Capítulo 28 - Tá bom, eu te amo. Mas se alguma formiga morder minha bunda eu vou te jogar no rio
Capítulo 28 — Tá bom, eu te amo. Mas se alguma formiga morder minha bunda eu vou te jogar no rio
Três meses haviam se passado desde o aniversário lascivo de Flávia. Era final de agosto e aniversário de Cláudia, que estava fazendo uma festa no seu sítio em São Bonifácio, a oitenta quilômetros de Florianópolis. Não era um sítio grande, havia uma casa modesta com uma grande varanda, tudo de madeira, e um caminho com árvore até um pequeno riacho nos fundos da propriedade.
Ali fazia um pouco mais de frio que na Capital, perto das onze da manhã o casal chegou tentando não chamar muita atenção dos outros convidados, mas o local era aberto e todos olharam quando saíram do carro. Juliana vestiu sua blusa de lã chumbo, Flávia estava com um colete verde musgo por cima da camisa xadrez marinho e verde. Certa vez assistindo um filme em casa Juliana comentou que adorava mulheres de camisa xadrez, Flávia comprou uma parecida com a da protagonista do filme, para deleite da namorada.
Dali já era possível ouvir as músicas gauchescas que tocavam num carro aberto. Antes de chegar na varanda onde as pessoas bebiam e comiam petiscos direto da churrasqueira, precisavam passar pelo gramado arborizado onde Anderson jogava futebol com as três crianças: o filho de Karina e o casal de Cláudia.
Lucas correu para abraçar a tia, as outras duas crianças vieram atrás, todas foram esmagadas por Juliana, ajoelhada na grama. Flávia olhava disfarçadamente para Anderson, que a fitava sem reservas, eles ainda não se conheciam pessoalmente. Quando as crianças largaram Juliana, Anderson veio cumprimentá-las, de bermuda e com as mãos dentro dos bolsos do seu moletom branco.
— Oi Juli, quanto tempo, ainda lembra de mim?
Juliana levantou da grama e o cumprimentou com um abraço curto.
— Anderson, essa é a Flávia. Flávia, esse é o Anderson.
O garoto de cabelos castanhos suados estendeu a mão para um cumprimento, nem um pouco à vontade.
— Olá, Anderson, tudo bom? — Flávia perguntou educadamente.
— Tudo ótimo.
— Prazer em conhecê-lo.
— Você sabe quem eu sou, não sabe?
— Sim, irmão de Maicon.
— Ex-namorado dela.
— Ela sabe disso. — Juliana respondeu querendo logo sair daquela conversa.
— Namoramos por três anos, estávamos praticamente noivos.
— Não exagere.
— Eu sei, tomara que você encontre alguém tão legal quanto Juliana. — Flávia respondeu sem se abalar, fazendo uma carícia rápida no ombro da namorada.
— Ela não era sapatona antes de te conhecer. — O garoto insistiu. — Você sabia disso? Ela nunca gostou de mulher.
— Anderson, isso aqui é a festa da sua cunhada, ninguém vai lavar roupa suja hoje, ok? Desista, estamos felizes demais hoje para esse tipo de conversa. — Juliana disse incisiva, tomando a mão de Flávia.
— Só estava tentando alertar a moça.
— Alerta dado, não mexa com ela.
Juliana respondeu e conduziu Flávia para junto dos convidados.
— Achei que ele já havia superado. — Flávia disse no caminho.
— Eu avisei que ele era um babaca, deixe isso pra lá, tá bem? — Afagou a mão dela com o polegar.
— Olá, meninas! Que bom que toparam subir a serra! — Cláudia as recepcionou com um sorriso largo.
— E deixar de comemorar o aniversário da minha loira favorita? Nunca. — Juliana deu um abraço apertado, logo depois cumprimentou Maicon.
Foram até Karina, que conversava com duas amigas de Cláudia, apresentou em seguida Flávia para os outros convidados, todos amigos da família, não passava de uma dúzia ali.
— Sabe se Cláudia convidou nossos pais? — Juliana perguntou receosa para a irmã, Henri acabara de chegar com uma tábua cheia de pedaços de linguiça assada e farinha, prontamente devorado.
— Convidou, mas eles não vêm.
