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Tomada de assalto por Cristiane Schwinden

Ver comentários: 9

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Palavras: 1577
Acessos: 6148   |  Postado em: 17/04/2018

Capítulo 13 - Gosto de bolo de laranja

Capítulo 13 — O gosto do bolo de laranja

 

— Sério? Uma... Mulher? — Finalmente Juliana contava para Aline, sua melhor amiga, sobre Flávia. Estavam no chão da sala do apartamento de Everton num sábado à noite, que dominava o balde de pipoca.

— Um mulherão, Aline. — Everton brincou.

— Você a conhece?

— Não, só vi fotos. E ouço Juliana falar dessa moça há meses.

— Fui a última a saber?

— Não, até agora só Everton e minha irmã sabem. E minha irmã não sabe de tudo. E Cláudia só sabe que estou gostando de uma garota.

— E seus pais? Eles não te mataram?

— Eles nem desconfiam. — Juliana puxava os pés para perto do corpo, também comia pipoca. — Eu acho.

— Você já sumiu três vezes, eles devem estar começando a desconfiar.

— Sumiu pra onde? — Aline perguntou.

— Fui visitá-la na prisão, é longe daqui. Vou na minha quarta visita nesse sábado, queria ir quinzenalmente, mas não dá.

— Me mostra uma foto dela?

A contadora tomou o celular de cima do sofá e mostrou a tela para Aline, uma garota muito alta e tagarela, que cursava sua segunda faculdade, agora de pedagogia.

— Ela é bonita, mas é mulher, meio doido isso, né?

— Eu já me acostumei.

— Com o que?

— Com o fato de estar apaixonada por uma mulher.

— Você sempre curtiu mulheres? Por que namorou homens?

— Sei lá, gostava de mulheres, mas não me dava conta.

— Já ficou com alguma?

— Não.

— Não por falta de pretendentes que eu empurro. — Disse Everton.

— Não é porque estou me descobrindo que eu quero qualquer mulher, eu quero somente a Flávia.

— Nunca rolou nem um beijo?

— Ela tá presa, Aline. Não pode fazer nada dessas coisas nas visitas.

— E se você ficar com ela e não gostar?

— Daí a gente não fica mais, ué.

— Você vai querer fazer sex* com ela? — Aline perguntou enchendo seu copo com vinho, depois de encher o de Juliana.

— Claro, eu quero namorar com ela.

— Mas ela não tem pau.

— E daí?

— Eu e meu namorado vamos emprestar pra elas, Aline. — Everton zombou.

— Dois toscos, vocês dois. — Juliana rebateu e entornou seu copo.

***

No caminho de sua cela para o pátio, Flávia cruzou com o diretor da penitenciária, era sábado à tarde e ela seguia para receber suas visitas.

O grandalhão a encarou o quanto pode, com um sorrisinho satisfeito, amedrontando a prisioneira. Seu pavor evaporou quando viu Juliana sentada num banco a esperando.

— Maurício disse que vem semana que vem. — Juliana explicou após um rápido abraço.

— Aconteceu algo com ele?

— Não, hoje é o aniversário da Geovana, eles vão sair para comemorar.

— Quem é Geovana?

— A menina que ele tá ficando.

— Sério? Que bom, Mau andava tão jururu depois do término com Ângela.

— Você quer ficar onde? Aqui dentro? — Juliana perguntou.

— Prefiro lá fora, tem menos vigilância. — Deu bola fora.

— Por que você quer menos vigilância? — Perguntou com um sorrisinho, a deixando sem graça.

— Pra poder usar drogas em paz. — Riu. — Vamos.

Juliana estendeu uma toalha de mesa no chão. Sentaram no concreto próximo às quadras, recostadas na parede de um dos prédios. Duas crianças passaram correndo chutando uma bola derrubando a sacola de Juliana.

— Hey! Cuidado aí! — Flávia gritou. — Te acertou?

— Não, só a pobre da sacola.

— Não costuma vir muitas crianças aqui, na verdade não costuma vir visitas...

