Idas e vindas do amor
Me instalei no mesmo hotel que a Yumi, me informei que andava desfilando na cidade, aproveitei para encontra-la na hora do almoço. Ao chegar no restaurante do hotel a avistei sentada sozinha lendo uma revista, passei a mão no cabelo e me ajeitei antes caminhar até sua mesa.
-Yumi...
Seus olhos curiosos me fitaram, aqueles azuis nunca me enganaram.
-Você por aqui.
Ela pareceu pensar, e depois suspirou voltando para a sua revista.
-Posso me sentar ?
-Pode fazer o que quiser Magnólia.
Respondeu sem me olhar puxei a cadeira e me sentei diante dela.
-Olha que posso levar ao pé da letra.
A revista deu uma leve inclinada e sorri satisfeita.
-Sei que está aqui por causa da Cecília, me admira está falando comigo.
-Yumi a Cecília está com a Amanda, e apesar de tudo ainda somos amigas, e ela é a modelo da Freedom, isso você não pode mudar.
A revista agora foi deixava de lado, e voltamos a nos olhar, Yumi usava um vestido azul piscina de alça, que deixava seu ombro desnudo amostra.
-Modelo da Freedom, e não sua modelo, nossa as coisas estão mudando.
Me senti orgulhosa de mim mesmo, e estendi o pacote.
-Aceite é um presente!
Mesmo com o olhar desconfiado aceitou o presente, senti seus dedos tocarem os meus, não havíamos tido contato desde Londres, e isso estava me matando.
-Espero que não esteja tentando me comprar. Falava enquanto abria o embrulho.
- Por favor, Yumi estou me esforçando.
Com cuidado e tamanha curiosidade abriu a caixa, a sua reação foi a melhor possível.
-Eu não acredito! Como ? Onde ?
Ela levantava o kimono vermelho com um desenho de dragão atrás e detalhes em preto, era o mesmo que dei de presente quando a conheci.
-A Elvira, pedi para desenhar e confeccionar um igual ao que te dei, você ainda lembra ?
- Sim, lembro que o usei até ficar velho.
Yumi cheirava o tecido e estava em êxtase, mas a alegria deu vazão a uma melancolia.
-Eu não sei se posso usar.
-Usa no desfile de hoje a noite, vai ficar linda.
Segurei em sua mão e seus olhos olhavam o pequeno gesto carinhoso, mas em nenhum momento afastou nosso contato.
-Eu vou pensar, Magnólia.
Ela se levantou e eu também, nos olhamos mais uma vez.
-A gente se esbarra por aí.
Yumi passou por mim levando a caixa.
-E a gente se esbarra.
Algumas horas dali:
Acordei sentindo um cheiro de bolo, levei minha mão até a testa e senti os fios.
-Aiii!
Ouvi passos e pensei ser Clara, mas era Cecília.
-O quê está fazendo em minha casa!
- Não se exalta por favor, a Clara teve que sair.
Me sentei no sofá e arrumei o cabelo, nada daquilo fazia sentido.
-Se a Clara estiver armando algo com você...
-Será que é tão ruim ainda me ter por perto.
Cecília se levantou e eu também.
-Ainda pergunta! Veja isso!
Apontei para minha testa, de tamanha era a minha revolta.
Notei seu tom de sua voz mudar, e ficar trêmula.
-Parece que aquele diário é bem importante pra você, mas não se preocupe irei busca-lo.
Cecília deu alguns passos até a porta, mas antes de tocar a maçaneta a segurei pelo braço.
-Me diz o que ela faz aqui ? Está querendo me deixar louca!
Estávamos uma de frente para a outra com nossas testas unidas, sua respiração mudava conforme nosso embate.
- Ela... Ela veio aqui pela... pela Yumi, querem reatar o casamento.
Meu sorriso involuntário surgiu, e com os olhos fechados sentia o seu carinho, então era tudo um grande desentendimento.
- Vou fazer ela te pedir desculpas pelo empurram.
- Não quero desculpas daquela mulher, que cheiro é esse ?
-Ah não o Bolo está queimando!
Ela se afastou, mas não por muito tempo, a puxei de volta e colei nossos lábios, foi un beijo envolvente e doce, ela ria em meio aos beijos e tentava se afastar.
-Amanda o bolo!
