Capítulo 15
Eu não podia desfazer das minhas lembranças. Enquanto caminhava para a praça, eu ia costurando meus sentimentos.
Sentia falta do Lucas a maioria do tempo e não havia uma só noite que eu não chorava. Só que não falava isso para ninguém. É minha dor, minha vida!
Eu sei que errei demais com a Lisa, e às vezes acho que não mereço nem estar viva, diante de tanta dor que trouxe as pessoas. Mas será que sou mesmo tão errada? Terei eu culpa por agir de acordo com o meu coração?
Eu carrego comigo tantos medos e as mulheres são sempre tão... Difíceis, esperando de mim a ação que não conseguem ter.
Os meus gostos pessoais são tantas vezes julgados, amigos meus são agredidos por gostarem de homem, eu sofro preconceito aonde quer que eu vá e ainda tem todos esses casos sem explicação em que busco o impossível, que é entender.
A Lisa não precisava fazer todo esse estardaçalho por saber a verdade. Ela sabia desde o início disso tudo que algum dia eu teria e voltar.
Se ao menos ela tornasse isso um pouco menos doloroso. Só eu sei o quanto dói partir deixando ela e os meus pais para trás.
Talvez eu devesse voltar para minha casa e ir arrumar as minhas malas enquanto tenho forças, enquanto sinto falta do Lucas, da minha vida independente.
O problema de todo relacionamento a meu ver é o excesso de cobranças que impomos ao nosso companheiro ou companheira. Cobranças essas que surgem de uma ilusão e expectativa que criamos em torno de quem amamos e quando aquela pessoa não consegue nos corresponder e percebemos que nossa ilusão se quebrou, brigamos, gritamos, muitas vezes por nada!
Talvez eu deva deixar de lado minhas teorias e ir fazer logo o que sei que tenho e devo fazer.
Fim do capítulo
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