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Ela Vale Milhões por Bruna 27

Ver comentários: 2

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Palavras: 2110
Acessos: 3824   |  Postado em: 01/06/2019

Capítulo 7 - Quente e Frio

 

 

Com a vista turvada, Jenny observava o rosto de Sam próximo ao seu. A mulher à sua frente estava ofegante assim como ela e a olhava como que hipnotizada. A garota considerou que a emoção mais do que o consumo exagerado de álcool causara o mal-estar que começara a sentir.

 

-- Você está bem? -- Murmurou Sam, segurando o rosto de Jenny entre suas mãos.

 

Jenny tentou balbuciar algo, mas as palavras saíam com dificuldade. Sam a abraçou e a garota apoiou a cabeça em seu peito.

 

-- Calma, vai ficar tudo bem -- Tranquilizou Sam, com a voz suave.

-- Me desculpa, eu não devia... -- Jenny tentou dizer com a voz fraca.

-- Não fala nada. Eu vou te levar para o quarto.

 

Sam então lembrou que o quarto da garota estava um caos. Quando o elevador parou no último andar, a guarda-costas carregou Jenny nos braços.
Evitou a suíte máster e levou a garota para seu quarto.

 

Jenny sentia o estômago embrulhado e Sam levou-a até o banheiro, ajudando-a a se recompor após vomitar no vaso sanitário. Em seguida, Sam a levou até sua cama.  

 

-- Tenta dormir um pouco -- Disse Sam, ajudando Jenny a tirar suas botas -- Eu vou lá fora acabar com aquela bagunça.

-- Espera! -- Pediu Jenny -- Fica comigo

 

Sam segurou sua mão entre as suas.

 

-- Eu volto já. Prometo.

 

Jenny assentiu mesmo a contragosto e Sam pode sair para o corredor. Com a ajuda de J.D. e Aranha, ela expulsou todos os convidados da festa o que lhe deu um prazer imenso. Quando não havia mais ninguém, Sam lamentou a bagunça na suíte da garota. Além disso, algum engraçadinho conseguira entupir o encanamento do banheiro. Ligou para a recepção do hotel. Era tarde da noite e o pessoal da limpeza que estava de plantão não era suficiente para dá conta da sujeira que se espalhara pelo local. Só podiam começar a limpar o quarto às seis da manhã.

 

Sam procurou pela gata de Jenny, Kitty. Descobriu que a secretária da cantora havia levado a gatinha para casa para ficar sob seus cuidados. Aquilo tranquilizou Sam. Não queria que algo acontecesse ao animal do contrário Jenny enlouqueceria. Adorava aquela gata.

 

Tudo sob ordem, Sam retornou ao seu quarto. Como esperava encontrou a garota dormindo profundamente. Ela sentou ao seu lado na cama e afastou uma mecha de cabelos que caía sob o rosto de Jenny. Observou os cílios delicados, o nariz afilado e os lábios carnudos que um quarto de hora atrás beijara.

 

Que loucura havia sido.

 

Quisera matar aqueles dois que estavam com Jenny, não suportou vê-los tocá-la. Pela primeira vez na vida, Samanta Kane simplesmente não sabia o que fazer. Como conviver com o que estava sentindo? Tinha todos os motivos do mundo para evitar aquela loucura, mas quase nenhuma força para pará-la.

 

Seu ato impensado lhe custaria muito. Sabia que os seguranças monitoravam as câmeras do elevador. Haviam visto tudo. Não importava se ela perderia o respeito deles. Isso não a assustava, mas agora o Velho Lobo tinha algo contra ela e não deixaria aquela oportunidade passar. Em toda sua carreira, Sam nunca se imaginara numa situação assim e já estivera em situações realmente difíceis. Já sobrevivera a muitos perigos. Perguntava-se se sobreviveria a Jenny Brooks.

 

Observou mais uma vez a cantora adormecida em sua cama. Parecia um anjo assim dormindo, quando acordada era um verdadeiro capeta. Sam não entendia porque logo ela, entre todas as mulheres que passaram por sua vida, porque logo ela conseguira penetrar em sua pele. Não adiantava mais negar, a cena no elevador lhe mostrara isso.

 

Uma crise de identidade àquela altura da vida, pensou Sam, era catastrófico. Amadurecer já fora tão difícil. Levam anos para enfim se descobrir quem é. Até se deparar com o imprevisto. Não podia levar aquela loucura adiante. Jenny, ao contrário dela, não havia aprendido nada sobre o mundo lá fora. Para ela, Sam seria apenas algo passageiro, apenas mais um de seus caprichos. Qualquer observador arguto percebia a inconsistência daquela relação.

