3. Je ne sais quoi
Caterine
Se for verdade aquela história que na vida atual nós temos que prestar conta das coisas erradas que fizemos nas passadas, eu tenho certeza absoluta de que eu só posso ter dançando chachachá na mesa da santa ceia, porque acho que só ofendendo o próprio Jesus Cristos, diretamente, é que alguém precisa passar por tudo o que eu estou passando.
Vou recapitular para que você não fique aí me acusando de drama queen:
1. Meu noivo é gay...
2. Ele me largou no dia do nosso casamento...
3. Para ficar com o segurança dele...
4. Que é mais sarado do que eu;
5. Fui pega numa blitz com a habilitação vencida...
6. Eu estava parecendo a noiva cadáver...
7. Contei, aos prantos, toda a minha história para tentar convencer o policial a me liberar...
8. Não funcionou...
9. Tentei subornar o policial...
10. Quase fui presa...
11. Um imbecil filmou tudo...
12. Postou nas redes sociais...
13. Viralizou...
14. Virei meme;
15. Fiquei pobre.
E essa listinha aí foi só o começo, tem bem mais. Para começar, depois que cheguei em casa, àquela noite, lembrei que não sabia onde estava o meu celular. Revirei o carro inteiro e não o encontrei, mas eu tinha certeza absoluta de que havia saído de casa com ele, então, só podia ter deixado na casa do Olavinho. Liguei horrores para o desgraçado, mas ele não atendeu. Por fim, deixei uma mensagem:
— Olha aqui, não pense que isso vai ficar assim, seu desgraçado. Você me paga. Amanhã vou aí buscar o meu celular e é bom que você abra a porta, ou então eu a derrubo.
Depois tive que aguentar a ladainha incansável da minha mãe sobre o escândalo, o nome da família Blanchard atirado na lama, a minha imagem sendo ridicularizada nas mídias sociais e blá, blá, blá... mais uma hora e quarenta minutos de "blás", como se eu fosse a culpada pelo Olavinho ter me largado.
— Maman, qual parte de "o Olavinho gosta de homem" a senhora não entendeu? Que culpa eu tenho disso?
— Oh, mon dieu, Caterine! Nós, mulheres, precisamos estar sempre um passo à frente. Onde você estava que não viu seu noivo se interessando pelo próprio segurança? Talvez se você rúguǒ tā lí tā gèng jìn, tā jiāng méiyǒu kòng jiān ràng ānquán jiējìn...
Quê? Não, isso não é erro de digitação e nem de configuração. É que, felizmente, os meus ouvidos já estão tão acostumados com os chiliques da minha mãe que quando ela começa, eles automaticamente se reconfiguram para áudio em mandarim, sem legenda.
Enfim, depois que ela cansou, tomei um banho e desci para falar com meu pai. De todas as coisas que aconteceram, a pior delas e a que estava me deixando verdadeiramente preocupada era a possibilidade de estarmos mesmo falidos, pois, eu posso aguentar qualquer coisa: ser trocada por um homem no dia do casamento, ser humilhada na internet... mas ficar pobre é demais para mim.
E não faça essa cara de nojinho porque eu falei isso, não. Com que direito acha que pode me julgar? Olha só para mim, eu sou linda, minha pele é um veludo, meu cabelo é uma seda, meus olhos cintilam... eu tenho classe! Nem que você se esforçasse muito conseguiria me imaginar cortando o tubo de pasta de dente para aproveitar o restinho, ou juntando os restos de sabonete para transformá-los em um grande.
Entrei intempestiva no escritório e vi meu pai e o meu irmão se virarem ao mesmo tempo para mim. Ambos assustados, como se tivessem acabado de ser flagrados. Franzi o cenho e me aproximei.
— Papa, que história é essa que estamos falidos?
Mas meu irmão não deixou que ele respondesse, falou antes:
— Ah, que fofo! A lindinha nunca ligou pra outra coisa a não ser torrar a grana da família com sapatos e bolsas, agora vem toda cheia de empáfia tomar satisfações sobre coisas as quais não tem a menor noção de como funcionam.
— Não enche, Marcel! Não tô falando com você.
O Marcel é o meu irmão mais velho, ele trabalha na construtora da família desde que entrou na faculdade. Entrou como estagiário, mas depois de formado se tornara o vice-presidente. Ele e o meu pai se entendiam muito bem, e eu adorava isso, pois assim eu não era pressionada a trabalhar lá.
Eu me formei em engenharia civil, mas nunca exerci. Na verdade, só entrei no curso por causa da pressão do papa sobre os negócios da família, mesmo sabendo que o sucessor dele seria o Marcel, que tinha potencial suficiente para dar conta da minha parte e da dele. Ainda assim, ele insistiu que eu estagiasse por um tempo na construtora. Até que não foi ruim, eu estava pegando o jeito, mas aí o Olavinho me pediu em casamento e passei a ter tanta coisa para administrar que não me sobrava mais tempo para trabalhar.
