Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 43
Vejo Lauro se curvar e ouço outro tiro próximo a eles. Vejo Lauro cair pro lado e logo em seguida Diana se curvar e cair a seu lado.
Não pensei em mais nada, corro pra entrada e invado o lugar sem me importar se seria atingida, pela troca de tiro.
- Diana, fala comigo - minha irmã está sangrando, me olhava sorrindo- por favor, minha irmã, não me deixa- eu chorava desesperadamente. Sem esperar vejo Jessica entra desesperada no local, seus soluços eram comoventes.
- meu amor, me perdoa por tudo- Diana se esforçava pra falar- eu te amo.
-Diana , não me deixa, fica comigo- Jessica falava entre soluços- DIANA- grita ao ver Diana encerrando os olhos. Naquele momento parecia que metade de mim, havia morrido.
Repouso minha mão em seu peito, seus batimentos estavam fracos, em um ritmo de abandono.
Os policiais entram na casa , o corpo de Lauro estava caído já sem vida . Na porta pelo lado de fora , um de seus homens jazia ainda com vida, pedindo ajuda.
- preciso de uma ambulância, minha Irmã esta ferida !
-já esta a caminho - ele se aproxima tomando seu pulso, Jessica estava sem chão , só chorava segurando a mão de sua amada.
...
Olhava meu amor caída , naquele chão sujo. Estava escondida quando ouvi os tiros e não pensei em mas nada, apenas corri em direção a casa que servia de cativeiro.
No dia anterior , depois de conversar com Vanessa, decidi voltar para meu apartamento. Depois que soube que a policia e Vanessa sairia do condomínio, achei que facilitaria meu plano.
Ligo para André avisando que dormiria em meu apartamento e peço que vá pra lá. Na saída da empresa passo na casa dos meus pais , queria conversar com minha mãe, mas não exporia o que tinha em mente , pois sabia que me impediria.
Quando entro estavam meu pai e Marcos , conversando sobre alguns negócios que meu ex estava pesquisando pra ele. Minha mãe estava lendo um livro e parecia alheia a conversa.
- Oi minha filha , que bom que chegou cedo , vou mandar por a janta - minha mãe fala.
- não estou com fome mãe, só vim pegar uns documentos, vou voltar pro meu apartamento.
-ah não vai não! - meu pai praticamente pula da cadeira ficando a minha frente - você não tem nada pra fazer lá, ainda mas com essa situação que está acontecendo , esqueceu que as pessoas que sequestraram Diana , estavam de olho em você também.
- seu pai tem razão minha filha, fique aqui , pelo menos até encontrarem Diana.
- eu vou ficar bem mãe, o André ficará comigo essa noite.
- quando tudo terminar , conversaremos Jessica - meu pai falava ainda com seu tom autoritário - quero você afastada de Diana.
- quando tudo isso acabar , não vou mais esconder o que sinto por ela, eu a amo. Com tudo isso que aconteceu, só me deu forças pra lutar por isso que sinto.
-não vou admit...- Marcos levanta e repousa sua mão no ombro dele, como se pedindo pra se acalmar.
-minha filha , se for isso realmente que te faz feliz, estarei a seu lado - minha mãe se aproxima e me abraça.
-Edna como tem coragem de permitir essa...
-acho que você não lembra o que passamos pra ficarmos juntos , não é Akira. Quantas vezes nos recriminaram , sua família só me aceitou quando Jessica nasceu. Não vou dar as costas pra minha filha , se é isso que a faz feliz, vou apoia-la.
-Obrigada mãe!
- vou te acompanhar até seu apartamento Jessica. Preciso conversar contigo - Marcos fala, meu pai ficou mudo , com as palavras de minha mãe. Quem sabe agora, ele não parava pra pensar.
-vamos no meu carro , depois você vem buscar o seu - ele sacode a cabeça concordando. Já dentro do carro , pergunto sobre o que queria conversar - o que aconteceu , o que queres conversar comigo?
-na verdade queria te perguntar... O que você está tramando Jessica, ouvi você conversando com André ontem.
Fiquei por alguns segundos muda , sem saber o que falar.
Talvez fosse bom conversar com ele sobre o que estava querendo fazer.
-e não me diga que não é nada, pois te conheço muito bem.
-tudo bem, vou te falar o que está acontecendo...
Falo tudo o que estava tramando , converso sobre a ajuda de André. Marcos com certeza tentaria me fazer desistir da ideia, mas não ia desistir.
-você tá maluca Jessica! Isso é perigoso, me admira o André ter concordado com tudo isso. E outro maluco.
-Marcos não vou desistir , não vou conseguir ficar parada, sem saber nada , do que está acontecendo.
-tudo bem , mas vou com vocês pra garantir que nada te aconteça.
-não é preciso...
-não adianta , vou com vocês e ponto final. Como vão fazer pra não reconhecerem vocês, a irmã da Diana conhece seu carro.
