Capítulo 9

Capítulo 9

de DUETO, por May Poetisa

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No regresso para São Paulo, Layza e Vitória ouviram várias músicas, e juntas já estavam compartilhando a vida, a amizade delas é verdadeira, sincera, meiga e leal.

 

- Vi, muito obrigada pelo convite e o final de semana foi mesmo muito gostoso. Seus pais são uns amores.

 

- Viu eu te disse e eles gostaram muito de ti. Até me pediram para te levar mais vezes.

 

- Que adoráveis! Quando possível vou querer voltar sim.

 

- Que bom, assim eu fico contente e eles também.

 

- Estou a fim de comer um sanduíche. Vamos passar e comprar?

 

- Pode ser.

 

Já na casa de Layza, elas lancharam e em seguida assistiram a um filme que passava na TV.

 

- Lay, adorei este filme, gosto de ação.

 

- Eu também e a Jennifer Lawrence é linda.

 

- Linda mesmo e eu estou com sono.

 

- Duas.

 

- Que final de semana bom. Adorei!

 

- Foi muito bom e ser sua amiga só tem me feito bem, sabia?

 

- Sei sim e pode apostar que você, me faz um bem muito maior.

 

- Linda!

 

- Somos mesmo, a Jennifer nem é a única (brincou).

 

- Boba!

 

- Falando em amizade. Lembrei-me de uma das minhas citações prediletas, esta de autoria do Mario Quintana “A amizade é um amor que nunca morre”.

 

- Eu também gosto muito desta citação, tão verdadeira.

 

- Lay, vou tomar um bom banho e dormir. Até amanhã!

 

As duas se despediram e cada uma seguiu para o seu quarto.

Durante toda a semana, Layza e Vitória foram e retornaram do trabalho juntas. Já não ficavam mais sem a companhia uma da outra. Na sexta-feira à noite, optaram por um happy hour, somente as duas e foram num barzinho na Fradique Coutinho.

 

- Vi, eu nunca vim aqui. Parece legal.

 

- É bem bacana e hoje tem música ao vivo.

 

- Estou precisando relaxar mesmo. Trabalhei muito nesta semana.

 

- Duas! Sorte que gostamos das nossas profissões e eu amanhã que tenho um congresso.

 

- Nossa! Sério? Então nem podemos sair tarde daqui. Você vai acordar que horas?

 

- Para a minha felicidade só às onze horas da manhã. O congresso começa depois do almoço e vai até a noite. A última palestra começa às vinte horas.

 

- Que tarde. Então vamos aproveitar hoje, já que amanhã você vai me abandonar.

 

- Só enquanto eu estiver no congresso, depois já volto para você e domingo podemos ficar juntas. Ok?

 

- Ok! Agora gostei. Vai beber o que?

 

- Eu quero um drink bem docinho, me ajuda a escolher?

 

- Ajudo sim e eu vou ficar na cerveja. Aqui no cardápio tem boas opções.

 

- Lay, olha este, tem morango e leite condensado.

 

- Parece ser doce, então deve ser bom!

 

- Sua formiga!

 

- Garçom, boa noite! Vamos querer este coquetel, número vinte e seis, por favor, pede para deixarem bem docinho e um balde desta cerveja artesanal (falou apontando para o cardápio). Algo mais?

 

- Sim! Quero batatas.

 

- Então, queremos também uma porção de batata frita, com bacon e cheddar.

 

As duas aguardaram os pedidos, que chegaram uns quinze minutos depois. Comeram, beberam e papearam. Até que um rapaz que já observava as duas se aproximou da mesa. Layza ficou muito incomodada, com receio de que Vitória desce trela para o homem charmoso e intrometido.

 

- Boa noite! (ele logo disse ao se aproximar).

 

- Boa noite! (somente Vitória respondeu).

 

- Posso puxar uma cadeira e sentar aqui com vocês?

 

- Melhor não (desta vez Layza respondeu).

 

- Morena, sou um cara legal, vamos bater um papo.

 

- Ela já disse que é melhor não. Por gentileza, você pode nos dar licença.

 

- Ruiva assim você nem me ajuda, sua amiga é linda. Que tal você me dar uma forcinha?! (o cara de pau sugeriu).

 

Neste momento Layza bufou, ela não sabia o que era pior, estava apreensiva, pois se a cantada fosse para Vitória, talvez a ruiva permitisse algo, mas para agravar era justo em Layza que o cara queria dar em cima. Vitória percebendo o clima estranho e a irritabilidade da morena resolveu o impasse.

 

- Realmente, ela é linda e eu não te darei força alguma, mesmo porque nós duas estamos juntas (afirmou).

 

- Como assim? (o rapaz questionou sem entender).

 

- Nós somos um casal (garantiu).

 

O homem ficou abobado, não sabia o que dizer. Já Layza sorria triunfante.

 

- É desculpa, nem imaginei e vocês são lindas. Boa noite! (ele disse todo envergonhado, já se retirando do local).

 

As duas ficaram alguns segundos, olhando uma para o semblante da outra e minutos depois caíram na risada.

 

- Vi, você me surpreendeu e eu adorei.

 

- Lay, você já estava ficando furiosa. Eu decidi resolver logo.

 

- Então somos um casal é, saiba que gostei.

 

- Se comporte, eu estava só te salvando de um cara sem noção.

