Capítulo 44
Luana se foi e percebeu que já era tarde. O celular que estava no silencioso, tinha três ligações de Bruna. “Ai meu Deus! Ela deve está imaginando o pior, que estou trans*ndo com Anabelle ou algo do tipo!”
Luana que queria passar em casa e tomar um banho, pois já se sentia desagradável, foi direto para o tal barzinho de lésbicas que sabia que Bruna estaria enquanto tentava ligar para ela que estava com o telefone desligado.
Luana quase que corria até o bar. Chegou lá suada e viu Bruna, de longe, sentada com uma mulher linda. Sentiu um arrepio no corpo inteiro. Seria ciúme? Seria raiva? Seria frio?
”Tudo junto”.
Luana congelou na porta do boteco. Percebeu que estava cansada e com a roupa do trabalho, queria um banho, queria dormir, descansar, pensar em Lisa em paz! Mas... estava ali, sua ficante estava na mesa com outra, com o telefone desligado e nada feliz por ela ter ido na casa de Anabelle. Não iria fazer ceninha de ciúmes. Nem voltaria para trás porque Bruna já a vira. Não tinham nada e não poderia cobrar nada de Bruna. Agiria como a moça civilizada que era. Quando queria, pelo menos.
Luana caminhou triunfante até a mesa das ditas cujas. O bar estava lotado e “com dificuldade chegou aonde queria”.
_ Boa noite, adoráveis e lindas senhoritas! Posso ter a honra de sentar à mesa com vocês?
Elas sorriram. Duas mulheres lindas!
_ É claro, Luana. Sente-se. Eu sou a Érica e trabalho com a Bruna na Clínica.
_ Prazer, Érica.
Bruna não esperava que Luana se mostrasse assim tão segura, sem crises de ciúmes. Seu telefone estava desligado, estava com uma mulher linda, num bar de mulheres lindas e ela chegava com esse bom humor todo! Quem ela pensava que era?
_ E como foi com a menina problemática?_
Perguntou Bruna nada interessada.
_ Tudo ótimo. Ela já esta melhor.
_ Claro, você é o remédio, né?
_ Bruna, por favor, aqui não.
Bruna respeitou o ambiente, mas prometeu falar umas verdades para Luana no fim da noite, quando estivessem a sós.
_ Você bebe o que, Luana?_ perguntou Érica quebrando propositalmente o clima.
_ Eu quero um suco, por favor.
_ Você não está com fome?_ perguntou Bruna.
_ Eu jantei na casa de Anabelle. Obrigada por se preocupar.
_ Ah, sim, ótimo!_ Bruna não disfarçava o mau humor.
_ Bruna, estou morta de cansada, Anabelle estava precisando de mim, ainda nem fui em casa. Precisava ter me mudado hoje para a república, mas não deu tempo. Olha a hora que são e o último banho que tomei foi às 6 horas da manhã. Tive um dia cheio no trabalho, obrigada por perguntar. Por favor, não venha com dramas. Você não pode me cobrar nada porque não temos nenhum compromisso.
Bruna pareceu envergonhada, mas não o bastante para perguntar:
_ Vocês ficaram?
_ Não ficamos, Bruna, e se ficássemos o problema era meu, pois, nós não namoramos se esqueceu?
_ Sim, mas pelo jeito quem não se esquece nem um minuto disso é você, né? Sabe muito bem que não estamos namorando porque você não quer!
_ Sério? Engraçado, você não me pediu em namoro, como eu poderia aceitar algo que não me foi oferecido?
_ Às vezes eu poderia está esperando que você me pedisse em namoro. Você tinha que ter alguma atitude em algum momento, não é?
Luana não precisava ter escutado aquilo e Bruna sabia que havia estragado o que resto da noite, com aquelas palavras.
Luana levantou da mesa morrendo de raiva, tirou uma nota de dinheiro e jogou na mesa.
_ Desculpe-me essa cena toda, Érica, você deve está com uma péssima impressão de mim. Espero ter uma outra oportunidade de conversar contigo.
E não olhou para a cara de Bruna.
Saiu enfezada, esbarrando nas mesas. Pegou um táxi e foi embora. Bruna despediu da amiga pedindo desculpas pela noite tumultuada e foi atrás de Luana.
Agora era o telefone dela que estava dando desligado.
Pegou o carro e foi atrás dela. Conseguia ver o táxi de longe, mais na frente.
Luana desceu, pagou o táxi, morta de cansada e entrou no apartamento.
Tomou um banho e adormeceu. Bruna desistiu de falara alguma coisa naquele momento e foi embora, após ficar horas na porta do edifício, com o carro parado.
Fim do capítulo
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