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Astrum por Bastiat

Ver comentários: 17

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Palavras: 2971
Acessos: 5666   |  Postado em: 09/02/2018

Capítulo 12 - Je cours, je cours, je cours...

 

Sara

    Após alguns quase um minuto em choque, como se eu estivesse em uma escuridão profunda em um mar revolto, a minha mente parada voltou a funcionar. Quando voltei para a realidade, meus olhos viram uma garotinha linda que me olhava sorriso no colo da Montserrat. Notei uma certa semelhança entre as duas. Eu demorei ainda mais um tempo até perceber que eu estava na cozinha que nos últimos dias que revezei na preparação de vários pratos diferentes com a anfitriã. De repente entendi o porquê de a menina sorri para mim, estou diante da criança que me disse que não estava tão frio.

    " - Eu estou perdida.

    Uma garotinha que deve ter seus 7 anos chegou perto de mim na praça que costumava ficar durante o dia e perguntou em uma língua que não entendo. Com certeza é esloveno.

    - Sorry, I'm not understand... I don't speak your language. (Desculpa, eu não entendo... Eu não falo sua língua)

    - I'm lost. Can you help me? (Eu estou perdida. Você pode me ajudar?)

    Me surpreendi com a menina. Ser bilíngue já desse tamanho, incrível.

    - Where were you when you got lost? - perguntei. (Onde você estava quando se perdeu?)

    - I was at the supermarket store with my mommy, but I saw my other mother, who I call "mami" on the street and I ran in her direction. Well, she was in the car, so she did not hear me. I'm lost now. (Eu estava no supermercado com minha mãe, mas eu vi minha outra mãe, que eu chamo de "mami" na rua e eu corri na direção dela. Bem, ela estava no carro, então ela não me ouviu. Eu estou perdida agora.)

    Como pode uma garota ter duas mães? Talvez ela tenha confundido dad com mom. Ou considerava a vó dela como mãe também.

    - So we should go back to the supermarket. Come on, I'll take you. (Então nós devemos voltar ao supermercado. Venha, eu te levarei)

    A menininha concordou comigo e me acompanhou. O supermercado não ficava longe. Acho que ela se assustou quando chegou na praça e não teve coragem de voltar. Falante, ela me contou que tinha 6 anos de idade, seu nome era Annie e que nasceu na França. Elogiei seu inglês e ela me surpreendeu ao dizer que falava um pouco de francês um belo português.

     - Onde você aprendeu português?

    - Minha mami é brasileira. Ela faz questão de se comunicar comigo em português.

    Ao chegar perto do supermercado, notei uma movimentação de policiais na porta. Bufei e achei melhor parar por ali do que dar satisfação sobre quem sou e eles me levarem para um abrigo de refugiados. Agachei para ficar na altura da menina que tinha gostado tanto e sorri.

    - O supermercado é bem ali e pela movimentação que está na porta tenho certeza de que você está sendo procurada.

    Annie passou suas pequenas mãos no meu rosto.

    - Você está fria.

    - É que está frio, Annie. Não estou acostumada com tanto frio.

    - O inverno está ameno, já enfrentei piores.

    Dei risada de sua bravura e a abracei. Crianças nascem sem preconceito e tão amorosas. Eu adoro crianças.

    - Bem, agora corre na direção dos policiais. Tchau, Annie.

    Quando a menina estava em segurança com um policial, virei as costas e fui embora. Espero que quando eu tiver a minha filha ela seja tão doce e inteligente como aquela menina."

    - Olha, mommy, essa é a moça que ajudou quando me perdi de você.

    Meus pensamentos foram interrompidos pela frase da menina que quebrou o silêncio que havia se instalado na cozinha. Olhei na direção que seu sorriso apontava e não pude deixar de me espantar pelo fato de ser a Carolina, amiga da Montserrat.

    - Acho que não chegamos numa boa hora, Annie. Sua mãe está ocupada. Vem para cá, querida.

    Vi a menina sair dos braços da Montserrat e seguir contrariada na direção da Carolina. Foi neste segundo que minha cabeça deu uma espécie de clique. Se a menina Annie chamava aquela mulher de mommy, então foi da Carolina que ela se perdeu no supermercado. Pelo jeito a outra mãe, na qual ela estava certa ao se referir assim, é a... Montserrat.

