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Ela Vale Milhões por Bruna 27

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Palavras: 3514
Acessos: 3701   |  Postado em: 01/06/2019

Notas iniciais:

 

Atenção! Tema sensível neste capítulo. Contém violência a animais.

 

Capítulo 9 - Dê-me apenas uma razão

 

 

Quando Jenny Brooks adentrou o grande salão de eventos do Belleville Hotel de mãos dadas com Billy Sens, todos os fotógrafos credenciados para o evento lançaram suas câmeras em sua direção. Não só eles, mas todos os olhares dos presentes se voltaram para a grande estrela da noite.

 

Jenny sorriu, fez caras e bocas para os fotógrafos, também foi simpática com todos que vieram cumprimentá-la. Billy logo se perdeu dela, naquela multidão de pessoas que queriam um pouco da artista. Quem Jenny tentava não perder de vista era sua guarda-costas. Para sua sorte, Sam estava sempre por perto, afinal, esse era seu trabalho. A garota precisava se concentrar em sorrir e dá a atenção aos potenciais doadores da Fundação que ela apoiava.

 

Uma sucessão de homens de smoking e mulheres de sorrisos engessados passou em fila por Jenny. Tinha que dá nomes aos rostos, memorizá-los lhe custou quase o dia inteiro. Um saco. Só ficou realmente feliz quando a outra embaixadora da campanha chegou. Jenny adorava a jornalista Ágata Hoffman. Na ocasião, ela estava acompanhada de sua linda esposa Elisabeth Freitas Hoffman.

 

-- E como vai a pequena de vocês? -- Perguntou Jenny com interesse, lembrava-se muito bem da filha do casal, uma linda menininha com quem ela se deu muito bem.

-- Ela está ótima! -- Respondeu Ágata, sorrindo -- Ficou em casa com a babá. Ela queria muito vir, pois se considera sua fã número um.

-- Ela pediu até para tirarmos algumas selfies com você -- Contou Elisa.

-- Seria um prazer -- Disse Jenny -- Por que não a trazem aqui um dia para uma visita.

-- Ela ficaria maravilhada -- Comemorou Ágata.

 

Elas conversaram um tempo mais sobre o evento. Jenny adorava a sintonia das duas, elas estavam sempre de mãos dadas e uma adivinhava o pensamento da outra. A garota não pode evitar sentir uma pontinha de inveja de Ágata e Elisa, ela também gostaria um dia encontrar um amor assim tão sincero. Mas, no momento, seu coração batia por alguém que só lhe dava dúvidas. Não sabia o que Sam sentia por ela, só que a havia beijado três vezes. Sentiam atração uma pela outra, sem dúvidas. Mas, poderia ser mais do que isso?

 

O fato era que Jenny não conseguia parar de olhá-la. O vestido que usava, só aumentava a vontade dela de estar com Sam, de tê-la para si. Às vezes, ela se distraía imaginando como seria rasgar aquele vestido. Mas, logo alguém chamava sua atenção e Jenny voltava-se constrangida para seu interlocutor.

 

No palco do salão, uma orquestra tocava canções antigas. Algumas pessoas se arriscavam na pista de dança que ficava entre as mesas. Finalmente, o momento mais esperado chegou. Jenny foi chamada ao palco, ela agradeceu a participação de todos e falou sobre a importância do evento.

 

-- Esta noite decidi por uma canção, eternizada na voz de Judy Garland, chamada “Somewhere over the Raindow”.

 

Quando as palmas pararam de ecoar, Jenny cantou, com grande afinação e sensibilidade.

 

Seu olhar posou em Sam, Jenny não via mais ninguém. Ela era a única.

 

Oh, somewhere over the rainbow blue birds fly
And the dreams that you dare to, oh, why, oh, why can't I?

