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Tormenta por Kara

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Palavras: 3849
Acessos: 1023   |  Postado em: 20/10/2019

O suspeito.

Na manhã seguinte completava 9 dias de desaparecimento de Anne, o céu ainda levemente nublado não encoraja Leticia se levantar.

Passa as mãos pela cama suavemente procurando vestígios de um corpo moreno por ali, imaginando não poder alcançar abre os olhos em busca de Priscilla, não encontrando, resolve  chamar por seu nome, a voz sai roca, Leticia fecha um dos seus olhos como se sua própria voz a incomodasse, seus olhos circulam o ambiente e vê um copo  vazio ao lado de um ainda cheio sobre a cômoda.

Viajou um pouco quase que filosofando o contexto de sua vida, “hora cheio, hora vazio” e seguiu com um sorriso amargo, voltando a realidade e tendo a certeza que estava só no quarto, sente -se aliviada por não precisar ver Priscilla e nem dar atenção a mesma. O sex* foi bom, mas somente isso. Seus sentimentos pela morena não passam de uma forma de se aliviar da pressão e desejos reprimidos.

 

As cortinas de seu quarto balança avisando que a chuva retornara mais forte, podia ouvir o peso das gotas sobre a sacada.

E sem mais delonga se pôs de pé. Enquanto se vestia a noite anterior lhe veio incomodar, não o sex*, era as palavras de Isabela que lhe causava pontadas incômodas, mas não queria pensar nisso agora. Criando forças terminou de se trocar e saiu de casa sem ao menos falar com sua madrasta, não queria enfrenta-la depois da noite de ontem.

 

 

 

Amanhã já estava movimentada, as pessoas estavam em seus afazeres do cotidiano, a vida se seguia e Leticia olha isso com tristeza.

 

O tempo passou arrastado como sempre e a falta do que fazer a entediava, pegou o celular e ligou para agência se certificando que estavam bem sem a presença dela e de seu pai.

 

Ela sabia que todos davam conta sozinhos, era o requisito mínimo que pedia para o departamento de RH, ao contratar qualquer profissional. Mas já estavam ausentes a muito tempo, logo teria de voltar, nem ao menos sabia como, mas teria que seguir em frente como todos os demais.

Esse pensamento lhe causou uma dor profunda, tamanha era ela em seu psíquico que se resvalava por todo o corpo físico e sentiu ânsia.

 

Depois de um tempo rodando pela cidade, queimando quase todo o combustível, ela desliga o carro.

 

O relógio do painel marcava quase 14h e a fome ainda não tinha chego, avisou a seu pai   por mensagem que não almoçaria com eles, ela não tinha muita certeza que ele iria visualizar, mas não se atentou muito a isso, comeria qualquer coisa ali na rua.

 

Mesmo ainda sem apetite se pós a caminhar até um restaurante muito bem frequentado da região. Seu carro estava estacionado bem abaixo de uma árvore, por um instante pensou em voltar e tira-lo da li, começou imaginar os galhos já nitidamente velhos se partindo e caindo sobre seu automóvel, mas desistiu e segui em frente, hoje seu companheiro era um guarda-chuva em suas mãos, não que impedisse a chuva forte de molhar algumas partes de suas roupas e cabelos,  passos sobre passos foi alcançando a entrada aconchegante e quente do restaurante.

 

Uma recepcionista bem elegante a cumprimentou discretamente, Leticia a conhecia bem, alias conhecia cada curva da jovem mulher.

 

— Boa tarde Leh, mesa para um?

—Sim, por favor.

 

A jovem lhe atribuiu um sorriso sincero e acalentador. Praticamente todos do Arquipélago conheciam a família Nogueira e a tragédia que os aflige.

 

 

Leticia retribui o sorriso e a jovem mulher já está junto a si, pegando o guarda-chuva, que Leticia chacoalhava perto da porta tentando retirar maior quantidade de água acumulada que pudesse, antes de entregar a moça a sua frente.

