero ir embora – só consegui falar isso antes de ser tomada por um choro violento, chorei por ter meu coração despedaçado mais uma vez, chorei por pensar que ela mentiu de novo pra mim, chorei porque eu amava aquela vagabunda que tinha falado que me amava também, mas estava noiva do meu próprio primo, mas uma vez meu primo. Rafa permaneceu ao meu lado o tempo todo em silêncio, saiu somente quando minha irmã se aproximou.
- Cami o que foi? – ela perguntou assustada – porque tá chorando assim?
- Porque aquela vagabunda vai casar com o Maurício – Carol ficou assustada, mas parou e depois ligou os nomes.
- Aquela é a sua Bruna? – perguntou levantando meu rosto, vi a Rafaela atrás dela com um copo de água, fiz que sim com a cabeça – eu não acredito que você estava trans*ndo com a namorada do Maurício.
- Ela não era namorada do Maurício, ela era minha namorada – disse mais pra mim do que pra elas – ao menos era o que eu pensava.
Meu tio apareceu na porta e gritou a Carol, ela olhou pra mim e eu disse que ela podia ir, eu estava bem. Sequei as minhas lagrimas enquanto a Rafaela ficava a minha frente.
- Toma – Rafa me estendeu a água – vai te fazer bem.
- Eu sou uma idiota né – perguntei, e ela fez que não com a cabeça – como eu não liguei o número dele nas ligações que ela recebia?
- Só vemos aquilo que queremos ver – ela me respondeu – quer desabafar?
- Quero sair daqui – me levantei pra sair e vi a Bruna vindo com Maurício em nossa direção, olhei pra Rafa em desespero e ela pegou na minha mão.
- Prima – ele me abraçou – achamos você – A cretina nem olhou na minha cara, permaneceu com a cabeça baixa enquanto Maurício feliz contava que ia se casar – demorei, mas achei a mulher da minha vida e felizmente ela aceitou se casar comigo – disse e deu um beijo no rosto dela que sorriu pra ele.
- Que bom primo, desejo muitas felicidades ao casal – as palavras saíram amargas da minha boca – espero que ela te faça feliz e nunca minta pra você, porque a maior dor de todas é a da mentira.
- As vezes as pessoas só precisam se explicar – ela falou olhando nos meus olhos e pela primeira vez aquele azul não era mais a minha cor preferida – mas tem gente que fala que ama e logo já está nos braços de outra – ela se referia a eu estar de mãos dadas com a Rafa, eu nem havia percebido que ainda segurava sua mão e quando fiz menção de soltar ela apertou ainda mais sua mão na minha.
- Ficou muito feliz por vocês dois – Rafa disse interrompendo nossa troca de farpas e abraçou meu primo – já marcaram a data ?
- Ainda não, mas estamos pensando o mais próximo possível já que a Bruna descobriu que está grávida – eu não podia acreditar no que estava escutando, grávida?? Senti meu corpo desfalecer, só não cai porque a Rafa percebeu, largou minha mão e passou o braço na minha cintura, me trazendo pra perto dela – infelizmente ela perdeu o outro, mas Deus nos deu uma nova chance - como não pensei nisso antes, meu Deus, ela estava gravida... ela passava mal porque estava gravida e eu trouxa nem suspeitei - vocês estão juntas a muito tempo ? – ele perguntou e eu ia dizer que não, mas senti um aperto na minha cintura.
- Estamos nós conhecendo melhor – ela disse me olhando e sorrindo – Camila prefere que nós deixemos tudo ainda em particular pra não criarmos conversas erradas, não é amor?
- É sim – me limitei a responder. Tudo estava ficando confuso demais na minha mente, que conversa era aquela, eu não estava entendendo, mas ao ver o olhar de fúria que a Bruna lançou em nossa direção comecei a entender tudo – eu nunca tinha achado uma mulher igual a Rafaela – realmente fui sincera nessa última frase e a Bruna percebeu percebeu.
- Eu fico mais feliz ainda por vocês, eu confesso que suspeitava que estavam juntas, porque a Santiago nunca deu moral pra cara nenhum naquela empresa e sempre ficava trancada naquela sala com você.
