Capítulo 24
O pior da ressaca é você lembrar de tudo que você fez na noite passada. Eu estava com o corpo dolorido e com mil mensagens na secretária eletrônica. Tomei um banho frio enquanto me lembrava o quanto havia sido idiota e inconseqüente.
Não tinha como voltar atrás. Então fui pra frente. Liguei para a tal dona da pensão e ela não foi nada simpática. Disse que eu podia ir até lá no dia seguinte bem cedo e que me daria a resposta em três dias. Ao invés de eu dar a resposta, estranho né?
Passei o dia vendo TV até o Gustavo bater campainha no meu apartamento. Eu levantei xingando aos deuses por ter instalado campainha e quando abri a porta dei de cara com o Gustavo e a bonitona do banheiro que eu chamei de... Deixa pra lá.
_ Oi, Luana! Vim ver como você está. Estava passando aqui por perto e resolvi te ver. Você não estava muito “bem” ontem à noite.
_ Pois é, estou melhor, tirando a ressaca moral.
_ Você se libertou gatinha!
Eu não sabia aonde enfiar a cara e a tal gostosa sabia que estava me deixando sem graça e me olhava irônica.
_ Entrem.
_ Não, não, só vim conferir como você estava.
_ Obrigada pela atenção, mas depois do Lucas, nada me destrói.
Saiu sem sentir. Gustavo se emocionou e caiu nos meus braços em soluços. Ele era apaixonado pelo o Lucas, ele e um monte de meninos.
_ Ora, Gustavo, não chore. _ ela estava atrás de mim olhando para ele. _ Não chore meu amigo.
Ela entrou no meu apartamento e pediu para eu levar o Gu para dentro. Deitei-o na minha cama e ele ficou lá, chorando. Ela sentou do lado dele e ficou consolando-o. Eu fui para cozinha e chorei calada. Fiz um suco e levei para eles. Pelas roupas eles pareciam não ter ido ainda para casa e estarem ainda um pouco bêbados.
Após certo tempo, Gustavo estava dormindo. Ela fumava na janela do meu quarto. Eu odiava cigarros.
_ Eu odeio cigarros.
_ Eu sei, você beijou uma amiga minha ontem e ela fuma e você quase vomitou na cara dela.
_ Olha, eu não sou desse jeito, viu?
_ Não se importe com a minha opinião.
_ Falo sobre o que eu te disse no banheiro...
_ Você... É divertida. Não vejo problemas no que me disse.
_ Você deve escutar essas coisas toda hora, né?
_ Sei lá, todos só querem ficar comigo e depois dizem tchau.
_ Você é hetero, né?
_ Sim, como você sabe?
_ Toda mulher hetero é infeliz.
Ela riu.
_ Sem ofensas, se precisar de mim, estou aqui.
_ Ok, agradeço. Posso usar o teu banheiro. Preciso tomar um banho. Até agora não fomos em casa! Estou com o corpo horrível.
_ Claro! Tem toalha no armário do banheiro.
_ Espero não esta sendo folgada. Você nem me conhece e eu...
_ Amigo do Gustavo é amigo meu. Fique a vontade.
_ Ok. Obrigada.
Nessa hora a campainha tocou. Era a Anabelle.
_ Oi, entre.
Eu respirava com dificuldades. Por que será que quando chove, chove tanto? Risos.
_ Que você está fazendo?
_ Nada. Têm uns amigos meus aí.
_ Espero não está atrapalhando...
_ Nada, entre!
Ela entrou e deu de cara com a gostosa, que se chama Bruna, saindo do banho.
Anabelle me olhou com um olhar que só uma mulher com raiva lança a outra.
_ Acho que estou atrapalhando.
_ Olha, Anabelle não é nada do que você esta pensando. Ela é a Bruna e...
_ À merd*, Luana.
E saiu, batendo a porta do apartamento.
A Bruna enxugava o cabelo e ria da Anabelle.
_ Que garota esquentadinha, em?
_ Um pouco.
Logo o Gustavo acordou e eles foram embora. Mas pelo menos o telefone da Bruna eu peguei.
Ai,ai....
Fim do capítulo
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