Capítulo 33 O que esta acontecendo?
CAPÍTULO 33: O que esta acontecendo?
Rachel quando soltou o irmão de Júlia se afastou com a mão sobre o local machucado, o rapaz tinha feito de propósito, se antes já estava arroxeado aquela região de seu rosto agora então que ficaria bem mais do que antes, doía bastante.
-- Rachel? -- Manuela a chamou se aproximando – me deixa ver seu rosto.
-- Que droga -- resmungava devido a dor, aquilo estava ardendo e latejando.
-- Deixa eu ver, vem cá -- pediu pondo as mãos sobre seu rosto.
Rachel afastou a mão do local atingido deixando Manuela olhar.
A morena deu uma rápida olhada e a puxou para sentar em um banco que tinha ali.
-- Vou buscar gelo pra colocar ai antes que piore.
-- Não precisa, daqui a pouco passa, vou só lavar o rosto.
-- Precisa sim, já está inchado e vai piorar, eu te acompanho pra lavar o rosto e vamos por gelo nesse rosto.
Saíram da sala de espera em direção ao banheiro.
Depois de Rachel ter lavado seu rosto na intenção de aliviar a dor, o que não deu muito certo, foi puxada por Manuela até uma lanchonete que tinha dentro do hospital, conversou com uma mulher informando que precisava de um pouco de gelo.
-- É pra você? -- a mulher perguntou analisando a morena com o rosto machucado.
Rachel balançou a cabeça de forma positiva e a mulher lhe lançou um sorriso e foi buscar o gelo, quando voltou entregou um copo com as pedras de gelo e uma caixinha de luvas.
-- Pega uma dessas luvas da caixinha e coloca o gelo -- disse ainda sorrindo e se debruçou sobre o balcão ficando mais próximo de Rachel, esticou seu braço tocando o rosto da morena -- Nossa como você conseguiu isso?
-- Vamos logo? -- Manuela cortou antes que a morena pensasse em responder – muito obrigada pelo gelo.
Pegou a mão de Rachel e saiu puxando-a.
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Quando já estavam sentadas longe o suficiente da lanchonete Manuela pegou o gelo e colocou no rosto da morena.
-- Ai!
-- Desculpa -- disse afastando o gelo pela cara de dor que a outra tinha, novamente aproximou o gelo e colocou devagar.
-- Ta gelado Manu.
-- Essa é a intenção, fica quieta Rachel – falou seria.
-- Mas eu to quieta.
-- Não ta não, para de olhar pra aquela lanchonete -- disse pegando seu rosto pelo queixo com a mão que não segurava o gelo, e a fez olhar para si. -- parece até que gostou dela ter dado em cima de você, vê se para quieta com esse rosto!
Rachel riu o que lhe causou dor no canto do olho.
-- Ai... Manu eu não tenho culpa daquela mulher ter dado em cima de mim -- disse ainda com um sorriso pequeno nos lábios.
-- Você adorou né Lennis, deu bola pra ela.
-- Deixa de ser louca -- disse rindo novamente -- ela era gata, não tinha como não gost... AII! -- gritou de dor quando sentiu o gelo tocar seu rosto um pouco mais forte.
Manuela estava seria e brava antes que Rachel terminasse de falar alguma coisa ela pressionou o gelo no local machucado.
-- Porr* Manuela! -- exclamou com dor e afastando seu rosto do gelo -- isso dói!
-- Fica quieta -- disse ainda seria de expressão fechada.
-- Isso dói Manuela eu to falando serio, caramba isso dói muito. – resmungou com a expressão dolorida. – não vai por mais isso no meu rosto, deixa isso pra la, você me machucou.
Manuela reparou bem na expressão de dor de Rachel e se arrependeu de ter feito de propósito.
-- Desculpa, vou por devagar vem aqui.
Tomou com cuidado o rosto dela em suas mãos e aplicou de forma delicada o gelo.
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Júlia conversou com a medica e agora estava olhando o corpo de sua irmã, lagrimas escapavam de seus olhos, vê-la assim era muito difícil, Rebecca nunca foi má pessoa, mesmo que elas não fossem tão ligadas ela percebia que a irmã a tratava bem de forma acanhada, mas a tratava bem.
A ultima lembrança de ter visto sua irmã foi do dia em que a verdade foi revelada, o jeito como a irmã parecia frágil quando seu padrasto tinha a machucado, como ela confiou em si e se abriu, mas agora Rebecca estava ali a sua frente naquele estado.
Lagrimas escorriam de seus olhos sem parar, se antes não se sentia bem agora estava pior, uma sensação de enjoou lhe invadia, um tempo depois de ter visto sua irmã se retirou e foi na direção de onde todos se encontravam.
Antes de entrar na sala de espera secou seu rosto e depois encarou todos.
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Aqueles olhos verdes estavam mais verdes devido as lagrimas, seus olhos e seu nariz rosado denunciavam um recente choro. Todos a olhavam aguardando noticias, pelo jeito ela já sabia o que tinha acontecido.
-- A medica esta vindo – informou para todos e se aproximou de Amanda.
Abraçou a namorada como se precisasse dela para respirar, era um abraço apertado e acabou deixando mais algumas lagrimas silenciosas caírem.
-- Vai ficar tudo bem amor – Amanda disse sussurrando em seu abraço – vai ficar tudo bem.
