11. Evitar a felicidade com medo de que ela acabe é o melhor jeito de se tornar infeliz
Caterine
Entrei em casa radiante. Estava tudo saindo como planejado, e eu estava certa de que, em breve, Juliana estaria comendo na minha mão.
Tomei um banho demorado e deitei, precisava dormir ou nem eu mesma me aguentaria, mas demorei mais do que o esperado para pegar no sono. Meu corpo parecia ter recebido uma overdose de adrenalina e estava demorando demais a liberá-la. Eu ainda tremia só de lembrar do que tinha feito na noite anterior. Não acreditei que conseguiria estar com uma mulher daquele jeito, mas foi tão fácil que me surpreendeu.
Revirei de um lado para o outro na cama e me flagrei algumas vezes tocando os meus lábios e suspirando ao lembrar dos beijos que trocamos. Tentei me repreender, mas logo cheguei à conclusão de que aquele sentimento era natural, afinal, era a minha primeira experiência com outra pessoa além do Olavinho, e por mais que as minhas intenções não fossem nobres, aquela fora a única oportunidade que tive de comparar.
Até que ela beijava bem. O fato de não ter a barba por fazer arranhando o meu buço ajudava a deixar o beijo mais agradável, mas além disso havia muita delicadeza no toque das línguas. Com o Olavinho parecia que elas estavam brigando, mas com a Docinho, a impressão era de que executavam movimentos coreografados, harmônicos.
Lembrei de quantas vezes evitei beijar o Olavinho por não ter paciência para aquela lambança toda que ele fazia. Às vezes parecia que queria engolir a minha cabeça. Eu sempre andava com um lenço na bolsa para limpar a boca quando ele me beijava. Odiava o cheiro de saliva que ficava depois também.
Deus, por que eu ainda estava com ele mesmo?
Dormi até três da tarde e acordei renovada. Sabe quando você fica tão focada em uma coisa que está fazendo que acaba sonhando com ela? Pois é, sonhei com a Docinho da hora em que adormeci até o momento em que abri os olhos.
Peguei o celular ansiosa, certa de que havia alguma ligação ou mensagem dela, mas me frustrei ao ver que não tinha nada.
— Ué, o que houve? — Larguei o aparelho sobre a cama e me levantei.
Eu não havia anotado o número dela. Isso fazia parte do jogo, pois de acordo com o tempo que demorasse para me procurar eu saberia o tamanho de seu interesse. Dei de ombros ao concluir que ainda estava cedo demais, e ela devia estar atolada de trabalho.
Eu tinha que ter voltado a trabalhar na construtora naquele dia, mas estava cansada demais e decidi adiar para o dia seguinte.
Fui tomar outro banho, pois estava sentindo um calor sufocante, mesmo com o ar condicionado ligado. Quando saí do banheiro, maman bateu à porta do quarto e entrou.
— Boa tarde, maman!
— Minha tarde não está sendo nada boa, Caterine. Você não tem a menor consideração pela sua maman?
— Mas o que eu fiz? — perguntei confusa.
— Dormiu fora de casa sem avisar. Até fiquei feliz por achar que você havia finalmente se acertado com o Olavinho, mesmo não sendo de bom tom uma garota de família como você dormir na casa de um homem sem estar casada com ele. Mas aí o Marcel me contou que você saiu com aquela mocinha cafona que virou sócia do seu pai e fiquei pensando em que tipo de ambiente você devia estar metida. Não entendo de negócios, mas não sei por que o Edgard foi se meter com essa gentinha emergente. Só Deus sabe o que ela deve ter feito pra conseguir tanto dinheiro.
Fiquei imaginando o ataque que ela daria se soubesse onde e o que estávamos fazendo na noite passada e precisei me segurar para não rir. O Marcel vivia me chamando de sem noção, mas quem merecia de verdade esse título era a maman, que naquela altura do campeonato ainda achava que meu pai tinha alguma opção que não se meter com a "gentinha emergente".
— Desculpe, maman. Eu devia ter avisado. Mas não se preocupe, não estávamos em nenhum ambiente vulgar.
— Assim espero. Mas não faça mais isso, chérie. E evite andar com essa moça. Ouvi dizer que ela é... você sabe, do tipo do Olavinho. Sei que nos tempos de hoje isso é normal, mas não me acostumo com essa ideia. Além do mais, se te virem com ela vão começar a achar que é igual, e um escândalo desses é difícil de suportar.