    Senti meu corpo gelar e minhas pernas perderem a sustentação. Só posso estar ficando maluca. Se Annie não tivesse chegado, eu e a Montserrat estávamos tão perto que... ela ia me beijar. Montserrat iria me beijar.

    Olhei para ela que permanece estática. Posso jurar que ela nem respira.

    - Mãe? Mami? - foi a única palavra que saiu da minha boca.

    Eu precisava ouvi-la dizendo que eu entendi errado, que tudo foi fantasia da minha cabeça. Não é possível Montserrat ter fingido uma pessoa que não é. Eu tinha aberto a minha vida toda para ela, não menti em nenhum momento.

    A boca da Montserrat tremeu. Ela olhou para a Carolina e depois abaixou o olhar para a Annie que está ao lado da mãe com o dedo na boca.

    - Annie... - ela fechou os olhos e só abriu quando olhou para mim. - Annie é minha filha com a Carolina. Eu fui casada com a Carol que agora é uma grande amiga. Eu sou homossexual, Sara.

    Eu queria ter ouvido que a Montserrat tinha matado uma pessoa, mas não queria ter ouvido aquilo. Homossexual. Uma lésbica. Essas palavras se repetiram na minha cabeça diversas vezes. Uma lésbica é uma mulher que ama outra mulher como uma mulher deve amar um homem. A pessoa mais importante da minha vida mentiu para mim.

    Olhei para o envelope que significa a minha liberdade e não pensei duas vezes: coloquei minha passagem e meu passaporte dentro.

    Corri para longe daquela cozinha.

    - Sara! Não!... SARA! SARA! - escutei Montserrat gritar e correr atrás de mim.

    Consegui passar rápido pela sala e aproveitei a porta escancarada. Eu tentei chamar o elevador, mas quando vi ela aparecer na porta, olhei para as escadas.

    Em poucos degraus Montserrat me alcançou e me puxou pelo braço. Tentei rapidamente tirar, mas ela apertou com força. Ao não encontrar mais tanta resistência, segurou-me sem tanto aperto, mas firme, dando sinal de que ela não me soltará antes de conversarmos.

    - Deixe-me explicar, sim? Eu preciso de 5 minutos.

    Eu estou ofegante. Montserrat treme.

    - Por quê? Por que você não disse que é lésbica?

    - Eu tentei adiar esse seu olhar julgador que está dando agora. Para de me olhar assim! Não me olhe como se eu fosse um monstro. Sou eu, Sara, a mesma pessoa que passou esses dias com você. Sou eu, a Mon. Ser lésbica, já ter sido casada e ter uma filha, não vai fazer de mim uma pessoa pior.

    Seus olhos estão cheios de lágrimas. Não me passam a felicidade como o dia todo, não estão brilhando feito fogo como há pouco. Senti uma dor imensa que me fez questionar o que eu realmente sinto por essa mulher a minha frente.

    - Você estava este tempo todo tentando me seduzir, não é? Você queria que eu viesse para o seu mundo pervertido. Todo esse teatro de boa moça, de me ajudar, de emprego e esses malditos documentos era o seu golpe final. Você ia me beijar! Você pensou o quê? Que eu iria sucumbir a sua estratégia?

    Montserrat balançava a cabeça negando tudo o que eu dizia. Com desespero passou a me dizer:

    - Eu não armei nada! Eu caí na mesma armadilha que você. Caímos na armadilha do destino. Você sentiu tudo o que eu senti todo esse tempo. Você não é besta, Sara. Nós sentimos coisas uma pela outra. Você sentiu, não sentiu?

    Senti? É claro que eu senti algo diferente. Quando ela chega perto de mim os meus músculos relaxam e seu cheiro preenche os meus pulmões. Quando toco sua pele e quando a abraço me sinto em outra dimensão. Eu desejei sentir seus lábios naqueles segundos finais que ela se aproximou de mim. Eu desejei sentir sua língua roçar a minha de leve e que ela puxasse meu lábio inferior ao encontro dela como nos filmes. Queria ser tocada por ela, gostei das suas mãos na minha cintura como fez minutos atrás. Posso ainda sentir o peso da sua mão e os toques precisos de seus dedos que deixaram uma sensação gostosa.

