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Na Batida do Coração por Srta Prynn

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Palavras: 8117
Acessos: 2813   |  Postado em: 21/04/2017

Capítulo 14

O vôo de três horas foi tranqüilo, chegaram a SP pouco depois das duas horas, e depois de uma insistência do Luiz, eles foram almoçar antes de pegar o carro da Renata na casa de uma amiga.

 

Almoçaram e foram logo embora, tinham mais três horas de viagem até a cidade onde pelos próximos dias seria o endereço de ambas. Paulinha dormiu a maior parte da viagem, Vládia foi contemplando a paisagem, aquele trajeto lhe trazia muitas lembranças, tempos em que ela era feliz, que tinha seus pais, que ela e seu irmão eram inseparáveis, não soube dizer exatamente onde sua vida havia mudado tanto, hoje não tinha mais seus pais, ela e seu irmão quase não se falavam mais, raras eram as vezes que se falavam pelo telefone, Pedro, que sempre fora um rapaz dócil, amável, ficou indignado quando a irmã revelou sua opção sexual, sentiu-se traído e jurou nunca mais falar com ela, o que cumpriu até o dia da morte de seus pais.

 

Quando se deu conta, estavam parando em frente à casa que era de seus pais, José, um senhor de sessenta e poucos anos, que viu Vládia crescer, esperava na frente com as chaves da casa nas mãos.

 

-- Seu José, tudo bem?

 

-- Tudo bem menina, você cresceu. Tome, aqui está as chaves da casa, Maria deixou tudo bem limpinho, tem bolo de limão, chá preto, café, frutas, se precisar de mais alguma coisa é só chamar.

 

-- Obrigada seu José, agradece dona Maria por mim.

 

Despediram-se do senhor que tinha um sorriso fácil e entraram, Luiz carregou as malas da Dj enquanto Renata ajudava Paulinha com as suas.

 

-- Vlá, tem certeza que vocês não querem passar essa noite lá em casa? – Renata perguntou.

 

-- Tenho sim Rê, se a Paulinha quiser ir, leva ela, aproveita e mostra um pouco a cidade.

 

-- Agradeço a atenção e o carinho, mas eu preciso ficar aqui, com meu chocolate branco favorito, chorar, rir, gritar.

 

-- Já sei que se ouvir sirenes de policia estão vindo para sua casa. – Renata riu.

 

Os amigos se despediram prometendo voltar no dia seguinte, Vládia levou as coisas para seu antigo quarto, ele ainda estava do mesmo jeito que ela deixou quando saiu de casa. Era grande, ela, assim como a mãe, sempre gostou de espaço, havia uma cama de casal de madeira entalhada, uma penteadeira que havia sido presente de sua avó materna, uma poltrona reclinável, na parede, uma foto sua com seu irmão no colo, era desenhada, a mãe havia mandado fazer na capital, ela amava aquela foto, e quando disse à mãe que a colocaria na parede de seu quarto, trouxe lágrimas aos olhos da mãe, ela sabia a falta que a filha sentia do seu irmão. Levou as coisas da amiga para o quarto que seria dela e a ajudou arrumar tudo.

 

-- Vlá, você sabe que eu não vou dormir aqui né branquinha? – Disse abraçando a amiga.

 

-- Claro, até por que eu não deixarei você dormir sozinha minha choco, seu lugar é na minha cama, juntinho de mim.

 

Voltaram para sala, comeram um pedaço generoso do bolo de limão, com café, conversando, Paula havia adorado o que havia visto da cidade, a casa ela achou um charme, as fotos espalhadas pela casa, mostravam o amor que unia aquela família. Sentaram-se na varanda de frente para o jardim que tinha lá e que Vládia aprendeu com a mãe a cuidar, embora ela não soubesse de flor alguma, só conhecia mesmo a rosa.

 

-- Vládia, você sabe o que vai fazer da sua vida daqui para frente?

 

-- Não pandinha, por enquanto só quero pensar no Adrian.

 

-- Ai como é difícil. Será que elas já estão juntas?

 

-- Não Paulinha, e para ser sincera, não acho que elas fiquem juntas tão cedo. Elas tem caráter amiga, não saberiam como olhar para você se algo acontecesse enquanto seu lugar na cama ainda nem esfriou.

 

-- Será que elas vão ficar algum dia?

 

-- Paulinha, se era prá ficar assim, por que tomou essa decisão?

 

-- Você não sabe com é ruim a sensação de saber que a pessoa que está ao seu lado, que você ama, pensa em outra pessoa, queria que ali na cama com ela fosse outra pessoa. Eu não suportava mais essa situação, eu via a forma como elas se olhavam, como ficavam quando se tocavam, mas certeza mesma eu tive quando Pietra começou a esfriar na cama, não me procurava mais e quando eu a procurava ela sempre se esquivava. Comecei a me sentir suja sabe, o sex* entre a gente que sempre foi perfeito, quente, explosivo, de repente congelou.

 

-- Por que você nunca me falou nada, por que sofreu calada amiga?

 

-- Eu não sabia como falar, e sempre tinha esperança de que fosse coisa da minha cabeça, mas quando vi que você chamou a Silvinha para conversar na sua casa, eu tive certeza que você havia percebido, então a realidade me puxou do meu mundo de fantasias e eu vi que a coisa era séria realmente.

 

As amigas que até então estavam em lugares separados, sentaram lado a lado e se abraçaram, e assim ficaram contemplando o por do sol.

 

-- Paulinha vem comigo, quero fazer algo com você que há muito tempo eu não faço.

 

-- Nem vem, não vou prá cama com você, não adianta insistir.

 

-- Boboca, não é nada disso.

 

Vládia saiu a puxando a amiga pela mão até chegar em seu quarto, puxou a cadeira em frente ao guarda roupas e abriu as portas de cima, de lá tirou duas caixas retangulares e entregou para Paulinha que sem entender nada as pegou. Voltaram para a sala e a Dj tirou as coisas que estavam em cima de uma mesa grande. Abriu uma das caixas e despejou em cima da mesa.

 

-- Não acredito Vlá, você quer montar quebra-cabeça?

 

-- É sim, eu amo quebra-cabeça, me ajuda a pensar.

