Capítulo 25 Reencontros contubardos
Milena
Não sei lidar com esta situação, ver a mulher que amo nos braços dele, lembra-me o que ela me disse e me sufoca.
Depois de tomar uns drinks estava suando, minha cabeça já rodava um pouco, ainda bem que eu tinha juízo e não havia ido de carro.
Fui ao toalete, precisava sair daquela tortura um pouco, saindo do reservado, estava eu de cabeça baixa, molhando meu rosto, quando sinto um beijo em meu pescoço e uma mão em minha cintura, fechei os olhos querendo que fosse Helena, minha mente embaralhada, fantasiando com a mulher que tinha levado o resto de minha alma, as mãos me viraram, percebi que era Maura, fechei os olhos novamente, estava tão carente de afeto de alguém que arrancasse aquela dor de dentro de mim, me deixei levar e os lábios dela e sua língua me invadiram a boca, alguns segundos e escuto, barulho de algo caindo e ao abrir meus olhos ela estava ali, minha Deusa, minha dor, Helena.
Sua expressão pareceu-me triste, com raiva de me ver com Maura, ciúme? Não claro que não, se ela gostasse mesmo de mim, não teria me feito aquilo, dito as coisas que me machucaram tanto.
Disse o nome dela como um lamento, ela me olhou, apanhou sua bolsa caída ao chão e virou as costas saindo, de novo aquele frio.
- Desculpa Milena, não era minha intensão causar algum problema. Disse Maura. Mas não resisto a você, e agora que sei que ela é comprometida...
- ok Maura, eu não estou bem, e ainda fiquei pior, mas a culpa não é sua. Desculpa vou embora, preciso ficar sozinha.
Ela me pegou pelos ombros e deu um beijo em minha testa.
- Entendo, mas quero que fique claro, linda, eu quero você de verdade.
Fiquei olhando para ela, a vida é mesmo engraçada, Deus parece brincar as vezes conosco.
Sai daquela festa sem olhar para trás, chamei um uber e fui para o Flat, queria somente encher a cara e entorpecer todos os sentidos que me lembravam dela, cheguei no flat e fui direto para o bar.
Agatha
Me arrumei toda linda, hoje quero divertir, ser leve, quero dançar, esbaldar, ver gente bonita e de preferência beijar.
Tinha tempos que não trans*va e era algo inédito para mim, sempre fui sexual demais, mas estava sendo bom aprender a me ligar em mim mesma, acho que estou amadurecendo e vivendo menos da carne, ri da minha piada.
Peguei Leka e iriamos encontrar o resto da nossa turma na boate.
- E ai linda, como estamos. Minha amiga sempre curiosa.
- Tudo bem Leka, na correria de montar o escritório, vivendo no flat, de vez em quando aturando as chatices da minha mãe, mas tudo tranquilo.
- Bom e Milena?
Fiquei olhando minha amiga de rabo de olho, já que eu estava dirigindo.
- Me fala uma coisa Leka, você ainda é apaixonada pela Milena?
- Apaixonada? Nunca fui apaixonada por ela, ta doida? Ela era sua namorada.
- Hummm sei, mas quando me apresentou ela, você estava de paixonite, você mesmo me disse.
- Estava em crise no casamento e ela é simplesmente deliciosa né? Não estava morta, mas ai ela te viu e morreu de amor por você, e tu parecias muito apaixonada também.
- Sim ela é divina. E eu fui bem burra.
- Nisto sou obrigada a concordar, ela morria por sua causa, vocês tinham um sex* ótimo pelo que você falava, e ai você trocou ela por uma pistoleira.
- Nem me fale Leka, nem me fale.
Chegamos na boate e encontramos Luiza e algumas meninas que eu conhecia, estávamos todos eufóricos, querendo aproveitar tudo da boate. Fui no bar peguei uns drinks e fomos para a pista de dança.
Até que tinha umas gatinhas dando mole, peguei uma ruiva pela cintura e ficamos bailando, dando uns selinhos, nada demais, eu estava meio aérea estes dias e hoje queria mesmo é coisas leves, diversão e beijos.
Lá pelas tantas, eu já estava bem saidinha, a ruivinha também, Leka tinha ido ao bar pegar mais bebidas com Luiza, elas voltaram e Leka me puxou para um canto, pedi um tempinho para a gatinha.
- Que foi sua doida? Num está vendo que to divertindo com a ruivinha?
- To vendo, so queria que você confirmasse, se aquela loira monumento ali é aquela da festa da sua volta?