Depois disso, o Marcel passou a implicar cada vez mais comigo. Vivia insinuando que o papa deveria cortar meus cartões de crédito e minha mesada, que precisava me obrigar a trabalhar para ter o meu próprio dinheiro, como ele fazia... enfim. Por sorte, eu sou le petite princesse de mon papa, e ele jamais permitiria que qualquer coisa me faltasse.
— Parem, vocês dois! Mon petite, é verdade. Estamos praticamente falidos.
— Mas, papa, como isso foi acontecer?
— O novo governador do estado, que assumiu no início desse ano, é de oposição e resolveu renovar todas as licitações, provavelmente facilitando a vida das construtoras de interesse deles, tornando impossível para nós ganharmos os certames.
— Entende o que isso significa ou as suas amigas do salão de beleza e da academia não conversam sobre administração pública? — Marcel perguntou como se eu fosse uma retardada, implicando.
— Marcel, não fale assim com a sua irmã, já disse.
— Deixa, papa! Eu não ligo pra esse grosseirão. Mas respondendo, eu sei sim o que significa. Não sou uma alienada.
— Ah, não, claro que não! — continuou implicando, mas fiz uma careta para ele e o ignorei.
— Isso quer dizer que a construtora perdeu grandes contratos e, consequentemente, muito dinheiro.
— Isso mesmo.
— E não há nada que se possa fazer para reverter isso?
— Infelizmente, não. Nós acreditávamos cegamente que o antigo governador seria reeleito e investimos todas as nossas reservas em maquinários e matéria-prima, achando que teríamos novas obras para administrar esse ano.
— E não temos como aproveitar todo esse investimento para novas obras, de clientes do setor privado ou sei lá?
— As obras do setor privado dificilmente têm a dimensão das do setor público, e mesmo assim ainda teríamos que captar os clientes, o que demandaria um tempo que não temos e um risco que não podemos correr.
— Não é possível! E agora, papa? O que vai ser da construtora? E de nós?
Ele apenas levou as mãos ao rosto e suspirou. Quem respondeu foi Marcel:
— Ainda há uma esperança. Só preciso convencer o papa a deixar o orgulho de lado.
— Como assim, do que você tá falando?
— Tem uma empresa, a Zéfiro Energia. Eles constroem pás eólicas e exportam para o mundo inteiro. O Hugo, odiretor executivo, é um antigo colega de faculdade meu. Por coincidência, pegamos o mesmo voo outro dia, e eu soube que eles receberam uma proposta bilionária para a construção de uma série de parques eólicos offshore, em vários lugares no mundo. Então, para não ter que iniciar uma construtora do zero, ele e a sócia decidiram incorporar à Zéfiro a alguma construtora que já existisse.
— E a Blanchard é uma excelente opção.
— Sim, e eles já demonstraram bastante interesse.
— Então, gente? O que tá faltando pra fecharmos essa parceria?
Foi a vez do meu pai responder:
— Acontece que não se trata de uma parceria, exatamente. Com a incorporação, a Construtora Blanchard passaria a se chamar Zéfiro Engenharia. Além disso, mesmo a administração continuando sendo minha e do Marcel, nós perderíamos a autonomia. Para tudo, teríamos que responder à administração da Zéfiro, que a partir dessa fusão, passaria a se chamar Zéfiro Incorporações.
— Mesmo assim continuo sem entender, papa. Não é melhor perder a autonomia do que a empresa inteira?
— Petite, não vê o que está dizendo? A Construtora Blanchard é um legado da nossa família. Eu não posso ver a nossa empresa simplesmente sumir. Se isso acontecer, o que vou deixar para vocês quando eu morrer? E vocês, o que vão deixar para os meus netos?
— Mesmo assim... tá, eu não entendo muito de negócios, mas sei que através dessa parceria nós poderemos reestruturar o nosso caixa e nos preparar para que a construtora com o nome da nossa família ressurja no futuro.
— Não é tão simples assim, meu amor!
— Não, não é mesmo. — Marcel emendou. — Mas eu tenho um plano. É bem abstrato, mas pode dar certo. Mas o papa está implicando.
— Implicando por quê?
— Porque envolve você, Caterine.
— A mim? Ué, mas eu quero ajudar. Se for pra tirar a nossa empresa do buraco, eu sou capaz de fazer qualquer coisa. Anda, Marcel, me fala, que plano é esse?
— Já tivemos diversas reuniões com a Zéfiro, e eles já demonstraram que têm total interesse nessa fusão. Mas a simples incorporação da Blanchard, embora nos garanta financeiramente, não nos dá segurança de nada. A menos que haja uma fusão familiar também.
