Calma mulher!
O dia amanheceu calmo e tranquilo. O café naquela mesa escolhida ao acaso lhe fazia companhia. Olhava pela janela atenta as pessoas que surgiam e sumiam de seus olhos, sorriu pensando no quão engraçado era aquela comparação. Notava como estavam sempre apressadas, agitadas, sem paciência. Havia casais com sorrisos falsos e amigos com olhares verdadeiros. As pessoas nunca sabem o que é o amor, acham que amam e até acreditam nisso, mas ela sabia que amar não é para qualquer um.
Olhou ao redor e notou como as pessoas que estavam acompanhadas nas outras mesas eram mais solitárias que ela. O celular na mão o café no outro e a companhia da mesma forma. Como as pessoas podem ser tão fazias, sem nem ao menos saber que são! Estava divagando quando uma voz a interrompeu.
- Se estiver me seguindo acho bom parar agora! – Olhou para aquela voz e sorriu cansada.
- Isa, eu não estou com ânimo para dialogar calorosamente com você. Então se puder tirar seu lindo corpinho da minha frente eu agradeceria! – Falou olhando para o café em suas mãos.
Isadora sentiu que algo estava errado. Rebeca não agia assim, muito pelo contrário, a ruiva adorava entrar em longas indiretas, mas algo não estava certo. A média pensou em deixar para lá... Porém algo a fez sentar e encarrar Rebeca. Será que ela estaria apaixonada por Theodora?
- Jesus! – Exclamou Beca impaciente.
- Não que eu acredite que você tenha fé, mas já que estamos com esse espirito de “amor”... O que está lhe deixando assim? – Foi direta.
- Desde quando você se importa? Pensei que me odiasse! Como todo mundo. O que está querendo? – Isa apenas sorriu divertida com a situação.
- Calma mulher! Nossa, até me animei. Estou pensando em pedir algo bem doce... O que me sugere?
Rebeca estreitou os olhos ameaçadoramente. O que Isadora estava querendo afinal? Notou como a morena estava mais leve, parecia feliz. “A separação fez bem para as duas no final”... Pensou, mas sem demonstrar qualquer sentimento...
- Torta de ameixa.
- Hum! Vai ser essa então. – Isa fez o pedido e ficou olhando Rebeca a todo o instante. Os olhos insistentes de Isadora começaram a lhe incomodar.
- Você é tão irritante!
- Obrigada! Vindo de você é o mais esplendoroso dos elogios que uma mulher pode receber. Se bem, que você falou do meu “lindo corpinho”, isso quer dizer que provavelmente a mais elogios contidos. – Piscou divertida. Rebeca percebeu o teor contido naquela conversa, não poderia continuar com aquela brincadeira, seria arriscado. Isadora era uma mulher especial, merecia se envolver com alguém que realmente valesse a pena.
- Sabe o porquê eu consegui separar você da minha irmã? – Falou cansada, notando como o sorriso sumiu dos lábios de Isa, “foi mais fácil do que imaginei” pensou.
- Quero muito ouvir...
- Simples! Vocês não se amavam! Lembro da Ceci falando como ficou impressionada, com a sua tal amiga, que estava na Europa. Na realidade ela ficou semanas comentando como aquela voz parecia ser conhecida. Como se sentiu bem em trocar poucas palavras com ela. Os olhos de Cecília brilhavam toda vez que você contava algo sobre a Theodora, e você fingia que não via. Eu pensei que você desistiria do casamento, depois que ficamos juntas...
- Realmente, você tem razão, eu deferia ter desistido. Mas eu não queria ver, é diferente de fingir!
- Para mim é tudo igual. Por isso que dei um leve empurrãozinho...
- O que? Tá me zoando, né? – O sorriso vitorioso de Rebeca estampou-se nos olhos de Isa. – Você fez tudo isso para ela terminar comigo?
- Não Isadora, eu fiz tudo isso para ela poder ser feliz...
- Ora, mas que jeito lindo de fazer a irmã feliz, trans*ndo com a mulher dela e dando em cima da Theo!
- Por favor, Isadora não seja burra, você não é! – Isa estranhou o elogio. – Elas se amam, o amor delas é palpável, mas se não aguentar as bancadas da vida, não é verdadeiro! Sabia que era questão de tempo até Theo e Ceci assumirem aquele sentimento para elas mesmas. E quanto a trans*r com você... Não foi nenhum sacrifício. – Pela primeira vez, Isa viu um sorriso sincero.
- Você tem um jeito estranho de demonstrar amor!
