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Ela Vale Milhões por Bruna 27

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Palavras: 3978
Acessos: 3623   |  Postado em: 01/06/2019

Capítulo 14 - Born To Die

 

 

-- ... Então, ela virou para mim e disse que não havia nada que eu pudesse fazer para mudar o passado, mas que se eu quisesse aliviar seu sofrimento havia um modo muito simples.

 

Sam ouvia o relato de Jenny, atentamente. Elas haviam percorrido alguns quilômetros correndo pelo jardim da Mansão Brooks, agora caminhavam devagar para recuperar o fôlego.

 

A garota inspirou fundo e fez suspense antes de declarar:

 

-- Minha Ferrari. Ela queria minha Ferrari, Sam.

-- O que?

-- Isso mesmo que você ouviu -- Disse Jenny -- Eu disse, Sam, ela é complemente maluca.

 

Sam deu uma risada discreta.

 

-- Não tem graça, Sam. Era minha Ferrari.

-- Tem razão era sua Ferrari, agora não é mais -- Provocou Sam.

 

Jenny interrompeu a caminhada, fazendo com que a guarda-costas também cessasse seus passos.

 

-- Não conheci você tão engraçadinha, Sam -- Disse a garota, cruzando os braços sobre o peito.

 

A guarda-costas ignorou o comentário dela e a convidou para sentarem a sombra de uma árvore próxima.

 

-- Falando sério, Jenny. Como está se sentindo agora que teve coragem para conversar com sua mãe?

Aquela era uma pergunta difícil para Jenny. Ela havia se preparado psicologicamente para aquela conversa, com medo do que poderia acontecer. Mas, a reação de sua mãe fora totalmente inesperada.

 

-- Na verdade, eu estou confusa -- Confessou Jenny -- Achei que teria muito drama e lágrimas rolando, que ela se abriria comigo e poderíamos restabelecer o vínculo rompido durante todos esses anos. Então, ela diz que a única coisa que quer de mim é minha Ferrari...

 

Sam tocou de leve o braço de Jenny, solidária.

 

-- Dê tempo a ela -- Aconselhou -- Sua mãe é uma pessoa muito difícil de entender.

-- Por que ela tem que ser tão complicada? -- Bufou a garota -- Só queria ter uma família normal...

-- Família normal? -- Questionou Sam -- Você acha que isso existe?

 

A garota refletiu, antes de dizer:

 

-- Tem razão. De perto ninguém é normal.

 

Satisfeita com a resposta de Jenny, Sam apoiou as costas na árvore e fechou os olhos. Jenny a observou, admirando sua face tranquila. Raramente a via assim tão relaxada.

 

-- E sua família, Sam? -- Perguntou Jenny, sem conter a curiosidade.

 

Sam não pareceu se abalar, continuou de olhos fechados, apoiada preguiçosamente à árvore.

 

-- Não seria fantástico se todos os dias fossem assim?

-- Assim como? -- Disse Jenny, contrariada por sua pergunta ter sido totalmente ignorada.

-- Essa paz.

-- Não estou entendendo sobre o que você fala, Sam. Pensei que tinha reclamado que tudo estava calmo demais.

-- Verdade.

-- E então?

 

Sam abriu os olhos e encarou a expressão confusa de Jenny.

 

-- Por isso mesmo que devemos aproveitar esse dia calmo. Pode ser o último que teremos.

 

Repentinamente, Sam grudou seus lábios aos de Jenny, segurando seu pescoço com firmeza e puxando a garota para si. Imediatamente, Jenny sentiu os pelos da nuca arrepiarem com o contato das mãos de Sam em sua pele. A língua quente dela procurava a sua com urgência.

 

Ansiava por um beijo há semanas. Pela noite era sempre uma tortura, só em pensar nela, o corpo de Jenny reagia. Às vezes, tinha sonhos arrancando aquelas roupas pretas de Sam e explorando cada músculo de seu corpo.

 

Quando Sam estava se exercitando com ela, Jenny se pegava observando com fascínio o suor escorrer pela pele da guarda-costas. Quando ela levava a garrafa de água aos lábios, Jenny chegava a imaginar-se sendo aquela garrafa. Era ridículo, verdade. Mas, as fantasias dela com aquela mulher passavam por todos os clichês possíveis e iam além.

