Capítulo 21

Capítulo 21 - O coração quer o que ele quer

de Ela Vale Milhões, por Bruna 27

Tamanho do texto
2.964 palavras3.368 leituras2 comentários

Quando Jenny saiu porta afora, Sam cerrou os punhos. Por alguns segundos, sua raiva direcionou-se a Sandra Muniz. Ela quis socá-la novamente, mas controlou o impulso.

 

Sem dizer palavra a guarda-costas dirigiu-se a janela e perdeu seu olhar num ponto distante. Júnior pôs as mãos nos bolsos, estranhando a falta de interesse de Sam em causar dor àquela mulher. Subitamente, ele compreendeu para seu desespero que a irmã mudara de ideia. Não suportando mais o silêncio, ele perguntou:

 

-- Em que está pensando Sam?

 

Ela o encarou, após um suspiro longo.

 

-- Jenny não pode ficar sozinha -- Anunciou ela, caminhando em direção ao irmão -- Confio que você poderá cuidar dela.

 

Júnior engoliu em seco.

 

-- Cuidar dela? Como assim? -- Questionou, confuso -- O que pretende, Sam?

-- Preciso que retorne imediatamente ao sítio -- Falou Sam, com firmeza -- Ela não pode ficar sozinha nem um minuto, entendeu?

 

Mesmo a contragosto, Júnior assentiu.

 

-- Preciso ficar a sós com Muniz -- Explicou Sam, lançando um olhar a mulher no centro da sala que se esforçava para ouvir a conversa entre eles.

-- Vai matá-la, Sam? Sabe que terei prazer em ajudá-la...

-- Sei bem o quanto de prazer você teria nisso, irmão -- Constatou Sam, com a voz neutra -- Lamento frustrar os seus prazeres, mas preciso de você em outro lugar agora.

-- Não se preocupe Sam, enquanto estiver sob meus cuidados, a garota estará segura -- Garantiu ele antes de retirar-se.

 

Mal o irmão saiu pela porta, Muniz comentou:

 

-- Que belo cãozinho obediente você tem, Sam. Deu pena ver a decepção dele. Sabe, é fascinante perceber o quanto sua influência sobre ele supera seus impulsos assassinos.

 

Sam não deu ouvidos aos comentários da mulher. Pegou sua Glock 25 e a pressionou contra a testa dela. Sua mão não tremia. Muniz fitou Sam, sem medo de encarar a morte. Fechou os olhos esperando pelo disparo que não veio.

 

Num gesto rápido, Sam desviou a arma da cabeça de sua ex-companheira de exército. Aturdida, Muniz observou Sam tirar uma faca tática que trazia a cintura e desamarrá-la.

 

-- O que está fazendo, Sam? -- Perguntou, sem esconder a surpresa.

-- Soltando você -- Respondeu a guarda-costas.

-- Quer dizer que vai me deixar livre?

-- Você encarou a morte sem medo, Muniz. Sem hesitar. Somente uma pessoa que não tem nada a perder agiria assim -- Explicou Sam -- Sua atitude me faz acreditar que você falou a verdade, por mais absurda que ela seja.

-- Isso é algum truque?

-- Pensei que me conhecia suficiente para saber quando estou blefando -- Disse Sam, séria -- Ou será que esqueceu todos aqueles anos no exército?

-- Como poderia esquecer? -- Rebateu Muniz, tocando a tatuagem no braço -- Nós éramos as melhores.

-- Eu Sei. Por isso tenho uma proposta para lhe fazer. Ajude-me a descobrir quem está querendo matar Jenny Brooks.

-- Tem certeza disso? -- Espantou-se Muniz.

-- Sim. Você é livre para ir se quiser. E não obterá nada em troca de mim a não ser a oportunidade de redimir-se do que fez. Cometeu um erro imperdoável vindo até aqui. Eu poderia tê-la matado facilmente, mas em vez disso estou dando-lhe uma segunda chance.

-- Por que, Sam? Por que não me matar? -- Questionou ela -- Só posso pensar que a garota amoleceu seu coração.

