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Na Batida do Coração por Srta Prynn

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Palavras: 11570
Acessos: 5466   |  Postado em: 00/00/0000

Capítulo 3

Acordei às 10hs da manhã, com meu corpo dolorido devido à maratona sexual que tivemos durante a noite. Pâmela estava linda dormindo, o lençol branco a cobria até a altura da cintura, ela estava de costas, com as mãos embaixo do travesseiro, de forma que a lateral de seu seio aparecia, em seu rosto pairava um semblante angelical, não resisti e tirei uma foto com meu celular.

Tomei um banho rápido e liguei para a companhia aérea para fazer a reserva de mais uma passagem no mesmo voo que eu, para minha sorte as poltronas não eram marcadas, então iríamos lado a lado.

Quando estava finalizando a ligação, senti mãos envolverem minha cintura e ela se encostou às minhas costas.

Virei e me deparei com sua carinha de sono, não resisti e beijei-lhe de leve os lábios.

-- O que você tem contra dormir hein Dj?

-- Aprendi a acordar cedo, mesmo quando trabalho noite levanto cedo.

-- A Senhorita precisa arrumar sua mala se pretende viajar comigo daqui a 3 horas.

Quando ouviu isso ela deu um salto e correu para o quarto, fui atrás e vi que estava sentada na cama com a cabeça apoiada em suas mãos, naquele momento senti que algo não sairia do jeito que havia planejado.

Parei em frente a ela e me abaixei de forma a ficar da mesma altura de seus olhos. Ela me olhou e vi que lágrimas desciam pelos seus olhos, abracei ela e deixei que chorasse tudo que a oprimia naquele momento.

Tão logo as lágrimas cessaram me afastei e disse.

-- Preciso ir, tenho que arrumar minhas coisas ainda e ir para o aeroporto, e só tenho 2 horas e meia para fazer isso. – dei um beijinho de leve em seus lábios e fui em direção à sala, sabia que essa viagem eu faria sozinha.

Estava pegando minhas coisas e arrumando meus cabelos quando senti ela me enlaçar o pescoço, fechei meus olhos e respirei fundo, não iria chorar, não podia e principalmente, não queria.

-- Me desculpe, mas é que as coisas foram rápidas demais, me assustei com a ideia de viajar com você.

-- Ora Pâmela, não te pedi em casamento, só queria que passássemos mais tempo juntas, queria que você conhecesse minha casa, meu trabalho e meus amigos, mas tudo bem, se você não se sente preparada para isso, vou respeitar.

Peguei o papel onde tinha anotado a chave do bilhete do voo e entreguei a ela dizendo.

-- Pegue, você tem 30 dias para usar a passagem e quando se sentir mais a vontade vá me visitar.

 

Anotei meus telefones em um cartão e entreguei junto, beijei de leve seu rosto e saí.

Peguei um táxi e fui para o hotel, arrumei minhas coisas, fechei a conta que havia sido paga e fui para o aeroporto.

Já estava dentro do avião com meu mp5 ligado, ouvindo Enya, quando senti alguém tocando minhas mãos, abri os olhos e pude ver ela ali, em pé, do meu lado sorrindo.

-- Será que essa pessoa idiota pode sentar ao seu lado? – ela me disse sem graça.

-- Depende, essa pessoa não vai fugir de mim assim que desembarcarmos em Recife?

-- Não vou fugir de você, nem do que estou sentindo, apenas peço que tenha paciência comigo.

-- Sua sorte é que sou quase um monge, paciência é meu sobrenome. – sorri.

A viagem foi tranquila, Pâm dormiu a maior parte dela, eu nunca consigo dormir nesse amontoado de aço e ferro que por um milagre acho eu, consegue voar.

Desembarcamos em Recife às 17hs, pegamos as malas e já estávamos saindo quando ao longe avistei uma Silvinha pulando de alegria com um cartaz que tinha escrito “BEM VINDA AO LAR DJ”.

Abracei minha amiga retribuindo o carinho e sussurrei no seu ouvido.

 -- Esse cartaz foi o fim da picada minha maluquinha.

 -- Você merece isso e muito mais amorê. – afastou-se do abraço e seus olhos pousaram em Pâm.

Entendi o olhar de interrogação da minha amiga e fui logo apresentando as duas, as duas não viraram amigas de infância de cara, mas foram pelo menos educadas.

Fomos direto para minha casa, chegando lá, mostrei a Pâm a suíte para que ela pudesse tomar um banho e relaxar por causa da viagem.

Voltei para sala e encontrei uma Silvinha emburrada, jogada no tapete com as pernas em cima do sofá, ela sempre ficava assim quando estava brava com alguma coisa, dizia que essa posição a ajudava a pensar, deitei ao lado dela ficando na mesma posição e falei.

-- O que está acontecendo Sil, por que foi tão hostil com a Pâm?

-- Depois de tudo que você me contou que ela tinha feito, não queria que eu a carregasse nos braços né?

Expliquei a ela toda a história e ela ficou envergonhada pela atitude dela.

Quando Pâmela entrou na sala, Silvinha a pegou pela mão e disse que precisavam conversar, dei um beijo em cada uma e fui para o banho, sabia que elas precisavam desse momento.

Me arrumei e fui para a sala, as 2 estavam rindo com um álbum de fotos nas mãos, não acreditei que Silvinha estava mostrando a ela minhas fotos de infância.

-- Silvinha, espero, para o seu próprio bem que isso não seja o que estou pensando que é. – disse encostada no batente da sala.

-- Não são suas fotos de infância, são do seu baile de formatura. – disse caindo na gargalhada.

Ela sabia que eu não gostava daquelas fotos, não foi um dia nada legal pra mim, eu havia bebido todas e dancei até com o diretor da Faculdade, mas as fotos estavam realmente hilárias.

-- Vládia, não acredito que você tomou um porre no dia da sua formatura. – disse a Pâm quase chorando de tanto rir das fotos.

-- Eu tinha bons motivos para isso Pâm, e a Sil sabe muito bem disso, não devia tripudiar em cima da desgraça alheia. – fechei minha cara, Silvinha me fez lembrar coisas muito desagradáveis.

-- Desculpa, não sabia que você ficaria brava assim, é que perguntei a ela porque todos os porta-retratos dessa casa estão vazios, então ela me disse que você não gosta muito de fotos. E foi me mostrar o porquê, só isso.

-- Não quis ser grossa, me perdoe, é que esse dia foi o fim da picada para mim. Mas fico feliz em ver que vocês se entenderam.

Ela levantou, veio até mim e me abraçou, Silvinha levantou, dizendo que iria embora e que voltaria no outro dia para decidirmos como seria nosso feriado.

Sentamos na sala e liguei a TV para ela enquanto eu verificava meus e-mails, tinha um de uma festa em Porto de Galinhas, na casa de um casal de amigas minha, seria um luau, na terça, véspera de feriado, uma boa oportunidade de apresentar a Pâm uma das belezas de Pernambuco, respondi ao e-mail que talvez eu fosse, mas que não iria sozinha.

Levantei e fui até a cozinha tomar água, estava um calor insuportável, quando voltei, encontrei uma Pâm, dormindo no sofá, ela deveria estar cansada da viagem, tadinha.

Fui para o quarto e arrumei a cama e a acordei para que fosse para cama, ela levantou e foi meio dormindo, deitou e apagou.

Peguei meu notebook, cigarros, um café e fui para varanda.

Quando abri minha caixa de e-mail, Paulinha havia respondido meu e-mail.

“COMO ASSIM N VEM SOZINHA?

 VLÁDIA ZAMMORAH SE RENDEU AO AMOR?

QM É?

ME CONTE TD, N ME ESCONDA NADINHA......KKKKKKKKKKK”

Rí com o e-mail, Paulinha era realmente curiosa. E se a conheço bem, há essa hora Pietra é quem sofria com sua curiosidade.

Fiquei por ali até às 4hs da manhã e fui me deitar. Pâm, estava do jeito que eu havia deixado na cama.

As 9hs meu celular tocou, eu já estava fazendo  café da manhã, quando olhei o visor ri ao constatar que era a Paulinha.

-- Vládia, bom dia, me desculpe pelo horário, mas se eu não te ligasse agora, teria que matar uma certa pessoa curiosa demais para o meu gosto. – Era Pietra, Paulinha já devia ter atormentado até a última geração dela.

-- Bom dia Pietra, já estava acordada, estou fazendo o café da manhã, mas diga aí garota, o que manda?