 

Em seus vinte e cinco anos, Jenny experimentou tudo o que quis. Nunca teve pudores, se queria realizar alguma fantasia, bastava coloca-la em prática. Parceiros não lhe faltavam. Ela considerava-se uma amante experiente que facilmente levaria qualquer um à loucura, fosse homem ou mulher. Mas, ao experimentar os lábios de Sam, sentir sua pegada, Jenny entendeu que não sabia nada de nada. Queria mais do que tudo que aquela mulher a fizesse sua.

 

Ela já estava completamente excitada. Sentia o corpo amolecer e o desejo se intensificar. Os lábios de Sam a enlouqueciam e ela correspondia com sofreguidão. Seus corpos sentiam saudades um do outro e ambos entendiam bem a mensagem, a urgência e a necessidade daquele contato. Quando enfim acalmaram a fúria, elas começaram um beijo lento, cheio de ternura.

 

-- Uau! -- Sussurrou Jenny, com o rosto a pouco centímetros do de Sam que sorriu -- Tinha razão, seria mesmo fantástico que todos os dias fossem assim...

 

Ouviam a respiração entrecortada uma da outra e esperaram que seus corações se acalmassem. Sam voltou a se encostar a árvore, mas dessa vez, Jenny deitou a cabeça em seu colo.

 

-- Você é linda. -- Murmurou Sam, acariciando o rosto de Jenny.

-- Adoro quando diz algo assim -- Sussurrou Jenny, corando ligeiramente -- Embora seja raro vindo de você.

-- Não sou dada a elogios -- Desculpou-se Sam.

-- Eu gostei bastante, Sam. Não precisa ficar envergonhada e pode repetir sempre que quiser.

 

Sam continuou a acariciar o rosto da garota que fechou os olhos e cochilou. Deveriam retornar ao treino, mas Sam não conseguia se desfazer daquele momento. Queria aproveitar o dia com Jenny, antes que ela precisasse sair da vida da cantora. Jenny não estaria para sempre no quarto ao lado. Apegara-se demais a garota e estava adorando os dias que passavam juntas na mansão, mas deveria estar pronta para ir embora. Aquela ideia a fez suspirar fundo

 

Jenny despertou com o sol no rosto. Um sorriso se fez lentamente em seus lábios ao ver Sam tão próxima a ela.

 

-- Podemos ficar assim o dia todo? -- Disse ela.

-- Não teria nada nesse mundo que me faria mais feliz.

 

Sam entrelaçou sua mão a de Jenny.

 

Por mais que quisessem permanecer ali, elas tiveram que retornar a casa para o almoço. Uma visita inusitada aguardava Sam e fez Jenny esquecer a fome.

 

***

 

Lyanna Smith poderia ser a mesma mulher de semanas atrás, mas sua aparência havia mudado consideravelmente. Os fios loiros e longos haviam dado lugar a cabelos pretos, mais curtos. Ela estava mais magra e vestia-se com simplicidade, calça jeans, camiseta e tênis. Apenas algo não havia mudado, o cigarro na mão. Ela o levava aos lábios com os dedos trêmulos.

 

Quando ela retirou os óculos escuros, deixou a mostra um hematoma roxo no olho esquerdo. Os arranhões nos braços e nos dedos da mão direita chamaram a atenção de Sam que olhava com seriedade para a mulher de pé na sala de visitas da Mansão Brooks.

 

-- Lyanna? O que aconteceu com você? -- Perguntou Jenny ao ver sua assessora de imprensa.

-- Preciso falar com Sam -- Disse Lyanna, ansiosa.

 

A mulher olhava diretamente para a guarda-costas.

 

-- Eu te fiz uma pergunta, Lyanna. Olha para você... e esse olho roxo -- Disse Jenny, desconfiada.

-- Isso não foi nada -- Desconversou Lyana.

-- Espera, foram os sequestradores? -- Perguntou Jenny, alarmada -- Sam, Precisamos fazer algo!

-- Não tem nada a ver com você, garota. Preciso falar com Sam, porque não vai dá um passeio por aí.

-- O que? Tá me expulsando da minha própria casa?

 

Sam que até então permanecera calada, observando minuciosamente a mulher, falou:

 

-- Vamos manter a calma. Preciso que me conte o que aconteceu, Lyanna.

-- Não vou dizer nada até que Jenny nos deixe a sós.

 

Antes que Jenny pudesse protestar, Sam disse:

 

-- Ela pode ficar, Lyanna. Você veio até a casa dela, portanto, tem que jogar de acordo com as suas regras.

-- Viu? -- Disse Jenny, satisfeita.

-- Menos, Jenny -- Advertiu Sam.