 

Sam aproximou-se de Muniz, para falar-lhe face a face. A ex-companheira não escondeu o arrepio que perpassou seu corpo ante a aproximação da mulher.

 

-- Essa vida que levamos, Muniz. Cedo ou tarde, acaba nos matando. Mesmo o pior de nós sabe que é preciso abandonar o barco, se não quiser afundar com ele.

-- Então, você pretende pendurar as chuteiras por aquela garota? -- Constatou Sandra, decepcionada -- Não acha que está se precipitando, Sam? Arriscar tudo por ela. Vale mesmo à pena? Uma garota como Jenny Brooks não passaria o resto da vida com alguém como você. Ela vai usá-la como um brinquedinho e depois se cansar. Então, você estará sozinha, desejando nunca ter abandonado tudo para ficar com ela.

 

Sam não respondeu. Nada do que Sandra Muniz dissesse a convenceria. Ela era guiada apenas pelo ressentimento de não ser ela aquela por quem seu coração batia mais forte.

 

-- Por que não escolheu a mim, Sam? -- Continuou Muniz, colocando em palavras o que Sam já sabia -- Depois de tudo o que vivemos juntas. Vimos à morte de perto, várias vezes.

-- E esse é o motivo pelo qual lhe dei uma segunda chance -- Disse Sam -- Você não me deu uma resposta. Irá me ajudar?

-- Como nos velhos tempos?

 

Sam estendeu a mão para Muniz que a apertou com força.

 

-- Como nos velhos tempos.

 

***

 

-- O que você faz aqui?

 

Jenny encarava o olhar frio do irmão de Sam.

 

-- Estou na minha casa -- Respondeu ele, irônico -- Já você está muito longe da sua.

-- Onde está Sam?

-- Sam está ocupada -- Disse ele, deixando-se cair em uma poltrona -- Pediu-me para ficar de olho em você.

-- E Sandra? O que vocês fizeram com ela? -- Questionou Jenny, desconfiada.

-- Não fizemos nada.

-- Se você está aqui significa que Sam ficou a sós com ela -- Falou Jenny, mais para si mesma do que para seu interlocutor.

 

Embora ainda zangada com Sam, Jenny precisava saber o que estava acontecendo. Precipitou-se para a porta da frente, mas foi interceptada por Júnior que correu rapidamente até ela.

 

-- Você não pode andar por aí sozinha -- Informou ele.

-- Saia da minha frente! -- Rosnou Jenny, encarando aqueles olhos diabólicos.

-- Para onde pensa que vai? Voltar à casa de Sam?

-- Isso não é da sua conta -- Rebateu ela, indignada.

 

Júnior segurou o braço da garota.

 

-- Sam me pediu para ficar de olho em você e é isso que farei.

-- Foda-se! -- Bradou Jenny -- Você não manda em mim.

-- Garota teimosa -- Grunhiu ele, entredentes -- Não entendo como pôde conquistar minha irmã.

 

O sangue de Jenny ferveu.

 

-- Escuta aqui. Qual o seu problema? -- Confrontou-o, corajosamente -- Isso é ciúme da Sam? Você acha que ela é sua por acaso?

-- Sam e eu nos dávamos bem melhor antes de você aparecer aqui -- Queixou-se ele.

-- Você parece um bebê chorão -- Riu Jenny.

 

Por segundos, a expressão dele contorceu-se furiosa, mas logo se abrandou retornando ao costumeiro sarcasmo.

 

-- Você acha que sabe tudo, garota -- Disse ele -- Mas não sabe nada.

-- Sei mais do que pensa. Sei que você é um psicopata inconsequente. -- Retrucou Jenny -- E quer saber não tenho medo de você.

-- Pois deveria -- Respondeu em tom de ameaça.

-- Não me faça rir. Você nunca encostaria um dedo em mim. Sam não permitiria.

 

Tocou a ferida. Aprendera com Sam sempre buscar o ponto fraco do inimigo.

 

-- Vejo que a subestimei, garota -- Desdenhou -- Mas tem razão. Somente meu apreço por Sam, me impede de retalhar esse seu lindo rostinho.