-- A Paula quer saber quem é, quantos anos, de onde é, e acredite se quiser, quer saber se é bonita e gostosa? Às vezes acho que minha mulher tá com água no cérebro de tanto ficar no mar. – caímos na gargalhada juntas.

-- Bom, vamos por partes. Ponha no viva voz, assim a Paulinha já vai escutando. Ela é a Pâmela, 25 anos, é do RJ, e sim, é muito linda e gostosa. E amiga, leva logo a Paulinha pra drenar o cérebro. – caímos na gargalhada.

-- Ei Zammorah, eu estou aqui e ouvindo ok?

-- Agora, se me derem licença, vou terminar de fazer as coisas por aqui. Um beijo para as 2 e até amanhã se tudo der certo. – Desliguei ouvindo Paulinha dizer que se eu não fosse seria uma mulher morta.

Arrumei a bandeja do café com algumas frutas, mel, granola, suco de laranja, café, torradas e geléia de framboesa e fui em direção ao quarto.

-- Bom dia dorminhoca. – disse dando um beijo de leve em seus lábios.

Ela resmungou e virou para outro lado votando a dormir.

Resolvi acordá-la de outra maneira. Comecei beijando suas pernas, sua coxa, sua virilha, sua barriga, parei em seus seios, levantei sua blusa e os suguei com desejo, ela gem*u baixinho, minhas mãos começaram a passear pelo seu corpo, ela virou de costas, beijei suas costas, tirei sua blusa, beijei sua nuca e desci minha mão até o seu sex* que já estava molhado.

-- Vejo que alguém já está bem acordado por aqui. – sussurrei em seu ouvido enquanto tocava seu sex*.

Ela gem*u e começou um rebol*do gostoso embaixo de mim que me enlouqueceu, sentia todo seu corpo entregue naquele momento, quando senti que ela ia goz*r, diminui a intensidade dos movimentos e a virei de frente para mim, sentei na cama e comecei a tocá-la, ela se contorcia e nessa posição eu podia ver todas as reações de seu rosto e de seu corpo, sentir que ela estava entregue em minha mão naquele momento me deixou louca.

Ela entre um gemido e outro me disse.

-- Vai Vládia...Quero você dentro de mim.... –

Nesse momento a penetrei com dois dedos, acelerei os movimentos e quando percebi que ela ia goz*r ela me surpreendeu sentando e me olhando fundo nos olhos disse.

-- Vou goz*r pra você.

Não agüentei e a trouxe junto de mim, e o contato de nossos corpos fez com que o orgasmo viesse intenso para nós, e como das outras vezes, ela me surpreendeu, seu rosto se iluminou de uma maneira que eu nunca havia visto antes.

Fizemos amor à manhã inteira e quando dei por mim já passava do meio dia, levantei e caminhei até a bandeja que era prá ter sido o café da manhã e falei.

 -- Bom, o café esfriou, o suco esquentou e as frutas não estão mais fresquinhas. – disse rindo.

Ela se sentou na cama, enrolada com o lençol e fez carinha de criança dengosa e me disse.

-- A culpa é desse despertador que me acorda sempre assim, de uma forma intensa e muito prazerosa.

-- Acho que vou pedir o seu almoço, fiquei fora esse final de semana e não fiz compras, mas tem um restaurante aqui perto que faz um galeto na brasa que é um arraso, você vai gostar.

Peguei o telefone e fiz o pedido, voltei ao quarto e Pâmela estava no banho, levei a bandeja intocada do nosso café da manhã e estava me preparando para entrar no banho com ela quando meu celular tocou. Era Silvinha.

-- Bom dia meu anjo!

-- Nossa que bicho te mordeu? – Faz tempo que não atendia o celular com um humor desses. – riu da minha cara.

-- Não foi bicho, foi uma....

-- Tudo bem, nada de detalhes, por favor. – me interrompeu.

-- Liguei só para te lembrar que você tem aula hoje, às 17hs, sei que você não se lembrou.

-- Putz, esqueci mesmo. Silvinha, você poderia fazer companhia a Pâm, só enquanto eu dou aula? Não quero deixá-la sozinha.

-- Claro amiga, com o maior prazer, preciso mesmo desfazer minha imagem de mal educada com ela.

-- Ótimo, vem pra cá e almoça com a gente, tenho mesmo que preparar a aula.

-- Ok, chego em 30 minutinhos. Beijão.

Desliguei e fui para o quarto, ela estava deitada na cama só enrolada na toalha, dei um beijinho na pontinha do nariz dela e fui para o banho.

Estávamos na sala conversando, já tinha dito à ela que Silvinha faria companhia a ela durante a tarde quando a campainha tocou e Silvinha chegou com a comida que estava sendo entregue na portaria quando ela desceu do carro e seu Antônio pediu que ela trouxesse.

Almoçamos, Pâm e Silvinha não me deixaram lavar a louça alegando que eu já havia pago o almoço.

-- Mas gente, eu não paguei o almoço, tá pendurado no restaurante do seu Dionísio, só vou pagar sexta-feira.

Não teve jeito, fui preparar minha aula e aproveitei para abrir meus e-mails. Ví logo 5 e-mails da Paulinha me intimando para ir a festa e 1 da Pietra praticamente me implorando para ir, pois não aguentava mais a Paulinha na sua orelha, resolvi falar com as meninas pra responder logo.

-- Silvinha, você tá sabendo do luau da Paulinha hoje em Porto de Galinhas?

-- Claro, ela me mandou 1 e-mail, e depois umas 20 sms me intimando a levar você e a Pâm, fico com peninha da Pietra, ela deve estar enlouquecendo com a Paulinha na orelha dela. – disse rindo.

-- Pois é ela já me ligou hoje para saber, você não tem noção, fiquei com pena da Pietra mesmo.

Pâmela chegou à sala e eu falei para ela da festa, da curiosidade da minha amiga e da beleza da praia, ela concordou em irmos.

Silvinha falou que enquanto eu iria dar aula, ela ia com Pâmela buscar suas coisas, e depois voltavam em casa para me esperar e de lá iríamos para Porto.

Segui para minha aula e elas foram ao shopping e a casa da Silvinha. Cheguei em casa as 18:30 e para minha sorte, Silvinha com a ajuda de Pâm, já havia arrumado minhas coisas, fomos prá Porto.

A casa das meninas era a beira mar, com um gramado em frente à varanda, uma churrasqueira e um chuveirão de praia na lateral da casa.

Na casa não tinha muita gente, umas 10 pessoas, mais eu conhecia a maioria, Paulinha quando me viu entrando com o carro na garagem, correu para nos encontrar sendo seguida pela Pietra.

-- Até que enfim vocês chegaram, achei que não teríamos um som decente hoje nesse luau branquinha. – disse enquanto me abraçava. Ela sempre me chamou de branquinha, pois perto dela eu era quase um copo de leite, eu sempre a chamei de barra de chocolate.

Paula era uma mulher bonita, tinha 28 anos, morena jambo, olhos cor de mel e um corpo muito bonito.

-- Mas se você não providenciou uma seleção boa de música, com certeza não teremos um som decente, pois hoje estou aqui à passeio minha barra de chocolate.

Apresentei a Pâmela às meninas, e confesso que não gostei muito dos olhares que ela atraiu.

-- Aê Vladia, voltou a ativa, desfilando com belas mulheres novamente amiga, que bom. – disse uma Fernanda entusiasmada.

-- Oi Nanda, mas a Pâm não é uma mulher qualquer querida.

Nanda era minha amiga há anos, mais era meio sem noção das coisas, falava o que vinha na cabeça, sem pensar, mais é uma pessoa do bem. Pietra veio nos encontrar e nos levou ao quarto que iríamos ficar para que arrumássemos nossas coisas enquanto o pessoal levava as mesas e bebidas para praia.

-- Vládia, por sua causa hoje quase me separei, Paulinha estava insuportável, às vezes nem parece que tem 28 anos. Às vezes acho que estou ficando velha demasiadamente rápido, minha paciência com ela anda curta, bem curta.

-- Pietra, você tem 35 anos, deixa de bobagem, você não é velha, e quanto a Paulinha amiga, ela sempre foi assim, mas eu acho que já está na hora de ela deixar de viver da mesada que o pai dá e procurar uma ocupação.

-- Ai amiga, também acho, até já disse isso prá ela, mas você sabe como ela é, acha que o pai dá o dinheiro para não ter uma filha lésbica batendo na porta da casa do Advogado Luís Paulo Meira III. – disse com um olhar entristecido.

Silvinha percebendo que Pietra queria conversar, convidou Pâm para sair com ela e ir até a praia. Pâm me deu um beijinho e saiu.

