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Ela Vale Milhões por Bruna 27

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Palavras: 3592
Acessos: 3120   |  Postado em: 15/06/2019

Capítulo 24 - Bang Bang

 

Samanta Kane olhou pela janela. Lá fora, estava calmo. Era possível ouvir apenas o assobio do vento, movendo os galhos das árvores. Ao fundo, o cricrilar de grilos cortavam a noite.

 

Os olhos de Sam estavam atentos ao menor movimento. Por hora, não havia perigo, mas algo no frio da noite a incomodava. Como a presença do fantasma de Cathy assombrando Heathcliff pelo Morro dos ventos uivantes. Sua intuição nunca falhara, mas era preciso manter a mente focada e não temer o desconhecido.

 

Checou o relógio. Passava das quatro da manhã. O ataque ocorreria antes do nascer do sol. Isso era certo. Não havia mais tempo a perder.

 

Sam observou a respiração profunda da garota enquanto dormia. Não queria tirá-la de seu descanso, mas era preciso. Tocando suavemente o rosto da garota, Sam disse:

 

-- Jen, acorde, meu bem.

 

A garota entreabriu os olhos. Observou a semiescuridão ao redor, tentando entender onde estava.

 

-- Sam?

-- Jen, tem algo que você precisa saber.

 

Pelo semblante de Sam, Jenny adivinhou que algo não estava bem.

 

-- Sam, não me diga que esse pesadelo não acabou?

-- Não acabou, Jen.

-- Eu disse para não dizer.

-- Não temos tempo a perder. Então, vou ser rápida. Há aspectos da investigação que não pude dividir com você. É sobre seu empresário, Daniel Gouveia. Ele não é nada do que você pensou. É um homem perverso, sem escrúpulos.

-- Dan? O que está dizendo, Sam?

-- Descobrimos que ele chantageava Lyanna e que sabia sobre Billy. Há mais coisas nisso que Sandra não me contou. O fato é que eu já sabia que ele não era o homem que dizia ser.

-- Mas, ele contratou você para fazer minha segurança, pois sabia que Antunes havia falhado.

-- Acho que ele fez isso de propósito para estar acima de qualquer suspeita. Já vi isso antes. É mais comum do que parece. Não faria isso se não se achasse muito esperto -- Disse Sam -- Jen, tem mais uma coisa.

 

A garota suspirou. Sempre havia mais.

 

-- Não vou deixar Gouveia por as mãos em você. Ele a quer para ele.

 

A voz de Sam estava meio embargada. Não conseguia esconder a dor e a raiva que aquele assunto lhe causava. A reação de Jenny ante a revelação foi de pura náusea.

 

-- Acho que vou vomitar -- Disse ela -- Estive cercada de loucos esse tempo todo. Lyanna, Billy e agora Dan. Quer saber, que se danem todos. Não quero mais ser Jenny Brooks. Dan... que nojo! E você sabia disso esse tempo todo, se tivesse me dito teria demitido aquele tarado.

 

Sam não se explicou. Deixou Jenny expor sua revolta. Ela tinha motivos.

 

-- O que faremos agora, Sam?

-- Deixei todos em alerta no sítio. Eles cuidarão de tudo lá -- disse Sam -- Minha preocupação agora é você. Vista algo e venha comigo.

-- Não há o que vestir. Esqueceu que minhas coisas ainda estão no sítio.

 

A guarda-costas observou o vestido que Jenny usava. Era de um tecido muito fino. O decote deixava à mostra parte dos seios. No guarda-roupas, Sam pegou um casaco e deu a ela. Em seguida, Jenny causou seus tênis.

 

Sam a levou até o escritório. Após acender a luz, Jenny reparou que a guarda-costas usava seu antigo uniforme do exército, coturnos e colete a prova de balas. No peito, tinha pendurado granadas e munição.

 

-- Parece que você vai para guerra -- Comentou a garota.

 

Jenny tentou esconder seu desconforto, mas sua voz saiu trêmula.

