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Tormenta por Kara

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Palavras: 3940
Acessos: 1053   |  Postado em: 01/11/2019

Perita Criminal

Hospital dias atuais

Priscilla ainda na sala de espera do hospital, sente ainda dores pelo corpo talvez pelo stress. Passa as mãos na nuca e sai quase que correndo da sala, queria fugir de tudo, queria estar em algum lugar que pudesse chamar de seu, atravessa as portas do hospital rápida e agora já estava correndo para o estacionamento, antes de alcançar um ponto neutro usa o celular para chamar um motorista de aplicativo, a fobia e a distração com o celular fazem ela se chocar contra o corpo de alguém.

— Senhorita Priscilla? Tudo bem?

—Comandante, me desculpe eu estava chamando um motorista, não estou com meu carro.

O homem atencioso e confuso pelo nervosismo da mulher, segura suas mãos e ao pega-las percebe que elas estão levemente tremulas.

— Estava passando para saber como estão todos, estou apenas como civil agora! Quer que eu a leve para casa, ou para outro lugar?

Priscilla fica sem reação, não queria a companhia de ninguém nesse momento. Mas para que esperar um motorista se havia alguém bem ali, chegaria mais rápido em casa e por fim poderia estar a sós.

Porém imaginou em segundos a conversa no carro, todas as perguntas e decidida respondeu.

— Obrigada Carlos, mas eu já chamei, deve estar chegando.

 

Carlos dá um sorriso para a jovem e solta suas mãos, Priscilla senti aliviada por ele fazer isso, já estava ficando constrangida com o ato, não tinha intimidade alguma com aquele homem.

Carlos se sentiu mal pelo ato, pareceu estranho e só agora havia percebido.

Priscilla pode ver o homem caminhando em direção a porta, ainda usava o uniforme costumeiro e antes que esse cruzasse a entrada do hospital ela pode ver o carro que ela chamou encostando.

Pelo menos não teria a obrigação de responder o motorista e sentiu aliviada por não ter pego carona com o comandante.

Priscilla está sentada no banco de trás e vê poucas pessoas nas ruas, a chuva tinha cessado a um tempo e podia ver as estrelas se apresentando no manto negro da noite.

A noite foi ficando para trás dos seus olhos e seus pensamentos lhe enviaram até o dia anterior.  

 

Dia anterior 16:10

A morena estava perto das docas dentro de um carro e observava tudo de longe, ela podia ver Leticia entrando em um barco patrulha que saia ao mar, juntamente com mais duas embarcações. Eles estavam fazendo mais buscas, mas dessa vez Leticia estava indo com eles.

A mulher ficou pensativa por alguns instantes e depois olhou para o celular jogado no banco do lado em um momento de fúria e se lembrou de Bruno. “Como aquele idiota ousava me deixar esperando e só avisa com uma mensagem minutos antes do horário combinado, babaca.”

Ela precisa conversar com ele, queria saber o que estava acontecendo, estava com medo e ninguém lhe dizia nada.

Foram seus pensamentos antes de ligar o carro e pensar em voltar para casa, mas não o fez, manteve o carro em movimento por um bom tempo. Dirigiu vagamente pelas ruas da cidade e de repente estaciona o carro próximo ao um barzinho, sai do veiculo correndo até a entrada do imóvel, alguns pingos a alcançam, porém, sua beleza premasse intacta, nada descompunha seu semblante, apesar de internamente estar desgastada e exausta.

 

 — Um martini por favor.

Priscilla cruza as pernas em um banco alto próximo ao balcão.

Um homem de porte atlético lhe entrega uma taça, enquanto a encara em um jogo de sedução, que a mulher conhece bem.

Ele segura por alguns segundos uma azeitona presa a um palito.

Priscilla o encara e com um sorriso lindo fala com o bartender.

— Olha só, você não se esqueceu!

—Claro que não, nada de azeitona dentro da taça, prefere come-la antes de tocar em sua bebida certo?!

Priscilla neste momento inclina o corpo para frente ficando milímetros do rapaz, seus lábios se abrem e com ajuda sutil da língua pega a iguaria, o homem fica apenas com o palito entre os dedos e sorri malicioso para a morena, que agita um pouco os cabelos a voltar ereta para seu acento.

