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Impulsos de Sinais por Sorriso

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Palavras: 3017
Acessos: 1501   |  Postado em: 15/12/2018

Capítulo 18

Me aproximei dela e a abracei forte, me afastei preocupada. 

- Mãe, aconteceu alguma coisa com o pai, ou meus irmãos?

- Não eles estão bem, eu que sai de casa para... bom para esfriar minha cabeça.

A minha mãe ainda não havia aceitado o meu novo eu, compreendo e apresentei para os outros membros da casa. 

- Tem a Nina a senhora vai adora ela, mas ela só vem fim de semana. 

- Essa casa ela é sua ?

Minha mãe olhou para os lados como se não estivesse acreditando, pedi licença para os outros e a levei para o meu quarto. 

Eu não via minha mãe desde o dia na igreja, por mais que ela estivesse aqui a sentia preocupada e angustiada com algo, ao entrarmos em meu quarto ela olhou logo para o porta retrato em cima da mesinha, diferente do olhar da Nina, o da minha mãe era de saudades, saudades de um tempo que não volta mais. 


- Bom agora podemos conversar mais sossegadas. 

Me sentei na cama enquanto minha mãe continuava olhando para o porta retrato.

- Mãe ainda sou a mesma pessoa do retrato.

Ela olhou-me com uma interrogação perceptível. 

-A mesma pessoa por dentro. 

Inseri, ela olhou para o quarto e depois para mim.

-Vem senta aqui.

Pousei minha mão sobre o colchão, mas ela não veio decidiu se sentar na cadeira ao lado. 

-Então mãe conta-me as novidades ?

Sorri e ela apenas disse que não havia novidades, e que as coisas pareciam piorar cada vez mais. 

-Seu pai e seus irmãos se encontram irredutíveis.

- Como a anos atrás.

Disse entristecida, não poderia mudar o pensamento deles, mas um pouco de respeito não faz mal a ninguém. 

- Eles lá em baixo são como você? 

- Não, eles são bem melhores que eu. 

Me levantei eu não era uma pessoa de me menosprezar, abri a janela para ver melhor o fim de tarde. 

-Melhores como ? 


- Eu aprendo mais com eles, do que comigo mesmo. 

Virei-me para olha-lá.

-Sabe mãe essas pessoas lá em baixo eles são seres de luz, cada um com sua individualidade sonhos e manias, eles me procuram para pedir conselhos e sou eu que aprendo com eles no final, no fundo somos uma grande família. 


-Pare que esse lugar e bem melhor que a sua casa. 


Ela abaixou a cabeça e me aproximei me ajoelhado em sua frente. 

- Mãe toda q família tem desavenças, não pense que aqui e diferente, só que eu aprendi que independente das brigas um precisa sempre do outro, e lá na sua casa ninguém nunca me entendeu nem respeitou, por isso deu o que deu. 


Senti suas mãos em meu rosto, como era bom receber esse carinho novamente. 

-Você sempre será o Marcelo para mim. 

- Tudo bem mãe.

- Seu aniversário e amanhã? 

-Sim estou muito animada, me levantei e caminhei até o guarda roupa, tirei de lá o cobertor pronto que eu mesmo fiz. 

-Veja eu mesmo fiz!


Mostrei para minha mãe que se levantou e meio emocionada tocou no cobertor de crochê.

-Você... você aprendeu.

- Sim mãe eu aprendi com a senhora. 

Na época minha mãe custurava e fazia uns panos de pratos de crochê, meu pai com seu ego de machao nunca me deixou aprender, dizia que isso não era coisa de Homem, e que beber cerveja assistir futebol e pegar mulher isso sim era, na adolescência eu me isolei, um por não saber quem eu era de verdade, e o segundo por todo aquele padrão de homem hetero, eu observava a minha mãe da porta e a via manusear delicadamente, lã por lã, aos poucos tudo se moldava e saía de lá uma blusa um pano de prato até um casaquinho, eu aprendi a distância preso pelo preconceito do meu pai. 

- Eu via a senhora fazendo e meio que aprendi. 