 

-- Isto é uma guerra -- Respondeu Sam, como se aquilo fosse óbvio.

 

Ela abriu o compartimento em que guardava seu arsenal. Pegou uma .38, após carrega-la, a pôs no coldre na perna esquerda. Carregou um rifle, pendurando-o nas costas. Ela fazia isso com muita agilidade enquanto Jenny não tirava os olhos dela.

 

-- Sam, não vai me dizer o que está acontecendo?

 

Sam tinha aquele ar de monótona seriedade de quando Jenny a conhecera. Antes de responder, ela checou o relógio novamente.

 

-- Estaremos sobre ataque a qualquer momento. Preciso está preparada -- Informou de forma automática e voltou a preparar suas armas.

 

Puxando Sam pelo colete, Jenny a fez encará-la.

 

-- Qual é, Sam! -- Implorou a garota -- Estou aqui e estou com medo. Você vai enfrenta-los sozinha?

 

Com cuidado, Sam retirou as mãos de Jenny dela. Colocando-a longe das granadas.

 

-- Tenho algo para você -- Disse Sam. Pegou a sua Glock 25 e a entregou a Jenny -- Lembra como usa?

 

A garota assentiu.

 

-- Jen, não se preocupe -- disse Sam, suavizando a voz e voltando a ser a Sam que Jenny amava -- Eu já estive sob fogo cruzado. Sei me virar.

 

Dos olhos de Jenny começaram a cair lágrimas.

 

-- Não! Não quero perder você, Sam. E se eles forem muitos? E se acontecer algo a você.

 

Sam puxou o cordão em seu pescoço com sua identificação dos tempos de exército gravada no metal. Pôs o cordão entre as mãos de Jenny.

 

-- Inúmeras vezes pedi a você para confiar em mim, Jen -- Disse Sam -- Só preciso que faça isso mais uma vez. Eu vou voltar. É uma promessa.

 

Jenny fitou os olhos profundos de Sam. Havia tanta determinação em seu olhar que ela não duvidou. A garota rasgou uma tira de seu vestido e a amarrou em torno do braço de Sam.

 

Sorriram uma para outra.

 

-- Eu vi isso em um filme -- Disse a garota com doçura juvenil -- É para você não esquecer o caminho de volta até mim.

 

Sam estava comovida. Para selar o momento, ela beijou os lábios convidativos de Jenny. O beijo acabou molhado com lágrimas de ambas. Sam teve que interromper o beijo, preocupada com o tempo.

 

A casa de Sam havia sido projetada por ela. Poucos sabiam que por trás do arsenal, escondia-se outra porta. Ela construíra uma espécie de quarto do pânico. Só podia ser aberto por dentro ou com um código de segurança que apenas Sam sabia.

 

A guarda-costas digitou o código e abriu o quarto secreto. Surpresa, Jenny seguiu Sam para dentro do compartimento. Era equipado com alguns móveis. Vários suplementos alimentícios estavam empilhados em estantes. Tinha também um banheiro. Apesar de pequeno, o quarto era aconchegante e iluminado.

 

-- Este é seu esconderijo, Sam?

-- Sim. Quero que fique aqui enquanto estou lá fora. Não abra para ninguém. Só entrarão se você abrir.

-- Entendi -- Respondeu Jenny -- Você tinha tudo isso planejado, não? Foi por isso que me trouxe para sua casa.

-- O lugar mais seguro para o que tenho de mais precioso.

 

Jenny sorriu, enrubescendo.

 

-- Você está ficando boa nessa coisa de ser romântica.

 

Sam a encarou, com seriedade.

 

-- Jen, quando isso acabar, precisamos de uma conversar séria sobre nosso futuro.

-- Não pense nisso agora. Concentre-se no que tem que fazer. Preciso de você viva, ok?

-- Tudo bem -- Sam beijou a testa da garota -- Não importa o que aconteça, Jen. Não abra essa porta.

-- Certo, Sam.