    É errado. Eu não sou como ela. Eu não pertenço a esse mundo.

    - Sara? - sua voz doce me chamou. - Eu sei que fiz errado de esconder algumas coisas de você, mas tente compreender. Desculpe-me - e mais uma vez ela me chamou - Sara?

    - Me solta, Montserrat - implorei.

    - Eu não posso estar tão errada, Sara. Você não precisa falar nada de cabeça quente. Eu sei que você deve estar confusa. Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu vi em seus olhos esse tempo todo o que você sabe o que sente. Isso que você sente por mim é amor - ela sorriu. - Amor, Sara. Amor.

    Aproveitei seu afrouxamento no aperto e arranquei meu braço de sua mão direita.

    - Eu não sinto nada por você. Nada. Eu jamais sentiria amor por outra mulher. Você se aproveitou do meu momento de vulnerabilidade. Se aproveitou do fato de eu não ter uma família. Se aproveitou da situação e eu não tenho dúvida disso. Achou o quê? Achou que me entregaria a você? Achou que eu perderia os meus valores e a minha moral? Eu sou o que sou, Montserrat. Eu sou os valores que minha mãe me passou. Eu sou o que eu aprendi que sou. Eu sou uma mulher que vai se casar e ter filhos com um HOMEM.

    Gritei a última palavra e ela recuou um passo. Sua feição de dor não durou muito. Montserrat apoiou sua mão no corrimão, se recompôs, deu um passo para frente e chegou bem perto de mim.

    - Garota estúpida! Eu não me aproveitei de você! A única coisa de que você pode me acusar é de omitir uma parte da minha vida que para você era irrelevante quando nos conhecemos. Talvez se você não fosse tão intolerante eu não tivesse escondido nada. Sabe-se lá se você não me mataria enquanto eu estivesse dormindo. Se tem alguém aqui que se aproveitou da situação foi você que comeu e bebeu do bom e do melhor na casa da lésbica que vos fala. Eu te dei tudo de mim, passei por cima das minhas convicções, escolhi omitir para que você tivesse a chance de se respeitar um dia.

    Com uma mão, ela me empurrou de leve e apontou o dedo indicador para o resto das escadas. Continuou:

    - Faça um favor para si mesma e para todos nós, volte para as suas origens que é de onde você nunca deveria ter saído. Maldita!

    Eu fechei meus olhos, dei meia volta e o primeiro passou foi difícil de dar. Na hora que eu toquei o primeiro degrau quase voltei. Porém, não o fiz. Os próximos vieram com rapidez e correndo cheguei até a portaria. Abracei o envelope, protegi aqueles documentos como a minha vida. As ruas estavam com algumas pessoas e vi dois homens andando de mãos dadas felizes. Fechei meus olhos mais uma vez e corri. Sem rumo e sem direção, só parei quando senti que faltava meu ar. Sentei-me na rua e chorei. Estou sentindo uma dor inexplicável. Dói meu coração, dói minha alma. É como se alguém tivesse me rasgado inteira por dentro. A dúvida dói. As palavras da Montserrat doem. A dor que vi naqueles olhos verdes dói.

    - Sara?

    O sotaque inconfundível me fez levantar a cabeça.

    - Você está chorando, girl? O que aconteceu?

    Charlotte sempre foi tão carinhosa comigo na empresa. Dentre o grupinho de criação da Montserrat, ela era a única que realmente parecia gostar de mim.

    - Não foi nada, Charlotte - respondi me levantando.

    - Hey, Sara - eu já estava dando as costas para ela. - Meu apartamento é ali - aprontou para o prédio a nossa frente. - E eu vi quando você desabou no chão chorando. Venha, entre, se acalme, vou te preparar um chá. Não tem ninguém em casa, meu marido foi visitar a mãe dele em Lisboa e levou nossas filhas.

    Hesitei um pouco, mas eu não tinha lugar nenhum para ir, então resolvi segui-la até seu apartamento.

    Entrei no seu lar e acomodei-me no sofá enquanto ela foi preparar o chá. A casa dela é menor do que a da Montserrat, mas mantém a mesma elegância.

    Charlotte me trouxe o chá e sentou-se na mesinha de madeira de centro. Ficamos frente a frente.