- Eu... espera – eu disse saindo dos abraços da Rafa, o calor do seu corpo junto ao meu já estava começando a me dar arrepios estranhos – a Rafaela e eu nunca tivemos nada dentro da empresa, ela sequer me deu qualquer moral lá – entrei na mentira.
- Eu tô brincando prima – ele riu me dando um tapa no ombro – eu sei o quanto ela é profissional e tem respeito por aquela empresa, aliás Santiago me perdoe por qualquer mal entendido que possamos ter tido – ele disse estendendo a mão a ela que apertou em sinal de paz – quero que vocês duas sejam minhas madrinhas de casamento – era só o que me faltava pra completar a minha noite trágica, descobri que a mulher que eu amava estava noiva do meu primo, grávida e ainda queria que eu fosse madrinha. Abri a boca pra dizer um não bem grande, mas a Rafa foi mais rápida.
- Claro que aceitamos – ela respondeu com a cara mais deslavada – não é amor?
Deus só podia tá tirando uma com minha cara, ela conversava com eles como se fossemos a família mais feliz do mundo. Bruna com a cara de poucos amigos só concordava quando ele perguntava algo e eu estava só vegetando ao lado da minha assistente. Eles se despediram de nós e eu ainda fiquei lá olhando ela ir embora com ele.
- O que foi isso? – perguntei a ela quando voltei a mim.
- Você queria que eu fizesse o que? – ela perguntou com uma calma que chegava a me dar raiva – que deixasse você desmontar na frente da sua “ namorada” e do noivo dela ?
- Olha aonde você se meteu agora – andei de um lado pro outro – burra, burra, estúpida...
- Eu espero que isso não seja pra mim – ela disse e se sentou, cruzou as pernas e o vestido como era justo deixou suas pernas longas e torneadas mais de fora ainda, perdi completamente o que estava fazendo – ótimo – ela deu um sorriso cínico - agora que tenho sua atenção vamos fazer assim – ela apontou pra que eu me sentasse – você e eu estamos nos conhecendo mais intimamente, vamos ao casamento e após a cerimônia nós separamos, eu evito você de entrar em uma depressão e me divirto com tudo isso.
- Você fala como se estivesse fazendo um dos negócios da empresa – disse estarrecida – se divertir? Isso tá mais pra um circo dos horrores da família Bacceli.
- Mas isso não passa de um negócio meu amor – ela disse com segurança – e no final você vai me agradecer por não te deixar sozinha.
- Obrigada pela ajuda agora a pouco, se você não estivesse mesmo acho que eu teria saído correndo – dei um sorriso amarelo – ou teria desmaiado.
- Eu sei – ela sorriu também – então, tenho que comprar meu vestido de madrinha, pra ir com a minha “ namorada” – ri da cara sapeca que ela fez.
- Não te incomoda? – perguntei.
- O que? – ela mexia nos cabelos e o perfume que exalava deles era muito bom.
- As pessoas saberem que você é minha “namorada” ? – fiquei sem graça, não sei porque sou tão tímida – de você ter que fingir que gosta de mim, de ser apontada como lésbica.
- Não – disse com segurança – eu não me importo com o julgamento das pessoas e você também não deveria se importar.
- Carol vive falando isso pra mim – a vida toda ela me falava isso – as vezes eu queria ser como ela.
- Como? - ela olhou no fundo dos meus olhos.
- Ah sei lá – olhei pro céu pensativa – ela sempre foi solta, fez tudo que queria, conheceu várias pessoas e namorou a maioria delas – voltei a olhar pra ela – eu tive poucos relacionamentos e todos fracassados – suspirei – traída ou abandonada.
- Talvez seja porque você se esconde dentro de uma casca – ela falava tranquila – tem cinco anos que eu vejo você se matando dentro daquela empresa, sempre é a primeira a chegar e a última a sair.
- Você também – a lembrei.