 

Derrotada, Smith levou o cigarro aos lábios mais uma vez.

 

-- Merda! -- Exclamou ela -- Preciso de sua ajuda, Sam.

-- Em que você andou se metendo, Smith? Por acaso, seus negócios ilícitos não deram certo.

-- Negócios ilícitos? -- Estranhou Jenny -- Do que está falando, Sam?

-- De uma das muitas coisas que Sam sabe e não contou para você, Jenny -- Revelou Smith, impaciente.

-- Não estou mais entendendo nada -- Disse Jenny, olhando de uma para outra.

-- como você sabe investiguei sua assessora. Assim como todo seu estafe -- Sam explicou.

-- Sam conhece todos os nossos segredos sujos, Jenny. Embora, não saibamos dos dela.

 

Jenny engoliu em seco a ironia daquela mulher. Observou a veia pulsando no pescoço de Sam, acontecia sempre que algo a irritava. Pelo visto, Lyanna sabia tocar em suas feridas.

 

-- Você disse que queria minha ajuda -- Disse Sam -- Pode ser mais específica?

 

O cigarro havia chegado ao fim, Lyanna procurou um cinzeiro onde pudesse apagá-lo.

 

-- Eu me fodi, me fodi para valer, tá legal? -- Disse a ex-loira, sem formalidades -- Um de meus negócios não deu certo, o carregamento não chegou ao destino, foi interceptado pela polícia. E agora os caras que pagaram pela carga descobriram que não irão receber e querem meu pescoço...

-- Espera, você é uma maldita contrabandista, Lyanna? -- Perguntou Jenny.

-- Vamos colocar assim, sou uma mulher de negócios -- Defendeu-se a assessora.

-- Parece que o tipo de negócio que dá cadeia, não? O que você vende? Drogas? Armas?

-- Joias -- Revelou Sam.

Jenny voltou-se para ela.

 

-- Você sabia disso e não me contou, Sam? Eu tenho uma criminosa trabalhado para mim, o que você precisa mais para prender essa aí? Deve está envolvida com a minha tentativa de sequestro.

-- Sua garota idiota! Se eu quisesse matá-la, você já estaria morta -- Bradou Lyanna.

 

A cantora sentiu seu sangue ferver.

 

-- Eu que vou matar você, sua duas caras!

-- Então, vem se você tem coragem, Jenny Brooks -- Provocou Smith -- Olha que dessa vez não vou dá mole para você. Quero ver se tem coragem de contar para Sam o que você e eu fazíamos na cama.

 

Jenny empalideceu.

 

-- Sam, foi antes de nos conhecermos. Eu juro.

 

Smith estava triunfante.

 

-- Jenny, sempre soube do caso de vocês -- Disse Sam, dirigindo-se a garota.

-- Você sabia? Mas como?

-- As pessoas falam, Jenny -- Respondeu a guarda-costas -- Agora, você duas podem parar de brigar.

 

Jenny ficou mais tranquila, embora ainda envergonhada por aquela situação. Seu medo sempre fora do que Sam pensaria dela ao saber que tinha sido tão fraca ao cair nas garras de Lyanna Smith.

 

-- Então, Sam. Vai me ajudar? Você me deve essa.

-- Tudo bem, irei ajudá-la, Lyanna -- Disse Sam.

 

Lyanna respirou, aliviada.

 

-- Você não pode fazer isso, Sam. É minha guarda-costas, lembra?

-- Eu sei disso, Jenny. Fique tranquila, sei o que estou fazendo.

 

Em seguida, Sam pediu a Jenny para hospedar Smith em sua casa. Aquilo era a gota d´agua, mas Jenny aceitou mesmo estando contrariada. Enquanto Sam levava Smith a um dos quartos de hóspedes, Jenny foi almoçar com sua família que a aguardava. Mas, a comida parecia-lhe indigesta e ela foi para o quarto. Mais tarde, Sam foi conversar com ela.

 

-- É um absurdo aquela mulher permanecer sob o meu teto e ainda por cima ter os serviços da minha guarda-costas -- Disparou ela -- Porque isso, Sam? Você sente algo por aquela mulher?

-- Não, Jenny. Tenho motivos para manter Lyanna Smith por perto e acredito que devo uma explicação para você.

-- Sou toda ouvidos.

-- Sempre soube dos negócios paralelos de Lyanna -- Começou Sam -- Por isso, mantive um pé atrás com ela. Uma mulher perigosa, com muitos contatos no mundo do crime. Sem falar que ela tem total acesso a você, Jenny. Somando isso, seria óbvio que ela é nosso informante. Mas, falta-lhe o motivo principal. Vingança. Por que Lyanna Smith iria querer vingar-se de você?