 

-- Eu também amo.

 

-- Era uma coisa que eu fazia com minha mãe, ficávamos horas a fio montando, tínhamos essa cumplicidade, eu amava esses momentos com minha mãe.

 

-- Eu montava sempre com uma prima que mora no interior e ia lá para casa de quinze em quinze dias.

 

-- Esse era meu passatempo preferido, já fiquei em casa vários fins de semana só para montar com minha mãe.

 

-- Então deixa de conversa e vamos separar as peças.

 

Passaram quase uma hora separando as peças, era uma paisagem linda, com cinco mil peças, se empolgaram e quando se deram conta já passava das duas da madrugada.

 

-- Paulinha, vai tomando banho que vou preparar um chocolate pra gente antes de dormir.

 

-- Oba, vai me levar na cama também?

 

-- Claro.

 

-- Assim eu me apaixono por você branquinha.

 

-- Você promete?

 

-- Eu juro que me apaixono.

 

As duas rindo foram cada uma para um cômodo da casa. Enquanto o chocolate derretia, Vládia pegou duas canecas no armário, colocou dois marshmellows em cada e voltou para perto do fogão. Essa receita era antiga, sua mãe fazia para ela e o irmão desde que eram pequenos e seu pai dizia que foi esse mesmo chocolate que o conquistou. Quando terminou, correu para o quarto que era de seus pais e tomou um banho rápido, colocou seu pijama e foi para cozinha pegar as canecas de chocolate, no quarto, Paulinha terminava de escovar os cabelos.

 

-- Pandinha, você vai tomar o melhor chocolate quente da sua vida. – Disse Vládia estendendo a caneca para amiga.

 

-- Convencida, deixe eu beber primeiro e depois te digo se realmente ele é bom.

 

-- Sei que você vai gostar.

 

Paulinha tomou o primeiro gole, e o sorriso que abriu, fez com que Vládia sorrisse junto, ela sabia que a amiga havia aprovado.

 

-- Vlá, é simplesmente delicioso, nunca provei nada igual.

 

-- Minha mãe fazia pra mim quando eu era pequena.

 

Sentaram na cama e beberam o chocolate todo fazendo brincadeiras, Paulinha ficava com bigodinho de leite toda vez, o que deixava Vládia irritada, dizendo que esses modos não eram de uma mocinha.

 

-- Vlá, eu ainda não te agradeci, mas obrigada, não sei o que faria se estivesse lá.

 

-- Paula, você fez bem mais por mim, me defendeu, foi ofendida, levou um soco na boca, não tem nada pra agradecer. Se for assim, eu que teria que te agradecer.

 

-- Será que nós não merecemos a felicidade também branquinha? Eu digo, aquela felicidade plena, completa, não essa partida, cheia de percalços pelo caminho.

 

-- Paula, nós que erramos, construímos nossos sonhos em cima das pessoas, e isso é um erro, por que um dia elas se vão e levam junto nossos sonhos.

 

-- Amar dói demais branquinha, não quero mais sentir essa dor que me rasga o peito.

 

-- Dói sim, mas o amor abre nossos olhos para o colorido da vida pandinha, se não existe amor, a vida seria muito cinza.

 

-- Eu gosto do cinza. – Paulinha disse num sussurro.

 

-- Eu também, mais eu prefiro rosa, azul, amarelo, vermelho, e infelizmente, só vemos essas cores todas quando estamos apaixonadas.

 

-- Vlá, eu já disse um monte de vezes, mas, eu te amo sabia?

 

-- Eu sei, mas eu te amo mais.

 

As amigas sorriram, elas se completavam, se conheciam apenas com o olhar, Paulinha tinha uma delicadeza, uma sensibilidade ímpar, Vládia sabia que não poderia ter ao seu lado alguém melhor do que ela nesse momento.

 

-- Por que eu não me apaixonei por você pandinha? Seria tão mais fácil viver ao seu lado.

 

-- Não sei Vlá, mas a gente sempre pode tentar não é mesmo? – Paulinha brincou com a amiga.

 

-- Paula, eu estou sensível por conta da gravidez, não seria bom brincar com algo tão sério assim. E se eu aceitasse?

 

-- Seríamos felizes para sempre.

 

As amigas riram e decidiram que já era hora de dormir. Escovaram os dentes e foram para cama.

 

-- Hoje vai ser como? Conchinha ou urso agarradinho? – Paulinha perguntou.

 

-- Urso agarradinho, to carente.

 

Paulinha deitou e abriu os braços recebendo Vládia em seu colo agarrando a amiga para dormir.

 

-- Seria tão fácil viver com você. – Vládia disse.

 

-- Por quê?

 

-- Simples, você confia, não cobra, ama sem pensar, é carinhosa, amiga, companheira, divertida, me entende até de olhos fechados. Seria tão mais fácil uma vida ao seu lado, sem contar que o Adrian teria uma mãe quase da idade dele.

 

-- Você é que procura pessoas complicadas Vlá, aliás, você as atrai, nunca vi igual. Quanto ao Adrian ter uma mãe da idade dele, vou tomar como elogio.

 

Paulinha apertou Vládia em seus braços e sentindo o perfume dos cabelos da amiga, começou um cafuné que logo as levou para os braços de morfeu. Mas algo naquela conversa mexeu com elas.

 

Vládia despertou com os pássaros cantando a sua janela, havia esquecido a maravilha que era ser acordada pela natureza. Paulinha ainda a tinha em seus braços, a segurava como quem tem o mais precioso dos tesouros em suas mãos, Vládia sentiu-se protegida. Ficou contemplando a calmaria que a vida no interior trazia, e pela primeira vez em dias, sentiu uma paz invadir-lhe a alma e desejou que jamais ela saísse de lá.

 

Foi com muita força de vontade que saiu da cama, sentia fome e queria preparar um café da manhã bem gostoso para ela e a amiga. Na cozinha encontrou geléia de morango que dona Maria havia deixado na geladeira, abriu o pote e com uma colher provou, tinha o mesmo gosto de quando ela era ainda pequena, as geléias de dona Maria eram famosas naquela pacata cidade, toda família que se prezasse tinha sempre um ou dois potes dela na geladeira.

