Rafael
8 dias atrás.
O Dia “D”
Rafael ainda com os olhos sobre Anne, lamentando ter de deixa-la por um instante que fosse, mas tinha que manusear o iate e tira-los dali, vai até o leme e começa deslocar a embarcação, ele olha para o céu rezando em pensamentos para que o dia acabe bem. Não poderia imaginar encontrar com Anne ali, ainda mais depois de ver o início da discussão na sacada da casa dos Noguera, nunca pensou que Anne corresse logo para o iate, ainda mais com o medo que sente por águas inseguras como o mar.
O rapaz começa se lembrar do último dia em que esteve com Anne antes de hoje e como foi tudo muito confuso.
“Ela apareceu tão linda na praia carregando aquela câmera e tirando fotos de todos, quando não resisti e me aproximei dela, antes que qualquer um dos outros caras o fizesse, depois do primeiro encontro ela foi se soltando aos poucos comigo e o resto da turma, fomos ao café da cidade algumas vezes, ela falava sem parar sobre como era sua vida fora do país e como foi maravilhoso o curso de fotografia, por sinal não abandonava aquela câmera por nada.
Ela realmente parecia muito só, as vezes parava de falar e seu corpo ficava vazio, provavelmente com a mente viajando bem longe dali. Ela dizia ter alguém, mas era uma provável mentira, nunca a vi acompanhada. Eu me mantinha por perto quando ela se juntava a nós em alguns dias sortidos em que aparecia na casa de veraneio.
Mas eu ainda não tinha se aproximado o suficiente para dar o bote, porém não estava mais resistindo a tanto charme naquela garota. Me lembro do Cesar me pedindo para ir com calma, mas como resistir aquele sorriso encantador, apesar de poder sempre ver um fio de tristeza em seus olhos.
Em um certo dia conversamos a tarde toda, contei meus sonhos e ela alguns segredos, mas não quis entrar no mar comigo, por mais que eu insistisse, ela sempre andava com um short jeans e uma blusa regata, as vezes sobre ela uma camisa xadrez, cheirava sempre a protetor solar, sua pele era muita clara, poder vê-la de biquini seria perfeito, mas nunca entrava ao mar, foi ai que descobri que tinha um medo terrível do mesmo, tirando isso conseguiu cativar cada um dos meninos e em poucos segundos a convenci de marcarmos um novo encontro, claro que eu disse que os garotos também iriam, mas eu não tinha pretensão alguma de chama-los, poderíamos quem sabe até acamparmos em uma praia do outro lado da ilha, ela se empolgou quando a motivei dizendo que teria a chance de tirar fotos em uma paisagem mais paradisíaca ainda. Sozinho com ela com certeza se entregaria a mim.
Nesse mesmo dia no fim da tarde o sol caiu rapidamente e a noite já aparecia, me encorajando a levá-la para casa, apesar de estarmos a poucos metros da casa de veraneio de seus pais. Eu insisti tanto que ela deixou que eu a acompanhasse, por mais que eu tentasse me controlar o desejo acabou sendo mais forte, em um movimento rápido eu já estava lhe pressionando contra a parede da varanda e o beijo era inevitável, mas do nada senti uma mão firme puxando meu braço, em seguida uma outra mão pressionou meu tórax com tanta força que o ar me faltou, nesse momento meu corpo foi empurrado para longe de Anne, era uma mulher um pouco mais velha, a pouca luz não me deixou reconhecer de imediato, ela me tirou de cima da Anne com muita facilidade, só conseguia ver ódio em seus olhos. Ainda soltei um “Ei! Está louca”, mas fui calado rapidamente por um “Some daqui, agora!” Confesso que fiquei coagido e resolvi ir embora, mas eu tinha o telefone da Garota, que sem reação desde o momento em que a encurralei contra a parede, assim permaneceu, no mesmo lugar em que a deixe, mas antes de ir embora eu pude ver a mulher gesticulando os dedos em direção a menina ainda imóvel ao mesmo tempo em que falava algo incompreensível, pois eu já estava longe o suficiente para ouvir, ainda consegui ver o momento em que a mais velha arrastou a outra para dentro. Depois do susto inicial eu já tinha identificado a mulher, era a Dona Leticia, irmã da Anne, foi um dos motivos por eu ir embora tão rapidamente para ser exato, ninguém iria querer uma briga com ela de forma alguma, eu muito menos, mas pela irá eu já havia consegui desencadear uma tempestade. Mas não iria desistir da menina. No dia seguinte logo cedo liguei para confirmar nossa pequena aventura, tudo estava certo, mas ela não apareceu, desde então eu liguei quase todos os dias, mas não me atendeu e hoje aí está ela assustada como um passarinho, bem mais que da última vez que a vi”
Três Semanas antes da tormenta.