— Por minha causa? — Flávia perguntou.
— Não sei, a mãe disse que tá com uma gripe forte, e que o pai também tá gripando... Enfim, eles não vêm.
— Bom, ela não jogou fora o presente de dia das mães que mandei, isso é bom sinal, não é? Talvez meus sogros já não me odeiem tanto. — Flávia brincou.
— Ainda é muito recente, vocês precisam ter paciência.
— Nem tão recente, né, Ka? Conheço Flávia há um ano e meio.
— O relacionamento de vocês é recente, começou esse ano, sossega aí.
— Já conheci os avós de Antônio Carlos, é um bom começo. — Flávia disse.
— Eles não sabem que vocês são namoradas.
— Sabem. — Juliana retrucou.
— Sabem??
— Eu falei. — Juliana respondeu.
— E eles?
— A vó disse pra Flávia cuidar direito de mim, o vô perguntou qual a flor preferida dela. Ninguém se abalou, foi tranquilo.
— Meu Deus, mais desencanados que muitos jovens que vejo por aí...
— Por falar nisso, se o Anderson vier falar besteira pra Flávia de novo eu vou mandar esse idiota pro inferno.
— Orgulho ferido, daqui a pouco passa.
— Se eu namorasse com um homem ele não viria falar nada, porque homem respeita homem.
— Sim, código de conduta deles.
— Não vale a pena se estressar com isso, olha esse churrasco maravilhoso que está vindo em nossa direção. — Flávia mudou o tom da conversa, um tempo depois já estavam mais à vontade.
Perto de uma da tarde arrumavam a mesa para o almoço, as duas ajudavam a levar coisas e comidas para a mesa comprida já coberta por uma toalha.
Flávia interceptou Juliana que carregava uma travessa de risoto, seu semblante era de pavor.
— O que aconteceu? Por que essa cara? — Juliana perguntou.
— Ju, olha lá. — Apontou com a cabeça para o local onde os carros estavam estacionados.
— Meus pais. — Ela arregalou os pequenos olhos verdes.
— Por onde eu saio? Me escondo dentro da casa?
— Fica aqui.
— Você tá doida? São seus pais.
— Amor, fica aqui. — Juliana disse olhando em seus olhos, com a mão firme em seu braço. — Você está comigo, fica tranquila, se acontecer algo te levo embora.
Flavia titubeou, mas concordou balançando a cabeça, foi para perto da churrasqueira ajudar a cortar as carnes e dividir em travessas.
Juliana abraçou seus pais assim que eles se aproximaram, aguardou que eles cumprimentassem Cláudia e mais alguns convidados, então os abordou.
— Pai, mãe, posso apresentar Flávia a vocês?
— Onde ela está? — A mãe dela perguntou.
— Lá na churrasqueira. Mas se vocês não quiserem falar com ela hoje, tudo bem.
— Juliana, nós sabíamos que ela estaria aqui. — Seu pai ia dizendo. — Eu e sua mãe queremos conhecê-la.
O coração da jovem disparou de felicidade, prontamente os levou até Flávia, que suava frio. Pousou a mão no ombro da namorada lhe entregando um leve sorriso, a tranquilizando.
— Essa é a Flávia, e esses são os digníssimos Dona Wanda e Seu Joaquim, também conhecidos como meus pais.
— Oi, moça. — Joaquim estendeu a mão para um aperto, Flávia o cumprimentou respeitosamente.
— Prazer te conhecer. — Wanda a abraçou.
— O prazer é meu, Dona Wanda, vocês criaram uma família linda.
— Obrigada, querida.
— As meninas puxaram a beleza da mãe. — Joaquim brincou.
— E a modéstia do pai.
— Só eu herdei a modéstia. — Karina entrou na conversa. — Juliana se acha.
— Você tinha um pôster com sua cara pendurado na parede do quarto. — Juliana retrucou.
— Eu também quis fazer um seu, mas você não quis. — Wanda disse.
— Claro, eu tenho bom senso.
— Só não tem bom gosto, escolheu um pôster dos Backstreet Boys pra pendurar em cima da cama.
— Ela tá falando isso porque é fã do ‘N Sync. — Juliana explicou para Flávia. — É desdém.