— Por que?

— Porque aqui é um presídio feminino, as mulheres costumam ser abandonadas. É diferente do presídio masculino, lá as filas de visitas são quilométricas, você tem que chegar de madrugada para pegar ficha. Visita íntima então, tem uma fila enorme.

— E aqui?

— Quase ninguém recebe, na verdade somente dois por centro das presas recebem visita íntima.

— E os homens?

— Mais de cinquenta por cento. Tem preso que recebe duas mulheres de uma vez só, na visita íntima.

— Como você sabe essas coisas?

— Tivemos uma palestra com uma assistente social e uma ginecologista dia desses.

— Eu não sabia dessa diferença enorme. Por que você acha que é assim?

— A sociedade é assim, né? A mulher tem que dar o exemplo, cuidar dos filhos, cuidar da casa... Quando ela comete um crime e quebra essa visão, ela é punida duas vezes, pela justiça e pela moral. Sem contar que tem carcereiro homem, tem agente penitenciário homem, você não faz ideia da quantidade de estupros que rola aqui dentro, mas eles abafam.

— Que horrível. — Juliana estava apavorada, o pote com bolo nas mãos ainda estava fechado.

— Temos sorte que aqui nessa penitenciária só tem mulher, porque em complexos mistos, quando tem rebelião os presos invadem as galerias femininas e vão à forra.

— Eu não fazia ideia... Você está correndo riscos aqui, então.

— Até agora estou sabendo me cuidar, ou estou tendo sorte. Tirando as baratas que estão aterrorizando nossa cela, estou indo bem.

— Eca! Odeio baratas!

— Eu também, mas tive que perder o nojo. Até ajudei a tirar uma do ouvido da Marcinha.

Juliana olhou o bolo em seu colo com feições nauseadas.

— Desculpe, vamos mudar de assunto. — Flávia disse tomando o pote das mãos dela. — Do que é?

— Laranja. Você gosta?

— Adoro. Sua mãe que fez?

— Eu fiz ontem.

— Hum, então você é uma boleira de mão cheia? — Já comia o primeiro pedaço.

— Ficou bom?

— Tá ótimo, Ju. Obrigada.

— Me dá um pedaço.

Uma hora depois, as duas conversavam lado a lado, com as cabeças apoiadas na parede.

— Eu adoro Maurício, mas estou adorando ficar sozinha com você. — Flávia disse com galanteio.

Juliana virou-se para Flávia, pousando a mão sobre a dela.

— E os fiscais do afeto estão longe. — Falou num sorriso bobo enquanto afagava sua mão, deixando Flávia com todo o corpo arrepiado.

A prisioneira a encarou por alguns segundos, cérebro e coração trabalhando a mil por hora.

— Você sabe o que está fazendo, Juliana? — Perguntou num tom condescendente.

— Estou comendo bolo de laranja com você. — Disse sem desviar dos olhos de sua interlocutora.

Flávia olhou para as mãos entrelaçadas e enlaçou ainda mais seus dedos, voltou a olhar para Juliana.

— Eu estou gostando de você, e é de um jeito diferente.

— Eu também estou gostando de você, senhorita.

— De um jeito diferente também?

— Diferente de tudo que já tive na minha vida.

Aquele sorriso com um quê de malícia derretia o coração de Flávia. Olhou para todos os cantos certificando-se que a vigilância não estava de olho nelas, aproveitou o momento para se aproximar e beijar a garota de forma suave, por muito menos tempo do que gostaria.

Juliana a fitou um tanto assustada, mas depois riu da timidez de Flávia.

— A bonita ficou tímida agora?

— Faz tempo que eu queria fazer isso, agora reuni coragem.

— Deveria ter tentado antes.

Flávia animou-se e roubou outro beijo, olhando para os lados na sequência.

— Tem gente olhando, que pena...

— Pelo menos agora conheço seu gosto. — Juliana a surpreendia.

— Bolo de laranja?

— Bolo de laranja. — Riram.