 

Mas Sam como ninguém sabia que às vezes na vida se deve arriscar-se por algo, por mais inconsistente que seja. Estaria disposta a se arriscar por Jenny mesmo sabendo que ela poderia partir seu coração? Mas qual coração. Não era o que todos diziam que Samanta Kane não tinha coração e se tinha ele era feito de pedra. Estavam enganados até ela mesma estava enganada, pois seu coração batia descompassadamente na presença de Jenny. E sobre isso Sam não tinha controle nenhum.

 

Ela ficou em dúvida se acordava Jenny para perguntar se precisava de algo. Acabou deixando-a dormir e tomou um banho antes de improvisar para si uma cama no sofá, não sem antes admirar Jenny dormir mais uma vez.

 

 

***

 

Jenny abriu os olhos. Quando foi atingida por uma dor de cabeça lancinante, ela desejou não ter acordado. Levou alguns segundos para se lembrar da noite anterior. Olhou ao redor e percebeu que aquele não era seu quarto. Avistou Sam dormindo em um pequeno sofá de dois cômodos. Com dificuldade, ela levantou e foi ao banheiro. Lavou o rosto borrado pela maquiagem, tentou melhorar seu cabelo que era uma bagunça. Como deixara Sam vê-la naquele estado?

 

Quando achou que estava mais ou menos apresentável, a garota se aproximou do sofá, ansiosa. Ficou admirando a guarda-costas dormindo. Ela a beijara novamente na noite anterior. Jenny estava com tanta raiva dela que se agarrou com qualquer um. Mas Sam viera atrás, o que mostrava que apesar de tudo ela se importava com Jenny e a desejara o suficiente para trazê-la para junto de seus braços. Só em pensar na cena, a garota sentia um friozinho na barriga.

Ficou a admirar Sam, seu rosto sério até mesmo dormindo. Será que ela tinha sonhos? Os de Jenny eram sempre agitados. Havia algo inquietante dentro de si que sumia quando estava com Sam.

 

Jenny aproveitou que Sam dormia para bisbilhotar seu quarto. Embora a guarda-costas já a advertira contra esse tipo de comportamento, a curiosidade de Jenny era maior. Como uma criança que recebe ordens estritas “Não faça isso” que são sumariamente desobedecidas.

 

O quarto de hotel era bem menor que a suíte de Jenny. Era um quarto comum com poucos móveis. Sobre uma mesa, a garota encontrou diversos documentos, todos empilhados ordenadamente e separados em pastas. Sem fazer barulho foi abrindo um a um. Algumas pastas eram dossiês completos sobre a vida de cada membro do estafe. Havia tantas informações que Jenny estranhou como Sam poderia ter reunido dados tão íntimos da vida de alguém. O dossiê sobre ela era o maior e estava separado das demais pilhas. Pelo desgaste da pasta, Jenny concluiu que aquele era o volume mais manuseado. Havia tudo sobre sua vida, coisas que até mesmo Jenny esquecera.

 

Dentro de sua pasta também estavam informações sobre seus familiares. Mais adiante, ela descobriu seu padrasto, um homem falido. Seus extratos bancários eram um desastre. Sentiu uma grande dor no peito ao ver uma foto de seu falecido pai, empurrando sua versão pequenina num balanço. Fechou abruptamente a pasta. Enxugou algumas lágrimas e obrigou-se a seguir adiante. Foi quando viu uma pasta que particularmente chamou atenção, era sobre a investigação do caso. Observou com horror a foto de um homem morto. Em anexo ao dossiê, encontrou cartas endereçadas a ela de um remetente desconhecido. Eram linhas e mais linhas de ameaças. Uma dessas cartas era composta inteira da frase “Eu odeio você”. Jenny folheava tudo aquilo chocada até perceber está sendo observada por Sam. Não viu quando ela acordou, poderia a estar observando há um bom tempo.

 

-- O que são essas cartas? -- Jenny exigiu saber, trêmula.

 

Sam aproximou-se da mesa. Fechou as pastas e pôs tudo de volta ao lugar.

 

-- Explicarei tudo a você -- Disse ela -- Mas só depois de pedirmos o café da manhã. Concorda?

 

Jenny assentiu.

 

Esperaram até que o café chegasse. Jenny estava assustada, com medo do que viria a saber. Sam praticamente obrigou-a a comer.

 

-- Sua mente pode dispensar o alimento -- Disse Sam -- Mas seu corpo necessita dele.

-- Isso é algum tipo de filosofia oriental? -- Brincou Jenny.

-- Não. É o tipo de conhecimento popular que diz “Saco vazio não para em pé”.

 

Jenny sorriu, mesmo contra a vontade. Só então comeu algo. Sam pareceu bem satisfeita. Terminaram de comer em silêncio.

