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  • Por Acaso | A história de duas mulheres e seus acasos
  • Capítulo 18 - só me resta uma certeza, é preciso acabar com essa tristeza

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Por Acaso | A história de duas mulheres e seus acasos por Poracaso

Ver comentários: 9

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Palavras: 1118
Acessos: 4852   |  Postado em: 24/11/2017

Capítulo 18 - só me resta uma certeza, é preciso acabar com essa tristeza

Voltei para o Brasil com vontade de ficar, mas com a certeza de que era preciso seguir.

Contava os dias para os próximos dois meses passarem, mas agora com mais tranquilidade. Marcos e Marina tiveram participação fundamental nesses 60 dias. Procuravam se manter sempreIy  por perto, monitorando minha solidão.

O telefone também continuou colaborando. Mas é verdade que algumas coisas mudaram. Depois que voltei, o primeiro mês correu dentro da normalidade dos meses anteriores. No entanto, no quinto mês desde a partida de Carol, o destino começou a mostrar suas armadilhas.

Liguei para Carol durante todo o dia e ela não atendeu. Tentei o celular, a casa e nada… mandei mensagem e continuei sem resposta.

Tentei controlar meus pensamentos, mas confesso que foi difícil. A noite foi cheia de pesadelos e o dia parecia que não ia chegar.

Esperei uma hora apropriada e tornei a ligar. Ela atendeu na segunda tentativa com voz de sono.

– Tentei falar com você o dia todo ontem – eu disse.

– Oi. É que passei o dia inteiro na Universidade e às vezes o celular não pega lá, sabe como é… – explicou.

– Sei. Bom, como você está? – perguntei.

– Tudo bem. E você?

– Tudo ótimo. Daqui a 15 dias nos encontraremos. Não vejo a hora – comemorei.

– Ah! Queria até falar com você sobre isso. Acho melhor você adiar um pouco a passagem, porque estou cheia de trabalhos para fazer e não vou conseguir te dar atenção – falou.

– Não tem problema, de repente eu posso te ajudar – tentei.

– Pois é, mas são muitos seminários para apresentar e artigos para escrever e acho que vai ficar complicado. Queria que viesse quando eu tivesse mais tempo – insistiu.

– Tá bom, então vou remarcar para daqui a 30 dias, pode ser? – consultei.

– Pode sim – disse.

Desliguei o telefone com o peito apertado. Liguei para Marcos imediatamente e convoquei uma reunião extraordinária com a LAE – Liga dos Assessores Emocionais. Ele e Marina apareceram à noite lá em casa. Conversamos enquanto jantávamos no jardim.

- Lu, eu acho que você não devia se precipitar. Dá um voto de confiança pra ela e monitora para ver qual é – disse Marcos.

– Minha irmã, seguinte. O que os olhos não veem, o coração não sente. Então, relaxa. Vai que não é nada. A mulher não foi pra lá pra estudar? Então…vai ver que é isso mesmo que ela está fazendo, amiga. Vocês estão casadas há quase cinco anos! – concluiu Marina.

– Bom, tomara que isso signifique alguma coisa pra ela. Já remarquei a passagem. Agora, é esperar – eu disse.

Os dias que se seguiram foram de poucas palavras. Não quis atrapalhar os estudos dela nem pressionar com cobranças.

Até que, em uma determinada sexta-feira à noite, dia em que eu deveria estar lá, liguei para casa dela e uma outra mulher atendeu.

– Alô, ou melhor, Hello! – disse a voz.

– Carol? – perguntei.

– Olha, ela tá dormindo, você quer deixar recado? – perguntou a mulher.

– Não obrigada – desliguei com um sentimento que não sei nem se tem nome.

Não quis dividir o ocorrido com ninguém naquele momento, de modo a não ser passional.

Pensei em ligar outra vez e pedir para acordá-la, em tentar o celular, mas tentei, uma vez na vida, não ser infantil e agir de forma adulta.

Amanheci sem ter pregado olho.

O telefone de casa tocou às 7h. Atendi no primeiro toque, era ela.

– Lu? – perguntou.

– Oi – respondi.

– Tudo bem? – perguntou.

– Tudo, e você? – perguntei, sentindo-me adulta.

– Olha, você me ligou ontem? – mais uma pergunta.

– Liguei, me disseram que você estava dormindo – alfinetei.

– Foi uma colega minha da faculdade que veio me ajudar num trabalho – tentou.

– Que bom que conseguiu alguém para ajudá-la – espetei outra vez.

– Passamos o dia todo estudando e eu acabei pegando no sono – explicou.

– Imagino – respondi.

– Olha, Lu, você deve estar pensando um monte de coisa, mas acho que precisamos conversar – disparou.

– Estou à sua disposição – disse.

– Você sabe que quando se está longe tudo fica mais difícil – começou.

– Carolina, deixa eu facilitar a sua vida: quem é ela? – perguntei de forma objetiva.

– Lu, não é assim que as coisa se resolvem – se esquivou.

– Quem é E-LA? – insisti.

– Amiga de uma colega da faculdade – respondeu.

– Há quanto tempo?

– Lu, eu tinha bebido demais e acabou acontecendo – se explicou.

– Responde o que eu perguntei – disse aumentando o tom de voz.

– Três semanas mais ou menos – respondeu.

– Foi ela quem atendeu ao telefone ontem?

– Sim, mas eu posso explicar – se adiantou.

– Foi por isso que você pediu para que eu não fosse? – interroguei.

– Não, Lu, é que eu realmente estou cheia de trabalho e…- explicou.

– Olha, Carolina, eu só quero saber como vamos resolver as coisas práticas daqui para frente – disse.