-E muito bonito, mas agora tenho que ir seu pai não sabe que saí.

Caminhamos até a porta, o tuor pela casa ficaria para outro dia.

-A senhora vai vim no meu aniversário? 

-Sim que horas vai ser? 

-A noite, no salão no início da rua. 

- Eu vou ver. 

A acompanhei até o portão eu sabia que ela teria que despistar o meu pai, mas de qualquer maneira eu fiquei feliz com sua presença. 

- Que Deus te abençoe meu filho. 

- Vá com Deus mãe. 

A abracei novamente a pegando de surpresa, e me afastei sorrindo. 

Ela assentiu e se afastou descendo a rua. 


Depois de toda aquela confusão minha mãe me levou na fisioterapia, a minha fisioterapeuta se surpreendeu com a minha visita, me disse que meus ossos estavam se atrofiando, e que precisaria de muita fisioterapia. 

Enquanto terminava alguns exercícios do lado de fora eu via a minha mãe cabisbaixa, quando terminei e deixei a sala ela veio e me abraçou, eu entendia aquele abraço, eu era tudo para ela agora.

Deixamos o prédio e durante o caminho para casa o clima era de tristeza e liberdade. 

-Como será minha filha sem o seu pai. 

- Mãe será... Como...antes eu  você...E Rosa.

- Eu sei só que, Gonçalo e o meu marido ainda, me dói pensar que ele não estará mais com a gente. 

-Quer ir...Numa festa....comigo? 

-Festa, que festa ? 

Ela olhou-me curiosa e disse que séria uma surpresa, minha mãe precisava se divertir e eu também  rever o pessoal será incrível. 

Ao chegarmos em casa eu não deixei minha mãe sozinha por muito tempo, para todos os lados que olhávamos havia uma "presença" do meu pai. Fizemos de tudo, até mesmo uma torta, Rosa ajudou. Depois eu fui para o seu quarto e ficamos assistindo um filme, até eu ver ela pegar no sono. Dormi aquela noite em seu quarto, tudo que minha mãe precisava era de carinho e atenção. 


Na manhã seguinte depois do café, Rayssa veio até minha casa e me deu uma carona até a faculdade, como a gente era da mesma turma eu deveria está preparada para rever a Emanuelle novamente, ao chegarmos nada havia mudado, algumas pessoas me olhavam e apontavam, tentei não me deixar levar pelas palavras e olhares maldosos. Ao entrar na sala todos olharam para mim, inclusive o professor Mathias. 

-Nina que surpresa você por aqui!


Mathias me odiava, dizia que eu era muito lenta e que não acompanhava a turma, mas todas as vezes o surpreendia nas provas e trabalhos, ele falava mal de mim para os outros professores. 


Ao me aproximar da minha cadeira ouvia um bafafá dos outros alunos.

-Ei Nina soube que seu pai vai ver o sol nascer quadrado!

A notícia da prisão do meu pai já estava na boca do povo, as vezes me esquecia que ele é uma figura pública importante.


-Ouvi dizer que ele também estava de caso com um gay!

-Ohhhh 

Foi o unisom de toda a turma, a porta se abriu e uma Emanuelle revoltada surgiu, ao ver que eu estava de volta fuzilou a mim e a Rayssa com seu olhar, ela caminhou e sentou bem longe de nós.


- Bom chega de perder tempo, e Nina pegue à  matéria com alguém, está muito atrassada!


- Sim... professor.


E todos riram de mim mais uma vez, esse papo de que quando você está na faculdade tudo muda e apenas uma conversinha fiada, as coisas pioram. Professores com suas ideologias políticas tentando manipular nós alunos, se você e gay ou lésbica as coisas pioram, a maioria finge aderi o sistema, mas no fundo você não escapa dos olhares, Rayssa estava me contando que o Alberto da medicina  foi agredido aqui dentro da faculdade por ser negro, e que o Conselho não tomou nenhuma providência. 

Eu não tinha medo da Emanuelle, e nem de ninguém, nunca embarquei na fama do meu pai, e agora muito menos, eu tinha vergonha dele e de carregar seu sobrenome. 