-já pensei nisso, André locara um carro pediculado. Ele vai dormir em meu apartamento e quando saírem, seguiremos.
-tudo bem , vou em casa tomar um banho e em seguida vou pro seu apartamento.
- Obrigada Marcos!
- esses dias percebi o quanto você ama Diana, apesar de achar que ela não serve pra você - já ia reclamar , quando me interrompe com as mãos- espera! Como disse, acho que ela não serve pra você, mas vou respeitar sua decisão.
-vou esperar pelo André, e ligar pra Vanessa, tenho que saber mais sobre a saída deles.
Quando Marcos chegou já estávamos em meu apartamento. André estava todo faceiro ao saber que Marcos nos acompanharia. Não quis ligar pra Vanessa, pois acabaria desconfiando , então liguei pra portaria pra saber se Diana ( Vanessa) estava no apartamento dela.
Marcos e André ficaram conversando quando me despedir e fui para meu quarto, não conseguia me concentrar em mais nada, a não ser em Diana.
Pela manhã saímos cedo , os dois estavam estranhos , quase não se falaram, estranhei , mas não falei nada. Ficamos os três esperando a passagem de Vanessa com os policiais. Seguimos eles.
Da feita que nos aproximávamos do local de mata fechada , meu coração apertava.
- Conheço esse local!- André fala.
- como assim conhece?- Marcos pergunta curioso.
- cresci em um bairro próximo, nem sempre fui gerente! Minha família era humilde, estudei muito pra chegar onde estou.
Vi admiração nos olhos do meu ex . Diana já havia comentado sobre as origem de seu amigo , mas não se aprofundou.
Vimos os carros parando em uma entrada próximo a uma casa abandonada.
- dirige pro outro lado , vamos ver melhor o que acontece - fiz o que ele falou - para aqui, vamos andando pra não chamar atenção.
Fizemos o que o gerente falou, do ponto que ficamos a visão era ampla, tudo que acontecesse íamos ver.
Vi quando Vanessa se estreitou pra trás da casa, os policiais começaram a trocar tiro com os sequestradores, um deles estava inerte na entrada da casa, meu coração parou quando escuto barulho de tiro vindo de dentro da residência. Não pensei duas vezes, corri em direção a entrada.
Vi meu mundo desabar , quando vi Diana jogada no chão ensanguentada.
Agora estávamos ali , a caminho do hospital. A pessoa que a atendeu falou que ela estava com seus sinais vitais muito baixo, e que teríamos que ir o mais rápido possível para o hospital . Na hora de entrar na ambulância, apesar de meu desespero em querer ir com ela, eu sabia que Vanessa é que tinha o direito de ir junto.
- só pode ir uma pessoa acompanhando !- o rapaz avisa quando Vanessa e eu já estávamos próximas da ambulância.
- vai você Vanessa, é sua irmã-falei com o coração apertado.
- não, vou seguindo a ambulância, pode ir junta, sei que Diana ia querer isso.
Apesar da angústia que estava sentindo , sorri em agradecimento.
No hospital a levaram direto pra sala de cirurgia, rezava silenciosamente pedindo por sua recuperação, quando vejo entrar na sala de espera, Vanessa, Marcos e André. Minutos depois chega o casal , pais de Diana.
-como ela está? - senhor hidelgardo pergunta com lágrimas nos rosto.
-ainda não falaram nada, foi direto pra sala de cirurgia.
-minha filhinha, porque isso tinha que acontecer com ela- dona Carmem abraçava - se com o marido sem forças pra se manter de pé.
-tô me sentindo tão culpada, nada disso teria acontecido se não tivesse entrado na vida dela - me senti solidária com seu desespero.
-não fala isso, sua irmã te ama e jamais ira te culpar por nada, ela quis você na vida dela- falo me aproximando e a abraçando.
-Obrigada Jessica. Só quero minha irmã de volta e bem.
-ela é forte , tenho certeza que vai se recuperar - era o que eu mais queria no momento, ver de novo aquele sorriso que me encantou desde o primeiro dia, apesar de não ter admitido na época.
...
P/VANESSA
Escutar as palavras de Jessica, acalmou meu coração, era notório o amor que sentia por Diana.
Enquanto vinha no carro com André e Marcos , liguei para os wanzeller explicando o que tinha acontecido , sei que não era à melhor maneira de saber do que tinha acontecido...Pelo telefone, mas não conseguia pensar direito. Liguei também pra Carol , que já devia está a caminho.
Chegamos no hospital , Jessica estava na sala de espera, seu semblante era desolador. Esperava que Diana fosse forte o suficiente pra poder viver aquele amor.
-Alguma noticia Jessica? – pergunto ao me aproximar, com André e Marcos.
-ainda não, a levaram pra sala de cirurgia. Você ligou para seus pais - Jessica não se dá conta que colocará como filha dos vanzeller, não a corrigi, seu desespero a fazia ficar sem noção.
