A sessão havia chego ao fim e eu estava trocando de roupa no vestiário. Um extra que seria usado para o tratamento de Cristian. Me agarrei com toda a minha fé nos 52% de chances de cura. Não estava sendo fácil manter a concentração em todas as minhas tarefas diárias, entretanto eu precisava para não sucumbir ao desespero. Seria seis meses para poder sabermos se o tratamento deu certo.
Eu precisava manter a cabeça no lugar.
Charlotte estava sendo a minha base em meio àquela tempestade. Ela me acalmava e me enchia de esperança sem precisar dizer nada. Sentia que havia encontrado a minha metade. Era cedo demais para pensar assim?
- Não... Está sendo muito divertido, na verdade... - parei na porta do vestiário. - Ela é uma deusa... Jamais fiquei tão desejosa de ter alguém em minha cama, como estou agora... - era a Sheron. Ela estava ao celular e ria como se alguém houvesse lhe contado uma piada. - Escreve o que estou te falando, essa mulher vai visitar a minha cama...
Franzi o cenho.
- Conheci sim... Ela é lindíssima. Acho que agora, como sócia, a minha mãe vai poder me colocar diretamente como modelo. Estou animadíssima com a possibilidade. - decidi voltar para os armários e esperar que Sheron fosse embora.
"De quem ela falava? A garota parece ser do tipo que não mede esforço pra conseguir o que quer."
- Ei, vamos... Estamos atrasadas pra faculdade. - Lari já estava com sua bolsa.
- A Sheron já foi? - a ruiva rolou os olhos.
- Já sim... Assim que passei por ela, ela desligou o celular e voltou para o estúdio. Sabe, Lua... Eu não gostei nenhum pouco dessa garota. - Larissa não era o tipo de pessoa que fazia julgamentos precipitados, então se ela não foi com a cara da loira, era porquê de fato sentiu o mesmo que eu.
- Também não gostei... Sei lá, fiquei toda arrepiada quando ela me olhou na sala da Charlotte. - seu olhar sobre mim foi estranho.
- Por falar em pessoas que dão arrepio... O que a Pietra veio fazer aqui? Ela e a Charlotte viraram amigas? - também estranhei aquela visita.
- Não faço ideia, Lari... Mas eu queria que elas pudessem se aproximar. A Pietra não é uma pessoa ruim. - definitivamente não a via como um monstro.
- Espero que você esteja certa, Lua...
Nos despedimos de todos no estúdio e para a minha sorte, Sheron já não estava mais por lá. Mandei uma mensagem para Charlotte, avisando que estava indo para a faculdade. Eu precisava entregar um trabalho, pois em seguida iria para o hospital encontrar a minha mãe e o meu irmão.
Faltava tão pouco para terminar a faculdade.
"Graças a Deus! Só mais dois meses e meio."
Cheguei ao hospital e encontrei minha mãe estava dormindo na poltrona, enquanto Cristian estava em uma transfusão de sangue. Ele estava pálido e com olheiras profundas. O cabelo havia sido raspado, para que o processo de perda não foi tão ruim.
Ele dormia profundamente, pois quase não pregou os olhos essa madrugada.
- Filha... Quando Chegou? - minha mãe ficou de pé e veio até a mim, me abraçando.
Ela estava tão devastada, mas diante de todas se mostrava um touro.
- Agora, mãe. A senhora quer comer algo? - ela sorriu. Eu admirava sua força.
- Quero sim, filha... Ah, hoje a namorada dele veio. Você precisava ver a alegria dele. - olhei para o meu irmão. - Ela parece ser uma boa moça, filha.
- Também acho, mamãe. Ela ama o Cris. - mordi meu lábio.
De repente, senti uma vontade sufocante de chorar.
- Vou comprar algo pra comermos. Também estou faminta. - beijei sua testa e sai do quarto, antes que eu desabasse.
Quando cheguei a recepção, pois iria comprar algo em frente ao hospital, a comida dali era horrível, vi ao longe Pietra. Ela estava no pequeno estacionamento e quando se preparava para entrar em seu carro, seus olhos caíram sobre mim. Acenei e fui até onde ela estava.
- O que faz aqui? - ela estava com roupas simples e um rabo de cavalo.
- Seu irmão está fazendo tratamento aqui? - Pietra fugiu de minha pergunta.
- Sim... É aqui. - eu estava me coçando para perguntar o que ela foi fazer na Allen. - É... O que foi fazer hoje no escritório da Charlotte?