Soltei sua mão e a deixei ir até a cozinha, a fumaça tomava conta de tudo, e em meios aos seus praguejos abria a janela.
- Meu primeiro bolo, fala sério deveria ter me soltado!
Aproveitei sua distração a abracei por trás, afastando umas mechas de seus cabelos e sussurando em seu ouvido.
-Tem certeza que queria que a solta-se.
Seu rosto ruborizou e beijei seu pescoço, mas diferente das voltas Cecília não me deu nenhuma brecha, disse que tinha que acordar cedo.
A acompanhei até a entrada da sua casa, mesmo pedindo para ficar em casa, estávamos sentadas na escada uma do lado da outra.
- Posso saber agora porque quer o diário?
-E para os pais da Erika, eles necessitam saber mais do que nós, pensei que tivesse queimando por isso agi daquele jeito.
Suas mãos seguraram minha face e tive a melhor visão, de seus olhos verdes.
-Eu sei que nunca me machucaria, e se que fui uma idiota em te machucar.
Beijei suas mãos, mas não passou disso, nos levantamos e nos abraçamos.
- Não acredito que está de volta.
- Eu nunca deveria ter saído, mas o amadurecimento e assim demora.
Nos afastamos e mesmo com pouca idade Cecília ainda era a mesma para mim, nos despedimos e voltei pra casa.
A noite estava chuvosa para um desfile, não sei se isso era bom ou ruim, acompanhei o desfile de longe e para a minha surpresa Yumi usou o Kimono e chamou a atenção de todos, deixei meu lugar mais cedo para aguarda-la na saída, ao ver todas indo embora não demorou muito Yumi saiu também, sem proteção a protegi da chuva, ao me ver quase caiu do salto do susto que levou.
-Que porr* Magnólia, nossa que susto!
-E olha que não estou tão feia.
-Você nunca foi feia, por Deus ficar no escuro num estacionamento na chuva não é nada atraente.
Segurava o guarda chuva enquanto a cidade parecia está desabando sobre nossas cabeças.
- Eu vi seu desfile, por isso estou aqui.
Sentia o seu perfume mexer com minha cabeça, e seus lábios entreabertos estavam me deixando louca.
-Você viu tudo ?
- Sim tudo.
-Magnólia a gente...
-Diz pra mim que não está sentindo nada, só diz porque assim assino esse maldito papel e vou embora, vai ser doloroso te deixar, mas se for o melhor pra você.
Seus dedos faziam pequenos círculos em meu sobretudo preto, seu cabelo estava úmido e seus olhos estavam mais escuros que o normal.
- O que faço com você, Magnólia?
- Só me ame e... Me perdoe.
No dia seguinte:
-Lara que som alto é esse, Lara!
Entrei em minha sala e me deparei com Luana de short curto e uma blusinha branca rebol*ndo até o chão, ao me ver em vez de ficar sem graça apenas sorriu.
-Eae Ester, beleza ?
Caminhei até o som e abaixei o volume.
-Cadê minha filha ?
- Ela foi no mercado compra umas coisas para comermos, somos amigas agora.
Estava inquieta não era sempre que tinha uma mulher rebol*ndo até o chão na minha sala.
- Só não aumente o volume, estou com uma dor de cabeça.
-Cefaleia.
- Como disse ?
-E Cefaleia que se chama.
Peguei minha bolsa e a deixei sozinha no meio da sala com seus dialetos de enfermagem, precisava de uma cama com urgência.
Depois que a Ester se retirou evitei aumentar o som novamente, Lara chegou meia hora depois com um monte de sacolas e colocou em cima da mesa.
-Comprei lasanha pizza, chocolates, e sorvete, Luana está tudo bem ?
- Hã Sim, só que sua mãe chegou.
Lara guardava tudo dentro da geladeira, enquanto estava encostada no batente da porta, na divisa entre a sala e o corredor que da acesso aos quartos, tudo que sabia sobre a Ester era ser o braço direito da Amanda em tudo.
-Se ela chegou então estragou a festa, geralmente anda tomando muitos remédios depressivos e passa muito tempo dormindo.
Saber que sua mãe estava doente não foi nada agradável, Lara falava com tanta desenvoltura como se fosse algo normal.
-Nossa pega leve, ela é sua mãe.
Lara fechou a porta da geladeira e me encarou.