 

-- Agora podemos conversar?

-- Tudo bem. O que quer saber?

-- Primeiro me fale sobre o cara morto -- Jenny fez uma expressão de desagrado relembrando a foto que encontrara nos arquivos sobre a investigação.

-- Bem, desde o começo eu disse a Gouveia o quanto era importante que você soubesse de tudo. Eles quiseram proteger você...

-- E eu também não quis escutar -- Interrompeu Jenny, culpada -- Eu sei que não facilitei as coisas, mas agora quero saber toda a verdade, por pior que seja.

-- Aquele homem foi morto pelos seguranças do senhor Antunes. Era um dos homens que atacaram o carro em que você deveria estar.

 

Jenny arregalou os olhos e apertou as mãos num gesto de nervosismo. Num impulso, Sam segurou suas mãos. Elas se olharam e Sam continuou a falar:

 

-- Não conseguimos descobrir para quem ele trabalhava, mas achamos que fazia parte de uma quadrilha de mercenários especializados em grandes operações. Pensam em ganhar muito dinheiro com o seu sequestro.

-- E essas cartas. Por que me odeiam tanto? Só porque tenho dinheiro? Se é isso que fiquem com tudo, eu não me importo!

O rosto de Sam assumiu ainda mais seriedade.

 

-- Achamos que há um informante infiltrado que repassa informações para a quadrilha.

-- Você está dizendo que tem alguém próximo a mim que...

-- Por algum motivo, ele ou ela a odeia. Analisamos todas as cartas e concluímos que a vingança é sua principal motivação.

-- Vingança? Mas eu nunca fiz nada a ninguém, quer dizer, às vezes eu sou um pé no saco. Mas não é motivo para quererem me matar, não?

-- Jenny, o simples fato de você existir já é motivo para alguém com algum problema querer lhe fazer mal -- Explicou Sam -- Entende agora o quanto isso é sério. O quanto preciso estar focada em meu trabalho.

-- O que quer dizer? -- Questionou Jenny, soltando as mãos de Sam -- Vai continuar a me tratar com frieza? Eu devia saber que você ia cair fora. Você me beijou. Duas vezes, Sam. Você me beijou. E o que isso significou para você?

-- Sim, eu beijei você. Mas, não é isso o que está em jogo aqui, Jenny. É a sua segurança.

 

A garota cruzou os braços sobre o peito.

 

-- Então, faça seu trabalho. Descubra quem quer me fazer mal. Só que depois eu quero que você desapareça de minha vida.

-- Eu farei isso. Se for o que quer -- Disse Sam, com amargura -- Mas, agora preciso de sua cooperação, Jenny. Você está do meu lado?

 

Jenny encarou Sam. Apesar de tudo, era incapaz de dizer não para ela.

 

-- Tudo bem.

-- Isso é sério, Jenny. Fará o que eu dizer?

-- Sim, farei.

 

A garota pegou a Glock de Sam que estava depositada em cima da mesa de cabeceira. A guarda-costas observou-a sem tirar os olhos da arma.

 

-- Quero aprender a usar. Você me ensina?

 

Sam pegou a arma das mãos da garota.

 

-- Outra hora.

-- Fala sério? Porque eu não sou mais criança...

-- Eu sei, Jenny. Eu vou ensiná-la.

-- É uma promessa?

-- Sim. É uma promessa.

 

Seus olhares se cruzaram novamente. Não puderam desviá-lo por mais que quisessem.

 

-- Sam, eu preciso saber -- Disse Jenny -- Se você não fosse minha guarda-costas. Se estivéssemos em outra situação. Você me beijaria novamente?

-- Eu beijaria você agora mesmo, Jenny. Se fosse isso que você quisesse -- Respondeu Sam, sincera.

 

Aquelas palavras pegaram Jenny de surpresa. Tanto que seu peito palpitou descompassado.

 

-- Isso é tudo o que mais quero -- Murmurou ela.

 

Sam não teve dúvidas e beijou os lábios de Jenny. Primeiro com delicadeza, depois com sofreguidão. Precisava disso. Ambas precisavam desse último beijo, antes de retornarem à realidade que suas posições implicavam. Tiveram que se separar antes do que imaginavam quando foram interrompidas por batidas na porta.

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 7 - Capítulo 7 - Quente e Frio:
Lea
Lea

Em: 22/02/2023

Não dou 24!hora para estarem aos beijos e amassos. Kkk

Responder

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rhina
rhina

Em: 19/07/2019

 

Quanto tempo vai durar este acordo ......

Rhina

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JanBar
JanBar

Em: 12/06/2019

No Review

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