-- Vai Pietra, agora somos só nós, pode falar minha amiga. – abracei carinhosamente ela.

-- Não é nada demais, acho que é TPM mesmo. Mas me fale de você, esse coraçãozinho finalmente reabriu as portas?

Me joguei na cama e ela se sentou ao meu lado esperando minha resposta.

-- Tô curtindo muito sabe, acho que finalmente o fantasma da Francis me abandonou, mas eu irei devagar dessa vez, não quero quebrar minha cara de novo.

-- Bom, mesmo você não querendo admitir, esta apaixonada por ela, dá pra ver no seu olhar, o jeito que você olha para ela, você a procura com os olhos mesmo ela estando só a alguns passos de você.

-- Ela é diferente sabe, quando ela tá comigo, ela tá comigo, não tenho medo de acordar e ela ter ido embora e isso é muito bom.

-- A Francis nunca foi de ninguém Vládia, eu sempre te avisei, apesar da ligação dela com a Paulinha nunca fui muito com a cara dela, é muito dissimulada.

-- Eu sempre soube de tudo sobre a Francis, só era mais forte do que eu, ela sabia todos os meus pontos fracos e usava-os sem pena, mas é pagina virada.

Batidas na porta encerraram nossa conversa, era Paulinha procurando a mulher.

-- Sabia que vocês estavam de fofocas aqui. – disse beijando a mulher e me dando um tapa no pé.

-- Nós não estávamos fofocando nada, aqui a única que gosta de saber da vida dos outros é você meu amorzinho. – disse Pietra abraçando e beijando a mulher.

-- Eca! Não posso ver minhas amigas tão íntimas assim, parem já com isso e vamos para festa.

-- Vládia, me empresta seu HD externo de música para que tenhamos um som decente essa noite, por favor branquinha? – disse juntando as mãos feito criança.

-- Sabia, você só me convidou pelas músicas, to ligada em você choco!

-- Não foi só por isso, queria conhecer a Pâmela também, e tenho que te dizer, ela é muito gostosa. – e saiu correndo antes que eu alcançasse ela com a minha mão.

-- Tá vendo o que eu digo para você? Ela não toma jeito Vládia, é uma eterna criança.

-- Que você ama com todo seu corpo não é?- ri.

-- É, mas agora vamos, a festa já deve estar bombando e se eu não ficar de olho na choco, ela põe fogo na casa. – rimos da afirmação que ela fez e fomos para a festa.

A note estava agradável, Paulinha já havia colocado a música, Pâm e Silvinha conversavam encostadas na cerquinha que tinha em frente a casa, cheguei abraçando Pâm por trás e descansando minha cabeça em seus ombros enquanto conversávamos amenidades.

As bebidas foram sendo trazidas para fora, tinha de tudo, vinho, vodka, cerveja, batidas, sucos, refri e wiskhy. As meninas pegaram uma batida e eu uma cerveja.

Paulinha e Pietra se juntaram a nós, a conversa era descontraída, agradável, riamos muito das piadas que a Paulinha contava quando um cheiro conhecido invadiu o meu nariz, achei que estava sonhando ou que talvez já tivesse bebido demais, cheirei o cangote de Pâm para ter certeza que aquele cheiro não era o dela, eu queria estar enganada.

Não poderia ser ela, não depois de quase 2 anos sem aparecer, sem telefonar, nem carta nem e-mail, mas eu não conhecia ninguém mais que passasse CK BE na roupa e CK ONE na pele, era ela, só podia ser.

Pâmela percebendo a tensão do meu corpo quando apertei mais a cintura dela, virou para me olhar e perguntou.

-- Tá tudo bem com você minha linda? – passou as mãos em meu braços como se quisesse me aquecer.

-- Tô sim, não foi nada, acho que foi uma corrente de ar frio que passou por mim. – desviei meu olhar para dentro do quintal em direção à casa.

Silvinha sentiu minha tensão e começou a procurar com os olhos a pessoa que ela sabia eu estaria procurando.

Como em um passe de mágica escutei na areia da praia a voz que por vários anos eu havia adorado ouvir. Ela chegou às minhas costas falando com Paulinha e Pietra.

-- Pandinha! Pietra! Que saudades! – disse abraçando Paulinha.

Pietra me olhou como se estivesse me pedindo desculpas e dizendo que não sabia o que ela fazia ali, vendo o desespero nos olhos da minha amiga apenas disse.

-- Sem problemas. – pelo menos eu queria acreditar que não tinha problemas.

Pâm viu o olhar de ódio que Silvinha tinha, viu quando Pietra em vão tentou levar aquela garota morena para areia da praia, sentiu a tensão em meus braços que a apertavam cada vez mais, então ligou os pontinhos e me olhou questionando.

-- O que aconteceu? – tinha duvidas no olhar.

Silvinha abriu a boca para dizer alguma coisa, mas eu interrompi.

-- Pâm, você está prestes a conhecer a pessoa que me deu motivos para limpar meus porta-retratos.

Nesse momento Francis disse a Paulinha.

-- Esse som que tá tocando, é da Zammorah, tenho certeza, ela está aqui Pandinha?

Como Paulinha não respondeu, ela se virou e deu de cara com Silvinha que a fuzilava com o olhar, fazendo isso, veio em nossa direção.

-- Ora, ora, vejam só quem está aqui! Maria Silvia! Quanto tempo? – abraçou Silvinha que não se mexeu do lugar.

Sei que se fosse antes dela me abandonar, Silvinha teria pulado no pescoço dela, eram muito amigas , passavam a maior parte do tempo juntas, eram sempre as três, Sil, Paulinha e Francis, desde criança, mas agora não era mais assim.

-- Poxa Silvinha, para de manha, sei que está feliz em me ver, tudo bem que eu sumi por um tempinho mas...- Silvinha não deixou ela concluir.

-- 2 anos!

-- O quê? – Perguntou Francis.

-- Um tempinho não, foram por 2 anos! Você simplesmente desapareceu por dois anos, só tínhamos notícias suas pela sua irmã. – Agora Silvinha já estava realmente brava.

-- Eu viajei a trabalho Silvinha.

-- Foi trabalhar em um mosteiro por acaso? Sim, porque só isso explicaria a ausência de um telefonema, um e-mail, não nem assim, porque eu acho que em um mosteiro você poderia ao menos enviar uma carta não acha? – As palavras de Silvinha tinham muita mágoa.

A tensão era visível entre elas, mais aos poucos Silvinha se rendeu as lágrimas, sempre foram muito unidas e embora Silvinha não dissesse nada, eu sabia que ela sentia a falta da amiga.

Paulinha abraçou as duas juntas, fazendo jus apelido carinhoso que Francis a chamava, aquele abraço parecia de um urso.

Eu tentava relaxar, mais era muita informação para uma cabeça só naquele momento, imediatamente a queimação subiu pela garganta e a boca salivava muito devido a acidez do meu estomago, minha gastrite dava sinal de vida.

O vento passou por mim levando com ele meu perfume que não passou despercebido pela Francis, ainda abraçada às meninas escutei ela dizendo.

-- Hoje realmente é o dia dos reencontros, nem com um trabalho reconhecido e bem remunerado você muda o perfume Zammorah? Ainda usa Vezzo da L’acqua.

-- Nem todo mundo permite que o dinheiro governe a vida Francis, além do que, uso o perfume por que gosto dele, não pelo preço, apesar de não ser tão barato assim, mas se você o comparar com os seus, com certeza vai achá-lo bem chinfrim. – fui grossa além do que deveria, mas não me importei.

Peguei a mão de Pâmela e pedi que me acompanhasse, precisava de uma bebida, o ar estava pesado demais prá mim. Já ia saindo quando ouvi Francis dizer.

-- Devo me envergonhar por ser rica agora é isso?

-- Não, deve se envergonhar de achar que dinheiro é tudo na vida.

Saí com Pâmela dali, vi no olhar da Silvinha um pedido de desculpas, mas ignorei, precisava urgente de uma bebida. Peguei uma bebida e saí caminhando com Pâm pela praia, apesar de escuro por falta da iluminação, a lua cheia cumpria bem seu papel e clareava a areia branquinha.

Sentamos na areia há uns 100 metros do luau, Pâm sentou na minha frente e encostou-se em meu peito, abracei ela e fiquei sentindo o cheiro doce do seu cabelo, fazendo carinho no seu rosto, ela respeitou meu silêncio, mais depois de algum tempo eu resolvi contar a ela minha história, ela merecia saber e eu devia isso a ela.

-- Pâm, sobre o que aconteceu ainda agora lá casa das meninas eu ...

