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Luana: as várias faces da Lua por Ana Pizani

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Palavras: 1398
Acessos: 3657   |  Postado em: 09/01/2019

Capítulo 1

O que é a homossexualidade? Uma doença, um desvio de conduta, rebeldia, safadeza ou uma escolha? Uma condição, um jeito de ser como qualquer outro?

          Para mim, é uma forma de amar, uma forma de dar e receber Amor.

          Antes mesmo de descobrir que eu era homossexual, respeitava-os, até porque eu tenho pavor de preconceito, seja qual for a sua vítima.

          Acredito que o que há de diferente neste mundo de falsas igualdades, deve ser respeitado. O diferente é raro e o que é raro torna o mundo melhor. É ele que traz a mudança. E não falo só do gay, falo dos que pensam e agem diferentes, dos que amam, dos falam a verdade, dos que não têm preço porque não se vendem.

          Há muitos no poder, mas eles não estão no controle. O controle é subjetivo. Cada um controla seu corpo e sua cabeça. Porém é mais prático pensar ao contrário, não é?

Mas por favor, nada de idéias prontas, conceitos unilaterais. Cada pessoa sabe cuidar de si, por mais trabalhoso e cansativo que isso seja.

         Bom, meu nome é Luana, sou lésbica, tenho 21 anos e trabalho em três empregos por mais difícil que isso pareça (e é!). Meu sonho é passar no vestibular para matemática, ter sete cachorros e claro, casar-me com uma mulher linda e inteligente.

         Adoro curtir a noite ao lado de meus amigos sendo que o meu melhor amigo é gay (oh!) e se chama Lucas. Ele é maravilhoso e acho que qualquer pessoa que o conhecesse acharia isso. Não é difícil citar quantas meninas heterossexuais ele conquista aonde quer que passe; sem falar nos caras que ficam loucos com ele. E ele me dá trabalho. Vivo trabalhando de secretária pessoal dele, dispensando (e arrasando) os que se apaixonam por ele. Mas como eu, o Lucas só se apaixona por quem não o quer.

         Não imagino a minha vida sem o Lucas. Ele é a voz que grita quando o despertador não funciona pela manhã. É a mão que segura meu braço quando os meus sonhos (ou as pernas de alguma mulher) parecem me afastar do mundo real. Ele é tudo pra mim. E pelo o que ele diz, eu sou uma mal-necessária na vida dele. Ele é e será sempre o homem da minha vida. Risos.

         Nós dois moramos juntos em um mini apartamento que eu amo. Os pais dele (como os meus) sabem de sua condição sexual e não aceitam muito bem, mas ficaram tranqüilos quando souberam que ele sairia de casa pra morar comigo (enquanto meus pais nunca me apoiaram).

         Tudo começou na terceira série quando eu fui estudar na mesma sala do Lucas. Tinha acabado de ser expulsa da segunda escola que estudava naquele ano e meus pais estavam furiosos. Só quando tomaram todos os meus carrinhos de brinquedo é que prometi me comportar, ou pelo menos tentar.

          No segundo dia naquela escola vi uma cena que me deixou louca. Uma menina liderava um grupo de garotos que insultavam um menininho magrinho que, encolhido, buscava socorro através de um olhar bastante triste. Isso acontecia bem distante de onde a maioria se reunia para lanchar.

         Juro que lamentei já imaginando perder por mais uma semana meus carrinhos, mas levantei decidida a arrebentar aquela menina. Odiava esse tipo de briga onde vários perseguiam alguém que estava só.

          E acabei com ela e com os garotos (os que não correram). Ganhei a amizade dele e mais uma expulsão. Meus pais me tiraram os carrinhos e o vídeo game. Dessa vez eu não importei. Pela primeira vez do alto dos meus nove anos, tive certeza que havia feito algo certo. Mesmo que utilizando de algo horroroso como é a violência.

         Crescemos e juntos descobrimos que éramos homossexuais. Apoiávamos-nos mutuamente. E quando fizemos quinze anos, arrumamos um serviço em uma floricultura. Era muito divertido e damos risada até hoje do tanto que aprontávamos naquela época. “Há se aquelas flores falassem!” ele costuma dizer.