Já próximo ao final do tempo determinado para visitação, as duas sofriam com o início da despedida.

— Eu queria poder te dar uma data, mas não sei quando voltarei, meus pais estão desconfiando, minha mãe achou minha credencial e me encheu de perguntas, eu falei que era de mentirinha.

— Eu vou morrer de saudades, mas não quero que se prejudique por minha causa, tá bom?

Foi a vez de Juliana roubar um beijo discreto.

— Flávia...

— Sim?

— Eu andei pensando... O que você acha de fazer jus a essa credencial?

Flávia não respondeu, não tinha certeza se havia compreendido corretamente.

— É cedo demais, né? — A própria Juliana se respondia. — Eu imaginei que você pudesse achar isso, mas é que... Sei lá, a gente não tem seguido muito os padrões... — Riu. — E eu estou gostando pra caramba de você.

— Você tá falando sério?

— Sim.

— Não prefere esperar eu sair?

— Pra que?

— Pra me conhecer melhor.

— Você acha que precisa? Eu já gosto do que conheço de você. E essas amostras grátis de beijo me fizeram ter certeza.

Foi a vez de Flávia sorrir aberto.

— Juliana...

— Você não tá a fim, né?

— Eu estou afinzassa de você, mas não posso te oferecer quase nada presa aqui.

— Não tem problema, eu espero.

— Você é um anjinho, sabia? Não sei se mereço você.

— Ah Flávia, fica comigo, vai. — Falou dengosa.

— Claro que fico. — Tomou a mão dela com duas mãos. — Declaro esse crachá oficialmente verdadeiro.

— Fico te devendo um beijo de verdade.

— Vou pedir quando sair daqui.

Naquele dia Flávia voltou para a cela feliz como uma criança, mal podia acreditar que havia beijado a garota por quem estava apaixonada, parecia um sonho. Não queria pensar nos problemas agora, só queria prolongar o gosto dela pelo maior tempo possível, a felicidade era tanta que não conseguia disfarçar o semblante de boba apaixonada.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Li um livro sobre o sistema carcerário feminino brasileiro para me ajudar a escrever essa história, quem tiver interesse em ler, é muito bom e humaniza de forma justa essa realidade, é um livro-reportagem, se chama "Presos que menstruam", da Nana Queiroz. https://amzn.to/2HbiWdx


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Comentários para 13 - Capítulo 13 - Gosto de bolo de laranja:
Zaha
Zaha

Em: 17/04/2018

Voltei!!

Casal fofinho!!!! E Juli está lidando muito bem com essa situação toda!! Espero que vc n apronte com elas...meu coração n tá aguentando MT ultimamente !!!

Beijos 


Resposta do autor:

É claro que aprontarei... Vc sabe que é mais forte do que eu.

Responder

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Anamel
Anamel

Em: 21/05/2018

Que lindas 

Responder

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mtereza
mtereza

Em: 21/04/2018

Como assim a Flávia não gosta de bolo de cenoura com chocolate caiu muito no meu conceito ela viu kkkkk.

Muito interessante as informações sobre o sistema carcerário brasileiro o machismo que esta presente em tudo não deixaria mostrar sua face mais perversa nesse totalmente falido e desumano sistema prisional do país o judiciário brasileiro nem os demais responsaveis não tem o pingo de interesse em modificar essa situação. Vou procurar ler o livro parece bem interessante

Responder

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IolandaStrambek
IolandaStrambek

Em: 19/04/2018

Olá Cris

Amando cada dia mais esse casal. Adorando esse envolvimento das duas. Perfeita essa história.

Ansiosa por mais.

Responder

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Libel M
Libel M

Em: 18/04/2018

Eu estou apaixonada pela Flávia e se você deixar, eu aceito manter ela presa aqui na minha casa. Esse casal é muito cute e eu fico deveras impressionada com a sua capacidade de escrever dessa forma tão leve.

A sensação que passa para mim é que você respira e o capítulo sai, é louco eu sei, mas lendo não parece que você tem muita dificuldade.

