- Você está falando sério Mel? – perguntou radiante. - Claro que sim Annie – sorriu – Não é o que você queria? Teremos meu amor... - Mas eu quero que você também queira... - Annie, se eu não quisesse esse bebê nem cogitaria a possibilidade... eu quero sim... muito. - Não acredito nisso meu amor – abraçou Melissa com força – Obrigada! - Será lindo te ver grávida – sorriu ao abraçá-la. - Como assim? – Annie afastou-se um pouco. - Eu disse que você ficará linda de barriga... grávida! - Mas eu... eu.. não... – afastou. - Annie, você não estava pensando que eu iria gerar essa criança não é mesmo? Isso nem passou pela sua cabeça não foi? - Mel... - Annie, eu não tenho idade nem disposição para isso... veja a minha rotina, o meu trabalho, o que eu faço... Uma gravidez na minha idade seria arriscada e para ser sincera eu não quero... nunca quis... não nasci para isso – sorriu – Já você meu amor é jovem, saudável, está com a saúde ótima e tem tanto amor nesse coraçãozinho – falou com carinho – Você será uma mãe perfeita Annie e eu estarei ao seu lado em todos os momentos desde a escolha do doador até para trocar as fraldas, levantar de madrugada, colocar para dormir... estarei com você.... Você gera o nosso filho Annie... - Mas... mas eu sou cega Mel.. - E o que isso poderia atrapalhar? Você tem a mim Annie. - Mel... eu nasci cega... e se o nosso bebê... se ele também... - Se acontecer eu amarei do mesmo jeito - segurou as mãos de Annie – Isso não importa Annie e não quero que fique preocupada com isso... - Tenho medo... - Eu sei, mas eu estarei com você... eu te ajudarei em tudo meu amor, nós teremos essa criança juntas e eu cuidarei de vocês – a abraçou. - Deixa eu ser a mãe do seu filho Mel? Uso o seu óvulo – disse depois de um tempo em silêncio – Serei a mãe do seu filho.... usarei o seu óvulo e gerarei o seu filho. Será nosso bebê... - Meu amor.... não precisa ter medo... não precisa ficar receosa... e podemos fazer o seguinte nós usaremos o meu óvulo e o seu aí há 50% de cada um ser fecundado e não precisaremos saber de quem é... o bebê será nosso... – sorriu – Um lindo bebê. - Você está falando sério? – apertou as mãos Annie. - Sim amor – sorriu – Vamos dormir – levantou – estou mega cansada. Melissa abraçou Annie por trás caminhou assim até o quarto a beijou e deitou-se com ela. Estava sentindo-se tão leve e feliz, a ideia de ter um bebê fez surgir um sorriso bobo em seus lábios e ao imaginar Annie grávida sentiu uma felicidade sem tamanho. Annie a abraçou e ficou acariciando o seu cabelo. - Amor? -... - Amor? - Oi – Melissa respondeu sonolenta. - É verdade não é? - Como? – saiu como sussurro. - Vamos mesmo ter um bebê não é? -... - Mel, é verdade não é? - Annie! Se você perguntar isso outra vez prometo que você só terá um filho na outra vida! - Eu te amo Mel – encheu Melissa de beijos – Te amo muito, muito, muito. Melissa não respondeu nada apenas respirou fundo e fechou os olhos, mas no fundo sorria feliz pela felicidade de Annie... A vida estava lhe dando novas e lindas chances. Os meses que seguiram Melissa se via na peregrinação de clínicas de fertilização e escolhas de doadores. Ela estava dando todo o apoio a Annie e mais do que nunca ela estava sendo os olhos da sua esposa naquela etapa. - Quero um doador que tenha os olhos da Annie.. a mesma cor – disse à moça. - Mel... - Seus olhos são lindos meu amor... quero olhar para nosso bebê e ver seus traços nele. - Vocês podem olhar o nosso banco de dados com tranquilidade quantas vezes quiser – sorriu – E quando escolher iniciaremos as etapas seguintes. - Quero que o nosso bebê pareça com nós duas. - Amor... a ciência não faz milagres ainda – disse divertida – Nesse caso teríamos que usar o material genético dos nossos irmãos – sorriu. - Melissa! Isso é serio! - Eu sei amor, estou apenas te deixando menos tensa... se você já está assim na parte mais fácil como será quando for dar luz? - Engraçadinha... Se concentre aí e veja direito,viu, rai ai! Depois de vários dias, dúvidas, idas e vindas, bateria de exames e alguns desencontros chegou a parte