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  • Entre o Passado e o Presente II. “O que esses dois tempos verbais tem em comum?”
  • Capítulo 21. O Julgamento (Parte 2)

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Entre o Passado e o Presente II. “O que esses dois tempos verbais tem em comum?” por Catrina

Ver comentários: 2

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Palavras: 811
Acessos: 2747   |  Postado em: 00/00/0000

Notas iniciais:

E a Andressa não temeu Esdras!

Capítulo 21. O Julgamento (Parte 2)

Após o recesso para o almoço, todos já haviam retornado para o tribunal. A coronel estava totalmente calma e isso preocupava Andressa, porque ela sabia que essa calma era só aparente. Logo a coronel começou novamente a depor e com isso as horas iam passando e cada vez mais os presentes ficavam apreensivos. O advogado de Esdras perguntou:

-- Coronel Mantovanni, a senhora tem alguma ideia do que possa ter acontecido na morte do soldado Magno e do capitão Nogueira?

-- Sim eu tenho. Tanto o soldado Magno como o capitão foram mortos porque sabiam muitas coisas que poderiam acarretar não só na prisão do réu, como na de muitos outros.

-- E como a senhora começou a desvendar essa teia de intrigas? – Por acaso a senhora tem bola de cristal?

A coronel com o semblante fechado olhou seriamente para o advogado e respondeu:

-- Não, eu não tenho bola de cristal e nem lido com bruxaria. Mas sinto cheiro de falcatruas e rato de longe. Aliás, nesse momento estou falando com um! – E tem mais, se o seu cliente fosse tão honesto e não tivesse a ficha mais suja do que pau de galinheiro, ele com certeza não estaria sentado no banco dos réus. Portanto senhor advogado de defesa, não me venha explicar e nem ensinar o meu trabalho!

Depois de ter dado o seu depoimento, tanto para a defesa, como para a promotoria, a coronel foi dispensada e voltou a sentar ao lado da esposa. Andressa estava apreensiva porque agora, seria a sua vez de depor.

Os oficiais da corte além de prestarem atenção nos depoimentos, ainda anotavam cada um deles. Foi então que o coronel Borges solicitou a presença de Andressa.

-- Convoco agora para prestar depoimento a comandante do Regimento de Cavalaria tenente coronel PM Andressa Roberta Pires Paiva Mantovanni.

A coronel segurou a mão da esposa em sinal de apoio e disse próximo ao seu ouvido:

-- Vai lá meu amor, fode com esse filho da puta. Acaba com esse maldito de uma vez!

Assim que Andressa sentou-se, o advogado de defesa depois de cumprimenta-la perguntou:

-- Tenente coronel vê-se aqui que a sua ficha é ótima. Foi aluna da academia, trabalhou no canil e na cavalaria e atualmente comanda a unidade. Muito bom diferente do seu pai! – Mas vamos ao que interessa.

-- Pois bem senhor advogado de defesa, estou preparada e pode começar com as suas perguntas cretinas!

O advogado olhou para Andressa e percebeu que ali a mulher era osso duro de roer. Olhou para a coronel que estava sentada essa o fulminou com o olhar como quem diz: -- Cuidado com o que você vai fazer!

-- Ah tenente coronel a senhora tem ou tinha conhecimento de tudo o que aconteceu até agora? – Essas situações que envolveram a sua esposa a coronel Mantovanni e o capitão Esdras?

-- Sim senhor, eu sempre tive e tenho conhecimento de tudo!

-- E como a senhora tinha esses conhecimentos, se tudo o que acontece em uma unidade militar, é guardado ali mesmo?

-- Acontece senhor advogado que eu e a coronel Mantovanni não temos segredos. E tem mais, tudo o que acontecia na cavalaria quanto no batalhão de choque, nós comentávamos e até trocávamos ideias. Tanto lá como em nossa casa.

O advogado olhou para todos e disse com certo sarcasmo:

-- É eu imagino quais assuntos eram discutidos tanto na sua sala quanto na da coronel!

-- Não entendi a sua colocação! Respondeu Andressa.

-- É muito simples tenente. Além de conversas de assuntos militares, a senhora e a coronel também tratavam de outros assuntos! – Estou certo?

Nesse momento a coronel levantou-se e dirigindo-se ao coronel Borges, perguntou:

-- Meritíssimo que palhaçada é essa? – Ele está colocando coisas que não vem a alçada desse caso! – O senhor vai permitir isso? E tem mais, não são os meus assuntos pessoais com a minha esposa que estão em pauta e sim tudo o que aconteceu no batalhão e as minha pendências com o réu. E se isso continuar, eu vou partir para a ignorância!

-- Tenha calma coronel, por favor! E dirigindo-se ao advogado disse:

-- Capitão se o senhor continuar com essas indagações, eu suspendo o julgamento e o remarco para daqui a um ano. Estamos entendidos? --Atenha-se somente aos autos do processo e que eu saiba ai não tem nada que desabone a conduta da coronel e da esposa. E aqui não é a vida pessoal e intima da coronel Mantovanni que está em julgamento. Agora quanto ao seu cliente????

-- Sim senhor meritíssimo! – Me desculpe tenente!

Olhando novamente para a tribuna a coronel respondeu:

-- Coronel Borges agradeço a sua sensibilidade e compreensão.

O coronel olhou para Márcia e disfarçadamente deu uma piscada como quem diz: -- Fique calma que tudo está nos eixos!

 

Fim do capítulo

Notas finais:

A coronel  rodou a baiana e ficou nos cascos com o advogado. Vocêsacham que ele  tremeu na base? Ou não?

Agradeço asfofas que cometaram, mesmo que foram poucas. Sei que isso acontece porque tem histórias interessantíssimas por isso, eu compreendo. mas cada um tm o seu estilo e jeito de escrever. Parabéns a todas as escritoras  poe suas histórias.

Patty_321, te amo.

Bjs.

 


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Comentários para 21 - Capítulo 21. O Julgamento (Parte 2):
Lea
Lea

Em: 02/02/2022

Que advogado sem escrúpulos e sem respeito!

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patty-321
patty-321

Em: 18/09/2015

Ai ai ai. Esse fdp quer morrer sacaneando c andressa a coronel quase tem um piti. Parabéns os capítulos tao emocionantes. Louca ver o encerramento deste episódio do julgamento. Q a coronel nao perca a cabeça para nao sofrer as consequências. Bjs amor. Obrigada. Valeu.
Resposta do autor:

Oi meu amor.

Agradeço muito pelo apoio.

Eu te amo.

Bjs.

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