Retira o caroço brincando com os dedos e os lábios, o deposita sobre um papel toalha, enfim com o paladar já acentuado toma seu drink em pequenos goles.

Priscilla está com o corpo e mente agitados ela sabe o que precisa, um boa noite de sex*.

Olha para o rapaz a sua frente, seria uma boa pedida, mas ela quer outra pessoa essa noite.

 

Instantes depois Priscilla está estacionada em uma rua próxima da casa dos Nogueiras, ficou um tempo ali parada. O carro de Leticia não estava, provavelmente não teria voltado ainda daquela patrulha no mar, mas ela não tinha mais onde ir, estava se sentindo só e queria poder desfrutar de Leh essa noite, esquecer de todos os tormentos.

Enfim vê o carro da mulher entrando no quintal.

Espera o tempo passar um pouco e liga.

Assim que termina de falar com a mulher, decidi esperar alguns minutos antes de tocar o carro até a casa de Leh. Seria estranho aparecer tão rapidamente. O seu telefone vibra e ela atende torcendo para que não seja Leticia desistindo de encontrá-la.

 

—Alô? 

—Oi linda, ainda quer me ver? 

 

Priscilla fica pensativa 

 

— Então benzinho, quer me ver ou não? 

— Amanhã, te encontro nas docas, às 9horas, esteja lá dessa vez. 

 

Não atribuiu mais nenhuma palavra para pessoa do outro lada da linha e desligou.

 

Poderia finalmente falar com Bruno, mas não queria encontra-lo mais hoje, agora ela queria apenas Leticia.

 

“Não sei mais como agir, só quero saber toda a verdade, não apenas parte dela”.

 

 

 

 

 

Dias atuais

 

— Moça?

Priscilla sai dos pensamentos e volta a realidade quando o motorista lhe chama. Tira da bolsa uma nota de cinquenta e entrega para o homem, e sai do carro.

O motorista sorri para o dinheiro em sua mão.

Priscilla caminha até a casa de seus pais, sem muita expressão, sem saber o que realmente passa em sua vida, pela primeira vez as coisas pareciam ter um peso e isso não a agradava pelo contrário, tudo era nebuloso, queria tirar Anne de sua mente. Seus passos a levaram até seu quarto, pegou o celular e escolheu uma musica qualquer, conectou ao transmissor de som, andando em passos lentos caminhou até a sacada e ali ficou, reformulando tudo que passou até esse dia.

 

 

 

No hospital

Isabela é a primeira a entrar no quarto, seguido por Vitor.

Anne sorri quando vê os dois. Poder olhar para sua mãe era acolhedor, ela tinha sua família de volta, sua vida está ali sorrindo para ela.

Isabela não sabia o que dizer para sua pequena ali, à salvo.  

Por mais feliz que Anne se encontrava com seus pais, seus olhos procuram além, sentindo que Leticia não entraria desfez o sorriso.

Leticia demora um pouco a mais para entrar já que havia sido parada por Priscilla, mas tão rápido quanto pode, apareceu na porta, só então Anne respira forte e um sorriso volta a se formar em seus lábios.

Nesse momento sua mãe já está lhe apertando aos braços, enquanto Vitor ao pé da cama massageia seus pés cobertos por um lençol fino.

Anne se sente muito fraca ainda, mas a dor é pouca, quase não sente o ferimento acima do peito, mas a cabeça essa sim, lhe causa alfinetadas a cada minuto.

Leticia para na metade do caminho até a cama, se senti um pouco boba, agora, olhando para Anne abraçando sua mãe, mas sem tirar os olhos dela. Leticia sentia os olhos de Anne tão profundos em si, mas desviou deles para mirar a boca da menina.

A vontade era atacar aqueles lindos lábios, não podia acreditar que ela estava ali, desalinhada, mas mesmo assim, linda a olhando com aqueles olhos de um castanho mel, maravilhosos e quentes.

 

Isabela se solta por um segundo da filha e passa as mãos por seu rosto, pálido.

— Você está mais magra do que nunca minha filha, quanta saudade. Que pesadelo você estava vivendo minha pequena?