 

Agora já com as mãos livres, a não ser por uma bolsa a tiracolo de couro preta e simples, entra na ala principal do restaurante e uma leve fragrância de comida bem preparada lhe consome abrindo o apetite.

 

O almoço tardio a deixou sonolenta e o dia foi se alongando sem que voltasse para casa, realmente não queria encarar Isabela por agora. Espera por noticias do comandante Carlos, mas até o momento não obtivera qualquer manifesto do homem.

 

Enfim resolve ligar para o mesmo, não mais aguentando ficar na expectativa de qualquer notícia.

 

O homem do outro lado da linha, ouve seu telefone tocar, observa o visor do celular e ao ver que se tratava de Leticia, coça um pouco a garganta antes de atender.

 

— Olá Leticia eu estava para te ligar, como passou a noite?

 

 

A mulher pensou em dizer que passou ao lado de uma morena gostosa, apenas para ouvir a reação do homem do outro lado, quem sabe ele se a quietasse nas tentativas de galanteio a ela. Mas claro que não o fez.

 

— Bem Comandante Carlos, desculpe minha insistência, mas pode me dizer alguma novidade?

 

— Leticia, eu estava prestes a fazer isso, bem, o corpo foi reconhecido pelos familiares de Rafael, estão desolados, logo a mídia irá cair matando em cima e nossa vantagem sobre qualquer suspeito irá se desfazer.

 

— Já imaginávamos isso comandante. Mas alguma coisa, como ele morreu e a câmera?

 

O homem pensa por segundos e continua em seguida

 

— Não te disse ontem, mas, pudemos observar um tiro na altura do abdômen...

 

 

O comandante Carlos seguindo a conversa, relatou para Leticia que através da necropsia foi revelado que Rafael tinha vestígio de água do mar nos pulmões, segundo os peritos o rapaz teria morrido de hipotermia, apesar dos danos internos que a bala provocou ao atravessar o abdome, acertou  órgãos vitais como seu fígado que foi lesionado gravemente, isso provavelmente ajudou a ocasionar a morte mais rapidamente.

— Oh! Céus! Isso é horrível, só se afirmar que existia alguém com eles Carlos.

— Bem Leticia não descartamos nenhuma hipótese. Mas também estávamos avaliando que... Por favor não leve a mal o que irei dizer... O tiro pode ter sido efetuado por Anne. Mas não temos uma arma e nada conclusivo, como disse apenas hipóteses.

 

Leticia empasmada agora, respira esbaforindo ao telefone. É claro que ela sabe que é uma investigação e muita coisa não vai passar de especulações até se concluir algo, mas pensar em Anne usando uma arma soa muito ridículo.

— Entendo! Mas sabemos que ela não o fez, não é mesmo?! Precisamos focar no verdadeiro culpado.

— Claro que sim, logo isso será descartado, pois temos mais uma prova.

Leticia se contorce sentada no banco de seu automóvel.

— Prossiga.

— A câmera, achamos três digitais nela. Da própria Anne como esperado, Rodrigo que também está sendo investigado, mas provavelmente nada tem a ver com o caso, só teve a sorte ou azar de encontrar a câmera. Mas uma terceira digital bem nítida foi encontrada perto da lente, estamos averiguando em nossos bancos de dados e se ela estiver registrada em alguma ocorrência no nosso estado acharemos o dono.

Leticia passa as mãos no cabelo e retorna à atenção a voz que sai do seu telefone.

 

— Um momento Leticia.

O homem coloca o telefone na mesa por um instante e sai do seu escritório, quando um funcionário o chama. Para minutos seguintes voltar a pega-lo.

 

— Leticia o encontramos, o sujeito tem uma ficha, nada além de arruaças e brigas de bar, mas já temos um nome e endereço.

— Por favor Carlos, quem é?

 

O homem não passaria essa informação a mulher, mesmo tendo uma ligeira queda por Leticia, seu trabalho e a própria investigação poderia ser comprometida.

 

— Leticia peço paciência da sua parte nesse momento, eu nem se quer poderia ter dito que encontramos o dono da terceira digital, aguarde logo entraremos em contato.