Ela ergueu a sobrancelha.
- Você é bem indiscreta, não é mesmo? - ela riu.
Acho que era a primeira vez que a via rindo.
- A curiosidade está me consumindo. - confessei e sorri.
- Entra aqui...
Pietra abriu a porta do carro e eu dei a volta, sentando no carona.
- Diz logo... - ela ficou me encarando por alguns segundos e depois sorriu.
- De fato, você é uma mulher bem curiosa e diferente. - franzi o cenho. - Bom, eu vou me candidatar a prefeitura de Belém...
Meu queixo quase foi ao chão.
- É o que? - ela voltou a rir.
- Sim... É isso o que você ouviu. - ela ficou de frente para mim. - Fui pedir a Charlotte que crie toda a parte publicitária e também que você fosse a minha garota propaganda.
- Eu? Por que? - Pietra olhou para o para brisas.
- Porque você me mantém na linha. Sem perceber. - ok! Eu não estava preparada para aquela resposta. - Pedi que a Charlotte me desse uma força além do trabalho de publicidade.
- Ela aceitou? - por que ela não havia me dito nada?
- Sim, mas impôs uma condição e eu vim cumprir minha parte. - se possível, eu estava ainda mais impressionada.
- Posso saber qual foi? - ela me encarou novamente.
- Um dia... - Pietra demorou alguns segundos, até se pronunciar novamente. - O que acha de mim, Luane?
Que pergunta era aquela?
- Como assim? Por que essa pergunta tão repentina? - ela mordeu o lábio.
- Você virou uma espécie de régua moral pra mim... Então. - ela suspirou. - Esquece... É bobagem.
Pensei por alguns segundos.
- Acho que você está no caminho certo, patricinha cabeça de vento. - destravei a porta e a abri. - Eu sei que essa marra toda é pra esconder um coração mole.
Pietra ficou muda e eu fechei a porta, lhe dando "tchau" com a mão.
O veículo deu partida e logo deixou o estacionamento. Ao me virar, dei de cara com Charlotte e o que vi em seus olhos me deixou apreensiva. Me aproximei, pois precisava lhe explicar o que fazia com Pietra.
- Não me olhe assim... - tentei segurar sua mão livre, pois a outra estava ocupada com algumas sacolas, porém o ato foi repudiado.
- Sente algo por ela? Quer que eu deixe o caminho livre pra vocês? - franzi o cenho, não acreditando naquilo.
- Você tá se ouvindo, Charlotte? - respirei fundo. - Você ainda não percebeu que eu te amo?
Ela ficou a me olhar por vários segundos.
- Vamos levar isso pra sua mãe. - sua voz ficou fria e aquilo me preocupou. - Vou levar vocês em casa.
- Charlotte...
- Depois, Luane... Depois...
Ela me cortou e passou a caminhar a minha frente. Passei as minhas mãos, bagunçando os meus cabelos. Parei ao notar que uma senhora me olhava como se eu fosse alguma louca.
"DROGA!"
- Charlotte, filha... - minha mãe abraçou a minha poderosa.
- Oi, dona Regina. Trouxe aquele escondidinho de camarão que a senhora adora. - me mantive distante.
- Ah, minha filha... Obrigada!
- Charlotte, você veio... - Cris estava acordado.
- Oi, meu cunhado lindo. - ela puxou uma cadeira e sentou ao seu lado. - Trouxe isso pra você.
Charlotte tirou de uma sacola uma caixa.
- Tem mais de duzentos jogos. - os olhos de Cristian brilharam.
- Um play portatil... Caramba, Charlotte. Obrigada!
Ele pegou a minha poderosa de surpresa, a abraçando. Charlotte estava emocionada, mas fez de tudo para esconder. Ela me olhou por vários segundos e por um momento me imaginei casada com aquela mulher.
Me assustei com intensidade dos meus pensamentos.
- Filha, você está bem? - voltei a realidade.
- Estou, mamãe... - sorri. - Vou até a administração, falar com o diretor do hospital.
- Há algo errado? - Charlotte finalmente se dirigiu a mim.
- É o que irei descobrir...
- Eu vou com você... - ela ficou de pé. - Preciso falar com ele.
Fomos até a sala do diretor e para a minha surpresa, ele apenas queria agradecer pela iniciativa da campanha. Os bancos de sangue e células tronco haviam aumentando consideravelmente.