dos implantes e não foi algo simples estavam na terceira tentativa e um pingo de desânimo começou a bater a porta. - Meu amor, você tem que ficar tranquila. - É a terceira vez Mel... - E tentaremos a quarta, a quinta, a sexta.... - E se o problema for comigo? Será que nunca teremos o nosso bebê? - Minha linda, você fez todos os exames e não há problema nenhum... é normal acontecer isso... só não vamos desistir. - Talvez seja melhor deixar para outro momento... – disse triste. - Ei – segurou as mãos de Annie – Não desista está bem? É que o nosso bebê é teimoso assim como as mães dele – sorriu – Não vamos desistir... teremos o nosso bebê... te prometo – a abraçou com amor. - Como vocês estão? – a médica perguntou sorridente. - A Annie está cada dia mais ansiosa e eu me controlando para não prendê-la de vez – sorriu. - Imagino que estejam ansiosas – sorriu – Futuras mamães são assim. - É a terceira vez doutora... já estou começando a achar que não dará certo. - Calma Annie, eu entendo que não é uma sensação boa e que a tendência é pensar em desistir, mas pense positivo... você pode está com seu bebê aí. - Torcendo por isso doutora – apertou a mão de Melissa. - Annie, você tem sentido alguma coisa diferente? Alteração no humor? - Tenho estado bastante tensa doutora, irritada até demais e ao mesmo tempo muito sensível... - Tenho sofrido – Melissa disse prendendo o riso – Eu já avisei que vou deixá-la um dia presa. - Tenho dormido mais do que o normal, na verdade sentido muito sono praticamente o tempo todo e um cansaço excessivo... meus seios estão doloridos e doutora meu estômago parece que tem um buraco enorme é fome a todo momento! - Interessante.... e enjôos, tonturas? - Não, mas essa semana saímos para comer uma pizza e acho que algo não caiu muito bem e quando chegamos em casa vomitei tudo. - Querida – sorriu - Tudo indica que você é mais nova mamãe do pedaço! Os sintomas são clássicos. Vou pedir para trazerem os seus exames e confirmaremos. Espere um pouco. Após alguns minutos a recepcionista entregou à médica os exames de Annie, ela os abriu e olhou com cuidado cada papel. - Bom, só foi mesmo para tirar as dúvidas – sorriu – Parabéns Annie e Melissa vocês são oficialmente mamães! - Doutora isso é sério? - Claro Annie! Dessa vez deu tudo certo! - Verdade? - Sim – sorriu – Verdade! Agora é fazer o acompanhamento direito e esperar o desenvolvimento dele ou dela. - Estou tão feliz meu amor – Annie falou emocionada – Tão feliz. - Eu também – Annie – Podemos ir doutora ou tem mais alguma coisa? - Estão liberadas! É passar na recepção e marcar as novas consultas e mais uma vez parabéns – estendeu a mão – Até mais. Annie estava radiante e a felicidade estava estampada em seu rosto, não estava acreditando que ali em seu ventre estava o bebê que tanto desejou. - Estou tão feliz meu amor. - Eu estou vendo isso – tirou uma das mãos do volante e tocou a mão de Annie – e estou muito feliz também. - Nem acredito... o nosso bebê... - Eu disse que era teimoso – sorriu – Só chegou quando bem quis! - Quero passar na casa da Márcia amor... - Vamos fazer melhor... vamos chamá-la para ir a nossa casa hoje a noite... ela e a Jaque e damos a notícia. Preparo algo legal para comermos. - Boa idéia – sorriu – Falando em comida... acho que nosso baby está querendo um lanchinho... - Seeeeei.... a culpa agora é do baby.... - É claro amor.... vai negar um pedido da mãe do seu bebê? – sorriu. - Estou começando a me arrepender a ter te convencido a gerar essa criança – fingiu seriedade – vamos lá Magali – sorriu. - Fico muito feliz por vocês – Márcia abraçou Annie – É muito bom saber que irei ganhar um sobrinho ou sobrinha – sorriu. - E eu um afilhado ou afilhada - E porque você será a madrinha? Até onde eu sei a criança não nasceu ainda! - Eu serei a madrinha e pronto! - E eu posso saber por quê? - Porque quem convenceu a Melissa fui eu então eu serei a madrinha do bebê. - Gente, gente, vamos acalmar os ânimos – Melissa escutou a discussão da cozinha – Esse bebê ainda é um feto e vocês já estão brigando? Deixa a criaturinha