 

Preparou um café e arrumou a mesa com pão francês e integral, frutas, torradas, leite, mel, suco de laranja, café e granola, quando achou que estava bom, foi até o quarto acordar a amiga. Paulinha estava deitada agarrada ao travesseiro, e os soluços sacudiam seu corpo, Vládia se aproximou, afastou o edredom, a separou do travesseiro e ocupou o lugar dele abraçando a amiga que agarrada a ela chorou copiosamente, era um choro desesperado, a dor que ela sentia era facilmente sentida, a Dj a apertou em seus braços, tentando acalmar o coração ferido da amiga.

 

Aos poucos ela foi se acalmando e em alguns minutos cessou de vez. Vládia sentou na cama e olhou para ela que apenas disse.

 

-- Obrigada branquinha.

 

-- Não fala nada meu amor, vamos, levanta, lava esse rosto e vamos tomar o café da manhã que eu preparei.

 

Paulinha obedeceu à amiga, e embora estivesse sem fome, ao ver a mesa, se animou, comeu de tudo que havia, mas se apaixonou mesmo, foi pela geléia.

 

-- Vlá, essa geléia é tudo de bom, imagina ela em algumas partes especificas do corpo? – Sorriu maliciosamente para a amiga.

 

-- Não posso nem imaginar amiga. – Vládia riu dando um pedaço de torrada com geléia para a amiga.

 

-- É, nem eu, pelo menos por algum tempo. Mas que seria uma delícia, seria. Ah como seria.

 

-- Paulinha você é a melhor pessoa do mundo sabia?

 

-- Pena que quem deveria achar não acha.

 

-- Ela acha sim Paulinha, acredite em mim.

 

-- Mas não do jeito que eu gostaria.

 

-- As coisas nem sempre são como a gente gostaria que elas fossem amiga, mas eu te acho a melhor do mundo e aposto que o Adrian também irá achar.

 

-- E isso me basta, você e essa pipoquinha são tudo o que eu preciso.

 

Terminaram o café, arrumaram as coisas e decidiram dar uma volta na cidade, as coisas não haviam mudado muito, havia umas lojas novas, um mini shopping, mas os lugares preferidos de Vládia na infância ainda permaneciam intactos, a padaria do seu Tonico, que tinha os melhores biscoitos de polvilho, a sorveteria da praça central e a bomboniere ao lado do único cinema da cidade. Vládia mostrou tudo a amiga, contando as histórias dos lugares que passavam.

 

-- A casa da Rê fica na próxima rua, vamos passar lá?

 

-- Vamos sim, to morrendo de sede, achei que você queria me matar de desidratação.

 

-- Paulinha, exagero é seu nome do meio?

 

-- Não, meu nome do meio é prazer garantido. – As duas riram da resposta dela e seguiram até a casa da Renata.

 

A casa dela mais parecia uma casa de boneca, mas era apenas por fora, por dentro, o ar despojado não deixava dúvidas de que a casa era dela.

 

-- Caíram da cama? – Renata disse ao abrir a porta para elas.

 

-- Não, sua boba, acordei com pássaros cantando na minha janela, tomamos café e saímos para Paulinha conhecer a cidade.

 

-- E aí Paulinha, o que achou da metrópole? – Renata fez graça com o tamanho da cidade.

 

-- Adorei, muito charmosa, todo mundo conhece todo mundo, o braço da Vládia quase cai no meio do caminho de tanto acenar para as pessoas.

 

-- Palhaça, só encontrei algumas amigas da minha mãe na rua.

 

-- Vem, vamos pra cozinha. – Renata chamou.

 

-- A não acredito, você vai cozinhar?

 

-- Não Vládia, a geladeira está lá e tem cerveja, queijo, azeitona, essas coisas.

 

-- Mas eu não posso beber.

 

-- Pode sim, comprei sem álcool para você.

 

-- Muito engraçada você, qual a graça de tomar cerveja sem álcool?

 

-- Sei lá, pelo menos você sente o gosto da cevada. – Aos risos as três se encaminharam para lá.

 

Renata abriu a cerveja, colocou queijo e azeitona em um prato, serviu um copo para ela, outro para Paulinha e um para Vládia.

 

-- Só esse branquela, prá gente brindar.

 

-- Vamos brindar a que? – Paulinha questionou.

 

-- Eu vou brindar a vida. – Renata disse.

 

-- Aos amigos. – Vládia disse.

 

-- A você branquinha. – Paulinha brindou.

 

Passaram o resto da manhã e uma parte da tarde bebendo e conversando, Vládia tomou as cervejas sem álcool que a prima lhe deu, até que não era ruim, mas a sensação de liberdade que o álcool dava, essa ela não sentiu, mas não se importou, o dia estava agradável, as companhias eram as melhores, e pela primeira vez naquele dia, viu Paulinha sorrir como antes, não sabia se era efeito do álcool ou se ela realmente havia conseguido relaxar e estava se divertindo. Como as meninas não davam sinal de que iriam almoçar, Vládia resolveu preparar algo para ela comer, precisava se alimentar de comida de verdade como dizia Francis. Ficou triste com o pensamento. Se perguntou onde aquela doida que lhe tirava do seu juízo perfeito estaria. Queria falar com ela, ouvir a voz dela, saber se estava bem, mas quando se lembrava das palavras de ofensas que ela lhe disse, desistia da ideia, estava magoada, Francis não tinha magoado somente ela, havia magoado Paulinha, agredido verbal e fisicamente. Sabia que não seria fácil perdoar ou até mesmo esquecer tudo o que havia acontecido, que sua vida não tinha mais a mesma cor de antes, sentia falta dela, seu corpo sentia falta dela, mas por enquanto ela não queria pensar sobre isso. Estava terminando uma omelete de queijo quando seu celular tocou tirando-a de seus pensamentos, no visor o nome da Silvinha aparecia. Paulinha e Renata estavam entretidas falando sobre música e viagem que nem perceberam ela sair da cozinha para atender a ligação.

 

-- Fala coisa irritante.

 

-- Oi Vlá, tudo bem com você?

 

-- Tudo sim, e com você?