— Eu não conheço nada disso, mas fiz a vontade das duas. — A mãe disse.
— Elas brigavam muito?
— Não, só de vez em quando escutava uns gritos, mas quando ia ver já estavam brincando em paz de novo. — Wanda respondeu.
— Uma vez Juliana atirou um paralelepípedo na irmã. — Joaquim contou.
— Que? — Flávia se abismou.
— Mas errou, acabou caindo em cima da própria bicicleta. — Karina riu.
— Por que você fez isso?
— Porque ela comeu meu iogurte, comeu o dela e o meu.
— Bom saber disso, nunca vou roubar sua comida.
— Nós vamos cumprimentar o restante das pessoas porque já vão almoçar, depois se você quiser posso contar mais umas histórias da infância dela. — Wanda falou para Flávia.
— Não! Nada disso. — Bradou Juliana.
— Eu vou adorar ouvir, Dona Wanda.
Após almoçarem, Juliana e Flávia se encontraram na cozinha.
— Está indo tudo bem, não está? — Flávia perguntou, já estava mais aliviada, mas ainda um tanto tensa.
— Perfeitamente bem, meu anjo. — Aproximou e a abraçou enlaçando seu pescoço.
— Tenho medo de decepcionar seus pais, sei que não sou nenhum motivo de orgulho para eles, pelo contrário, eu...
— Shhh... Você é a melhor nora do mundo. Eu morro de orgulho de você, entendeu? — Roubou um beijo. — Eles já se deram conta do quanto você me faz bem.
— Estou ansiosa para ouvir mais histórias da sua infância.
— Não, por hoje já está de bom tamanho.
— Um paralelepípedo, Juliana? Sério?
***
No meio da tarde o sol acalantava o belo sítio, Juliana abordou Flávia na varanda.
— Quer ir lá conhecer o riacho? Cláudia quer ir lá fumar escondida do marido e chamou a gente pra ir.
— Quero sim.
O casal, a fumante e Karina caminharam entre as árvores chegando ao pequeno rio cheio de pedras, havia um banco de troncos e um pneu de trator metade enterrado, servindo de banco também.
Flávia foi até a beira do rio e tocou nas águas, agachada, admirando aquele pedacinho de paraíso. Juliana sentou no chão gramado, recostada no pneu, as duas moças sentaram no banco.
— Achei que você tinha parado, Cláudia. — Karina perguntou.
— Um por dia, menos que isso não consigo. — Respondeu já dando baforadas. — Flávia, quer tomar um banho de rio?
Virou-se para trás e sorriu, levantou em seguida.
— Não, hoje não, no verão quem sabe.
— Até no verão essa água é um gelo. — Juliana disse. — Mas eu entro mesmo assim. Vem cá, senta aqui comigo.
Flávia sentou ao lado da namorada e continuou contemplando as águas, ergueu um braço para receber Juliana se recostando em seu ombro.
— Achei que ia rolar climão quando vi nossos pais chegando. — Karine comentou.
— Você viu como eles foram legais? Eu ainda tô passada. — Juliana respondeu.
— Também me surpreendi, acho que estão finalmente aceitando a situação. — Cláudia disse.
— Eu fiquei em pânico. — Flávia ia dizendo. — Pensei em fugir e me esconder no carro quando eles se aproximaram.
— Eles perceberam que o lance é sério. — Juliana ponderou. — O próximo passo é levar Flávia na casa deles, você poderia fazer seu pudim maravilhoso.
— Melhor esperar eles convidarem. — Karine disse.
— Vou precisar de um calmante quando esse dia chegar. — Flávia brincou.
Algum tempo de conversa depois, Flávia já estava sentada com as costas no grande pneu, com Juliana à sua frente, recebendo beijos demorados no ombro e pescoço. Anderson e Lucas chegaram às margens do riacho, para desgosto de Flávia. O menino assim que viu a mãe, saiu correndo e pulou no banco.
— Ele estava te procurando. — Anderson disse a Karina, depois olhou com reprovação para o casal que estava sentado na grama.
— O que foi, filho?
— Você veio pro rio e nem me chamou. — Lucas reclamou.
— Você estava jogando bola com seu pai. Senta aqui no meu colo.