nascer primeiro e depois resolvemos isso. - Mas Mel eu sou a madrinha por direito. - Se for por direito eu que serei a madrinha, afinal, eu sou a tia! - Por isso! Você já tem parentesco não há necessidade de querer tudo! - Se continuar com isso nenhuma das duas serão a madrinha – Annie falou chateada – Vamos parar com essa confusão agora mesmo. - Foi ela quem... - Vamos parar ok? A Melissa preparou algo especial pois é um momento especial e não quero que vocês duas iguais a duas gralhas! - Amor... acho que você deveria ficar grávida várias vezes – gargalhou – Duas gralhas... adorei! O clima descontraído voltou e depois de muitas conversas e algumas cervejas (com exceção de Annie) Jaqueline e Márcia acharam melhor deixar o casal terminar a comemoração e a noite juntas. - Bom, já comemos, rimos, bebemos, brigamos agora é hora de irmos embora – Jaqueline disse levantando. - Tá cedo ainda Jaque. - Não, não Mel... e tenho certeza que vocês querem uma “festinha” vip – sorriu – e eu não quero ser um castiçal. - Jaque! - É verdade oras! - Também vou indo Annie, estou muito feliz por você minha irmã – sorriu – e sabe que estarei aqui para o que precisar – a abraçou. - Obrigada – sorriu – A Mel te leva em casa. - Não precisa Annie vou pegar um táxi. - Nada disso Márcia eu levo você – Melissa falou. - Não, não Mel, pego um táxi lá na portaria não se preocupe. - Já está tarde a Mel te leva. - Eu levo a Márcia – Jaqueline disse sem paciência – Estou de carro e a deixo em casa. - Prefiro ir andando! Melissa e Annie não se preocupem eu pego um táxi – sorriu – beijos. - Quis ser gentil! Márcia estava na portaria esperando o táxi quando viu Jaqueline passar de carro e alguns metros depois retornar. - Já disse que te deixo em casa – falou ao descer o vidro. - E eu já disse que prefiro ir andando! - Além de chata é orgulhosa! Entra logo aí! - Estou muito bem aqui, obrigada! - E vai ficar aí criando raízes? A essa hora você não vai encontrar táxi queridinha! E você não vai nem pensar em subir para o apartamento delas.... Eu juro que te amarro nesse poste! - Não vou! - Então vai passar a noite nessa portaria! Aposto que nem o porteiro vai aguentar a sua chatice! Noite longa aos dois! – disse sorrindo – A sua última e única carona está indo embora! - Espere – disse com ar chateado – Você pode ter razão... dessa vez... então... se você ainda quiser me dar uma carona... - Huuuum... a orgulhosa chatinha mudou de ideia? - Olha aqui! Eu ape... - Da para fechar essa matraca e entrar de vez no carro? Não pretendo ser assaltada por causa de uma chata, resmungona e orgulhosa! - Saiba que só irei fazer isso porque não tenho outra alternativa! - Entra de uma vez mulher! A contra gosto Márcia abriu a porta do carro e entrou. - Agora que entrou não é para ficar muda... diga pelos menos onde fica sua casa ou vai querer ir para a minha? - Prefiro passar a noite na portaria ou amarrada ao poste! - Engraçado – Melissa disse ao afastar da grade da varando – A Márcia foi com a Jaqueline, mas antes acho que elas brigaram um pouco – sorriu. - A Márcia quando cisma com uma pessoa é terrível! - Eu acho que foi recíproco... poucas pessoas conseguem irritar a Jaque e notei que a Márcia tem esse dom. - Essa história de madrinha ainda vai dar dor de cabeça. - Não quero saber do nosso bebê no meio dessa briga não – deu risada – corto logo. - Sabe, a Jaqueline consegue irritar de verdade a minha irmã. - Onde se repele demais também se atrai muito. - Conheço a minha irmã Mel e sei que o que está passando pela sua cabeça é impossível. - Meu amor uma coisa que aprendi com a vida é que nada, nada, nada é impossível! - Mas isso aí sim – sorriu. - Vamos deixar elas se resolverem para lá, pois o que eu quero nesse momento é você – puxou Annie pela cintura. - Precisamos arrumar isso Mel... - Deixa isso que para depois – tirou o copo que estava na mão de Annie – Quero você – beijou o pescoço. - Mel... está tudo desarrumado e amanhã sairemos cedo... - Resolverei tudo – as mãos percorriam o corpo de Annie – Não tem problema – mordeu de leve a