Vitor se debruça sobre Anne assim que Isabela lhe dá um espaço, enquanto a beija ele fala:

— Vamos ter muito tempo para isso, por enquanto vamos deixa -lá se recuperar.

Paulo que estava na sala interrompe, completando as palavras de Vitor.

—  Isso mesmo, pela primeira vez esse pai coruja fala algo prudente. Ela precisa se recuperar, descansar bastante, mas garanto que ela ficará bem.

Leticia antes de se aproximar de Anne indaga ao médico.

— E a memória? – Leh se volta para Anne e direciona agora as palavras para ela.

—Você ainda não se lembra de nada?

Anne apenas balança a cabeça em negativa.

Dr. Paulo intervém.

— O que acontece é que ao bater forte a cabeça, acabou perturbando a rede neuronal e em alguns casos essa perturbação pode fazer com que algumas memórias se percam. Não podemos também excluir todo o trauma que ela passou.

 

 

Vitor não gostava muito de Paulo, mas ultimamente tem se mostrado um parceiro, cuidando de sua filha, sendo amável e atencioso, começava admirar aquele homem. Tudo o que importava para ele agora era a recuperação de Anne.

Anne um pouco sem graça.

— Graças ao senhor Dr. Me sinto bem melhor, se não fosse você e a Pri, quem sabe o que seria de mim.

Paulo faz um gesto com as mãos ao ar e lhe entrega um sorriso singelo.

Anne com a voz sofrida fala pausadamente, sua respiração é falha e Leticia fica preocupada, mas a menina sorri e os músculos de Leticia se relaxam um pouco.

Leticia está com o cérebro a mil, não consegue raciocinar direito, ainda mais quando a menina a olha insistentemente. A mais velha ainda estava ali parada ao meio da sala.

Ela quer se aproximar loucamente e sabe que a garota a quer ali mais perto, mas seus pés estão paralisados já a um tempo.

 

Isabela, como mãe e sensível a tudo a sua volta, observa que Leticia não age, está praticamente atômica, era engraçado ver a enteada tão dona de si naquela saia justa, que o momento lhe pôs.

 A madrasta lhe dá um empurrãozinho. Esticando as mãos para Leticia e a puxando para mais perto.

Já ao lado da cama, Leh tenta falar.

— Eu...Eu...senti tanto sua falta.

Anne pisca os olhos e estica as mão tentando trazer Leticia para mais perto, se esforçando muito para arrancar forças dentro de si, pois o corpo não reagi muito bem a suas vontades, talvez pelos medicamentos ou a exaustão dos  últimos dias, Leticia não permite que a garota faça mais força e ela mesmo se aproxima lhe dando um demorado beijo, que lhe é depositado na bochecha, porém tão próximo a boca, que Anne consegui sentir o canto de seus lábios tocando os de Leticia.

O médico ainda dentro do quarto consegue perceber o simples beijo e sente um leve desconforto.

— Bem eu vou deixar vocês a sós. Vamos deixar Anne essa noite sob observação, mas é provável que amanhã possam leva-la para casa. O certo seria mantê-la aqui mais algum tempo, mas como médico e amigo da família, sei que tudo que ela mais precisa é de um ambiente familiar nesse momento. E eu estarei por perto, confiem em mim.

 

 Vitor que olhava para o Médico assentiu e ficou feliz em poder finalmente levar Anne para casa, Isabela olhava para o marido com os olhos brilhando, finalmente poderiam recomeçar a viver. Ambos veem Paulo sair do quarto e se voltam para as duas mulheres que provavelmente nada ouviram, estando ambas em outra dimensão entre trocas de olhares e caricias inocentes.

O homem que estava sereno e feliz até o momento, agora tinha a face vermelha e se sentia um idiota.

Isabela caminha até o marido e toma suas mãos para si.

— Você sabia não é mesmo?!

— Vitor meu bem, você realmente é um pequeno tolo em não perceber.

A esposa nesse momento o puxa um pouco para lhe dar um beijo carinhoso, recompensado a cara de pateta que ele fazia olhando para as duas mulheres a sua frente.

— Elas não poderiam...sabe...são irmãs, não era isso que eu queria.