 

Em alguns aspectos, Jenny se identificava bastante com Judy Garland, que era apenas uma garota quando protagonizou o clássico “O mágico de Oz”. Mas, Jenny sentia pena do modo como Garland havia acabado. A atriz e cantora era um exemplo de como a fama pode acabar com alguém. De um modo mórbido, Jenny utilizava sua história para lembrar-se de não deixar a fama corrompê-la.

 

Aplaudida de pé, Jenny Brooks desceu do palco. Avistou Sam que continuava parada no mesmo lugar de antes, mas não conseguiu aproximar-se dela. Foi interceptada por algumas pessoas. Já estava conseguindo desvencilhar-se delas quando foi surpreendida.

 

-- Olá, Jenny -- Cumprimentou o rapaz alto e sorridente.

 

Jenny conhecia muito bem aquele sorriso. Pedro Linhares, seu ex-namorado.

 

-- O que você quer? -- Perguntou ela, desconfiada.

 

Ele estendeu a mão para ela, e disse, com a voz suave:

 

-- Uma dança. Me dá a honra?

-- Você tá brincando?

-- Qual é, fofinha, vamos lá pelos velhos tempos.

 

Jenny cerrou os dentes. A vontade que tinha era de dá na cara daquele ousado, mas estavam cercados da imprensa e dos convidados. Não queria escândalos naquele evento e estragar o bom trabalho que a fundação estava fazendo. Ela não lhes daria esse espetáculo gratuito. Pedro sabia disso, só assim se atreveria a ir até ela. Sem opções, a cantora aceitou o convite do ex-namorado.

 

De todo modo, não podia recuar. Os olhares de todos se voltaram para os dois quando eles adentraram a pista de dança de mãos dadas. Os fotógrafos miraram seus flashes neles.

 

-- Você está adorando isso -- Ironizou Jenny.

-- Não, eles que nos adoram.

-- Cadê sua namorada? Te colocando chifre por aí?

-- Ela não é você -- Rebateu o rapaz -- E só para saber, Dália não é minha namorada.

-- Ela era minha amiga. Mas, você não poderia deixar de querê-la, não? Pegou todas as minhas amigas.

-- Você também não ficou muito atrás, fofinha.

-- Não me chama de fofinha -- Disse Jenny, corando -- Ou quer que eu te chame de ursinho.

 

Ele fez uma careta.

 

-- Tá ok. Nunca soube mesmo para que serviam esses apelidos -- Reconheceu ele -- Agora, vem cá. Você e a sua guarda-costas, é para valer?

-- Não é da sua conta -- Falou Jenny, propositadamente pisando no pé de seu companheiro de dança.

-- Pode até não ser, mas acho que é da conta do país inteiro. Da última vez que vi, o vídeo de vocês já era um dos mais acessados do You Tube.

 

Jenny riu com sarcasmo.

 

-- Tá mordido que não é você, ursinho? -- Brincou ela, apertando a bochecha do rapaz que ficou vermelha.

-- Você me maltrata -- Disse ele, sorrindo -- Mas confesso que fiquei com ciúmes... Você nunca me beijou daquele jeito. Sempre guardou seus melhores beijos para as garotas.

-- Garotas beijam melhor. Você devia saber disso.

-- Eu poderia ter ficado sem essa -- Falou ele -- Nunca acreditei nesse seu lance de ser bi.

 

A expressão no rosto da garota se alterou.

 

-- Foi o que Dan disse à imprensa -- Confessou Jenny -- A verdade é que eu sempre preferi garotas, Pedro.

-- Quer dizer que o que vivemos foi o maior fake.

-- Interprete como quiser.

-- Você finge muito bem, pois para mim, foi bem real.

 

Jenny suspirou.

 

-- Não viaja, Pedro. Eu só sei me divertir. E você costumava ser bem divertido, se me lembro bem. Antes de começar a ficar tão cheio de si.

-- Você também sempre se achou demais, Jen -- Retrucou Pedro. -- Olha, se o lance com a guarda-costas não for para valer, ainda podemos tentar. O que acha?