orelha. - Mel...eu... - Que parte do “eu quero você” agora e nesse exato momento você não entendeu? – encostou Annie na mesa – Pouco me importa o que precisa ser arrumado – em um único movimento colocou Annie sobre a mesa – Eu quero você e só isso que é importante para mim agora. - Quer tanto assim é? – passou as mãos pelo pescoço de Melissa. - Muito – as mãos entraram por dentro da blusa de Annie e a retirou - Você não faz ideia de quanto. - Então não diga mais nada e sim me faça sentir – Annie prendeu Melissa com as pernas. Melissa beijou Annie com desejo e amor, era incrível como ela pertencia por inteira àquela mulher, seus beijos, seus toques, seu corpo, tudo lhe prendia e fazia desejá-la mais e mais. Beijou os seios e ouviu Annie gemer seu nome com a voz rouca, desceu as mãos e desceu o zíper do short, sentiu a pele de Annie arrepiar o que aumentou ainda mais a vontade que estava sentindo. Beijou o pescoço, mordeu a orelha e desceu o short. Sorriu maliciosa ao ver a calcinha de Annie... as mãos tocaram os seios que naquele momento estavam quentes, passou a língua ao redor do biquinho.... sugou com vontade... com desejo... mordeu de leve. As mãos afastaram ainda mais as pernas e deslizaram por elas, percorreu o dedo pela lateral da calcinha e tocou o sexo já encharcado. - Huuuum... que delícia meu amor – sussurrou. - Você me deixa assim – gemeu – Ai Mel, não tortura desse jeito – Melissa deslizava o dedo pelo sexo de Annie. E Melissa torturou mais um pouco não estava com pressa e queria saboreá-la demoradamente. Amava aquela mulher e adorava tudo nela. Beijou demoradamente e apertava as coxas dela. O sexo estava tão molhado que o dedo de Melissa entrou sem dificuldade e foi fundo, rápido, Annie apertava com força as costas de Melissa e sentia dois dedos da delegada entrando com rapidez em seu sexo. -Ai.. Mel.. – gemeu quando Melissa mordeu o seu ombro. - Adoro te sentir assim – os dedos mexiam dentro do sexo – Bem molhadinha – penetrou com mais força. - Ai... é... é tudo seu.... - Tudo meu? – mordeu os lábios de Annie e não esperou a resposta. Annie gemeu alto quando Melissa penetrou mais uma vez os dedos e quando sentiu que ela iria gozar retirou os dedos e a fez deitar na mesa afastou as suas pernas e desceu beijando a barriga até chegar ao sexo. A imagem que via a deixava mais excitada... Annie deitada sobre a mesa totalmente nua, as pernas afastadas, os mamilos rígidos de tesão, o sexo molhado.... era uma visão belíssima e excitante. As pontas dos cabelos tocavam suavemente a pele de Annie arrepiando-a. A língua deslizava suave pelo sexo de Annie e aos poucos Melissa aumentava a intensidade e o ritmo. As mãos de Annie puxavam mais Melissa e ela sugava com vontade, mordia de leve os grandes lábios, deslizava a língua pelo clitóris. Annie pressionava com força as mãos nos cabelos de Melissa e ergueu o corpo quando sentiu o sexo ser sugado mais uma vez. Estremeceu de prazer. Gemeu alto. Foi a loucura. O sexo latejou. Contraiu-se. E o corpo perdeu o controle. O gozo veio forte... intenso... e Melissa provou... lambeu... Annie estava ofegante, cansada e ao mesmo tempo relaxada. Melissa a puxou e abraçou com amor e admiração, Annie deslizava as mãos pelas costas de Melissa e sentia a respiração aos poucos indo voltando ao normal. - Eu te amo Annie – Melissa disse ainda abraçada a ela – Eu te amo tanto. - Também te amo meu amor – sussurrou – Te amo a cada dia mais. Annie cruzou as pernas na cintura de Melissa as mãos da delegada puxaram seu corpo contra o dela e a levou para o quarto onde entregaram-se novamente a doces e quentes momentos de amor e prazer.
Fim do capítulo

rhina
13/02/2020 às 20:12
Márcia e Jaque?????
Será????
Rhina
HelOliveira
03/04/2019 às 20:28
Que maravilha um bebê ou dois na vida das nossas moças favoritas....
Adoroooo
Capítulo extra
Obrigada
Bjos
Mille
03/04/2019 às 18:20
Ola Ninne
Tô achando que s Jaque vai amarrar a Márcia! Ou seria o contrário!!
Annie e Melissa mamães que tudo ocorra bem com a gestação e venha um casal assim Jaque e Márcia não brigam.
Bjus e até o próximo capítulo