Aquele comentário me irritou mais do que achei que pudesse me irritar, mas engoli a raiva, pois não adiantava discutir com a minha mãe.
Desci e fiz um lanche, estava faminta. Enquanto comia, chequei o celular umas dez vezes, mas chegava mensagem de todo mundo, menos da Juliana.
O que será que houve?
Já passava das 17h quando liguei para o Antoine, que me atendeu eufórico:
— Ai, bee, eu estava em cólicas por notícias da senhora. Anda, começa... quero saber de cada babado!
Contei a ele sobre a noite anterior e o ouvi vibrar a cada detalhe que eu liberava.
— Deusa, mas a senhora é perigosa demais, viado! Fez a virgem Maria na maior cara de pau e deixou a outra doida! A coitada deve ter se acabado na digital depois que chegou em casa.
Eu não entendia muito bem o idioma do Antoine, mas depois de pensar um pouco, entendi o que quis dizer com "digital".
— Que horror, Antoine! — repreendi e o ouvi gargalhar do outro lado.
— Mas, e aí? Quando vão sair de novo?
— Não sei, ela não me ligou ainda. Não enviou uma mensagenzinha sequer.
— Chama ela no Whats, ora!
— Não posso, não peguei o número dela.
— E por que não pede ao teu irmão?
— Não. Vai parecer que estou desesperada.
— Verdade! Mas, vem cá, será que ela tá fazendo a egípcia por causa do vídeo?
— Vídeo? Como assim? Que vídeo?
— Como assim? Vai dizer que você não viu o vídeo que postaram de vocês duas se beijando?
— Ah, postaram, foi? Estava suspeitando que fariam isso. Mas ainda assim não faz sentido, Antoine. Ela viu o pessoal filmando, por isso saímos de lá. Te contei. Então por que isso a afetaria?
— Oh, minha deusa! Você chegou a ver a publicação? Ela é bem maldosa, viu? Fala lá que você estava se agarrando com ela pra pôr ciúme no Olaviadinho, que estava na mesma festa com o boy dele.
Ouvir aquilo fez meu corpo arrepiar inteiro. Fervi de raiva, por mais que houvesse um fundo de verdade na história.
— Não acredito. Que droga, Antoine! Então foi por isso, agora fez sentido. Mas isso não vai ficar assim.
— O que vai fazer?
— Vou pra praia, dar um jeito de esbarrar nela sem parecer que fui procurá-la. Me envia o link da postagem, quero ler.
— Arrasou! Vou enviar. Me dá notícias, tá? Beijo!
— Beijo!
Corri para cima e para baixo naquele calçadão até quase oito da noite, mas não vi nem sinal da minha Docinho. Aquilo me irritou. Olhei para o prédio dela, mas jamais teria coragem de procurá-la lá. Isso seria um ato desesperado.
Voltei para casa, tomei banho e desci para jantar, mas mal toquei na comida. Ainda tive que aguentar o imbecil do Marcel com aquele sorriso idiota para mim.
— Preciso conversar com vocês dois. — Papa avisou sério e se levantou da mesa. — No escritório.
Larguei o prato quase intacto e o segui. Marcel fez o mesmo. Entramos, sentamos e o aguardamos concluir uma ligação antes de começar a falar o que queria de nós. Verifiquei o celular de novo, enquanto isso.
— Está pensando na noite de amor com a Juliana, é? Hugo me contou que facilitou a vida de vocês ontem... — disse com aquele sorrisinho babaca dele.
— Não aconteceu nada, seu idiota. A Juliana é uma dama.
— Ah, então é por isso que está com essa cara azeda? Não foi capaz de seduzir a mulher que estava quase te engolindo na frente de todo mundo... Caterine, eu sabia que você ia decepcionar na primeira oportunidade. — gabou-se, meneando a cabeça.
— Vai pro inferno, Marcel. Você não sabe de nada, seu imbecil!
— Chega, vocês dois. — Papa nos interrompeu ao desligar o telefone, acabando com aquela discussão. — A Juliana quis desistir do contrato. Falei com ela ao telefone e a percebi bastante indiferente. Eu diria que até irritada. Disse que você não aceitou a proposta de pró-labore, Marcel. Tínhamos combinado uma coisa e você desfez sem falar comigo.
