Consequências do que ficou parte 1
O carro havia se afastado a alguns minutos enquanto estava perdida no meio daquela chova grossa, sentia tudo de uma só vez. Caminhei lentamente até em casa ao entrar Clara veio correndo com uma toalha, a jogando por cima de mim.
-Venha, vou preparar um chá quentinho.
Não sei como consegui chegar até a mesa, me sentia inerte a tudo e completamente sem forças, a vontade que sentia era de me socar até não conseguir mais respirar.
-Será que fiz tudo errado, Clara ?
-Sobre ?
Me entregou a xícara com o devido cuidado, e se sentou de frente pra mim.
-A Cecília terminou comigo.
Bebi o chá fervendo mesmo assim, enquanto Clara se mantem quieta e com o olhar baixo.
-Eu sinto muito dona Amanda, a Cecília me parecia uma garota muito legal.
-Ela é legal eu que não presto.
Clara levantou o olhar e tentou me convencer do contrario, mas tudo estava consumado não havia mais segunda chance.
Me levantei deixando a xícara de chá em cima do balcão e desejei a Clara uma boa noite, ao entrar em meu quarto encontrei minhas malas em cima da cama, suspirei pesadamente e olhei pra sua varanda sorri tristimente ao me lembrar dos nossos momentos.
Eu tinha que dar um ponto final em tudo aquilo, apesar do meu coração está ferido precisava pensar em mim pela primeira vez, encontrar Amanda diante de mimn depois de toda aquela descoberta me fez recuar, mas a raiva e o odio se misturaram em meu interior. Nunca fui de odiar alguém ainda mais a pessoa que eu amo, mas o jogo havia virado agora sim eu conhecia a Amanda, tudo aquilo que estava vivendo era apenas um conto de fadas diga-se de passagem. Eu pensava que tudo iria mudar, não esperava que alguém fosse olhar pra mim ou me fazer sentir especial, desabafei joguei tudo que sabia em sua facie claro tentou me convencer do contrario e pediu que a escutasse. Neguei, pois nada iria mudar despois deste dia, sofria por mim pela Lara e principalmente pela Erika, aquela chuva não estava apenas levando minhas lágrimas e sim lavando tudo aquilo que um dia eu fui, sem muito a dizer entrei no taxi enquanto olhava sua imagem ficar cada vez menor conforme nos distanciavamos.
Acordei no dia seguinte sem animo o quarto estava da mesma maneira, olhei pra sua varanda e ainda permanecia fechada. Me permiti sair da cama e tomar um banho gelado mesmo, troquei de roupa e desci as escadas, Clara se encontrava na cozinha e preparava meu café.
-Bom dia Clara.
-Bom dia senhora.
Olhava pro relogio como se buscasse por um horario menos controverso, bebia o café enquanto pensava como iria agir sem me auto multilar pelo passado.Sai de casa e caminhei por alguns metros antes de me deparar com a porta de madeira que nos separava, respirei profundamente e bati delicadamente,bati novamente e sua mãe atendeu.
-Preciso falar com a Cecília, pode chama-la ?
-Não farei isso, acha mesmo que não sei da sua nova fama na cidade ?
Não estava com paciencia pra Patricia e entrei mesmo sem sua permissão, enquanto ela falava que não podia fazer isso olhava pra todos os cantos e nenhum sinal da Cecília.
-Cecília!!
Subi as escadas chamando pelo seu nome, caminhei pelo corredor estreito entrando em seu quarto. Olhei ao redor e tudo estava tão triste vazio e empoeirado como se nem uma noite tivesse passado naquele quarto, verifiquei o quarto de hospedes e nada entrei do de sua mãe e nenhum vestigio. Desci as escadas correndo enquanto escutava os gritos daquela mulher, cozinha banheiro area de serviço sala nada, como assim ela me disse que foi pra casa.
-Eu vou chamar a policia, não pode invadir minha casa!
Patricia sempre foi uma mãe asquerosa, mas agora estava pronta pra ouvir. Tomei o celular de sua mão o jogando longe, a enconstei sem nenhuma delicadeza contra a parede ao lado da porta de entrada.
