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Na Batida do Coração por Srta Prynn

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Palavras: 5623
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Capítulo 2

Pedi o café no quarto, apenas um suco de Pitanga, café preto, mamão e melão, assim que chegou, recebi e fui tomar banho.

Quando saí do banho meu celular estava tocando, era Silvinha.

-- Bom dia pessoa sem vida social! – disse rindo enquanto tomava um gole do suco.

-- Bom dia pra você também pessoa ingrata, porque não me ligou quando chegou ao hotel? – Quando fechei o contrato Andréia me disse que a boate fecha às 5hs, mas que você tocaria da 1h até 2:30, agora são 10 h da manhã. – disse uma Silvinha levemente irritada.

-- Bom, acabei de chegar, quando você me ligou eu estava saindo do banho, nem café eu tomei ainda, eu ia te ligar exatamente agora e..... – ela me interrompeu.

-- Como assim você acabou de chegar?? O Hotel fica a no máximo 40 min da boate, Vládia Zammorah, onde você dormiu? Ou melhor, com quem? – disse uma Silvinha às gargalhadas.

-- Porque sempre ter que alguém hein Sil? – provoquei.

-- Vládia, não me faça ligar para a dona da boate pra saber com quem você saiu da boate ontem. – estava ficando brava e eu sabia que ela faria isso mesmo.

-- Sossega Silvinha, Pâmela, o nome é esse e ela é a gerente da boate, é linda, cheirosa, gostosa e linda, acho que já disse isso né? – ri de mim mesma.

-- Vlá, não vá se magoar de novo, vai com calma dessa vez tá amiga. – ela disse essa frase com uma preocupação sincera na voz.

-- Fica tranquila Silvinha, não vou atropelar as coisas ta ok? Mas agora preciso fazer meu case de hoje à noite, depois a gente se fala, beijo!

-- Beijo Vlá, se cuida!

Fui para antessala, coloquei os fones do mp5 e comecei a trabalhar, fiquei lá por 2 horas, foi quando senti um cheiro que havia conhecido na noite anterior, me virei e lá estava ela, parada, linda, vestida com uma regata branca, uma calça de moletom fininho, tênis, cabelo solto preso somente pelos óculos de sol e na boca o meu sorriso preferido.

Caminhou até onde eu estava e sentou-se no sofá ao meu lado, tirei meus fones e disse:

-- Que surpresa boa meu anjo. – me estiquei prá te dar um beijo, mas ela se esquivou

-- Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupada.

-- Aconteceu sim, por que você saiu sem se despedir de mim?

-- Então é isso? – É só que você estava num sono tão gostoso que não tive coragem de te acordar, além de que era muito cedo ainda, saí de lá eram 9 horas ainda.

-- Quando acordei e você não estava lá, fiquei triste, pois para mim a noite foi perfeita... – disse de cabeça baixa.

-- Ei Pâm, não pense assim, a noite foi perfeita sim, mas é que eu tinha que trabalhar, e você estava dormindo tão gostoso que achei melhor deixar apenas um bilhete ao invés de te acordar.

Ela suspirou e mexeu nos cabelos, aproveitei para roubar-lhe um beijo. Ela riu da minha atitude e me abraçou, correspondendo ao meu beijo, nos amamos ali no sofá mesmo, ela deitou em meus braços e começou a passar as mãos pelo meu braço quando levantou a cabeça e me olhando disse:

-- Você não comeu nada ainda né mocinha, vi as frutas na mesa quando entrei.

-- Tomei um suco de pitanga e um café, me perdi no tempo trabalhando.

-- Vládia Zammorah, são quase 1 hora da tarde, vamos almoçar?

-- Pede alguma coisa prá gente comer aqui mesmo, ainda tenho um case para terminar meu anjo.

-- Tudo bem, o que você quer?

-- Uma salada verde, arroz e camarão, para beber pode ser um suco de graviola. – disse fazendo cara de quem já estava vendo os pratos.

-- Tá certo, vou pedir.

Enquanto ela fazia os pedidos levantei e fui em direção ao quarto pegar meu cigarro, quando voltei ela estava na janela olhando o mar.

-- Desde quando a senhorita fuma? – disse virando em minha direção enquanto eu procurava um cinzeiro.

-- Há 10 anos, fumo desde os 17, por quê?