-- Ela... ela esta, frágil amor... ela ta la tão... – dizia entre soluços abafados pelo ombro da ruiva no qual se escondia.
-- Shii, fica calma meu amor, vai tudo ficar bem, eu estou com você.
-- A minha irmãzinha amor, ela... aii... a Rebecca – disse chorando um pouco mais alto e soluçando se apertando mais contra o corpo da ruiva.
-- Calma amor, fica calma.
Elisabeth junto dos demais olhavam a cena de sua filha chorando desolada e abraçando a outra garota que chegou junto dela, já imaginavam o que tinha acontecido, não pode mais segurar e se manter forte acabou chorando, deixou as lagrimas tomarem conta de seus olhos e chorou de forma silenciosa, sendo amparada por Otton que a abraçou fazendo o papel de marido e pai zeloso pelo bem estar de sua família.
A medica chegou pedindo desculpas pela falta de noticias e informou o que ocorreu com Rebecca e depois se retirou.
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Júlia já estava sentada em uma cadeira da sala de espera ainda chorava de forma silenciosa, as lagrimas não paravam de escorrer de seus olhos, a imagem de sua irmã não saia de sua cabeça.
Amanda tinha ido buscar água para ver se ela se acalmava, Rachel e Manuela apareceram enquanto a ruiva não estava e fizeram companhia para a loira.
Rachel ficou calada o tempo todo percebia a dor da garota e não queria ser mais um incomodo, seria bom deixá-la chorar e colocar tudo para fora, se isso não resolvesse ai sim partiria para a opção de fazê-la ter alguma reação, mas por enquanto ela precisava apenas chorar.
Amanda voltou se aproximando delas e entregando a água para a namorada que tinha as mãos um pouco tremulas.
-- Bebe amor, se acalme um pouco.
Bebeu o liquido devagar e respirou fundo, sentiu o toque da ruiva em seus cabelos e fechou os olhos.
Colocou o copo vazio na cadeira e se levantou puxando repentinamente Amanda para um abraço, precisava da ruiva consigo, queria ela ali, de olhos fechados naquele contato de seu corpo com o de Amanda, agradecia silenciosamente por tê-la ao seu lado.
-- Amor você ta molhada – Amanda disse se afastando do abraço sentindo a camisa da namorada molhada de suor e passou a mão na testa da loira tirando sua franja do rosto – esta quente.
Júlia a encarou em silencio, o olhar preocupado da namorada encarava os seus, se sentia bem por ter ela consigo e mesmo assim se sentia triste pela situação que estava, mas ter a ruiva ali era como se pudesse acontecer qualquer coisa que Amanda sempre estaria ali, a tristeza por sua irmã e a lembrança, acabou fazendo com que outras lagrimas rolassem.
Amanda secou seu rosto com delicadeza e beijou-lhe a face.
-- Amor eu sei que você esta triste, mas também não se sente bem então por favor, vamos ficar no hospital essa noite, eu fico com você e você passa no medico e toma alguma medicação para melhorar, por favor, você precisa melhorar.
-- Eu não quero isso Amanda – sua voz saia baixa.
-- Eu sei que não, mas faça isso por você e por mim, por favor.
A loira balançou a cabeça concordando, não estava bem de verdade, não iria adiantar ir embora e passar mal dando mais uma preocupação para a ruiva que se desesperaria como mais cedo aconteceu no hotel.
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Elisabeth já tinha as lagrimas secas e se aproximou de onde Júlia estava com Amanda quando viu a ruiva passar a mão na testa de sua filha e a olhar de forma preocupada.
Sabia que a filha não estava bem, o desmaio já tinha mostrado isso, e agora a aparência dela ainda não era boa, parecia que estava bem cansada.
Lembrou-se de quando Júlia ainda era bem pequena com seus 3 anos, quando ficava doente sempre ficava com essa expressão de cansada e bochechas rosadas quando sentia febre, sempre foi uma criança linda apesar do gênio difícil. Sorriu ao lembrar como era dengosa doente e de como cuidava dela com tanto amor quando ela era ainda um bebê.
Chegou perto da loira e esta nem percebeu sua presença.
-- O que você tem? – perguntou chamando a atenção da filha e das garotas que estavam com ela.
Júlia olhou para sua mãe de forma um tanto surpresa, sentiu vontade de chorar mais ainda, porem não faria isso, nunca foi de ficar demonstrando seus sentimentos dessa forma, e não seria agora que faria, não depois de tudo o que aconteceu.
-- Estou bem – falou o necessário, respirou fundo e pegou a mão de Amanda apertando de leve – vamos?
Precisava logo sair dali antes que suas pernas não lhe obedecessem, se sentia cansada, muito cansada, a sensação de seu corpo era que um caminhão tinha passado por cima de si.
Amanda assentiu e quando foram saindo seus passos eram lentos e a ruiva a apoiou, isso não passou despercebido por ninguém.
-- O que você tem? – Elisabeth voltou a perguntar e dessa vez tocou o ombro de Júlia.
O corpo da loira se tencionou.
-- Nada demais – falou sem dar atenção para sua mãe e pediu baixinho no ouvido de Amanda – me leva daqui, por favor.
Saíram da sala de espera deixando uma Elisabeth preocupada.
Fim do capítulo
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