- Antes de irmos... Gostaria de saber se este documento é legitimo. - ela entrou alguns papeis para Gustavo, que os leu por alguns segundos.
- Sim, ela esteve aqui há pouco par assinar os documentos. Foi uma quantia muito generosa. - ele sorriu e eu fiquei sem entender nada.
- Obrigada, Gustavo. E parabéns! O trabalho que vem desenvolvendo aqui é fantástico. - eles deram um aperto de mãos.
- Obrigada, Charlotte. A ajuda de vocês foi muito importante...
- Conte conosco... Sempre que precisar.
Nos despedimos do diretor e voltamos para o quarto de Cris, cada uma presa em seus pensamentos.
Charlotte nos deixou em casa no cair da noite, se despediu de minha mãe e irmão, porém apenas me deu um beijo no rosto. Por qual motivo ela estava achando que eu queria algo com a Pietra? O que deu nela?
Olhei as horas e já se passava das oito.
"Preciso ajeitar isso."
Troquei de roupa, avisei minha mãe que iria sair e chamei um Uber. Acredito que estava na hora de investir em um carro. Logo teria a minha carteira, então precisaria de um veículo.
- Toma cuidado, minha filha... - dona Regina beijou a minha testa. Cristian estava na sala com a namorada.
- Tá bom, mamãe... Qualquer coisa, me liga. Por favor! - lhe abracei e sorri.
Depois de quarenta minutos, cheguei ao condomínio. A minha entrada foi liberada, então o Uber me deixou bem em frente a casa de Charlotte. Dei um nó no sobretudo, sentindo o vento bagunçar os meus cabelos.
Aquela peça havia sido comprada há um tempo para uma festa a fantasia que Lari e eu fomos.
Toquei a campainha e esperei por alguns segundos, até que a porta se abriu e uma deusa surgiu em meu campo de visão. Ela estava linda com um shortinho de moletom e uma regata branca, soltinha. Os cabelos sedosos soltos e de pés descalços.
Charlotte me olhou da cabeça aos pés.
- A senhorita está perdida? - ela perguntou. Sua voz saiu rouca, um tanto quanto sedutora.
- Acabei de achar o que queria... - dei meu melhor sorriso.
Espalmei minha mão sobre o colo de Charlotte, empurrando-a levemente para dentro, fechando a porta em seguida. A segurei pela barra da regata, a puxando até a sala e lhe fazendo sentar no sofá.
O seu olhar me enchia de excitação.
- Vim deixar uma coisa bem clara para você, Charlotte. - desfiz o nó do sobretudo.
- Estou louca pra ver você deixando tudo claro... - mordi meu lábio.
Fiquei de costa para ela, indo até o pequeno aparelho de som e dei play na música. Tirei o sobretudo, ficando apenas de lingerie vermelha e de renda, exatamente a que eu sabia que minha poderosa adorava. Então passei a me mover de forma lenta e virei para olha-la e foi quando percebi que estava no caminho certo.
Os seus olhos se tornaram mais escuros.
- Não sei de onde tirou... - me aproximei, trazendo suas mãos para os meus quadris e a senti o apertar forte. - Que eu queira outra pessoa... Ah...
Senti uma boca tocar levemente em abdômen.
- Mas você está... - lhe empurrei, a montando de frente. - Totalmente enganada.
Puxei seu lábio inferior, ouvindo um gemido rouca sair de sua garganta.
- Estou? - nossos olhos se encontraram. Eu desejava lhe beijar a boca até me faltar o ar, mas precisava dizer o que estava em minha mente.
- Sim... - continuei me movendo sobre ela, no ritmo da canção. - Sou louca... Totalmente louca... Desesperadamente louca por você, Allen arrogante...
Luane tomou a minha boca de uma forma que foi impossível resistir. Tirei o seu sutiã, sentindo os montes nas palmas de minhas mãos. Nosso beijo foi interrompido, pois a loira tirou a minha regata, mas logo voltou a me enlouquecer.
Eu estava em chamas.
Deixei sua boca, quando o ar nos faltou e busquei pelos seios. Os chupei, brinquei e deslizei minha língua pela a pele sedosa. Coloquei meus dedos sobre o seu sexo e mesmo com o tecido, eu podia a sentir molhada e quente.
- Aaaah...
Ela se projetou para trás quando a penetrei com um dedo e logo em seguida com dois. Suas unhas cravaram em meu ombro, o seu corpo se movia de uma forma frenética, enquanto os seus seios subiam e desciam.