– Lu, não faz assim. Me perdoa. Foi só uma aventura boba de quem está carente, longe – disse.

– Carolina, responde o que eu estou te perguntando, por favor – pedi.

– Lu, você que não quis vir comigo e me deixou sozinha aqui – culpou.

– Olha, eu não vou deixar você fazer isso comigo. Ainda bem que eu não fui, teria largado tudo e não conseguiria impedir você de viver essa aventura. Eu só quero resolver o que vai ser daqui pra frente, aí você segue a sua vida, o que parece que já está fazendo, e me deixa seguir a minha – disse eu, resoluta.

– Lu, em poucos dias você estará aqui e ai teremos a oportunidade de conversar, por favor – implorou chorando.

– Carolina, seria um gasto de dinheiro e de energia completamente inútil. Pense no que você quer fazer com a casa e as coisas em geral e me avise – disse.

– Não desliga, Lu – pediu.

Já era tarde, desliguei.

Contrariando todas as expectativas, não gritei, não me debati, apenas chorei sozinha.

Arrumei minhas coisas – que se resumiam a roupas, livros, CDs e alguns objetos de decoração – e voltei para o meu apartamento. Eu não cabia mais naquela casa, na nossa casa.

De volta ao lar, liguei para Marcos e Marina e comuniquei de forma muito equilibrada o acontecido. Julgo ter sido muito pouco passional, posso até dizer que fui equilibrada demais.

Faltava-me fúria. Sobrava-me tristeza e decepção. Não quis ver ninguém, não quis conversar, só quis chorar.

Fim do capítulo

Notas finais:

E agora?


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Comentários para 18 - Capítulo 18 - só me resta uma certeza, é preciso acabar com essa tristeza:
Luanna-lua
Luanna-lua

Em: 08/01/2018

Não esperava que a Carol fosse tão volúvel, menos de 2 meses em que esteve com a mulher e já se deixou levar pela carência, ainda por cima diz que tinha bebido e tal, não foi apenas um erro, aconteceu mais de uma vez.

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patty-321
patty-321

Em: 30/11/2017

Que triste.  nunca pensei q a Carol fosse tão fraca.  que desculpa  besta pra trair.


Resposta do autor:

Fraquezas que podem colocar tudo a perder. Mas vamos com calma, que temos uma longa estrada pela frente.

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mtereza
mtereza

Em: 25/11/2017

Sério isso que decepção Carol e com apenas poucos meses longe e ainda teve a visita da esposa nesse tempo totalmente injustificável e inaceitável o comportamento da Carol muito triste 


Resposta do autor:

Tereza, fica triste não. Vamos torcer para o acaso por ordem nesse caos.

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JLADV
JLADV

Em: 25/11/2017

Saindo da moita também, estava amando a história, agora realmente me decepcionei, uma história bacana não precisa disso autora. DECEPÇÃO.


Resposta do autor:

A vida tem dessas coiasa. Vamos deixar esse furacão passar e vê como Luisa reage. Enquanto isso, não volte para a moita, fica aqui com a gente pra assistir de camorote.

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JanBar
JanBar

Em: 25/11/2017

Não acredito que Carol caiu em tentação com apenas 5 meses de relacionamento à distância! :-( 

Traição é difícil de engolir/entender/aceitar/superar. A Lu foi madura em sua atitude e postura e Carol assumiu seu erro. Agora elas têm que conversar. Essa relação tão bonita, batalhada e conquistada passo a passo não precisa terminar por causa de uma "escorregada" desnecessária e inconsequente. É hora delas acalmarem os ânimos e encararem as carências, frustrações e dificuldades impostas à relação pela distância. Tô na torcida pelo acerto entre as duas... ;-) 


Resposta do autor:

#somostodascarolelu

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JanBar
JanBar

Em: 25/11/2017

No Review

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AureaAA
AureaAA

Em: 25/11/2017

Olá autora!

Acompanho sua história e esse capítulo me fez sair da Moita.

Cara essa Carol foi um fdp (desculpe a expressão)Mas depois de tudo que ela passou para conquistar a confiança da Lu é agora faz uma merda  dessa...traição para mim é o fim foi ótimo enquanto durou!


Resposta do autor:

Aurea, vamos ouvir Carol e esperar a reação das duas. Agora, é a hora da verdade, vamos ver como as coisas vão se desenrolar. Às vezes, só se aprende errando, né?

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Socorro
Socorro

Em: 25/11/2017

tava bom demais pra ser verdade ..

Decepçao total!!!! pra mim acabou...

detesto traiçao...confiança quebrada nao tem conserto

:((((


Resposta do autor:

Socorro, quem sabe Carol não precisava passar por isso para entender o que é sofrer por amor. Acho que chegou a hora de Luisa provar que é uma mulher forte e madura. Vamos aguardar os próximos capítulos.

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Paz
Paz

Em: 24/11/2017

Amei o romance. Linda estória, fiquei surpresa com o final, infelizmente com a traição tudo terminou. Não acredito que haja uma saída de pois da atitude de Carol.

 


Resposta do autor:

Às vezes, a luz surge justamente do caos. Acho que Carol vai buscar todas as formas de se redimir.

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Luli
Luli

Em: 24/11/2017

Nããão! Isso não aconteceu. 

Que decepção, meu Deus!


Resposta do autor:

Luli, as pessoas são vulneráveis, imperfeitas. Mas, capazes de aprender com os próprios erros. Carol é uma mulher inteligente, vivida. Luisa mostrou que se respeita acima de tudo. Vamos ver o que essa combinação pode nos oferecer.

Responder

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