A casa de Veraneio estava calma em uma manhã de sábado, o sol brilhante lá fora, enquanto Vitor e Isabela liam o jornal juntos, sentados na varanda de frente ao mar.
Isabela virava a folha para a próxima página assim que o marido dá um “aham” com a boca fechada e assim a leitura ia se completando em harmonia.
O casal não poderia estar mais feliz, suas filhas estavam na casa, o dia estava lindo e...
Gritos que vem da sala interrompe a leitura do casal que corre para dentro da casa a fim de descobrir o que acontece.
Isabela é a primeira a entrar e ver uma Anne descendo furiosa pelas escadas que dão para sala, enquanto uma Leticia com o semblante rígido descia logo atrás com suas habituais roupas de corrida. Anne carregava sua velha mochila surrada e sua câmera sobre o pescoço.
—Você nem conhece esses moleques, são um bando de delinquentes.
—Você não manda em mim! Eu faço o que eu quiser!!
Isabela está tentando entender a discussão, Vitor está atrás da esposa, mas já pode imaginar do que se trata, viu sua filha mais nova combinando de sair com alguns novos amigos, todos os meninos eram da cidade mesmo, ele conhecia alguns, bons meninos.
As duas ignoram por completo o casal ali parado na sala, até que Leticia se vira para uma Isabela incrédula com a briga de tom áspero das duas.
Enquanto Vitor acha tudo muito engraçado, vendo sua filha adulta agindo como uma criança enciumada.
Para ele nada mais natural que duas irmãs brigando. Já ia virando de costas para voltar a ler seu jornal, quando sente as mãos de Isabela segurando seu braço assustada.
— Isabela sua filha é uma irresponsável, vai sair com uns delinquentes da cidade e mais velhos que ela, sabe se lá o que esses garotos pretendem! Alguém tem que pôr limites a essa garota.
Isabela nunca ouviu Leticia reagir assim, então suas suspeitas começaram a se desenrolar, era claro que Leticia estava com ciúmes de Anne e não era um ciúme de irmã. Mas ao mesmo tempo se preocupou com a filha, sair com desconhecidos não era aceitável.
Em um tão mais ríspido Isabela se pronuncia.
— Muito bem, alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? Quem são esses meninos?
Vitor olha com desdém mais não sai perto da esposa, já que percebeu uma certa preocupação em Isabela.
Anne vira os olhos em seguida pra sua mãe.
— Mamãe eu já ia te falar, vou sair com uns amigos, eu conheci eles a pouco tempo, mas são boas pessoas, tirei algumas fotos dos garotos, nada de mais, eles são surfistas, todos conhecem eles na cidade e me disseram de uma praia aqui perto para que eu possa tirar outras fotos com paisagens e ondas incríveis. – Agora olhando para Leticia ela continua:
— Eu não tenho nada melhor para fazer mesmo!
Isabela olha para Leticia esperando que ela possa esclarecer tamanha preocupação e agitação em sua voz.
Leticia percebe o olhar da madrasta
— Um dos meninos estava quase engolindo ela na varanda ontem quando cheguei e agora ele liga falando para ela levar algumas peças de roupas porque eles vão para o outro lado da ilha acampar. Inacreditável.
Isabela agora tem mais certeza ainda do que se trata todo nervosismo de Leticia.
— Como assim? - Isabela insiste em uma explicação mais compassiva.
— Não fizemos nada, ele apenas queria um beijo, mas não aconteceu.
— Porque cheguei antes e o coloquei para correr. Precisa ver o garoto Isa, um marginal, estava praticamente pelado com a tatuagem exposta sentindo o garanhão.
Anne nesse exato momento se vira pra Leticia e provoca.
— A tatuagem dele é linda, além disso quem não aproveita a oportunidade, perde a vez minha cara.
A mãe da família já não tem mais dúvidas que algo está acontecendo entre as duas.
A garota termina com um sorriso irônico no canto dos lábios.
Leticia buffa enquanto pega o pulso de Anne, nesse exato momento Vitor resolve intervir sobre os olhos assustados da esposa implorando ajuda, já sabendo que isso não iria acabar bem.
— Opa! Vamos parar as duas agora!
Leticia solta a menina na hora e passa as duas mãos no rosto suspirando longamente, tentando voltar a si.
O marido olha para esposa e diz:
— Eu conheço esses garotos, fique tranquila. – e olhando para Anne continua — E conheço também os pais de todos, por tanto vá para cozinha com sua mãe e deixe telefone e o endereço da praia que vocês vão estar, e apenas se sua mãe deixar você vai acampar, caso contrário te quero de volta em casa antes do horário que sua mãe vai estipular.