 

-- Eu to meio perdida com tudo que tá acontecendo. Por que não se despediu de mim?

 

-- Sil, me desculpe, mas aconteceram tantas coisas que eu quis sair daí o mais rápido possível.

 

-- Eu sei, a Pietra me contou. Como a Paula está?

 

-- Não vou mentir para você, ela está despedaçada, mas vai se colar novamente.

 

-- Eu to me sentindo a pior pessoa desse mundo, me odeio por ela estar assim, eu não procurei por isso Vlá, eu juro.

 

-- Eu sei Sil, e ela também sabe, ela só tá sofrendo, mas não é por ser você amiga, é por ter acabado, sabe?

 

-- Mesmo assim Vlá, ela era a última pessoa do mundo que eu queria ver assim.

 

-- Ela vai ficar bem Sil, pode demorar um pouco, mas ela vai se levantar de novo eu te prometo.

 

-- Assim eu espero Vlá. Cuida dela branquinha.

 

-- Já to cuidando. Mas e aí, você e a Pietra conversaram? Sobre vocês.

 

-- Não, ela me disse tudo como aconteceu, eu na hora, até fiquei feliz com a idéia de poder ter ela, mas quando pensei no sofrimento da Paulinha, me deu um aperto no peito, não tenho direito de tirar o amor dela.

 

-- Sil, sei que a Pietra não é indiferente a você, não façam com que a atitude da Paulinha tenha sido em vão amiga, ela abriu mão da felicidade dela para que vocês pudessem ser felizes juntas.

 

-- Ai Vlá, essa situação é tão difícil. Se algo acontecer entre nós, não terei coragem de olhar na cara da Paulinha de novo, e não troco a amizade dela por nada nesse mundo, nem pela minha felicidade.

 

-- Sil, a questão não é você trocar, você não estará trocando absolutamente nada, ela tirou o time de campo para que vocês pudessem ficar juntas.

 

-- Não sei Vlá, não quero pensar nisso, pelo menos não agora.

 

-- Eu sei, vocês não tem que tomar nenhuma decisão hoje, deixem as coisas se acertar e resolvam isso depois, só não demorem muito.

 

-- Tá certo amiga, aliás, você sempre está né?

 

-- Pena que quando o assunto é minha vida eu nunca consigo resolver com a mesma rapidez.

 

-- Vlá, a Francis veio aqui em casa ontem, estava arrasada.

 

-- Sil, sinceramente, eu não quero saber, ela me ofendeu, ofendeu a choco, bateu nela, nada que diga respeito a ela me interessa mais, pelo menos não agora.

 

-- Eu sei. Eu conversei com ela, trouxe ela a razão, e pelo menos ela está arrependida do que fez com a Paulinha, mas ainda acha que você teve alguma coisa com a Pâm.

 

-- Ela é louca, mas eu realmente tive algo com a Pâm, apresentei ela para a Renata e elas estão se conhecendo.

 

-- Jura? Não acredito. E você, como está diante disso?

 

-- Eu não tenho nada que ver com isso, elas são adultas e bem resolvidas, eu só torço para que de tudo certo. Pâm passou pela minha vida e eu gosto dela, é uma boa pessoa se você não tiver pretensões de casar com ela.

 

-- É verdade.

 

-- Quer falar com a Paulinha?

 

-- Não amiga, não consigo, mas diz a ela que eu sinto muito, que a amo e que peço perdão por tudo que ela está passando.

 

-- Direi Sil, não com essas palavras, mas direi.

 

-- Tá bom. Obrigada. Vê se não some amiga, eu sinto muito sua falta.

 

-- Eu também Sil, você sabe que eu te amo e que você é especial em minha vida.

 

-- Eu também te amo branquinha. Fica bem.

 

-- Você também Sil. Um beijo na pontinha do nariz.

 

-- Boba, um beijinho na pontinha do seu nariz também.

 

Vládia desligou o celular e ficou parada olhando a parede, mas seu pensamento estava longe, será que um dia as coisas voltariam a ser como antes? Será que teria sua família torta de volta? Ela não sabia nenhuma dessas respostas, mas torcia que para todas as respostas fossem iguais, queria muito que fosse um sim. Braços envolvendo sua cintura a trouxeram de volta para a realidade.

 

-- Oi pandinha.

 

-- Já que desligou, queria saber se nos daria a honra da sua presença lá na cozinha?

 

-- Sempre.

 

Caminharam abraçadas, lado a lado, Paulinha nada falou sobre a ligação e Vládia aproveitou o silencio para nada dizer, sabia que ela sofreria ao saber noticias de lá, resolveu deixar para lá.

 

A tarde passou rápido, elas riram muito, Renata entregou a Paulinha tudo que Vládia aprontava quando eram adolescentes o que rendeu boas risadas das duas e da Dj uma cara feia por ter seu passado cinza aberto tão explicitamente. As seis horas elas foram para casa da Dj, Renata quando soube que um quebra-cabeças estava sendo montado, infernizou para ir, assim como a prima, ela tinha paixão por essa prazerosa brincadeira.

 

As meninas brigaram por que Vládia queria que elas montassem a parte em que havia a maioria das árvores e Paulinha queria montar os bichos enquanto Renata queria montar o céu, vencida pelas duas, Vládia permitiu que elas bagunçassem tudo.

 

Eram quase nove horas quando a campainha tocou e Vládia foi ver quem era. Luiz chegava com duas garrafas de vinhos nas mãos.

 

-- Meninas olha o que eu trouxe para animar a noite do quebra-cabeça! – Um Luiz eufórico disse.

 

-- Ai meu pai, mais um para bagunçar meu quebra-cabeça. – Vládia disse ao amigo.

 

-- Nem vem, eu não tomo vinho com você nem sob ameaça de morte. – Paulinha disse.

 

-- Nossa Paula, posso saber por quê? – Luiz perguntou enquanto pegava umas taças no armário

 

-- A última pessoa que tomou vinho com você acabou grávida. – Paulinha respondeu rindo.

 

A risada foi geral, Vládia ficou feliz por saber que a amiga aos poucos estava recuperando sua alegria e o bom humor.

 

-- Paulinha, não se preocupe, minha única recaída foi com a Vládia, não corro mais esse risco.

