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Tormenta por Kara

Ver comentários: 3

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Palavras: 2002
Acessos: 3314   |  Postado em: 27/05/2017

Incrédula

Acordar cedo sempre foi fácil, não ultimamente, já que não haviam tantos motivos assim para acordar. Letícia olhou para o lado e se viu sozinha no quarto de hóspedes, sua madrasta já não estava mais lá.

 

O cheiro do café fresco invadiu as narinas de Leticia enquanto descia os degraus seguindo para a cozinha viu seu pai entrar pela porta da frente.

— Bom dia meu amor, me deixou sozinho essa noite?

— Fiz companhia a uma jovem, muito bonita por sinal — Isabela brincava com o marido, já que todos sabiam da orientação sexual de Letícia, que desde muito jovem já havia contado a seu pai, não que precisasse contar, Vitor era um pai atencioso que sempre acompanhou a filha e sabia tudo o que acontecia aos seus arredores.

Vitor sorrio após o comentário da esposa e fingiu estar enciumado, os dois se beijaram e se sentaram, apreciando a vista da janela enquanto degustavam do café matinal.

 

Letícia desceu passo a passo como se não quisesse despertar os dois amantes que olhavam o mar bravio pela janela. Então sentou se, olhando para o casal que tanto amava logo ali em baixo, a poucos metros e não pode acreditar como tudo acontecia tão rápido, de repente seus pensamentos a levaram para longe, aproximadamente um ano atrás.

 

 

“—Tudo bem pai, já entendi, estarei lá”— Letícia falava com seu pai entusiasmado ao telefone, enfim a filha conheceria a mulher de seus sonhos, amou muito sua falecida esposa, além de tudo lhe dera uma filha maravilhosa que estava completando 31 anos, oportunidade perfeita para que ele pudesse apresentar Isabela, “Ah, Isabela, ela era diferente, leve, plena me  completa em tudo.”

—Letícia, só mais uma coisa, será um jantar a moda antiga.

Desligou o telefone e não pode esconder um sorriso “Sr. Vitor Nogueira quem ti viu quem te vê” era tão contagiante o ver feliz.

Seu pai era um homem empolgante ela sabia disso, dono de uma agência de publicidade pouco modesta e bem colocada no mercado, cidades economicamente fortes faziam parte de sua grande lista de clientes. O procuravam sempre em busca de uma fatia dentro do mercado de turismo. Seu pai fazia atendimento, esse era seu forte, sempre foi comunicativo e apaixonante, como ele mesmo se denomina.

Desde muito pequena Letícia estava envolvida com os ideais e convicções de Vitor, em pouco tempo formou-se na mesma área e quando viu, já era diretora de arte da agência de seu pai.

Rodeado pôr glamour Vitor conhecia lindas mulheres, mas Isabela de uma forma simples e sincera o flechou.

 

 

Um jantar a moda antiga, isso significava muitas coisas, ela sabia já que era seu aniversário e o pai pretendia tirar um pouco da atenção especifica dessa comemoração, com um pedido de casamento a uma mulher que ela apenas conversava ao telefone.

Não que Isabela não fosse merecedora de seu pai, pelo contrário, confia muito bem nas escolhas do pai, ele era bom nisso, conhecer pessoas certas.

Mas não sabia muito sobre a futura madrasta, apenas que morava em outra cidade e que tinha uma filha fazendo um curso complementar no exterior, uma garota jovem, apenas 20 anos, de vez em quando conversava com seu pai ao telefone, parecia se dar bem com ela, já se conheciam, na verdade Leticia  estava incomodada por que todos se conheciam, menos ela, se sentia um pouco como peixe fora d’agua.

Pensou direito e disse a si mesmo: “Letícia sua idiota, você apenas mora em outra cidade, esse é o único motivo de ainda não estar tão confortável nessa família que está se formando, já que seu pai como um bom viajante encontrou um amor em outro porto”. Respirou fundo e tomou coragem para se preparar para logo mais anoite.

 

O jantar terminou como começou, maravilhoso e qualquer dúvida que tivera sobre Isabela se desfez. Realmente seu pai tirou a sorte grande, quem dera ela ter uma pequena quantia dessa sorte tão escassa nos dias atuais.

— Bom casal eu vou deixar vocês desfrutarem da casa todinha hoje, como sabem não se faz 31 todo dia e eu vou atrás do meu presente.