-- Você tá louco -- Jenny riu.

-- Tô falando sério. Você não precisaria fazer inseminação. Poderíamos ter um filho, um moleque, ele teria seus olhos e os meus músculos.

-- Ei, vai com calma. Não há a mínima possibilidade de voltarmos. E que história de filho é essa, você ainda não é novo demais, Pedro.

-- Qual o problema? Tem jogador de futebol que já é pai aos dezesseis.

-- Você não é jogador de futebol.

-- Dá no mesmo. O que me diz?

-- Volta para Dália, ela sempre quis ser mãe.

 

O rapaz riu, com o jeito sedutor que Jenny conhecia muito bem. Por um momento, esqueceu o motivo que a levou a ter tanta raiva dele. Talvez no fim das contas pudessem voltar a serem amigos.

 

-- Eu tentei -- Disse ele, dando de ombros -- Acho que é melhor então você voltar para sua guarda-costas que, a propósito, é uma gata. Sempre teve bom gosto, Jenny. Se quiser, deixo ela te chamar de fofinha.

-- Estúpido! -- Brincou ela, rindo.

 

Após encerrarem a dança, os dois separaram-se, frustrando a expectativa de todos os que queriam vê-los juntos. Já tiveram o bastante de Penny, e não teriam nada além de uma dança.

 

Jenny procurou por Sam. Estranhou não vê-la, quem sabe ela se afastara para não ver Pedro e ela dançando. Teria Sam ficado com ciúmes, pensou Jenny, esperançosa. Mas, sua expectativa se esvaiu por completo quando ela avistou a mulher de vestido preto, próxima ao bar, onde Lyanna Smith tomava um drinque. As duas trocavam palavras sussurradas. Jenny seguiu para a toalete, antes que alguém visse as lágrimas que deslizavam por seu rosto.

 

***

 

Samanta Kane precisou de todo seu sangue frio para manter a postura profissional ao lado de Jenny Brooks.

 

Nunca a vira tão bela quanto àquela noite.

 

Nos últimos dias, Sam adormecia com a TV ligada exibindo imagens dos vídeos clipes da cantora. Quando estavam próximas, Sam raramente se atrevia observar à fisionomia de Jenny, pois de outro modo não conseguiria esconder seu interesse por ela.

 

Quando a viu no corredor, nada poderia tê-la preparado para o que sentiu. Quase esquecera seu trabalho. Seu impulso era de levar Jenny dali e mostrar-lhe todas as coisas que ela estava perdendo presa entre aquele hotel e a vida de popstar.  Sam estranhou seu próprio impulso, ela sempre vivera só. Preferia assim, mas com Jenny via-se querendo compartilhar algo. Teve que abandonar aquele devaneio e voltar para a realidade, consciente de seu dever. Tudo tinha que correr bem aquela noite. O mais importante era a integridade física da cantora.

 

Sam já participara daquele tipo de evento antes. Conhecia de protocolos e etiqueta, sabia exatamente como portar-se. Discretamente, permaneceu observando Jenny. Um jornalista a reconheceu e queria entrevista-la sobre o vídeo. Sua resposta foi à clássica frase “Sem comentários”.

 

Ela observou Jenny subir ao palco e cantar lindamente uma famosa canção. Nesse momento, Sam quase não conseguiu desgrudar os olhos da garota. Ela tentou disfarçar, temendo que pudessem perceber o fogo que circulava entre aqueles olhares.

 

Sam já sabia que Pedro Linhares era um dos convidados do evento. Ele chegou atrasado, mas a tempo de ver a apresentação da ex-namorada. A guarda-costas observou atentamente o rapaz deslocar-se até Jenny e convidá-la para uma dança. Viu-a aceitar. Fitou friamente a cena, ele segurando na cintura dela, ela com a mão em seu ombro. Os corpos cada vez mais próximas, os dois cochichando ao ouvido um do outro. Ele a fazendo rir.