Agora a mulher está lhe abraçando e sobre os ombros do marido pode vê a felicidade estampada na face pálida da filha.

— O que queremos é a felicidade das duas. Apesar de serem nossas filhas, elas nunca foram irmãs, desde o início a vida mostrava uma outra história para ambas.

Vitor aconchega Isa em seus braços e respira aliviado, pois tudo parece estar em ordem.

A porta se rompe delicadamente, uma enfermeira aparece na porta, acompanhada de um outro médico, mais jovem, provavelmente um residente, junto a eles uma mulher, não trajava o uniforme do hospital, mas mesmo assim vestia um jaleco branco por cima de roupas casuais.

Uma mulher bonita, chamou atenção de todos na sala, seu semblante era sério, porém de expressões calmas. Os cabelos longos e loiros presos em um rabo de cavalo bem alto.

O médico se anunciou enquanto a enfermeira se aproximou de Anne, apresentou a mulher a seu lado como Lara um perita criminal e essa se direcionou a Anne.

— Olá Anne, como está se sentindo?

— Bem melhor agora.

— Eu vou começar pedindo desculpas, conheço toda sua situação e farei de tudo para amenizar qualquer situação constrangedora, mas preciso que nos ajude por agora.

Leticia coloca seus olhos ferozmente sobre a mulher e essa percebe e direciona as palavras para família também. Lara passa as mãos levemente abaixo de seus olhos, como se tirasse um cílio caído que incomodava, mas na verdade sentiu uma ardência nos olhos por estar sem dormir a muito tempo, a vontade era coçar o mesmo, porém borraria a pouca maquiagem que restava em sua face. Perspicaz Leticia observou as olheiras da mulher.

— Um investigador irá interrogar Anne, já sabemos que ela não se lembra de nada, mas mesmo assim o mínimo de informação já será um grande avanço para nossa equipe. – A mulher continuou depois de uma pausa olhando agora pra Anne. — Porém a pedido do seu médico o investigador virá apenas amanhã, entendo também que deve estar exausta.

Anne presta atenção em cada palavra.

— Mas...eu sou perita criminal como nosso colega o Dr. Fabiano lhes contou e preciso coletar quaisquer resquícios de matéria orgânica ou corpo estranho em você, isso já era para ter sido feito. Quanto antes melhor e depois a enfermeira poderá te ajudar a tomar um banho.

Anne sorriu com a última frase, já havia pedido a uma enfermeira minutos atrás. Se sentia imunda por dentro e por fora, queria eliminar qualquer vestígio dos dias anteriores.

 

 — Gostaria de fazer algumas perguntas pessoais e quanto a coleta não pretendo ser muito evasiva, mas quero prevenir que ficará um pouco exposta e não quero que isso seja constrangedor para você.  Talvez queira ficar a sós comigo, a enfermeira irá me acompanhar em todo o processo.

Anne segura as mãos de Leticia que lhe olha carinhosamente a encorajando.

A garota entendi que era preciso, sua vontade era que Leticia ficasse junto a ela, mas ao mesmo tempo sentiu o rosto ficar vermelho, seria um pouco constrangedor, nem sabia ao certo o que aquela mulher estava dizendo que faria. Mas não iria ficar sozinha, nesse momento olhou para mãe.

Leticia não se sentiu confortável em deixar Anne sozinha, mesmo com a presença da enfermeira, tinha certeza que a garota ainda não sentiria confortável com ela, não para algo íntimo, ainda não.

— Isabela, você fica com Anne, vou levar papai para tomar mais um café, Vitória e Pedro também querem saber notícias.

A perita sorriu para confortar Anne, mas suas mãos estavam fechadas sobre a boca em uma expressão pensativa.

Ela podia sentir o drama que a garota havia passado, era seu trabalho se manter resistente e fria, mas anos de trabalho lhe mostraram que não era imune, isso só transparecia seu lado mais humano. Ver aquela garota ali fragilizada só lhe dava forças para ajudá-la da melhor forma possível.

 

O jovem médico e Vitor já estavam saindo da sala, quando trombaram com o comandante Carlos e assim seguiram os três para o corredor.