Luane é a perdição em pessoa e eu amava-lhe ver gozando em meus dedos. O meu corpo pedia para ser tocado também. Eu a queria em todas as partes possíveis e inimagináveis.
- Eu te amo, Charlotte Allen... - ela estava tremula, ofegante e com a testa grudada na minha.
- Eu te amo... Amo muito. - beijei seus lábios com delicadeza.
- Não duvide disso... Por favor. - ela segurava minha face, me olhando nos olhos.
- Eu enlouqueço quando se trata de você... - toquei sua face.
O interfone tocou.
"Quem poderia ser àquela hora?"
- Deixa toca... - Luane riu.
- Você precisa atender, amor... - rolei os olhos.
- Preciso mesmo? - ela me beijou os lábios.
- Vai logo... - a contra gosto, levantei e coloquei minha regata e Luane passou a se vestir.
Jamais perdoaria quem ousou interromper aquele momento.
- Pois não? - franzi o cenho. - Quem?
"Era tudo o que faltava."
- Sim... Deixe-a passar. - droga!
Voltei para a sala e Luane estava com o sobretudo outra vez.
- Quem é? - respirei fundo.
- Sheron... A filha da Renata. - Luane franziu o cenho.
- O que ela faz aqui, Charlotte? - passei a mão em meus fios. - Não me diga que... - a campainha tocou.
Luane arrumou o sobretudo e foi até a porta. Fiquei a observar o que ela faria, então apenas me aproximei. Ao abrir a porta, o olhar de Sheron caiu sobre ela. A garota estava com uma garrafa de vinho.
- Luane... O que faz por aqui? - me coloquei ao lado da loira.
- Estava pensando o mesmo sobre você. Boa noite, Sheron. - Luane mudou o tom de voz.
- Boa noite, Sheron. Entre, por favor. - ela ficou em silêncio, nos encarando.
- Acho que cheguei em um momento ruim. - a loira ergueu a sobrancelha. - Volto em outro momento.
E sem dizer mais nada, Sheron nos deu as costas e foi embora. Luane fechou a porta e me olhou, esperando uma explicação. Sua cara de zangada elevou a minha excitação. A puxei para mim, beijando sua boca com fome. A loira tentou barrar as minhas tentativas, porém fui mais insistente até que ela permitiu minha língua encontrar a sua. Um rastro com nossas roupas foram ficando pelo caminho até o sofá. Me deitei sobre aquele corpo tão perfeito e encaixei nossos sexos, gemendo pelo contato tão delicioso.
Luane cravou as unhas em minha cintura, enquanto nossos corpos estavam dançando, se conectando. Procurei sua boca, pois era assim que desejava derramar meu mel. O ritmo ficou mais rápido, exigente, até ambas chegamos ao ponto mais alto do prazer.
Eu podia sentir seu coração bater contra o meu.
- Se quiser brigar comigo... - procurei seus olhos. - Faça enquanto me ama de todas as formas. - chupei seu lábio. - Depois eu digo tudo o que você quiser...
Não lhe dei tempo de protestar e voltei a beija-la. Nos amamos até a exaustão e satisfação de nossos corpos. Agora, ela dormia sobre meu corpo de um jeito jogado, enquanto eu velava o seu sono. Joguei uma coberta que eu sempre deixava para enfeitar o sofá, sobre nós.
Sorri, desejando que aquele momento durasse para o resto de nossas vidas.
Fechei os olhos, me entregando ao sono sem protestar. Eu estava feliz, relaxada, então aquela seria uma ótima noite de sono.
9 de outubro.
Acordei um pouco antes que Luane e fui para a cozinha preparar algo para comermos. Eu não era nenhuma chefe de cozinha, confesso, entretanto sabia fazer algumas coisas. Deixei a mesa pronta e já estava vestida para trabalhar. Fui até a sala e Luane estava acordada, se despreguiçando.
- Bom dia, meu amor... - lhe abracei pelas costas. Ela estava usando o roupão que eu havia deixado para ela. - Não quis te acordar. Você estava linda e serena.
Ela se virou, me envolvendo pela cintura.
- Bom dia, meu amor... - ela sorriu e eu tive certeza que era aquilo que eu desejava ver todas as manhãs. - Você está linda e cheirosa... - seu nariz passeou por meu pescoço, arrepiando a minha pele. A boca bem feita colocou na minha em um selinho longo. - Que horas são?