         Ali, no nosso primeiro emprego, começamos a sonhar em ir embora e logo começamos a juntar uma grana para realizar esse sonho. Nós não íamos contar com a sorte de ver os nossos pais nos ajudar a ir embora. Líamos jornais e sabíamos o que os homossexuais costumavam sofrer quando saíam do armário. Eu não queria correr o risco de ser despejada ou coisa parecida. E nem ele.

           E aos 16 anos, enquanto minha mãe chorava gritando que não teria uma filha sapatão, o pai dele (ele perdeu a mãe aos 8 anos de acidente de carro) o abraçava e o dava todo o seu apoio.

          Enquanto a situação era ótima para ele, na minha casa as coisas só pioravam. Meus dois irmãos odiavam as piadinhas que escutavam na escola e discutiam comigo como se eu fosse culpada pelo preconceito dos outros. Minha irmã caçula vivia mexendo nas minhas coisas dizendo que sapatão não usava creme de cabelo além de sumir com os meus cds.

         Era quase um inferno se não fosse o fato de eu não importar com nada disso.

         Desde muito nova me protegi muito e era difícil encontrar alguém que conseguisse pisar na minha super alta-estima.

         Então, aos 18 anos, com meu diploma do ensino médio nas mãos e muita sede de vida, resolvi ir pra Belo Horizonte com o ainda muito miúdo, Lucas.Ele, querendo fazer faculdade de Arquitetura, eu querendo trabalhar sonhando com muitas baladas e com a faculdade de matemática.

          Fomos e nossos pais no fundo no fundo queriam pensar ou pensavam que tínhamos ‘alguma coisa’, por mais difícil que pudesse ser acreditar nisso após tudo que eu e somente eu aprontei na minha pequena cidade na região sul de Mina Gerais.

         Chegando à capital mineira, alugamos um apartamento num bairro próximo ao centro, e desde que aqui estamos (há três anos), nunca quis voltar para minha cidade, ao contrário do que minha mãe disse ao me ver arrumar as malas e levar a sério o meu sonho de ser independente e de ir para outra cidade:

          _ Você vai voltar correndo quando perceber que sua casa tem confortos que outros lugares não vão te oferecer. Vai sentir falta do teto certo sobre sua cabeça e ver que esse negócio de gostar de mulher vai te tornar alguém sem chance nenhuma de conquistar qualquer coisa que seja.

          Doeu escutar aquilo e do dia em que me assumi até aquele, nada foi pior do que aquilo que eu acabava de escutar, ainda mais vindo da minha mãe. Algo se quebrou dentro de mim naquele momento e eu senti como se espelhos se espatifassem dentro do meu peito. Foi a primeira e a última lágrima que derramei na frente da minha mãe. Desde esse dia eu nunca mais a vi. Nem a ela nem aos meus irmãos, apesar de saber que o mais velho arrumou uma namorada na capital e que todo final de semana vem para a casa dela. Ele nunca me procurou e eu ligaria para polícia caso isso acontecesse. Nos últimos tempos lá em casa, ele se mostrava muito agressivo e uma vez levantou a mão para me bater. A sorte foi que o Lucas chegava naquele momento e o mandou sair do meu quarto. O Lucas ficou muito bravo e pensei que ele fosse matar o meu irmão:

          _ Você está maluco, Bernardo? Abaixa essa mão agora!

         _ Oh, mariquinha, fica de fora porque isso é papo de família!

          _ Ou você abaixa a mão ou eu vou arrebentar você!

          Meu irmão riu ironicamente.

          _ Você e mais quantos?

          _ Eu e ele.

          Eu e meu irmão olhamos para a mão de Lucas que tinha um soco inglês preso aos dedos.

         _ Você não teria coragem_ meu irmão disse enquanto se afastava do Lucas_ eu...eu já vou.

         E saiu deixando um Lucas muito nervoso para eu acalmar.

         Meu irmão não contou para os nossos pais o episódio, creio eu por medo da reação do Lucas.  Enfim, tudo terminou bem.

         Tão bem que hoje vamos sair apesar de ser sexta feira 13 e o horóscopo do Lucas dizer que era melhor ele não sair de casa para evitar acidentes de trânsito.

 Hilário. Nem carro o Lucas tem!

 

Fim do capítulo


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Comentários para 1 - Capítulo 1:
Endless
Endless

Em: 10/01/2019

Dizem os sábios que o conflito faz crescer. Um abraço e boa sorte!

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