— Ah, Papa, aquele valor não é justo. Temos um padrão de vida para manter. Tinha que tentar. Ela é só...
— O que você fez, Marcel? — interrompi antes que ele ofendesse Juliana na minha e eu não pudesse responder por mim.
— Não se mete que a sua parte você não deu conta de fazer.
— Cala a boca, seu babaca.
— Pelo amor de Deus, já mandei pararem com isso! Vocês não são mais crianças para brigarem a cada cinco minutos. Marcel, não se meta você. Eu fui até lá no final da tarde e aceitei a nova proposta que ela fez. Assinamos o contrato. Não seja inconsequente, meu filho, não deixe a ganância te cegar. Se perdermos esse negócio, não vamos ter padrão de vida nenhum para manter. Espero que não aja mais pelas minhas costas, mas pelo bem e pelo mal, falei para a Juliana que as tomadas de decisões dessa negociação ficam todas sujeitas à minha deliberação, a partir de agora. — disse firme e vi Marcel corar de raiva.
— Desculpe, papa! — pediu contrariado.
— Tudo bem, mas espero que passe a pensar antes de agir. E quanto a você, mocinha! — falou olhando para mim e me endireitei na poltrona. — Você falou que voltaria para a Construtora hoje e não apareceu, muito menos deu notícias. Sei que passou a noite com a Juliana e não quero saber o que estava fazendo, prefiro ser poupado disso. Mas esse plano ridículo que você e o seu irmão puseram na cabeça não pode se tornar desculpa para matar trabalho. Então, amanhã cedo, esteja na construtora.
— Ok, papa! Estarei lá, sem falta, e darei o meu melhor.
— Acho bom. E fique sabendo que o seu pró-labore substituirá a sua mesada. Além disso, você vai começar a pagar fatura do seu cartão de crédito e suas despesas com carro, academia, cabeleireiro e tudo mais. Não posso mais, já tenho as despesas da sua mãe para pagar. E manter essa casa, apesar de todas as restrições que já nos impomos, não é barato.
— Mas, papa, isso é injusto! — retruquei indignada.
— Injusto, Caterine? Sabe o que é injusto para mim? Injusto é eu ter gastado uma fortuna na educação de vocês para agora, ao invés de ter os dois me ajudando a reerguer o nosso patrimônio, ter um metendo os pés pelas mãos por causa de ganância e a outra vivendo no mundo imaginário, achando que dinheiro brota da terra. — falou irritado e pôs a mão direita no peito esquerdo. Suspirou e se sentou.
— Papa, você está bem? — perguntei preocupada e levantei.
— Sim, só preciso de um antiácido. Agora vão, me deixem sozinho. Tenho um material para preparar. Na sexta temos reunião na Zéfiro para discutirmos o início das nossas atividades. A secretária da Juliana enviou o invite por e-mail. Confirmem e estejam lá pontualmente. Sejam civilizados, pelo amor de Deus.
Subi para o meu quarto e deitei na cama preocupada com tudo aquilo. Nunca vira o papa daquele jeito, estava irritado, inquieto. Normalmente eu não aceitaria uma situação como aquelas. Não sabia ainda qual seria o valor do meu pró-labore, mas pelo que o Marcel havia falado, não deveria ser muito. Talvez mal desse para pagar a fatura do meu cartão de crédito. Então como o papa esperava que eu pudesse me manter somente com aquilo? Mas quando o vi pôr a mão no peito daquele jeito, tive uma sensação ruim e preferi não irritá-lo mais com aquele assunto.
É, Docinho, eu preciso de você mais do que nunca.
Adormeci depois de horas rolando de um lado para o outro na cama, tentando organizar os meus pensamentos.
O despertador tocou às 7h e acordei mais uma vez com o corpo molhado de suor, depois de ter sonhado de novo com a Juliana. Daquela vez, o sonho fora mais ousado. Passamos dos beijos e pude sentir a calidez das mãos dela tocando o meu sex*, deslizando pela minha umidade e me fazendo perder completamente o controle sobre o meu corpo.