Isabela leva uma Anne emburrada pela cozinha, enquanto Vitor encara Leticia.
— O que está acontecendo com você Leticia, que isso. Deixe sua irmã se divertir um pouco, ela ainda não fez amizade com ninguém desde quando chegou. Que surto é esse? Estava vendo a hora de você agredi-la.
— Só sai do controle pai, eu nunca faria isso.
— Mas já o fez, não é mesmo?!
— Não confunda as coisas, já me sinto mal o suficiente por causa daquele dia, a intenção era outra.
Leticia respira e continua:
— Não gosto desse tal de Rafael não confio nele.
— Ah querida quando você tinha a idade de Anne já trazia um monte de meninas para cá, me poupe vai!
Leticia fecha os olhos e morde os lábios se segurando pra não dizer nada ao pai a não ser:
— Estou indo correr.
E sai em passos largos, passando pela cozinha onde Anne continua a conversar com a sua mãe.
A garota a fuzila com os olhos enquanto Leticia bate a porta com um pouco a mais de força.
Por mais que a filha se explicasse e implorasse a mãe, Isabela estava convencida de que o melhor a fazer era não permitir que a filha saísse hoje.
— Anne deixe para outro dia, você não me falou nada antes, deixou para falar de última hora. Viemos para descansar em família e é o que vamos fazer.
— Mãe eu sou uma adulta por favor, agora vou ter de ser tratada como uma criança por causa das atitudes da louca da Leticia.
—Você e a Leticia é que estão se portando como crianças, então, SIM deve ser tratada como tal. Quer sair sem minha autorização, pois bem saia, é maior de idade.
Isabela abre a porta e fica segurando enquanto olha para filha duramente.
Anne bate o pé e volta para seu quarto, sem dizer mais nada.
Isabela sabia que a filha não sairia pela porta, mas sentiu se triste por ter de agir assim com ela, sabe o quanto Anne é sensível, teimosa e ao mesmo tempo é responsável e obediente. Não era à toa que havia permitido que morasse fora do país ainda quando era menor de idade, apesar de estar sobre a tutela na ocasião de uma conhecida. Confiava nas escolhas da filha. Mas não queria mais conflito por hoje e nem correr o risco de Leticia ir atrás desses meninos arrumar confusão.
Isabela caminha até a sala e encontra Vitor olhando para escada.
— O seu furacãozinho subiu por ali e o meu passou para lá - Vitor aponta o dedo para cozinha.
—Eu vi querido. Obrigada por me ajudar! – Com o rosto mais sereno mais ainda preocupada Isabela dá um beijo caloroso em seu marido.
— O que está acontecendo com essas duas? Ultimamente vivem brigando.
— Querido eu tenho que falar com você uma coisa.
Isabela pensou em falar para o marido de suas suspeitas, mas retrocedeu por alguns instantes desviando a conversa para outra ocasião, era melhor ter certeza primeiro.
— O que foi meu bem?
Disfarçadamente Isabela fala:
— Decide que hoje teremos uma noite de filmes todos juntos, para acalmar o ânimo.
— Você é um gênio, mas quero só ver se conseguiremos convencer as meninas.
No horário do almoço todos estavam mais calmos, Leticia tinha voltado de sua corrida e depois de um banho gelado, sua mente estava funcionando melhor. Anne passou a manhã em seu quarto e dormiu como se fugisse de todos os problemas por algumas horas, quando abriu os olhos com sua mãe chamando para o almoço, havia até mesmo se esquecido da briga mais cedo.
Pelo menos até encontrar Leticia sentada a mesa, tirando sua refeição, por um momento Anne pensou em voltar para seu quarto, mas um olhar inquisidor de sua mãe a fez permanecer.
O Almoço ocorreu em silêncio por um bom tempo. Nem parecia a família barulhenta e feliz de outros tempos. Anne estava realmente triste, se sentia confusa.
“Leticia não quer nada comigo, mas quando Rafael se aproximou quase arranca seu braço tirando de perto de mim. Apesar que me senti aliviada naquele momento, fiquei tão assustada quando se jogou em minha direção, não esperava isso dele, pensei em poder explicar hoje definitivamente para Rafael que não tenho interesse em meninos, mas parece que fui obrigada a aceitar um castigo disfarçado em livre arbítrio ao invés de sair e me encontrar com os meninos.”
Anne estava parada olhando para comida enquanto pensava.
Vitor notava o tedio que se formava junto a mesa e quebrou o silêncio
— Pensamos em assistir um filme o que vocês acham? – Vitor iniciou a conversa.
