Layla
Já tinha participado de vários partos em todos os anos de carreira, mas nem de longe foram tão emocionante como esse, não sei se por ser da família, mas a felicidade que senti de pegar aqueles bebês no colo assim que nasceram, era inexplicável. Voltamos para a casa de minha sogra onde todos brindaram a chegada dos gêmeos, e horas mais tarde nos despedimos de todos e seguimos para casa.
A Juh era só sorrisos, daqueles que me faziam suspirar de tão lindos que eram, sou uma boba apaixonada mesmo. Quando entramos em casa o Faísca fez festa correndo de um lado para o outro, lá fora uma brisa suave bateu trazendo chuva para brindar aquele final de noite, olhei em volta e a Juh dizia algo que não entendi, sorriu se aproximando e tocando meu rosto dizendo:
– Hei senhorita, estou falando contigo. – beijou meus lábios e sorri me desculpando:
– Desculpa amor, estava divagando aqui, ainda repassando o que aconteceu hoje.
– Maravilhoso, não foi? – sorri com a alegria contagiante dela, seguimos para o sofá perguntando:
– O que estava me dizendo mesmo?
– Hum... – me aconcheguei em seus braços e ela disse quase sussurrando em meus ouvidos: – O que vamos comprar para os gêmeos?
– Não sei meu bem, roupinhas talvez?
– Sim, alguma coisa do tipo “Eu sou da titia!” – olha a animação, quando a olhei estava rindo, me coloquei por cima dela beijando de leve seus lábios, ainda dizendo: – Que tal ursinhos, eu amo pelúcias?
– Unhum... – minhas mãos alcançaram os botões de sua camiseta e enquanto a beijava, fui abrindo lentamente.
Quando coloquei minha mão sobre seus seios, ela gemeu em meus lábios, sorri no instante em que nossos olhos cruzaram, sua língua entrou procurando a minha enquanto suas mãos deslizavam pelas minhas costas levantando meu vestido e apertando minhas coxas. Agora quem estava gemendo em seus lábios era eu, ousada apertava minha bunda com uma das mãos e a outra segurando meu rosto adentrando meus cabelos.
Comecei a movimentar meu quadril sobre ela, com uma das minhas pernas encaixando entre as dela sentindo o calor que emanava de seu sexo. Sem esperar deslizei minha mão pela barriga, até encontrar o cos de seu shorts encaixando meus dedos no sexo já úmido dela e comecei a provocá-la, afastei meus lábios dos dela que soltou um gemido quase inaudível, jogou a cabeça para trás e intensifiquei mais o contato de meus dedos, agora entrando dentro dela.
Fiquei massageando seu clitóris com o polegar, intensificando o contato com minha perna que ainda massageava pelo lado de fora. Aproximei meus lábios dos dela que mordiscou carinhosamente os meus, sussurrando:
– Está me enlouquecendo assim, sabia?
– Estou? – intensifiquei o contato e ela gemeu deliciosamente concordando, sussurrei ainda em seus lábios: – Quer que eu pare?
– Não... – sua voz quase não saía, naquele sussurrar rouco, beijei seus lábios dizendo sedutoramente:
– Goza pra mim? – seus olhos entraram dentro dos meus, tomou meus lábios e em segundos ela se derramou em um delicioso orgasmo.
Naquele frenesi todo meu corpo se espasmou por cima dela e gozei em seguida com ela engolindo meu gemido, ainda me beijando. Com minha respiração falhando, tirei meus dedos de dentro dela e trouxe para meus lábios chupando-os olhando nos olhos dela, que gemeu baixinho sorrindo, me abraçou forte e ficamos assim por algum tempo. Senti ela inspirar forte e beijar meus cabelos sussurrando:
– Vamos para o quarto? – levantei a cabeça e sorri, vendo que ela sorria também concordei.
Rapidamente levantamos e seguimos para o quarto, quando chegamos na cama estávamos completamente nuas com a Juh beijando meu corpo inteiro que estava entregue. Começamos a nos amar ali e finalizamos em um delicioso banho, aquela noite estava fria, me aconcheguei em seus braços e como sempre adormeci assim que fechei os olhos.
Duas semanas se passaram e finalmente os gêmeos foram liberados para irem embora. A nossa rotina impedia de ficarmos o tempo todo babando os pequenos, a Juh nem se fala, seus olhos brilhavam quando pegava as crianças, e mais ainda quando embalava o pequeno Carlos e o fazia dormir cantarolando cantigas de ninar que aprendeu com dona Helena, vó coruja.