-- Incomoda você? – perguntei me sentado no sofá com o cinzeiro recém encontrado.

-- Não, acho sexy você fumando, embora não seja muito saudável.

Como ela sabia que eu ficava sexy fumando se era a primeira vez que ela me via fumando?

--Como sabe que eu fumo?

-- No festival que Andréia te viu tocando em Natal, eu estava junto com elas, e quando você saiu da pick up e acendeu o cigarro, eu também estava lá. – disse sorrindo como se tivesse descoberto um segredo meu.

-- Se você já me viu antes, por que disse ontem que o fato de eu ser feminina te surpreendeu? Disse me levantando e indo em sua direção.

Envolvi sua cintura e cheirei seus cabelos, ela apoiou sua cabeça em meu ombro e falou.

-- Na praia você estava de bermuda jeans, regata, óculos de sol e boné meu bem, nada feminino. – disse rindo.

Abracei-a e concordei rindo, achando graça dela ter reparado tanto assim em mim.

O almoço chegou e sentamos para comer, só nesse momento vi que estava realmente com fome.

O resto do dia correu normalmente, terminei meu trabalho logo depois do almoço e ficamos namorando até adormecer.

Acordei já estava escuro, procurei meu celular e vi as horas.

-- Putz, 20:00, perdi a hora.

Olhei ao meu lado na cama e ela estava divina, só de calcinha, enrolada com o travesseiro, beijei seu pescoço, suas costas, suas pernas, ela se virou na cama, ainda dormindo, beijei sua barriga, sua virilha e quando senti o cheiro daquele sex* tive uma ideia, afastei a calcinha e comecei passar a língua, surtiu o efeito desejado, um gemido escapou dos seus lábios e as pernas se abriram me oferecendo aquele fruto delicioso que não me fiz de rogada e mergulhei fundo, em pouco tempo ela gozou e o mel escorreu de dentro dela, sorvi até a última gota e subi beijando aquele corpo até chegar em sua boca.

-- Hummm... Que forma mais gostosa de ser acordada, mil vezes melhor que o meu despertador, acho que vou providenciar um que me acorde assim todos os dias.

Diante desse comentário lembrei que no dia seguinte eu iria embora, e uma sensação ruim invadiu meu ser. Notando a tensão do meu corpo ela se afastou e olhou nos meus olhos.

-- O que aconteceu minha linda?

-- Você vai esquentar sua cama rápido né?

-- Como assim, do que você está falando? – ela estava tensa.

-- Ora, amanhã eu vou embora e você já vai providenciar alguém para lhe acordar fazendo sex* oral? – minha voz estava amarga pelo simples fato de imaginar outra pessoa tocando aquele corpo.

Ele se sentou na cama e ficou com o olhar perdido, foram os segundos mais longos da minha vida. Foi ela quem quebrou o silêncio.

-- Havia me esquecido esse fato, eu não queria ninguém mais me acordando desse jeito além de você. – baixou os olhos e brincou com o lençol.

Me senti uma imbecil por ter falado com ela de maneira rude, a puxei para um abraço apertado e demorado.

-- Não vamos pensar nisso hoje tá ok? – vamos aproveitar o tempo que temos prá ficarmos juntas.

Ela concordou e me beijou, era um beijo desesperado, saudoso, como se quiséssemos memorizar cada canto das nossas bocas, fomos interrompidas pelo meu celular.

Era um número estranho, mas do Rio de Janeiro, atendi.

-- Alô!

-- Boa noite Dj, por acaso minha gerente se encontra em sua companhia? – disse uma Andréia gargalhando.

Rí da situação também, porque ela não havia ligado para Pâm? Como que entendendo meu silêncio completou.

-- Liguei para o celular dela mais tá desligado.

-- Sem problemas, ela tá aqui sim, só um minuto.

Enquanto estendia o celular para Pâm ainda a ouvi dizendo para Sophia que havia ganhado a aposta.

 Entreguei o celular para Pâm levantei e fui arrumar minhas coisas, separar minhas roupas e me arrumar para tomar banho.

Estava terminando meu banho quando a Pâm entrou no banheiro com meu celular na mão, tocando.

Pedi que ela atendesse enquanto me secava, só poderia ser a Silvinha.

 -- Alô! . . . Não é a Zammorah, ela tá terminando o banho . . .é a Pâmela. . . tá eu peço sim. . . tchau.