 

Ela teve que desviar o olhar, foi inevitável.

 

Pelo dispositivo eletrônico, Sam pediu a J.D. para ficar de olho na cantora.

 

-- Uma água com gás, bem gelada -- Ela pediu ao barman.

 

Tomou um copo de água num gole só. Mas não foi o suficiente para aplacar sua sede. Já estava no terceiro copo quando Smith apareceu.

 

-- Cuidado, Sam. Não vá se afogar nesse mar azul.

-- Não estou para gracinhas, Lyanna -- Sam falou, num tom razoavelmente baixo.

-- Take it easy, my dear -- Disse Lyanna -- Não vim atormentá-la. Ao contrário, sempre estou pronta a lhe oferecer conforto. A propósito, você está linda.

 

Lyanna perscrutou o corpo de Sam, com seu hábito descaramento. Depois, virou para o barman e pediu um drinque.

 

-- Sonho com o dia em que beberemos juntas, Sam. E não estou de falando de água.

-- Continue sonhando -- Sam respondeu, indelicada. Depois reassumiu sua postura -- Desculpe-me. Por favor.

 

Lyanna aceitou suas desculpas.

 

-- Sempre imaginei que até você tinha um ponto fraco, Sam -- Murmurou Lyanna -- Estava curiosa para descobrir qual seria. Mas, agora que sei, devo dizer o quanto isso é decepcionante.

-- Você está enganada -- Discordou Sam, sem convicção.

-- Observei você a noite inteira. Estava indo bem, Sam. Até o playboy garanhão entrar novamente na jogada. Imagino o quanto foi doloroso para você, ver sua querida Jenny de conversinha com o ex.

 

Sam não respondeu. Não tinha argumentos suficientes para rebater Lyanna. Afinal, ambas sabiam que ela estava certa.

 

-- Posso fazer você esquecê-la, se quiser -- Propôs Lyanna -- Aceite, Sam. Você sabe que precisa disso.

 

Sam a encarou. Lyanna não desviou o olhar.

 

-- Você é esperta. Acha que descobriu meu ponto fraco e agora está tentando usá-lo para conseguir seu objetivo. Esqueça, Lyanna.

-- Dura na queda. Mas, aposto que ficou tentada.

 

Sam riu da petulância da mulher, embora admirasse isso nela.

 

Um chamado de J.D. avisou-a de que a garota havia ido à toalete.

 

-- Tenho que ir -- Disse ela à Lyanna -- Aproveite seu drinque.

-- Tudo bem, Sam. Corra para sua Chapeuzinho antes que o lobo mau a coma -- Satirizou a mulher, tomando mais um gole da bebida que desceu amargo por sua garganta assim como o desprezo de Sam -- Depois não vá dizer que não a avisei...

 

 

***

 

 

Jenny trancou-se em um dos boxes do banheiro. Esperou estar sozinha para sair e ir até o espelho retocar a maquiagem. Não queria que a vissem chorar. Ultimamente, estava difícil conter as lágrimas. Um louco estava por aí planejando matá-la e ela nem sabia por que, tudo que podia fazer era confiar na mulher que a enlouquecia com sua presença.

 

De todo modo, Jenny estava perdida. De um lado, a morte. De outro, um coração partido.

 

Ela terminou de retocar a maquiagem. A porta abriu, mas já não havia tanta importância que a vissem. Estava recuperada do choro e prometeu a si mesma não derramar mais lágrimas por uma mulher que não queria saber dela.

 

Para sua surpresa, essa mesma mulher agora a olhava pelo espelho. Jenny se virou para ficar frente a frente com ela.

 

-- Está tudo bem? -- Perguntou a guarda-costas.

-- Agora me segue até no banheiro -- Questionou Jenny -- Não acha que já é um pouco demais?

-- Desculpe -- Disse Sam -- Você já estava aqui há muito tempo. Eu pensei que poderia está precisando de ajuda.