 

Embora aquele homem fosse assustador e Jenny soubesse que ele era capaz de fazer aquilo e ainda pior, ela não se deixou intimidar. Era agora bem mais capaz de enfrentar seus medos do que antes. Sem dar-se conta das ameaças dele, ela desvencilhou-se do aperto em torno do seu braço e saiu porta a fora.

 

Júnior a seguiu. A garotinha o havia enfrentado. Ele era suficientemente esperto para saber quando perdia uma discussão. Pegou-se admirando a petulância de Jenny Brooks. Não era qualquer um que o encarava.

 

-- Você é bem determinada -- Elogiou ele.

 

Jenny revirou os olhos.

 

-- Não me enche!

 

Júnior riu.

 

-- Sabe, ninguém nunca falou assim comigo.

-- Deve ser por isso que você é tão convencido -- Rebateu Jenny, sem medir palavras.

 

Dessa vez, o irmão de Sam gargalhou.

 

-- Isso tá ficando cada vez melhor -- Disse ele, divertido.

 

Jenny o ignorou andando apressada pelo íngreme caminho. Quando chegaram à casa de Sam, ela encontrou a porta destrancada. Júnior retirou uma arma da cintura e a ergueu.

 

-- Por via das dúvidas -- Disse em resposta ao olhar reprovador de Jenny.

 

Encontraram o quarto de hóspedes vazio. No chão, havia algumas gotas de sangue. Antes de deixar o quarto, Jenny presenciara Muniz sangrar em consequência dos socos desferidos por Sam e o irmão.

 

-- Elas não estão aqui -- Constatou Júnior.

-- Isso é óbvio. Então, onde elas estão?

 

Ouviram o barulho de água escorrendo. Jenny seguiu até o banheiro do corredor com Júnior em sua cola. Ela hesitou por alguns segundos com a mão na maçaneta. Seu olhar encontrou o de Júnior. Podia sentir a ansiedade dele e a sua própria.

 

Girou a maçaneta.

 

No box, banhando-se abaixo do chuveiro estava Sandra Muniz completamente nua. Não ficou surpresa com a invasão. De fato, parecia esperar por ela. Os dois invasores, porém, estavam petrificados.

 

Passado o choque, Jenny e Júnior reagiram. Mais ágil, o homem empurrou Muniz contra a parede, segurando seus braços atrás do corpo. A água derramada pelo chuveiro encharcava sua roupa.

 

-- Onde está Sam? -- Perguntou Júnior.

-- O que você fez com ela, sua desgraçada? -- Gritou Jenny.

 

Sandra Muniz tinha um sorriso zombeteiro no rosto.

 

-- Largue-a, Júnior -- Disse uma voz firme.

-- Sam! -- Exclamou Jenny, correndo até sua guarda-costas e jogando-se em seus braços.

-- Eu estou bem, Jenny.

-- Você pode me soltar agora ou está gostando? -- Muniz questionou Júnior.

 

Ele deu-se conta da posição constrangedora em que se encontrava. Observou o corpo nu de Sandra e enrubesceu, distanciando-se dela.

 

-- Você a soltou Sam? -- Perguntou Júnior.

 

Jenny libertou-se dos braços de Sam.

 

-- Você fez isso, Sam? -- Perguntou ela.

 

Sam assentiu. Júnior estava perplexo, mas não questionou a decisão da irmã. Jenny, por outro lado, parecia confusa.

 

-- Vocês vão ficar aí ou eu posso tomar meu banho em paz?

-- Sua depravada! -- Exclamou Jenny diante da nudez frontal da mulher. Ela era musculosa e tinha várias cicatrizes pelo corpo assim como Sam. Seu corpo era bonito e Jenny quase teve inveja dela.

 

Júnior decidiu ir atrás de roupas limpas. Deu uma última olhada para o corpo de Muniz que retribuiu com uma piscadela deixando-o envergonhado.

 

-- Garota, não tem nada aqui que Sam já não tenha visto -- Muniz provocou Jenny, após o irmão de Sam deixar o banheiro constrangido.

