A World With You - Parte 1
Camila
Todos aqueles olhares, todos aqueles sorrisos, todos eram para mim. Eu caminhava lentamente em direção a eles. Sorriam-me emocionados, mas não tanto quanto eu. Eu não sentia meus pés e nem minhas mãos. Meu corpo estava tão tenso que eu mal conseguia respirar. Haviam mil borboletas em meu estômago afoitas para saírem voando. Eu fazia um esforço descomunal para não deixar que as lágrimas em meus olhos transbordassem. E mesmo assim eu não conseguia parar de sorrir.
Olhei para o lado, sentindo o forte braço segurando o meu, vendo aqueles grandes olhos azuis sorrirem para mim, brilhando de emoção e orgulho. Caminhávamos juntos em meio a todas aquelas pessoas que me aguardavam para compartilharem daquele momento comigo.
Lentamente eu caminhava em direção a um alguém. Alguém em especial que me esperava mais que qualquer um ali. E quando meus olhos se encontraram com os dela foi como se todas as borboletas tivessem encontrado a saída. E foi quase impossível não me deixar transbordar. Aqueles olhos que eu tanto amava, o sorriso que eu tanto admirava. Era quase surreal estar ali, mas eu estava.
Era como se um filme passasse pela minha cabeça me fazendo relembrar de todo o trajeto que a minha vida fez para chegar até aquele momento.
3 meses antes...
Sentia meus olhos pesados, como se houvesse um século que eu não os abria. Minha respiração estava lenta e calma. Eu estava calma. Sentia uma tranquilidade pacífica e silenciosa ao meu redor.
Enfim tive forças para abrir os olhos e não demorei a fechá-los por conta da dor que a claridade causou. Tentei mais uma vez e aos poucos fui me acostumando até conseguir deixá-los abertos. A brancura daquele lugar onde eu estava era quase perturbadora.
Engoli seco tentando me situar, esperando que meus sentidos colaborassem e voltassem a me atender de uma vez. Levei a mão ao rosto sentindo uma tontura incômoda e só então me dei conta de onde eu estava. As intravenosas em minha mão e em meu antebraço me fizeram analisar o ambiente e isso foi como um choque me trazendo à realidade.
Comecei a me lembrar do que havia acontecido e consequentemente a me questionar se eu estava mesmo bem, se haveriam sequelas, se minha situação era muito grave. Se ela estava bem. O que haveria acontecido? Tantas perguntas me deixaram agitada, o que me levou a sentir dificuldades para respirar. Meu peito doía. Respirar fundo era praticamente impossível devido à forte dor que eu sentia. Algum ponto em minhas costas ardia e incomodava de modo que era extremamente desconfortável me mexer bruscamente.
Precisava chamar alguém. Foi então que ao buscar ao redor eu a avistei. De onde estava eu tinha a perfeita visão daquele sofá ao pé da grande janela de vidro onde ela se acomodava. Deitada em um sono sereno, encolhida embaixo de seu casaco branco. Uma das mãos pousada sob o seu rosto o qual havia uma ruguinha entre os olhos. Talvez não estivesse tendo um sonho bom.
Sorri ao ouvi-la ressonar. Tão linda.
Apoiei minha mão livre na cama para tentar me sentar, mas o esforço me doeu mais do que imaginei que doeria. Com dificuldade consegui me erguer um pouco, o suficiente para me deixar mais confortável e para observá-la melhor. Levei minha mão ao cabelo para tirar a mecha que me atrapalhava e foi só então que me dei conta do que havia em meu dedo. Meu coração palpitou e eu suspirei com a dor.
Ao menos duas coisas eu já tinha entendido: Não podia respirar fundo e nem sentir fortes emoções.
Mas naquela situação seria um pouco difícil evitar as duas coisas. Admirei a aliança cintilante em meu dedo anelar da mão direita, sentindo meus olhos marejarem. Eu tentava controlar meu coração ainda acelerado, mas não sabia como. E nos momentos seguintes ficou mesmo impossível me conter.
- Amor?