-- Shhh... Não precisa falar nada. – me interrompeu ela.

-- Mas eu quero, a não ser que você não queira ouvir. – disse quase num sussurro.

Ela sentou de frente para mim, segurou em minhas mãos, me beijou, um beijo que era cheio de carinho, encostou sua testa na minha e fez um carinho gostoso que eu fechei os olhos para receber.

-- Pode falar, sou toda ouvidos agora. – tomou mais um gole da batida e esperou que eu começasse.

-- Aquela garota lá na casa das meninas é a Francis, minha ex-namorada, na verdade nunca chegamos a um denominador comum quando o assunto era a relação que tínhamos, seja o que for, durou por quatro anos, eu a conheci quando comecei um curso de Dj, ela namorava uma das meninas da minha turma, saíamos sempre junto com o pessoal do curso, íamos tomar umas sempre depois da aula. Concluí meu curso e nunca mais havia visto ela, até que um dia, eu estava tocando em uma festa de 15 anos e eis que ela apareceu lá, era prima da debutante, e nesse dia começamos a sair. – Tomei um pouco da cerveja para molhar a boca.

-- Depois desse dia minha vida virou um inferno, porque era sempre do jeito dela, quando ela queria, onde queria, às vezes eu saía do serviço durante o expediente só para encontrá-la, não sei o que era aquilo que ela fazia comigo, até que um dia ela estava comigo, recebeu uma ligação, colocou a roupa, saiu e nunca mais voltou, até hoje.

-- Durante algum tempo eu esperei em vão ela me ligar, mandar e-mail, mas nada disso aconteceu. Daí quando eu já havia desistido de me envolver de novo com alguém, você apareceu e meu coração começou a bater de novo conforme a música, mas não a música da balada, mas a música da vida. – senti que lágrimas escorriam dos meus olhos.

Ela me abraçou forte e secou as lágrimas do meu rosto, me beijou e abriu o sorriso mais lindo que eu vi na vida.

-- Não vou mentir para você dizendo que tá tudo bem, fui pega de surpresa Vládia, mas posso te dizer que eu estou aqui e você não está só. – Ela foi perfeita.

-- Ela ainda mexe com você né? – me perguntou enquanto fazia carinho em minha mão.

-- Pâm, essa resposta eu não sei te dar, é a primeira vez que nos encontramos depois de 2 anos, não sei o que eu senti exatamente entende?

-- Ela sempre foi porr* louca, com ela nada era mais ou menos, tudo era completo, as bagunças, bebedeiras, as festas, as amizades, a Francis sempre foi uma pessoa intensa, em todos os sentidos, mas éramos amigas antes de qualquer coisa, não sei o que pensar.

Ela me abraçou e ficamos por algum tempo assim, contemplando o mar a nossa frente, estávamos perdidas em nossos pensamentos quando ouvi passos se aproximando, era Pietra, trazia nas mãos um baldinho com cerveja, sentou ao lado da gente, abriu as cervejas e deu uma a cada um e ficou em silêncio ao nosso lado. Pietra realmente me conhecia, sabia que eu precisava desse silêncio para digerir a volta do furacão chamado Francis.

-- Pietra, você sabe que não precisa se desculpar comigo, sei que você ficou tão surpresa quanto eu com a presença dela aqui.

--Branquinha, eu realmente não sabia que o furacão havia voltado muito menos que iria aparecer por aqui, mas pelo que ela me disse, foi à irmã que disse que estaríamos aqui, você sabe que a maluquinha da Paula convida todo mundo quando o assunto é festa. – ela estava realmente chateada com tudo que aconteceu.

 -- Relaxa Pietra, foi só o choque do inesperado, hoje estou muito bem acompanhada e nada vai estragar meu feriado. – apertei Pâm em meus braços, acho que para ter certeza que ela estava ali em meus braços.

Terminamos a cerveja conversando coisas agradáveis, Pietra contou a Pâm todos os king Kong que eu paguei desde que havíamos nos conhecido, quando de repente Pâm ficou em pé e me estendeu a mão dizendo.

-- Já ficamos tempo demais longe da festa, não que a companhia de vocês duas não seja agradável, mas, vamos nos divertir mais um pouco né gente?

Adorei a atitude dela, pois não sei que horas eu teria coragem de voltar à festa, levantei e ajudei Pietra a levantar, abracei as duas e caminhamos de volta a festa.

Quando estávamos a caminho, o celular de Pietra começou a tocar, era Paula procurando pela mulher.

-- Faz 1 hora que eu saí à procura de vocês, só agora ela sentiu minha falta, essa falta de noção dela tá me cansando já. – desabafou Pietra.

-- Você sabe que a Choco não faz essas coisas por mal, mas se isso te incomoda tanto, porque não conversa com ela sobre isso?

-- Já cansei de falar com ela, muda por 15 dias depois volta a fazer as mesmas coisas, não falo mais, vamos ver até onde minha paciência aguenta.

-- Pietra, preciso comprar cigarros, vai indo na frente que a gente já estoura por lá.

Já ia me afastando com Pâm quando Pietra disse.

-- Não volto agora pra essa festa nem sobre decreto, vou com vocês, deixa ela sentir minha falta pra ver se aprende a dar valor.

Fomos até o centro de Porto, a noite é muito gostosa, vários barzinhos com musica ao vivo, muita gente bonita, a maioria turistas de fora do Brasil, comprei meus cigarros, acendi um e as beldades que me acompanhavam resolveram entrar em uma sorveteria, Pietra pegou quase meio quilo de sorvete, com direito a muito confeito, calda, castanha e pelo menos 4 sabores diferentes, Pâm foi mais modesta no seu, apenas dois sabores e muita calda de morango.

Fomos caminhando de volta e Pâm insistia que eu pelo menos provasse o sorvete, depois da minha quarta recusa Pietra falou.

-- Esquece Pâm, Vládia é a única mulher que eu conheço que não gosta de doce, chocolate, chiclete, sorvete só de ano em ano.

-- Eu tomaria de bom grado esse sorvete, se a taça fosse outra, mas nessa casquinha aí, sem chance, pelo menos hoje não. – Pâm ficou vermelha e Pietra foi logo dizendo.

-- Pode parar, não preciso ficar imaginando onde seria essa taça, ou melhor, não preciso visualizar Pâmela coberta de sorvete com calda de morango. – disse gargalhando enquanto Pâm ficava roxa.

Por algum tempo consegui me esquecer da festa e de quem encontraria assim que chegasse lá, até que o celular de Pietra tocou de novo pela enésima vez. Ela já ia rejeitar a ligação quando Pâm falou.

-- Atende, ela deve estar preocupada com você. – ela atendeu ao pedido de Pâm.

-- Alô!

-- Vida, onde você está, já andei a praia, alguns quarteirões, te liguei mil vezes e nada. – ela realmente estava preocupada.

-- Pelo tempo que demorou a sentir a falta da minha insignificante presença, eu poderia estar em João Pessoa já, mas estou voltando com as meninas, chegaremos em 20 minutos. – E desligou, não deu tempo de Paulinha dizer mais nada.

-- Nossa, como o amor de vocês é lindo, não acha que foi dura demais com ela? – perguntei com medo da resposta, ela realmente esta chateada com falta de cuidados da Paulinha.

-- Vládia, nem vem tá, senão vai sobrar para você também.

-- Não tá mais aqui quem falou. Vamos embora dona encrenca.

Ela me deu um tapinha no ombro e voltamos a falar normalmente até chegarmos em casa.

Algumas pessoas já haviam ido embora, o som ainda tocava, olhei no celular para ver a hora, quase uma da manhã, passamos mais de 2hs fora, fomos para areia da praia.

-- Cadê o trio parada dura hein Vládia? – Pietra chamava assim o trio da Paula, Francis e Silvinha.

-- Acho que devem estar fazendo alguma batida nova, ou seja, misturando todas que ainda sobraram.

-- Eu acho que elas saíram, tem um carro a menos na garagem.- disse Pâm.

 Pietra sentou na areia, pegou uma cerveja, abriu e tomou de um gole só, abriu e outra e já ia fazer o mesmo quando coloquei a mão sobre a latinha.

-- Só estou tomando uma latinha de paciência branquinha, relaxa.

Começamos a conversar, algumas pessoa que estavam por ali chegaram ao lado da gente e ficamos conversando.

Ouvi barulho de um carro estacionando, Paulinha entrou correndo, e vendo a mulher sentada na areia a abraçou e foi logo dizendo que havia ficado preocupada, perguntou por que ela não avisou que iria sair e encheu o rosto dela de beijinhos, senti que Pietra ia falar alguma coisa, mas toquei sua mão e olhei para ela pedindo que não falasse nada, ela sorriu e apertou ainda mais a Paulinha em seus braços, apenas disse.