—Parece que não gostou do nosso presente, está em busca de outro.

Letícia olhou com ternura a pulseira em seu pulso e sorrio quase que escrachadamente.

—Isa, meu bem, tenho certeza que ela amou o presente. Mas acredito que Letícia não pretende deixar apenas seu querido pai desfrutar essa noite ao lado de uma linda mulher.

Letícia piscou o olho para o casal e saiu em busca do seu carro, que o manobrista atento já trazia com prontidão.

Isabela balançava a cabeça um pouco envergonhada e achando graça da forma como pai e filha encaravam tudo.

 

E a noite terminou com o sol vibrante entrando pela fresta da janela aberta acordando Letícia, que estava todo enroscada no corpo de uma morena de beleza ímpar.”

 

 

...Letícia voltou ao presente quando seu pai perguntou se não tomaria o café essa manhã, ele insistia que estava realmente gostoso, já que era ele que tinha feito.

Isabela olhou com desdém falso, provocando risos em Letícia.

—Tudo bem pai, vamos provar o seu maravilhoso café.

Tudo estava em seu devido lugar, as xicaras, o jornal matinal sobre a mesa, até a chuva que ainda caia lá fora parecia estar em seu lugar, porém faltava o mais importante, Anne.

 

Tomou um gole do seu café, sorriu para sua madrasta.

— Definitivamente, não faça mais café papai.

Nogueira não deu muita atenção aos risos da filha e da esposa.

 

Dessa vez Letícia olha sério para o casal e diz que precisa encontrar com o comandante da marinha, responsável pelas buscas de Anne, queria saber a probabilidades de encontrar -lá... quase disse as palavras viva ou morta, mas parou antes de continuar e em um salto firme levantou-se.

 

Minutos depois Leticia já se encontrava com o comodante.

 — O Centro de Hidrografia da Marinha está emitindo avisos pelo rádio náutico, dando ciência do ocorrido às embarcações em trânsito na região, continuamos realizando buscas no litoral e pelo arquipélago com o Navio-Patrulha, mas não temos mais o auxílio da aeronave da Força Aérea, já se passou 8 dias do ocorrido Dona Letícia.

— Entendo, até o momento só encontraram a embarcação... - parou por um instante e pausadamente continuou - ...e nenhum tripulante.

 

— Correto, estamos tentando colher informações que auxiliem na localização de sua irmã e do piloto, mas como eu disse antes o único vestígio foi o sangue na popa do iate, que já sabemos é da senhorita Anne.

 

— E quanto Dr. Paulo o dono do iate?

 

— O interrogamos inúmeras vezes, ele nada sabe, apenas havia deixado o iate ancorado como de costume, nunca imaginou que um de seus funcionários iria sair com o ele para impressionar uma garota, ainda mais que a meteorologia previa uma tempestade. O rapaz foi muito irresponsável.

 

Letícia não gostou de ouvir a insinuação de Paulo, mesmo sendo amenizada pelas palavras do comandante. Ela tinha certeza que aquele medico arrogante havia blasfemado de forma pouco sutil sobre Anne, quando o comandante o interrogou.   

 

Conhecia bem o sujeito e viu o quanto ficou feliz quando recuperaram seu iate. Apesar de ainda estar sob custodia da Marinha.

 

— Comandante — parou por um instante e continuou olhando firme nos olhos do homem a sua frente —Existe alguma chance de encontramos eles vivos?

O homem fez uma pausa sem tirar os olhos da mulher, como se estivesse escolhendo as palavras certas.

 

— Não sei se temos chances de encontrar até mesmo os corpos, sinto muito.

 

Leticia recebeu aquelas palavras como uma pedra pesada, sendo arremessada com força sobre seu corpo, via que o homem estava sendo sincero, que realmente sentia muito, mas isso não a confortava nem um pouco.

Mesmo sendo realista a todo instante ela ainda tinha um fio de esperança, quem não teria.

 

“As buscas logo seriam encerradas e tudo acabaria. Por mais dor que sento não quero que acabe, quero continuar, quero manter ela viva em meu peito. Antes não sabia se conseguiria ter Anne em minha vida, imposta pelo destino ou pelas escolhas de meu pai. Ela caiu em meu caminho, confesso que caiu e foi bem em cima de mim, fiquei tão atordoa com a queda que não havia percebido que ambas haviam se machucado com o tombo, hoje vejo que apenas me levantei mesmo machucada, limpei a sujeira e a deixei no chão ainda caída, não se faz isso, mais eu fiz, a deixei, a culpa foi toda minha.”