Depois que fizemos as passes eu e Maurício estávamos fluindo, quando eu podia sempre ia vê-lo surfar estava cada vez melhor. 

Ao ver que estava o olhando ele veio em minha direção e fincou a prancha na areia. 

-Eai artista não trabalha não? 

Ele riu e se sentou ao meu lado.

- Eu acabei de deixar a fênix no Museu. 

Disse todo orgulhoso do meu trabalho.

-E por que não me avisou?  poderia ter te levado. 

Me surpreendi com sua atenção e sorri de lado. 

- Eu não queria te incomodar. 

- Que isso não seria incômodo.

Ele tocou em minha coxa e deixou sua mão lá, por sorte estava de calça e ele não viu meus pelos arrepiados 

-Então quando vai ser a exposição? 

- Essa semana já. 

-Opa eu vou hein!

-Será uma honra ter você lá.

Ele tirou sua mão e se levantou.

- Esse papo está muito pra florzinha.

Eu saiba que Maurício não falava para me ofender, minhas palavras eram formais demais, e isso o incomodava, eu fiquei olhando para o mar distraído.

- Que tal irmos surfa ?

-Quem eu ? 

- É ue tem outro Oliver por aqui.

Maurício olhou para os lados e eu neguei logo de início. 


- Eu não sei surfar isso não vai acontecer.

-O quê foi ursinho tá com medo? ursinho não, você está  mais para Nemo. 

Ele caiu na gargalhada e eu me levantei tirando a areia da calça. 

-Se eu sou o nemo, você e o tubarão aviadado.

Ele logo parou de rir, foi aí que eu tirei a minha calça e minha blusa, ficando apenas de sunga. 

-Uau ousado você hein.

-Riu de mim agora quero ver me acompanhar. 

Peguei uma prancha emprestada do seu amigo e corremos em direção ao mar, no fundo eu sabia surfar, mas eu queria suas mãos me mim me conduzindo. 


Durante o lanche convidei Rayssa para ir numa festa comigo e minha mãe, ela logo se animou. Disse que lá estariam todos que ela conheceu na casa, muito animada perguntou se tinha que levar algo. Eu fiquei pensando por uma hora e nada me vinha a cabeça, no fundo a Marcele não queria presente, acho que nossa presença já vale. 


Depois de deixar a faculdade foi para a casa, ao chegar minha mãe não estava então ficou apenas eu e Rosa. 

Não era de se esperar minha mãe estava trabalhando, ainda mais depois de tudo que aconteceu ficar em casa só iria piorar as coisas. Então passei a tarde toda tentando ajudar a Rosa na cozinha, agora não havia mais meu pai para me proibir, me sentia mais leve e triste ao mesmo tempo. Minha mãe chegou as 18:00 entrou em casa desanimada, me deu um beijo na testa e falou com Rosa.

-Qualquer coisa estarei no quarto.

Disse se afastando caminhando até o corredor que levava aos quartos. 

- Mãe a...festa!

Ela virou e deu um Sorriso fraco, eu sabia que ela não queria ir, mas só bastou uns minutinhos para ela assentir com a cabeça. 

- Eu vou tomar um banho e escolher uma roupa formal.

Sorri e fiquei esperando ela voltar, eu estava inquieta me olhava no espelho para saber se estava arrumadinha. 

- Vai namorar Nina ?

Me assustei com a presença da Rosa em meu quarto, fiquei um pouco sem jeito.

- Não só... me vendo...apenas.

- Tá bom. 

Quem eu estava enganando, com certeza a Bebel vai está lá com o John. 

Não demorou muito e minha mãe surgiu, com seu vestidinho preto um pouco curto. 

-Podemos ir. 

- Sim!

Durante o caminho tentávamos esquecer o óbvio e tentar ver com clareza nossa vida daqui para a frente. 

-Falei com um meu advogado hoje, quero entrar com o processo de separação. 

O que eu poderia falar apenas segurei sua mão a confortando, ela me olhou e sorriu me disse que estava muito bonita. 