    - Essas lágrimas têm algum nome?

    - Montserrat - falei a primeira coisa que veio na minha boca e me arrependi em seguida.

    - O que ela fez?

    - Eu estava no apartamento dela e descobri algumas coisas. Ela mentiu para mim.

    - Ela estava com alguém? Deve ser um mal-entendido, está na cara que a Mon está caidinha por você. Ela tenta disfarçar, mas o olhar e a forma que ela te trata é diferente, só pode estar apaixonada.

    Apaixonada? Montserrat está apaixonada por mim? O que será que ela viu em mim? Charlotte só pode estar louca. Ou eu estou ficando louca. Por que eu me importo se a Montserrat está apaixonada por mim ou não?

    - Eu... eu... eu não sei do que você está falando.

    Confusão.

    - Sara, tudo bem, você pode confiar em mim. A Mon nunca gostou muito de relacionamentos na empresa, mas aconteceu com vocês duas e bem, sabemos bem quem é que manda ali. Eu já percebi também que você está apaixo...

     - Não! Não! Não e não! - Interrompi a Charlotte. - Eu não sou como a Montserrat.

    - Ah não? Desculpe-me, Sara. Desculpa se eu entendi as coisas totalmente erradas. Pensei que estivesse vendo coisas, mas acho que vi demais. Então por que você está assim?

    - Eu não sabia que ela se relaciona com mulheres. Por isso ela mentiu para mim.

    Charlotte olhou de forma estranha para mim, está confusa.

    - Você estava no apartamento dela?

    - Sim - confirmei.

    Sua expressão mudou para receosa e ao mesmo tempo medo.

    - Sara... a Mon... a Mon não usou o poder dela como patroa para tentar ou te obrigar a alguma coisa, não é? É por isso que você estava chorando? Confia em mim. Ela tentou te levar para a cama?

    - Não, claro que não, Charlotte. Nós apenas discutimos e ela foi extremamente grossa - não tive coragem de falar a verdade.

    - Ainda bem - ela respirou aliviada. - Eu me surpreenderia se ela tivesse feito isso, mas nunca se sabe. Por mais que eu a admire e goste muito dela, não coloco minha mão no fogo por ninguém.

    Dei um gole maior no chá e já estava me acalmando.

    - Depois de hoje, acho que fui demitida.

    - A Mon é assim mesmo, Sara, briga com os funcionários à toa. Nós brigamos direto e ela nunca me demitiu. Amanhã ela já esquece e fala com você normalmente.

    Entreguei a xícara para ela com o chá e sorri.

    - Eu não quero mais trabalhar para ela. Amanhã mesmo estou indo para a Alemanha.

    - Alemanha? O que você vai fazer na Alemanha?

    - Eu tenho uma proposta para trabalhar lá, parei aqui por acaso. Eu consegui uma passagem de avião - balancei o envelope para ela. - Por isso estava trabalhando para a Montserrat.

    Charlotte colocou a minha xícara e sorriu.

    - Você vai de trem ou ônibus para Liubliana?

    - Como assim? Eu preciso ir para lá?

    - Claro, girl. Acredito que não exista voo direto por aqui, o aeroporto é demasiado pequeno. Deixei-me conferir sua passagem.

    Peguei no envelope a passagem e torci para que ela estivesse errada. Charlotte não demorou muito para virar e me indicar que o meu voo para Berlim partirá da capital da Eslovênia.

    - Pelo menos não tem data de ida, então você pode conversar com a Mon amanhã para pelo menos se despedir dela. Vocês tinham uma coisa tão bonita, não podem ficar brigadas.

    Peguei a passagem e segurei meu choro. Como eu chegarei na capital sem dinheiro para ir?

    - Eu não posso e não quero ficar mais nenhum segundo neste país.

    Charlotte pegou na minha mão e tentou me acalmar.

    - Está bem, calma. Você quer que eu te leve na rodoviária amanhã?

    - Eu... eu não tenho dinheiro para o ônibus. Não aqui e não agora. Você poderia me emprestar? - resolvi arriscar. -Juro que te pago, é só você me dar o dinheiro da sua conta.

    - Imagina, Sara. O ônibus são apenas 10 euros, não precisa me pagar. Aceite como um presente de despedida. Foi por pouco tempo, mas tenho certeza que você fará falta por aqui.