Rebeca a olhou intensamente, mas Isadora visualizou a tristeza por atrás deles.
- Talvez por que ele já tenha me ferido... Mas eu amo minha família, a mamãe e a Ceci, foi tudo o que restou!
Isadora não estava entendendo nada. Poderia confiar naquela mulher, ou seria mais uma forma dela conseguir o que queria? Qual era a verdadeira face de Rebeca.
- Eu ainda não confio em você... – Falou baixo, como se ponderasse.
- Eu não estou pedindo que confie, você chegou aqui como se fosse minha dona, me encheu o saco, que alias eu não tenho, para falar e quando falo... Você vem com “eu não confio em você”, me poupe né Isadora! – Beca levantou para ir embora, mas sentiu seu braço ser segurado. Observou como o toque de Isa era acolhedor.
- Não quis te importunar, suas palavras... Eu não sei como compreende-las. Não sei quem você realmente é. – Olharam-se por longos segundos, antes de Rebeca responder.
- Não perca seu tempo comigo Isadora, como você disse, não sabes quem sou, e isso já basta!
Rebeca simplesmente saiu pela porta, deixando uma Isadora completamente perdida. As palavras de Rebeca ecoavam em sua mente, sabia que ela fora sincera quando falou sobre Cecília.
- Quem é você Rebeca Jones? Quer saber... Vou descobrir!
Um sorriso tímido se formou no semblante de Isadora, que voltou a comer sua torta, enquanto olhava para as pessoas, através da janela!
§
Os olhos castanhos foram ganhando vida, conforme seu corpo despertava. Levantou-se e foi inevitável não lembrar da noite mágica que passou ao lado de Theodora! Das palavras... O beijo...
***
- Você quer entrar? – Theo fez uma cara divertida, pela pergunta feita por Cecília. – Me desculpa, esqueci que esse apartamento é seu, eu...
Theo caminhou em sua direção.
- Ei, amei o convite... Mas acho que não consigo mais ficar no mesmo espaço que você, sem tê-la...
Cecília sentiu a mão direita de Theo lhe segurar pela cintura, aproximando os corpos...
A respiração de Theo ia de encontro ao seu rosto. Cecília a sentiu contornar sua face e cheirar profundamente seu pescoço... Arrepiou-se! Sentiu como se sua alma estivesse sendo tocada...
Theodora não conseguia mais esperar... Precisava senti-la! Saber o gosto de seus lábios! A puxou com um pouco mais de força e antes de tocar em seus lábios se conectou com aquele lindo par de olhos castanhos claros, que reconheceram os azuis...
Aqueles olhos se pertenciam!
Theo aprofundou o beijo enquanto Lia circundava seu pescoço... Em um jogo de movimentos sensuais, o beijo tornou-se surpreendente... Carinhoso... Completavam-se... Estavam em casa! Aos poucos os corpos foram se afastando, mas as almas continuaram conectas!
- Tenha bons sonhos, minha doutora...
- Sonhe comigo, minha “Chaplin”...
Assim que Theo fechou a porta Cecília soltou o ar que estava preso em seus pulmões.
“Eu sempre pertenci a você”! – Pensou antes de subir para o quarto!
***
- Ai! Como eu te amo... Porque demoramos tanto para nos encontrar, porque me fez esperar tanto para te conhecer? – Sorriu ao notar que conversava com seu retrato no quadro feito por Theo. – Quero ser sua por inteira... – Tocou delicadamente naquela explosão que as tintas na tela formavam. – Meu amor!
O sorriso acompanhou Cecília por todos os cômodos daquele apartamento.
- Pensei que não levantaria da cama tão cedo! – Brincou Olavo.
- E como continuar deitada quando o cheiro de café invadiu o quarto. – Retribuiu a brincadeira.
- E eu que pensei que estivesse sonhando comigo! – Anunciou Theo entrando na cozinha. – E só para constar, adorei seu pijama do Pluto, papai, você fica sexy nele, né Lia? – A gargalhada de Theodora deixou Olavo sem jeito.
- Isso porque você não viu a “dancinha”... – Brincou divertida Cecília.
- Vocês são duas mulheres muito más! – Fingiu decepção.
Theo foi de encontro ao pai e lhe deu um abraço carinhoso, mas não via a hora de cumprimentar seu amor.
- Bom dia, Lia... – Foi até ela e colocou as mãos em seu pescoço puxando carinhosamente, os lábios estavam a centímetros de se tocarem.
- Bom dia, Theo! – Sorriu ao ver o sorriso de sua mulher.
Theo lhe beijou carinhosamente! E assim que se separaram o sorriso continuou em seus lábios.