-Obrigada... mãe. 




- Não acredito que não vai ter álcool nessa festa!

-Credo vitao você parece um alcoólatra falando. 

Ele me empurrou e falou que festa sem álcool não é festa. 

-Vocês ainda estão aqui ? 

Maurício nos olhou estranhamente, concordamos afirmando que estávamos esperando as garotas se arrumarem. 

-Então quer dizer que não tem ninguém no salão!?

-Ei Maurício calma cara, assim você vai ter um infarto. 

- Não Vitor eu não vou ter um infarto, fala sério e o aniversário da Marcele, ela merece algo bom ainda mais por cuidar da gente. 

Junior abaixou a cabeça enquanto Vitor estava tentando me convencer com meras palavras. 

-Relaxa macho alfa tem pessoas lá.

Oliver surgiu e segurou em meu ombro, seu contato me fez estremecer, mas espero que ninguém tenha reparado. 

-Mas ele estava me dizendo que não.

-São pessoas da minha equipe.

Desta vez nos olhamos confusos para Oliver que riu dos três marmanjos que só sabiam abrir garrafa de cerveja. 

- Não pensaram que eu ia deixar a festa na mão de vocês, pensaram ?

- Eu ia ficar com a parte eletrônica. 

Disse Junior seguido do Vitor que introduziu falando que as bebidas iriam ficar por sua conta, bebidas sem álcool. 

- Eu fiquei com a comida. 

-Ou seja o mais importante, eu sei que vocês tentaram. 

Vitor e Junior entraram na casa e ficou apenas eu e Oliver. 

-Precisava me chamar de Macho Alfa na frente deles!

Sussurrei para ninguém ouvir enquanto ouvia seu riso baixo. 

-Queria que chamasse de cachorrao.

Ele segurou em minha cintura e me puxou para perto do seu corpo quente.

- Não me provoca, ursinho. 

Ouvimos umas vozes se aproximando e nos afastamos, era tudo fofo entre a gente e eu gostava, só que precisava ter uma conversa séria com o Maurício.  


Os outros chegaram e falaram que a Marcele iria depois, então fomos na frente, ao chegarmos havia apenas a equipe do Oliver, ao entrarmos o tema era discoteca dos anos 70 e 80. 


-Sua equipe mandou bem, de que empresa eles são? 

-Nenhuma eles são adolescentes de uma comunidade carente que eu conheci a alguns anos. 

Olhei para Oliver e isso me deixou emocionado. 

-Você é um anjo.

-Sou tudo o que você quiser. 

Eles passou a mão em meu queixo e logo ouvimos um grito do lado de fora. 

-Viados!


Ao olhar era um cara gritando do lado de fora da janela do carro, eh quis revidar ,mas Oliver não deixou.


Aos poucos fui me acalmando e mais pessoas chegando, a Marcele conhecia muitas pessoas, entre elas estavam Bebel. 

-Apareceu a margarida!

Bebel chegou toda sorridente, e disse que não perderia o aniversário da Marcele por nada. 


Aos poucos começamos a nos divertir, enquanto a Marcele não chegava. 


Aproveitei aquele dia para ficar na casa dos meus pais, e vim direto para o salão, como já havia sido avisada sobre não trazer o John, fiquei mais de boa. Mas ao olhar para a entrada vi Caio, meu coração gelou ele fez um sinal e eu saí do salão. 

-Caio o que faz por aqui ? 

-Sou eu que faço as perguntas, o seu tempo está passando Bebel. 

-Eu sei Caio, não precisa vim aqui para me avisar. 

Ele segurou forte o meu braço e apertou. 

-Escuta aqui, não me diga o que tenho que fazer, se não eu mando o seu irmão da fim de você! Está me ouvindo.

-Maurício nunca faria isso, e por Deus o pai da Nina está preso ainda. 

-Por pouco tempo, se liga Bebel. 

Ele soltou o meu braço e entrou no carro a frente, de vidros escuros. 


Passava a mão no braço enquanto o carro se afastava, ouvi um carro estacionando atrás de mim, ao me virar uma mulher muito bonita desceu do carro, e logo percebi quem era. 