 Mas Leticia ficou mais um pouco, lançou os olhos rápidos para sua madrasta que sorriu. Só então se aproximou da cama entrando um pouco na frente da perita que se mantinha sentada no canto do leito.

Leticia se inclina e dá um beijo cheio de desejo em Anne, que corresponde, mas logo fica sem folego e Leticia se afasta, mas antes olha firmemente para perita que lhe dá um leve balançar de cabeça, como se entendesse tudo pelo olhar.

Lara a perita, sente um leve enrubescer após o beijo, mas se mantém firme, Isabela toca os ombros da filha e vê Leticia deixando a sala.

No corredor Leticia se junta aos demais e todos saem juntos até o refeitório do hospital, Carlos aproveita para situar Leh de tudo até o momento.

 

Dentro do quarto a mulher caminha até uma bancada, abre uma maleta que tinha trago consigo, lá continha vários instrumentos que lhe auxiliaria na averiguação de vestígios.

Lara veste um óculo de cor laranja, que dá para ver unhas, cabelos, materiais biológicos de forma geral, suas mãos agora estão com luvas cirúrgicas, a enfermeira se mantém ao lado de Anne, enquanto Isabela fica do outro lado.

 

— Me de suas mãos.

A Garota estende as mãos para Lara que suavemente utiliza de swabs, pequenas hastes maleáveis, por todas as unhas da garota, passando sobre e abaixo, removendo qualquer resíduo deixado ali. A perita reveza os olhares entre mãe, filha e os próprios movimentos, enquanto vai explicando os procedimentos.

—Em situações de luta corporal, geralmente são encontradas células da pele do agressor em partes do corpo das vítimas como nas unhas...

...Através do processo que estou fazendo posso saber se existe algum material biológico de outro individuo como sangue, epiderme, abaixo de suas unhas, depois de devidamente tratados se existir algo é possível estabelecer de quem eles vieram. O laboratório elabora a análise, volta para mim e posso juntar tudo e forma um laudo.

Lara vai depositando as amostras em embalagens próprias e lacrando em seguida, sempre colocando identificações agora com ajuda da enfermeira que anota tudo que lhe é falado.

— Anne você sabe me dizer se alguém cometeu algum abuso, digo sexual com você?

Lara tira as luvas, joga no lixo e troca por outras.

— Não me lembro de nada, eu tento juro ...

— Ei! fica calma está tudo bem.

A enfermeira passa algumas informações para perita. Enquanto Isabela acaricia a filha.

— Bem a enfermeira me passou que não foi constatado nenhum ferimento físico, mesmo na parte superior da vagin*, nenhuma laceração, mesmo leve. Isso é bom, mas mesmo assim preciso fazer uma análise mais detalhada e uma coleta. Pois seus ferimentos adicionais, como o golpe na cabeça e o tiro podem ser indicativos de uma agressão sexual também, você estando inconsciente não tem como sabermos...

...tudo bem para você? Não farei nada sem seu consentimento.

Com um suspiro forte a garota responde timidamente.

—Tudo bem.

Lara com toda paciência a ela empregada, recolheu todo material que pode.

Se houvesse constatação de esperma na cavidade vagin*l seria de muito valor na comprovação de conjunção carnal e do seu autor. Também de grande importância a coleta de amostras nas cavidades retal, bucal, pele e região das mamas.

Cada amostra foi separada e individualmente embalada, também verificou o corte que já tinha sido suturado em sua nuca, o ferimento a bala, tudo de forma cautelosa e mais delicada possível, tentando deixar Anne confortável e segura. Lara algumas vezes teve de para os procedimentos, para retornar alguns minutos depois, a garota ainda sentia dor pelo corpo todo e o constrangimento era claramente notável, mesmo a mãe a amparando a todo momento.

—Como você está Anne?

— Estou bem, vou ficar bem.

A garota tomba um pouco a face e passa a mão pelo seu pescoço. A perita já tinha observado pequenas manchas avermelhadas na altura do pescoço, provavelmente pela falta de higiene que foi exposta todos esses dias, uma leve alergia lhe irritava a pele.