Sentei na cama ofegando, ainda sentindo a força das contrações que me faziam tremer a ponto de quase convulsionar. As lembranças da nossa noite na casa do Hugo caíram como um raio na minha cabeça e senti as minhas têmporas latejarem. Até tentei ignorá-las, mas o desgraçado do meu cérebro me boicotou e entrei debaixo do chuveiro ainda com a sensação do corpo dela colado no meu.
Passei vários minutos vendo e revendo o vídeo do nosso beijo sem entender direito o que aquela cena me causava. Eu realmente estava perdendo o controle da situação.
Que eu estava mentindo, tinha certeza, mas o ponto é que naquele instante comecei a questionar a real essência daquela mentira, pois, até beijar a Juliana pela primeira vez, eu estava certa de que estava fingindo interesse por ela apenas para conseguir ir até o final com o plano de recuperar a empresa da minha família. Mas depois, tudo ficou confuso.
E se ao invés de estar fingindo para ela que eu estava interessada, estivesse fingindo para mim mesma que não estava?
Bom, de todo modo, relaxei, pois de um jeito ou de outro eu acabaria no lucro. Mas para isso precisaria reconquistá-la.
Trabalhei o dia inteiro pensando nela. Verifiquei o celular milhões de vezes, apenas para me frustrar toda vez que não aparecia nada diferente na tela. Saí da empresa ansiosa. Passei em casa para me trocar e fui a praia, e, de novo, não a vi.
Eu lembro claramente de tê-la ouvido falar que estava ali todos os dias, então, ou ela estava com algum problema ou eu tinha um grande azar.
Pedi um coco em um quiosque perto das quadras e fiquei por ali um tempo, até que vi a grandona, ex dela. Fiquei com ódio ao notar que parecia esperá-la também. Olhou várias vezes na direção do prédio dela, foi à quadra, falou com as meninas e saiu. Sentou-se num banco de concreto e ficou lá por um longo tempo. Só saí de lá quando ela se foi também, depois das nove da noite. Não deixaria que chegasse na minha frente caso a Juliana aparecesse.
Corri de volta para casa sentindo o gosto da frustração amargar na minha boca. Entrei e quase pedi o telefone dela para o Marcel, mas lembrei da reunião no dia seguinte e me segurei.
De manhã, a caminho da Zéfiro, senti uma pressão na garganta. Finalmente a encontraria depois de todo aquele tempo sendo ignorada e estava ansiosa para saber como reagiria.
Ela me cumprimentou séria, com um simples e frio aperto de mão. Tentei de todas as maneiras fitar seus olhos, mas ela desviou de todas as vezes. Vestira uma armadura contra mim e nem estava fazendo questão de disfarçar. Mas eu não deixaria aquela história acabar assim, então, no fim da reunião, fui falar com ela.
— Podemos conversar? — chamei-a no corredor.
— Não posso, tenho um compromisso agora. Depois nos falamos. — falou com quase desdém e saiu.
Engoli meu orgulho em seco e fui atrás dela.
— Por favor, Juliana, não faz isso. Dez minutos! — pedi.
Ela olhou em volta, inspirou pesadamente e soltou a respiração da mesma forma.
— Ok! Dez minutos. Vem. — disse e a segui até sua sala. — Fala... — pediu ao entrarmos.
Fiquei nervosa. Os olhos dela estavam arregalados e me encaravam profundamente. Havia algo neles que me fez hesitar, ela parecia triste, decepcionada. Engoli saliva, aquilo me fez sentir um mal-estar. Mas eu não poderia me render, precisava trazê-la de volta para mim e iria até o fim.
— Eu esperei você me ligar, mas fui lindamente ignorada. — falei demonstrando mágoa e percebi que realmente estava triste com aquilo.
Ela apenas me analisou por uns instantes e antes que falasse algo, resolvi explicar o que já sabia.
— Você viu o nosso vídeo e as coisas absurdas que escreveram sobre mim na legenda, não foi?
— Caterine, olha, sei que não me deve satisfações, não temos nada, mas... não me entenda mal, eu não quero isso, não quero me sentir usada como me senti.
— Para, eu não usei você... Sim, meu ex estava lá e esbarrei com ele, mas não foi por isso que fiquei com você. Eu quis ficar... e foi perfeito! As pessoas vão sempre imprimir maldade em tudo, mas isso é só pra ganhar mais likes e views. Você sabe como são as redes sociais.