-Cadê a Cecília!
-Eu não sei, me solte!
A preensei com mais força contra a parede, seus olhos não acreditavam em minha furia atual.
-Eu juro que não sei.
-Ela me disse que foi pra casa, fala logo a verdade!
-É você acha que ela possui só residencia aqui, deve ter ido morar com o pai em londres.
Mesmo sem acreditar em suas palavras a ficha foi caindo devagamente, aos poucos tirei minhas mãos dessa ser humano horrivel e me afastei puxando pela memória tudo o que conversavamos.
-Melhor você sair da minha casa, sua sapatona achou mesmo que não iria descobrir seu caso com a minha filha ? Agora entendo porque a defendia bastante, ainda bem que ela te deu um pé na bunda!
Meus olhos fuzilaram sua face e quando dei por mim havia lhe dado dois tabefes, que fez seu corpo se desequilibar fazendo com que se segurasse no balcão, com a mão no rosto me olhou chocada com a minha coragem nunca exercida.
-A muito tempo que eu queria fazer iso, mas por respeito a sua filha me controlava. Agora Patricia você vai pagar bem caro por tudo que fez a sua filha é serei eu mesma que vou acabar com você, não perde por esperar.
-Isso mesmo me ameasse Amanda, o delegado vai querer saber disso tudo!
Patricia cospia seu profundo odio por minha pessoa, me aproximei o bastante de seu rosto a sentindo recuar.
-Será que o delegado vai gostar de saber que você está vendendo casas com infiltração ? Casas feitas com areia da praia ?
-Quê não eu...
-E isso mesmo fica calada né, pra que se sujar não é mesmo.
Deixei sua casa com um unico proposito ir atrás da Cecília e explicar tudo, ao entrar em casa peguei o notebook enquanto Clara se aproximava.
-O que a senhora vai querer pro almoço ?
-Qualquer coisa, Clara.
Digitava no Google empresas de moda Pluis Size, havia bastantes em Londres seria como procurar agulha no palheiro, pior que nem sabia o nome daquele agente.
-Preciso viajar pra Londres Clara.
-Amanhã e a audiência com o Juiz.
Passei as mãos nos cabelos meu Deus, era tanta coisa ao mesmo tempo., meu celular tocou era meu advogado ao atender conversavamos sobre a audiência, no meio da conversa pedi sua ajuda pra descobrir quem havia feito isso com a Cecília, de onde partiu o primeiro video.
Acordei cheia de dor pelo corpo, encontrei minha mãe na sala assistindo televisão e até me assustei.
-Pensei que tinha ido pra escola.
-Meu rosto ainda está inchado, está tudo bem mãe ?
-Claro querida, melhor impossivel.
Era estranho ver minha mãe tão feliz, mas não me permiti ficar em casa a manhã inteira precisava fazer uma coisa. Entrei no carro e dirigi até a escola, ao estacionar havia um grupo de adolescentes do terceiro ano rindo e gargalhando com vídeo da Cecília, me sentia tão culpada por deixa-la só desci do carro e caminhei em direção ao jovens que ao me verem ficaram mudos, algumas pessoas apontavam e cochichavam não me importei em ser o centro das atenções. Ao chegar na secretaria fiquei uma hora esperando a diretora me chamar, ao entrar em sua sala a mesma levou um susto, mas estava apar da situação em que me encontrava, puxei a cadeira e comecei a contar como realmente as coisas aconteceram.
Depois de uma viagem cansativa finalmente estava em casa depois de todos aqueles anos, senti uma nostalgia enorme pisar na terra da rainha. Peguei um taxi e passei o endereço na nova casa do meu pai em Londres, para não demonstrar-me abatida abusei da maquiagem. Ao chegarmos muito gentil o motorista me ajudou com as malas, dei uma gorjeta por sua gentileza foi quando a porta de entrada se abre revelando meu pai com seus cabelos quase embranquiçados e sua futura esposa logo atrás.
-Eu voltei.
Fim do capítulo
Boa noite meninas mil desculpas pela demora, amanhã vai sair mais um capítulo neste mesmo horario.
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