    Fiquei mais um tempo conversando com a Charlotte que ainda tentou arrancar alguma coisa do que tinha acontecido para eu brigar com a Montserrat. No final, acabou desistindo. A convenci de que não precisava me levar à rodoviária. Aceitei o seu dinheiro, nos despedimos e fui dormir na rua.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Bom feriado. Bom Carnaval!

 

This is all!


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Comentários para 12 - Capítulo 12 - Je cours, je cours, je cours...:
Nocturne
Nocturne

Em: 08/03/2018

Nosssaa, não acredito que a Sara fez isso. Quer dizer, acredito, mas é chocante o quanto o preconceito sufocou tudo de bom que a Monserrat já fez por ela e gritou mais alto que qualquer outra coisa. Eu acho que ela teve medo também. Medo porque ela queria o beijo e ele teria acontecido, provavelmente, se não tivessem sido interrompidas.

Eu acho que pior ainda, não bastando o preconceito escancarado que ela demonstrou, que beirou ao asco pelo que me pareceu, foi ela ter dito que a Mon fez tudo isso por ela com a finalidade de seduzi-la. Isso atinge diretamente a conduta dela, o caráter, é revoltante ea pensar isso depois de tudo que viveram.

E não adianta ela sair correndo desse jeito. Ela pode ir para qualquer lugar do mundo, ela levou o coração junto, com a Montserrat dentro dele. Não importa onde ela vá, a Montserrat estará com ela.

Abraços, autora.


Resposta do autor:

De fato, Sara deixou o preconceito falar mais alto que tudo que viveu e sente.

 

Abs!

Responder

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Andys
Andys

Em: 16/02/2018

Olá Autora!

Começando a comentar agora mas foi através dessa historia que busquei A Fortiori que amei demais!!

Chorei,odiei  a Laura,depois amei, enfim suas histórias  são cativantes demais não tem como ficar imparcial!

O mesmo acontece com Astrum que universo vc foi buscar. Imagine que não é fácil lidar com a aceitação da homossexualidade no mundo Ocidental o que dizer do lado Oriental? Essas moças são encantadoras e misteriosas e o que são os olhos? Podem transmitir muito apenas com a força do olhar!

Sara vai penar nesse mundo se não se adptar  rapidamente, mas é compreensivel a reação da mesma.Essa inocência dela é apaixonante,por isso Monserrat vai acabar relevando esse preconceito.Mas foi dolorido ouvir e sentir esse despreparo de Sara em enfrentar a realidade apresentada a ela. Que encanto essa Annie,surpresa em saber que elas se conheceram antes.Ansiosa para saber mais sobre essa trama.

ABS!


Resposta do autor:

Olá, Andys!

Ah, que bom que foi atrás de A Fortiori e gostou. Fico feliz :D.

Hahahahaha. Laura causou um rebuliço, dava para odiar e amar ao mesmo tempo hahaha.

Sim, Astrum já está sendo um grande desafio assim como foi A Fortiori. Confesso que até mais.

Sara veio despreparada para o que ia encontrar e acabou sendo ajudada por pessoas que ela conseiderava desprezíveis. E sim, Sara é apaixonante, tanto que conseguiu facilmente dobrar a Mon. Resta saber até que ponto a Montserrat está disposta a ir para ajudá-la depois do desprezo.

 

Beijos.

Responder

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Nunes
Nunes

Em: 16/02/2018

Atualmente, minha história favorita. 

Torcendo muito pela tua volta. 

Que esteja tudo bem. 

Beijo. 


Resposta do autor:

Oi, desculpa, acho que não deixei claro que viajaria pela semana toda, mas estou de volta.

 

Obrigada.

 

Beijos.

Responder

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Nunes
Nunes

Em: 16/02/2018

Atualmente, minha história favorita. 

Torcendo muito pela tua volta. 

Que esteja tudo bem. 

Beijo. 

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Nunes
Nunes

Em: 16/02/2018

Atualmente, minha história favorita. 

Torcendo muito pela tua volta. 

Que esteja tudo bem. 

Beijo. 

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Nunes
Nunes

Em: 16/02/2018

Atualmente, minha história favorita. 

Torcendo muito pela tua volta. 