-- Estou falando sério. Não venha atrás de mim. Não me perdoaria se algo acontecesse a você.

-- Sam, eu prometo.

 

A guarda-costas a fez prometer mais uma vez. Sabia o quanto Jenny era teimosa.

 

Ao sair do quarto secreto, Sam apagou as luzes do arsenal e lacrou o local. Com Jenny segura, ela poderia agir livremente. Não mentira para a garota, mas também não falara toda a verdade. Já saíra de muitas situações de perigo. Eventualmente, era atingida. Um tiroteio não é um lugar que você queira estar. Sam era uma exímia atiradora, mas sabia das possibilidades de um ferimento fatal, principalmente quando não tinha ninguém para dá cobertura. Não há mais volta. O sangue escorre escuro, levando sua vida a cada molécula de líquido perdida. Já vira colegas terem a cabeça explodida, a pólvora abrindo um buraco negro na pele. Massa cinzenta misturada ao líquido viscoso.

 

Durante alguns segundos, Sam escutou. A casa estava silenciosa. Caminhou pelo corredor e chegou ao quarto, espiando pela janela. Ali teria uma visão melhor. Esperou. O vento continuava a assobiar lá fora, mas os grilos diminuíram seu som. Sam então notou a luz vermelha piscando em seu equipamento de segurança. Seu alarme anti- invasão era silencioso, apenas emitia uma chamada no seu bipe. Sam decifrou o código. Alguém invadira o perímetro. Simultaneamente, barulhos de tiros foram ouvidos ao longe. O sítio fora invadido. Cedo ou tarde, os mercenários contratados por Gouveia descobririam que estavam mexendo com a família errada.

 

Sam sentiu a adrenalina circular em seu corpo. O frio na barriga ainda estava lá, como da primeira vez. Ela limpou sua mente. Hora da ação. Era como estar de volta à infância, brincando com os irmãos de jogos de guerra. Mas agora era para valer, seu lugar sagrado da infância seria profanado por sangue de verdade.

 

A guarda-costas pegou o rifle e o posicionou na janela, ao mesmo tempo que outro sinal era emitido para seu bipe. Pelo menos dois grupos em locais distintos da propriedade. Não entrariam ali com facilidade. As portas de aço maciço eram protegidas com travas de segurança.

 

Alguém precisava dá o primeiro tiro. Sam sentiu que devia ser ela. O elemento surpresa já não existia desde que a invasão ao sítio começara. Sabiam que Sam tinha ouvido. Já deviam ter atacado, mas estavam sendo cautelosos. Possivelmente porque Gouveia não queria que Jenny fosse ferida, precisava da garota viva para satisfazer suas perversões. Aquilo dava um nó no estômago de Sam, ela precisou afastar esses pensamentos ou perderia toda a concentração.

 

Sam focalizou a mira por entre as árvores até avistar o alvo. Prendeu a respiração por alguns instantes antes de atirar. O homem caiu num baque surdo. Não demorou, as rajadas de bala voaram dentro do quarto através da janela. A diversão começara.

 

***

 

Jenny fixava o olhar nas paredes limpas e brancas do forte que Sam construíra.

 

-- Jen, não sai daqui. Jen, tenho que proteger você -- Disse ela, inconformada, imitando a voz e os trejeitos de Sam -- É sempre assim!

 

A garota prometera a Sam permanecer no quarto como ela dissera. Não queria contrariar a guarda-costas que precisava de toda concentração. Mas, no fundo, não gostava de sentir-se frágil. Ela não tinha treinamento militar. Sua habilidade restringia-se as aulas de tiro que Sam lhe dera. Apesar disso, tinha coragem. Arriscaria sua vida por Sam como a guarda-costas arriscava por ela.

 

A garota andou de um lado a outro. Precisava fazer algo para ajudar Sam. Por que ela tinha de ir sozinha? Por que não pedir reforços aos irmãos? Será que ela não sabe que é humana?, pensava Jenny. Ela e Sam tinham uma grande característica em comum: ambas eram teimosas e surdas como uma porta.