- Sete e meia... - Luane arregalou os olhos.
- Meu Deus, Charlotte... - a loira me soltou e passou a procurar por suas roupas.
Gargalhei, vendo sua afobação.
- Calma, amor... Vai tomar banho, troca de roupa e vamos juntas pra empresa. - a segurei e a fiz me olhar. - Eu te amo... - colei minha boca na dela.
Ganhei outro sorriso.
- Eu te amo, minha Allen arrogante...
Luane foi tomar banho e eu voltei para a cozinha, ligando meu notebook. Iria ver as primeiras notícias do dia, quando me deparei com uma manchete em uma revista concorrente de fofocas.
- Betânia Simões foi traída pela noiva... - franzi o cenho.
Movida pela curiosidade, abri a manchete e minha surpresa foi tamanha. Daniela estava sendo acusada de trair a empresária e um vídeo íntimo seu estava sendo exposto. Cliquei no link e fui direcionada para outra aba.
Dei play no vídeo e ri do que via.
- Quem diria... - respirei fundo. - Caiu sozinha... Nem precisei fazer nada. - sai do site.
- O que houve, amor? - Luane se sentou em meu colo.
- Veja, amor...
- Betânia Simões, magnata dos hotéis de luxo, teve o seu casamento cancelado depois que um vídeo de sua noiva, Daniela Carvalho, foi exposto nessa madrugada. Sua acessória publicou uma nota há uma hora e exigiu a retirada do conteúdo das redes... Caramba! - a loira me encarou. - Que vagabunda...
Aquilo me fez rir.
- Você nem precisou se vingar, Charlotte. - ela franziu o cenho. - Como se sente?
- Sinto que quero beijar você. É assim que me sinto...
Alguns minutos depois, chegávamos à empresa. Durante o trajeto, contei a Luane sobre as coisas que Sheron havia me dito durante a visita as instalações da The Future. A loira me disse que havia escutado uma conversa de Sheron ao telefone.
Não tinha um bom pressentimento sobre aquilo.
Luane contou o que Pietra e ela haviam conversado e me pediu para tentar ser mais próxima a ela, pois notou que a minha "irmã" de fato almejava mudar. Preferi não dizer a loira que Pietra estava interessada nela.
Resolvi apenas confiar nos sentimentos que nos unia.
- Não gostei dessa frase... Ela não parece real. - analisei as fotografias sobre a minha mesa. - Luane, o que acha dessas aqui? - separei quatro.
- Se encaixa perfeitamente. Acrescenta mais essa e pronto. - olhei com mais atenção e amei o resultado.
- Perfeito! São essas, Daniel. Passe com o diretor do RH. - ele me olhou sem entender nada. - Você está oficialmente contratado.
- É sério, senhorita Allen? - o rapaz sorriu. Era um excelente profissional e de um talento ímpar.
- Vá logo... Já tem um espaço preparado pra você no estúdio. Seja bem-vindo a Allen. - apertei sua mão.
- Deus... Minha esposa não vai acreditar. Obrigada pela oportunidade, senhorita Charlotte... Obrigada!
Ele deixou minha sala.
- Você é incrível, senhorita Allen... - Luane me abraçou pelo pescoço, me deixando arrepiada.
- E por que? - sua boca se aproximou de meu ouvido e eu senti o corpo inteiro acender.
Perdi o raciocínio.
- A senhorita não pode entrar... - Luane se afastou. Olhamos para a porta.
- Eu preciso falar com você. - Daniela estava descabelada e parecia furiosa.
- Desculpe, Charlotte... Ela foi entrando. - Paola olhava com desagrado para ela.
- Tudo bem, Paola... Pode ir.
Ela fechou a porta.
- SAÍA VOCÊ TAMBÉM! - ela teve a ousadia de gritar com Luane.
- Baixa o volume, Daniela. Você não manda em nada aqui. - fui até o telefone. - Vou chamar a segurança e pedir pra te acompanhar.
- Eu não vou sair daqui sua vagabunda! - ergui a sobrancelha. - Foi você, Charlotte... Você quem contratou aquela mulher pra me seduzir e fazer aquele vídeo. Sua infeliz, você acabou com o meu noivado...
Ela tentou vir para cima de mim, mas foi barrada por Luane.
- Você tá maluca? - a loira a afastou.
- Não toca em mim! - Daniela acertou o rosto de Luane.
