Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 45
O médico se aproxima que não notamos , olho o relógio e me assusto, estávamos tão entretidas naquela conversa que não percebemos a hora.
Depois de quase uma hora uma enfermeira vem nos avisar que Diana já estava no quarto.
-só pode entrar duas pessoas, ela ainda está dormindo.
-vai vocês, vou tomar um café depois nos encontramos - Carol fala ao ouvir a enfermeira.
Quando chegamos ao quarto meu coração bateu mais forte, Diana estava inerte , com aparelhos a monitorando.
Depois de algum tempo, minha amada acorda agitada, me aproximo tentando passar-lhe segurança.
-calma-se amor, agora você está bem.
-estamos aqui com você Di.
Vanessa se aproxima da cama junto à irmã.
Ela tenta se mexer, mas não consegue. Seu olhar era desesperador.
-minhas pernas... Não sinto minhas pernas!
Ela se agitava sobre o leito , sua expressão era confusa.
- se calma Diana, vou chamar uma enfermeira!
Vanessa aperta o botão ao lado da cama e em menos de um minuto aparece uma enfermeira, que por sinal era muito bonita, no quarto.
-minhas pernas... Não consigo senti-las.
-se acalme você passou por uma cirurgia delicada. Você não pode se agitar, precisa de repouso- a enfermeira injeta um líquido no soro de Diana que em segundos volta a dormir.
-por que ela não está sentindo as pernas? – Vanessa se adianta em perguntar.
- deve ser devido a cirurgia, vou conversar com o doutor pra que ele converse com vocês.
....
A confusão que se instalou naquele cativeiro foi geral. Lauro praticamente me arranca do lugar onde me mantinha presa. A voz de pessoas do lado de fora era sinal que haviam descoberto aquele lugar. Sinto uma arma sento pressionada contra minha costela. Apesar do medo , fiquei grata por , nem Vanessa e nem Jessica estarem ali naquele momento.
Senti o momento que Lauro foi atingindo, o sinto cair e em seguida algo como fogo me atingindo. A última face que lembro ver foi de minha amada.
Agora estava eu, naquele leito rezando pra que voltasse a sentir meus movimentos.
Quando acordei, não estavam somente minha irmã e Jessica no quarto, meus pais estavam ali e conversavam com as duas, por tempos sonhei com aquilo, ver minha família junta.
- Oi minha filha, como esta se sentindo? - meu pai pergunta, a me ver gem*r.
-estou com um pouco de dor!- falo ainda sonolenta. O remédio aplicado pela enfermeira ainda não perderá o efeito.
-o médico nos falou que vai ficar tudo bem , que em alguns dias voltará pra casa- minha mãe fala , depositando um beijo em meu rosto. Jessica estava um pouco afastada, queria ela ali, perto de mim. Estava com saudade de seu cheiro, de seus beijos. Sabia que teríamos que conversar, mas cedo ou, mas tarde, ela parecia ter superado o que havia acontecido tanto que já até conversava com Vanessa, aquilo era um bom sinal.
-Jessica! - a chamo, minha voz estava sonolenta. Ela se aproxima.
-Oi Diana! O médico disse pra não se preocupar, seus movimentos não foram afetados pela bala. Ele nos disse que quando se recuperar melhor irá conseguir andar normalmente.
Fiquei aliviada, estava com medo de ter perdido meus movimentos.
-como você está, porque a levaram pra aquele inferno em que Lauro me prendeu- falo já olhando pra Vanessa.
-não a levamos...
-ninguém me levou Diana, os segui com André e o Marcos.
Ao ouvir o nome de seu ex, meu semblante fechou, aquele puxa saco ainda não desistirá dela!
- você sabe que isso foi loucura, não é Jessica! Não pensou que algo de pior poderia ter acontecido?
- eu sei Diana, mas não dava pra ficar sentada aguardando por notícias. Não me arrependo, faria tudo de novo se fosse preciso.
-Obrigada Van, sei que se arriscou pra me salvar...
-Di , muita coisa aconteceu por eu conhecer aquele louco. E também sei que faria o mesmo por mim.
-pelo visto resolveu acordar- a enfermeira que aplicou a medição, mas cedo em mim, entrou no quarto falando- mas vou ter que interromper essa reunião de família, preciso levar Diana pra fazer alguns exames.
Ela era bonita, brincalhona e sorridente. Percebo que Jessica fecha o semblante quando a profissional, afasta o lençol e toca em minha coxa.
-está sentido minha mão?
Sacudo a cabeça em negativo. Apesar de o médico ter falado pra não nos preocuparmos , eu estava com medo.
-vou leva-la pra fazer alguns exames!
-porque vocês duas não aproveitam e vão em casa descansar, não se preocupe quando voltarem ainda estará aqui! - brinco olhando pra Jessica e Vanessa.