 

-- Deve ter algo aqui que eu possa usar -- Murmurou Jenny, para as paredes frias à sua frente.

 

Jenny acreditava em coisas como destinos e que tudo, hora ou outra, se encaixava como peças de um grande quebra-cabeças. Foi quando olhou para a grande lona que cobria algo em um dos quatro lados das paredes do quarto.

 

Ao puxar a lona pesada, Jenny ficou boquiaberta. Exclamou um palavrão para exprimir seu espanto diante do equipamento de vigilância. Havia várias TVs desligadas. Jenny procurou por um botão, não obteve sucesso. Ocorreu-lhe que faltava algo, abaixou-se na bancada e encontrou uma tomada solta.

 

-- É melhor isso funcionar, Jenny -- Disse a si mesma.

 

Após ligar a tomada ela voltou a remexer nos botões. Aos poucos, as imagens apareceram nos monitores. Jenny teve a visão dos vários cômodos da casa. Não havia som algum, apenas as imagens. Um monitor em particular, fez-lhe tapar a boca com as mãos para abafar um grito. No quarto, Sam estava escorada abaixo da janela, de vez em quando, ela levantava a mira e atirava para fora. Movia-se com grande agilidade.

 

O ataque havia começado, como Sam previra. Jenny sentia-se impotente por não poder fazer nada a não ser torcer por Sam. A guarda-costas parecia saber exatamente o que estava fazendo. Jenny admirou sua bravura e sua habilidade.

 

-- Vamos, meu amor. Acabe com eles -- Sussurrou.

 

Jenny decidiu olhar os outros monitores. Os cômodos da casa estavam livres, mas pela câmara da varanda, ela avistou alguns homens preparando-se para invadir. Eram cerca de dez fortemente armados. Em pânico, Jenny tentou pensar em um modo de avisar Sam. Quase correu porta a fora, mas seria estupidez, a pegariam antes que pudesse chegar a Sam.

 

Aquela era a hora do destino dar sua ajudinha. E como se as peças se encaixassem, Jenny avistou sobre a bancada um comunicador igual ao que Sam levava consigo no cinto do uniforme.

 

***

 

Sam continuava a trocar tiros com os mercenários. Estava disposta a descarregar toda a munição do rifle sobre eles. Quando a munição estava próximo a acabar, ela decidiu se mover, abandonando o rifle. Abaixada, saiu do quarto. Quando alcançou o corredor, pegou a arma e ficou em alerta. Seu bipe dava a localização dos perímetros invadidos.

 

De repente, ouviu o ruído de seu comunicador captando uma frequência.

 

-- Sam! Sam! -- Ouviu entre o chiado.

 

Pegou o comunicador na mão livre.

 

-- Jenny?

-- Graças a Deus!

-- Jenny, o que você está fazendo na minha frequência!­ -- Sussurrou Sam, apressada.

-- Tentando ajudar você. Devia ter me avisado do sistema de vigilância. Podia ajudá-la como naquele filme que vi com o Júnior.

-- Jenny não tenho tempo para isso. Estou no meio de fogo cruzado.

-- Eu sei. Estou vendo tudo. Não vá pela porta da frente. Eles estão tentando arromba-la.

-- Eu sei, Jen. Consigo ver a localização deles através dos sensores.

-- Tudo bem, mas aposto que não sabe quantos são.

-- Não sei, mas estimo que uns dez.

-- Uau! Você é demais. São dez. Ah, Sam... tem uns caras tentando entrar pelos fundos também...

-- Eu sei, Jen. Se acalme. Preciso agir.

-- Sam, tenha cuidado!

-- Terei, agora saia da minha frequência, meu bem.

 

Jenny obedeceu e o comunicador ficou mudo.