- TÁ LOUCA? - a empurrei, me controlando para não agredi-la. - Nunca mais toque com essas mãos imundas na minha mulher. Não sei o que você acha que fiz, mas também não me interessa. Saía daqui agora mesmo... E agradeça por eu não enfiar a mão na sua cara.
- Você acabou com a minha vida, Charlotte... - do que aquela louca estava falando?
- Vá embora! Não fiz nada... Sua vida já não me interessa há tempos. - peguei o telefone e chamei os seguranças.
- Isso não vai terminar assim, Charlotte. Grave minhas palavras. - dois seguranças entraram em minha sala. - Me soltem!
- Acompanhem essa mulher até a saída e não a deixem entrar na Allen nunca mais. - respirei fundo.
- Sim, senhorita Allen...
Daniela saiu de minha sala, me deixando uma grande interrogação.
- Você está bem, meu amor? - segurei em sua face.
- Sim, eu estou... Do que ela falava? - levei a mão a nuca.
- Não faço ideia... - fui até o sofá e desabei.
- Charlotte, ela te acusou de divulgar o vídeo. Amor, você precisa esclarecer isso tudo ou aquela mulher pode prejudicar a sua imagem. Lembre que semana que vem a sua empresa abrirá as portas. - ela tinha razão.
- Vou ligar para o meu advogado e me informar de que medidas tomar. - fechei meus olhos. - Estou cansada de tudo isso... Queria apenas que Daniela ficasse no passado e não voltasse nunca mais...
Luane sentou ao meu lado, me fazendo deitar em seu peito. A loira passou a fazer carinho em meus fios. Aquilo sempre me acalmava de uma forma eficaz. Me permiti ficar ali e esquecer que o mundo lá fora era um caos.
Naquele mesmo dia, falei com meu advogado e ele sugeriu que eu iniciasse um processo de calunia e difamação. Primeiro, iria até Daniela saber a fundo de onde surgiu a ideia de que era eu a idealizadora de tudo aquilo.
Algo em mim dizia que havia muito mais por trás daquela história.
Cheguei ao estacionamento e o meu carro não era o único ali, o que estranhei bastante e ao abrir a porta do meu carro, meu coração veio a boca quando senti uma mão em meu ombro.
Me virei.
- O que... O que faz aqui? Quer me matar do coração?
- Preciso falar com você...
Respirei fundo.
- Segue o meu carro... - Pietra não deu espaço para diálogos e entrou em seu veículo.
- O que é agora? - mordi meu lábio. - Droga...
Entrei em meu carro, seguindo o AUDI preto, me perguntando o que viria agora, pois nada mais me surpreendia. Eu só queria que tudo aquilo chegasse ao fim. Minha vida havia se tornado uma montanha-russa.
- Preciso me manter no controle... Mantenha a calma, Charlotte...
Fim do capítulo

Andreia
18/01/2021 às 21:18
Nossa quando a Charlotte vai ter paz um pouco confusão em cima de confusão.
Uqndo não é um e outro no meio delas ou e levando problemas p uma ou p outra ou senão o destino aprontando p elas o que mais falta acontecer com as duas.
O prefeito tá muito quietinho demais viu ele deve ta aprontando alguma p as duas ou tbm p Pietra.
Bjs
Master
09/04/2020 às 12:10
Pra onde a pietra vai levar a Charlotte heim curiosa aqui, amo demais essas duas, quando vamos ter uns de larissa e helena heim autora louca pra elas juntinhas também.
Resposta do autor:
aaaaaaaaaaaaah sobre a lari e a helena, falaremos nas notas finais do prox cap...
já temos um novo...
Anny Grazielly
08/04/2020 às 19:11
Caraaaa... ainda vou pirar com essas duas.... estou com medo da Pietra ta usando da confiança da Lua e Charlotte para acabar com elas... meu coração agora ficou pequenino...
Espero que tanto Lua como Charlotte nunca deixem de falar o que acontece uma com a outra... que exista sempre a confiança nesse amor das duas... pq so o que tem eh gente querendo acabar com elas...
Estou realmente com medo delas se separarem... :(
Resposta do autor:
nãooooooo pira antes do tempo...
elas vão ter que tirar força uma da outra, porque o que vem por ai é porrada e bomba...
esse vinculo está sendo fortalecido... se ambas resistirem as provas da vida, certeza que nada mais será capaz de separa-las...
Marta Andrade dos Santos
08/04/2020 às 18:08
Eita lá vem confusão.
Resposta do autor:
muita confusão... ;(