-Safira 

Da outra porta saiu a Nina com um pouco de dificuldade, a mãe a ajudou e caminharam até a entrada, Nina estava muito bonita com calça jeans lavada um tênis de pé 35 e uma blusa xadrez vermelha, e com seus cabelos soltos e um cordão de coração, ao me ver ela parou e sua mãe também. 


-Bebel...


-Nina.


-Vocês duas são amigas ? 

Nina logo desconversou disse que eu e ela morávamos na mesma casa, sua mãe logo me cumprimentou, e eu fingi não conhece-la.


Eu e minha mãe entramos e apresentei ao pessoal, ela se identificou com todos que me acolheram. Ao vermos o Oliver ele ficou um pouco sem graça e tentou amenizar a situação com uma apresentação formal e muitas piadas. 


Eu estava pronta quando ouvi a campainha tocar, ao atender era a minha mãe. 

-Você veio.

Ela ficou parada e me olhava de cima a baixo, meu conjuntinho brilhoso estava fenomenal, deixava meus seios exposto.


-Você é uma mulher.

Minha mãe até o momento nunca havia me visto de vestido. 

- Sim mãe eu sou uma mulher literalmente. 

Cortei qualquer vínculo que tive um dia com o Marcelo, a minha cirurgia tinha sido um sucesso na época. 

Fechei a porta e seguimos para a festa, no caminho minha mãe disse que não poderia ficar por muito tempo, pois meu pai estava desconfiado.  

Ao chegarmos meu queixo caiu, a decoração estava incrível, ao entrar todos me aplaudiram estava muito emocionada, apresentei minha mãe para todos. 


Ao ver a Nina a abracei forte era tanta saudade, ao me afastar conheci sua mãe, Safira esse era o seu nome. 

-Obrigada por ter acolhido minha filha.

-A Nina e muito especial para todos nós, e da família agora. 

A música começou a rolar e todos fomos para a pista, eu dançava como nunca, as vezes eu olhava para a mesa e meus olhos se encontravam com os da Nina. Ela estava animada e conversava com as outras garotas. 


Me aproximei da mesa fingindo está cansada e pedi uma água, logo Lívia e Anita se retiraram, educadamente. 

-Está gostando da festa?

- Sim.

-A Marcele merece, ela é uma boa mãe para a gente. 

Não entendia porque a Bebel estava sendo legal comigo, ainda mais depois de tudo. Tentei não pensar no quanto sofri com a sua posição. 


-O John... não... veio ? 


-Queria que ele estivesse aqui?


Bebel me olhou com um olhar de provocação enquanto mordia o lábio inferior, ou seria  eu que estava vendo demais. 


-O namorado... e seu, normal .....ele está.... num evento... igual ...esse.


- Sabia que eu não sei o que é mais normal, eu só quero que essa noite esquecessemos quem somos, fechado ?


-Fechado. 


Notei que minha mãe e Marcele estavam se divertindo, isso era muito bom. Enquanto eu e Bebel estávamos naquele frenezi nos embebedando com nossos sentimentos alheios, eu me sentia uma idiota perto dela e ela demonstrava não está ligando. Eu iria esquecer só por hoje, esquecer do John do meu pai de tudo. 


Meia noite chegou e a hora de corta o bolo chegou, todos estavam reunidos e cantando a musiquinha clássica. Tiramos várias fotos e o primeiro pedaço de bolo foi para a sua mãe, que até chorou e Marcele a abraçou. 

-Esse não é apenas um bolo e um pedaço da minha vida, que compartilho com vocês. Muito obrigada. 


A festa foi tão top que rolou até fogos de artifícios, com direito a todos cairem na piscina, inclusive eu com Bebel se jogando logo atrás. 


-Estou lavando a minha alma!


Gritou a mesma enquanto eu tentava nadar até a borda. 

Ela era linda de qualquer maneira, mas eu só sentia felicidade eu meu coração naquele momento, não havia brecha para a tristeza. 
 



Fim do capítulo


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