Desligou e me olhou vermelha.

-- Silvinha pediu pra você ligar pra ela urgente. – disse me entregando o celular.

-- Aconteceu algo que deva saber? – diante da negativa dela tentei mais uma vez – Porque está vermelha Pâm?

Ela me abraçou e escondeu a cabeça em meus ombros.

-- Ela disse assim “Desculpe atrapalhar sua trans* fenomenal, mais tenho 2 notícias, uma boa e outra ruim”.

Diante do que ela me disse, caí na gargalhada.

-- Silvinha tem realmente sexto sentido, mas ela errou em uma coisinha....

-- Ai, me diga que foi pelo menos muito boa. – ela me olhou e viu minha cara de interrogação então completou. – A trans*...

Então ela achou que eu não tinha achado o sex* fenomenal?

-- Não foi fenomenal... Foi magnífico, mágico, esplendido..

Ela me abraçou e me beijou de uma forma que me tirou o chão, ela já ia começar tirar meu roupão quando meu celular tocou de novo, suspirei indignada com a falta de semancol da Silvinha e me afastei para atender meu celular. Ela foi para o banheiro com carinha de dó.

-- Fala pessoa inconveniente! –

-- Pôxa, achei que depois do banho vocês já tinham sossegado. – disse gargalhando. – Amiga que voz é essa dessa mulher? – Uma delícia. Riu.

-- A pessoa é muito mais. Diga onde é o incêndio?

-- Não tem passagem para amanhã, só segunda ao meio dia. – mas acho que isso não vai ser problema para você né amiga?

-- De forma alguma, até que enfim você me interrompe para dar notícia boa. Qual a notícia?

-- Quarta é feriado, e vamos beber todas amiga! Gargalhou e desligou o celular.

Me arrumei, fiz minha maquiagem, estava colocando minha sandália quando ouvi Pâm dizer.

-- Você vai tocar assim? – apontava para minhas roupas.

-- Não tá bem a roupa? – não entendi o que havia de errado com minhas roupas.

-- Tá bem demais até, você vai ter uma legião de mulheres andando atrás de você na boate.

Agora eu entendi, eu estava com um top de malhação preto, uma blusa branca caída no ombro que deixava um lado da minha barriga de fora, uma saia jeans curta e sandálias de salto alto. Será que ela estava com ciúmes?

-- Ciúmes meu anjo? – brinquei com ela.

-- Claro. – percebendo que havia se entregado, emendou. – Que não, mais é que nessa boate as pessoas são diferentes, são mais atiradas e não vão te deixar trabalhar direito.

Achei lindo ela tentar não demonstrar seu ciúme.    

Resolvi tirar ela daquela situação.

-- Silvinha não conseguiu comprar minha passagem para amanhã, sendo assim, vou só na segunda feira.

Ela abriu o sorriso e me beijou.

-- Então terei um pouquinho mais de você. – disse passando a língua nos lábios.

A beijei com sofreguidão, as mãos dela começaram a passear por meu corpo quando o pouquinho da minha responsabilidade me chamou.

-- Você não vai me bagunçar inteira, já viu as horas? – foi muito difícil, mas consegui me separar dela.

Ela bufou, mas não fez nada, pegou a bolsa dela e apenas me falou.

-- Vamos antes que eu não responda por mim, a Andréia já fez as compras de hoje, mais ainda preciso te deixar na boate e ir prá casa me arrumar.

Peguei minhas coisas e fomos em direção à boate.

Chegando lá, ela me deixou no bar da boate alegando que não iria aturar as gracinhas de Andréia e de Sophia, me beijou, prometeu voltar ainda mais linda, disse que já estava com saudades e foi embora.

Não demorou muito pra Andréia aparecer com a Sophia e fazer as gracinhas que a Pâm havia previsto.

Fomos para o escritório e Andréia disse que queria me fazer uma proposta.

-- O que acha de tocar novamente nas minhas boates em 15 dias? – Recebi várias ligações de amigas que não conseguiram entrada para nenhum desses dias e me intimaram a te trazer de volta. – Além do que, acho que agora você tem um motivo a mais para voltar por aqui, ou estou enganada?

-- Andréia voltarei com o maior prazer. – E sim, realmente tenho um motivo a mais prá voltar.

