Capítulo 24

Capítulo 24

de Meu Amor Por Voce!, por Chris Vallen

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Um mês se passou desde que tomei conhecimento da doença de papai.

O todo-poderoso Norberto Siqueira Campos, mesmo um pouco abatido, voltou para Brasília. Contra a nossa vontade, mas, segundo ele, seu trabalho lhe dava ânimo e preenchia seus pensamentos. Tivemos que concordar. Afinal, seria muito mais triste vê-lo definhando dia a dia, esperando a morte chegar.

Guto e eu, aos poucos, fomos retornando à nossa vidinha de sempre. Melhor dizendo, Guto parecia bastante decidido a conquistar o coração da bela e simpática Suzana. Roberto, apesar da costumeira distância que mantinha de nós, parecia estar bem também.

Agora, eu?

Bom, conversava com Marina tarde sim, tarde não e, tão logo o dia de trabalho chegava ao fim, ia para casa e não saía mais. Márcia convidava-me para sair mas, diferente de antes, não insistia tanto. No fundo, achava melhor assim. Mesmo muito agradecida por tudo o que ela estava fazendo, não podia lhe dar nenhuma esperança. Meu coração já tinha dona, que, aliás, parecia ter me esquecido, já que nos últimos dias tinha sumido e não conseguia encontrá-la.

Mas, parece que quando alguma coisa não anda muito certo na vida da gente, coisas estranhas e impróprias acontecem. Então eis que:

- Vamos, Val! Demorei dias tentando convencê-la a sair com a gente! - a voz súplice de Márcia tentava me convencer enquanto, jogada no sofá, eu fingia ler um livro.

- Já te falei, Má - resmunguei sem desviar a atenção das páginas. - Estou sem vontade. Trabalhei pra caramba esta semana e...

- E vai ficar mais uma sexta-feira em casa? Pra quê? Seu pai nem está aí. Depois, você já não falou com ele hoje?

- Huhum...

- Então, garota! Já não se certificou de que está tudo bem e que ele vem para São Paulo amanhã?

- Huhum...

O livro foi tirado de minhas mãos e um par de olhos furiosos encararam-me.

- Chega desse "huhum" e vamos! Vai tomar um banho, vestir-se lindamente e sair para a noitada.

- Má... - fiz beicinho e cara de cansada.

- Vamos, Valentina! - ela me puxou. - Se você fizer isso de novo, eu mesma dou banho em você. - então, sorriu safada. - Você sabe que adoraria fazer isso e como isso acabaria, não é?

Senti meu rosto queimar. Desde que fizemos as pazes e mesmo papai achando que estávamos namorando, nunca mais tivemos nenhum tipo de contato mais íntimo.

Às vezes, não vou negar, sentia o mesmo tesão desenfreado por ela, principalmente quando chegava toda perfumada para me dar carona, pela manhã. E, para piorar, ela não escondia que sentia o mesmo.

Sorri meio sem jeito e corri para o banheiro. Caso ela resolvesse mesmo cumprir sua promessa, não resistiria. Embora eu quisesse muito, a cada dia que passava a lembrança de Marina se alojava mais em meu coração e, mesmo não sabendo o que havia entre a gente, queria lhe ser fiel.

Jantamos num bom restaurante e, logo em seguida, fomos para a melhor boate LGBT da cidade. Márcia parecia ter se tornado ainda mais popular, pois para todo canto que se olhava percebia-se meninas babando por ela.

Muitas insistiam em tirá-la para dançar, mas, sorrindo lindamente, ela dispensava.

- Má, - falei ao seu ouvido. - Lembre-se: você está aqui para se divertir, não para ficar tomando conta de mim. - sorri. - Já estou bem crescidinha, se ainda não notou...

Seu olhar "43" viajou por todo meu corpo e, com voz de veludo, ao pé de meu ouvido, sussurrou:

- Faz tempo que notei que você é bem crescidinha, meu amor!

Tremi inteira com aquela confissão e o tesão que eu estava reprimindo, tomou-me com uma força tamanha que, quase sem notar, olhei para sua boca sensual, desejosa de um beijo seu.

Sem falar nada, mordi levemente meus lábios e esse gesto deve ter destruído o pouco controle que havia naquela mulher fogosa.

- Não faz isso, Val... - ela gemeu sem afastar seu olhar do meu.

Instintivamente passei a língua por meus lábios, num gesto provocante, e seu gemido foi mais alto.