 

-- Não mesmo, até porque eu não me lembro do dia em que fui hétero na minha vida. Acho que já nasci gay.

 

-- Por quê? – Renata e Luiz perguntaram ao mesmo tempo.

 

-- Vocês não vão querer ouvir a história dela, é absurda. – Vládia disse abraçando a amiga.

 

-- Queremos sim, desembucha logo Paulinha. – Renata disse.

 

-- Tá certo, já que vocês insistem, eu falo. Eu nasci gay por quatro motivos.

 

-- Primeiro, eu nasci de parto normal, então, a primeira coisa que eu vi na vida foi uma...Vocês sabem. Segundo, uma morena me deu um tapinha no bumbum para chorar. Terceiro, duas loiras me limparam e deram meu primeiro banho. Quarto e último, quando tive fome, o que foi que me deram? Um peito. Eu não poderia ser hétero nem que eu quisesse. – A risada foi geral depois da explicação dela.

 

-- Paulinha, você é realmente uma raridade nos dias de hoje. – Luiz disse.

 

-- Ai Paulinha, se você não existisse, eu teria que mandar fabricar você. – Renata falou enxugando as lágrimas de tanto rir.

 

Os amigos passaram uma noite agradável, montaram mais da metade do quebra-cabeça, Vládia, depois de muito reclamar, viu que não adiantaria nada, então relaxou, e assim como os amigos, aproveitou a noite. As duas garrafas de vinho que o Luiz trouxe, foram embora com uma rapidez incrível, outras duas, que Vládia tinha lá desde a época de seus pais, foram abertas e da mesma forma das outras duas, evaporaram. Luiz foi embora quase três horas da manhã, Renata ficou com o quarto que deveria ser da Paulinha. Recolheram as garrafas e as taças, arrumaram as peças do quebra-cabeça e foram tomar um banho para dormir.

 

-- Vládia, obrigada pelo dia maravilhoso.

 

-- Paulinha, não tem nada para agradecer, foi bom para mim também.

 

Abraçou e beijou a amiga antes de deitarem. Paulinha fez carinho no rosto da amiga que estava iluminado apenas pela luz do abajur que ainda estava aceso, Vládia aceitou o carinho, era bom, fechou os olhos e sentiu as mãos da amiga que desenhavam seu rosto. Se perdeu nesse carinho, suas mãos acariciavam a barriga da amiga. Sentiu os lábios da Paula tocar os seus, a língua passar por eles, pedindo passagem, aos pouco os lábios se abriram recebendo a língua quente da amiga, foi um beijo quente, doce, cheio de desejo, ela se entregou e se permitiu sentir. As mãos ganharam vida e passeavam por toda extensão dos corpos onde alcançassem, as roupas aos poucos foram sendo tiradas e jogadas em um canto qualquer. A boca ávida da Paulinha percorria toda a extensão do pescoço da amiga, até que chegaram aos seios, Vládia gem*u ao sentir o contato quente da língua dela com o bico do seu seio. Paulinha enlouqueceu ao perceber que suas carícias eram bem vindas.

 

-- Vlá, você tem certeza que quer?

 

-- Quero Paulinha, quero muito, eu preciso te sentir.

 

Ao constatar que o desejo era mútuo, Paulinha deixou de lado toda a preocupação que tinha sobre certo e errado e se permitiu sentir o corpo que se abria para ela naquele momento. Provou cada pedacinho daquele corpo com sua boca e sua mão, ela tinha uma destreza incrível, tocou partes que ninguém nunca havia tocado, prorporcionou um prazer antes nunca sentido, seu toque ditou o ritmo do corpo da Dj, quando a penetrou, um gemido alto e rouco saiu de sua garganta.

 

-- Vai branquinha, rebol* prá mim... Quero te ver goz*r....

 

As palavras dela deram um toque a mais no ato e em pouco tempo, Vládia, olhando nos olhos disse.

 

-- Vou goz*r para você Paula.

 

E seu corpo explodiu em espasmos, ela teve o melhor orgasmo da sua vida, Paulinha a tocava em um lugar, que até então, para ela não existia. Paulinha tomou seus lábios em um beijo urgente, Vládia teve que se afastar para poder respirar.

 

-- O que foi isso que eu senti? – Ela perguntou para Paulinha que tinha um sorriso bobo nos lábios.

 

-- Você tendo um orgasmo é lindo, nunca vi tanto prazer em um único olhar branquinha.

 

-- Pandinha, nunca senti com ninguém o que você me fez sentir hoje.

 

Vládia tomou os lábios dela num beijo urgente, seu corpo ansiava por sentir aquilo de novo, ela precisava sentir o corpo da amiga se entregando sem reservas assim como ela se entregou. Passaram a noite assim, se amaram várias vezes, cada uma melhor que a outra, estava amanhecendo quando exausta Vládia falou.

 

-- Pandinha, eu nunca pensei que falaria isso para alguém, mas eu não agüento mais.

 

-- O que é isso? Eu ouvi direito? Vládia Zammorah está jogando a toalha?

 

-- Boba, eu agüentaria muito mais, mas meu corpo não agüenta mais nada.

 

Paulinha beijou a amiga e a acolheu em seus braços, em pouco tempo, ambas dormiam, saciadas e com a sensação de que aquilo não era algo de apenas uma noite.

 

Vládia acordou com o corpo todo dolorido pela intensa noite que passou, sentiu Paulinha a apertar em seus braços e ainda dormindo beijou de leve seu pescoço o que trouxe aos lábios da Dj um sorriso. Se aconchegou nos braços da Paulinha e ficou um tempo recordando a noite anterior. Não sabia dizer quantas vezes havia chegado ao céu durante a noite, mas sabia que haviam sido várias, e uma melhor que a outra. Se lembrou da intensidade do olhar da amiga, quando essa atingia o ápice do prazer. Teve certeza que jamais em sua vida, tinha tido um orgasmo como o primeiro que Paulinha lhe proporcionou. Sua barriga deu sinal de vida, estava com fome.

 

Com cuidado, saiu dos braços da amiga, não queria acordar ela, queria preparar o café e só depois viria acordá-la, mas assim que sentou na cama, a voz rouca da Paulinha a chamou.

