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Depois de terem conversado e acertado as contas, Márcia ficou mais tranquila. Ela sabia que dali por diante teria mais alguém para cuidar. Os filhos logo voltaram do passeio e Gabriel o tagarela contou para as mães tudo o que fizeram. Trouxe até um filhotinho de basset que eles acharam jogado na rua. O pequeno deveria ter uns dois meses e as crianças se encantaram por ele.

-- Mamãe a gente pode ficar com ele? Perguntou Celina que aguardava ansiosa uma resposta positiva da coronel.

Márcia pegou o filhote no colo e examinou o pequeno de cabo a rabo. Viu que ele estava desnutrido e com várias feridinhas pelo corpo e chorava muito. Talvez fosse de dor e fome. Naquela manhã havia chovido um pouco e o pequeno cãozinho estava molhado.

-- Onde vocês encontraram esse filhote Perfídia? Perguntou Denilha.

-- Ele estava lá na praça em uma caixinha de papelão e chorava muito. O Gabriel quis trazer ele pra casa e eu não consegui falar não. E ele é tão bonitinho mãe.

Andressa e Sílvia observavam as crianças que estavam inquietas esperando um aval positivo ou negativo das mães. Ao pegar o bebezinho no colo a esposa da coronel falou:

-- Bom acho que podemos leva-lo para casa. Mas antes ele precisa ir ao veterinário tomar um banho, fazer exames e se alimentar. Ah e tomar as vacinas porque ele não deve ter nenhuma. O que você acha Márcia?

-- Não vejo problema algum, mas ele precisará de muito carinho. Foi abandonado e sabe-se lá pelo que já passou. Está bem crianças levaremos essa porcaria de volta com a gente pra São Paulo. Mas vocês todos serão responsáveis por ele. Estamos conversados?

-- Sim mamãe nós vamos cuidar dele.

-- E isso inclui você Perfídia afinal você estava junto.

Perfídia não disse nada. Chamou Andressa de canto e perguntou:

-- Ela é assim mesmo mãe?

-- Já foi pior, mas com o tempo eu consegui lapidar a sua mãe. Melhorou muito.

Silvia havia convidado a todos para almoçarem em sua casa, mas Márcia achou melhor irem almoçar fora. Denilha de começo não quis, porém, Andressa insistiu e elas acabaram aceitando.

-- Vai ficar muito caro esse monte de gente indo almoçar fora Sílvia. Disse para a esposa.

A coronel já sem muita paciência respondeu:

-- Mas você nunca vai perder essa mania de fazer drama Denilha? – Se não quiser ir fique, mas não estrague um momento tão bonito que todos nós estamos vivendo!

-- Calma amor se for para começar a brigar é melhor irmos para São Paulo e esse almoço ficará para outro dia.

-- Desculpem senhoras, acho que me exaltei sem motivo. Por favor, hoje estamos comemorando uma nova etapa de nossas vidas. E quanto a você Denilha, a única coisa que nos une é a nossa filha. Nada mais!

Logo depois estavam almoçando numa churrascaria lá mesmo em Jau. As crianças estavam empolgadas, mas antes disso Márcia e Andressa levaram o filhote até uma veterinária. Lá ele tomou banho, foi medicado e alimentado. A coronel comprou mais algumas coisas para a viagem como água, leite, roupinhas, mamadeira e ração para filhotes. O cachorrinho se sentia melhor. Perfídia comprou uma caminha para o pequeno e ele estava se achando.

Após o almoço a coronel retornou para a capital. Mas ficou combinado com a filha e a nora assim como com Sílvia e Denilha para se encontrarem em São Paulo e passarem o final de semana como convidadas na casa da coronel.

-- Obrigada Márcia, mas não podemos aceitar. Respondeu Denilha.

Perfídia vendo que Márcia estava começando a se irritar respondeu:

-- É claro que iremos mamãe. Agora se a senhora dona Denilha não quiser ir, fique em casa. Falou para a mãe. -- Mãe Sílvia a senhora vai não vai? Perguntou.

-- Sim filha iremos! – Já está mais do que na hora de você conviver com a família da sua outra mãe. Já se passou muito tempo e tanto eu como a sua mãe aqui sabíamos que um dia isso iria acontecer. Portanto a partir do momento em que você conheceu a Márcia, nada mais justo. E virando-se para a esposa falou: -- E quanto a você Denilha, já passou da hora de se acostumar com isso. Porque agora somos uma família e eu não quero mais você agindo assim. Estamos conversadas? – Eu também quero conhecer a nova família da minha filha.

-- Então fica combinado Sílvia. Nós estaremos aguardando vocês e as meninas em nossa casa. Falou Márcia.

Na hora de saírem a coronel abraçou a filha e falou:

-- Deus te abençoe minha filha, vou ficar com saudades, mas daqui a dois dias nos encontraremos. E isso aqui é para cobrir os gastos na estrada. Falou dando dinheiro para a filha.

-- Mamãe eu não posso aceitar. Só a alegria que estou tendo em conhecer e conviver com vocês não tem preço.

-- Perfídia eu só vou falar mais uma vez. Você é minha filha e eu quero te dar todo o amor que não pude por todos esses anos. Meus filhos são o meu tesouro e você não está fora disso. Portanto quando precisar eu estarei sempre a sua disposição. Eu te amo minha princesa assim como amo seus irmãos tá. Não se esqueça disso. E quanto a você Rafaela continue cuidando dela por nós. Fiquem com Deus.

Andressa abraçou a filha e tanto Raimundo como Severina também reiteraram o convite e logo depois partiram de retorno à capital.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim do capítulo

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Comentários

2
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Membro

12/02/2018 às 15:38

Olá Cat bom e ver!

Estava com saudades da Coronel, que por sinal continua mandona kkkk.

Andressa está de parabéns. So ela consegue dominar a fera. 

sucesso linda!

P

patty-321

12/02/2018 às 15:04

Pulinhos de alegria por ler um novo capítulo. Denilha foi meio enjoadinha, me parece q as condições financeiras delas nao e muito boa ou rever a marcia mexeu com o coração dela? Sai dae q a Andressa e a única primeira dama. A perfídia tirou a sorte grande, agora ela tem 4 maes. Maravilha. Bom feriado a todas. Bjs meu amor.

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