Lara trocou inúmeras vezes de luvas durante todo procedimento, mas agora estava sem elas. Ergueu as mãos e retirou o prendedor de elástico que lhe prendia os cabelos em seguida foi até a garota e mesmo sabendo que não lhe era permitido ter aquele contato o fez.

Levemente puxou os cabelos de Anne sem que repuxasse seu ferimento e os prendeu em um coque, mantendo todas as madeixas ao alto, para que não tocassem seu pescoço e alivia-se o desconforto.

Sorriu para a garota, mas sem intenção alguma, apenas se simpatizou e continha compaixão por tudo que ela havia passado. Anne retribui agradecida e Isabela também lhe sorriu.

Se direcionando para enfermeira Lara orientou-a.                                                                                          

— Depois do banho, uma pomada com anti-histamínicos seria ótimo.

Antes de sair da sala a enfermeira lhe entregou dentro de um saco plástico as roupas que Anne usava quando foi encontrada.

Tudo levou um tempo considerável e Leticia já estava ao lado de fora da porta, mal se segurando, queria que toda essa tortura acabasse, não queria nem que Anne passasse a noite naquele hospital, se pudesse a levaria pra casa agora. Seu pai permanecia mais atrás conversando com os amigos, Carlos tinha ido embora, seu expediente já havia terminado a um bom tempo, tinha sido mais uma visita que qualquer outra coisa, mas se sentiu agradecida pela atenção que ele estava dando ao caso.

Quando estava prestes entrar, Lara abre a porta e fita a mulher do lado de fora, a perita percebeu que a mulher tinha um grande apreço pela menor, até então pelo que estava nos autos eram irmãs, mas sabia que elas não tinham o mesmo sangue e o envolvimento ali se mostrava ser outro, ainda mais depois de presenciar um beijo a centímetros de distância de si.

 — Bem, terminamos.

— E agora? – Leticia pergunta quase sem paciência alguma.

— Agora iremos esperar, tudo será analisado, assim como outras provas circunstanciais que vamos recolher, temos o barco, a casa de pesca, muitas evidências ainda para serem analisadas, o próprio corpo do Rafael nos deu algumas respostas e agora temos o corpo do suspeito. Tudo será esclarecido eu lhe garanto.

—Obrigada Drª. – Leticia realmente se sentiu agradecida, viu sinceridade nos olhos de Lara.

Lara acena com a cabeça e lhe entrega um sorriso amistoso, em seguida cumprimenta Vitor que está próximo a porta segurando um copo pequeno com café, a mulher ainda acena para um casal ao lado do pai da garota, só então passa a caminhar pelo corredor enquanto utiliza o celular discando para um dos integrantes de sua equipe de peritos.

Drº. Paulo vem andando com passos firmes no mesmo corredor e por pouco não se choca com Lara.

— Drª. Lara? Ainda aqui?

— Já estou de saída Drº tenha um ótimo fim de noite.

Lara não se esforçou pra lhe dar nenhuma explicação, conhecia bem Paulo e não gostava do homem. Já tinham se encontrado mais cedo e ele lhe impediu de prosseguir com Anne, mesmo sendo diretor do hospital ela conseguiu intervir com o restante da diretoria e pode fazer seu trabalho.

Paulo a acompanha com os olhos por um tempo, antes de alcançar a família Nogueira.

Fim do capítulo


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Comentários para 15 - Perita Criminal:
rhina
rhina

Em: 14/11/2019

 

Olá

Boa tarde.

Se já estava complicado........ Imagina agora com uma super perita envolvida. Ela parece ser linha dura e fará de tudo para.chegar a verdade. Não se intimidara perante possíveis obstáculos como o Dr. Paulo.......

Começo a ter pena da Priscila. Amar e se deixar ficar sem controle. Situação difícil. Mas poderia ter sido de outro jeito......afinal ninguem nos deve amor......mesmo sendo amada.

Rhina


Resposta do autor:

É começa a complicar nesse capítulo, mas Lara é "super" linha dura como você disse, vai dar uma mãozinha para desvendar essa tragédia. Agora Letícia é puro conflito.

Beijinhos 

Kara

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Mary34
Mary34

Em: 01/11/2019

Humm continua otimo.... aguardo por maisss.....😉 bjos😘

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