— Como assim? Você quer que eu me envolva com esse tal de Hugo? É isso?
— Não. O Hugo é apenas diretor executivo. A dona é a Juliana.
— Juliana?
— Sim, Juliana da Cruz. Ela é uma nova rica, veio do nada e teve muita sorte. Depois que concluiu os estudos, conseguiu um investimento de uma multinacional chinesa triplicou o capital investido na velocidade da luz.
— Tá, e daí? O que isso tem a ver comigo?
— Ela é solteira.
— E?
— Não tá na cara o que eu tô querendo dizer? — falou de modo rude me olhando com o olhar implicante de sempre.
— Não. O que quer? Que eu me aproxime dela pra que você chegue depois e faça com que se envolva?
Ele tossiu e depois riu. Percebi meu pai inquieto na cadeira, atrás de sua mesa de trabalho. Foi ele quem completou:
— Essa moça, a Juliana... ela é... você sabe...
— Não, eu não sei.
Papa pigarreou e não conseguiu completar. Parecia sentir dor em ter que fazer isso. Eu já estava suando frio com aquela situação. Não tinha certeza do que se tratava, mas pela tensão do meu pai, eu fazia ideia. Foi Marcel quem concluiu, de um jeito extremamente vulgar e pejorativo:
— Ela é sapatão, Caterine. Gosta de mulher... lésbica, cola-velcro, gosta de botar aranha pra brigar... entendeu?
— Que palhaçada é essa, Marcel? O que você tá querendo? Quer que eu me prostitua pra salvar a família, ainda mais me submetendo a uma relação homossexual? Você sabe que eu sou hétero...
— Oh, Caterine, não vem bancar a virgem maria agora não, tá? Você nunca moveu um dedo por essa empresa e agora que tem a oportunidade, vem bancar a ofendida só porque tô te propondo algo não muito diferente do que você tinha com seu noivinho bicha.
— Chega, Marcel. Respeite a sua irmã. — Meu pai interferiu se levantando e bufando de raiva.
— Ah, papa, me economiza, vai! A Caterine tem sido uma dondoca fútil e inútil uma vida toda. O que custa fazer esse esforço? Depois, a tal da Juliana pode nem querer nada com ela. E se quiser, acredite, ela quem vai sair ganhando, porque mesmo sendo meio largada, ela tem um... je ne sais quoi!
— Pois você pegue essa Juliana e esse je ne sais quoi dela e vão todos pra...
— Caterine!
— Desculpe, papa! É que esse idiota me tira do sério. A resposta é não, Marcel. Eu faço, sim, qualquer coisa pra ajudar a manter a empresa da nossa família, mas desde que isso não envolva ir contra os meus princípios. Mas eu acho que o senhor deve aceitar a proposta de incorporação, papa. Depois vemos o que fazer pra voltarmos a ter autonomia.
— Sua estúpida, você quem sabe! Nós vamos aceitar a proposta, é isso ou decretar falência. Mas não ache que vai continuar tendo o mesmo padrão de vida, tá? A grana vai demorar um pouco para chegar e nem de longe vai ser a mesma. Já estamos zerados.
— É verdade, petite. Essa fusão vai nos tirar do buraco, mas vamos precisar apertar o cinto. Nosso padrão de vida vai ter que cair um pouco, pelo menos nos anos de investimento, onde nossa participação nos resultados será mais baixa.
— Pra começar, princesa, melhor você ir logo ao Detran amanhã, renovar a sua habilitação. Porque o motorista já foi dispensando. Assim como o jardineiro, a cozinheira, seu personal trainer, o viadinho cabeleireiro e maquiador...
— O Antoine? Não, o Antoine, não. Sem ele não dá pra ficar, gente! Eu tenho necessidades básicas. — bradei desesperada e fui abraçada pelo meu pai, que me ninou, enquanto o imbecil do meu irmão ria da minha cara.
— Vai ser por pouco tempo, meu amor. Logo o papai se reergue e você volta a ter a vida de princesa que merece.
— Talvez nem precise. — Marcel falou enquanto ria de algo que via no celular. — Agora que é digital influencer... — virou o celular mostrando o meu vídeo chorando para o policial. — vai chover patrocinadores para a suas futilidades.
Quem aquele idiota pensa que é pra me fazer uma proposta absurda dessas?
Fui para o meu quarto ainda sem acreditar naquela conversa maluca.
— Je ne sais quoi! Essa tal Juliana poderia ser a Charlize Theron e ainda assim não acenderia uma fagulha em mim. — devaneei sozinha, rolando de um lado para o outro na cama e logo desviei o pensamento.