 

Rapidamente o homem se despedi, deixando Leticia atordoada e ansiosa. Nesse momento tudo que resta é voltar pra casa e aguardar. Mas antes de ir deu algumas voltas pela cidade, queria espairecer e criar coragem.

 

 

Era por volta das 17horas quando Leticia entra com o carro na garagem, ela observa que o lugar está vazio e argumenta para si mesma, onde seu pai poderia estar a essa hora. E sem ouvir qualquer ruído ou sinal de vida vindo da casa, imaginou que sua madrasta estaria com ele.

Então se pós a procurar a chave na sua bolsa, mas enfim vê movimentos na casa pela grande porta de vidro da varanda.

Com passos rápidos para desviar da chuva, ela dá a volta preferindo entrar pela cozinha, ao fundo, imaginando que a porta já estaria aberta. Não estava errada, a passagem se mantinha destrancada.

Sem pensar muito entra.

E ali estava Isabela segurando chaleira, ao ver Leticia entrando sem se anunciar leva um susto a ponto de deixar o utensilio cair de suas mãos. Leticia se impulsiona e agarra a chaleira só para solta-la em seguida e dar um pequeno grito de dor.

— Uou! Isso está quente!

— Ah meu deus! Leticia!

A mulher mais velha segura as mãos da enteada com zelo enquanto examina, pequenas lágrimas caem de sua face. Leticia não pode deixar de notar.

— Ei! Calma está tudo bem, quem se feriu foi eu, porque as lagrimas? Em?

A mulher ocupada com a mão avermelhada da mais nova, para e a olha nos olhos.

— Me desculpa!

— Já disse que não foi nada, além disso nem é culpa sua!

— Estou falando do que aconteceu ontem!

Leticia pigarreia um pouco incomodada.

— Esquece isso Isabela! Estava fazendo chá? Se sim também vou querer. – Leticia desvia do assunto.

 

Isabela não deixaria aquela conversa para depois e andando calmamente até o armário pega uma caixa e retorna onde está Leh.

— Minha querida sei que lhe chateie ontem, não tenho direito algum de falar aquelas coisas a você. Saiba também que não tem culpa de nada.

Enquanto dizia as palavras calmamente, fazia um ritual muito conhecido por ela, como mãe de Anne, era familiarizada com tudo que contida na caixa que está descansada sobre a mesa, de lá retira uma pomada e com dedos gentis passa por toda coloração avermelhada das  mãos da enteada, que se encontrava sentada agora em uma cadeira da cozinha enquanto a madrasta a sua frente se mantinha sentada em outra.

Leticia está mais confortável agora, já não doe tanto, nem as mãos nem o peito por sentir que a sua queria Madrasta não lhe guardava magoa.

— Talvez eu tenha culpa Isa!

— Não diga isso.

— Nós brigamos e ela saiu magoada, acabou entrando naquele iate, nem sabemos com quem de verdade...

— Vocês estavam brigando muito ultimamente, não é mesmo?

Isabela aproveita a deixa e espera que Leticia confesse por si só o envolvimento com Anne, talvez assim a enteada tirasse algum peso de si.

Leticia olha para suas mãos levemente cobertas pela pomada, não consegue encarar Isabela de imediato, mas após alguns segundos ali tentando ver o vermelho escondido sem sucesso, ela levanta os olhos encontrando Isabela plena e a encara.

— Eu preciso dizer uma coisa, mas provavelmente você e meu pai me odiarão por isso.

A madrasta toca sua mão tremula sobre a mesa.

— Eu...e Anne, nós...Eu tentei me afastar sabe, na verdade não aconteceu nada demais...São dez anos de diferença, não sei onde eu estava com a cabeça...Eu devia ter cuidado dela como irmã... Isabela eu sinto muito, eu não queria...

Leticia estava nitidamente exaltada e inconformada com todas suas escolhas, talvez por isso falava excessivamente.

Com meio sorriso Isabela a interrompe.

— Eu sei meu bem! Está tudo bem.