Ficamos conversando até quase 1 da manhã, nada da Pâm voltar, olhei no relógio e decidi que era hora de ir prá cabine me arrumar para começar a tocar. Já ia saindo quando Sophia falou.

-- Ela já chega, ligou avisando que já estava a caminho.

Sorri, agradeci e fui para cabine. A boate já estava lotada, fui direto para cabine e arrumei minhas coisas,  meia hora depois começava a tocar. Já eram 1:30 quando a menina do bar, à pedido da Andréia trouxe meu suco, agradeci e ela saiu.

À noite estava calma, as pessoas dançavam, alguns casais se beijavam, outros mais ousados procuravam os cantos escuros, foi quando parei meus olhos na escada e lá estava ela, linda, com um macacão preto de tecido, com um decote bem generoso que quase chegava a cintura, os cabelos presos no alto da cabeça com alguns fios soltos dos lados, meu corpo tremeu diante da figura da mulher.

Seus olhos encontraram os meus e um sorriso lindo abriu em seus lábios, ela veio em direção a cabine.

-- Para quem é tudo isso hein?? Está de matar. – disse quando ela entrou na cabine.

-- Isso tudo aqui é pra você tirar quando chegarmos em minha casa no final da noite, e te matar, só se for de prazer. – se aproximou do meu ouvido e disse num sussurro – Estou sem nada por baixo, só para facilitar.

Dizendo isso pegou minha mão e levou até a altura do seu sex* prá que eu comprovasse o que ela havia me dito.

-- Sentiu?

-- Menina, você tá brincando com fogo. – Beijei sua boca com desespero, minhas mãos passearam por seu corpo, mas ela se afastou.

-- Agora preciso trabalhar.

Beijou a pontinha do meu nariz e saiu.

Não acreditei naquilo, mais precisava me recuperar e terminar meu trabalho.

Fiquei vendo-a andando pelo meio da pista, cumprimentando as pessoas, falando com quase todos que falavam com ela, ela era linda e não seria difícil conhecer tantas pessoas assim, era uma pessoa alegre, divertida, intensa... Foi quando uma cena me tirou dos meus pensamentos, uma loira, tão linda quanto ela, a enlaçou pela cintura e começou uma conversa ao pé do ouvido, não sabia por que ela continuava naquela conversa, ela nem fazia esforço para sair dela, foi quando a loira deu um beijo nela de tirar o fôlego de qualquer um, ela se afastou delicadamente dos braços da loira e olhou em minha direção, um sentimento me invadiu o peito, uma dor insuportável.

Agora entendia o comentário que ela fez algumas horas atrás enquanto ainda estava em meus braços, me senti uma idiota, não fui nada além de um passatempo de fim de semana.

Quando ela virou seu corpo em direção a cabine de som, eu simplesmente tranquei a porta e coloquei os fones no ouvido, a única coisa que eu queria ouvir agora era a minha música, uma lágrima desceu pelo meu rosto, enxuguei com as costas da minha mão e me concentrei na música que estava tocando e na próxima que iria entrar.

Levantei meus olhos e a vi correndo em direção ao escritório, ainda deu uma última olhada em direção a cabine, mas não esperei para encontrar seus olhos, baixei os meus.

Interfonei para o bar e pedi uma cerveja, Paula que estava por lá me trouxe a cerveja. Destranquei a porta e a deixei entrar.

-- Aconteceu alguma coisa? Você não bebe enquanto toca. – disse com um tom preocupado na voz.

 

-- Não aconteceu nada, acho que tenho idade o suficiente para saber se devo ou não beber uma cerveja. – fui grossa, e ela não merecia.

-- Me desculpe Paula, só tá sendo uma noite bem difícil e não tenho o direito de ser grossa com você. – fui sincera.

-- Não se preocupe, fui além do que devia. – notei que ela havia ficado chateada com minha atitude.

-- De forma alguma, eu que demonstrei a você toda minha falta de educação numa única frase. – eu e ela rimos.

-- O que faz por aqui? Achei que você trabalhasse na outra boate só.

-- Hoje é minha folga e vim aqui para te ver tocar e ver se amoleço o coração de uma certa ruiva do bar. – deu uma piscadinha e sorriu.

Conversamos algum tempo e ela foi embora.

Outra cerveja chegou à cabine com um bilhete de Sophia pedindo permissão para subir, disse à ruiva da Paula que Sophia poderia subir desde que me trouxesse um cinzeiro, ela riu e disse que falaria para ela.