-- Inveja, talvez -- Arriscou Jenny.

-- Uma mulher como Smith tem muitas facetas, Jenny. Mas, dificilmente ela teria inveja de sua posição. Precisaria de algo mais forte para justificar todo aquele ódio que vimos nas cartas. Não, não seria por isso.

-- Ela pode querer meu dinheiro -- Sugeriu Jenny -- Querer se vingar de mim porque eu tenho dinheiro e ela não.

-- Lyanna tem modos de conseguir dinheiro.

-- Então, o que está dizendo é que descartou Lyanna da lista de suspeitos. -- Constatou Jenny.

-- Eu não disse isso, Jenny -- Falou Sam, enigmática.

-- Pera, eu me perdi. Afinal, ela é ou não quem está por trás disso tudo?

-- Vou dizer porque aceitei ajudar Lyanna. Primeiro, não engoli esta história que me contou. Ela é sempre muito cuidadosa em suas trans*ções. Teria um plano B caso a polícia apreendesse sua mercadoria. Não, ela precisa de minha ajuda por outro motivo. Desconfio que saiba a identidade do verdadeiro informante. E está com tanto medo dele que acha que sou a única pessoa que pode mantê-la viva.

 

Jenny estava estupefata com tudo aquilo. Como havia dito, Sam sabia o que estava fazendo. Sua perspicácia era impressionante.

 

-- Eu não podia imaginar nada disso. Desculpe, Sam.

-- Tudo bem, obrigada por aceitar que Lyanna fique aqui.

-- Se a mesma pessoa que está tentando me matar está atrás dela. Que suba a bordo, pois estamos no mesmo barco.

 

***

 

Na manhã seguinte, os seguranças chamaram Sam ao portão de entrada.

 

Lorena Montenegro estava tentando deixar a mansão, dirigindo a Ferrari vermelha de Jenny que agora pertencia a ela.

 

-- O que está acontecendo aqui? -- Perguntou Sam.

-- Esses brutamontes não me deixem sair -- Disse Lorena -- Eu quero dá uma volta no meu carro novo.

-- Senhorita Kane, explicamos a ela que não temos ordens para deixar ninguém sair sem sua autorização -- Disse um dos seguranças.

-- Isto é um absurdo -- Protestou Lorena -- Por acaso, agora estou presa?

-- Obrigada, pessoal -- Disse Sam aos seguranças -- Eu cuido disso.

 

Eles voltaram a seus postos. Sam precisou de toda a sua retórica para persuadir a mãe de Jenny a retornar para mansão, pois não poderia garantir sua segurança se ela atravessasse aquele portão. Contrariada, Lorena subiu para o quarto soltando impropérios para quem quisesse ouvir.

 

-- O que ela tem? -- Jenny perguntou a Sam após presenciar a irritação da mãe.

 

A guarda-costas explicou a cena ocorrida.

-- Eu não me impressiono com nada mais vindo dela -- Comentou Jenny -- Ainda bem que Margot está na escola para não ouvir todos aqueles palavrões.

 

Sam concordou com ela. Jenny estava tentando ter paciência com a mãe, entender pelo que ela havia passado. Mas, Lorena estava tornando as coisas difíceis para filha e até mesmo para a guarda-costas.

 

Instantes depois, Lyanna Smith apareceu na sala vestindo um Baby Doll curtíssimo e calçando chinelos.

 

-- Mais essa agora -- Disse Jenny -- Que raios de pouca vergonha é essa? Tá pensando que está em sua casa?

-- Relaxa, garota. Não vou trocar de roupa só tomar meu café da manhã.

-- Café da manhã? Já está quase na hora do almoço.

 

Smith se fez de desentendida.

 

-- Bom dia, Sam -- Disse ela, dirigindo-se a guarda-costas com um sorriso.

 

Jenny levou as mãos à cintura.

 

-- Inacreditável. Você tá mesmo dando em cima dela, debaixo do meu nariz. Na minha casa?

-- Eu não estou dando em cima de ninguém, apenas dei bom dia a Sam. Por acaso é crime agora?

 

O embate entre as duas já estava dando nos nervos de Sam, que falou:

 

-- Vocês duas podem ao menos tentar viver em harmonia?

-- Isso não vai funcionar, Sam. Essa mulher é uma víbora.