-- Tá tudo bem comigo, Sam. Pode voltar para perto da sua namoradinha.

 

Sam olhou-a sem entender.

 

-- Namorada? Eu não tenho namorada, garota. E estou trabalhando, você é que estava lá dançando com o seu namorado...

-- Ah, você viu? Pensei que estava ocupada demais dando bola para aquela descarada da Lyanna.

-- Acho que está havendo uma confusão aqui -- Ponderou Sam -- Você não pode me acusar de nada, muito menos pedir satisfações. Não temos nada.

-- Você e Lyanna se merecem mesmo. O tempo todo você só queria brincar comigo, enquanto ficava por aí se agarrando com ela. Pensei que tivesse decência, Sam, mas já vi que me enganei.

 

As acusações da garota fizeram o sangue de Sam ferver ainda mais.

 

-- Não sei de onde você tirou essa ideia absurda de que eu e Lyanna Smith temos alguma coisa. Se me conhecesse melhor, saberia que aquele não é o tipo de mulher com quem eu me relacionaria, Jenny -- Explicou Sam -- Eu nunca brinquei com você, mas você ao contrário, foi correndo de volta para os braços do seu namoradinho.

 

Jenny baixou o olhar, pensativa. Enquanto, Sam andava de um lado a outro, tentando recuperar o controle.

 

-- Eu não voltei para o Pedro -- Contou Jenny, um tempo depois, mais calma -- Desculpa se te fiz pensar isso. Nós concordamos em ser apenas amigos.

 

Sam resolveu encarar aqueles olhos azuis e procurar a verdade neles.

 

-- E você e Lyanna, não...

-- Não -- Sam apressou-se em dizer. Ainda digeria a informação de que Jenny e Pedro não tinham voltado um para o outro.

 

A garota, por sua vez, sentiu-se aliviada por saber que Sam não estava com Lyanna. De repente, pode-se se sentir esperançosa novamente.

 

Durante um tempo as duas não sabiam o que dizer uma a outra. Sem nem mesmo perceberam elas ficaram cada vez mais próximas.

 

-- Você está linda -- Sam sussurrou.

 

Jenny sentiu a garganta seca e as pernas fracas. Ela recuou até se enconstar na pia. Sam a acompanhou até seus corpos estarem grudados. Involuntariamente seus olhos percorreram todo o corpo de Jenny até se deterem no decote do vestido justo que ela usava.

 

-- Eu não aguentei ver você com aquele cara -- Confessou Sam, com a respiração descompassada, ao ouvido de Jenny que sentiu o corpo todo arrepiar-se com a aproximação da boca de Sam que em seguida deslizou por seu pescoço, distribuindo beijos ao longo de sua extensão.

 

Jenny não aguentou e deixou escapar um gemido. Sam a estava enlouquecendo. Quando ela enfim conseguiu tomar controle sobre seu corpo, apertou a cintura de Sam puxando-a ainda mais para si. Não resistindo, ela deixou sua mão descer até parar na bunda de sua guarda-costas, apertando-a. Foi a vez de Sam gem*r com a ousadia da outra. Logo as bocas se procuraram e elas renderam-se a um beijo apaixonado. Totalmente entregues, nenhuma das duas tinham força para parar aquela loucura. Até ouvirem a porta da toalete abrindo-se as fazendo afastar-se rapidamente.

 

Era a secretária particular de Jenny, Amanda.

 

-- Desculpem eu não sabia que... -- Atrapalhou-se ela, constrangida -- Melhor eu ir indo.

 

Elas se entreolharam tentando recuperar o fôlego. Jenny encarou sua imagem no espelho, tentando recompor seu visual. Sam fez o mesmo.

 

-- Preciso voltar para a festa, não? -- Disse Jenny, quebrando o silêncio.

-- Creio que sim. Embora, algumas pessoas já estejam indo embora -- Informou Sam -- Mas, sempre tem aqueles que ficam até o dia amanhecer.