- Isso aqui é uma casa de respeito! O dia nem amanheceu direito...
- Realmente, uma criança ter que presenciar isso... Pode trazer transtornos né Doutor! – Pablo gritou, fazendo ser notado.
- Sem dúvidas! Só me resta fazer uma coisa... – Ponderou Olavo, tendo a atenção de todos. – Preciso preparar mais panquecas! – piscou para Pablo, que prontamente foi ajudar.
- Vocês dois juntos, não sei o que é pior! – Exclamou Theo, que ainda possuía Ceci em seus braços.
- Você só está assim, porque, os dois não lhe chamaram pras panquecas, “Chaplin”? – Cecília a fitou e percebeu como ela ficava linda contrariada.
- Nem um pouco! – Fez bico.
Os três começaram a rir da cara de Theodora, que não deixou por menos e jogou a toalha de louça na direção dos rapazes.
O café da manhã daquela família foi regrado de brincadeira e cumplicidade. Theodora olhava tudo atenta, como se quisesse gravar cada sorriso... Cada palavra! Não poderia ter ganhado uma família melhor que aquela, mas havia uma pessoa que estava fazendo falta, sua melhor amiga.
- No que está pensando Theo? – Ceci perguntou assim que terminaram de lavar a louça, já que segundo os rapazes, eles haviam feito às panquecas.
- Como sabe que estou pensando em algo? – Olhou-a curiosa.
- Da mesma forma que você sabe que eu sei em quem estas pensando. – Sorriu carinhosa para ela.
- Isa.
Cecília soltou a toalha e lhe abraçou. Ficaram sentindo o perfume uma da outra. Até que Ceci sussurrou em seu ouvido.
- Do que tens medo?
Theo afastou-se o suficiente para olha-la.
- De nunca mais ser como era antes...
- Já faz alguns dias que não há vemos... A última fez foi quando ela me entregou os papéis. Theo, só tem um jeito de descobrir, você sabe.
- Sim eu sei. – Sorriu delicadamente por ter ao seu lado uma mulher como Cecília.
- Então meu amor, está esperando o que para ligar? – Beijou-lhe carinhosamente os lábios de Theo.
Theo sentiu o calor que saia de Ceci percorrer seu corpo, era como se a loira poderia alimentar-se disso.
- Vou fazer isso agora, meu amor! – Theo deu ênfase às duas palavras que Cecília havia dito sem notar.
Os olhos conversaram em um brilho intenso... Cecília beijou a bochecha de Theo, olhou brevemente para a sutil cicatriz que ainda possuía os pontos e foi ao encontro dos rapazes na sala, esperando encontra-la inteira, pois Olavo e Pablo iriam assistir o campeonato de futebol americano, e ninguém fazia ideia de como eles se emocionavam...
Theo esperou que a ligação fosse atendida.
- Pensei que havia se esquecido de que possuí uma amiga abandonada!
Theodora sorriu ao notar o drama feito por Isa.
- Nossa se eu soubesse que teria uma recepção tão acalorada teria ligado antes!
- Viu só, demorou por boba! – Ambas riram. – Então a que devo a honra?
- Na verdade não sei... Eu só queria saber como você estava... – O silêncio se fez presente.
- Você e esse seu jeito! Vamos para a farra, você leva a delicia da sua namorada e eu vou como a vela dessa vez! – A gargalhada de Isadora deixou Theo sem ação.
- Isa...
- Desculpa Theo, eu não podia perder a piada! Mas o que você acha de sairmos?
- E para onde vamos? – Perguntou Theo curiosa.
- Pizza?
- De bacon? – Ambas compartilharam de uma gargalhada gostosa.
- Tudo bem! Não vou te privar do seu sabor favorito. Diga pra Cecília que sua presença é mais do que essencial! – Theo percebeu a entonação da amiga.
- Direi! Você vai contar...
- Acho que chega de guardar segredos. Eu só tenho mais esse. – Falou pensativa. – Acha que ela irá me odiar?
- Descobriremos juntas! – Theo acalmou o coração de amiga.
- Sempre juntas!
§
Cecília e Theodora deixaram Pablo e Olavo confortáveis para assistir o campeonato. Na realidade os dois nem se importaram com fato delas estarem se arrumando para sair, não existia nada que os tirasse da frente daquela tv.
Ceci percebeu que os olhos de Theo estavam com um brilho diferente, já imaginava do que se tratava, afinal, Pablo iria dormir com Olavo...
- Esse brilho em seu olhar, devo me preocupar? – Encarou os olhos azuis de sua namorada.