Ouvi sua voz assustada e a encarei com surpresa. Evellyn sempre foi uma mulher extremamente legível para mim. Acredito que para qualquer pessoa na verdade. Ela não conseguia esconder suas emoções, principalmente as negativas. Essas ela fazia questão de demonstrar. Mas pela primeira vez eu não consegui distinguir o que ela estava sentindo. Seus olhos brilhavam. Ela sorria e chorava ao mesmo tempo. Percebi que mal conseguia respirar.
Lancei-lhe um olhar terno indicando que tudo bem se ela se aproximasse. Eu me esforcei para não chorar também ao vê-la vir até mim tão emocionada e sorridente.
- Você voltou! – ela parou ao meu lado na cama, quase sem voz – Você voltou pra mim.
As lágrimas já escorriam pelo seu rosto incessantemente. Eu senti que ela fazia um grande esforço para não se aproximar tanto, mas eu queria. Era o que eu mais queria naquele momento.
Balancei a cabeça em afirmação não conseguindo pronunciar uma só palavra. Apenas levantei as mãos quase suplicando para que ela me abraçasse. E ela o fez. Sentir o calor do seu corpo contra o meu foi a melhor sensação que eu havia sentido em muito tempo. E dessa vez foi diferente de todas as outras vezes. Dessa vez eu sentia todas as certezas do mundo. Esse era o abraço que selava as nossas certezas. Eu era completamente dela e ela inteiramente minha. E a maior certeza de todas era saber que ela não era só o que eu mais queria, ela era o que eu mais precisava naquele momento. Naquele e em todos os momentos da minha vida.
- Eu aceito. – eu disse num sussurro enquanto me apertava nela.
Ela se afastou descendo suas mãos até as minhas, revezando o olhar entre os meus olhos e o anel em meu dedo.
- Eu aceito ser sua pra sempre.
O sorriso que ela me deu foi tão lindo, tão sincero que eu senti que iria explodir de felicidade a qualquer momento.
- Eu te amo tanto, Camila! – ela apertava minhas mãos com as suas, mantendo seus olhos baixos, tentando não chorar mais do que já chorava – Eu pensei que... Eu pensei que eu fosse te perder. Eu não ia aguentar isso, Camila, se você me deixasse, se você...
- Shh... – a puxei para mim novamente.
Eu não queria deixar ela falar. Não queria ouvir aquilo dela, toda aquela angústia me fazia mal.
- Me perdoa? – ela disse contra o meu pescoço – Me perdoa, foi tudo culpa minha. Aquilo não era pra você, era pra mim. Eu que deveria estar aí no seu lugar. Me perdoa, Camila?
- Eu não tenho pelo que te perdoar. – me afastei para encará-la – Você não teve culpa de nada. Eu fiz por impulso, por instinto. Por amor. Eu te amo, Evellyn!
Ela se aproximou novamente me beijando a testa e me abraçou, me aconchegando em seus braços.
Tanto eu como ela ainda não havíamos conseguido parar de chorar e nem de sorrir. Nos olhávamos, nos sentíamos, nos sorríamos como se fosse o primeiro encontro depois de muito tempo sem nos ver. E de fato era.
Ficamos ainda um bom tempo ali, sem nada dizer, sem nada fazer. Apenas nos sentindo. Mas não demorou para que descobrissem que eu havia acordado. Logo a enfermeira chegou para os procedimentos habituais e não conseguimos deixar de rir do seu espanto ao nos encontrar abraçadas naquela cama, como se não houvesse acontecido nada. Como se eu não tivesse acabado de acordar de um coma depois de ter levado um tiro.
A essa altura eu tive plena convicção de que existem coisas inexplicáveis sobre o mundo e sobre a vida, coisas que fogem à nossa compreensão. E talvez essa seja a magia. Esse é o encanto da vida. Viver o indecifrável. E naquele momento eu estava vivendo algo assim. Não precisávamos de explicações e nem de lógica. Eu só sabia que tinha voltado para ela e ela estava ali para mim.
Logo a minha mãe chegou, chorando, reprimindo o seu quase desespero. Não me contive ao vê-la tão emocionada e feliz, me abraçando como se nunca mais fosse me soltar. Me enchendo de beijos e me encarando como se quisesse ter certeza de que eu estava mesmo ali.
