Até domingo que vem amores.
Uma ótima semana a todas.
Beijão
CADÊ A MINHA MULHER?
POV Heloísa
A noite estava realmente animada pra Luna, a ruiva se juntou a elas e juntas faziam um show à parte no bar. Dançavam sensualmente e se esfregavam umas nas outras sem nenhum tipo de pudor. Tanto a bebida como os sorrisos corriam soltos.
Do balcão eu assistia a cena completamente incrédula, entre uma dose e outra de tequila olhava a loira totalmente entregue aquele êxtase.
_ Helô você tem certeza que não quer ir pra outro lugar?
_ Maria eu juro que não estou acreditando no que meus olhos estão vendo. Aquela mulher possuída não é a Luna, não pode ser.
_ Seja sincera Heloísa, porque esse incomodo todo se você não quer a loira de volta?
_ Porr*... você ainda pergunta? Não querer voltar pra ela não significa que não me incomode vê-la com outra pessoa. E pra ser muito sincera eu não estava preparada para ver a Luna beijando ninguém, que dirá nessa putaria toda. Cara ela está com duas mulheres ao mesmo tempo, você tem noção?
_ Sim eu tenho. Ela me olhava compadecida com o meu desespero.
_ Eu passei o final de semana me preparando para DRs infindáveis com a Luna, já tinha montado um mega discurso sobre a impossibilidade de ficarmos juntas e sobre a necessidade de mantermos uma amizade por causa da Carol. Você tem noção que ela não insinuou nada, não deu em cima de mim, não me chamou pra uma conversa? Ela simplesmente me disse tchau alegando que queria curtir a noite de folga.
_ Até eu tô surpresa, por mais que ela esteja agindo assim desde que você foi embora eu sinceramente achei que ela fosse correr atrás. Será que ela também pensa como você?
_ Como assim? Não entendi!
_ Ué, sabe que te ama, mais não quer voltar por acreditar que não existe mais jeito pra vocês.
_ Será? Sinceramente estou começando a questionar se ela realmente me ama.
_ Que ela te ama é inquestionável Heloísa, pelo amor de Deus. Essa mulher ficou um caco depois que você foi embora. Ela perdeu o brilho, o rumo e quase perdeu a vontade de viver. Ser galinha foi a válvula de escape pra que ela não enlouquecesse e de corpo em corpo ela vai tentando superar o furacão Helô.
Eu tentava entender meus sentimentos enquanto olhava para ela dançando. Em meu íntimo os sentimentos se misturavam me trazendo lágrimas aos olhos, era raiva, ciúmes, mágoa, medo e amor. Não conseguia pensar direito, a vontade que tinha era de arrastar a Luna pra casa pelos cabelos, mas sabia que não tinha esse direito.
_ Jesus, cadê a minha mulher????? Eu falava olhando para Maria com lágrimas nos olhos.
_ Pelo jeito cansou de te esperar. Amiga escuta o que vou te falar, se eu soubesse que a vida levaria meu marido tão precocemente não teria perdido tanto tempo com brigas insignificantes. A sua mulher está na sua frente e você não corre atrás dela por medo e orgulho. Cuidado pra não se arrepender, a Luna é uma mulher linda, inteligente, envolvente e 100% carente, daqui a pouco aparece uma e rouba ela de você, aí não vai adiantar chorar no leite derramado.
_ Que merd*! Eu sei que vou me arrepender depois, mas você tem razão, vou lá falar com ela. Matei o resto do vinho que estava na minha taça tentando ganhar um pouco de coragem, levantei, ajeitei minha roupa, reprendi meus cabelos e fui em direção das três. Antes que pudesse chegar nelas, as vi saindo do bar e entrarem em um taxi que, pelo jeito já esperava por elas. Aos prantos voltei para o balcão pedindo mais uma garrafa de vinho. _ Pelo jeito elas cansaram de ficar somente nos beijos.
_ Fica calma, amanhã você conversa com ela e tenta ajeitar as coisas. Vamos pra casa que a noite hoje foi mais intensa que imaginávamos.
POV Narrador
No dia seguinte o plantão iniciava agitado, era muita correria e muitos feridos. Um trem descarrilhou deixando várias pessoas machucadas, dentre elas algumas em estado bem grave. A ortopedia foi a especialidade mais requisitada, não dando muito tempo para a morena pensar no desastre que tinha sido a noite anterior.