-- Nossa amor acho que vou sumir mais vezes, só para ser recepcionada assim quando voltar.

-- Nem pense nisso Pietra, Pandinha ficou quase louca e quase nos enlouqueceu também, tivemos que ir atrás de você porque a doidinha aí queria ir sozinha. – disse Francis chegando com mais 2 caixas de cerveja.

-- 1x0 para você amiga. – sussurrei no ouvido de Pietra.

Pâmela foi maravilhosa não saiu do meu lado nenhum momento, me dava beijos quando eu menos esperava e ria da minha cara quando eu me assustava com esses beijos surpresa dela, tava tudo muito bem até que resolvi ir ao banheiro.

-- Meu anjo, vou ao banheiro, vai comigo? – disse a Pâm.

-- Não, vai você, porque se eu for, você não volta tão cedo prá cá, tá difícil ficar do seu lado sem tocar seu corpo como eu gostaria. – tinha desejo em seu olhar.

Meu corpo se arrepiou inteirinho, realmente era difícil ficar ao lado dela, ainda mais com aquele corpo escondido apenas por um short no meio das coxas e uma regata branca, beijei seus lábios e fui.

Quando saí do banheiro dei de cara com a Francis parada em pé, em frente à porta do banheiro, tentei passar e ela me segurou pela cintura, o simples toque da mão dela em minha pele fez meu corpo tremer, o que não passou despercebido por ela que disse.

-- Sabia que ainda mexia com você, não adianta negar, seu corpo acabou de te entregar. – disse sussurrando em meu ouvido.

Tentei formular algumas palavras, mas minha cabeça voltava ao tempo em que o simples fato dela falar comigo fazia eu me derreter, reuni todas as minhas forças e consegui me afastar das mãos dela.

-- Não pense que essa reação do meu corpo foi algo do tipo desejo, só me lembrei de como fiquei aqui quando você atendeu aquela ligação, saiu da minha cama, se vestiu e foi embora sem ao menos se despedir, como se fosse até a esquina comprar cigarros. – consegui colocar toda minha mágoa naquelas palavras.

-- Naquele dia você não saiu apenas da minha cama, saiu também da minha vida Francis, agora me deixe em paz, caso não tenha notado, tem alguém em minha vida hoje, alguém muito especial e bem diferente de você.

-- Quando você cansar de brincar de casinha e quiser realmente sentir prazer, você me procura tá gata? – piscou e entrou no banheiro.

O que aquela doida tá pensando? Acha que é só chegar, pegar e levar? Era assim... Mas hoje não mais, hoje eu tinha Pâm, ela era doce, gostosa, o sex* era muito bom, não aquela loucura que era com a Francis, mas era muito bom, era tranquilo, não tinha medo, e ela sempre estava ao meu lado quando eu acordava.

Voltei para festa, Pâm conversava num canto com Pietra, fui até elas. Enlacei Pâm pela cintura ela retribuiu meu abraço, Pietra saiu sem nada dizer.

-- Você também é muito especial prá mim Vládia. – olhou nos meus e me beijou.

Quando nossos lábios se afastaram ela viu em meus olhos que eu não havia entendido, então ela disse.

-- Eu ouvi sua conversa na porta do banheiro, não estava espionando, apenas resolvi aceitar seu convite de ir até o banheiro, mas quando cheguei lá vi a Francis parada na porta com um sorriso nos lábios e de repente você abriu a porta... – ela balançou a cabeça como se quisesse apagar da memória.

-- Pâm não aconteceu nada, eu juro... – não me deixou terminar

-- Eu sei minha linda, quando ela te segurou pela cintura eu queria sair de lá, mas minhas pernas não respondiam a minha vontade, então ouvi a conversa toda e se você não tivesse ido a cozinha teria me visto.

Eu a abracei e a beijei, um beijo exigente, queria fundir nossas almas através daquele beijo, quando separamos, estávamos ofegantes, ela deu seu sorriso mais lindo, aquele que me desarmava sempre, de repente ficou séria de novo e me disse.

--Você não tá brincando de casinha comigo né Zammorah? – seu olhar era apreensivo.

-- Pâm, acho que depois de tudo que tivemos até aqui, apesar de pouco tempo, dispensa essa resposta meu anjo.

-- Tem razão Dj, dispensa mesmo, vamos voltar para festa? – me puxou pela mão e voltamos.

Pietra me olhou com um olhar que dizia “isso mesmo”.

Pouco tempo depois Pâm foi com Silvinha ao banheiro e Pietra deu um jeito de sentar ao meu lado para falar comigo.

-- Gostei ver Zammorah, 1x0 prá você branquinha. – me devolveu a brincadeira que fiz com ela mais cedo.

-- Quando você entrou, Francis foi atrás, fiquei apreensiva, mas quando Pâm se levantou e disse que iria ao banheiro, entrei em desespero. – riu com o comentário.

-- A Francis pirou Pietra, acha que me controla ainda.

-- Quando a Pâm saiu eu já estava a caminho, ela me contou tudo e senti muito orgulho de você minha amiga, tive medo de você permitir que a Francis bagunçasse sua vida de novo. – suas palavras eram sinceras.

-- Ela nunca mais bagunçará minha vida Pietra, pode acreditar. – abracei minha amiga, mas as palavras foram mais pra mim do que para ela.

A festa estava gostosa, Silvinha passou o tempo inteiro pendurada no pescoço da Francis, às vezes me olhava e me pedia desculpas sabendo que era fácil ler essas palavras em seus lábios, ela sentiu muita falta da amiga, sofreu tanto quanto eu, ou até mais por ver o estado em que eu fiquei quando ela sumiu de nossas vidas.

Paulinha foi até o som para trocar a música quando Francis falou.

-- Pandinha, ainda tem aqueles violões aqui na casa da praia?

-- Tem sim Fran, estão no meu quarto, por quê? – disse uma empolgada Paulinha.

-- Desliga esse som aí e vamos ter um luau de verdade amiga, vou buscá-los. – e entrou na casa.

Paulinha me entregou o HD de músicas e foi arrumar as cadeiras de praia em circulo, Pietra sussurrou em meu ouvido.

-- Isso não vai prestar, o que minha mulher tem nessa cabecinha?

-- É, não vai mesmo. Acho que ela realmente tem água no cérebro.

A volta de Francis com os violões e a pasta de partituras interrompeu nossa conversa ela me estendeu um violão e como eu não peguei, ela disse.

-- Ora Zammorah, não seja estraga prazer, vamos fazer como nos velhos tempos, um duelo de Titãs, mas com violões e boa música.

Peguei o violão de suas mãos e coloquei a cerveja na mesinha ao lado da minha cadeira, Pâm me olhava e como quem não acreditava no que estava vendo me disse.

-- Você toca violão? – ela estava surpresa.

-- Toco sim, esse por sinal é meu, já tinha me esquecido que ele estava aqui.

-- Eu guardei ele para você, enrolado na flanela e dentro da case dele por causa da maresia. – Paulinha dizia enquanto terminava de arrumar as coisas.

Quando Silvinha voltava com uma caixa térmica para por as cervejas lá fora ao alcance de todos, ela nos viu com os violões e logo disse.

-- Vai ter duelo? – estava espantada.

-- Vai Maria Silvia, como nos velhos tempos. – Respondeu Francis.

-- Vai ter duelo sim, mas não vai ser como nos velhos tempos. – eu disse enquanto ajeitava a afinação do violão.

Pâmela deve ter perguntado para Pietra o que estava acontecendo, pois ouvi Pietra dizer a ela.

-- Antigamente, quando tinha um duelo de violões era mais ou menos assim, Francis tocava uma e Vládia tocava outra, as pessoas escolhiam qual tinha sido melhor, a perdedora tirava uma peça de roupa. -  Pâm me olhou com uma cara nada amigável, mas Pietra tranquilizou.

-- Hoje teremos as músicas, votação, mas ninguém vai tirar a roupa. – Disse isso tranquilizando Pâm.

-- Sabe Pâmela, quando as pessoas sabiam que teria duelo de violão, faziam de tudo para serem convidadas e participar. – disse Francis tentando provocar.

Minha amiga Paulinha sem-noção ainda completou.

-- E as pessoas combinavam de votar sempre na Francis só para Zammorah tirar a roupa, pediam que Francis só tocasse música realmente boas e.. – Pietra interrompeu.