— Sim, eu sei, mas não importa. O que importa é que eu não quero mais. Foi bom, curti muito... mas é melhor para nós duas e para os negócios se mantivermos apenas uma relação profissional.
— Eu não entendo. Achei que tivesse rolado algo a mais... — falei e senti meus olhos marejarem.
Outra vez aquela confusão. Não entendi o contexto daquelas lágrimas que teimavam em querer descer. Elas não estavam no script.
Ela desviou o olhar do meu e caminhou pela sala mexendo nos cabelos. Depois voltou a me olhar, tinha uma expressão exasperada.
— Caterine, eu não vou mentir pra você. Foi incrível! E mexeu comigo, sim. Mas depois que li a legenda do vídeo e aqueles comentários todos, senti raiva por ter me deixado envolver.
— Juliana, as pessoas só querem um assunto para comentar. Pouco se importam se o que vão dizer vai causar algum impacto na vida de alguém. O que foi dito ali não reflete a realidade. Eu teria ficado com você com o sem a presença do Olavinho lá. Naquela boate ou no deserto do Saara.
— Ah, é? E por quê? — perguntou de súbito e me deixou sem resposta.
Ela é boa.
— Por quê? — perguntei de volta para ganhar tempo.
— É, Caterine. Por quê? Você me conheceu no Detran e me tratou como se eu fosse inferior. Me olhou e me julgou pela minha aparência, tentou me comprar... E de repente, no outro dia, eu fiquei interessante ao ponto de te fazer virar lésbica.
— O que está dizendo? Acha que eu me aproximei de você por interesse? Quem está ofendendo quem agora? — perguntei irritada e a vi me encarar.
Deus! Às vezes, até eu me surpreendo com a minha cara-de-pau.
— Olha, eu não quero te ofender. Não vou te julgar sem conhecer a raiz do seu sentimento, mesmo assim, acho que é melhor guardarmos aquela noite como uma lembrança boa.
— Então é isso? Você está me dando um fora?
— Apesar das circunstâncias, nós somos de mundos diferentes. Você foi criada em berço de ouro, é da alta sociedade, vive rodeada de toda pompa. Já eu, apesar de ter ganhado muito dinheiro, continuo sendo só uma suburbana que gosta de calça rasgada e camiseta de banda de rock.
— Você sabe que quem está sendo preconceituosa agora é você, não sabe?
— Tudo bem, Caterine, me desculpe! Não quis te ofender. Mas realmente não dá. Vamos deixar como estava. Vai ser melhor para nós duas.
Engoli aquilo em seco. Ela não parecia a minha Docinho. A armadura que aquela Juliana vestira parecia impenetrável e de nada adiantaria continuar insistindo, pelo menos não naquele momento. Eu só precisava sair por cima e encontrar um jeito voltar para o jogo.
— Tudo bem, deixa quieto. Já entendi o que tá rolando. Você fica aí desfilando para cima e para baixo nessa pose de superpoderosa, mas a verdade é que não passa de uma garotinha insegura e medrosa. Só quero que reflita sobre uma coisa, Juliana. Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor jeito de se tornar infeliz. Até mais!
E com essa frase de efeito, sem dar espaço para réplica, peguei minha bolsa e saí.
#ObrigadaAlbertEintein
Fim do capítulo
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sonhadora
Em: 17/02/2020
Nossa! Fui bombardeada por todos esses capítulos massa!!! Quando parou tomei um choque de realidade....não tinha o próximo lá no fim....rsrs....
Adorando te ver aqui! Aliás adoro tudo que escreve! Fico um pouco na moita, mas sempre que dar comento! Esperando....Esperando uma alegria nesse carnaval, já que não vou sair de casa! Kkkkk
Beijos de Luz!
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Mille
Em: 17/02/2020
Oi linear
Caterine está com tudo, e nem liga que está gostando da docinho assim como a Ju está pela Caterine.
E essa queimação no Edgard não seja nada demais, porque não confio no Marcel e no Hugo, e acho que eles fora garantir a empresa da família eles não mim passa confiança.
Agora essa mãe da Caterine vai ter um colapso quando descobrir esse relacionamento delas.
Bjus e até o próximo capítulo
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