 

Jenny mostrou os dentes, irada. Em seguida, empurrou Sam para fora do banheiro, fechando a porta com uma batida forte. Jenny fez uma careta ao ouvir Muniz começou a cantarolar no chuveiro.

 

O silêncio caiu entre as duas.

 

-- Devo-lhe desculpas, Sam -- Disse Jenny, após um tempo, quebrando o silêncio -- Pensei que você ia matá-la.

 

O rosto de Sam estava indecifrável. Ela disfarçava bem suas emoções. Mas que motivos teria para escondê-las? Jenny pensou que só haveria uma razão. Ela a magoara profundamente.

 

-- Sam, talvez seu orgulho a impeça de reconhecer o quanto te machuquei com minhas palavras -- Disse Jenny, com sinceridade -- Mas não poderia ter reagido de outro modo já que não concordava com o que vocês pretendiam fazer.

-- Sei que assustei você -- Sam reconheceu -- Quase me deixei me cegar pelo ódio momentâneo que Sandra provocou. É diferente quando mexem com suas feridas mais profundas, fica difícil assumir o controle.

 

Jenny ergueu a mão lentamente, acariciando o rosto de Sam.

 

-- Não quero mais falar sobre o que aconteceu -- Continuou -- Algumas coisas mudaram. Muniz agora está do nosso lado.

-- Confia nela?

-- Decidi confiar. Se estiver certa, só saberemos com o tempo. Estamos correndo um risco com ela. Mas, risco maior seria não tê-la ao nosso lado.

 

Jenny assentiu. Trocaram olhares cúmplices, diminuindo a distância entre seus corpos. Suas bocas quase se tocaram quando Júnior apareceu e elas se afastaram.

 

-- Interrompi algo? -- Perguntou, cínico.

 

Jenny lançou-lhe um olhar enviesado.

 

-- O que você acha?

 

Ele riu. Depois se dirigiu a irmã:

 

-- Então, Sam. Já posso levar a cunhadinha para casa?

-- Me levar? -- Espantou-se Jenny.

-- Jen, você não pode ficar aqui por enquanto -- Esclareceu Sam.

-- Por quê?

-- Tenho trabalho a fazer com Sandra. E preciso está concentrada.

-- Sam, não vou deixar você a sós com aquela descarada dando em cima de você.

 

Jenny estava com os nervos à flor da pele. Tinha uma personalidade explosiva que ia da alegria a raiva em segundos. Júnior divertia-se assistindo as reações dela.

 

-- Jen, não se preocupe -- Disse Sam -- Sei lidar com Muniz.

-- Você pode confiar que ela não queira nos matar, não significa que ela não vá andar se exibindo com aquele corpo musculoso dela...

-- Garota, como você é ciumenta -- Interveio Júnior -- Sam, admiro sua paciência.

-- Ninguém te chamou nessa conversa -- Retrucou Jenny.

-- Parem vocês dois! -- Bradou Sam -- Jen, arrume suas coisas e acompanhe Júnior até em casa.

-- Mas, Sam...

-- Não quero ouvir mais protestos! -- Exclamou Sam, enérgica -- Jen, por favor, faça o que Júnior pedir.

-- Eu não vou obedecer esse idiota! -- A garota bateu o pé, mas ao ver a expressão de Sam, ela cedeu.

-- E você -- Disse a guarda-costas, puxando o irmão pelo colarinho -- Se deixá-la sozinha um minuto, terá que se ver comigo, entendeu?

 

Ele assentiu.

 

-- Não quero mais ver vocês discutindo -- Falou Sam, encerrando o assunto.

 

Resignada, Jenny foi ao quarto de Sam recolher suas roupas e objetos pessoais. Olhou para a cama. Elas mal tiveram tempo... A noite que passaram juntas parecia ter acontecido há uma eternidade. Os lençóis já estavam frios.

 

Mordeu o lábio, pensativa. Após um tempo, retomou sua tarefa. Ao virar-se para a porta do quarto, deu de cara com Sam parada ali, olhando-a.

 

-- Já estou terminando. -- Disse Jenny.

-- Deixe-me ajudá-la -- Ofereceu-se Sam, diante da dificuldade de Jenny em fechar a mala.