-Relaxa Luana, não falo por mal cansei de dar banho na minha mãe, as piores crises era quando a Amanda não correspondia o seu amor, vem vamos para a sala.
Pronto fiquei mais neurótica ainda, romance entre Amanda e Ester, por essa não esperava. Aquela noite iria dormir em sua casa, no dia seguinte iríamos surfar, a tarde passou voando e nem me dei conta que já estava escuro, e nenhum sinal da Ester, estava vindo um cheiro bom da cozinha ao entrar Lara estava colocando num recipiente uma sopa de ervilha com bacon e calabresa, e um pão feito em casa.
-E pra sua mãe ? Deixa que eu levo.
-E sim, Luana a minha mãe não está acostumada a receber pessoas estranhas em seu quarto.
Peguei a bandeja de sua mão mesmo assim.
- Só quero tirar a má impressão que ela teve de mim ao chegar.
Subia as escadas com cuidado, ao parar diante de sua porta bati várias vezes, mas não me atendeu. Ao entrar notei que a cama estava bagunçada e uma música vinha do banheiro, coloquei a bandeja na mesinha e me distrai com um mural cheio de fotos, incluindo alguns passeios e fotos da Lara.
- Que invasão é essa!?
Dei um pulinho pro lado e notei sua expressão de raiva, ainda com os cabelos molhados e usando um roupão branco, apontei para a mesinha aonde estava a sopa.
-Você não se alimentou até agora, então...
-Então decidiu invadir o meu quarto.
- Não invadi nada! Bati várias vezes, mas o som estava alto e você não ouviu.
Meio sem graça Ester caminhou até a cama e colocou os óculos, como ela ficava linda de óculos.
-O quê está esperando, pode ir.
-Nossa valeu hein, isso que dá ser legal.
Bati a porta com vontade, não estava nem aí se estava em sua casa, voltei a me deitar no sofá ao lado de Lara e ficamos assistido um filme, não lembro o horário que era pois estava escuro e a televisão desligada, senti quando uma coberta cobriu meu corpo, o cheiro era familiar, era Ester. Por mais que soubesse como contornar essa situação quis permanecer quieta, não sabia o nível do seu histórico psiquiátrico, qualquer alteração poderia colocar tudo a perder. Depois que eu e a Amanda paramos de ficar aos poucos notei que o que tínhamos era mais amizade mesmo, não vou negar que os primeiros dias foram tortuosos, no fundo até que gostava de ter alguém por perto sempre, justo eu que nunca fui de me apegar, estava completamente perdida, ou ficando louca até me preocupar com a Ester estava, logo a Ester a mulher que todos falam mal. Estávamos nos arrumando para ir a praia, e como não tínhamos ainda o necessário as pranchas, Lara foi até sua loja para alugar algumas, pois na praia eles cobravam um preço bem alto, estava terminando de me arrumar quando ouvi passos no corredor.
-Ester!
Seus passos pararam e retornaram até a entrada do banheiro, talvez estivesse abusando demais da sua hospitalidade.
-Será que pode me ajudar com o biquíni?
Ouvi seu suspiro pesado e pensei ter se afastado, mas a porta que estava entreaberta se abriu me revelando a beleza de uma mulher ao acordar, meus olhos desceram pelo seus cabelos ruivos escovados, e seu robe azul escuro. A acompanhava pelo reflexo do espelho, mesmo a contra gosto se aproximou e tocou em minha pele, o contato fez com que meu corpo se esquecesse, ou talvez fosse carência sei lá.
-De dois nois, pra não soltar.
Seus nois eram firmes e sustos o biquíni que usava era vermelho e curto, mostrava mais do que escondia, enquanto terminava o pequeno trabalho admirava seu maxilar bem desenhado e descia pelo pescoço, mordi os lábios quando vi seus olhos pelo reflexo do espelho me olhando de uma maneira extremamente sensual.
- Se for trans*r com a minha filha, que seja longe da minha casa, ouviu.
- Eu... trans*r com a Lara.
Mas minhas palavras ficaram no ar Ester havia saído e me deixando em uma grande curva da distância que nos separava.
-Você veio calada o tempo todo até aqui.
Não estava no clima para conversa, depois que a Ester saiu do banheiro daquele jeito a Lara chegou, daí não tive mais coragem de falar com ela novamente. Passava a parafina na prancha enquanto Lara queria saber o que tinha.
-Sabe se sua mãe está saindo com alguém?
