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Tormenta por Kara

Ver comentários: 6

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Palavras: 1962
Acessos: 5361   |  Postado em: 26/05/2017

Céu que chora.

Para Letícia era um dia como outro qualquer, já que agora todos os dias se arrastavam, tudo perderá o sabor, não sentia nem mesmo o aroma do café de todas as manhãs.

Em seus pensamentos ela repetia sem parar. “Só mais um dia...só mais um dia.”

A luta era constante e árdua, mas não se via estampado em sua face a morbidez e sim um falso sorriso de bom dia, para o deleite da garçonete que a fitava enquanto Letícia pagava o café mais sem sabor que já havia tomado.

Ainda com um resto do liquido em seu copo de plástico, passou pela porta da frente da cafeteria, onde uma fina chuva caia, deixando o dia mais cinza e gelado.

A chave já estava em sua mão a um bom tempo, como se estivesse preparada para uma fuga a qualquer instante, apertando a constantemente, aponto de deixar marcas em sua pele, como se fosse capaz de triturar aquele metal frio.

Em segundos o mesmo metal já estava dando partida em seu automóvel. Sentindo o aconchego do carro, Leticia podia fechar os olhos por alguns minutos e tirar a mascará que passou ser sua companheira de todos os dias.

Antes de acelerar olhou para o espelho do carro e pode ver aquela estranha, sem vida e sem a força que carregava até uma semana atrás.

Não sabia como continuar daqui para frente, como era possível viver, estava sendo difícil até mesmo existir. E mais uma vez repetiu para si mesma.  “Só mais um dia.”

Alguns minutos depois de dirigir pelas ruas daquela cidade veraneio, já podia avistar o mar, o píer estava perto.

Ainda de dentro do carro podia ouvir as risadas de um grupo de crianças que brincavam por ali, pisando nas poças formadas pela chuva gélida. Antes de estacionar ainda pode ver uma baba desesperada gritando com as crianças, que não se incomodavam com as roupas molhadas que pregavam em seus pequenos corpos, ficou imaginando “como não sentiam frio.”

Se preparou, pois sabia que sentiria o vento cortante após descer do carro, de imediato olhou ao céu, sentindo as gotas queimarem sua face e mesmo não sendo religiosa, pediu, sem muita fé, já sabendo que milagres... “—bom isso não aconteceria, pelo menos não com ela”. O céu parecia estar chorando, um choro constante, que não cessa nunca.

Mas Letícia se lembrava de quando o choro começou a cair, lembrava- se do exato momento.

 

 

“— Onde você pensa que vai?

Anne continua a caminhar fingindo não ouvir Letícia, os passos pesados como se quisesse provar para si mesmo que estava no controle, ainda carregava a câmera junto ao corpo.

— De repente perdeu o medo do mar?

Letícia insistia em chamar atenção de Anne de alguma forma, qualquer coisa que a fizesse parar pelo menos por um instante.

Mas Anne não parava, seguia decidida até píer em passos largos agora, irritada queria gritar, queria insulta-la, queria até mesmo enfiar as unhas em sua carne e fazer com que Leticia sentisse a dor que ela mesmo sentia naquele momento. Mas não, engoliu todas as palavras que queria proferir e correu, correu como nunca havia corrido antes, como uma presa fugindo de seu predador.

— Volte aqui agora! — Letícia berrou e correu atrás da garota a sua frente, mas parou, quase que de imediato uma fina chuva começou e uma exaustão caiu sobre seu corpo como se tudo fosse inútil, como se talvez as coisas teriam de ser assim, deixa-la ir, se afastar, quem sabe o sol de amanhã a faça ver com outros olhos.”

Incrível como as coisas se desenharam depois daquilo tudo, o sol nem se quer tentou aparecer entre as nuvens carregadas e estava ela ali novamente, em pé, parada, apenas olhando uma plataforma vazia no píer, onde minutos atrás podia ver a figura fantasmagórica de Anne.

E o céu continuava a chorar.

 

 

Abaixou a cabeça e andou pela plataforma, dessa vez até o final dela, onde um homem entorno de 52 anos, apresentando cansaço e mesmo carregando uma tristeza profunda, sorriu para Letícia.

 

—Pai...alguma novidade?

— Nada no iate, a não ser aquela mancha de sangue na popa — quando seu pai disse essa palavra, sangue, um calafrio percorreu cada centímetro de seu corpo. Ela já sabia que haviam encontrado manchas e o sangue já tinha sido periciado, eram de Anne. 