- Ai depende... Quer passar a noite comigo? – Sorriu encantadora.
- Mais que tudo!
- Então deve se preocupar...
Ambas adentraram o restaurante sorrindo, em meio à conversa. Logo avistaram Isa, que possuía um sorriso divertido. Assim que chegaram à mesa, o casal abraçou a amiga.
- Engraçado... – Isa olhou para elas. – Isso tá parecendo à coisa mais normal que já fiz na vida.
- Achei que só eu tinha me sentido assim... – Respondeu Theo.
- Ok, somos três então. – Sorriu a Cecília carinhosa para elas.
- Já fiz o pedido, tamanho família! – Piscou para Theo.
- Aposto que já pagou também! – Retribuiu a piscada para a Isadora.
- Nem vem Theo! Você paga!
- Ora, mas por que eu?
- Que amiga faz com que a outra segure a vela e ainda pague a conta... – Fez um drama que era desconhecido para Cecília, no entanto, Theo conhecia bem.
- Tudo bem! Não precisa chorar... – Theo brincou.
- Nesse caso irei adiantar a sobremesa! – Falou divertida, arrancando sorrisos do casal.
- Não conhecia esse seu potencial para a dramaturgia, Isa. – Cecília comentou divertida.
- É porque você não teve o prazer de me ver atuando na escola... Lembro como se fosse hoje... – Isadora foi interrompida por Theo.
- Sim, você foi o vento mais lindo que passou pelo bosque!
A gargalhada de Theo invadiu o ambiente, sendo acompanhada pelas duas mulheres.
- Verdade, jamais existirá outro vento tão belo!
O clima estava muito gostoso e a pizza só ajudou a aumentar.
Isadora não queria estragar o momento, mas precisava contar. Olhou diretamente para Theo, que ao perceber, sorriu... Era a deixa para Isa, mas foram interrompidas por Cecília.
- Tá, já podem me falar. – As duas mulheres se assustaram com a constatação da ruiva. – Vocês duas estão a um tempão trocando olhares, e bom, conheço profundamente as duas, sendo assim... Falem!
- Vai se acostumando Theo! – Isa piscou para a amiga antes de continuar. – Ceci, eu seu que já falei tudo naquele dia que entreguei os papeis do divórcio, mas... Eu não lhe disse com quem foi, que eu...
- Me traiu... – Cecília completou para espanto das duas.
- Isso... Bom foi a...
- Rebeca. – Cecília completou novamente.
Tanto Theo quanto Isa estavam sem ação. Não esperavam por aquilo.
- Como você soube? A Rebeca contou? – Perguntou Isadora mais que curiosa.
- Não Isa, e pra ser sincera, duvido muito que Rebeca me falasse isso. Vocês podem achar minha irmã é a pior das pessoas, mas ela não é... Claro que me trair não é o principio da pureza... E quanto ao fato de eu saber, é fácil, não foi difícil juntar os pontos. Vocês duas se davam tão bem antes do nosso casamento, depois só viviam se estranhando, sem contar nos olhares raivosos de uma para a outra. Enfim, qualquer um veria.
- Não sei o que dizer...
- Apenas que acabou. E podemos ir para a sobremesa! – Cecília brincou e depositou a sua mão sobre a de Isa, acariciando-a.
- De minha parte não existe mais nada! – Sorriu retribuindo o gesto de Cecília.
- Sendo assim... Onde eu grito pra trazer a sobremesa! – Brincou Theo, sendo abraçada por Ceci.
- Mas é muito esfomeada, mesmo! – Divertiu-se Isa.
Já era noite quando as amigas se despediram. Passarem o dia juntas foi maravilhoso e divertido para o trio.
- Ceci... Você sabe se a Rebeca era apaixonada por alguém? – Tanto Cecília quanto Theo, estranharam a pergunta.
- Olha Isa, tudo que sei é que havia uma mulher misteriosa na vida de Rebeca, ela nunca me falou quem era... Mas algo aconteceu e depois da morte de nosso pai e da Lauren, ela ficou assim... Fechada, como se a única coisa que a deixasse feliz, era testar os outros. Parece que ela criou essa versão de Rebeca... Mas porque a pergunta? – Investigou Cecília, que não desviou o olhar da ex-esposa.
- Por nada... Vou indo. Cuidem-se!
Isadora sumiu mais rápido do que um ser humano era capaz. Arrancando risos de ambas as mulheres. Theo olhou para Ceci e sorriu.
- Ela tá mentindo! – Falou a loira.
- Sem sombra de dúvidas! – Acrescentou Ceci.