Eu precisava mesmo era encontrar um jeito de lidar com a minha nova situação, pois dentre algumas manter o Antoine, o meu personal trainer e o meu motorista não era questão de luxo, era necessidade pura. Na manhã seguinte eu iria ao Detran para renovar a minha carteira de motorista e depois iria até o apartamento do Olavinho para buscar meu celular. Se o encontrasse lá, daria um jeito de fazê-lo enxergar aquela loucura e voltar atrás. Nós namorávamos desde a adolescência, ele não tinha como ter deixado toda a nossa história de lado.
— É isso, vou pegar o Olavinho de volta.
E com essa certeza, finalmente dormi.
Na manhã seguinte, precisei dar meu jeito para conseguir ser atendida rápido no Detran, ou não encontraria o Olavinho em casa. Tive que lidar com uma recepcionista grosseira e com uma moça que, a princípio, julguei como "pobre orgulhosa", pois se ofendeu quando ofereci 100 reais pela senha dela. Mas no final deu tudo certo e teria chegado a tempo de pegar o Olavinho ainda dormindo se a porcaria do carro não tivesse enguiçado. Entrei em desespero, estava sem dinheiro e sem celular.
Vi um fio de esperança quando uma Land Rover branca parou ao meu lado, e o vidro do motorista desceu, mas voltei a me desesperar quando vi que era a moça orgulhosa, a da senha. Estranhei. Ela toda maltrapilha andando num carro que só rico pode comprar. Devia ser motorista ou coisa assim. Enfim, ela me olhou com um sorriso sarcástico nos lábios que demonstrava o quanto aquela situação — humilhante para mim — a estava divertindo. No final, largou 150 reais na minha mão para que eu pedisse um taxe e saiu cantando pneu.
— Ah, que ódio! — bufei de raiva pela vitória dela.
Mas não tinha tempo a perder. Peguei o taxi e fui até a casa do Olavinho. Felizmente ele estava lá e peguei meu celular, mas o plano de reconquistá-lo foi por água abaixo.
— Caterine, acorda, mulher! Você é a única que nunca notou que eu sou gay, sempre fui... você me pegou de quatro na cama com um brutamontes atrás de mim. Se preserva, criatura!
Saí de lá mais humilhada do que no dia anterior. Um nó na garganta querendo consumir as minhas entranhas. Não me lembrava de já ter me sentido tão mal na vida. Eu só queria sumir, enfiar a minha cabeça num buraco. Chorei dentro do taxi até chegar em casa. Quando fui pagar a corrida, ainda tive que ouvir do motorista:
— Não chora, não, coisa linda! Eu vi seu vídeo. Se quiser, caso com você!
— Vai pro inferno! — gritei e saí batendo a porta.
Entrei em casa e fui recebida pela minha mãe:
— Foi à casa do Olavinho?
Nem me dei ao trabalho de responder. Fui direto para o meu objetivo:
— Cadê o Marcel?
— Tô aqui. — Ele respondeu ao entrar na sala, vindo do escritório. — O que você quer?
— Eu topo... o lance lá da tal Juliana. Anda, me diz... o que eu tenho que fazer?
Eu sei que me contradisse, mas o que você queria que eu fizesse? Jamais aceitaria ser humilhada novamente como fui naqueles dois dias, e ficar pobre era algo que estava completamente fora de cogitação.
Fim do capítulo
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marlymikail
Em: 05/02/2020
Que história divertida! Já estou adorando as aventuras de Caterine. kkkkkkkkkkkk
Resposta do autor:
Ah, que máximo! Obrigada pela leitura. Espero que acompanhe até o fim <3 ABraços!
NovaAqui
Em: 04/02/2020
A dondoca vai aceitar colar velcro kkkkk
Acho que vai rolar uma química total entre elas. Deve ter uns barracos, mas acho que elas vão se acertar
Abraços fraternos procês aí
Resposta do autor:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk fazia tempo que nao ouvia "colar o velcro". Pois é, né? Vamos ver como vai se sair. Abraços!
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cris05
Em: 04/02/2020
Gente, eu me acabo de rir com a Caterine...kkkk! Jesus, ela é muito Patricinha!
Ela vai ralar pra conquistar a Juliana e já estou até vendo ela super, hiper, mega apaixonada pela Ju!
Autora, parabéns! Eu estou amando e tenho que confessar que já li todos os capítulos na outra plataforma.
Já estou louca que chegue domingo!
Beijos
Resposta do autor:
Caterine é figura demais, né? Ahhh, que máximo! Então já leu até o 11? Quero saber (sem spoiler) o que achou. <3 Abraços!
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Mille
Em: 04/02/2020
Kkkkk Catarine vai comer o pão para conquistar a Juliana.
Ainda mais que a Juliana teve um pouco de contato com a dondoca.
Bjus e até o próximo capítulo
Resposta do autor:
Ela acha que tem tudo na mão. Sabe de nada, inocente. kkkkk Obrigada! Abraços.
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