Capítulo 3
A viagem até Las Vegas foi tranquila já que a agente Rodriguez viajava com o jato do FBI. O grande problema foi quando pôs os pés no chão escaldante. A cidade foi construída no meio do deserto de Nevada e às temperaturas ultrapassam os 40 graus. Se recriminou por estar usando um terninho e botas pretas. Seu humor piorou quando ao entrar no taxi viu que o ar condicionado do veículo estava quebrado.
Praguejando impropérios a latina chega na Central de Polícia do Condado de Clark com o casaco nos braços e usando apenas uma regata branca. O suor tomava conta de sua pele e ela estava completamente encharcada.
O xerife a recebeu perguntando se ela gostaria de ir a um hotel se refrescar. Resmungando um agradecimento a morena pediu que a levasse até a sala de investigações e se pôs a olhar os arquivos.
— Agente Rodrigues, desculpe incomodar, mas o cidadão que encontrou parte da última vítima está aqui novamente e deseja falar com a senhora. – um policial acima do peso entrou na sala constrangido.
— O depoimento não foi tomado ainda?
— Foi sim senhora. Mas ele é daquele tipo que quer 15 minutos de fama. Ele vem todos os dias...
— Ok. Vou falar com ele. – se direciona para a sala de interrogatórios que o policial indicou. Ao entrar se depara com um homem de aproximadamente 40 anos, branco, vestindo roupas sóbrias e usando óculos. O sorriso que ele deu quando a viu causou um arrepio de nojo. Seu sexto sentido estava alerta.
— Agente Rodrigues, é um prazer conhece-la. Eu assisti a sua entrevista e estou abismado com a sua coragem!
— Grata, senhor... – olha os papeis que carregava – Smith. Mas vamos ao assunto que o trouxe aqui. O senhor tem algo a acrescentar ao seu depoimento.
— Uma pergunta se me permite... vejo pelos seus braços fortes que a senhorita é adepta dos exercícios. Deve ser muito forte... – o homem olhava para seus braços a mostra pela regada e seus olhos se fixaram nos seios avantajados da agente. Ela não demonstrou, mas xingou-se mentalmente por não ter colocado um casaco. Com certeza, o tecido molhado devia estar mostrando mais do que deveria.
— Senhor Smith, caso o senhor não tenha nada a dizer sobre o caso eu peço que se retire! – a morena já estava irritada com o assédio recebido. O desconforto com os olhares e postura do homem a sua frente estava se tornando angustiante.
— Ah sim. Acredito que tenha visto o assassino.
— E só agora resolveu falar isso?
— Eu não senti confiabilidade no policial que me atendeu. – ele sussurra como se estivesse contando um grande segredo. – Já em você... – sorri largamente. – confio completamente.
— Prossiga... por que o senhor acredita que viu o assassino?
— Eu vi o homem que colocou o saco na lixeira. Era um negro, alto, forte.... e tinha uma tatuagem gigante no pescoço. Uma águia ou falcão.
— O senhor poderia nos fornecer um retrato falado?
— Sou todo seu, detetive. – o homem tenta pegar a sua mão mas a agente foi mais rápida e consegue se esquivar.
— Eu vou chamar o desenhista. Obrigada pela sua colaboração. – sai rapidamente da sala. Chama o policial que estava a aguardando e pede que ele faça uma investigação completa sobre o senhor John Smith. Resolve ir para um hotel a fim de se refrescar e descansar já que não dormiu ainda.
A agente sai da Central olhando para o celular a fim de chamar um carro ou taxi, ao levantar o olhar para rua vê a jornalista loira arrogante sentada displicentemente em uma motocicleta customizada. A bela mulher usava uma regata, um ínfimo shortinho e botas. “Que pernas são essas, meu Deus?”.
— Está um pouco longe de casa, senhorita...
— Megan Sinclair da Fox News... eu vim aqui para convence-la a me dar uma entrevista exclusiva. – a loira diz sensualmente se aproximando da agente.
— E como você pensa em me convencer? – Ashley arqueia a sobrancelha e sorri safado.
— Primeiro... eu te daria uma carona.... aceita?
— Vai me deixar cair?
— É só me apertar forte que você não cai. – a jornalista diz com um meio sorriso.
— Você quem manda.
As duas mulheres sentaram na motocicleta e a morena cola seu corpo no da loira suspirando com as sensações sentidas por aquele contato. Atrevidamente ela puxa a loira pela cintura colando o seu sex* nas nádegas da piloto para logo após apertar as coxas desnudas. Não se fazendo de rogada, a jornalista rebol* os quadris aumentando o nível de tensão entre as duas.
— Qual seu hotel? – a agente pergunta com voz rouca.
— Ceaser. E o seu?
— É mais longe daqui. Vamos pra o seu quarto e você me convence a dar a entrevista. – fala com sua voz enrouquecida pelo tesão no ouvido da outra sorrindo. A loira estremece e solta um gemido.
Ele observa ao longe a interação entre as duas mulheres. Seu maxilar está trincado devido a raiva que ele estava sentindo. A agente não agia conforme as normas do Nosso Senhor. Ela deveria ser punida, mais ainda que as outras.
— Me desculpe meu filho. – uma senhora tromba nele.
— T...tuuu... tudo bbb.. bem. – a gagueira voltou. Sempre que ficava estressado o problema voltava.
Continuou olhando para as duas e viu quando a morena apertou as coxas da outra. Cerrou fortemente os punhos e pensou na agente nua em cima da sua mesa de procedimentos. Ele iria faze-la se arrepender de todos os seus pecados.
Fim do capítulo
Então gente linda! Tão gostando?
beijocas <3
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