Anne ainda olha para comida, mexia tudo repetidamente com a ponta de seu garfo e com a outra mão brincava com seu copo de água sem ao menos perceber que o fazia.
Não ousou responder, imaginando que Leticia responderia um “Não” pelas duas, mas a outra a surpreendendo o suficiente para direcionar o olhar para Leticia.
— Ótima ideia, Anne pode escolhe o filme dessa vez. Nunca assistimos o que ela quer.
Então a garota acorda da surpresa inicial e responde rapidamente.
— Não vou escolher nada, para mim tanto faz.
Mesmo sendo ríspida não disse que não assistiria, sua mãe sorri satisfeita, mas não deixou de observar o copo quase vazio indo para frente e para trás entre os dedos da garota, brincando distraidamente. A mãe poderia adivinhar ou ver como um déjà vu o que viria a seguir.
Enquanto isso Leticia responde sem exaltar a voz ou mostrar qualquer expressão.
—Certo, eu escolho então.
Os pais puderam ver Anne virando os olhos, e se entreolharam ao mesmo tempo, segurando a risada, enquanto o resto do almoço terminava em paz. A não ser por um momento inoportuno em que a garota sem calcular a distância correta entre a borda da mesa e seu copo o deixa cair ao chão, todos ouvem o tintilar do vidro antes do pequeno “crash” ao cair se quebrando em mil pedaços.
Leticia se assustou e olha duramente para menina, Anne não entendeu se o olhar era de reprovação ou de preocupação e fez bico.
Vitor mais que depressa já limpava o local e se certificava que a filha estava bem.
Mas Isabela não se impressionou muito, alias isso sempre foi muito corriqueiro em seu ver, até demorou muito para que acontecesse novamente. Se conteve apenas em perguntar a filha se estava tudo bem.
— Ótimo, tudo ótimo.
Anne deixa a mesa sem ao menos levar o garfo uma vez sequer a boca.
A mãe enfim acalma os demais que ficaram a mesa, depois que a menina já não está mais presente.
— Não façam drama, logo vocês se acostumam.
A noite caiu depressa, as estrelas banham o céu lindamente e por fim a casa estava sorrindo novamente, enquanto a família permanecia reunida na sala, apenas Anne ainda não havia descido, Leticia aperta o controle remoto repetidamente e vai passando os filmes em exibição na plataforma da tv, para que todos possam palpitar, quando por fim um suspense foi escolhido.
Vitor dá um grito, porém de forma amistosa.
— Eu vou ter que subir aí para você desce Anne?
Em passos largos a garota aparece descendo a escada.
— Já estou aqui! Calma!
Anna pode ver uma vasilha com pipoca no colo de sua mãe e uma mão exageradamente carregada sendo retirada da mesma vasilha, pode ver o quanto Vitor realmente gostava de pipoca ou era apenas gula. Enquanto via o casal no mesmo sofá, se deu conta que teria de dividir o outro com Leticia. Ela permanecia ali sentada com os pés sobre o estofado segurando uma outra vasilha com pipoca.
Agora Anne caminha em passos curtos tentando achar uma saída para não sentar ao lado da irmã, e assim o fez, sentou -se no chão esticando as pernas no tapete, enquanto apenas se encostava no sofá que Leticia estava, ficando assim de costas para ela.
Leticia não pode deixar de sorrir quando viu a menina fugindo de estar perto dela.
— Tem lugar aqui!
Anne não se preocupou em responder.
E Leticia não insisti, apenas aperta o play.
Alguns minutos de filme, Anne vê a vasilha de pipoca pendurada a sua frente, Leticia oferecia, mas Anne recusou mesmo que quisesse aceitar.
A Garota começa se mexer desconfortavelmente e pensa em sentar no sofá.
Leticia já não assisti ao filme a um bom tempo, sua atenção é toda em Anne, quando repara que a garota não está cômoda em seu lugar, ela abaixa o corpo e cola a boca ao ouvido de Anne e então sussurra.
— Deite-se aqui comigo... - uma pausa e continua com uma voz doce — Por favor!
Anne sentiu o corpo todo arrepiar, ficando muda por alguns instantes e virou se para olhar Leticia que fazia uma carinha pidona. Elas estavam com o rosto muito perto, o que deixou Anne nervosa e para sair desse perigo, de estar tão próxima da boca de Leticia, Anne se levanta e deitasse dividindo o sofá com ela.
Anne ainda não está fora de perigo, pois os corpos estão próximos o suficiente para sentir toda quentura de Leticia, para piorar Leh a abraça puxando mais para si e assim ficam fingindo assistir o restante do filme.