Passei por uma enorme quantidade de exames naquele dia e, apesar das recomendações do médico, eu recebi muitas visitas. O meu melhor amigo correu para me ver logo que soube. Foi reconfortante ver o Denis, ele sendo apenas ele já me deixava bastante feliz sem muito esforço. Até a Sarah apareceu por lá, o que inicialmente me deixou apreensiva, mas logo em seguida me deixou intrigada ao notar que a relação entre ela e a Evellyn estava bastante amigável.
Ver todas aquelas pessoas me deixou extremamente feliz por receber todo aquele carinho, mas também me deixou bastante cansada. Segundo o Doutor, eu não teria sequelas, mas por um bom tempo eu teria que tomar muitos cuidados, além de passar por longas sessões de terapia para exercitar o funcionamento do meu órgão afetado. A principal recomendação seria não forçar os meus pulmões, o que significaria não me esforçar fisicamente e nem passar por fortes emoções. Não sabia como iria lidar com aquilo, uma vez que se no primeiro dia já estava sendo difícil, não queria imaginar como seria dali para frente.
Evellyn não saía do meu lado um minuto sequer, a não ser quando o médico a obrigava ameaçando chamar a segurança, e mesmo assim ela voltava sempre que tinha uma oportunidade. Não pude deixar de notar o clima estranho entre ela e a minha mãe, mas, para apenas um dia depois do coma, eu já tinha me excedido demais. Então preferi deixar para saber o que se passava num outro momento. Naquele dia eu só precisava descansar, tendo a certeza de que enfim tudo ficaria bem.
Nas semanas que se seguiram eu tive que manter o repouso e os cuidados. Seria uma recuperação lenta, mas estava sendo bastante eficaz. A cada dia eu me sentia melhor. Logo que pude voltar para casa a preocupação com o meu trabalho me abateu, mas não demorei para descobrir que a Evellyn mandou que um de seus advogados cuidasse do meu escritório para mim até que eu pudesse voltar.
Como não amar essa mulher?
Mas as preocupações não se resumiram ao trabalho. Além dos cuidados médicos, eu precisei aprender a lidar com o assédio da mídia. O assunto sobre os acontecimentos na Campbell’s Corporation e o fim trágico de um dos donos da empresa só não foi mais comentado do que a história de amor criada pela imprensa sobre nós. Não que eles estivessem totalmente errados, mas aquele conto de fadas com direito a vilão e heroína parecia mais ter saído de uma produção de Hollywood. Nós nunca demos muitas declarações. A Evellyn falava o básico com a imprensa, até porque a reputação dos negócios dela estava em jogo após todos aqueles escândalos. Mas sobre nós ela sempre evitou falar. Ela sabia que eu não apreciava muito toda aquela exposição. Ter fotos publicadas em sites e em jornais e ter minha vida especulada por diversos meios de comunicação já era suficiente para me deixar incomodada. Mas eu já tinha noção de que teria que me acostumar com a ideia. Se eu ia me casar com ela, isso se tornaria parte da minha rotina também. Sim, eu me casaria. Não houve um outro pedido formal, não houve uma festa de noivado e nada do tipo. Apenas o nosso compromisso. E todos já estavam cientes de que iríamos nos casar. Ainda não havia data e nem nada acertado, mas eu não me preocupava com isso. Eu só tinha a certeza de que enfim eu seria dela e ela minha.
Depois que os ânimos realmente se acalmaram, eu procurei saber o que havia acontecido enquanto estive desacordada. O Denis logo me deixou a par de todas as situações. Confesso que saber o que a minha mãe havia dito para a Evellyn me deixou bastante triste e até com certa raiva. Ela não merecia isso. E apesar de elas estarem se tratando bem, eu sentia que ainda havia algo incômodo entre elas. Logo conversei com minha mãe e exigi que ela se desculpasse. Ela não podia tratar assim a mulher com quem eu me casaria. E, ao contrário do que pensei, a dona Daisy não contestou e reconheceu que estava errada. E no mesmo dia, quando a Evellyn foi me visitar, ela se retratou. Foi uma cena bonita de ver. Não havia rancor e nem mágoas. E depois de um longo abraço e algumas lágrimas ficou tudo bem novamente. Como tudo dali em diante ficaria.