O hospital inteiro se mobilizava para ajudar as pessoas, inclusive aos familiares que apareciam em buscar de informações.
POV Luna
_ Bom dia senhora, sou a Dra. Luna Fagundes e a cirurgia do seu filho terminou. Graças a Deus ocorreu tudo bem, agora é esperar o corpo dele responder e se tudo der certo em poucos dias ele estará em casa.
_ Obrigada Dra, que Jesus lhe pegue. Dizia a mãe do meu pequeno paciente aos prantos enquanto me abraçava.
_ Perdão pela intromissão, mas preciso falar com você Dra.
Me desvencilhei dos braços da mãezinha e virei para a Alex que me esperava com uma cara não muito amigável. Antes que o sermão começasse carreguei ela para a cantina e pedimos um café com bolo.
_ Que merd* você fez ontem dona Luna?
_ Como assim?
_ Não se faça de sonsa, ouvi a Maria falando com o Caio que você saiu acompanhada do bar por duas mulheres.
_ Ah é isso!!!! Estávamos eu e a Carina e encontramos uma amiga, nada demais.
_ Luna Fagundes não me chame de burra. Você foi longe demais, já pensou que a Heloísa pode nunca mais querer olhar na sua cara?
_ Se minha intuição estiver certa estou indo pelo caminho certo.
_ Agora você está acreditando em intuição?
_ Você me fez acreditar em uma cigana, kkkk
_ Você é louca, tá arriscando muito.
_ Não paro de pensar nas palavras da cigana, ela foi bem clara quando falou que a minha essência podia me ajudar.
_ Se bem usada, não esqueça essa parte querida. Cuidado com suas escolhas, o caminho que está seguindo pode não ter volta.
_ Fica tranquila que estou focada. Pensei no que você falou, eu já estou sem ela, pior não pode ficar!
_ Retiro o que disse, pode ficar pior sim, ela pode ficar com raiva e até mesmo a boa convivência pode ser perdida. Pensa na Carol, ela precisa que as mães consigam conviver.
_ Pode dei.... antes de finalizar meu pensamento senti uma mão em meu ombro. Ao virar dei de cara com a morena que pedia para sentar.
_ Tudo bem Alex?
_ Graças a Deus. Disse sorrindo. _ Bom meninas o papo está bom mas o trabalho me chama. Deu-nos um beijo e saiu.
_ Lu eu queria conversar com você.
_ Claro, pode falar!
_ Prefiro que seja em outro lugar. Se começarmos a conversar aqui, fatidicamente não conseguiremos continuar. Que horas você sai do plantão?
_ Estou de 24 hoje, só saio amanhã as 8h manhã e sabe como é esses plantões né? Provavelmente estarei um caco amanhã, ainda mais com a loucura que está isso aqui.
_ Sei sim, que pena, queria muito conversar com você. Você vai churrasco na casa da Maria no sábado?
_ Vou sim. Afirmei com a cabeça.
_ A gente conversa lá então. Com certeza a Maria não vai ligar se invadirmos um dos quartos um pouco.
_ Aconteceu alguma coisa? A Carol está bem?
_ Está sim, não precisa ficar preocupada, só quero conversar com você.
_ Sinceramente não acho que um churrasco seja o ambiente mais propício para conversarmos. Nossos amigos estarão todos lá e não fica muito elegante nos ausentarmos. No domingo estarei de folga e você?
_ Estarei de plantão, mas saio as 18h, se você não se incomodar podemos jantar juntas, o que você acha?
_ Sem problemas, vou fazer reserva naquele restaurante que você gosta.
_ Prefiro que a gente converse num lugar mais reservado, você se importa se jantarmos lá em casa?
_ Tranquilo, as 20h estarei lá. Pode deixar que eu levo o jantar.
Sorri e pretextando uma ligação fui embora. De longe vi a morena pensativa na mesa.
É Luna Fagundes as cartas foram lançadas, agora vamos ver se você é boa com blefes...
Fim do capítulo
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Naahdrigues
Em: 15/05/2019
Esse jantar promete grandes emoções, vai ter um deja vu.
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