Capítulo 24 Decisões e dores
Milena
Acordei, infelizmente acordei. Me lembrei do dia anterior, de Helena, da sua expressão fria me dizendo amar o marido e me deixando.
Camila me salvou, me trouxe para casa e ficou comigo até dormir, minha cabeça estava pesada pelo remédio, não sou acostumada a bebe-los.
O peso de tudo me atormentando, eu precisava tomar umas decisões do que fazer, não dava para estar perto dela e fingir que eu não sentia tudo aquilo por ela.
O primeiro passo é definir o que fazer em relação ao projeto, vou tomar um banho, melhor que faço.
Cheguei na empresa e fui direto para a sala do Luis, precisava ver com ele a mudança, tinha decidido que não ia mais ficar na empresa de varejo, já estava terminando mesmo minha parte.
Adentrei na sala dele e Maura estava também, como sempre seu olhar dirigiu-se por meu corpo antes de chegar em meu rosto. Queria tanto que minha vida fosse como antes, tranquila, sem graça.
Mas que diabo eu estava pensando?! Eu tinha isso e não queria, todo o problema havia sido me apaixonar por ela, Helena, por que tinha que me apaixonar? Ela me magoou muito mais do que eu poderia imaginar.
- Oi Milena. Falou Maura. Se me permite você esta cada dia mais linda!
- Obrigada, Maura. Luís estava precisando falar contigo um instante se for possível, quando acabar você me chama?
- Pode ficar Milena. Depois acabamos Luís, não esqueçam da festa ok? Ela saiu nos deixando a sós.
- Luís, gostaria de sair do projeto da empresa da Helena, a parte da minha área esta perto do fim.
- O que aconteceu Milena? Você sempre gostou de lá e do projeto? Por que quer sair?
- Problemas pessoais Luís, vou me dedicar ao projeto do Hotel, e quero fazer um curso, então se você autorizar quero ir para São Paulo.
- Bom não vejo problemas, e sei de uma pessoa que ficará mega feliz com isso ! Disse rindo o rapaz.
- Não quero saber de relacionamento tão cedo, vou me concentrar na minha vida profissional, mulher tão cedo.
- Te conheço Milena, você nasceu para casar não gosta de ficar sozinha.
- Pois preciso aprender então, preciso aprender a amar a mim, e não querer ninguém mais, eu quando amo só me machuco.
Luís ficou me avaliando, tentando entender o que se passava, éramos amigos, tínhamos uma relação boa, mas não havia me aberto com ele em relação ao que sentia por Helena, ainda bem, por que depois do que aconteceu seria péssimo.
- Não sei o que aconteceu, porém, amar é bom, as pessoas que são difíceis, é algo com a Carla?
- Não, Carla é um anjo, uma amiga e foi uma companheira sem igual, mas não a amo, e não é justo ficar prendendo a vida dela, mas me apaixonei e a pessoa me deu um pé na bunda, mas ta valendo, mais uma experiência para eu aprender a não entregar meu coração.
- Não fique amarga, isto não combina com você.
- Deixa para lá, vou então comunicar a outra empresa que o Carlos ficará responsável pelo restante da gestão.
- Ok.
Sai de lá, a parte difícil viria agora, suspirei.
Helena
Mais um dia, no meu caso menos um dia! Menos um dia com ela, menos um dia do seu amor, menos um dia de felicidade.
Levantar foi um fardo, mas eu tinha que continuar, tomei meu banho troquei de roupa e desci para ficar um pouco com minhas filhas antes da aula e trabalho.
- Oi lindas da mãe!
- Oi mamis, responderam as gêmeas.
Beijei-as e sentei-me para tomar o café, estava escutando a tagarelice delas sobre as atividades que teriam, quando Fábio apareceu para meu desgosto, como viver desta forma me perguntei mentalmente.
- Olá Meninas da minha vida, baixou para beijar as filhas e veio para meu lado, fiquei estática, ele deu um beijo em meu rosto.