 

Lyanna deu uma risada sarcástica.

 

-- Você tá muita tensa, garota. Tá precisando relaxar...

-- O que está insinuando, Lyanna?

-- Não estou insinuando nada. Tá na cara. Você tá doidinha que Sam te leve para a cama dela.

 

O tapa veio tão rápido que Lyanna não teve tempo de se desvencilhar, Jenny atingiu em cheio o rosto da mulher. Sam segurou Lyanna impedindo-a de revidar.

 

-- Você mereceu isso -- Disse Jenny, antes de subir para o seu quarto, sem se arrepender pelo que havia feito.

 

-- Precisa por um gelo aí, se não vai ficar vermelho -- Aconselhou Sam à mulher que Jenny estapeara.

-- A garota tem a mão pesada -- Constatou Lyanna -- Aposto que a ensinou, Sam.

-- É verdade, ela me saiu uma excelente aluna...

-- Parece orgulhosa do que você criou.

-- Você a provocou, Lyanna -- Disse Sam.

-- Tem razão, nunca mexa com uma mulher apaixonada.

 

Sam pareceu incomodada com o comentário de Lyanna.

 

-- Qual é, Sam. Vocês duas estão caidinhas uma pela outra. Qualquer idiota pode ver...

-- Não é da sua conta -- Disse Sam, com irritação.

 

A mulher encarou a guarda-costas.

 

-- Tudo bem -- Ela cedeu, por fim -- Espero que se resolvam. Mas, se não der certo com ela. Eu estou aqui, não se esqueça.

 

Lyanna decidiu ir a cozinha buscar gelo. Deixando Sam sozinha com seus pensamentos.

 

***

 

Uma semana após a chegada de Lyana a Mansão Brooks, algumas coisas na rotina da casa mudaram. Lyanna e Lorena viraram amigas inseparáveis, para desespero de Jenny. As duas passavam a manhã na piscina, pegando sol em biquínis minúsculos. A cantora proibiu Sam de ao menos passar perto de lá, não queria a assessora de impressa e contrabandista de joias se insinuando para Sam. À noite, Lyana e Lorenna se trancavam na sala de jogos, bebendo, fumando e ouvindo música clássica.

 

O padrasto de Jenny continuava apático. Mas, uma mudança havia se operado nele. Orlando passava mais tempo com a filha, Margot. Jenny viu essa mudança com bons olhos já que a pequena ficava feliz com a presença do pai.

 

Uma noite, Jenny não conseguia dormir, sentia um aperto no peito. Ela pediu a Sam para permanecer em seu quarto até que ela adormecesse. Preocupada, Sam deitou ao lado dela e passou um braço sobre o corpo de Jenny.

 

-- Vai ficar tudo bem.

-- Desde que você esteja aqui -- Sussurrou Jenny, seus olhos azuis fitando Sam com ternura.

 

Sam sorriu.

 

-- Feche os olhos, Jenny.

 

A garota obedeceu. Sentia o leve perfume de Sam invadindo suas narinas. Não saberia dizer quanto tempo permaneceu dormindo, ao acordar não avistou Sam ao seu lado. Ainda era madrugada. Jenny sentiu uma corrente de ar fria circulando pelo quarto, vinda da porta aberta.

 

-- Sam? -- Chamou ela, sem obter respostas.

 

Jenny caminhou até o corredor que estava vazio e escuro. De repente, sentiu alguém agarrá-la por trás, cobrindo sua boca com a mão. Ela tentou lutar, mas se acalmou ao ouvir a voz de Sam, sussurrar ao seu ouvido:

 

-- Sou eu, Jenny. Por favor, faça silêncio.

 

Jenny assentiu e Sam retirou a mão de sua boca.

 

-- O que está acontecendo? -- Murmurou ela, baixinho.

-- A mansão foi invadida, Jenny -- Informou Sam, séria.

 

O coração de Jenny deu um salto.

 

-- O que? Como é possível?

-- A luz foi cortada, as linhas eletrônicas estão bloqueadas. Consegui emitir um sinal de alerta para os seguranças por um canal alternativo. Eles estão executando um plano de fuga.

 

A garota não podia acreditar que aquilo estivesse mesmo acontecendo. Só conseguiu pensar em sua irmã. Ela quis correr até o quarto de Margot, mas Sam a impediu.

 

-- Margot está segura, Jenny. Deixei-a com J.D. Ele vai tirá-la daqui. 

-- E mamãe? Orlando?