 

- E se fosse contigo? Se algum homem demonstrasse interesse.

 

- Faça como eu fiz.

 

- Sério? Posso mesmo? Você não vai ficar brava?

 

- Só não seja radical. Queimar o filme da amiga não é bom.

 

- Explique!

 

- Se for um Rodrigo Hilbert...

 

- O marido da Fernanda Lima?

 

- Sim o próprio. Ai você pode passar meu telefone e endereço também.

 

- Credo. Sua oferecida (reclamou).

 

- Olha o respeito.

 

- Então se aparecer algum cara que te interesse vou ficar de vela aqui, é isso mesmo? (questionou enciumada).

 

- Devolverei sua pergunta. Se aparecer alguma mulher bonita, interessante e que faça o seu tipo. Você me deixaria aqui pagando de castiçal?

 

- Claro que não. Eu estou aqui contigo e é na sua companhia que quero ficar.

 

- Ótimo! A recíproca é verdadeira. Agora vou pedir mais um drink. Você ainda tem cerveja?

 

- Tenho sim.

 

- A apresentação da banda vai começar. Coloque sua cadeira aqui ao meu lado. Vai ficar melhor para você ver.

 

Layza concordou, ficaram sentadas uma ao lado da outra, bebendo, cantando com a banda e em alguns momentos até abraçadas balançando de acordo com o ritmo da música. No início da madrugada deixaram o barzinho, chamaram um Uber, relaxadas e felizes retornaram para os seus respectivos apartamentos. Vitória adormeceu pensando nelas, na convivência e em todo o carinho que existia naquela relação. Já Layza, demorou muito para dormir, passou o restante da madrugada na varanda do seu apartamento, pensando na ruiva que habitava seu pensamento, ela já não se imaginava mais sem aquela mulher. Outrora, ela que nunca foi dada a relacionamentos, que não gostava de sentimentalismos e muito menos de ficar tanto tempo com a mesma mulher. Agora, já fantasiava uma relação amorosa, imaginava o sabor dos lábios de Vitória, sentia-se perdida e apaixonada pela amiga. Apenas quando a manhã de sábado começou a surgir, depois de tomar um longo banho, a morena conseguiu dormir.

 

 

 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

5
R

rhina

16/12/2016 às 20:15

 

Se apaixonar pela melhor e próxima amiga. ....que barra 

CComo elas vão ficar....

rhina

P

patty-321

12/12/2016 às 00:13

Paixão por amiga, que difícil.

Resposta do autor:

Olá! Sim, concordo contigo muito difícil e delicado.

L

line7

18/11/2016 às 05:03

Elas juntas são  lindaaass..a ruiva protegendo a morena, a morena cada  vez mais com seus pensamentos  reinado pela ruiva. a delicadeza de sua escrita é  maravilhosa. 

Já  q vc falou q vai ter treta..kkk..estou eu aqui com olhão de curiosidade..rss^^)



Resposta do autor:

Olá!

Super lindas né já adoro!

Que assim seja! Que a delideza da minha escrita seja sempre maravilhosa e muito obrigada por este elogio ;)

Nos próximos capítulos já começam os conflitos e a curiosidade vai aumentar.

Até breve! 

M

Mille

17/11/2016 às 22:27

Olá querida May

Lay e Vic a cada dia mais unidas, e já nítido os sentimentos da Lay pela Vic, esperar quem decidirá dar o passo para se declarar.

Vi defendendo a Lay foi ótimo, agora lhe pergunto: Vitória está sentindo algo pela nossa morena??

Bjus e até o próxima

Ah quase esqueci, mandaste o Gabriel para Marte??? Ou ainda teremos aparição desse rapaz??



Resposta do autor:

Olá!

Querida Mille,

Nos próximos episódios já começo a responder suas perguntas.

Amanhã publico o capítulo 10, logo na segunda para começarmos bem a semana =D

Obrigada pela companhia e por todos os comentários. Até breve! Beijos

S

Suzi

17/11/2016 às 17:02

Olá May,

Adoro sua estória, a sua maneira delicada de transformar a cada dia a amizade de Vitória e Lay em algo que aos poucos elas se darão conta que pode ser amor. O companheirismo, tranquilidade, amizade e compreensão entre elas é muito lindo. Suas personagens são meigss, humanas, poderiam facilmente ser reais. 

Parabéns e continue a escrever e a encantar suas leitoras.

Bj

Suzi



Resposta do autor:

Olá! 
Suzi, fico muito feliz por receber um novo comentário seu. 
Saiba que suas palavras me fazem sorrir. 
Eu gosto muito desta delicadeza e me torno muito fã de todas as personagens. Adoro a doçura, o companheirismo, a paz, a amizade, a compreensão e principalmente o amor, tudo isso me faz muito bem e deixa minha vida mais leve, por isso a cada nova estória, busco abordar tudo isso e um pouco mais rs 
Também gosto muito de seres doces, meigos, humanos, cativantes e que transbordam afetos. Procuro ser assim e consequentemente surgem as personagens. 
Pode deixar, continuarei escrevendo, não fico sem a escrita e tenho recebido feedbacks tão lindos, tem sido ótimo compartilhar meus devaneios. Espero que eu sempre consiga encantar. Um grande abraço. 
Beijos, May. 

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