— Quero mexer na água.
— Hoje não.
— Deixa, eu levo ele. — Anderson disse.
— Tá, vai lá, mas não molhe a roupa.
Cinco minutos depois Lucas veio correndo mostrar uma pedra para mãe, Anderson retornou devagar, na direção das meninas.
— Seus pais podem aparecer aqui, vão te ver assim.
— Assim como? — Respondeu Juliana com sarcasmo. — Sentada na grama? Eles não lavam mais minhas calças.
— Vocês não precisam esfregar na cara de todo mundo que são sapatonas.
— Anderson, na verdade você está incomodado porque estamos esfregando na sua cara que Juliana é muito mais feliz sem você, confessa. — Flávia resolveu falar, Juliana riu.
— Vocês nunca serão aceitas, isso não é normal.
— Quem nos importa já nos aceita. — Juliana respondeu.
— Inclusive meus sogros.
Anderson balançou a cabeça em reprovação, tomou uma pedrinha no chão e jogou no rio.
— Não tô falando isso por mal, não desejo mal a vocês nem nada, só fiquei com pena por você ter escolhido essa vida, você merecia coisa melhor. — O garoto voltou a falar.
— Você não tem o direito de falar assim. — Juliana se enfureceu e tentou levantar, Flávia não afrouxou os braços ao redor do seu corpo.
— Não vale a pena. — Flávia sussurrou em seu ouvido.
Cláudia levantou do banco e foi até ele.
— Tenha respeito, garoto. Peça desculpas a Flávia. — O repreendeu.
— Foi mal, não tive intenção de ofender ninguém.
— Então peça desculpas.
A contragosto, ele se aproximou e estendeu a mão para Flávia, que aceitou o cumprimento.
— Desculpa, nem te conheço direito. Espero que vocês sejam felizes, Juliana é a pessoa mais gente fina que já conheci.
— Peça desculpas a Juliana, ela não fez nenhum mal a você. — Flávia respondeu.
— Tá bom, Juli, desculpa, não vou mais falar do teu namoro. — Ele disse com as mãos dentro dos bolsos do moletom. — Você sabe o que faz, é que isso tudo é estranho demais.
— Daqui a pouco você acostuma, eu já costumei faz tempo. — Cláudia disse.
— Já me acostumei a ter uma cunhada e não um cunhado. Bom, eu vou voltar lá pra casa, Lucas molhou as mangas do casaco.
— Também vou, fiquem à vontade, meninas. — Cláudia disse e deu um tapinha no ombro de Anderson, para que a acompanhasse também.
As duas estavam sozinhas na margem do riacho, acompanhavam o sol descendo entre os morros com um silêncio reflexivo.
— Desculpe por isso. — Juliana disse ficando de frente com Flávia.
— A culpa é somente dele. O azar de ter perdido você também. — Sorriu, ganhou um beijo.
Juliana segurou as golas do colete acolchoado que Flávia vestia.
— Você está linda, gatinha. Quer namorar comigo?
— Sei não, você tem um ex meio louco. — Brincou Flávia.
— Idem. Aceita? — Juliana disse aos beijos em seu pescoço.
— Não sei...
Juliana a derrubou na grama, deitando por cima dela.
— Aceita? — Disse e a beijou.
— Tem formigas na grama, Juliana.
— Então diz que aceita.
— Aceito, aceito!
— Diz que me ama.
— Estou sentindo as formigas entrando na minha roupa.
— Vai, diz.
— Tá bom, eu te amo. Mas se alguma formiga morder minha bunda eu vou te jogar no rio.
***
Dois meses depois o casal havia se mudado para uma casa com quintal e árvores na cidade de Santo Amaro da Imperatriz, a trinta quilômetros da Capital. A casa era simples, quarto e sala, ainda faltavam alguns móveis, mas ali estavam ainda mais felizes e unidas.
Flávia já não procurava emprego, agora iniciava sua empresa de jardinagem, tinha clientes fixos e contratos.
As duas juntaram um pouco de dinheiro e pagaram a Doutor Afrânio para que assumisse o caso de Adriana, a colega de prisão de Flávia. Assim que tomou frente do processo, pleiteou e conseguiu redução de pena e algumas regalias, logo ela já estava cumprindo a pena no semiaberto, podendo ver seus filhos com frequência.