-- Ela já entendeu Paula. Agora sente-se aqui do meu lado. – chamou Pietra.

-- Já que você dispensa as partituras, eu poderia ter a honra de começar senhorita Zammorah? – Perguntou Francis.

-- Fique a vontade.

-- Achei que não iríamos tirar as roupas? – brincou com minha resposta.

-- Você entendeu bem o que eu quis te dizer.

E assim ela começou um dedilhado, eu soube exatamente a música que ela iria tocar, era a minha música, minha paixão, mexia demais comigo e ela sabia disso, estava me provocando, então começou a cantar “COISAS DA VIDA” da Rita Lee, jogou baixo.

Assim que a música começou, Pietra, Silvinha e Paula me olharam discretamente, eu continuava tentando manter meu semblante calmo, mas estava difícil.

Ela terminou e todos bateram palmas, ela tinha uma voz doce, rouca, odeio admitir, mais era uma voz muito sensual.

-- Começou bem, jogou baixo, mas foi bem.

Comecei meu dedilhado e logo a música começou “SEU OLHAR” do Seu Jorge, cantei ela inteira olhando para Pâmela que retribuiu meu olhar, quando a música acabou todos mais uma vez bateram palmas e Pâmela me deu um beijo de tirar o fôlego e disse.

-- Amei a música, você toca muito bem.

-- 1x1 Zammorah – Francis disse. – Você também jogou baixo.

E assim foi por muito tempo, eu estava ganhando de 5x4 da Francis quando ela, visivelmente irritada disse.

-- Essa música agora será a última, e vai trazer muitas recordações. – me olhou nos olhos quando disse a ultima palavra.

Fiquei apreensiva, o que essa doida iria tocar?

Começou o dedilhado e a única pessoa que me olhou foi Silvinha, era a única pessoa ali além de mim e a Francis, que sabia o significado daquela música. Era a música que eu colocava toda vez que fazíamos amor.

“NUA” de Ana Carolina. Mesmo não querendo, aquela música me trouxe muitas lembranças, fraquejei diante daquele som, que me fazia lembrar de outros sons... Sons dos nossos corpos, dos nossos beijos, das promessas nunca ditas, das promessas que nunca foram cumpridas, dos sussurros, dos gemidos e do som que tinha o orgasmo quando chegava até nós, sempre junto, nossos corações seguiam a mesma batida, fechei meus olhos e viajei por aquele momento quando senti braços me envolvendo e me trazendo de volta a realidade, era Pâm que me abraçava, eu sabia, aquele abraço seguro só podia ser dela, abri meus olhos e vi a interrogação nos olhos de Pietra.

A música acabou e dessa vez eu bati palmas junto com as meninas e disse.

-- Agora empatamos de novo. – minha voz estava carregada de saudade e mágoa.

Se alguém além de Pietra e Silvinha percebeu o efeito daquela música em mim, nada comentou, estava colocando o violão em cima da cadeira vazia ao meu lado quando Paulinha disse;

-- Hello avoadinha, como você mesma disse, está empatado, toca logo prá ver quem ganha. – disse uma Paulinha alheia de tudo que acontecera com a última música.

Não adiantaria discutir com ela, peguei o violão e fiquei dedilhando enquanto decidia o que tocar quando Francis pediu a música.

-- Toca More Than Words do Extreme, sei que é antiga, mas é linda. – Pela primeira vez durante a noite ela havia sido a Francis de tempos atrás.

-- Atendendo ao pedido... – comecei.

Saying I love you
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words

Now I've tried to talk to you and make you understand
All you have to do is close your eyes
And just reach out your hands and touch me
Hold me close don't ever let me go
More than words is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know

What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you

More than words

Não sei por que eu aceitei a provocação dela, essa música era nosso segredo, eu cantava para ela quando estávamos sozinhas, ela traduzia muito bem meus sentimentos.

Coloquei o violão ao lado sob os olhares de todos, abri uma cerveja e disse.

-- Ladies, hoje não temos vencedores. – Estendi a mão para Pâm esperando que ela me acompanhasse, mas ela virou para falar com Silvinha.

Saí sozinha, descalça com a cerveja na mão em direção ao mar. Senti passos ao meu lado, sabia que era Pietra, e como sempre, ela respeitou meu silêncio, apenas caminhou ao meu lado.

Peguei um cigarro e acendi, sentindo a nicotina invadir meu corpo e acalmar meus sentimentos conturbados, que até então eu não sabia definir.

-- Eu disse que o duelo ia dar merd*, porque ninguém vê as coisas como eu vejo, branquinha?

-- Você é especial, tem sexto sentido, discernimento para ver as coisas, coisas que muitas pessoas não tem, você sabe disso.

-- Mas é que às vezes as coisas parecem gritar aos olhos das pessoas e elas simplesmente parecem não ver, não entendo isso, acho que é egoísmo não ver o que está se passando ao seu redor quando envolve sentimentos, pessoas... –

-- Você é realmente uma pessoa fantástica, confesso que às vezes me pergunto o que você está fazendo com a Paulinha.

-- A Paula traz meu lado menina, irresponsável e divertido para fora, isso é bom às vezes, sem dizer que ela é apaixonante, contagiante, inebriante.... – não deixei ela concluir.

-- Deixe os “ante” da minha amiga de lado, tenho até medo do que possa vir pela frente. – ri da cara que ela fez.

-- Vamos falar sério agora Zammorah, o que foi que aconteceu com vocês nas duas últimas músicas? – então não havia passado despercebido.

-- Nada, por quê? – Tentei disfarçar torcendo para que ela tivesse jogado verde comigo.

-- Nada?! Como assim nada?! – ela ficou brava, então não tinha jogado verde.

-- Fiz merd* não foi? – sentei na areia e ela sentou ao meu lado.

-- Muita, mas não fez sozinha. Primeiro enquanto Francis cantava, você fechou os olhos e pela cara que você fez, dá prá saber bem o que você estava pensando ou lembrando, depois quando você cantou, Francis simplesmente fechou os olhos e 2 lágrimas desceram dos olhos dela. – Não acreditei no que eu acabara de ouvir.

-- Putz, dei tanta bandeira assim? Por isso Pâm não quis vir comigo. – escondi o rosto entre as mãos.

-- Ela não viu sua cara de boba enquanto a Francis cantava, mas viu a cara da Francis enquanto você cantava, mas assim como eu, acho que ela não havia entendido muito bem, até que você falou que não havia tido vencedores, nesse momento eu entendi que aquela música foi importante entre vocês em algum momento.

Contei a ela a importância de ambas as músicas, tanto para mim como para Francis, Pietra ouviu a história toda, ficou um tempo em silêncio e depois disse.

-- Eu acho que isso foi bom sabia, não me olhe com essa cara, não estou louca, mas acho que sem querer vocês tiveram a conversa que precisavam ter, mesmo sendo inconsciente e através da música, disseram tudo que precisavam dizer, reviveram os fantasmas do passado e acho que agora podem seguir em frente. – sábia a colocação dela, mas na prática não parecia tão fácil assim.

-- Acho que você tem razão, na teoria, foi isso que aconteceu, mas na prática não é bem assim.

Fomos interrompidas pela chegada de Pâm, ela estava com 3 cervejas nas mãos, nos entregou e sentou.

-- Minha vez de trazer o álcool, amigo de todas as horas. – disse sentando ao meu lado e envolvendo meus ombros com seu braço.

-- Bom eu já vou indo, antes que minha mulher com água na cabeça pense que eu fugi de novo. Tchau meninas. – se despediu e foi embora.

Sei que Pietra fez isso para me deixar a sós com a Pâm, eu adorei a idéia dela.

-- Enfim sós! – disse beijando de leve seus lábios.

-- Porque não me disse que você tocava violão e cantava?

-- Não sei, acho que não tive oportunidade, só isso. Ficou chateada? – perguntei a ela.

-- Não, fiquei surpresa, só isso. Você toca violão como se tocasse o corpo de uma mulher sabia? – tinha um sorriso sedutor nos lábios.

-- Então me deixa tocar esse violão que está aqui na minha frente? – corri meus dedos pela lateral dos braços dela.

Ela fechou os olhos e suspirou com o carinho, me aproximei e toquei seus lábios com os meus e o beijo se fez urgente, exigente, minhas mãos começaram a passear pelas suas costas, barriga, toquei seus seios por cima da blusa, um gemido escapou dos lábios dela, era a confirmação que eu precisava, meu corpo queimava de desejo por ela, eu a queria mais do que qualquer coisa naquele momento.