-- Ficarão bem. Tem seguranças com eles, eu só tenho que me preocupar com você, Jenny. Você é minha responsabilidade -- Explicou Sam, segurando o rosto da garota entre as mãos -- Preciso que fique calma e faça tudo o que eu dizer, tudo bem?

-- Certo.

 

Sam havia pegado uma bolsa com algumas coisas em seu quarto, retirou um colete a prova de balas que pediu a Jenny para vestir.

 

-- E para você? -- Perguntou Jenny, preocupada.

-- Eu já estou usando -- Disse Sam, batendo contra o peito -- Lembra como dispara uma arma?

 

A guarda-costas entregou uma arma semelhante a sua para Jenny que a segurou com firmeza.

 

Jenny caminhou devagar pelo corredor seguindo Sam que lhe dava instruções através de sussurros quase inaudíveis. De repente, ouviram um disparo em algum lugar no andar de baixo.

 

-- O que foi isso? -- Assustou-se Jenny.

 

Sam voltou-se para Jenny, e disse:

 

-- Está tudo, Jenny. Precisamos chegar até a garagem.

 

Jenny não estava muito certa se aquilo seria mesmo fácil. Principalmente, depois de terem ouvido tiros ecoando pelos arredores da casa e um estrondo muito forte de algo se chocando contra alguma coisa sólida.

 

-- Sam, eu estou com medo. Parece que há uma guerra acontecendo.

-- Sim, estamos sob fogo inimigo, Jenny. Esta é a hora de ser corajosa.

 

Jenny tentou controlar suas mãos que tremiam e ser corajosa como Sam queria que ela fosse.

 

Elas seguiram para o andar de baixo, atentas a qualquer coisa estranha. Próximo à escada, avistaram um corpo de um homem estendido ao chão. Sam se abaixou e verificou tratar-se de um desconhecido. Estava morto, baleado com um tiro certeiro na cabeça.

 

-- Você conhece esse homem, Sam? -- Perguntou Jenny, evitando olhar para o corpo.

-- Não, mas pelo visto é um dos invasores.

 

Nesse momento, elas ouviram barulho de passos. À meia-luz, reconheceram a silhueta de uma mulher.

 

-- Lyanna? -- Perguntou Jenny.

 

Lyanna Smith segurava uma arma na mão.

-- Ele tentou me atacar. Então, atirei nele -- Falou ela, com a voz sem emoção.

-- Onde conseguiu a arma? -- Sam quis saber.

-- A trouxe comigo.

-- Acho melhor sairmos logo daqui -- Sugeriu Jenny.

 

Em nenhum momento, Sam tirou os olhos de Lyanna. Viu quando ela levantou a arma apontando-a para a garota.

 

-- Você não vai a lugar nenhum.

 

Sam apontou sua arma para a mulher que continuava a mirar Jenny.

 

-- Lyanna, não faça isso -- Disse Sam.

-- Preciso levar a garota, Sam. É o único modo.

-- Não, não é. Você está cometendo um grande erro.

-- Não, Sam. Preciso fazer isso. Baixe a arma ou eu atiro nela.

-- Eu sabia que não podia confiar em você -- Disse Jenny, dirigindo-se a Lyanna, com desdém.

-- Cale-se Jenny!

 

Com cautela, Sam baixou sua arma. Sem deixar de manter contato visual com a mulher.

 

-- Lyanna, você não precisa fazer isso. Vou protegê-la como disse que faria.

 

Smith pareceu hesitar.

 

-- Você não entende, Sam. Ele vai me matar, não tem como fugir. A não ser que eu entregue a garota.

-- Vamos, Lyanna. Você é mais esperta do que isso. Mesmo que você a entregue, ele não hesitará em colocar uma bala na sua cabeça.

 

A mulher estava perturbada. Já não tinha tanta convicção do que queria fazer. Era a chance de Sam de convencê-la a desistir. Smith estava baixando a arma quando um disparo repentino saiu da escuridão, atingindo-a em cheio pelas costas e fazendo a mulher cair instantaneamente ao chão, com um baque que mal foi ouvido na confusão de disparos que se seguiu.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 14 - Capítulo 14 - Born To Die:
Lea
Lea

Em: 23/02/2023

A Samanta errou em deixar a Srta Smith ficar na casa da Jenny.

Responder

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rhina
rhina

Em: 11/02/2020

 

Puxa

Lyanna enroscada na confusão 

E parece que algo trágico e fatal aconteceu

Rhina

Responder

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JanBar
JanBar

Em: 12/06/2019

No Review

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