 

-- Posso saber onde a senhorita pensa que vai? – Paulinha disse acariciando a cintura dela.

 

-- Bom dia pandinha, eu ia preparar um café da manhã bem reforçado pra gente. – Disse virando-se para ela.

 

-- Ah é? Mas eu tinha outra coisa em mente, algo melhor que café da manhã. – Paula falou de forma sedutora puxando ela de volta para seus braços.

 

-- Hum, assim eu não resisto. – Vládia disse beijando os lábios dela.

 

-- Quem disse que é resistir? Basta se entregar e eu me encarrego do resto. – Paula respondeu entre beijos.

 

-- Ah é? E posso saber em que consiste esse resto? – Vládia sussurrou.

 

-- Te tocar, te sentir, sentir seu corpo suado colado ao meu, numa dança envolvente, saborear você de todas as formas possíveis e imaginaveis, ouvir você gem*r e pedir mais e por fim, te fazer goz*r. – Paula respondeu fazendo o corpo inteiro da Dj arrepiar.

 

As mãos ganharam vida, Paula a colocou sentada sobre ela e deitou a cabeça no travesseiro admirando a beleza daquela mulher, um sorriso brotou nos lábios dela e um leve rubor deu cor às bochechas branquinhas dela.

 

-- Tá com vergonha de que branquinha? – Paulinha perguntou enquanto suas mãos passeavama pelo corpo dela.

 

-- Nunca estive na posição da observada, sempre fui eu a observar.

 

-- E isso incomoda você?

 

-- Não, foi apenas diferente, novo.

 

Paulinha a puxou para um beijo, Vládia nunca havia sido beijada daquela forma, era intenso, macio, doce, era como se até sua alma fosse beijada. Paulinha explorava o corpo todo dela com as mãos, ora apertando, ora acariciando, desceu beijando o pescoço até o colo, Vládia gemia sem sentir, Paula a conduzia por caminhos antes desconhecidos. Sugou os seios dela, lambeu, brincou com o bico intumescido levando Vládia à loucura. Sua mão chegou ao sex* pulsante e molhado, facilmente escorregou para dentro dela fazendo ela arquear o corpo para trás. Começou um vai e vem delicioso que foi interrompido por um som alto e uma Renata gritando bom dia pela casa.

 

-- Eu juro que eu mato a Renata. – Vládia disse ainda com Paulinha dentro dela.

 

-- Não sai daqui, deixa ela, vem. – Paulinha disse tomando seus seios com a boca e retomando o vai e vem enlouquecendo a Dj.

 

Vládia achava tudo aquilo uma loucura, mas não conseguia resistir ao toque suave da Paula em seu seio e a intensidade dos seus dedos dentro dela. Sem conseguir controlar seu corpo, começou a rebol*r na mão dela, gemia em seu ouvido deixando Paulinha cada vez mais excitada, em pouco tempo seu corpo estremeceu e ela gozou.

 

Renata batia na porta do quarto gritando.

 

-- Bom dia meninas, tá na hora de acordar.

 

Vládia até tentou responder, mas sua respiração ainda estava entrecortada, então Paulinha respondeu por ela.

 

-- Já vai sua chatinha.

 

-- Anda logo, vou preparar o café prá gente. – Disse isso e saiu.

 

Vládia, que ainda estava sentada no colo da Paula, riu da situação. Renata aumentou o som e a musica Navegar em mim, da Paula Fernandes invadiu a casa toda.

 

-- Acho essa música linda. – Paulinha disse abraçada a ela.

 

-- Foi exatamente isso que você fez comigo pandinha.

 

-- O que?

 

-- Bem mais que seduziu, navegou em mim. – Ela brinou com um trecho da música.

 

-- E vou navegar muito mais.

 

Paulinha levantou da cama com a Dj presa à sua cintura e se encaminhou para o banheiro, colocou ela dentro do Box e com cara de brava ordenou.

 

-- Agora seja boazinha e tome seu banho branquinha, por que senão... – Vládia a interrompeu.

 

-- Senão o que?

 

-- Eu não respondo por mim e nós não vamos sair tão cedo desse quarto. – Beijou ela e saiu do banheiro.

 

Vládia tomou seu banho rápido, queria comer, estava realmente faminta, Paulinha era uma amante perfeita e completa, seu corpo estava todo dolorido, porém relaxado. Saiu do banho e Paula estava secando os cabelos com uma toalha sentada na poltrona. Ela havia tomado banho no social, vestia um shorts de malha, uma regata preta e nos pés o bom e velho amigo chinelo, como ela mesma dizia. Vládia vestia um vestido soltinho, chegou até ela e sentou no colo dela e beijando de leve seus lábios disse.

 

-- Bom dia luz do meu dia!

 

-- Bom dia meu anjinho.

 

-- Vamos comer que eu estou morrendo de fome.

 

-- Vamos sim, o Adrian tem hora para se alimentar mocinha.

 

Saíram do quarto de mãos dadas e foram em direção a cozinha, Vládia passou pela sala para abaixar o volume do som antes que algum vizinho viesse reclamar. Na cozinha, o cheiro de café fresco fez a Dj sorrir.

 

Na mesa tinha pão, frios, suco, café, ovos mexidos, geléia e leite. Paulinha sentou e serviu uma xícara de café enquanto Vládia abraçava a prima e depositava um beijo na bochecha dela que lavava a louça que tinha sujado para preparar o café da manhã.

 

-- Bom dia chatinha.

 

-- Bom dia, vocês demoraram. Posso saber por que a porta estava trancada? Eu queria pular em cima de vocês.

 

-- Graças a Deus eu me lembrei de fechar ontem à noite. – Sorriu pra Paulinha que retribuiu o sorriso.

 

-- Posso saber o por quê? Você ainda não me disse. – Renata disse com a mão na cintura.

 

Vládia apenas riu e foi em direção da Paulinha na mesa parando atrás dela e enlaçando seu pescoço ficou olhando para cara da prima que abriu e fechou a boca várias vezes antes de conseguir dizer alguma coisa.

 

-- Ei espera aí, você quer dizer que vocês trans*ram? Não acredito.