- Só nos resta esperar... – Pensou Theo em voz alta.
- Então você quer ficar ai esperando?
O olhar de Cecília era avassalador e uma energia sobre-humana percorreu cada parte do corpo de Theodora. Fazendo Theo pular na moto e acelerar em direção a sua casa. Assim que chegaram Cecilia notou como a casa estava com baixa iluminação, teria Theo feito tudo calculado? Ao olhar pelos vidros do ateliê teve certeza.
“Sim ela fez tudo de caso pensado!”. Ceci sorriu.
Theodora conduziu Cecília por entre as enormes árvores no jardim. A iluminação era feita pelas luzes pisca-pisca, brancas, de natal. No chão um enorme colchão cheio de macias almofadas vermelhas formava uma linda composição... Mas foi uma caixinha de veludo no centro, que chamou a atenção da ruiva.
Theo baixou-se e pegou a caixa...
Olhou para a mulher que povoava seu ser...
Abriu...
- Eu nunca fiz isso... Eu nunca namorei... Não sei ao certo, mas Cecília, não quero esperar, não tenho o porquê esperar. Então gostaria de saber se você quer se aventurar comigo, nesse insano mundo, e descobrir como podemos escrever juntas muito mais que as mil e uma noites!
Cecília ouviu a tudo aquilo maravilhada, que mulher era aquela em sua frente!
- Claro que eu quero meu amor! Quero você Theo, minha Chaplin, meu olho azul, minha falsa loira! – Brincou com a tonalidade do cabelo pintado de Theo. – Te quero muito além das mil e uma noites!
Uma lágrima feliz escorreu do olho castanho enquanto Theo lhe colocava a aliança.
- O que achas de começarmos a escrever nossas noites agora! – Theo olhou sugestiva para Cecília, que ao ver o olhar cafajeste de sua mulher, sentiu seu corpo arder e um pulsante palpitar entre suas pernas.
- Achei que nunca fosse falar! – Sussurrou Ceci em seu ouvido. Theo arqueou a sobrancelha, quando teve Cecília enlaçando suas pernas entre sua cintura, em um pulo sexy e gostoso.
- Você consegue ser mais sexy que isso? – Perguntou Theo visivelmente excitada.
- Me leve para esse colchão e descubra! – Sorriu Cecilia ao falar, pois viu como Theodora estava a comendo com os olhos. Assim que Theo depositou ambas sobre o colchão, foi à vez de Cecília perguntar. – E você... – Theo a olhou intensamente – Consegue ser mais cafajeste do que esse seu olhar?
Os olhares não se abandonavam...
- Assim que você tirar essa roupa irá descobrir...
Fim do capítulo
Que seja uma bela noite!
Obrigadas meninas, por mesmo eu tendo que me afastar, vcs continuarem a comentar...
Estou bem, sim! E feliz, por entrar e ver como existem pessoas que se preocupam conosco!
Um enorme BEIJÃO nesses corações!
<3
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patty-321
Em: 22/05/2018
Foi tao bom ver as tres bem e felizes. Tudo resolvido ebtre elas eca ceci sacou logo q foi traisa pelas duas. E terminou bem no melhor? Volta logo. Please. Bjs
Resposta do autor:
Oi Pattyyyy
Quero ver essas três muito, muitoo felizes!!
hehehehe
Eita, sempre termina na melhor parte, neh.. hehehe
Bjaooo, Té mais...
0/
Elizaross
Em: 21/05/2018
Que om voltouuuuuuuuuuuuuuu...
Cecilia que mulherrrrrrrrrrr!!!
Rebeca e Isa ia ser bom kkkk
Agora o meu casal e tudo de bom e gostoso né Theo e lia
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Resposta do autor:
Opaaaaaaa
Se for pra ter uma recpção dessas, eu tiro férias de novo, heheheh.
\0/
Rebeca e Isa... Humm, anotado aqui... kkkk.
Espero voltar logo e logo.
Bjaoo Eliza...
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Mille
Em: 21/05/2018
Oi Ka
Parece que a Isa e Ceci nunca foram casadas, mais é muito bom a amizade sinal que o amor delas é maior que a separação.
Mim surpreendi com a Cecília saber que a irmã foi a mulher que a Isa a traiu.
Bjus e até o próximo capítulo uma ótima semana.
Resposta do autor:
Olá Mille
Realmente, talvez nunca ouve cumplicidade entre elas... uashau.
Ceci é uma mulher esperta... Elas são ótimas como amigas.
Bjaoo, se cuida!!
Até mais...
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