Logo uma Sophia com um cinzeiro na mão adentrou a cabine. Agradeci e peguei um cigarro na bolsa.

-- Geralmente você não fuma enquanto está tocando. – ela falou de uma forma preocupada.

Liguei o exaustor da cabine, acendi o cigarro, engatilhei as próximas 5 músicas e me virei para ela.

-- Geralmente não faço muitas coisas enquanto toco, coisas como: beber e fumar, mais também não costumo ver a pessoa que fez amor comigo a tarde aos beijos com outra na pista.

Nossa, eu disse fez amor? Mas nunca gostei da palavra trans*r e sex*, acho muito frio.

-- Existe uma explicação para o que viu na pista, basta você querer ouvi-la, sabe disso não é mesmo?

-- Pode até haver, mas não sei se quero ouvir, pelo menos hoje não, ainda dói. – uma lágrima rolou pelo meu rosto.

-- Que tá doendo dá pra ver, ou melhor ouvir, suas músicas de repente ficaram mais agressivas, o pessoal tá adorando, mas quem te conhece um pouquinho pode dizer que você não tá bem. – disse isso com as mãos no meu ombro.

-- Sophia, agradeço a preocupação, mas agora não quero conversar sobre isso.

-- Tudo bem. Andréia quer falar com você, mais ficou com medo de subir e você não abrir, minha mulher ás vezes parece uma criança.

-- Se for pra falar sobre o fato que aconteceu, não quero conversar, se for outra coisa diz pra ela subir. – Pede para ela me trazer uma cerveja, termino de tocar em 40 minutos.

-- Ok, vou dizer. Fica bem.

Dizendo isso ela saiu fechando a porta atrás da cabine. Ela era muito gente fina, e parece que já me conhecia, Andréia era uma mulher de sorte, Sophia era uma mulher de ouro.

Pouco tempo depois Andréia entrou na cabine com um balde cheio de gelo e 5 cervejas, sentou, abriu uma e me passou depois abriu uma e começou a tomar, ficamos tomando cerveja e ouvindo música num silêncio acolhedor, ela respeitou meu silêncio, na segunda cerveja que ela abriu e me deu eu quebrei o silêncio.

-- Pode falar, só não queira me convencer de que não foi nada do que eu vi, porque eu te garanto que eu vi muito bem.

-- Na verdade eu queria dizer que foi tudo o que você viu, mas de outra perspectiva, mais deixa pra lá, se tem uma coisa que aprendi com Sophia é que tudo tem seu tempo. – tomou um gole de cerveja e me olhou.

-- Quero saber como vai ser amanhã? Que horas sai seu voo para poder te levar ao aeroporto.

Me lembrei que não iria embora no domingo, iria só na segunda, mas agora ficar ali sozinha não fazia muito sentido.

-- Na verdade só vou segunda, minha amiga e agente não conseguiu passagem para amanhã, embarco segunda ao meio dia. – disse com uma tristeza no olhar.

-- Andréia, posso te pedir uma coisa?

-- Claro, é só dizer, em quem eu tenho que bater? – ela disse tentando me animar, deu certo, um sorriso saiu dos meus lábios.

-- Ninguém, só providencie para mim um táxi, quero sair daqui assim que terminar. E também não quero encontrar com ela, preciso de um tempo para mim.

-- Certo, vou pedir a ela que vá pegar algo no depósito, mas quanto ao táxi esqueça, Sophia já me disse que iria te levar até o hotel, e eu garanto a você que ninguém diz não a minha mulher.

-- Tá certo, eu agradeço. – dei um abraço na minha mais nova amiga.

-- Você termina daqui a quanto tempo?

-- Em 30 minutos acabo de tocar, mais uns 10 minutos para arrumar minhas coisas, acho que uns 40 minutos tá bom.

-- O pagamento já foi transferido para sua conta como o combinado, imprimi o papel, está no escritório, Sophia te entrega quando te levar.

-- Mais uma vez obrigada Andréia.

-- Amanhã à tarde eu te ligo e a gente marca para sair jantar pode ser?

-- Pode ser sim.

-- Eu sei que te disse que não falaria nada, mas eu acho que talvez seja válido você a deixar tentar te explicar o que aconteceu.

-- Amanhã quem sabe, hoje não estou a fim de falar sobre isso.