-vou fazer isso mesmo, estou com sua roupa desde ontem- foi nesse momento que percebi que minha irmã estava com minha roupa que de havia deixado na casa de Jessica.
-você também amor, vá descansar, quero você bem e descansada.
Ela sorri com minhas palavras, estava com tanta Saudade daquele sorriso, que iluminava meu dia.
-vou sim, mas do vou tomar um banho e volto- se aproxima e deposita um beijo em meus lábios- te amo- como sempre acontecia, meu coração disparou.
Entram no quarto mais dois enfermeiros e me levam. Torcia pra que nada de ruim constatasse nos resultado.
...
P/ VANESSA
Ver Diana viva e bem era tudo que eu queria. Quando Jessica e eu entramos no quarto parecia que somente naquele momento, consegui respirar.
Com tudo que aconteceu, parecia que a namorada de minha irmã havia deixado nossas diferencias de lado. Enquanto conversávamos Diana acorda, senti meu coração aperta quando a ouvi dizer que não sentia as pernas. Durante a espera por sua recuperação, meu maior medo era que tivesse sequela com o tiro que recebeu.
Enquanto voltou a dormir, conversamos com seu médico, que nos falou que não fora atingindo nenhum órgão que pudesse lhe causar paralisia, mas só daria seu parecer quando fizesse maiores exames pra tirar algumas dúvidas.
Enquanto ia pra casa trocar de roupa meus pensamentos se prendem nas palavras do médico. Resolvo ligar para Carol que tinha ido para a empresa, a pedido de Jessica.
-Oi amor, almoça comigo? Preciso te ver.
-acabamos de nos ver Vanessa!
-eu sei, mas já estou com saudade-falo dengosa.
-como Diana está? - ela saiu do hospital , antes de minha irmã acordar.
-o médico pediu alguns exames, mas aparentemente está bem!
- a Jessica ficou no hospital, tenho alguns documentos pra ela assinar, tenho que despachar hoje ainda.
-ela foi à casa dela, mas não vou me admirar se quando voltar para o hospital , a encontre lá. Liga pra ela, pede pra passar na empresa antes de voltar pra junto de Diana. Preciso conversar!- estava me sufocando o medo de minha irmã ter sofrido alguma sequela com o tiro que levou.
-tem certeza que não aconteceu nada?
-tenho sim, só preciso te ver!
Despedimo-nos e segui pra casa. Desde o sequestro não tinha ido a minha casa, quando entrei parecia que há anos não entrava ali. Fiz o que tinha a fazer, apesar do sono, não conseguia descansar. Na hora de encontrar com Carol, fui no meu quarto e peguei aquele colar que nunca consegui me desfazer e sai ao encontro de minha namorada.
Carol me esperava na entrada da empresa, a seu lado estava a secretaria de Diana. A me ver Carol sorri, Suzana me encara como se me acusasse de algo, gelei ao imaginar do que se tratava.
-Oi amor, vamos?
- Vanessa essa é Suzana, secretária de sua irmã. Mas acho que você já a conhece!
-Oi, tudo bem? -as palavras de Carol me causaram mal estar, tinha certeza que teria muito a me explicar, pelo menos com minha namorada - vamos linda, quero muito conversar contigo.
-realmente temos muito a conversar.
Nem bem sentamos no restaurante, Carol me olha e pergunta o que temia.
-você se passou por sua irmã, e dormiu com a Suzana?
-Carol, quando isso aconteceu não tínhamos ainda reatado. Ela me confundiu com Diana, no dia em que vim te procurar e te vi com sua ex-namorada.
-estou com ódio de pensar que ela te teve- sua expressão era mesmo de raiva, apesar da vontade de rir de seu jeito ciumento, eu sabia que, se fizesse isso, seria nosso fim.
-amor, para de pensar nisso, eu nem senti nada , só conseguia pensar em você!
-agora me fala, a Diana está bem mesmo. A Jessica foi à empresa assinar uns documentos, mas não tive coragem de perguntar muita coisa. Ela estava desolada e parecia preocupada.
Enquanto explicava pra ela tudo que se passou quando Diana acordou, ela só me olhava. Eu ainda ia ouvir muito por conta de meu deslize com Suzana.
...
P/CAROL.
Olhava Vanessa, falar sobre a situação de sua irmã. Dava-me um aperto no coração de imaginar Diana sem movimentos, dependendo de alguém, uma pessoa tão ativa , tão independente, mas tinha certeza que jamais seria abandonada pelas pessoas que a amava.
Quando Jessica chegou à empresa, percebi o quanto estava abalada.
-me desculpe por pedir que venha aqui, mas precisava que assinasse esses documentos.
-tudo bem Carol, preciso me distrair senão vou acabar pirando com tudo isso.
Ela assinou os documentos e foi embora.