Após um mês e meio depois de eu ter saído do hospital, minha mãe pôde então se casar. Os seus planos mudaram por conta do que me ocorreu, mas saiu tudo perfeito como ela e o Robert sonharam. E o mais importante de tudo, eles estavam felizes.
Vê-la entrar emocionada na igreja foi uma das cenas mais lindas que eu já havia visto dela. Eu não sabia se chorava por ela ou se ria ao ver o “Doutor Bonitão” tremendo no altar enquanto a esperava tão emocionado quanto. Mas de uma maneira ou de outra a cerimônia foi linda. E o que eu não sabia era que o melhor daquele dia ainda estava por vir.
A festa aconteceu em um dos edifícios mais belos de New York. A cobertura dava uma visão deslumbrante de boa parte da cidade. O sol já dava sinais de adeus quando os noivos resolveram partir para a lua de mel, que por sinal não seria menos que romântica. Veneza era o lugar. Minha mãe se despediu me fazendo um milhão de recomendações. Me senti como se tivesse voltado a ter sete anos de idade. Mas foi bonito vê-la pedir para que a Evellyn cuidasse de mim. Foi como um novo laço de confiança se formando entre elas. Minha mãe sabia que ela cuidaria, como sempre cuidou.
Uma calma música tocava. Haviam poucas pessoas ali, a maioria familiares que, já sem suas gravatas e sandálias, aproveitavam dos momentos finais da festa, alguns levemente e outros bastante embriagados. Eu ouvia as conversas e risadas e em meio a elas a voz do Denis, que dançava abraçado a uma garrafa de champanhe, se lamentando por algo que era impossível entender, mas eu tinha quase certeza que já sabia do que se tratavam as suas lamúrias. Na verdade eu sabia que ele terminaria o dia assim desde que o Detetive Collins negou seu convite para acompanhá-lo ao casamento. Pobre Denis.
Eu dançava abraçada a Evellyn enquanto admirava aquela tarde de primavera, observando os últimos vestígios do sol sumindo no horizonte, se escondendo ao longe deixando de iluminar o Central Park lá embaixo. A brisa nos tocava e lentamente, quase imóveis, nós acompanhávamos a melodia que nos inundava. Desde que eu saí do hospital os nossos momentos eram sempre assim. Nos sentindo. Como se nada mais pudesse nos separar, como se pudéssemos nos conectar dentro de nossos abraços. E tendo a certeza de que seria impossível viver num mundo onde não estivéssemos juntas. A música que dançávamos dizia algo que me tocava profundamente. Meus olhos umedeceram quando a ouvi sussurrar uma parte da letra para mim.
- “Eu quero ver o mundo, do jeito que eu vejo um mundo com você...”.
Suspirei em seu ombro e sorri a sentindo sorrir também.
- Eu te amo. – sussurrei de volta para ela.
E então, após uma longa pausa ela começou a dizer.
- Eu não tive a oportunidade de fazer isso direito da primeira vez e acho que agora a vida está me dando uma chance de fazer novamente. – ela disse com seu corpo ainda junto ao meu.
- O que? – perguntei sem entender.
- Eu te amo e sei que isso pode parecer meio clichê, mas eu tenho a certeza de que você é a mulher da minha vida. Quer dizer, você quase deu a sua vida por mim! Você se colocou no meu lugar e essa foi a prova de amor mais linda e mais intensa que eu poderia ter. Você fez isso por mim e uma vida inteira não seria suficiente para retribuir. Mas enquanto eu viver quero ter a chance de te agradecer e te mostrar, te fazer sentir o meu amor por você. E tenha certeza que eu farei isso. Por todos os dias da minha vida. – ela suspirou – Não há ninguém no mundo com quem eu gostaria de estar senão com você, Camila. E agora eu preciso saber se você quer o mesmo que eu, de todas as maneiras possíveis como eu quero. Se você quer que eu seja a mulher da sua vida, assim como você é a da minha. Camila, você... – ela se afastou para me olhar nos olhos e eu notei que ela estava tentando não chorar – Você quer se casar comigo?