— Eu fui tão tola, não queria que isso acontecesse mais era maior que nós duas. Tentei me afastar eu juro, mas para ser sincera agora eu faria tudo diferente, daria tudo para estar com ela em meus braços, me desculpe.

— Não peça desculpas. Eu e seu pai temos dez anos de diferença, isso não muda nada, ela é maior de idade, só aconteceu. Vocês são jovens, bonitas e ...enfim estavam sujeitas a se apaixonarem, não poderia ser diferente. E bem, eu já tinha arrancado a verdade de Anne.

 

Leticia conseguia respirar melhor agora e também já havia passado pela sua cabeça que a madrasta sabia, caso contrário talvez nem ao menos teria tentado se explicar.

Ambas foram interrompidas com o telefone tocando.

A mulher se levanta e antes de atender gira seu pescoço para ambos os lados e se ouve um estalo quando o faz. Como se estivesse se preparando para o que viria. Assim como os lutadores antes de seguir ao tatame.

Isabela recolhesse o gesto tão corriqueiro e pode ver seu marido ali redesenhado em forma de uma jovem mulher, isso a faz sorrir, sabia que Anne estaria em ótimas mãos, pai e filha eram muito parecidos.

Isabela voltou a si quando ouve a voz de Leticia ao telefone.

— Comandante Carlos?

Nesse momento Isabela se aproxima mais de Leticia como se quisesse encostar seu ouvido ao telefone também e a calmaria se transforma em ansiedade e preocupação, a mulher passa a falar sem cessar.

— O que ele quer? Descobriu algo? Sabe alguma coisa de Anne?...

A jovem mulher que segura o telefone com uma das mãos, agora com a outra ergue na altura dos olhos de Isabela pedindo que espere, em seguida gira o corpo e sai da cozinha, mas Isabela a segue percebendo que a ligação poderia ser sobre Anne.

 

— Estou te ligando a um bom tempo, não ouvi as ligações?

Leticia examina o celular, mas percebe que está no mudo. Sem responder à pergunta faz sua própria.

— Alguma novidade?

— Estamos próximo as docas, precisei de um mandato para vasculhar a casa do cidadão, não há sinal dele e nada que nos leva ao crime de Rafael ou sua irmã. Mas ele é pescador e vamos atrás de sua embarcação talvez encontremos algo lá.

— Ele tem alguma ligação com o iate? Talvez com Paulo? Poderia estar naquele iate com Rafael e Anne? Quer saber estou indo aí.

Isabela ouvia tudo em meias palavras assustada, já que não podia escutar quem falava do outro lado.

— Não Leticia, já está muito envolvida, sabe que eu nem poderia passar essas informações, mas a cidade é pequena e os urubus dos jornalistas já estão rondando o lugar faz horas, então nada mais justo que você saiba antes que a mídia espalhe a quatro cantos. Só conforte seus pais, logo terei mais novidades, vamos descobrir o que aconteceu com sua irmã, te prometo.

 

Leticia detestava quando ouvia da boca do homem a palavra “irmã”, soava provocativo de mais, Leticia sabia que era apenas implicância de sua parte, mas já não aguenta ser toda hora apontada como irmã de Anne, as notícias sempre vinham com títulos como “A jovem irmã da famosa Diretora de MKT Leticia Nogueira, continua desaparecida”

 

Mas não deu tempo de reagir a qualquer coisa, o homem desliga.

Agora Leticia está de frente a Isabela pálida.

— O que está acontecendo?

—Encontraram as digitais de um suspeito na câmera e agora estão investigando o homem e tentando também achar a arma que matou Rafael. – Leticia falou rápida e direta.

— Arma? Que arma?

Leticia não tinha mais paciência, não queria explicar nada, só queria se deitar. Mas infelizmente ela teria de dar muitas explicações a madrasta antes de poder descansar um pouco.

 

Vitor entra e encontra as duas mulheres se entre olhando com os semblantes cansados. O homem depositava um pacote com pequenas compras na mesa.