Finalmente veio um convite para que Flávia almoçasse num domingo na casa dos pais de Juliana, sentia estar ganhando uma nova família. Ela visitou o pai em Minas Gerais num feriadão, que a convidou a morar com ele, mas ela tinha certeza que seu lugar era em Santa Catarina, com sua Juliana, agora aquele era seu lar, nunca fora tão realizada. No mês seguinte Flávia fez um curso especifico sobre orquídeas em Joinville, Juliana a acompanhou, foi a primeira viagem do casal.
Era final de novembro e as duas conversavam à tardinha do sábado, na pequena varanda da casa amarelinha em que moravam, Flávia bebia café, Juliana chimarrão.
— Como está o trabalho de Seu Zeca? Satisfatório? — Juliana perguntou, afagava a perna da namorada ao seu lado, no degrau de entrada.
— Ele entende muito do assunto, tem sido um ótimo funcionário, está sempre bem disposto.
— E parece tão grato pelo emprego.
— É sim, ele saiu da cadeia há doze anos e nunca conseguiu um emprego fixo.
— Por que ele foi preso? — Juliana perguntou.
— Tráfico, ele ajudava o filho a guardar mercadoria.
Juliana balançou a cabeça assimilando, deu um gole na cuia.
— O que você vai fazer ali? — Apontou para um canto do quintal, onde havia terra mexida e uma saca de adubo.
— Flores, quero plantar as mesmas que seu avô planta, aquele canto vai ficar lindo e colorido, você vai ver.
— Você gosta mesmo dessas coisas, não é? — Juliana percebia o brilho nos olhos de Flávia.
— Amo. — Roubou um beijo. — Estou rodeada do que mais amo nessa vida.
— Flores e café?
— E você. Ju, você me devolveu o prazer de viver, meu amor por você é tão grande que transborda em tudo o que eu faço.
— Ah, meu amor... — Juliana largou a cuia, lhe dando um abraço apertado e cheio de beijos.
Não saíram naquela noite, o sábado à noite foi todo delas, uma janta, vinho e a cama. Flávia acordou na manhã seguinte com Juliana entrando no quarto com o notebook em mãos.
— O que foi?
— Amor, eu passei. — Disse com felicidade.
— No que?
— No concurso! Acabei de ver aqui no site, eu passei! E esse é para trabalhar em Florianópolis!
Flávia se ergueu na cama, Juliana pulou ao seu lado.
— Parabéns, meu amor! É super merecido! Vem aqui.
Após um beijo de comemoração, Flávia perguntou.
— Mas você prestou vários concursos, qual você passou?
— Para agente penitenciário.
FIM
Fim do capítulo
Meus amores, obrigada por acompanharem mais uma historinha minha!
Hoje tenho uma sensação de ciclo fechado ao finalizar minha primeira história, iniciada há 13 anos. Dos 11 capítulos já escritos fiz uma bela revisão e tornaram-se 8. E desses 8 escrevi mais 20 agora, dando um desfecho decente para Juliana e Flávia, que passaram 13 anos pedindo que eu desse uma chance para elas. E para o final ficar perfeito, ele termina na minha querida cidade natal: Santo Amaro da Imperatriz.
Foi também uma ótima forma de espairecer a mente, depois de 3 anos escrevendo 2121. Algo leve e simples para aliviar!
E o que vem agora? A escrita vai esperar um pouco, meus esforços serão para fazer a segunda edição da Revista Léssica e para lançar fisicamente A Lince e a Raposa. Só depois retomo a escrita do romance que comecei no NaNo e inicio o segundo volume da Lince.
Quem venceu a brincadeirinha do easter egg foi a Kaline! Ela lembrou da prisioneira brasileira na prisão da Sibéria onde Sam ficou presa, a Flávia, que adorava ler e que depois se tornou a namorada da Svetlana. Inclusive eu dei as mesmas características físicas para a Flávia de 2121. Parabéns, Kaline!
Obrigada pelas leituras e pelos comentários! Até a próxima!