-- Ok, vou avisar a Sophia, e ela estará te esperando no estacionamento em 40 minutos, enquanto isso, tome a cerveja que sobrou e tente relaxar. Amanhã é um novo dia.

Ela saiu e eu fiquei com meus pensamentos. Terminei meu case da noite, arrumei minhas coisas e saí em direção ao estacionamento. Sophia estava me esperando dentro do carro já.

Eu desabei no banco do carro, uma enxurrada de sentimentos me invadiu naquela hora, mas eu não iria chorar, não mais. Ela respeitou meu silêncio até chegarmos ao hotel, lá nos despedimos com um forte abraço e ela apenas disse:

-- Ás vezes fechamos os olhos por medo do que encontraremos pela frente e tapamos os ouvidos por medo do que iremos escutar, mas nem sempre é o certo a se fazer, pense nisso ok?

-- Pode deixar, pensarei sim.

Entrei no hotel e fui direto a recepção, Pedro estava no turno da noite, eu disse que estava apenas para Andréia e Sophia, ninguém mais, subi para meu quarto, tomei um banho e pedi um café.

Peguei a xícara de café, meu cigarro, o cinzeiro e fui me sentar na varanda, ali sozinha, dei vazão às lágrimas que teimavam em cair desde o começo da noite, fiquei ali até o dia amanhecer.

Levantei, troquei de roupa, coloquei meus óculos de sol, peguei a carteira, o mp5, o celular e desci, precisava respirar, andar, tirar do meu peito aquele sentimento.

Quando passei pela recepção, Pedro me entregou um papel com 5 recados, todos da Pâm, em um ela pedia para eu deixá-la me dizer o que aconteceu coloquei todos no meu bolso e saí, estava uma manhã gostosa, meu mp5, fiel companheiro, tocava Enya, me ajudava a relaxar, caminhei pela praia até me sentar num quiosque e pedir uma água de coco.

 Peguei meu celular e resolvi ligar para a Silvinha.

-- Você não dorme Vlá? – disse uma Silvinha sonolenta do outro lado.

-- Bom dia pra você também! – Eu bem que tentei dormir, mais não consegui... – ela percebeu que eu não estava bem.

-- Que aconteceu minha amiga? – O que fizeram para você?

Contei a ela o ocorrido, ela ficou calada enquanto eu contava a ela, quando eu terminei ela disse:

-- Ai amiga, me desculpe por ter feito você aceitar esse trabalho, nem sei o que dizer...- vou ver se consigo uma passagem para hoje para você.

-- Não precisa, fechei um trabalho para daqui 15 dias, preciso acertar detalhes e valores e vai ser num jantar hoje a noite. Não se preocupe comigo, eu só precisava desabafar mesmo. – suspirei.

-- Obrigada por me ouvir Sil, não sei o que faria sem você minha amiga.

-- De nada. Vlá, você sabe que eu te amo como a uma irmã, estarei sempre aqui, precisando é só ligar.

Falamos mais algumas besteiras e desliguei. Paguei a água de coco e fui embora.

Chegando ao hotel, deitei um pouco, precisava dormir, nem que fosse só um pouco.

Acordei às seis horas da tarde com meu celular tocando, era Andréia dizendo que me pegaria às 19:30 para gente sair jantar. Levantei e fui tomar banho, estava um tempo gostoso, então coloquei um vestido florido, soltinho, sandálias rasteiras do tipo franciscanas, fiz uma maquiagem bem leve e desci.

Estava uma brisa gostosa lá fora, o recepcionista se aproximou de mim dizendo que uma moça tinha vindo me procurar e pediu que ele me dissesse que não fosse embora sem deixar ela se explicar.

-- Meu Deus será que eu devo deixar que ela se explique? Mê dê um sinal...

Pensei isso e um cara passou do outro lado da rua e olhando em minha direção disse YES.

-- Que merd* é essa?? É esse seu sinal?? Um cara noiado? – ri com meu pensamento.

Andréia e Sophia chegaram logo em seguida para me buscar.

-- Boa noite, como você está? – perguntou Andréia.

-- Tô bem, e vocês?

Foi à vez de Sophia falar.

-- Você é uma péssima mentirosa sabia Dj?

-- Tá tão na cara assim Sophia? – disse num fio de voz.

-- É só olhar para você, mas se te deixa melhor, saiba que ela não está diferente de você.