Que esteja tudo bem. 

Beijo. 

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Nunes
Nunes

Em: 16/02/2018

Atualmente, minha história favorita. 

Torcendo muito pela tua volta. 

Que esteja tudo bem. 

Beijo. 

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Michely
Michely

Em: 16/02/2018

Olá..boa koite... Estou amando a história... Entendo as atitudes da Monserrat, mas estou torcendo p Sara descobrir logo o amor!!! Obgda..Ansiosa pelo rpoximo capítulo!!

 


Resposta do autor:

Olá!

 

Obrigada. Sim, vamos torcer para a Sara pelo menos se aceitar.

 

Abs!

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mtereza
mtereza

Em: 14/02/2018

A que pena a reação da Sara fiquei triste apesar de tudo tinha esperança de que ela reagisse de uma forma diferente apesar do contexto cultural e religioso em q ela foi criada reconhecendo q é difícil superar isso achava que o amor q ela com certeza senti pela Montserrat iria ser mais forte mais com certeza ela precisa realmente de um tempo.Outro ponto foram as omissões e e mentiras da Montserrat contribuíram tb para.essa reação da Sara acho eu que ela deveria ter superado o medo e dito a verdade


Resposta do autor:

Sara não estava preparada para ter sentimentos ao mesmo tempo que descobria um mundo do qual ela foi ensinada que é errado por pessoas que ela confiou a vida inteira. Sara ainda precisa de um bom tempo.

Sim, as omissões foram cruciais também, mas Mon não encontrou realmente um jeito de falar, uma pena.

 

Abs.

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patty-321
patty-321

Em: 11/02/2018

Muito tenso. Sara teve uma reação pior do q a Mon esperava. Dificil. Mon vai precisar juntar seus cacos e ainda se explicar com a Carolina. Ela mudou seu jeito arrogante e egoista pelo convívio com sara e o colheu? Desprezo. Sara ainda sofrerá tb por seus preconceitos. Mas é compreensível. Boa semana. Bjs


Resposta do autor:

Acho que ninguém esperava essa reação da Sara. Mas eu não poderia mudar a Sara de repente.

Pois é, vamos ver como a Mon reagirá a esse desprezo que ela não contava.

 

Beijos.

Responder

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Dessa
Dessa

Em: 10/02/2018

Nossa , essa Sara tbm hein , poxa porque ser tão mente fechada...

Coitada da Mon, nunca pensa nos outros quando pensa , é a errada..

Espero que elas se entendam logo 

Bom carnaval bjs


Resposta do autor:

É, quantas Saras encontramos por ai, não é? haha

Mon vai ficar traumatizada assim...

 

Beijos.

Responder

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Donaria
Donaria

Em: 10/02/2018

Olá autora! Eu sabia que você ia nos fazer sofrer...mas poxa essa foi foda!! Eu tive que ler duas vezes e sofrer em dobro pra ter capacidade de comentar, e tá um rebuliço de pensamento aqui viu... é um misto de quero pegar a Sara e encher ela de tapas pra ver se ela acorda, e ao mesmo tempo por ela no colo e confortar... a expressão que ela disse " Eu sou o que sou.." diz tudo, não é só preconceito é pensamentos, crenças  e conceitos enraizados por uma vida toda. Eu a entendo eu reconheço a reação dela, eu mesmo teria em algumas situações que pra mim a minha verdade é a absoluta. Lembro a primeira vez que alguém me disse que era Ateu,.... já fui evangelica, namorei o catolicismo e hoje me encontrei Espirita, mas á única certeza que tenho é a existência de Deus, então sei que tenho que respeitar a opnião do outro, mas quando ouvi isso a primeira vez cheguei a fazer o sinal da cruz ...rsrsrsrs. Então imagina para ela onde o mundo é pequeno o suficiente para não entender que mulheres tem direitos, imagina então aceitar que uma mulher pode amar outra e mais... que principalmente ela pode amar outra. Bem que você disse que ela entender esse amor ia ser barra, acredito que a montserat  deve estár arrasada, nem sei qual reação eu teria no lugar dela, provalvelmente nenhuma, ou talvez tivesse dado uns tapas e depois uns beijos na Sara...rsrsrs. E de novo eu te pergunto... Autora de deus, como é que você vai desenrolar isso..rsrsrs. beijos e boa sorte para os proximos capitulos prevejo dores, sapinhas sofridas e muitas tribulações.