Apertei nossos corpos, coloquei minhas mãos por baixo da sua blusa e quando estava chegando aos seus seios ela segurou minhas mãos.

-- Que foi, você não quer?

-- Quero muito, quero você dentro de mim mais do que tudo agora, mas e se aparecer alguém?

-- Meu anjo são 3:30 da manhã, daqui a pouco amanhece, só temos nós duas aqui, até as meninas já se recolheram. – Esperei por uma resposta, mas ela não veio.

-- Olha, você veio até aqui e me acendeu, me deixou queimando de desejo e tesão por você, mas se você não quer, tudo bem, eu respeito.

-- Fiz tudo isso com você mesmo? Como sei que não está mentindo para mim? – disse passando os lábios sobre os meus bem devagar.

Entendi o que ela queria e resolvi jogar com ela.

-- Me acendeu muito, mas se minha palavra não é o suficiente vou te mostrar.

Levei a mão dela até o cós do meu short e disse.

-- Abre os botões e sinta você mesma o que você faz comigo. - Mordi o lóbulo da orelha dela.

Ela gem*u, abriu os botões bem devagar, e com sua mão tocou meu sex* que já estava molhado, ela me olhou nos olhos e deu um sorriso safado, então penetrou com dois dedos me levando a loucura, trouxe ela para meu colo, subi sua blusa e liberei seus seios do soutien, suguei com vontade, mordia de leve, passei a língua sobre eles e desci minha mão sobre o sex* dela, ela gem*u alto quando a penetrei, ficamos num movimento gostoso, sincronizado, envolvente até sentir que iríamos goz*r, então ela me chamou.

-- Olha prá mim...quero goz*r com você e prá você.....

O orgasmo veio intenso e como sempre, seus olhos me diziam o quão intenso ele havia sido. Ficamos assim, com a testa encostadas até que a respiração voltou ao normal.

-- O que é isso que você faz comigo? Me tira a razão, me deixa sem forças, me leva ao céu com seu toque. – disse com um sorriso lindo na boca.

-- O mesmo que você faz comigo, quando eu penso que vai ser como sempre, você me surpreende.

Ficamos assim até os primeiros raios de sol despontarem no horizonte, então seguimos em direção a casa.

Tomamos banho, deitamos e Pâm logo foi de encontro aos braços de Morpheus, fiquei vendo ela dormindo, conseguia ser mais linda, seu semblante calmo, me dava segurança, sabia que quando acordasse, ela estaria ao meu lado, nesse momento tive certeza de que era ela que me faria feliz, ela que me importava e com esse pensamento dormi.

-- Acorda dorminhoca!!!!!!!! Passarinho que não tem obrigação tá cantando desde as 6 da manhã!!!!!! – Era Silvinha, só podia ser.

-- Bom dia Vlá, e nem vem reclamar que já são 11 da manhã.

Pulei da cama, olhei pelo quarto e vi somente Silvinha e Pietra ali.

-- Calma bela adormecida, ela está lá embaixo com as meninas, ficou com medo porque Paula disse que quando te acordam você morde. – Silvinha riu da minha cara.

Levantei calada, realmente meu humor não é dos melhores quando me acordam, fui direto para o banheiro, tomei um banho, escovei meus dentes coloquei meus óculos escuros e desci, não entendia como havia dormido tanto assim. Cheguei à cozinha e Paula foi logo dizendo enquanto eu beijava Pâm.

-- Achamos que você tinha morrido, é sempre a primeira a levantar. – Paulinha disse.

Peguei uma maçã e me sentei ao lado da Pâm, comecei comer e elas não paravam de me olhar esperando que eu me explicasse.

-- O que foi? Não se pode dormir um pouquinho a mais sem que vocês pensem que tem algo errado comigo? Só tive motivos mais que suficientes para dormir até mais tarde. – olhei para Pâm que estava roxa com meu comentário.

Todas riram e Pietra mexeu nos cabelos de Pâm, bagunçando eles.

Ficamos ali até todos terminarem o café, eu só comi minha maçã mesmo, já era muito, já que não como nada pela manhã, notei que faltava uma pessoa na mesa, Francis não estava lá, eu não havia visto ela desde que levantei, mas como era a Francis, talvez ela devesse ter ido embora antes de todos acordarem.

O dia estava ameaçando chuva, nublado, mas estava quente, resolvi mostrar a Pâm as belezas das piscinas naturais, ficamos até quase 2 da tarde na praia, quando chegamos, as meninas estavam sentadas na varanda tomando cerveja e conversando, Paulinha nos olhou e como estávamos com as roupas molhadas ela logo comentou.

-- Vocês já ouviram falar em biquíni? Mas pelo menos não estão de branco, assim não tá nada transparente. – riu apontando para mim e para Pâm.

-- Fomos só até as piscinas naturais, e como a maré tá alta, fomos de jangada, não tem sol, então fomos assim mesmo, mas a Pâm resolveu cair dentro das piscinas e como o condutor se mostrou muito solicito e queria mergulhar com ela, resolvi entrar na água também.

-- Amiga, desculpa, mas com um peixão desses, ele seria cego se não notasse. – Paulinha ria.

-- Vou subir e colocar o biquíni acho que não vai chover e a água está deliciosa. Vem comigo Pâm?

-- Ah não, se vocês forem juntas não voltam tão cedo e depois você acha um motivo para dormir, Pâm, vai se trocar no meu banheiro. – disse Pietra levando Pâm pelas mãos.

-- Fazer o que né, vou sozinha então. – Fiz cara de choro.

-- Nem vem com essa carinha de cachorro, já pro quarto se trocar que queremos aproveitar a praia também. – E assim Pietra levou Pâm para dentro.

-- Paulinha, cadê a Sil? – perguntei.

-- A doidinha esqueceu o biquíni, foi até o centro comprar um, disse que eu tinha um que nunca usei, mas ela não quis, vai pagar os olhos da cara aqui. – Disse enquanto abria outra latinha.

-- Será que eu pego ela no centro ainda, meus cigarros acabaram, vou pedir para ela me comprar mais.

Liguei e pedi que ela trouxesse cigarros para mim, ela estava voltando já, então fui para o quarto me trocar. Coloquei um biquíni verde militar, a cor dele me lembrava os olhos de Pâm, era a primeira vez que eu usava, gostei do que vi no espelho, amarrei minha canga na cintura, coloquei meus óculos de sol e desci.

Quando cheguei no fim da escada ouvi um “UAU” e me virei, Francis estava encostada na mesa bebendo água e conversando com a Silvinha, ela estava linda em um biquíni vermelho que contrastava com sua pele branca, o cabelo preso em um rabo de cavalo com uns fios soltos, perfeita.

Para quebrar o silêncio Silvinha deu um beliscão de leve em Francis e disse algo que me pareceu um “comporte-se” e me entregou os cigarros, agradeci e saí, o que era aquilo que essa mulher ainda fazia comigo?

Lá fora estavam todas e quando eu apareci na porta elas começaram a pegar as coisas para irmos à praia. Procurei Pâm e quando a encontrei meu queixo caiu, ela estava linda em um biquíni branco minúsculo, com um floral rosa, que linda. Fui em sua direção e escutei quando Paulinha disse.

-- Ela vai dar trabalho lá na praia, aliás, as 2 vão. – dizia a Pietra.

-- Tá entendendo agora porque o condutor estava tão solicito Paulinha?

-- Com certeza Vládia, você é uma mulher de sorte, Pâm é realmente... Ai. – Pietra deu um beliscão não deixando ela terminar a frase.

Fomos para praia, tomamos um banho de mar, ficamos na água brincando por mais ou menos uma hora, quando começou chover, saímos e fomos para casa. Lá, depois de todas tomarem banho para tirar o sal, sentamos na varanda para beber e conversar.

-- Alguém sabe me dizer onde está Silvinha e a Francis? – Perguntou Pietra.

-- Elas foram comprar cerveja, azeitona, queijo e mais algum petisco, o que tínhamos aqui em casa acabou. – falou Paulinha.

Pâm estava sentada na minha frente encostada em mim, Pietra dividia uma espreguiçadeira com Paulinha quando as meninas chegaram com a Nanda e a Tônia. Silvinha me deu um beijo estalado na minha bochecha e me entregou uma latinha, Pâm deve ter feito uma cara feia, porque Pietra logo estava dizendo.

-- Relaxa Pâm, sempre foi assim, só não era assim quando elas tinham algo que parecia tudo, menos um namoro.

Silvinha voltou com outra cerveja e fez o mesmo com Pâm e entregou a cerveja dizendo.