-eles estão vindo pra cá. Marcos ligou para seus pais que devem está a caminho também.
-só espero que papai não me venha com suas idéias preconceituosas, não irei admitir mas isso!
-conversei com ele Jessica, como te falei antes , vou te apoiar como amigo.
-Obrigada Marcos!
-será que não tem ninguém pra dar alguma informação da minha deusa!- André exclama, parecia a ponto de ter um ataque, por notícias de minha irmã.
-se acalma André, só vão nos dar notícia quando terminar a cirurgia , o que podemos fazer agora é rezar pra que de tudo certo - tento acalma - lo.
-eu sei deusa gêmea, mas não sei o que vai ser de mim se minha deusa me deixar!
-vira essa boca pra lá, André. Não posso nem cogitar essa possibilidade.
Jessica fala com um pouco mais de ênfase, ela estava sofrendo e André falando isso, só fazia com que ela talvez pensasse que tal possibilidade , pudesse vim a acontecer.
-não vai acontecer nada com ela , minha irmã e forte e sairá dessa.
Encerro aquela conversa . Nesse momento o casal Vanzeller entra na sala de espera , dona Carmem estava em pranto sendo amparada por seu marido. Quando me ver, ela corre e me abraça, Abraço esse que estava precisando, o mesmo Abraço que recebia de Carol, quando precisava ser confortava.
-minha menina Vanessa, cadê ela , como ela está?
- ela está sendo operada, não temos notícias!
-como isso aconteceu?- seu Hidelgardo indago, outra vez me senti culpada por ter atirado. O investigador havia falado que fiz a coisa certa , pois com toda certeza Lauro não hesitaria em atirar sem piedade .
- Márcio conversou comigo , logo depois que me ligou. Ele explicou tudo que aconteceu, você fez bem em atirar Vanessa, minha filha não teria a menor chance nas mãos daquele monstro.
O senhor pelo visto ainda não tinha conversado com a esposa, a respeito da troca de tiros. Com calma, explica o que sabia a respeito da invasão pra resgatar Diana.
Ficamos todos em silêncio, cada qual com seus pensamentos , seus temores. Os pais de Jessica chegaram, pensei que senhor Akira, como nos dias anteriores fosse repreender sua filha por ter se arriscado por Diana. Ainda não havíamos conversado , mas também achei imprudente a atitude dos três em nós seguir.
Senhor Akira Abraço a filha e sem falar mais nada, foi até seu amigo e sócio e o abraçou junto com dona Carmem, dona Edna ficou do lado da filha lhe dando força.
Quando Carol chegou, já havia se passado mais de uma hora que haviam levado Diana pra sala de cirurgia, eu andava de um lado para o outro, não conseguindo ficar parada.
-amor para de andar, vai acabar fazendo buraco no chão - Carol que estava sentada ao lado de André , segura minha mão pra que parasse de andar .
- não consigo Carol, preciso de notícias da minha irmã.
Mal termino de falar , entra na sala o mesmo médico que atendeu Diana.
-os familiares de Diana Vanzeller - ele me olha parecendo só agora ver nossa semelhante - seus pais estão aqui?- me pergunta , e antes de eu responder dona Carmem se adianta.
-somos os pais delas, como minha filha está? - o médico estava sério, não deixava transparecer nada em sua atitude.
-preciso conversar com vocês, por favor venham a meu consultório.
-eu também quero ir! Jessica se levanta automaticamente.
-você é da família? -o médico pergunta.
-ela é namorada de Diana!
Marcos fala deixando todos sem ação, seu Akira nada falou.
-então vamos!
Seguimos o médico ate seu consultório, nem bem sentamos seu Hidelgardo indaga.
-como minha filha está?
O médico continuava sério, um vazio , uma dor que me fez suspender minha respiração.
-durante a operação Diana teve duas paradas cardíacas, ela teve muita sorte da bala não ter atingido algum órgão vital. Só saberemos seu estado quando sair do coma.
-como assim coma! - Jessica se desespera .
Fim do capítulo
Boa tarde meninas!
capitulo postado, espero que gostem.
bjss
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Fabiola Ramos
Em: 27/05/2018
Bom... a Diana está em coma! Meu Deus!
Eu acho que com o sofrimento da Jéssica pela amada, o Akira vai acabar percebendo que a filha ama verdadeiramente a Diana, e vai pouco a pouco aceitando que elas se amam.
Tomará que a Diana fique bem, e sai do coma logo.
Por último mais não menos importante, o que será que rolou entre o André é o Marcos para ficar aquele clima estranho percebido pela Jéssica?
Espero ansiosamente pelo próximo capítulo.
Resposta do autor:
Boa noite minha linda!
e verdade, quem sabe vendo o sofrimento da filha Akira nao amoleca.
enquanto ao Andre e o Marcos... quem sabe?!
bjss
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