Quando Vanessa chegou, por concidentemente Suzana estava na entrada da empresa esperando alguém. Quando vi Vanessa perto, fiz questão de apresenta-las pra ver a reação de minha namorada.
-por isso a Jessica estava tão pra baixo, só de imaginar você nessa situação me da uma dor fora do comum-falo depois que Vanessa termina de narrar a situação de Diana- mas tenho certeza que Diana sairá dessa , e as duas viverão esse amor.
-acho que depois dessa tragédia o pai de Jessica as deixará em paz, ele percebeu que senão as aceitarem, perderá a filha.
-você precisa dormir, esta praticamente acordada a dois dias.
-não vou conseguir dormir, enquanto não souber o que está acontecendo com minha irmã! -ela estava determinada, se pudesse iria leva-la pra casa e faze-la dormir, pelo menos por algumas horas.
-Jessica está com ela, tenho certeza que se acontecer algo ela te falara - sua expressão era determinada- então quando sair da empresa, irei te buscar no hospital pra irmos pra casa- ela sorri quando pronunciei isso.
-temos que pegar Valéria, já faz dias que não a vejo.
Naquele mesmo dia, minha filha havia ligado, alegando está com saudade de sua tia.
-ela está com saudade de você!- desde que Diana tinha sido sequestrada, era a primeira vez que Vanessa sorria aquele sorriso que amava.
-estou com saudade dela também, quando tudo isso acabar quero passar uns dias com vocês, só nos três. Falei com Vivian hoje, ela falou que assim que passar as festas de final de ano vai me dar férias.
-falar nisso, daqui a 4 dias e o natal . Você passará conosco, não é?
-sinceramente Carol, ainda não pensei nisso. Só consigo pensar na recuperação da minha irmã.
-tudo bem, mas não quero passar longe de vocês. Tenho certeza que Diana sairá do hospital antes e comemoraremos todos juntos.
...
Sai daquele hospital, mas deixei ali, meus pensamentos. Não conseguia pensar em, mas nada, a não ser em Diana.
Apesar de minha amada, esta com os pais minha preocupação continuava. Fui a meu apartamento o mais rápido possível, só o tempo de tomar banho e comer um lanche , pois nem vontade de almoçar estava.
Já estava a caminho do hospital, quando Carol me ligou avisando que precisava assinar alguns documentos. Segui para a empresa, mal entro Suzana me para afim de perguntar por Diana.
-bom dia dona Jessica, como está a Diana- via que sua preocupação era autêntica.
-ocorreu bem a operação, mas estamos aguardando por alguns exames. Você viu a Carol?
-ela está em sua sala.
Segui pra minha sala, não estava em condições de ficar dando satisfação. Carol estava em sua sala.
-Oi Jessica, bom dia !
-Bom dia Carol!
-como esta Diana- dei a mesma explicação que dei a Suzana, mas me referindo somente ao exame , já que ela acompanhou nossa espera no hospital. Assinei os documentos e os entreguei a ela.
Quando cheguei ao hospital, o casal Wanzeller não se encontravam no quarto de Diana. Entrei e fiquei velando seu sono. Ela parecia um anjo, sua respiração calma, nem parecia está enfrentando tanta coisa.
A enfermeira, a mesma que a atendeu pela manhã entra.
- ela ainda dorme?- se aproxima da cama , troca seu soro e antes de se afastar , Alisa o braço de Diana. Minha vontade era de manda-la afastasse de minha namorada.
-e o que parece- fui um pouco Grossa, ela me olha e sem mais dizer sai do quarto.
-que mulher abusada!
-quem?- Vanessa entra no quarto naquele momento.
-essa enfermeira que está cuidando de Diana! Mulher abusada, não perde uma oportunidade de toca-la.
Vejo Vanessa prender o riso e se aproximar da cama da irmã.
-já sabe o que deu no exame?
-ainda não, desde que cheguei ela dorme .
Parecendo sentir que havia pessoas ali, Diana acorda.
-Oi amor, como está?
Aproximo-me lhe beijando o rosto, seu olhar , sua expressão me fizeram ter medo da resposta a minha pergunta.
-fala Diana, o que o médico falou sobre os exames?
-ele disse que a bala estava próxima a minha coluna, causou lesão, por isso estou sem movimento.
Ela não me olhava, parecia está com receio.
-mas você conseguirá andar de novo, não é?
-terei que fazer fisioterapia.
-então amor, não tem porque se preocupar, estaremos com você!
- não quero ninguém ao meu lado, com pena da minha situação- foi grossa em suas palavras, via em seis olhos o quanto estava com medo.
Fim do capítulo
Boa noite meninas!
capitulo novinho, a situacao esta meio tensa, mas tenho certeza ira se resolver.
bjss
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Fabiola Ramos
Em: 11/06/2018
Com uma boa fisioterapia a Diana vai recuperar os movimentos das pernas, e esse ocorrido só servirá para fortalecer a relação delas.
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