— Tudo bem, aconteceu alguma coisa?

Leticia suspira.

 

 

 

Um dia atrás.

 

Enquanto Leticia e Priscilla estavam em um momento de intimamente, em uma outra ilha a três horas dali um homem está se movendo dentro de uma casa de pesca, segurando duramente o copo, o homem toma um gole do seu whisky. 

Passa as mãos na face e olha fixamente para o corredor longo a sua frente, vira a última dose que ainda restava no copo e o deixa sobre o bar da sala de star, só então passa a caminhar pelo corredor. Ao fim dele, abre uma porta que dá para os fundos da casa. Atravessa todo quintal que é cercado com uma vegetação densa formando uma cerca viva.  

 

Para em frete uma construção rústica de paredes grossas toda feita em pedras, a porta é tão velha quanto as paredes, para abri-la o homem  tira do bolso um molho de chaves e passa os dedos procurando a correta, com ela já posta, gira liberando o primeiro cadeado, então se agacha para libertar o segundo. Por fim pode entrar na construção, atravessa dois cômodos cheios de varas de pescas, redes, iscas e um velho motor de barco, o lugar está cheirando a peixe e um tanto quanto húmido. Ele alcança uma escadaria e desce degrau por degrau, quando suas pernas começam a se cansar ele avista uma última porta. 

Mais uma vez procura no molho, a chave certa. Enfia devagar na fechadura, mas antes de girar, pega uma touca preta que cobre todo seu rosto, ela apenas tem dois orifícios na altura dos olhos, ninguém poderia recolhesse-lo com ela. 

Agora estava pronto para girar a chave, assim que entra se volta para porta novamente a trancando pelo lado de dentro, em seguida enfia o molho de volta no bolso. 

 

O quarto a sua frente é sombrio e mais húmido ainda, não se vê janelas, não há luz natural alguma. Apenas um abajur antigo em cima de uma pequena mesa perto da porta. 

O homem acende, mas precisa dar um leve tapa para que a luz se afirme. 

 

Encostada na parede do fundo tem uma cama e ao seu lado uma cadeira velha.  

Ele caminha até a cadeira, pensativo. 

 

“O que eu vou fazer com você? Já devia ter me livrado de ti. Mas não consigo, cada vez que olho para você fico sem reação. Sua vontade de viver é grande, realmente não sei como ainda respira. Mesmo nessas condições você é tão linda eu poderia ...”  

 

Nesse momento o homem curva-se mais perto do leito e passa suas mãos geladas no frágil corpo sobre a cama, percorrendo pela altura das coxas, subindo lentamente pela barriga e demorando um pouco mais sobre os seios quase totalmente amostra, apenas o sutiã os cobre, enquanto um tecido de uma camisa surrada e rasgada, ainda permanece ali sobre o pequeno corpo, que se agita um pouco com o toque, mas ele não se detém, continua os movimentos, sem se importar, seus dedos param agora acima dos seios, um pouco antes de chegar aos ombros e bem abaixo do pescoço, lá seus movimentos ficam pesados sobre um curativo. Agora o corpo se agita mais. 

 

O homem retira sua mão e sobe para altura da boca. Com a outra mão ele dobra o tecido que cobre sua cabeça, até a altura do nariz, então se agacha um pouco mais, inclina o suficiente para tocar com sua boca os lábios a sua frente. 

 

A face da jovem se contrai, tentando relutar mesmo indefesa e fraca. 

Ele percebe o repudio e se afasta. Segue até a cômoda no início do quarto, onde existe um jarro de barro e um copo, enche-o com o liquido transparente do pote e o traz consigo de volta até a cama.  

 

Se preocupando um pouco com a tonalidade e passa a falar de forma diferente da costumeira.

— Venha vou te ajudar a sentar-se. 

O homem coloca a garota sentada, essa sente desconforto em um de seus pulsos quando uma corrente presa a cama o puxa de volta, ela gem*. Ele percebe a fragilidade e agonia da garota olhando para seu pulso. 