Vitor Nogueira percebe o tremor e a palidez no rosto de sua filha e sem mais demora a abraça com muita força, Letícia era uma mulher feita, como diria os antigos daquele arquipélago, mas o pai a via como uma frágil garota que perdera sua irmã.

Afastou por um segundo a filha de seu corpo e a olhou fascinado.

—Sabe, você se parece tanto com sua mãe, seus cabelos negros e esse olhar profundo que as vezes me causa medo minha filha, pois é tão difícil de decifrar.

—Eu...eu devia ter tentado mais pai, devia ter agarrado a pelos cabelos, não sei, segurado a na marra eu poderia, eu devia..., mas ela se foi.

—Leticia não se culpe.

— Isabela nunca vai me perdoar, talvez por minha culpa julgue até mesmo você pai.

—Ela não é assim, você sabe, a dor ainda é muito grande, mas ela te considera como filha, assim como eu considerava Anne como minha.

Nogueira citou Anne no passado e Letícia não pode deixar de notar, que até mesmo seu pai o homem mais cheio de fé que conhecia estava perdendo a esperança.

— Vamos para casa de veraneio, faz dias que você não aparece.

—Não sei o que dizer a Isabela.

Seu pai a fitou por uns instantes e olhou com a firmeza que apenas um Nogueira tem.

Leticia apenas abaixou os olhos cansados e consentiu em um sorriso de canto, quase que sem forças para sair.

Seguiram o caminho abraçados até uma pequena escada na lateral mais baixa do píer, pai e filha em minutos já caminhavam em direção a uma enorme casa beira mar, Letícia andava com dificuldade, o salto de seu escarpa insistia em se prender na areia molhada e como uma criança depois de um dia exaustivo de aula, se livra dos sapatos e por um instante, mesmo que muito curto, sentiu-se viva em quanto a areia pegajosa se prendia aos seus pés.

O pai carinhosamente beijou a filha na testa pegando os sapatos de sua mão, virou-se e continuou a caminhar rumo a escadaria que ligava a praia até a casa.

Desde o dia em que Anne havia entrado naquele iate, Letícia não tinha voltado a casa de veraneio, mal sabia ela no início, que nem se quer Anne havia voltado.

Letícia estava passando a noite em um hotel, primeiro porque não queria se encontrar com Anne e agora porque não queria encarar sua madrasta.

Sabia que era um encontro inevitável e não tinha medo dos desaforos que poderia ouvir, Isabela era uma mulher encantadora, com um coração enorme, mas a dor de perder uma filha, com certeza traria uma Isabela diferente para fora. Mas o que transtornava Letícia era voltar àquela casa e ver o fantasma de Anne em todos os cômodos, inalar o aroma de lavanda que a garota deixa por onde passa.  Mas o pior era olhar para Isabela e ver a própria Anne, como seus traços eram idênticos. Aqueles cabelos longos e castanhos, mas o sorriso, esse não tinha outro igual, só Anne em todo o mundo sorria daquela forma, tão lindo, tão gentil, meigo e ao mesmo tempo atrevido.

Fechou os olhos e respirou o mais fundo que podia e sem coragem alguma subiu os degraus daquela casa que também lhe trazia lembranças da infância, fazia tanto tempo que não reparava nos detalhes, como o corrimão da longa escadaria, na qual havia entalhado seu nome em uma época onde tudo era mais claro e simples.

Enquanto passava seus dedos sobre cada letra, pode se lembrar de como amava aquele lugar que hoje lhe trazia tanta tristeza.

 

A nostalgia foi quebra quando seu pai lhe trouxe para realidade:

—Vamos querida.

 

Vitor se aproximava da maçaneta, mas antes que tentasse abrir a porta, a mesma se rompeu bruscamente e Isabela surgiu com os olhos marejados, porém estatelados na espera de qualquer vestígio de informação que o marido pudesse lhe dar.

Nogueira abaixa as pálpebras por alguns segundos, o que bastou para Isabela saber que o marido não havia nada a lhe dizer.

Mas Isabela não era de desistir assim tão fácil, tinha fé. Sua expressão mudou rápida, mesmo seus olhos refletindo tristeza, agora ela sorria.

—Nós vamos encontrá-la.

A esposa olhou para as mãos do marido e pode ver que segurava um par de sapatos na cor preta, em seguida olhou atrás de Vitor onde Letícia alcançava o último degrau e agora aqueles olhos tristes brilhavam e em um salto Isabela desvencilha-se do marido, pulando sobre a enteada, quase as levando ao chão.