Resposta do autor:

Olá!

Desculpe-me, minha intenção nunca foi te fazer sofrer hahahaha.

Você disse tudo e definiu bem a frase "Eu sou o que sou". É difícil lidar com o diferente quando se tem um conceito pré estabeleicido para rejeitar o diferente.

Obrigada por compartilhar sua própria experiência de vida. É bom saber quando as pessoas se colocam no lugar das personagens assim.

Olha, vou desenrolar... segredo. Hahaha

 

Beijos.

Responder

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preguicella
preguicella

Em: 09/02/2018

Eitaaa, que tensoooo! Entendo a Sara, tanto tempo vivendo com as ideias preconceituosas, não ia engolir fácil estar apaixonada por uma mulher e estar sendo correspondida. A aceitação vai fazer parte da nova vida na Alemanha, pq muito provavelmente ela vai embora, mas ela vai voltar, pq o que sente pelo Mon é forte demais, ela não vai conseguir esquecer a sua estrela mesmo! #leitorasemetendonahistoria hahahaha

Bjão é bom carnaval!

Ah, confesso que concordo com quem disse que vc deixou a gente mal acostumada com dois capítulos no mesmo dia, estou sentindo falta, mas tudo bem, sobreviverei! #leitoradramatica 

 


Resposta do autor:

Hum... será que ela vai voltar? Com tantas ideias preconceituosas voltar para uma pessoa que ela sabe que magoou seria uma boa? Sara teria tanta coragem?

Pode se meter hahahaha. Já está escrita e eu adoro quando vocês lançam teorias e eu já sei o caminho.

 

Estou seguindo o mesmo critério de postagem que fiz em A fortiori. Acostume-se com um capítulo as vezes hahahaha.

 

Beijos.

Responder

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Mille
Mille

Em: 09/02/2018

Oi autora

Sara está sendo dura com a Mon sei que ela está confusa ela deveria pensar e voltar de cabeça fria e conversar com a mulher que foi a estrela dela. 

Bjus e até o próximo capítulo 


Resposta do autor:

Olá!

Vamos, vamos ver hoje se a Sara volta :).

(Desculpa não responder seu "até o próximo" como sempre faço, esqueci de deixar claro que viajaria a semana toda)

 

Beijos.

Responder

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dannivaladares
dannivaladares

Em: 09/02/2018

É muita falta de amor da sua parte, Bastiat. 

Acostuma as pessoas com dois capítulos a cada pastagem, para depois tirar esse costume. 

Você já foi mais legal ????  ??“– 

???? 

 

Ótimo feriado, B!  ?????

 


Resposta do autor:

Estou seguindo o mesmo critério e lógica que segui em A Fortiori, rsrsrs.

 

Abs.

Responder

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Baiana
Baiana

Em: 09/02/2018

Parece que as verdades que a Mon falou para a Sara da outra vez não surtiu efeito,depois de tudo,de ter se livrado de morrer congelada,ter conseguido um emprego,um teto e comida,e por fim, ter conseguido autorização para viver livremente em qualquer lugar,o mínimo que ela deveria demonstrar seria gratidão,e não destilar seu preconceito e tambem negando a verdade para si mesma.

Bora ver se ela vai conseguir encontrar outra pessoa que faça o que a Mon fez,e sem segundas intenções.


Resposta do autor:

Sim, parece que a Sara esqueceu tudo o que ouviu e viveu e apenas pensou em correr para longe. Na hora da raiva não teve gratidão nenhuma.

Sim, veremos.

 

Abs.

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NovaAqui
NovaAqui

Em: 09/02/2018

Que tenso

Que pena que Sara não quis conversar com Mon. Vida que segue

Annie já tinha conquistado Sara, mas ela tem deu chances.

Que pena! Que pena mesmo

Agora as duas vão ficar sofrendo até poderem se encontra outra vez.

Bom carnaval!

Abraços fraternos procês aí!


Resposta do autor:

Uma pena realmente a Sara não queira compreender o que ela sentiu esse tempo todo. Annie que poderia ser uma alegria, não funcionou.

 

Abraços para você também.

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