— Se você se comportasse eu não precisaria te prender a cama, não é mesmo?! 

 

Com o copo cheio de água o homem encapuzado leva até a boca da jovem que bebe com certa rapidez, sente muita sede. 

O liquido desce pela sua garganta podendo sentir ela se humedecer novamente, faz dois dias que não tomava água. Tamanha é a rapidez que tenta engolir que acaba engasgando, passa ter uma dor terrível ao tossir freneticamente e senti que o ferimento acima de seu peito começa a sangrar novamente. 

 

O homem fica furioso e grita com ela. 

— OLHA SÓ O QUE VOCÊ FEZ SUA INSOLENTE! PARECE UMA CRIANÇA, NEM AO MENOS TOMAR UM POUCO DE ÁGUA DIREITO VOCÊ É CAPAZ! AGORA TEREI QUE TROCAR ESSE CURATIVO NOVAMENTE. 

 

A garota se contrai toda. Enquanto seu corpo abatido é deixado sobre a cama bruscamente. Ele caminha mais uma vez para cômoda, segurando o puxador abre uma das gavetas. Mantinha tudo que precisava ali. 

Antes que possa trocar o curativo, retira da gaveta um frasco e de dentro dele três comprimidos, com movimentos estressados e rude faz a garota engolir usando a água que restava no copo. 

 

A garota já abatida, desfalece por completo, totalmente indefesa, enquanto o homem manipula o curativo, trocando e limpando o ferimento. 

Ele ainda prepara uma bolsa de soro e coloca ao alto da cabeceira da cama, de forma a ficar uniforme e o liquido pingue pelo tubo compassadamente, tudo é muito precário, a base do improviso, em seguida aplica em um dos braços da jovem, o que permanece desamarrado. 

Assim que termina, balança a cabeça com uma negativa e desconforto, em seguida faz todo o trajeto ao inverso, quase como um vídeo sendo rebobinado. Antes de atravessar a porta principal da casa ele para por uns minutos na sala e caminha até um escritório. Com passos contados chega até um quadro, na imagem se via um mar em fúria e um barco a vela brigando com uma onda grande. Cuidadosamente retira o quadro deixando a mostra um cofre, ele parece pensar um pouco, tentando se lembrar de algo, em pouco tempo dedos agíeis giram enquanto a senha é formada e um “clic” deixa a porta do cofre aberta. Ele sorri, pois, consegui abrir com facilidade. 

 

O homem que já não usa mais o capuz em seu rosto, da outra serventia para a peça, usa agora para retirar algo do cofre, em seguida cuidadosamente abre o embrulho e olha para uma arma, lembrasse quando a comprou, sem documentações. Ainda era jovem e morava longe da li em um lugar onde tudo acontecia e ninguém se importava ou tinha preguiça de fazê-lo. 

 

Nunca havia usado, mantinha a em sua embarcação escondida em um baú da cabine, essa arma agora havia tirado a vida de alguém e ferido outra.  

Ele guarda a arma bem embrulha entre o bolso de sua jaqueta de couro e seguidamente retira o molho de chave mais uma vez do bolso da calça. 

 

Com ajuda dos dedos escolhe quatro chaves repetidas e retira de junto as demais, abre a gaveta e de lá pega um chaveiro simples que já havia visto antes jogado por ali a tempos, depois de colocar as chaves que separou nele, esconde entre os dedos.

 

“Preciso pensar com cuidado, qual será meu próximo passo”

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 10 - O suspeito.:
rhina
rhina

Em: 23/10/2019

 

Olá

Boa noite.

Quem será o dito cujo.......

Como a encontrarão ......estando ela nestas condições e muito bem escondida.......

É muita covardia......

Rhina


Resposta do autor:

Olá, realmente é muita covardia! Mas acho que as coisas irão melhorar em breve!!!

Responder

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Mary34
Mary34

Em: 20/10/2019

Opaa ta ficando boa a trama...anciosa pelo proximo cap. Doida pra ver o encontro das duas de novo 😍 ta perfeita a historia bjos

Responder

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