 

-- Por que não acredita? – Vládia perguntou.

 

-- Vocês tão tirando uma da minha cara, eu não caio nessa.

 

-- Você é quem sabe, mas depois não venha me dizer que eu não te contei, como você fez quando soube da minha gravidez, assim como daquela vez, eu to dizendo a verdade.

 

-- Prove. – Renata desafiou.

 

Paulinha puxou Vládia fazendo com que ela sentasse em seu colo, colocou a mão em sua nuca e a puxou para um beijo digno de cinema deixando Renata pasma com a cena.

 

-- Ain que inveja de vocês. Mas agora chega né? Trocar dinheiro na frente de pobre é pecado, vocês não sabiam? – Ela disse.

 

-- Pecado é ser interrompida na hora H por uma louca gritando pela casa. – Vládia disse.

 

-- Verdade? Interrompi mesmo? Me desculpem, mas também não era hora para isso.

 

-- E desde quando tem hora para fazer amor? – Paulinha perguntou.

 

-- Desde que tenha visitas em casa. – Renata riu.

 

Tomaram café da manhã em meio aquela bagunça, Renata achou lindo as duas juntas, Paulinha tinha um cuidado extremo com Vládia, dava comida na boca dela e entre uma coisa e outra, roubava um beijo, fazia um carinho. Vládia sorria a toa, parecia uma criança, tomou o café todo no colo da Paula. Terminaram o café e Paula e Vládia foram arrumar a cozinha enquanto Renata arrumava o quarto e tomava um banho. Paulinha estava guardando as coisas na geladeira e Vládia lavava a louça. Paula se aproximou dela e a abraçou por trás.

 

-- Você fica linda lavando a louça. – Paulinha sussurrou no ouvido dela.

 

-- E você fica linda de qualquer jeito.

 

-- Eu tava guardando as coisas na geladeira, e vi que ainda tem geléia de morango.

 

-- Ah é, e o que a senhorita pensa em fazer com essa geléia? Posso saber?

 

-- Claro que pode, penso em passar ela no seu corpo todinho e depois comer, as duas. – Vládia gem*u diante das palavras ditas em seu ouvido.

 

-- Paulinha, assim fica difícil de terminar o que estou fazendo.

 

-- Então não termine. – Ela disse enquanto descia a mão pela barriga dela até parar entre suas pernas.

 

-- Paulinha, a Renata está no quarto sua louca. – Ela disse tentando se controlar e controlar o fogo que já queimava sua pele.

 

-- Você não se importou com ela mais cedo. – Paulinha provocou.

 

Vládia virou de frente para ela e a beijou, apertando seu corpo ao dela, tinha uma urgência absurda dos lábios daquela morena, pegou a mão dela e levou até seu sex* por baixo do vestido e no seu ouvido sussurrou.

 

-- Olha como você me deixa, e não posso fazer nada com você agora.

 

Paulinha gem*u ao sentir a umidade em sua mão, aprofundou o beijo e só parou quando ouviu passos vindos do corredor. Renata entrou na cozinha e encontrou Vládia apoiada na pia e Paulinha sentada na cadeira.

 

-- Não acredito que vocês já estavam se agarrando de novo? Baixem esse fogo. – As três caíram na gargalhada.

 

Terminaram as arrumações e foram sentar na varanda, Vládia pegou o óleo que Renata insistia em dizer que ela tinha que passar para evitar as estrias, e Paulinha passou na barriga dela, fazendo carinho e vez ou outra dando beijinhos.

 

Resolveram que iriam almoçar em um restaurante próximo a academia do Luiz, combinaram com ele e exatamente ao meio dia elas estavam entrando no restaurante e sentando em uma mesa próxima de um jardim, Vládia pediu um suco e Paulinha e Renata resolveram tomar uma cerveja, Luiz chegou algum tempo depois, beijou todas e sentou ao lado da Renata.

 

-- Como vocês estão?

 

-- Bem meu amor, e você? – Vládia respondeu fazendo um carinho na mão do amigo.

 

-- Péssimo, uma dor de cabeça terrível, branquela acho que aquele vinho seu tava estragado. – Ela brincou.

 

-- Ah tá, depois de quatro garrafas, o meu é que estava estragado?

 

-- Ah é, eu havia me esquecido desse pequeno detalhe. Mas como passaram a noite?

 

-- Essa eu faço questão de responder. – Renata falou.

 

Renata contou ao amigo tudo que havia acontecido desde que ele saíra daquela casa na noite passada.

 

-- E é isso meu amigo, elas nem respeitaram minha presença, se eu não tivesse entrado na cozinha, elas teriam feito ali mesmo. – Fez cara de ofendida para o amigo.

 

-- Mas Renata, você me saiu uma empata foda de primeira amiga. – Os três riram da cara que a Renata fez.

 

Almoçaram entre brincadeiras e votos de felicidades do Luiz para as duas que ainda nem tinham decidido se já eram um casal, mas Luiz tratou logo de dizer que a Dj era para casar e ameaçou Paula, de embebedá-la, passar a noite com ela e filmar, para colocar na internet, se ela aprontasse com a Dj.

 

Ficaram juntos até as três da tarde, depois Luiz se despediu dizendo que daria aula, mas assim que saísse da academia, ligaria para saber a programação da noite.

 

-- Vamos terminar o quebra-cabeça, claro, se as duas não pretenderem passar os próximos cinco dias no quarto. – Renata falou.

 

-- Por mim tudo bem, podemos fazer essas coisas que você está morrendo de vontade de fazer igual, depois que vocês forem embora. – Paulinha brincou.

 

Marcaram de se encontrar às nove horas na casa da Dj, Luiz iria levar duas pizzas e vinhos e Renata levaria cerveja. Paula e Vládia voltaram a pé, caminhando pela cidade, não era longe da casa da Dj, e o tempo, apesar de frio, estava gostoso.

 

Já em casa, o celular da Paulinha tocou, fazendo-a pular, ao olhar no visor, respirou aliviada e atendeu.

 

-- Oi pai.