 

Sam pegou uma granada, foi até a sala e escondeu-se atrás do sofá. Ouviu enquanto eles tentavam arrombar a porta com marretadas. Eram muito ingênuos. A porta era reforçada. Sam não facilitaria a ninguém entrar em seu santuário. Após muitas tentativas, eles decidiram explodir a porta. Esperando pelo que viria, Sam tapou os ouvidos. O estrondo foi enorme, afinal aquela porta era aço puro. Sam não duvidava que alguém saíra machucado daquela explosão. Ouviu os gemidos e teve certeza.

 

-- Mercenários! -- Disse a guarda-costas, entredentes -- Acham que estão lidando com uma amadora.

 

Esperou um momento e expiou pelo sofá. Aqueles que não estavam feridos, adentraram a casa, com cautela. Sam conseguia ver apesar da luz fraca. Com a boca, tirou o pino da granada e arremessou com a máxima distância que seu braço conseguia. Ela se jogou ao chão tapando os ouvidos, quando a explosão veio, mais próxima que a primeira. Muitos homens morreram naquela investida, mas Sam não ficou para ver. Precisava chegar aos fundos da casa e lidar com os outros. A porta lá não era como a de entrada. O instrumento certo a abriria com certa facilidade.

 

Chegando a cozinha, Sam se deparou com a porta já aberta. Foram rápidos e não pareciam tão burros quanto o outro grupo. Ela escondeu-se na despensa. Podia procurar por eles, mas sabia de um modo mais fácil. Detestava admitir, mas a ideia de Jenny era boa. Ela podia ser seus olhos na casa.

 

Jenny tinha o poder de adivinhar as coisas quando se referia a Sam. Antes que a guarda-costas a chamasse, a sua voz veio, reconfortante em meio ao caos.

 

-- Sam, você está bem?

-- Pensei que essa fala fosse minha -- disse Sam, sorrindo.

-- Sam, não tô brincando. Tá machucada?

-- Não, Jen. Estou bem. Só preciso que me diga onde estão.

-- Tudo bem, Sam. Há um na escada. Dois permanecem de pé na sala, mas parecem feridos. Você os pegou de jeito, Sam.

-- Foco, Jen, Quantos mais?

-- Um subiu para seu quarto, tem mais dois no escritório... outro no banheiro. Mas estão em movimento, Sam.

-- Consegue ver se Daniel está entre eles?

-- Impossível, Sam. Não dá para ver os rostos deles.

-- Tudo bem. Estou indo.

-- Cuidado!

-- Tudo bem, Jen. Não precisa dizer isso todas às vezes. Mantenha-se em silêncio, espere até eu chamá-la.

-- Entendido.

-- Se diz câmbio, desligo. E, Jen... saia da minha frequência.

 

Sam ouviu Jenny rir e sorriu também.

 

-- Tá, Sam. Câmbio, desligo.

 

Sam se pegou pensado que se tivesse a voz de Jenny em todas as suas missões no exército, dificilmente teria deixado a carreira militar. Voltou a concentrar-se. Os homens na sala estavam muito feridos e Sam não lhes deu atenção. O homem na escada não estava mais lá, devia estar perto.

 

A guarda-costas caminhou atenta. Subiu a escada a passos curtos. De vez em quando lançava olhares para trás, para ter certeza que não seria pega de surpresa. Era imprescindível vigiar os flancos. No alto da escada, avistou o homem. Era um grandalhão com uma AK-47. Sam avaliou suas chances, ele estava muito próximo se olhasse para trás, ela estava perdida. Guardou a arma no coldre sem fazer barulho. Pegou a faca tática e avançou às costas do homem, ágil e silenciosa. Ela cortou a jugular e em segundos ele caiu. Sam tirou a arma de suas mãos e jogou-a longe.

 

-- Você não vai mais precisar disso -- Sussurrou para o homem que já jazia morto -- Regra básica do treinamento técnico: sempre vigie a retaguarda.