- Helena, preciso falar contigo, dá para irmos a biblioteca.
Segui o mesmo deixando as meninas com a Babá.
- O que deseja Fábio? Estou na minha hora.
- Avisar a você que não é por que aparentemente você terminou com sua amante, que a vigilância sobre ela deixará de existir, não aceitarei contato dela contigo, fora dos limites da empresa, já que dentro de lá não posso impedir, e te comunicar que amanhã temos uma festa para ir.
Não estava acreditando nas coisas que estava escutando dele, aquilo já era demais, continuar seguindo a Milena, e ainda por cima continuar me
ameaçando e achando que está tudo bem.
- Fábio sinceramente olho para você e penso quem é este? O que você pensa me ameaçando desta forma?
- Sou um Albuquerque Helena, não sou qualquer um e como te disse não serei a chacota de Belo Horizonte e jamais vou dar este desgosto a meus pais, portanto espero não ser obrigado a tomar outras atitudes.
Novamente o tom de voz dele me causou arrepios e o medo que ele fizesse algo com ela me atormentou.
- Bem sei que você é, e agora sei que sou sua escrava né? Por que é assim que me sinto, não seria melhor a gente se separar e ser amigo?
Ele aproximou de mim pegando em meus ombros com força.
- JÁ MAIS entendeu? E pode estar certa que voltará a ser minha mulher.
Nunca mais pensei, sai deixando ele a me olhar.
Segui para a empresa, ainda tinha que enfrentar os olhos de Camila. Ainda não entendia como ela nunca havia me dito e como eu também não tinha percebido.
Ela era minha melhor amiga, comadre e diz que me amou por 10 anos? Será que eu estava dormindo? Ou como ela jogou na minha cara sou uma egoísta? Deus como tudo desmoronou? Como minha vida mudou assim em 2 meses? Não sou mais a mesma pessoa, amo uma mulher como pode isso? E agora logo agora que estou amando a perdi.
Entrei na sala que me lembrava ela, alias tudo agora me lembrava ela, Milena. Sentei e liguei chamando Camila.
- Bom dia Helena, me chamou?
- Sim, senta.
Fiquei por um instante olhando minha velha amiga, como devo ter magoado ela nestes anos, ela era uma mulher bela, com corpo lindo, olhos azuis e o cabelo loiro chamava a atenção, voltei a atenção para ela.
- Camila, nem sei o que falar depois de ontem, estou confusa, triste com tudo que me aconteceu e com as coisas que me disse.
Ela me olhou nos olhos e calmamente me disse:
- Não retiro nada do que falei Helena, suas atitudes com Milena foram inacreditáveis, sua falta de coragem e verdade me deixaram estarrecida, usa-la foi uma atitude deplorável.
- Que isso Camila, você ta doida? Eu amo a Milena, eu me separei dela por que não posso correr o risco de Fabio fazer algo.
- E por que não falou a verdade para ela? Ela tem o direito de escolher se quer lutar contigo não é não? Você está usando isso como desculpa para não tomar uma atitude, isso sim.
- Não quero brigar contigo, por favor, já está tudo péssimo para mim, para brigar também contigo. E queria te pedir desculpa, sei lá, por tudo que te fiz passar, eu gosto muito de você.
Ela ficou me olhando, analisando.
- Desculpar por não me amar? A culpa não é sua Helena é minha, de ficar te esperando, e cultivando algo que sabia nunca seria meu.
- Estamos bem? Por favor?
- Ficaremos quando eu ver em você atitudes daquela Helena.
No momento que eu ia responder a secretária ligou avisando que uma pessoa queria falar com Camila em sua sala, ela saiu, fiquei pensando em tudo que ela havia me dito, me sentia fraca, sem forças.
Fiquei um bom tempo ali naquela sala olhando o tempo, sem ânimo para nada, me despertei, levantei para ir à toalete e quando abri a porta meu corpo enrijeceu e meu olhar se prendeu nos olhos castanhos de quem eu amo.