-- Eu sei, os bêbados carentes. Hoje eu não serei um deles -- Disse Jenny, deixando escapar um sorriso que Sam retribuiu com cumplicidade -- Você pode me levar até o quarto?

 

Sam concordou. Ela ajudou Jenny a cruzar o salão de eventos, despistando uma dúzia de convidados alcoolizados que gostaria de uma dança com a cantora. Jenny sentiu-se grata por ter Sam ao seu lado.

 

-- Acho que você se saiu muito bem essa noite, Jenny -- Disse Sam, enquanto as duas andavam pelo corredor no último andar.

 

Jenny sorriu.

 

-- Obrigada, Sam -- Ela respondeu envergonhada, pois não conseguia tirar da cabeça a imagem do que acabara de acontecer entre elas.

 

O quarto que Sam ocupava ficava próximo à suíte de Jenny. Ela percebeu que havia algo errado quando viu a porta entreaberta. Imediatamente, Sam sacou sua arma. Fez sinal para a garota.

 

-- Fique abaixada -- Ela murmurou.

 

Jenny obedeceu, embora não soubesse o que estava acontecendo.

 

Sam empurrou a porta devagar. Não ouviu nenhum barulho, com passos lentos ela adentrou o quarto. Encontrou Aranha desacordado. Ele havia ficado no quarto monitorando as câmeras do corredor e da antessala da suíte de Jenny. Há cerca de meia hora, Sam havia falado com ele e estava tudo bem. Mas algo havia acontecido desde então.

 

-- Ele está bem? -- Perguntou Jenny, preocupada.

-- Acho que sim. Mas alguém o pôs para dormir.

 

Sam observou o quarto, estava tudo no lugar, exceto pela tela preta do computador de onde eram exibidas as imagens das câmeras de segurança.

 

-- Apagaram tudo -- Constatou Sam -- Jenny, eu preciso ir até seu quarto. Quero que você me espere aqui.

-- Vai mesmo lá sozinha, pode ser perigoso.

-- Calma, Jenny. Eu estou acostumada a fazer isso. Eu vou ficar bem. O importante é que você fique aqui.

 

Jenny assentiu, mas estava nervosa. Não queria que nada acontecesse a Sam.

 

Sam pegou as chaves do quarto da garota. Na antessala, ela encontrou tudo no lugar. A porta que dava para o quarto de Jenny estava fechada. Tinha quase certeza do que encontraria ali, mas ao mesmo tempo teve medo, não por ela, mas por Jenny. A garota não ia suportar aquilo.

 

Quando Sam finalmente tomou coragem para abrir a porta, ela se deparou com a terrível cena à sua frente. Havia sangue por toda parte, no chão, em cima dos móveis, mas o pior de tudo era o que estava escrito na parede. Escrito com sangue. “Você está morta”.

 

O animal estava sobre a cama. A pobre gatinha havia sido trucidada sem dó.

 

Jenny não aguentou esperar no quarto ao lado e adentrou a suíte. Sam teve que segurá-la para ela não correr até o animal. A garota estava em estado de choque com a cena e gritava por sua gatinha.

 

-- Não há mais nada que podemos fazer por ela -- Disse Sam, enquanto segurava Jenny em seus braços.

 

A garota se debatia para se desvencilhar dos braços dela. Até não ter mais forças para lutar. Ela soluçava compulsivamente no peito de Sam.

 

-- Calma, eu estou aqui com você -- Sam dizia apertando a garota contra si -- Estou aqui.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 9 - Capítulo 9 - Dê-me apenas uma razão:
Lea
Lea

Em: 22/02/2023

Dessa vez,o assassino chegou perto demais! Que maldade,farei isso com a Kitty!

Responder

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rhina
rhina

Em: 19/07/2019

 

Covardia.

Rhina 

Responder

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JanBar
JanBar

Em: 12/06/2019

No Review

Responder

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