Perguntei na lata e uma coisa aconteceu dentro de mim, não sabia distinguir dependendo da resposta talvez ficaria mal.
- Ela está saindo com um carinha, não vai me dizer que está afim da minha mãe?
- Eu afim da sua mãe, que isso não.
Me levantei e caminhei até o mar, a negação e um ponto da conversa que o nível está extremo, não queria assustar a Lara, talvez seja só atração, aquela manhã surfamos até nos cansarmos, ainda tinha umas coisas para resolver da faculdade, e nos despedimos na praia.
Saber que a Luana estaria afim de minha mãe séria muito massa, mas será que ela iria gostar de saber disso ? Dirigi de volta pra casa e ao entrar minha mãe estava na cozinha, entrei e puxei uma cadeira me sentando e me servindo de torrada.
-Você chega da praia a essa hora e sai atacando tudo!
- Que isso mãe, estou com fome passa o queijo por favor.
A contra gosto passou o queijo e cortei tirando um pedacinho.
-Pensei que nem estivesse em casa, sabe aquele cara que vem aqui.
-O nome dele é Alberto, já te contei sobre ele, para a sua alegria nos vamos sair hoje.
-Hoje!
Deixei o talher cair fazendo a maior bagunça.
-Sim hoje, por que algum problema ?
Justamente sim no mesmo dia em que descubro que a Luana pode está afim de você.
- Não, nenhum problema.
Estava analisando alguns exames quando meus pensamentos me levaram para longe, que merd* a Ester não saia da minha cabeça, que porr* nem quando estava com a Amanda ficava desse jeito, recostei na cadeira e fechei os olhos, tentava pensar em outras coisas, mas estava difícil.
- Que se dane!
Puxei a cadeira de volta à mesinha e digitei no Instagram o seu nome e sobrenome, sério poderia pedir para a Lara, mas fazer isso sozinha estava sendo delicioso, quando finalmente encontrei conta privada.
-Filha da mãe.
-Claro a Ester e uma pessoa muito reservada, mas não desisti digitei seu nome novamente, mas agora no Facebook e por sorte pude encontrar um monte de coisas, entre várias coisas sem graça de negócios, havia uma Ester romântica curtia fotos de gatinhos músicas melosas e aqueles filmes estilo adolescente, seu preferido era O Diabo Veste Prada.
- Que bom gosto, O Diabo Veste Prada e um filme que nunca sai de moda, e não importa quantas vezes assista sempre aparece algo novo.
Precisava de conselhos, peguei minha jaqueta e as chaves da moto, não necessariamente precisava falar quem era, ao chegar em sua casa a encontrei na varanda lendo.
-Oie Amanda.
Ela afastou o livro e se levantou surpresa.
-Luana Você por aqui.
- Eu sei que a última vez que vim aqui não foi agradável, mas precisava conversar com você.
Subi as escadas e Amanda me abraçou.
-Me desculpe pelo meu completamente aquele dia, você estava certa o tempo todo.
-Está tudo bem, mas agora sou eu que preciso de uma ajudinha.
-Se puder ajudar, vem vamos entrar está esfriando.
Peguei meu livro e entramos em casa.
- Quer beber alguma coisa ?
- Não, preciso está sóbria.
Coloquei minha jaqueta no braço do sofá e me sentei, sendo acompanha por Amanda.
-Eu estou gostando de uma mulher mais velha.
-Olha isso sim é uma ótima notícia, mas qual o problema.
-Esse é o problema, nunca fui de me apegar a alguém, e tem o fato dela ser mais velha, uns quarenta anos.
- Acho que eu que preciso beber alguma coisa.
Amanda se levantou e pegou um suco de manga na geladeira e voltou.
-Pensei que fosse bebida alcoólica.
Sorri e Amanda me disse que era a nova dieta da Cecília, o que ela poderia fazer, a não ser aceitar.
-O quê você sabe sobre ela, além do trabalho.
-Ah eu já fusei o Facebook dela, e tem umas coisas legais por lá, mas soube que ela está ficando com um homem e isso... bem me dismotivou.
A observei terminar de beber e por o copo na mesinha.
-Diferente de mim que você foi bem ousada, só não seja rápida demais, uma conquista e fundamental para uma futura relação.
-Está bem, vou guardar seus conselhos, agora tenho que ir.