Naquele sábado mais cedo, fui trabalhar e a Juh foi para a casa de Anny, saí do hospital e peguei carona com o Júlio, sabendo que ela estava lá. Passava um pouco das seis quando saímos da casa de minha cunhada, a Juh tinha ido de bike mais cedo, para minha surpresa sugeriu que voltássemos naquele “pesadelo” de duas rodas, como morávamos a duas quadra não me importei tanto.
Ela jogou os braços em volta de meu ombro e seguimos conversando, no meio do caminho paramos em uma lanchonete, comer alguma coisa e seguimos para casa. Estávamos a uma quadra de chegar quando a Juh parou perguntando:
– Amor, lembra a primeira vez que saímos de bike? – olhei para ela montando na bicicleta, e concordei dizendo:
– Quando me fez ver que teria que dividir você com isso? – apontei e sorri, ela deu risada também.
– Não sei o que você tem contra a minha companheira de tantos anos.
– Nada tenho contra ela, apenas não sou muito fã. – sorriu divertida.
– Pois, me lembro bem que naquele dia eu disse que ainda faria você pedalar comigo.
– Disso eu não lembro. – sorri jogando os cabelos para trás, amarrando ele em um coque, me aproximei perguntando: – Onde quer chegar?
– Hoje você não escapa, vai me carregar de volta pra casa. – sentou atrás no bagageiro e bateu com a mão no banco dizendo: – Eu vou equilibrando ela aqui de trás e você pedala.
– O que te faz pensar que farei isso?
– Disse que confiava em mim. – sorriu arqueando a sobrancelha em sinal de desafio.
– Mas eu cofio meu amor. – olhei paralisada para a onde ela estava e quase sussurrei ao me aproximar: – Isso não é justo.
– Tenta pelo menos, se não se sentir segura, prometo que nunca mais faremos isso, tudo bem?
Cogitei bem o que ela disse e apenas concordei, pegou minha bolsa e sentei a frente da bicicleta, atrás ela ia dizendo:
– Segure o guidão e mantenha equilibrado, os braços serão seu guia. – fiz o que ela comandava, mas acabei me distraindo com ela deslizando os dedos em meus braços, no fim depositou sua mão em meu quadril me desconcentrando, sorri e ela perguntou: – Porque o sorriso?
– Quase nem prestei atenção no que dizia amor, seus dedos me desconcentraram. – ela caiu na risada e seguimos.
Com os pés no chão foi me guiando, estava pedalando pela primeira vez em anos. Aliás, tentando néh. Mas vi que a Juh tinha razão, o tempo todo me mostrando o que fazer e equilibrando a bike com seu corpo. A minha sorte é que a avenida naquele momento estava vazia, apenas com crianças correndo e brincando.
Uma ótima professora, no fim acabei gostando e ela ansiosa por isso, marcamos de no dia seguinte irmos novamente. Passaram quatro finais de semanas, eu estava pedalando. Claro que ainda com muita dificuldade, e em uma bicicleta menor que ela me deu de presente. Muito fofa a minha namorada.
Agora, todos os domingos pela manhã pedalávamos, Faísca nos acompanhava claro, as vezes correndo, noutras caminhando ao nosso lado. A Juh tinha razão, a sensação de ter o vento e a brisa batendo em seu rosto quando se pedala é libertador, além disso, as vezes fazia com que ela me levasse, apenas para sentir seu corpo me acolher e tê-la sussurrando em meu ouvido.
Fim do capítulo

Pires
16/07/2019 às 19:36
Concordo com HelOliveira, é impossível não gostar. Obrigada e parabéns. Aguardo ansiosa pelo próximo capítulo.
Forte abraço!!!
Resposta do autor:
Olá Igpires, tudo bem?
Agradeço o carinho moça, de coração... Caps no ar... espero que curta
Bjão... se cuida
Bia
HelOliveira
12/07/2019 às 21:04
Como sempre capítulo super gostoso não tem como não gostar....
Bjos
Resposta do autor:
Olá Hel, tudo bem?
Obrigada pelo carinho.... Fico feliz por estar acompanhado e curtindo minhas hostórias...
Bjão... se cuida
Bia