Leticia se apoia com uma das mãos no corrimão enquanto segura Isabela com a outra, sentindo seus pés firmes no chão e segura novamente, enfim se solta e abraça a com as duas mãos, o mais forte que pode.   

 

A noite havia caído e com ela os três corpos cansados se entregavam ao sono, apesar do sofrimento, tinham passado um dia ótimo juntos, um confortando o outro, mas sem dizerem nada, apenas juntos.

Antes de ir se deitar Letícia caminhou até um dos quartos de hóspede que era de Anne, nada de especial ficava ali, já que era apenas a casa de veraneio de seu pai e passavam apenas alguns fins de semanas naquela casa.

Letícia sentou-se na cama perdida em pensamentos, sem saber por que, abriu a gaveta do criado mudo ao seu lado, uma força apoderava de seus membros como se reagissem por conta própria, suas mãos não pertenciam mais a ela, ali na gaveta, talvez do jeito que Anne havia colocado, uma pasta de couro estava a sua espera, suas mãos agiram rapidamente, em instante a pasta estava aberta em seu colo.

Quando os olhos de Letícia pousaram sob a pasta aberta ficou paralisada, parecia que as lentes de Anne tiveram um foco único nos últimos dias.

Letícia não teve reação apenas olhava as inúmeras fotos suas, não percebendo quando Isabela sentou ao seu lado.

— Ela realmente sabe capturar a beleza mais radiante não é mesmo?

Letícia ficou surpresa.

Isabela pegou umas das fotos e enquanto olhava para imagem com carinho, respirou fundo.

— Fotografia sempre foi sua paixão, é um dom, Anne tem um outro dom, apesar dela achar o contrário, o dom de não saber mentir.

A madrasta com um modesto sorriso continuou;

—Seu rosto fica vermelho, começa a esfregar os dedos da mão e mais cedo ou mais tarde ela vai dobrar o pé direito ao lado, deixando o torto sobre o chão, é tão instintivo que nem ao menos percebe.

Letícia sabia bem o que Isabela falava e não conseguiu segurar um riso que em segundos se transformou em um choro compulsivo.

Deitou-se no colo da madrasta e pode chorar o choro que não tinha se permitido ainda.

Isabela repetia com uma voz doce, enquanto embalava uma mulher de 31 anos como se fosse uma criança em seus braços.

—Eu sei meu bem, eu sei...fica tranquila, ela vai voltar.

 

Letícia pensou em dizer que não, que não veriam mais Anne, pensou em dizer a verdade para aquela mulher que a segurava nos braços, mas dessa vez não o fez, se permitiu ter fé e que a verdade era unicamente as palavras que se proferiam da boca de sua madrasta, assim ela teria mais uma chance de ter Anne perto de si, ao menos nos sonhos de hoje.

E dessa forma adormeceu, derrotada pelo cansaço.

Fim do capítulo


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Comentários para 1 - Céu que chora.:
yinregi
yinregi

Em: 19/11/2019

Mulher que história intensa logo no primeiro capítulo. Passei várias vezes pelo título, estava com medo de ler, você demorou muito para começar atualizar, kkkk 

Agora estou feliz por ter começado a ler. 

Bj 

Responder

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perolams
perolams

Em: 14/11/2019

Primeiro capitulo bem intenso. 


Resposta do autor:

Espero que tenha gostado, a intensidade só vem aumentando, rsrs.

Quero poder ler mais comentários seus 😊.

Beijinhos 

Kara

Responder

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rhina
rhina

Em: 11/10/2019

 

Ola

Boa noite

A imagem da história me chamou a atenção......seguida do titulo.

Resolvi dá uma conferida

Rhina

Responder

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FahSwanMills
FahSwanMills

Em: 03/06/2017

Consegui captar toda a angústia de Letícia. Já estou fascinada pela história.

Responder

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Sorriso
Sorriso

Em: 27/05/2017

Que bom que vc se permitiu a escrever vou acompanhar 


Resposta do autor:

Fico muito feliz por você acompanhar, obrigada!

Bjinhos Kára.

Responder

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Querino
Querino

Em: 26/05/2017

Boa noite, kara. Gostei do início. Vou acompanhar. bjs. 


Resposta do autor:

Que bom que gostou Querino... te espero para próxima leitura.

Bjs Kára

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