 

O homem não precisaria mais desse ensinamento agora que estava morto. Sam ainda estava no corredor quando o outro homem apareceu, ele atirou contra Sam que desviou rolando pelo chão. Trocaram tiros, Sam foi surpreendida com uma bala que acertou seu colete quase a deixando sem ar. A guarda-costas atirava muito bem e precisou de apenas um fôlego para acertar uma bala na cabeça do homem que caiu imediatamente.

 

Sentada ao chão, Sam tirou o colete que a sufocava. Estava difícil respirar com o impacto da bala. Ela tentou puxar o ar devagar, sabia o quanto doloroso seria se fizesse isso rápido. O treinamento de fôlego na água ajudou-a nessa hora, Sam sabia como ninguém controlar a respiração.

 

-- Sam, Sam! Você tá bem? Precisa sair daí, eles estão chegando.

-- Eu... eu sei ­-- Sam conseguiu dizer, com dificuldade -- Sa-ia, Sai... da mi-minha...

-- Tudo bem, Sam. Câmbio, desligo.

 

Sam pôs-se de pé, ainda com a mão no peito. O desgraçado conseguira deixá-la com um grande hematoma. O cérebro necessita de oxigênio, ou aos poucos, começa a perder sua capacidade de raciocínio. Sam sabia disso e tentava manter-se respirando normalmente. Era difícil, mas precisava ser forte. Por suas contas, ainda tinha três homens.

 

Os homens que restavam estavam entre seu quarto e o escritório quando Jenny os viu, portanto, só podiam estar vindo por uma direção. Sam apoiou-se na parede, tinha uma visão privilegiada caso eles viessem por ali. Não demorou, o primeiro homem apareceu, sem perder tempo Sam atirou nele, fazendo cair sem ao menos ver quem o atingira.

 

-- Um já foi. Faltam dois -- Murmurou.

 

Seria tudo fácil se os outros dois homens se arriscassem no caminho que o último havia sucumbido. Mas, estes eram mais espertos. Sam viu quando o objeto foi jogado ao corredor, criando uma cortina de fumaça. Perdera a vantagem na confusão que se seguiu e teve que atirar cegamente. Com a agilidade perdida devido à respiração difícil, Sam demorou a se jogar ao chão e uma das balas inimigas atravessou seu ombro, causando uma dor insuportável. O impacto a empurrou contra a parede e a arma caiu de sua mão. Sam também era habilidosa com a mão esquerda, pegou a .38 no coldre de tornozelo e estava pronta para atirar quando foi atingida por um chute, perdendo também a outra arma. O homem avançou sobre ela e Sam lutou apesar da dor do ombro, da dificuldade de respirar e dos olhos irritados pelo gás. Conseguiu imobilizar o homem, aplicando-lhe um golpe de jiu-jitsu. Deixou-lhe inconsciente e o teria matado se o outro homem não tivesse aparecido apontando-lhe uma arma.

 

-- Acabou, Sam. Solte-o.

 

Sam reconheceu a voz. E seus olhos encaravam a face inexpressiva de Daniel Gouveia. Ela largou o homem inconsciente. Levantou a mão esquerda em sinal de rendição, enquanto seu ombro direito sangrava copiosamente, encharcando a tira de pano do vestido de Jenny amarrada em seu braço.

 

-- Agora, onde está Jenny Brooks?

-- Você nunca colocará as mãos em Jenny -- Disse Sam, dando graças a Deus por ter perdido o comunicador na confusão. Assim, Jenny não cometeria a imprudência de se revelar.

-- Isso é o que veremos! -- disse Daniel, antes de acertar com a coronha da arma na cabeça de Sam que desmaiou imediatamente.

Fim do capítulo


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Comentários para 24 - Capítulo 24 - Bang Bang:
Lea
Lea

Em: 23/02/2023

A ação foi alucinante!!

Espero que a Jenny consiga salvar a Samanta!

Responder

[Faça o login para poder comentar]

rhina
rhina

Em: 11/02/2020

 

Caracas.

Caracas.

Show o capítulo.

Rhina

Responder

[Faça o login para poder comentar]

JanBar
JanBar

Em: 16/06/2019

No Review

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