-- Ter ciúmes da minha relação com a Vlá seria o fim do mundo, somos melhores amigas do que amantes. – bagunçou o cabelo dela e se afastou.

A conversa estava animada, tinha uma certa paz no ambiente, embora as vezes Francis me olhasse de um jeito que me deixava desconcertada, mas não passou disso. Paulinha chamou Tônia e foram pegar a caixa térmica com as cervejas que estavam na geladeira, trouxeram as cervejas, os petiscos e Paulinha propôs que jogássemos algum jogo, porque o estoque de fofocas segundo ela, já estava vazio.

E assim sendo, Nanda se pronunciou pela primeira vez na noite, mas antes não tivesse feito.

-- Vamos jogar verdade ou desafio?

Como todos concordaram, menos eu e Pietra, Paulinha disse.

-- Vocês são voto vencido, nem a Pâm votou pelo não. – ria da minha cara ao constatar esse fato.

-- Pôxa meu anjo, até você? – disse dando beijinho na boca dela.

-- Só assim saberei um pouco mais de você, já que você não me fala muita coisa.

Paulinha foi buscar uma garrafa vazia prá começar a brincadeira, sentaram em roda e a primeira dupla a cair foi Nanda perguntando e Francis respondendo.

-- Francis, porque ficou tanto tempo sem dar notícias? Onde você se enfiou mulher?

-- Você tem direito a uma pergunta, fez duas, vou responder a primeira ok?

-- Fiquei sumida porque precisava organizar algumas coisas da minha vida, minha mãe precisava de mim em São Paulo, meu padrasto estava fazendo merd* nos negócios, então fui arrumar a merd* que ele fez. Não podia focar no trabalho se ficasse com a cabeça aqui, embora minha cabeça não saísse daqui.

Pietra me olhou prá saber qual minha reação diante a resposta dela, no momento em que dava a resposta, notei saudades em seu olhar.

E assim foi, até que caiu Tônia perguntava e eu respondia

-- Vládia, qual seu ponto fraco? O que realmente te enlouquece, te faz perder a razão?

-- Prefiro desafio. – nem pensei prá responder.

-- Ah não, todo mundo respondeu até agora, porque você não quer responder?

Percebi a minha gafe e tentei consertar.

-- Simples, porque não tenho ponto fraco, nada me faz perder a razão.

-- As coisas realmente mudaram por aqui nesses últimos 2 anos. – Era Francis que falava, ela tinha um sorriso nos lábios.

-- Porque você não quer falar? – Pâm me perguntou junto ao meu ouvido.

-- Por nada, só que não é legal as pessoas saberem certas coisas sobre minha vida.

-- Mas parece que a Francis sabe, se não me disser irei pedir que ela fale. – me encarou esperando uma resposta.

-- Fique a vontade, mais depois não diga que eu não falei. – não achei que ela fosse perguntar a Francis, mas ela o fez.

-- O que é que só você sabe? – Pâm perguntou a Francis.

Não acreditei que ela havia perguntado, mas ela me olhou nos olhos apertou minhas mãos, se ela soubesse o que estava por vir, tenho certeza que jamais perguntaria, pois eu sabia que a Francis faria questão de responder.

-- A pergunta não foi feita a mim, cabe a ela responder ou não, não preciso dessa resposta, essa eu já sei meninas. - tomou um gole de cerveja e brincou com a latinha na mão.

-- Vamos fazer assim, você responde e Vládia só confirma ou nega a sua resposta, o que acha? – Disse uma Nanda curiosa.

-- Por mim tudo bem, e para você Zammorah? – Perguntou Francis.

-- Já que a curiosidade é maior do que o meu direito de não querer responder, siga em frente, fique a vontade Francis, me exponha além do necessário. – joguei baixo no intuito dela não falar nada, mas não adiantou.

Ela gargalhou e disse que não precisava fazer drama.

-- Lingerie! – disse na lata, sem titubear.

Todos ficaram me olhando, senti meu rosto pegando fogo, virei a lata de cerveja e tomei tudo num gole só. Pensei que a Pâm ia me matar por esconder dela esse fato, mas ela me surpreendeu.

-- Lingerie? Como assim? Explique melhor. – Pâm perguntou a Francis.

-- Simples, quando ela não quiser fazer algo, basta você descrever sua lingerie que na hora ela cede, mas tem que ser a lingerie. – Ela sabia mais do que ninguém que isso funcionava. Usou isso muitas vezes quando eu resolvia me afastar dela.

Pâm me olhou com uma cara, e depois disse a Silvinha.

-- Silvinha, amanhã preciso fazer umas comprinhas, tem algumas coisas dessa senhorita que quero e não posso correr o risco dela não querer fazer. – me deu um beijinho na boca e tinha promessa em seu olhar.

Abracei e beijei aquela mulher, ela era simplesmente maravilhosa.

-- Vládia, isso funciona só com namoradas ou com amigas também? – só podia ser a Paulinha.

-- Depende Paulinha, só se essa amiga estiver disposta a me mostrar e me deixar tirar essa lingerie, o que não é o seu caso suponho eu. – a risada foi geral.

Francis não gostou da reação da Pâm, acho que ela esperava por uma briga, mas a Pâm não era assim, ela tinha autoconfiança, e eu amava isso nela, não precisava ficar preocupada com o que dizer ou como agir com ela.

A rodada seguinte saiu pergunta Paulinha, resposta Pâm, pela cara da Paulinha vinha bomba por aí.

-- O que Vládia faz na cama que te faz perder a cabeça? – Paulinha e sua curiosidade.

Essa resposta eu queria ouvir, virei ela de frente para mim e ela estava vermelhinha, linda, e disse.

-- Essa resposta eu quero ouvir. – disse olhando para ela.

Ela respirou fundo, ajeitou os cabelos, olhou nos meus olhos e disse.

-- Ela existe, e isso por si só já me faz perder a cabeça, mas, na cama, ela sabe todos os meus pontos fracos e quando penso que nada mais vai me surpreender, ela me leva há um estado ainda mais elevado de prazer, tudo que ela me faz na cama me enlouquece, seu toque, seu beijo, sua língua, suas mãos, tudo, ela é simplesmente perfeita. Se preocupa em me agradar e quando eu penso que já esgotou suas forças, ela começa tudo de novo. – ela disse isso mais para mim do que qualquer pessoa ali presente tive vontade de beijá-la e amá-la ali mesmo, mas meus pensamentos foram interrompidos por Pietra.

-- UAU!! Branquinha, você realmente deve ser um furacão na cama.

Abracei Pâm e sussurrei em seu ouvido que eu me sentia da mesma forma que ela.

Paulinha saiu para atender o celular e a brincadeira seguiu sem mais surpresas, consegui relaxar e responder as perguntas sem problemas, Paulinha voltou pulando e anunciou.

-- Pessoal, a fazenda do meu pai vai estar livre esse final de semana, quem se habilita a um fim de semana no campo?

Todos concordaram em ir, Pâm me olhou esperando que eu me pronunciasse a respeito.

-- Sexta eu trabalho, mas toco só até a 1 da manhã, então se a Pâm quiser ir, podemos ir no sábado pela manhã.

Todos concordaram e a conversa continuou, a brincadeira foi deixada de lado e as meninas combinavam como seria o fim de semana, meu celular tocou e me afastei para atender, era Soninha me pedindo para dar as aulas dela amanhã a tarde, estava com o filho no hospital, voltei para roda e comuniquei as meninas minha partida.

-- Pâm, terei que ir embora amanhã cedo, Soninha me pediu para dar as aulas dela de amanhã, o filho dela está no hospital, mas se você quiser, pode ficar e voltar com as meninas na sexta.

-- Não, eu volto com você amanhã, tenho que ver a minha passagem para segunda e ligar para Andréa também para saber como andam as coisas por lá.

-- Eu também volto com vocês amanhã, preciso ir ao banco, pagar contas, comprar comida, enfim, aproveitarei a carona. – disse Silvinha.

 

Ficamos conversando mais um pouco e depois eu, Pâm fomos deitar. Na manhã seguinte saímos cedo e marcamos de estar na fazenda no sábado pela manhã. Chegando em Recife, deixei Pâm e Silvinha com meu carro e fui de táxi até o curso para dar as aulas.

Fim do capítulo

Notas finais:

Perdoe a demora amoras!!!!
Mas a correria aqui tá grande!!!
Para compensar, um capitulo grandão para vocês!!!!!
Bjoks estaladérrimas!!!!


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Comentários para 3 - Capítulo 3:
Julia Eidrian
Julia Eidrian

Em: 02/03/2017

ANSIOSA PARA MAIS

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