- Oi Milena.
A mulher me olhou com a expressão de dor e aquilo me matou um pouco mais por dentro.
- Olá Helena, já estou de saída. Camila obrigada por tudo. Adeus Helena.
- Adeus? Repliquei sem entender.
- É. E saiu andando sem me esclarecer.
- O que foi isso Camila? Meus olhos estavam rasos de água.
- Ela não faz mais parte da equipe, se desligou, veio comunicar a diretoria e me agradecer pela ajuda ontem.
Entrei na sala novamente, minhas pernas não me obedeciam parecia que eu iria desmaiar, sentei no sofá com as mãos á cabeça, as lágrimas descendo pelo meu rosto.
Ela desistiu de nós, ela foi embora, não podia crer, como eu iria vê-la, como eu poderia sobreviver sem ela pelo menos por perto?
Camila entrou e se pôs a me observar.
- Helena, por que você não toma uma atitude? Você a ama, não desista.
- Sim amo, mas ela desistiu de nós foi embora.
- E você queria o que? Que ela ficasse aqui te vendo, se torturando? Ela não é eu Helena, ainda bem que ela foi mais inteligente.
Falou isso e saiu me deixando ainda pior do que eu já estava.
AGATHA
Desde o momento que foi confrontada pela loira que não conseguia esquece-la, esta entranho ficar pensando tanto em alguém que so tinha palavras duras para ela sempre que se viam. A mulher adorava provocar, mas o que ela tinha dito ontem calou fundo pois fazia parte da pergunta que havia me feito.
Fui para onde iria instalar meu escritório, o arquiteto iria me encontrar para vermos as alterações que queria.
Por incrível que pudesse parecer acabei acatando a “ordem” da loira e não procurei a Milena, mas olhei na portaria em qual apartamento ela estava instalada, depois faria uma visita.
Estava precisando me divertir, estava cheia de coisas na cabeça, dançar seria uma ótima pedida, peguei o celular.
- Leka? Tudo bem?
- Ei sumida, o que anda aprontando?
- Arrumando as coisas para a empresa, você bem que podia me ajudar ne? Mas não foi para isso que te liguei, vamos para a boate amanhã? Estou precisando espairecer.
- Hummm, uma boa né! E como anda as coisas com Milena?
- Não anda, tivemos uma conversa mas depois te conto, e ai topas?
- Claro, como você me pega em casa?
- Sim folgada, amanhã as 22 ok?
- Beleza.
NARRADORA
Em outro canto da cidade Fábio encontrava com investigador, o rapaz dava instruções a ele, e recebeu a informação de que a mesma tinha saído de um relacionamento recentemente e que por ironia do destino estava morando no flat que pertencia a família dele.
- Ora, ora! Que coincidência né?! Bom que podemos solicitar as câmeras de lá. Falou rindo. Quero que você a siga e tire fotos de todos os encontros possíveis principalmente se for com minha digníssima esposa.
- Ok senhor, farei assim.
Se elas pensam que vão me enganar estão redondamente enganadas, que brinquem comigo, se assim o fizer iram conhecer o que um Albuquerque é capaz.
O sábado amanheceu lindo e os preparativos da recepção da construtora estava de vento em poupa, Maura estava feliz, as coisas em Belo Horizonte estavam encaminhando bem, conseguiu fechar algumas boas parcerias, estava encaminhado o novo projeto, e de quebra ainda podia ficar perto dela. Ela mexia comigo de uma forma estranha, desde o dia que coloquei os olhos nela no meu hotel eu a queria, uma dia precisava matar a vontade dela, sou paciente sei esperar.
Milena saiu de casa e passou na Carla, precisava pegar mais umas coisas dela na sua ex. Ficou parada na porta pensando nos anos que morou ali, no colo da ex, da forma que ela cuidou de si em relação a Marina, e agora novamente ela estava destruída por causa do amor, como doeu ver Helena ontem, e saber que ela quer o marido e não a si.