 

 

 

 

Quatro meses atrás.

Vinte e duas horas e dez minutos.

 

—O cliente não para de falar, como odeio seu pai por isso, estou presa nesse restaurante e ele já tomou o terceiro copo de Martini, não tem como deixa-lo aqui sozinho. Por favor meu bem você vai busca-la no aeroporto?

 

— Isa, estou com uma amiga, não consegui ir, depois meu pai pega um taxi?

— Por favor, não chegarei a tempo, estou no litoral.

 

Letícia olhou para a mulher ao seu lado e praguejou um palavrão baixo se preocupando em tapar o telefone para que a madrasta não ouvisse.

 

— Tudo bem, estou a caminho.

 

A suposta amiga já prevendo o que ia acontecer, se joga na cama com a cara emburrada, demonstrando o quanto estava chateada.

 Olhou o corpo da mulher seminua a sua frente e soltou um — Sinto muito Priscilla —  junto de um suspiro profundo e lamentado — Sinto muito.

 

Olhou o relógio, vinte duas horas e quarenta e oito minutos.

 

 

O sedan rompia o asfalto em velocidade a caminho do aeroporto.  “A guria havia alterado a passagem e chegaria um dia antes, como nossos pais poderiam saber e ao invés de ligar, enviou uma mensagem de texto avisando, quem lê mensagem de texto enquanto dorme, meu Deus tamanha imaturidade.”

 

Vinte e três horas.

Tirou os olhos do relógio.

Não tinha como chegar a tempo, respirou fundo e decidiu que não ficaria nervosa, enfim conheceria a filha de Isa e pelo que todos diziam era uma doce criatura, o que realmente acreditava ser apenas uma ilusão que todos criaram pela saudade que a distância provocava.

 

Com o pé mais fundo no acelerador, tentou romper seus pensamentos quando avistou o aeroporto.

Letícia estacionou o carro e andou apressadamente, não se permitiria correr, não com aquele salto e roupas sociais, correr era algo que só fazia no período da manhã, os dias que mais gostava de correr eram nos finais de semana quando ia para o litoral, lá o ar quente dos automóveis não existia, podia sentir a brisa do mar e a areia fofa afundando seu tênis a cada novo impulso.

 

 Enquanto entrava no terminal Letícia ficou imaginando como identificaria Anne ou se a garota saberia quem deveria procurar, já que Letícia não trouxera nenhuma identificação.

 

 

 

Ao se aproximar do portão de embarque Letícia foi diminuindo os passos acelerados e percebeu que não precisaria de identificação alguma, pode reconhecer a garota de imediato.

 

O aeroporto estava praticamente vazio, mas Letícia percebeu que a reconheceria mesmo se tivesse abarrotado de gente.

Lá estava ela sentada ou melhor jogada ao chão, com um celular entre as mãos, ligado a um fone de ouvido.

 

Sua bagagem ao redor servia de apoio para os pés. Anne estava com uma expressão bem entediada ou talvez cansada, Letícia não conseguiu identificar muito bem.

 

Parecia não estar nem um pouco incomodada com os olhares que alguns funcionários lançavam sobre ela, uns achando graça da garota sentada ao chão, enquanto inúmeras cadeiras vazias estavam espalhadas por todo terminal, outros receosos se deviam ou não chamar atenção da linda menina sentada de maneira nada apropriada.

 

Leticia passou as mãos no cabelo incrédula com a situação, já imaginando que seus dias seriam mais longos daqui para frente.

Fim do capítulo


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Comentários para 2 - Incrédula :
rhina
rhina

Em: 11/10/2019

 Cara

Acabei de ve acima um comentário de 2017????????

Agora não sei se continuo a ler.....

Rhina

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Val Maria
Val Maria

Em: 17/01/2018

Seria otimose vc voltace a atualizar essa estoria.

 

Boa noite autora

 

 

Val Castro

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FahSwanMills
FahSwanMills

Em: 03/06/2017

Já gostei da Anne, com seu jeito todo despojado. Kkkkk Ansiosa pelo próximo capítul.

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