Então, sua boca capturou a minha num beijo faminto, quente...

Não tinha a mínima vontade de afastar sua boca da minha. Muito pelo contrário, eu queria mais... muito mais... Queria também o contato daquele corpo moreno que tantas vezes saciou o fogo que morava em mim que, nosso beijo foi se tornando mais profundo, enquanto as mãos experientes de Márcia passeavam por minhas costas, minha cintura, minhas coxas...

Interrompi o beijo para respirar um pouco.

Seus olhos buscavam os meus transbordando um desejo selvagem.

- Está vendo porque não posso dançar com outras garotas? - ela me falou em meio a respiração entrecortada.

Não disse nada. Não conseguia pensar em mais nada a não ser levar aquela morena para a minha cama e apagar o fogo que nascia em minhas entranhas e desaguava no meio de minhas coxas. Ela, tremendo, tomou minha mão, beijou dedo por dedo e, num gesto tantas outras vezes repetidos, levou-me em direção ao seu sexo latejante...

- Sinta o que você faz comigo, Val.

No exato momento em que senti sua umidade por sob a calcinha de renda, meu corpo todo estremeceu e um gemido rouco escapou de minha garganta.

- Hummm, quero você, Má. Preciso de você! - sussurrei excitadíssima.

- Também quero você!  - ela gemeu afastando minha mão daquela gruta quente, desejosa. - Muito, muito, muito!

Márcia me olhou febril.

- Vamos sair daqui! Por favor!

- Sim, vamos.

Levantamos juntas e, sem nos despedir do resto do grupo que dançava , saímos dali queimando de desejo.

Assim que fechei a porta da minha sala, fui jogada de encontro a ela e, ali mesmo, fui despida quase ferozmente. Márcia se transformava quando transava comigo, me tomava de uma maneira desesperadora. Sua fome sexual me excitava, me enlouquecia, me deixava fora do ar. Quando dei por mim, estávamos em meu quarto nuas e nos devorando.

Márcia usava suas mãos e sua boca para me atormentar e eu fazia o mesmo em retribuição a tanto prazer. O gozo chegou uma... duas... três... quatro vezes ininterruptamente, tanto para mim quanto para ela. Até que saciadas e esgotadas adormecemos uma nos braços da outra.

Acordei lentamente. Olhei para o relógio e assustei com a hora: 10h30 da manhã! Poucas foram as noites em que dormi tanto e tão bem no último mês. Virei-me de lado e encontrei a bela morena num sono profundo. Seus cabelos castanhos espalhados pelo travesseiro davam-lhe a imagem de uma selvagem domada. Sorri satisfeita e agradecida. Transar com aquela mulher gostosa tinha me feito muito bem. Toquei levemente seu rosto, ela resmungou algo que não entendi e virou-se para o outro lado.

Espreguicei-me longamente e decidi levantar. Depois de um banho demorado, voltei para o quarto, coloquei uma bermuda de tecido fino e uma camiseta cavada e fui para a cozinha preparar o café. Deixei Márcia esparramada na minha cama. Linda e nua.

Preparei toda a cafeteira e saí, silenciosamente, para a padaria que havia na esquina do meu prédio.

Na volta, cumprimentei novamente o porteiro e sua esposa e subi as escadas, beliscando um pão quentinho e lendo as chamadas do jornal.

Qual não foi minha surpresa quando:

- Bom-dia, doce Valentina!

 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

3
F

Flavia1

08/10/2017 às 20:48

Eita,vou ter que admitir que sou a favor da Marcia!Ela é linda,tem uma puta pegada e sempre esteve presente. A Valentina ta sendo fdp,depois que perder não adianta chorar.

 

A

AureaAA

08/10/2017 às 19:02

Olá autora acompanhou essa história desde o começo e verdadeiramente pensei que tivesse abandonado que bom que não. 

Bom eu não iria comentar,mas cara é muito complicado esse triângulo amoroso...tenho dó da Márcia,mas torço por Val e Marina e não acho legal o que a Valentina está fazendo com as duas,já que a Valentina diz que ama a Marina e ficar transando com a Márcia para mim é uma puta de uma sacanagem com as duas seria bom que a Valentina se decidisse logo...enfim só um comentário de uma leitora que lhe admira.

M

Mille

08/10/2017 às 18:36

Tô achando que Marina veio fazer surpresa a doce Valentina.

Márcia mais uma vez sairá ferida, esse apartamento será pequeno para as três.

Bjs e até o próximo capítulo

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