Entrei no apartamento, Carla estava de folga.
- Oi , falei com ela.
- Oi linda, você está bem? Sua carinha ta péssima.
- To não, mas não vou te encher com meus problemas.
- Que isso amor, eu te amo e estou aqui para te escutar e outras coisas se quiser.
Fiquei olhando para ela, seu amor ali latente por mim, transbordando por mim, e meu coração, mente e corpo amando quem não merece.
- Nada demais, somente levei um pé na bunda, nada demais.
Ela ficou sem fala, aproximou de mim, me abraçando.
- Linda, que pena! Queria que você não tivesse sofrendo, juro.
- Eu sei Carla, não é sua culpa. É minha, me envolvi com quem não sabia o que queria da vida.
- Entendo, mas se ela gostar de você de verdade ela vai lutar. Vou torcer sempre para você ser feliz, e caso queira estou aqui para você.
- Sim, você é uma linda comigo, mas não posso mais te prender a mim como uma tabua de salvação, quero sua amizade, falei.
Ficamos ali conversando coisas do dia a dia, contei que estava com a intenção de ir para São Paulo, fazer um curso e tocar o outro projeto, sai de lá e voltei para o Flat, a noite tinha a festa de Maura e não podia faltar.
Acordei e fui me arrumar, escolhi um vestido vermelho, como sou morena fico super bem e feminina estava precisando de me sentir desejada pois meu ego estava destruído.
Fiz um coque frouxo com alguns fios soltos, uma maquiagem leve, estava bela, triste, mas bela.
Cheguei a recepção e me encontrei com o pessoal da minha empresa.
- Fiu , Fiu. Meu Deus Milena, você hoje está um trem de doido. Disse Carlos, com a concordância de todos os outros.
- Obrigada meninos.
Estava ali com minha turma, bebendo e jogando conversa fora, quando a dona da festa se fez presente.
Maura vestia um longo azul claro que realçava seus olhos e seu belo corpo, veio caminhando lentamente, com o sorriso sensual bailando em seu rosto, como eu já havia pensando outras vezes, se meu coração não pertencesse a Helena, seria fácil me apaixonar por Maura, ela era inteligente e linda.
- Oi moça bonita. Disse ela me dando dois beijinhos no rosto.
- Oi Maura, sua festa está ótima! E você também está bela.
- Obrigada linda, espero que seja uma noite perfeita, e que você me dê a honra de sua doce companhia. Disse com sorriso sedutor.
Estávamos ali trocando impressões, algumas vezes notava seus olhares de sedução, mas tentava freá-la para não dar margens a outras interpretações.
De repente senti o ar e o chão me faltar, em minha direção caminhava ela com um vestido branco, tomara que caia, seu cabelo solto, ao seu lado ele, com a mão em sua cintura sorriso largo, me olhando fixamente.
O rosto dela parecia uma máscara, notava-se claramente o desconforto, foram chegando, até que a voz odiosa de seu marido ecoou como um tapa em minha cara.
- Ora, que coincidência não Milena? Você se lembra de mim, né? Bobagem a minha, claro que se lembra, pois conhece minha esposa.
Minha anfitriã que até aquele momento estava de costa para o casal, virou-se mirando quem havia me interpelado, naquele tom, que parecia de desafio, naquele segundo nem me atinei que Maura conhecia Helena, e dos problemas que aquilo poderia causar.
Olhei para Helena, e a mão de seu marido possessivamente em sua cintura, a aliança grossa em seu dedo, a outra mão estava estendida em minha direção.
Pude notar o olhar estupefato de Maura mirando o casal a nossa frente.
- Sim me lembro. Não peguei na mão dele, que desceu a mesma. Olá Helena.
- Olá Fábio, disse Maura, não vai me apresentar?
- Desculpa Maura, está é minha esposa Helena.
- Esposa?