Eu sorri. Sorri para ela para dar a certeza que ela precisava. A certeza que eu já tinha, mas que talvez ainda estivesse oculta.
Com ela eu aprendi que algumas coisas, além de demonstradas precisam ser ditas, ditas com todas as letras.
- Sim! Sim, eu quero. Eu quero que você seja a mulher da minha vida sim.
Ela sorriu e me beijou. Um beijo puro. Tão puro como nunca havia me dado antes. Com todo o amor que eu nunca na vida havia sentido antes. E então me abraçou novamente, mais leve, suave.
- Eu tenho que confessar que estou aliviada.
- Por quê? Achou que eu não iria aceitar? – brinquei.
- Não. – a senti sorrir – Porque eu já preparei tudo para o nosso casamento.
Eu parei por alguns segundos e me afastei para encará-la.
- Como assim?
- Não marque nenhum compromisso para daqui a 45 dias.
- 45 dias? Mas como? Como estão os preparativos? – eu dizia surpresa.
- Calma, não precisa se preocupar com nada. Já está tudo certo.
- Evellyn, eu não sei se você está se lembrando, mas eu sou a noiva. Eu preciso saber!
- Eu também sou a noiva, amor. – ela me sorriu cínica.
Não pude deixar de rir com aquele comentário. De fato ela tinha razão.
- É sério, amor. Me conta? Eu não posso ficar aflita assim, meu pulmão ainda está frágil, você sempre me acompanha ao médico e sabe bem que eu não posso...
- Não faça esse tipo de chantagem comigo, não é justo, amor. – ela me interrompeu.
- Não é chantagem. – a fitei tentando não rir – Tá, talvez seja, mas...
- Quando for a hora você vai saber. – ela disse me afagando o rosto num carinho.
Por fim ela sorriu e me abraçou, não me deixando questionar mais nada sobre aquele assunto até quando ela decidiu que era a hora. E para o meu desespero isso só aconteceu um dia antes da cerimônia. Eu quase matei o Denis quando descobri que ele era cúmplice dela nessa história, mas mesmo assim não teve jeito de conseguir descobrir nada.
Um mês e meio depois estávamos a caminho das Ilhas Maldivas, todos os nossos amigos e familiares. E enquanto minha mãe e o Denis não paravam de falar e sorrir de tanta empolgação, eu passei a viagem inteira em choque. Era surreal imaginar que ela havia feito tudo aquilo para mim. Parecia ser um sonho.
E hoje, aqui estou eu. Me lembrando de tudo isso e tentando não estragar a minha maquiagem. Pronta para dizer o sim mais importante da minha vida. Caminhando em direção à minha realidade. A realidade que ela transformou em sonho para mim.
Fim do capítulo
Comentar este capítulo:
Está tudo lindo!!
Agora me tira uma dúvida autora linda kkk. Em todos os diálogos acerca de filhos, não foi falado sobre a enseminacao . Por quê?
Só lamento o fato de que o final está próximo ????????!
Bjs
DARQUE
Resposta do autor:
*-*
Então, a princípio não era uma intenção minha dar esse final para elas. A história terminaria com elas como um casal, mas sem estar casadas e muito menos com filhos.
Não acho que caberia na história delas um passo desse tamanho, primeiro porque elas acabaram de viver situações extremas em suas vidas. Segundo porque nenhuma das duas se mostrava preparada para formar uma família, de fato. Elas apenas foram levadas pelas circunstâncias. A Camila aprendendo com a nova vida e a descoberta de sua sexualidade, e a Evellyn aprendendo os novos conceitos de família, esses laços mais profundos. Elas adotaram a Emma por motivos de força maior, mesmo que elas amem muito a criança. Mas se não fosse o caso elas não teriam filhos por agora. Seria algo para o futuro. E acredito que aí sim a enseminação seria um assunto abordado. Compreendeu?
Beijo
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