- Sim, mas eu saio de lá e vou viver, já você acredito que vá para sua casa comer comidas esquentadas ou de fast food por aí – essa mulher só podia ter uma bola de cristal pra saber isso tudo – porque o espanto? Você esqueceu que eu que pago sua conta do cartão de crédito? – pela primeira vez naquela noite eu gargalhei com vontade, era muito fácil esquecer das coisas quando conversava com ela.
- Tá bom, tá bom – levantei os braços em sinal de rendição - você está certa como sempre dona sabe tudo.
- Eu sei – ela disse convencida – você é linda, inteligente, trabalhadora e toda garota queria ter uma mulher como você do lado, você só tem que mostrar a elas que você é autossuficiente, sem depender do amor de ninguém pra ser feliz, só do seu – eu estava encantada com essa mulher na minha frente – quando você aprender a se amar, vai ser capaz de amar alguém e ser amada por ela – posso falar de novo que estou encantada com ela ? Conversamos mais alguns minutos antes da Carol nos chamar para o jantar.
- Como assim você namora a Rafa? – ela perguntou me puxando para um canto onde não havia ninguém.
- Aí irmã longa história, mas quando chegar em casa eu te conto – segurei a mão dela – mas por favor confirma tudo que for relação a isso.
- É por causa daquela lambisgoia que não tira o olho de você?
- Ela tá grávida do Maurício Carol – disse com tristeza e limpei uma lágrima que teimava em cair. Carol colocou as mãos na boca em sinal de espanto – pra você ver como tudo pode pior.
Me sentei na mesa junto com os outros convidados, rafa e Carol conversavam com as outras pessoas e eu preferi ficar em silencio, apenas sorria quando se dirigiam a mim. Bruna e Mauricio se sentaram a nossa frente, não ousei olhar hora nenhuma em sua direção, mas podia sentir seus olhos sobre mim.
Fim do capítulo
Amoras, devido ao ultimo problema na minha publicação eu deicidi postar a noite quando eu estivesse em casa, estava postando do trabalho, mas o pc de la no colaborou.
Então terça eu posto o quarto capitulo pra vocês e mais uma vez obrigada por lerem.
Sobre os comentários vocês ja sabem o que fazer =]
Bjokas
Comentar este capítulo:
Cacavit
Em: 31/10/2020
Olha:"suspeitei desde o princípio ", que vacilona, mal caráter essa Bruna, " os caras só querem sexo sem compromisso e eu tenho compromisso com você " e já estava pegando o Mauricinho desde antes da primeira vez delas, mas é uma pilantra mesmo, cretina!!!.
Falsa e mentirosa!!!
olivia
Em: 12/04/2020
Nossa que , capitulo maravilhoso.Amei cada virgula, com uma Rafaela dessa até, Meus cabelos iriam arrepiar , eita mulher porreta !! Bruna é uma anta natalina!!! Parabéns, continue nos encantando com essa surpresa de escritora que, tu é!!!!
Resposta do autor:
Olá Olivia =]
Que maravilhaaaaaaa, fico imensamente feliz que você esteja lendo e gostando.
Rafa é uma deus né?! Essa Camila tem que acordar pra vida kk =].
Gratidão pelo carinho, isso me motiva muito a escrever cada dia, ate eu estou um pouco surpresa com isso tudo.
Até logo.
Bjokas
[Faça o login para poder comentar]
Marta Andrade dos Santos
Em: 12/04/2020
Aí Rafa.
Resposta do autor:
Olá Marta =]
Eu tambem suspiro pela Rafa kk
Ai Rafa...
Bjokas
[Faça o login para poder comentar]
Rose_anne
Em: 12/04/2020
que capítulo maraaaa
Bom que resumiu tudo nesse capítulo
Eu já sabia que a Bruna estava namorando o primo querido
Quero só ver o que vai da nesse casamento..
Resposta do autor:
Oie Rose.
Resumi tudo né =] pra agilizar o processo de uma vez kk.
Bruna é uma mau carater mesmo, eu sempre suspeitei dela, to ansiosa pra esse casamento tambem.
Ate logo.
Bjokas
[Faça o login para poder comentar]
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]