Esse bolo de laranja e esse beijinho hein, tão loves in the air <3 eu tenho medo do que vem por aí, pq com você é sempre um tombo, eu me sinto traumatizada mesmo, não nego mais.

Enfim Cris, eu estou amando esse romance que não é novo, mas também não é velho kkkk

Eu amo essa leveza que você emite, me sinto leve enquanto leio, é uma sensação boa.

Obrigada por isso e bjos!


Resposta do autor:

Então vamos fazer o seguinte, vou fazer a progressão de Flávia para o regime aberto e mando ela pra sua casa passar os 6 meses de reclusão que faltam, vai poupar a coitada dos perrengues que ela passaria na casa do albergado.

Muito fofo da sua parte o que vc falou, fico feliz pra caramba de conseguir passar o prazer que tenho ao escrever, essa história tá realmente saindo fácil, despretensiosa.

Que continuemos leves!

Obrigada, Lion! Grande bjo <3

Responder

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inacia
inacia

Em: 18/04/2018

Delícia de bolo de laranja...rsrs andand cada capítulo.. Bjs Cris


Resposta do autor:

Você vai ver quando elas experimentarem pudim de leite... hehe

Beijos, querida!!

Responder

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Sem cadastro
Sem cadastro

Em: 17/04/2018

Voltei!!

Casal fofinho!!!! E Juli está lidando muito bem com essa situação toda!! Espero que vc n apronte com elas...meu coração n tá aguentando MT ultimamente !!!

Beijos 


Resposta do autor:

É claro que aprontarei... Vc sabe que é mais forte do que eu.

Responder

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Kim_vilhena
Kim_vilhena

Em: 17/04/2018

nem minha querida virose de hoje me fez ficar longe de cap. heuheuheu

aleluia os fiscais do afeto deram um tempo, putz!

jujuzinha está bem pra frente não acha?! e a flávia está bem bobona kkkk


Resposta do autor:

Primeiramente, melhoras pra vc, que sua virose suma logo.

Imagina o que essas duas vão aprontar quando estiverem longe dos fiscais do afeto... hehe

Olha, confesso que Juliana está me surpreendendo, eu não criei ela assim pra frente não, mas tomou vida própria.

Beijos e obrigada!

Responder

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Donaria
Donaria

Em: 17/04/2018

Olá autora...tó aqui rindo da "patrulha do afeto" deveria chamar é "patrulha do empata foda" rsrsrsrsr, poxa nem beijinho pode? Nossa Juliana tá saindo bem saidinha hein.... ta ganhando nossa gata presidiaria pelo estomago, quem resiste a bolo de laranja e beijinho roubado, até eu ia querer fazer visita intima...rsrsrs. Vou ser repetitiva mas tó adorando essas duas, só tó com medinha da minha autora aprontar, toda vez que passa o diretor perto eu já penso, pronto é agora que a Cris vai por pra fuder, por favor autora sem reviravoltas dramaticas.....amorzinho...lembre-se você prometeu, deixa so a drikka traumatizar a gente com Aço e Concreto, juro que se eu já era uma moça boazinha, agora sou exemplar...rsrsrsrs. beijos!


Resposta do autor:

Hahahaha e eu rindo com a "patrulha do empata foda", muito boa! Se Juliana tivesse a boca um pouco mais suja falaria isso, com certeza! Elas vão roubar uns beijos afoitos, mas só vai aumentar a vontade de um beijo decente (entre outras coisinhas...).

Pra vc ver: a pessoa comete um crime e ainda é mimada na cadeia, ganhando lanchinhos e carinho, mulher de sorte, viu?

Que bom que vc tá curtindo <3 Prometo tentar não te decepcionar, eu realmente estou me esforçando pra pegar leve, não vai ter nenhuma cena forte. Mas claro que uns dramas tem que ter né?

Estamos na metade de história, vem uma virada em muito breve. 

Sobre Aço e Concreto, eu perdi a coragem de ler, vocês colocaram medo.

Obrigada!!! Abração!

Responder

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