Comentar este capítulo:
Zaha
Em: 21/05/2018
Oieee
Fechou com tudo! Adorei e amei o casal!!!
Flávia?Nem lembrava do nome...nem tenho registrado na mente! Hahahaha.
Feliz que tenha finalizado esse projeto que ficou engavetado durante anos. As coisas acontecem no momento certo, para cada projeto há um tempo!
Flávia é show de bola!!
O final foi lindo...me imaginei aí nessa casinha!!
Agente penitenciária?!! Adorei e Flavinha gostou?
Beijosss
Tay Bandeirah
Em: 26/02/2019
Preciso dizer que amei essa história, ela é gostosa de ler e nos envolve completamente.
Parabéns pelo enredo e muito obrigada por permitir que compartilhemos cada momento desse casal lindo.
Beijão.
Tai
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Vallery Pimenta
Em: 31/05/2018
Adorei a estória <3 Parabéns, Cristiane!
Resposta do autor:
Obrigada por me ler, querida!
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Andys
Em: 23/05/2018
Olá autora!
Adorei a história com simplicidade e muito agradável de ler.Fiquei na torcida pela Flávia e observando a Juliana amadurecendo e enfrentando os desafios. Ainda não li outras histórias da autora mas com certeza vou ler.Bom descanso da escrita!
Abs!
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Silvana Januario
Em: 22/05/2018
Chefa!!!
Que prazer enorme poder comentar essa história maravilhosa. Enfim, pudemos nos deliciar com Juliana e Flavia até o fim. A espera valeu a pena.
A história foi muito gostosa de se acompanhar, apesar de não gostar muito de Juliana, tampouco dos pais dela. O Anderson tbm é um babaca com dor de cotovelo, mas é o que acontece com muitos homens que não percebem o namoro desandando e quando a namorada segue a vida, ficam aí chorando.
A surpresa grande da história foi a irmã da Juliana, muito madura e centrada e sempre esteve ao lado dela.
Enfim, história deliciosa de se ler, agora é esperar esse hiato passar pra acompanharmos novas histórias.
PS: estou te acompanhando no desafio da semana.
Beijos!!
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mtereza
Em: 21/05/2018
rsrsr Amei o capítulo final principalmente o fechamento com Juliana tendo passado para Agente Penitenciária kkk muito legal o seu conto amei estou agora ansiosa para ler em meio físico A lince e a Raposa amo a história das duas bjs e sucesso nos seus projetos Cris
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Lujan
Em: 21/05/2018
Parabéns Cristiane pela tema abordado na história, mostrando a realidade dos presídios feminino mesmo em uma história de ficção,o preconceito dessas mulheres quando saem o que elas passam lá dentro pra sobreviver, é com orgulho que leio suas histórias suas habilidades pra escrever so me fascina rss espero no futuro lê suas obras impressa.
Abraço
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Krikadreammy
Em: 21/05/2018
Oiii,
Essa foi a primeira história sua q li, e simplesmente ameei!!!
Pena q td q é bom acaba...
Parabéns!
Kris
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perolams
Em: 21/05/2018
Agente penitenciária humana, vai na contramão de uma galera que apareceu nesses capítulos aí, pois passou pela aflição de ter uma "companheira detenta". Ainda bem que você decidiu dar uma chance a Flávia e Juliana, no fim das contas nós que ganhamos. Obrigada.
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Sem cadastro
Em: 21/05/2018
Oieee
Fechou com tudo! Adorei e amei o casal!!!
Flávia?Nem lembrava do nome...nem tenho registrado na mente! Hahahaha.
Feliz que tenha finalizado esse projeto que ficou engavetado durante anos. As coisas acontecem no momento certo, para cada projeto há um tempo!
Flávia é show de bola!!
O final foi lindo...me imaginei aí nessa casinha!!
Agente penitenciária?!! Adorei e Flavinha gostou?
Beijosss
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patty-321
Em: 21/05/2018
Maeavilhoso conto. Sua marca registrada contida nele. Parabéns. Obrigada por compartilhar. Flávia e juliana ja fazem parte da minha seleção de personagens q amo. Boa semana. A raposa eca lince e o unico romance seu q nao li. Nem sei porque. Vou adquiri e ler no físico. Bjs.
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