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Touch por Etoile

Ver comentários: 1

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Palavras: 818
Acessos: 3271   |  Postado em: 20/02/2019

II

Em toda sua vida, nunca havia cogitado ter aquele tipo de intimidade com alguém. Era uma menina tímida, que poucas pessoas conseguiam ter uma aproximação, Aline era meiga, doce e ingênua muitas das vezes.  Naquele momento, não conseguira reconhecer o que seu corpo indicava, o que sentia. Era como se algo aprisionado quisesse deixar seu casulo. Verena percebia, era como se pudesse ler o que a menina expressava.  Sentia cheiro da pureza, os sentindos da mulher estavam aguçados a tudo que a menina indicava. A mulher soltou a mão que estava sobre a mão da menina, e Aline sem forças, deixou que a mão caísse, deslizando pelo colo, fazendo todo o contorno do seio atê chegar na metade da barriga de sua professora. Nesse momento a mão desabou de vez ficando em posição pênda, recostada no próprio corpo. Verena a olhava com os olhos escuros, a sua mente borbulhava, pensando no inimaginável com a presença daquela menina. Já a mais nova, estava aos poucos voltando a si e percebendo o que acabara de fazer. Naquele momento, Verena ja havia cortado o contato com a menina e juntava elegantemente os papéis.  - Já está ficando significamente tarde. Preciso deixar você de onde eu trouxe. A voz da professora soou fria, parecia que nada houvera ocorrido. - N-não preci..sa - as palavras foram rapidamente proferidas. - Bobagem, aqui é longe, não quero ser responsável se algo acontecer com você pelo caminho.  Aquilo deixou a menina tensa, realmente passar pelo cemitério sozinha, não estava em seus planos. Novamente a professora entregou a pasta, milimetricamente organizada, apanhando as chaves do carro. No momento em que chegou na enorme porta, olhou para trás encontrando uma Aline ainda estática.  - Gostou daqui, Aline? Era a segunda vez naquele dia que ela falava o nome dela pausadamente.  Aline saiu do torpor e passou rapidamente pela porta, arrancando em direção de onde o carro estava estacionado e esperou até que sua professora chegasse até ela. A professora caminhava lentamente, como se não houvesse mais nada no mundo. Era assim que Verena se portava.  Como se nada importasse. O caminho foi trilhado no mais profundo silêncio. Alline achou bom, pois não sabia se estaria preparada para comentar sobre o ocorrido de logo cedo. Olhava de soslaio para sua professora e ela permanecia impassível, feito uma boneca de cera. Era tão linda que causava um certo pavor, seus pensamentos fluíram e chegou a possibilidades de Verena não ter família, filhos e marido, Alline achava que não, pelo fato de estar sozinha naquela casa. Assustou-se por estar ao lado de uma pessoa que mal falava, pior, teve um contato íntimo e só de imaginar aquele monte macio em sua mão, corou violentamente. Queria ter sentido mais, queria vê como ele era, os dois.  Instantaneamente levou as mãos no meio da coxa e cruzou as pernas, mas arrependeu-se quando percebeu que Verena captou esse movimento, um tanto óbvio.  Ja saiam do cemitério e Aline nem percebeu que haviam passado por ali. - Me diz onde você mora. Aline assustou-se e logo respondeu. - Há três ruas, entrando a direita.  Assim Verena o fez, parando bem em frente a casa da menina.  - Pronto! - Obrigada professora.  - Até amanhã  Aline não queria deixá-la, mesmo sua consciência mandando dá o fora dali. Retirou os cintos e olhou novamente para a mais velha, que mantinha o rosto virado para a janela. Algo no seu interior desapontou por ela ser tão estranha, de nem mesmo olhá-la por educação.  Verena virou-se sorrateiramente e pôs a mão no queixo da menina, depositando um beijo macio inesperado em seus lábios. Afastaram-se e Verena a beijou na testa. - Vejo você amanhã, sem falta. E coma algo, passou muito tempo sem se alimentar. Estude. E Aline praticamente correu para dentro de sua casa, sorria e ao mesmo tempo tinha receio do que fizera. Seu coração batia tão forte que a impressão que tinha era que ele estivesse pulsando na garganta.  *** Estudou quase nada, comeu pouco, não sabia porque as últimas palavras dela não saíam de sua cabeça. "Vejo você amanhã...". No seu peito havia esperanças de tê-la novamente, mas um grande medo invadiu seu ser, e do mesmo modo que a queria, também queria deixá-la longe. Na visão da pequena Aline, aquilo era errado. Mas algo doce surgia em seu paladar. Dormiu mais cedo, na esperança da noite passar depressa, ansiedade fazia-se totalmente presente no peito da pobre adolescente.  Doce deveria ser o sabor do pecado, e de fato, ela estava tentada a provar... Novamente.

Fim do capítulo


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Comentários para 2 - II:
Brescia
Brescia

Em: 20/02/2019

Boa noite moça. 

Ainda bem que tinham dois capítulos, já estou querendo devorá-los!! Parabéns!,

 


Resposta do autor: OI, boa noite!! Tudo bem? Simmmm rss como eles ja estão prontinhos e estou repostando a estória, então eles vão indo em sequência. Seja-bem vinda! ?

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