Virei-me para ver de quem ela estava falando, e meu coração gelou.
Do outro lado da pista estava Camila, aliás, tinham duas mulheres uma quase entrando dentro da outra e uma delas era ela.
- Sim é.
- Nossa senhora que mulher viu?! E pelo visto que pegada, me abana que to passando mal.
Camila, beijava a morena e suas mãos bobas passava pelo corpo desta enquanto percebia-se que a mulher estava quase a goz*r de prazer.
- Deixa de ser idiota Leka! Nem é para tanto. Falei mas uma raiva imensa subiu através de mim em ver a cena.
- Não é? Nossa queria era ta no lugar daquela mulher isso sim.
- Vou ao banheiro, disse saindo de perto da Leka, antes que falasse uma besteira.
Esta loira anda me perseguindo e me tirando das estribeiras.
Banheiro de boate já viu né?! Aquela pegação, mulheres se beijando, se esfregando ocupando os reservados por tempo maior do que necessário, fiquei ali esperando vendo meu reflexo no espelho, meu rosto afogueado.
Camila. Lembrei do beijo dela na morena, e do dia que roçou os lábios nos dela, suspirou, não tava bem, falta de sex* da nisso.
Finalmente alguém saiu do banheiro e pude fazer minhas necessidades, sai do reservado, fui ao lavabo, retoquei a maquiagem e estava para sair quando a Loira entrou no banheiro, meu estomago contorceu e meus olhos se perderam naquele azul do dela.
- Ora se não é a Patricinha! Disse ela.
- Patricinha é a mãe!
- Hummmm continua petulante e bravinha! Sua mãe te deu educação não?
- Por que você não volta para a morena lá fora e me deixa em paz, Camila?
- Olha você me viu com a morena? Linda né? E que beijo! Ficou com inveja, ciúme?
- Ta doida é? Até parece que iria ficar com ciúme de você! Era só o que me faltava.
Camila deu um passo a frente encurtando nossa distância seu cheiro invadindo meu olfato, seus olhos azuis escurecendo, meu estomago embrulhando, parou a centímetros de mim, invadiu meu espaço e quando dei por mim, minhas mãos estavam em sua nuca puxando-a para um beijo, já que eu era bem menor que ela.
Sua boca suave e ao mesmo tempo voraz, encontrou a minha, sua língua invadiu minha boca, e sugou, sugou, sua mão me enlaçou puxando-me para ela, gemi baixo, um tesão a muito tempo não sentido, invadiu cada pedaço de mim, ela me suspendeu e me levou novamente para o reservado, suas mãos percorrendo meu corpo, abaixou -se um pouco se encaixando em mim, seus seios encontrando os meus, eu estava mole, mole, desejando que as mãos me invadissem como sua língua estava na minha boca, que os dedos dela entrassem dentro de mim e me fizessem enlouquecer mais do que eu já estava, era delicioso, ela era deliciosa, quente, voraz, delicada, quente, quente. Seus lábios saíram da minha boca, para meu pescoço, descendo mais a altura dos meus seios, depositando beijos molhados no meu colo, seus olhos cada vez mais escuros, agora olhando para mim, me devorando, suas mãos desceram por cima da calça jeans, entrando no meio das minhas pernas, apertando, com a palma, pressionando, enquanto ela continuava a me olhar com ardor, eu estava a ponto de goz*r somente com aquilo, ela posicionou no meio das minhas pernas, e tomou minha boca novamente, enquanto pressionava seu sex* na minha coxa e sua mão no meu sex*, com roupa, com vontade, com desejo.
Senti minha intimidade melar e gemi alto, também a senti estremecer.
Senhor, que foi isso?!
Ela saiu da minha boca, encostou sua testa na minha e ainda com a voz entrecortada disse:
- Que chance de isto dar certo?!Não gosto de pessoas mal resolvidas, situações mal resolvidas e eu detesto sua família, não suporto os Albuquerque, sem chance.
E saiu do reservado levando de mim todo o calor.
Custei a voltar ao normal, alias não entendi bem o que aconteceu, sua fuga, estória mal resolvida?!Por que ela não suportava minha família? Por que não podia dar certo? E ela tinha vontade que desse?
Só de uma coisa eu tinha certeza, ela é sim de arrasar o quarteirão.
Quando sai do banheiro, procurei com os olhos Camila, mas não há vi em lugar algum.
Procurei a turma e Leka foi logo dizendo.
- Nossa demorou heim? Aconteceu algo?