Isabela não pode deixar de perceber quando a filha se deita ao lado de Leticia. Um pequeno sentimento de medo pela filha percorre seu corpo.
“Amo muito a Leticia, para mim ela é minha filha também, sendo assim passa ser estranho imagina-las juntas. Não que isso seja um problema, mas Leh nunca teve compromisso sério, sempre está em braços diferentes, não quero que Anne sofra, ela ainda é tão nova e sentir desilusão sempre é dolorido de mais.”
Isabela respira fundo preocupada, mas depois de um tempo olhando para as duas, sorri. Volta se para o marido que permaneci ali assistindo o filme sem nada perceber, então sorri novamente, a preocupação deixa de existir e ela se senti feliz.
O filme termina e o casal sobe as escadas depois de beijar as meninas adormecidas no sofá.
Isabela cochicha para o marido.
— Não é melhor acorda-las!
—Talvez, mais estão dormindo tão bem em paz, melhor deixa que acordem por si só. Venha quero aproveitar o restinho da noite.
Vitor sorri maliciosamente enquanto puxa as mãos da esposa.
No meio da madrugada, ainda no sofá, Anne se mexe e Leticia acorda sentindo o perfume da garota, suavemente aperta ainda mais para si.
Anne pode sentir o aconchego da mais velha e sem ao menos perceber faz movimentos sutis contra o corpo de Leticia.
A mais velha se acende rapidamente, sentindo o corpo corresponder a cada estimulo da jovem. Anne já acordada se vira para olhar uma Leticia cheia de desejos.
Os lábios se tocam delicadamente, envolvendo as duas em uma dança de lenta para frenética em segundos.
Anne para de beijar e leva sua boca até os ouvidos de Leh.
— Faz amor comigo Leh!?
A mais velha estremece e senti os pequenos fios da nuca levantarem ao ouvir a voz arranhada em sua orelha.
Leticia leva suas mãos para baixo, na altura do bumbum de Anne e a puxa para que seu ventre cole ao dela.
Com a respiração ofegante Anne solta o ar próximo ao pescoço da mais velha, que enlouqueci mergulhando seus lábios sedentos aos da mais nova.
Nesse exato momento as luzes se acendem. Leticia em um salto quase derruba Anne ao chão.
Rapidamente Leh se recompõe e passa as mãos na nuca nervosa, fio de suor começa a descer e para no pescoço da Leticia, ela nem se quer ousa tira-lo de lá. A pele branca de Anne agora está vermelha e sem conseguir disfarçar os olhos atômicos sobre sua mãe, em pé parada ao lado do interruptor olhando para as duas.
O silêncio é constrangedor.
Isabela aparentando calma, se pronuncia:
—Meninas, ainda aqui?!
Leticia ainda nitidamente nervosa e encabulada, aproveita a deixa.
— Já estava subindo ao meu quarto, boa noite Isabela.
— Boa noite!
Isabela capita cada movimento.
A jovem mulher cruza bem próxima a Anne e segue ao se quarto.
Engasgando nas palavras Anne também se pronuncia.
— Bem...também vou para meu quarto – mesmo que as palavras não sejam verdadeiras, pois a intenção é ir até um outro quarto, um que não é o seu.
Nesse momento a garota olha para alto da escada onde Leticia para e olha nos olhos da menina, e sutilmente balança a cabeça em negativa. Anne engole em seco e respira enfadada, percebendo que mais uma vez Leticia escapava.
A mãe atravessa a sala e chega até a filha, segurando seu braço sem apertar muito, porém firme.
— Precisamos conversar- A menina olha para mãe não sabendo ao certo o que a espera, abre a boca para argumenta algo, mas é impedida por Isabela que completa.
— Agora, Anne!
Fim do capítulo
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Mary34
Em: 16/10/2019
Bem vinda aos contos independente do teu portugues a historia ta mt bacana esta conseguindo me prender, a cada cap. desejo mais um rs entao n nos mate de vontade rs n demore a postar 😉... gostei tb do nome usado "Kara" achei diferente tem um Q nele q instiga rs.bjos😙
Resposta do autor:
Desejo atendido, mais um capítulo postado, rsrs
Que legal que consegui te prender a história, um super beijo!
rhina
Em: 15/10/2019
Oi
Boa noite
Esclarece algumas coisas.
Fou um lindo capítulo.
Passa os acontecimentos em seu tempo real......sem atropelar cada reação dos personagens frente as emoções......sentimentos
Vai sendo gradual......to curtindo muito
Rhina
Resposta do autor:
É muito bom ler seus comentários, sempre me deixam feliz!!🤗
Beijo.
Kara
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