-- É verdade – Andréia falou me olhando pelo retrovisor do carro. – As duas coisas...

Sophia mudou de assunto e fomos conversando num clima mais ameno até o restaurante que era de comida japonesa, entramos e Andréia pediu uma mesa num lugar reservado. A noite transcorreu tranquilamente, comemos uma barca imensa encarando uma Sophia que não entendia como que uma pessoa poderia gostar de peixe cru se ensopado ele era muito mais saboroso.

-- Dj, sei que não deveria me meter, mais eu quero, preciso te contar o que realmente aconteceu ontem, você não precisa dizer nada, apenas escute  depois resolva o que fazer, pode ser? – Sophia tinha dito tudo num fôlego só.

-- Tudo bem, além do que, ontem me disseram que é impossível você aceitar um não como resposta. – olhei para Andréia que sorria.

-- Minha mulher às vezes exagera, mais vamos lá.

-- Aquela mulher que você viu beijando a Pâmela ontem é ex dela, elas tiveram uma relação muito complicada, durante 3 anos ela fez um inferno na vida da Pâmela, com muito custo Pâm conseguiu sair dessa relação desgastante e a 4 meses elas não se viam. Ontem ela apareceu lá e disse que havia ido buscar Pâmela para conversar, quando ela disse que não iria, que existia uma outra pessoa na vida dela, a Carla não aceitou, pois sempre teve a Pâm como e quando quis, então a beijou, na certeza que mais uma vez a Pâm cederia, o que não aconteceu.

-- Pâmela não gosta de escândalos, então optou por afastar-se dela sem provocar um e correu pra falar com você na cabine, para se explicar, mais a senhorita havia trancado a cabine e colocado os fones e não ouviu ela esmurrando a porta. Eu a tirei de lá e a levei até o escritório, então pedi a Carla que se retirasse da casa, o que ela fez contrariada.

-- Bom, a história é essa, agora cabe a você saber que decisão tomar.

Embora a razão não quisesse que eu acreditasse nessa história, a emoção dizia para eu ligar para ela, fiquei nessa briga interna entre a razão e a emoção, durante um tempo, então peguei meu celular para ligar para ela e descobri que não tinha o número, entendendo minha frustração, Sophia pegou o celular da minha mão, discou e me devolveu o aparelho apontando para um jardim que havia num canto do restaurante.

Ela não atendia o celular, quando já estava desistindo, ouvi um alô.

-- Boa noite, tudo bem?

-- Tudo, quem é? – tinha voz de quem estava dormindo.

-- Uma Dj idiota que está falando.

-- Oi, precisamos conversar, pelo menos eu preciso falar, se você quiser ouvir e ir embora tudo bem, mais me deixa tentar te explicar essa história por favor. -   

-- Não tem nada para ser dito Pâm, Sophia acabou de me contar e estou me sentindo péssima por não ter te ouvido ontem. – me desculpe.

Ela ficou em silêncio, isso estava me matando, não sabia o que se passava na cabeça dela nesse momento, então resolvi quebrar o silêncio:

-- Bom, então isso, me desculpe por te ligar tarde e.. – ela me interrompeu

-- Onde vocês estão? Vou até aí, preciso muito te ver, e pare de falar bobagens, não é tarde.

Disse a ela o nome do restaurante que estávamos e desliguei. Voltei para mesa, Sophia me olhou com um olhar de “sabia que se entenderiam”.

Embora a curiosidade delas fosse grande, não me perguntaram nada, mas quando Pâm entrou no restaurante, radiante, com um sorriso no rosto e simplesmente linda, Sophia pegou Andréia pela mão e se levantaram dizendo que já estavam de saída e assim foram embora.

Pâm estava linda, com uma calça de tecido fino, uma regata preta e sandálias rasteira, sentou em minha frente, pegou minhas mãos e ficou fazendo carinho, por alguns minutos, até que resolvi quebrar o silêncio.

--Me perdoe por não querer ouvir suas explicações, mas é que quando a vi beijando aquela mulher, fiquei cega, o chão me faltou e não conseguia raciocinar direito e...

-- Chega de palavras, temos só algumas horas pra ficarmos juntas e não quero passar conversando. – me disse com um olhar cheio de carinho e desejo.