- Nada não, Leka.
- Sei, disse rindo e este batom todo borrado?
- Olhei com cara de espanto.
E ela rindo disse.
-Era para ver sua reação e como vi a loira sair do banheiro toda atarantada imagino que a velha Marina entrou em ação.
- Só você mesmo Leka, aconteceu nada.
- Sei me engana que eu gosto.
De repente a boate perdeu toda a graça e chamei as meninas para irem embora, elas não ficaram muito contente, Leka estava de carona, perguntei para Luiza se a levava, ela disse que sim, então fui embora.
Tinha bebido somente drinks sem álcool e precisava urgentemente de algo forte que me voltasse para o chão, entrei no flat e fui direto para o bar, quando chego lá dou de cara com quem: Milena era demais para minha sanidade.
Algo nela me chamou a atenção, cheguei perto dela e pude notar que seus olhos estavam vermelhos e nitidamente ela estava embriagada.
- Oi meu bem?! Tudo Bem?
- N a o, vo cê aqui? Ve io ver que tem gen te ainda pior que você, pa ra me des truir?
Ela dizia a frase picada a voz mole de quem havia bebido muito, dava para ver que ela estava péssima, se bem entendi ela brigou com alguém.
- Que aconteceu? Alguém maltratou você?
Ela começou a gargalhar, uma risada histérica, sofrida, de repente começou a chorar, eu não estava entendendo nada, mas vi que precisava ajuda-la
- Vem meu bem eu te levo para o quarto.
- Você vai me a mar ? Vo cê me a mou? Ou eu sou mes mo uma merd*?
Coloquei as mão por baixo do ombro dela, ainda bem que ela era baixa como eu, imagina se fosse Camila. E isso é hora de pensar na loira?
- Você não é uma merd*, meu bem! Eu quem sou.
- Né não, eu te amei tan to to to, e a go ra amo ela, e ela não me quer.
Subi com ela, ainda bem que sabia qual quarto era, foi um custo fazê-la tomar banho, ela chorava e ria, falava nada com nada , ficava lamentando que ela não queria , que ela era uma merd* e me perguntava toda hora se eu concordava com ela.
Coloquei-a na cama ia embora quando ela pediu para eu ficar, que ela não queria ficar sozinha, ela estava tão frágil, resolvi ficar um pouco até ela dormir.
Deitei por cima das cobertas ela por baixo, afinal ela tava so de camiseta e eu não sou santa, ainda mais depois de ficar pela metade do caminho na boate.
Milena estava agitada, meio que resmungava, choramingava, que será que tinha acontecido? De novo ela ficou agitada, comecei a fazer cafuné em sua cabeça, sei que ela ama, tentava acalma-la de seu sono agitado, ela pareceu ficar mais sossegada e no seu sono disse:
- Helena, não me deixe eu te amo.
Helena? Milena estava apaixonada pela Helena? E como assim não me deixe?
Fiquei estarrecida! Ia sair de seu lado quando ela virou para mim e me enlaçou enterrando seu rosto em meus seios, suspirando e repetindo : Te amo Helena.
Meu Deus, que confusão! Fiquei quieta com ela no meu colo, cabeça fervilhando, mas o sono acabou vencendo.
Fim do capítulo
Mais um capitulo para vocês. Bom domingo.
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Yngrainne
Em: 27/08/2018
Ai que tudo a Camila se dando bem rsrsr,! quanto a helena acho que ela vai demorar um pouco sim a decidir nao e facil tomar decisoes ,quando na mesma envolve ameaças e principalmente crianças!contudo a autora esta desenvolvendo perfeitamente bem o enredo! hora da cobrança MAS Q CAPITULO CURTINHO FOI ESSE? quer nos maltratar autora ? kkkkk bjss amando
Resposta do autor:
Obrigada lindinha e tens razão Helena tem medo é tudo é recente para ela, nem todos são corajosos ne! Quanto ao capítulo curtinho é para ficarem ansiosas Rss, mentira é para não partimos os assuntos prometo um maior no próximo!Bjs .
cris05
Em: 26/08/2018
Tadinha da Milena. Tomara acabar logo esse sofrimento. Helena, acorda pra vida minha filha...rsrs.
Agatha e Camila tem muita química. Estou adorando estas duas.
Resposta do autor:
Vixi cris, ainda acho que Helena vai demorar a acordar. Já nossa doidinha favorita esta interessada rss veremos o que as duas aprontam. Bjs e obrigada pelo comentário .
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