Depois que Luana foi embora guardei tudo é subi, ao entrar no quarto apaguei a luz fraquinha do abajur e me deitei aproximando ainda mais do seu corpo quentinho.
-Por que demorou ?
Sua voz sonolenta me deixava ainda mais boba.
-Recebi uma visita, sabia que está muito cheirosa.
Susurrei em seu ouvido e mordi o lóbulo da sua orelha, mas mais uma vez fui jogada pra escanteio, havia alguma coisa errada, nada disse apenas dormimos de conchinha.
Acordei primeiro e sai da cama com cuidado, entrei no banheiro e escovei os dentes e pentei o cabelo, depois deixei o quarto sem fazer barulho. Hoje era o dia da Clara na minha casa, mas sempre a encontrava no restaurante. Resolvi preparar um café da manhã delicioso para a gente, ao terminar de fritar os ovos senti seu beijo em minha nuca, e fechei os olhos com o contato.
-Bom dia meu amor.
- Bom dia minha menina.
A mesa estava exposta e só faltava os ovos, tudo pronto e me sentei ao seu lado.
-Dormiu bem minha menina ?
-Bastante, o seu colchão e muito confortável.
-Nosso colchão, pode vim dormir aqui sempre que quiser.
Cecília estava estranha e mal tocava na comida, sabia que ela não havia largado a carreira de modelo, mas isso de não comer estava me preocupando.
-Come pelo menos o ovo meu amor.
Ela afastou o prato.
- Não posso comer fritura, me desculpa.
- Não se desculpe, eu não sabia.
Falava mais pra mim do que pra ela, olhava para o meu copo de suco e me sentia péssima.
-O aniversário da Clara está chegando, vai ter lista de convites ?
Olhei para minha namorada e ela insistia em não ter, pois formalidade não partia da Clara. Algo com músicas ao vivo muita comida e bebida.
-Aposto que ela vai gostar.
Terminei a frase e Cecília se levantou estava de saída, mas faltava ainda uma coisa. A puxei pela cintura e a surpreendi com um beijo daqueles de cinema, intensificando ainda mais, segurando em seu nuca, a falta de ar nos afastou e sorri com a sua expressão.
-Uau por essa não esperava.
- Eu também mudei.
Logo se afastou dos meus braços alegando está atrassada. Estava terminado o banho e me olhei no espelho, meu corpo estava em forma, foi assim que o Márcio começou.
-Que belo exemplo Amanda, aquele nojeto não tem nada a ver com a sua Cecília.
Mas não ficaria me culpando iria tirar essa história a limpo.
Estava disposta a conquistar a Ester então me arrumei toda peguei o capacete e dirigi até o restaurante, ainda era cedo e como não tinha aula. Ao entrar Clara me recebeu perguntei pela Ester e ela me disse que estava no escritório, sem precisar me anunciar caminhei até sua sala e entrei em sua sala, ao me ver franciu a testa.
-Isso são modos de entrar na sala das pessoas, sua mãe não te deu educação ?
- Sem pedras, só passei aqui pra saber...
- Pra saber ?
Era nítido o meu nervosismo diante daquela mulher, que usava uma blusa azul de seda de mangas longa, e uma saia preta em lápis, os cabelos soltos terminavam de exemplificar o charme completo.
-Saber se a Lara passou por aqui.
Droga.
- Não ela não passou, agora se me der licença.
Mas não iria desistir.
- Eu tenho um convite para o teatro, e... não queria convidar qualquer uma, se não tiver fazendo nada aceita ir comigo.
A surpreendi de imediato, um sorriso de lado surgiu naqueles lábios vermelhos e tentadores.
-Lara não costuma gostar de teatro, e eu sou amante da arte, vou pensar.
Porque pensar não havia o que pensar, se gostou era só aceitar. Me aproximei da sua mesa procurando por respostas, mas com o olhar mais detalhada desci pelo seu pescoço esguio e notei o ch*pão que marcava a pele exposta.
Entrei no hotel e perguntei qual era o seu andar, a recepcionista me disse e evitei que interfonasse. Peguei o elevador vazio e cheguei no andar, me arrumei antes de bater na porta, ao atender pensei ser Yumi, mas era Magnólia, Cecília havia mentido pra mim pela primeira vez.
Fim do capítulo
Eu amei escrever esse capítulo, espero que tenham gostado.
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