Paguei a conta e fomos pra casa dela, durante o percurso, nada foi dito, só carinho e olhares que confirmaram o que eu tanto temia: Eu estava apaixonada, ao constatar isso, uma dor me atingiu em cheio, lembrei do quanto a Francis havia me feito sofrer e não queria mais esse sentimento.

Chegamos lá e Pâm notou minha tensão, pediu que eu me sentasse e disse que faria um chá, não gosto de chá, mas resolvi aceitar, assim teria tempo para pensar.

 

Enquanto ela foi para cozinha, fiquei analisando e não gosto de fazer comparações, mas acabei comparando a Pâm com a Francis, elas não tinham nada em comum, a não ser a beleza e a intensidade com que faziam amor. Resolvi deixar rolar e ver no que daria, no final se não desse certo, eu ao menos teria me divertido um pouco. Ledo engano.

Pâm voltou com o chá de camomila e sentou ao meu lado, peguei suas mãos e tive uma ideia absurda.

-- Pâm, você conhece o Nordeste? Pernambuco mais especificamente?

Ela me olhou querendo ver se desvendava o que eu tinha em mente e disse.

-- Não conheço Pernambuco, só Rio Grande do Norte, por quê?

-- Não gostaria de ir comigo? Voltarei em 15 dias prá cá. Acha que Andréia te daria uns dias de folga?

Ela abriu e fechou a boca umas  vezes fiquei aflita, mas enfim ela me respondeu.

-- Adoraria ir, ainda mais com você, e tenho férias vencidas, mas essa época do ano a boate bomba todos os finais de semana, não sei se poderia me ausentar por 15 dias.

Pronto, um balde de gelo caiu sobre mim, onde eu estava com a cabeça de fazer uma proposta dessas? Bem feito para mim.

Ela vendo o desconforto em meus olhos, pegou o celular e discou, quando atendeu ela simplesmente disse.

-- Andréia, preciso de uma semana de férias, estou indo para Recife!

Um sorriso imenso se abriu em meus lábios e minha boca procurou a dela com urgência, desejo e saudade.

Tirei sua roupa lentamente, beijando cada pedacinho do seu corpo, ela gemia e se contorcia, apertava as almofadas que estavam sobre o sofá, cheguei até seu sex*, que já estava molhado e pulsante, e mergulhei minha boca nele, brinquei com seu clit*ris, alternando os movimentos entre rápidos e muito lentos, o que fez que Pâm me implorasse.

-- Vládia....Por favor.....Chega de tortura, me deixa goz*r vai.

Diante desse pedido, aumentei o ritmo até sentir que seu corpo começava a ter espasmos, então a penetrei com dois dedos e me levantei para olhar seu rosto enquanto ela goz*va na minha mão.

A imagem dela atingindo o ápice, fez com que eu também goz*sse, ficamos um tempo abraçadas esperando a respiração voltar ao normal.

-- O que é isso que você faz comigo hein Dj? – Ela perguntou olhando em meus olhos.

-- Você simplesmente me leva por caminhos antes desconhecidos por mim.

-- Isso é ruim? – perguntei receosa da resposta dela.

-- De forma alguma, é simplesmente maravilhoso. Saber que estou sendo observada enquanto tenho um orgasmo, faz com que ele seja mais intenso ainda.

 

-- Pâm, você tem ideia da expressão do tesão consumado que se reflete em seu rosto quando você goz*? É lindo e muuuuuiiiiiittoooo sedutor. – sorri olhando para ela que estava vermelha diante do meu comentário.

 

Como resposta ao que eu havia dito, ela me beijou, de uma forma diferente, mas completa, cheia e entrega e carinho, entramos a madrugada fazendo amor, adormecemos com o sol já raiando.

Fim do capítulo

Notas finais:

Meninas, que bom reencontrar vocês por aqui!!!!

Kyra , Gatona, seu pedido foi atendido....rsrs

Menina dos olhos, saudades mega, blaster de vc!!!!

Bjoks estaladérrimas!!!

P.S.: Prometo responder a cada um dos comentários, é que estou sem tempo agora, mas vou responder!!!!!


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Comentários para 2 - Capítulo 2:
patty-321
patty-321

Em: 26/04/2017

Essa estória e linda. Tô amando reler. Bjs

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alvorada
alvorada

Em: 17/09/2015

Que bom que tá repostando,pois posso ler,muito bom mesmo.Esperando o próximo.

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