 

Vládia não conseguiu esconder que também ficara apreensiva com a ligação, mas da mesma forma da amiga, depois de ouvir ela chamar pelo pai, relaxou, levantou beijou de leve o rosto dela e fez sinal dizendo que iria para cozinha e deixou ela falando com o pai mais a vontade. Pegou um copo de suco e sentou na cadeira, sentia uma vontade enorme de fumar um cigarro, depois que descobriu que estava grávida, havia parado, mas havia fumado um ou outro em algum momento, apesar de não fazer bem, ele tinha o poder de acalmá-la. Alguns minutos depois, Paula entrou na cozinha, Vládia sorriu ao vê-la caminhando em sua direção com um andar um tanto quanto felino, nos olhos, o desejo quase saltava pelos orbes negros e nos lábios um sorriso maroto, sedutor, fez com que o corpo de vládia se arrepiasse inteiro.

 

Pegou Vládia pela mão e a sentou na mesa, afastou as pernas e se encaixou entre elas, beijou os lábios da Dj, com uma doçura e uma violência que a fizeram gem*r na boca da Paulinha que se afastou deixando Vládia com um olhar de quem não tava entendendo nada. Ela fez sinal para que ela ficasse no mesmo lugar, foi até a geladeira e voltou com o pote de geléia de morango nas mãos.

 

-- Agora eu vou comer a geléia como eu quero... – Beijou a Dj. – Em você.

 

Envolveu a cintura da Dj e a puxou de encontro ao seu corpo, beijou seus lábios com a mesma urgência que suas mãos a livraram do vestido, colocou ela deitada sobre a mesa e olhando nos olhos dela disse.

 

-- Posso?

 

-- Pode, come a geléia, me come. - Vládia usou toda sua força para conseguir responder.

Os olhos se prenderam um no outro, se entenderam, souberam exatamente o que deveria ser feito, sem necessidade alguma de palavras.

 

Paulinha retirou a lingerie de Vládia, a deitou sobre a mesa, e com dois dedos, começou a espalhar geleia pelo seu corpo todo, mantendo o contato dos seus olhos com os da Dj. Começou pelos seios, desceu pela barriga, fez o caminho da virilha contornando o sex*, deixando um rastro de fogo pela pele e pelo corpo de Vládia que fechou os olhos e mordeu os lábios soltando um gemido que enlouqueceu a Paulinha, que não resistiu ao apelo silencioso dela e tomou-lhe os lábios com uma fome imensa deles. Separaram os lábios para respirar e Paulinha subindo na mesa, começou a retirar a geléia do corpo da Dj com a boca, a língua, ora lambendo, ora ch*pando, se perdeu nos seios dela enquanto suas mãos ávidas por sentir aquele corpo que estava totalmente entregue a ela. Vládia gemia e puxava os cabelos dela arqueando o corpo para trás. Paulinha voltou beijando o colo, o pescoço até chegar novamente aqueles lábios macios que para ela eram os mais doces que já havia conhecido, sua língua invadia a boca da Dj sem pedir licença, dançava em sua boca provocando arrepios pelo corpo todo dela.

 

-- Quero sentir seu gosto branquinha... Preciso saborear você ou vou enlouquecer... – Paulinha sussurrou entre gemidos no ouvidos dela.

 

-- Vai Paulinha.... Me prova toda.... Me toma por completo.... Me faz sua...  – Vládia com dificuldade respondeu.

 

Paulinha desceu beijando o corpo dela até chegar no sex* que já estava pulsando e molhado, retirou a geléia que havia ao redor dele sem tocar o principal, olhou para Vládia que admirava a sensualidade dela e sorriu antes de abocanhar aquele manjar que se oferecia a ela. Passou a língua pela extensão toda, brincou com o clit*ris fazendo Vládia soltar um gemido alto que arrepiou o corpo todo de Paula que com fúria a invadiu com a língua. Vládia segurou nas laterais da mesa, sentia uma onda de espasmos invadirem seu corpo, era surreal o que aquela mulher fazia com ela, as sensações que provocava, ela lhe apresentava partes de seu corpo que ela jamais imaginou existir, assim como sensações que ela nunca sonhara em conhecer.

 

Em pouco tempo, o corpo de Vládia explodia em um orgasmo pleno e perfeito. Paulinha se levantou e foi até a lateral da mesa onde Vládia ainda apertava a madeira em suas mãos.

 

-- Branquinha, pode soltar a mesa, assim você vai quebra ela ou machucar sua mão. – Paulinha brincou com ela enquanto pegava sua mão.

 

Vládia ainda estava literalmente voltando para seu corpo, sentiu uma emoção tão forte que lágrimas escorreram dos seus olhos deixando Paulinha preocupada.

 

-- Que foi meu anjinho, por que está chorando?

 

-- Felicidade Paulinha, você é simplesmente perfeita, me faz sentir coisas que eu jamais sonhei que existiam.

 

-- Coisas?

 

-- Sim Paulinha, coisas tipo, uma excitação que parece explodir dentro de mim, meu corpo queima de uma maneira surreal com o seu toque, com sua boca, me faz perder a razão e querer sempre mais, não consigo segurar, o orgasmo simplesmente meio que explode dentro de mim.

 

-- Eu disse que o dia que você provasse iria se apaixonar. – Paulinha brincou.

 

-- Pára sua boba, eu tô falando sério. – Ela falou para Paulinha.

 

-- Eu sei, tô brincando. Seu corpo tem uma chama que me atrai. Eu me perco em você branquinha.

 

-- Ai, ai... Assim eu me apaixono pandinha.

 

-- Pode se apaixonar branquinha, mergulhe sem medo, eu estarei ao seu lado, sempre.

 

 

A sinceridade nas palavras da Paulinha, deram a Vládia, a segurança que ela precisava, acabara de tomar a decisão de entrar de cabeça nessa relação, queria a segurança da vida ao lado da sua melhor amiga. O beijo foi doce, cheio de promessas, selaram de forma silenciosa, porém intensa, a promessa de tentarem serem felizes uma nos braços da outra. Paulinha pegou Vládia pela mão e a levou até o banheiro, tomaram um banho demorado para que Vládia conseguisse os vestígios de geléia que ainda tinha pelo corpo. Paulinha, com um cuidado extremo, lavou cada centímetro do corpo da Dj.

Fim do capítulo


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