-- Obrigada -- Agradeceu Jenny, tímida.

 

Sam segurou sua mão.

 

-- Vem aqui! -- Convidou ela, guiando-a até a cama.

 

Fez Jenny sentar em seu colo e encará-la.

 

-- Sei o que está pensando -- Murmurou ela -- Sinto o mesmo, Jen. Não sabe quanto queria ter você aqui, em meu quarto, dormir com você todos os dias...

-- Então porque não pode ser assim?

-- Já expliquei a razão, Jen.

 

Jenny enlaçou os braços em torno do pescoço de Sam que a puxou pela cintura, estreitando o contato entre seus corpos.

 

-- Será que você ainda me quer? -- Sussurrou Jenny, com a voz rouca.

 

Sam respondeu avançando sobre os lábios de Jenny com os seus. Logo, a garota a provocava com sua língua, movimentando-a sensualmente.

 

As mãos de Sam avançaram por baixo da blusa dela, massageando suas costas, arrepiando-a, arrancando suspiros guturais. Era para ser só um beijo, mas ela não resistiu, abrindo o fecho do sutiã da garota. Em seguida, levantou sua blusa, afrouxando o sutiã para abocanhar um seio. Jenny mordia o lábio com tesão, enquanto a língua de Sam passeava sobre seu mamilo, chupando, mordendo e a levando ao delírio.

 

Estavam de tal modo entregues àquela maravilhosa loucura que não repararam nas figuras paradas à porta, observando-as.

 

Num gesto rápido, Sam interrompeu o ato e puxou a blusa de Jenny para baixo. Ela a olhou confusa. Com um aceno, Sam apontou às costas de Jenny. Ao virar, ela se deparou com Muniz e Júnior.

 

-- Mas, que po...

-- Qual é! Continuem! -- Disse Muniz -- Estava sendo muito educativo.

-- É. Não se preocupem conosco -- Brincou Júnior -- Temos todo tempo do mundo.

 

Jenny pôs-se de pé de um salto. Sam ajudou-a a abotoar o sutiã.

 

-- Pervertidos! -- Xingou Jenny.

-- Pensei que tínhamos trabalho a fazer, Sam -- Debochou Muniz -- Mas pelo visto, você está muito ocupada.

-- Você tá é com inveja que não é você, Muniz -- Provocou Jenny.

-- Tudo bem. O show já acabou -- Cortou Sam -- Júnior ajude Jenny com a mala.

 

Júnior a obedeceu.

 

-- O que tem aqui, chumbo?

-- Não reclama -- Rebateu jenny -- Você não aceitou esse trabalho? Agora aguenta.

 

Jenny estava frustrada. Se os intrusos não tivessem interrompido...

 

A guarda-costas acompanhou Jenny e o irmão até a porta.

 

-- Quando te vejo de novo? -- Questionou a garota.

-- Espere-me para o jantar -- Murmurou Sam, puxando Jenny pra um beijo.

 

Com aquela promessa, Jenny partiu.

 

Junior reclamava durante o trajeto do peso da mala de Jenny. Aos poucos, ele foi perdendo a compostura, parecia mais jovem e desengonçado. Jenny perguntava-se aonde havia ido parar aquela criatura diabólica que tanto lhe amedrontara no início. Já não conseguia vê-lo como antes mesmo sabendo do sociopata que era e toda a maldade que levava consigo.

 

-- Depois que eu que sou a garotinha chorona -- Alfinetou ela.

 

Pingos de suor escorriam pela testa de Júnior que parou abruptamente para lançar um olhar dos mais terrível a Jenny.

 

Dessa vez, ela riu. Definitivamente não tinha mais medo daquele olhar.

Fim do capítulo

Publicidade
Conversa

Comentários

3
Foto de Lea

Lea

23/02/2023 às 14:30

Será que elas conseguirão chegar,ao mandante do sequestro?

Será que a Munhoz é confiável?

R

rhina

11/02/2020 às 15:31

 

Ue......

Não entendi

E agora o que vai?

Rhina

J

JanBar

16/06/2019 às 23:55

No Review
Informar violação das regras