- Sim. Helena esta é Maura dona do Hotel que nossa construtora irá fazer aqui em BH, somos também responsáveis por outras obras.
- Prazer, Helena! Disse Maura para a mulher a sua frente. Então você é a ESPOSA do Fábio? Disse dando ênfase a palavra.
- Em um fio de voz a mulher respondeu. Sim.
Esta noite será bem interessante e acho que finalmente poderei conquistar Milena.
- Humm interessante, disse a mulher.
Notando meu desconforto Maura pousou sua mão possessivamente em minha cintura, num semi abraço, fazendo que a expressão de Helena se fechasse.
- Bom Helena, é um prazer! Seu marido é um grande parceiro comercial, e pelo que entendi você conhece meu anjo Milena. Disse sorrindo de forma dissimulada.
-Sim ela era responsável pelo projeto da empresa de Helena. Respondeu o marido uma vez que a mesma ficou silenciosa. Ah e amiga de minha irmã também né?!
- Sim. Respondi.
Para minha alegria o casal foi chamado por pessoas da empresa deles e fiquei livre da presença incomoda dos dois.
- Que foi isso Milena? Ela não era sua namorada? Ele sabe de vocês? Perguntou Maura ainda com a mão em minha cintura.
- Longa história que não quero falar agora, não sabe não, mas obrigada pela força.
-Ok em outra hora vou querer saber da história, me pareceu que ele sabia. Vou precisar agora dar atenção aos outros convidados, mas volto, você é a melhor parte desta festa. Disse dando uma piscadela.
Ela saiu e me deixou ali, ultimamente tudo me deixava deslocada e aquela festa tinha perdido totalmente o brilho, de longe podia vê-los, ele apresentando a esposa e ela com um sorriso nos lábios, aquilo era uma tortura para mim, resolvi afogar as magoas e beber.
De longe Maura observava as reações de Milena, Fábio e Helena, dava para perceber que a mulher estava desconfortável, e Milena tentava disfarçar a dor de ver eles estavam causando e o marido fazia tudo para provocar, pois percebia que Milena estava observando. Aprendera a ler as pessoas e situações, não à toa tinha conquistado profissionalmente tantos sucessos, pois tinha o dom de entender as dinâmicas das situações e tinha certeza absoluta que Fábio sabia do romance de ambas.
Agora que sabia ser sua rival casada podia tentar conquistar Milena, ela era livre, desimpedida e totalmente resolvida sexualmente, podia mostrar para ela o que sentia, iria aproveitar a situação.
Em dado momento percebeu que Milena dirigiu-se ao banheiro e desvencilhando do convidado, caminhou em direção para onde a mulher foi, entrou no toalete e ficou aguardando ela sair do reservado, escutou a porta abrindo, ela saiu sem me notar, aquela mulher pequena, morena com aquele vestido vermelho, e seu pescoço desnudo, me chamaram, precisava sentir o gosto dela. Aproveitando sua distração cheguei atrás dela e beijei seu pescoço, passando meu braço pela sua cintura, meus lábios deslizaram nele e pelo espelho percebi que seus olhos se fecharam, virei ela para mim.
- Milena, você é minha perdição, desde que te vi. Gemi, aproveitei que ela estava sem reação, percebi que ela estava meio alterada pela bebida, mas não liguei, aproveitei.
Meus lábios desceram lentamente em direção a sua boca, ela fechou os olhos novamente e pelo espelho percebi a porta abrir e Helena adentrar, antes que ela tivesse a visão de nós, capturei os lábios de Milena e matei o desejo que estava dela ela deixou a minha língua tocar a sua e suguei com a vontade que tinha dela, o barulho de algo caindo fez Milena sair dos meus braços e seus olhos castanhos encontrar com os negros que miravam ela com os lábios em riste, e a bolsa caída ao chão.
-Helena. O som da voz dela saiu estrangulada.
Fim do capítulo
Mais um capitulo. Nem sempre amar é fácil, as vezes somente o amor não basta.
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