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-- Eu estou aqui na antiga padaria que foi dos avós da Andressa. Vim com ela, as crianças e o tio Manoel. Onde você está? 

-- Eu estou aqui no clube do Juventus, junto com a Marieta e a Gênova. Venham para cá que estamos esperando vocês.

-- Ok Thesca, estamos indo!

Andressa viu Márcia franzir o cenho e perguntou:

-- O que a Thesca queria amor?

-- É que ela, a Marieta e a Gênova estão nos esperando lá no clube do Juventus para acertarmos os detalhes para a festa dos sessenta anos de casados dos seus sogros.

-- Oba mamãe vai ter festa? Perguntou André.

-- Vai filho, muito doce, salgados, bolo e refrigerante.

-- Oba vamos comer tudo o que pudermos. Disseram Antônia e Nicola que eram cumplices em algumas coisas. Gabriel também se manifestou e disse:

-- Eu também mamãe Andressa!

Márcia e Andressa se divertiram com o jeito dos filhos e logo a família já estava no clube. O tio de Andressa também foi porque Márcia o havia convidado.

-- Obrigada Márcia, mas será que não vai ficar chato?

-- Ficar chato o quê, tio?

-- É uma festa da sua família. Eu cheguei agora e não fica bem!

-- Tio a partir do momento que o senhor chegou e está novamente conosco, o senhor é sim da família! Respondeu Márcia que foi aplaudida pela esposa.

-- Isso mesmo meu amor, somos todos uma só família.

Manoel não respondeu. Quando estavam entrando no carro ele levantou virou para a sobrinha e perguntou:

-- Andressa ela é sempre assim direta?

Andressa riu do tio e respondeu:

-- Já foi pior hoje está mais maleável. Mas é o jeito dela e com o tempo o senhor também vai se apaixonar.

-- Acho que já me apaixonei. Ela tem muito caráter, se vê que é uma pessoa séria. Imagino o que não passou na mão daquele traste do seu pai.

-- É tio, ele quase me deixou viúva com dois filhos para cuidar. Mas depois eu explico toda a história para o senhor. Agora vamos?

Depois de meia hora todos já estavam reunidos no clube do Juventus no bairro da Mooca onde a coronel e os irmãos foram criados. Thesca falava pelos cotovelos e isso começou a irritar a coronel. Andressa percebeu e segurando a mão de Márcia falou em seu ouvido.

-- Calma meu amor deixa a sua irmã se empolgar. Você sabe que ela sempre foi assim e depois aos cinquenta e seis anos é que ela não vai mudar, vai morrer assim. Pior seria se ela tivesse algum problema de saúde ou não quisesse participar.

A coronel coçou a cabeça e respondeu para a esposa:

-- É amor você está certa a Thesca sempre foi assim, mas ela tem a quem puxar. A minha tia Carmem é igual.

-- Sua tia Carmen?

-- É querida ela ficou sendo a caçula das mulheres depois que a tia Aldonza faleceu. E logo ela chegará da Espanha com o marido para a festa dos meus pais. Vai morar no Brasil diz que cansou da Europa. Ela adora infernizar a minha mãe e cantar o meu pai dizendo que ele é o cunhado mais gostoso que ela tem. Mas é só para provocar, sempre foi espevitada, doida de pedra.

Andressa ria das coisas que Márcia contava e não via à hora de conhecer a tia da coronel.

Depois de acertados todos os detalhes para a festa, Márcia, as irmãs, a esposa e os filhos, foram almoçar. Thesca e Marieta escolheram comer em uma cantina italiana ali mesmo no bairro. Gênova que estava com o afilhado no colo, Andressa e o tio concordaram.

-- E vocês meus amores o que vão querer? Perguntou a coronel aos filhos.

-- Qualquer coisa mamãe, desde que seja comida ta bom! Falou Celina fazendo com que todos dessem risada.

-- Essa minha filha é terrível! Disse olhando carinhosamente para Celina. – E você seu comilão. Falou para Nicola.

-- Eu concordo mamãe Márcia. Tendo comida ta bom!

-- Está vendo tio Manoel, esses monstrinhos são os meus filhos.

O velho riu da bagunça das crianças e concordou dizendo:

-- Realmente eles são uns monstrinhos adoráveis. Mas tem a quem puxar, porque a Andressa era terrível e enfrentava meu irmão. Muitas vezes a Severina escondia do André as artes que ela fazia. Já o Júnior era mais tranqüilo, morria de medo do pai. Depois aprendeu a enfrentá-lo também. Aquela coitada sofreu na mão daquele canalha. Ainda bem que está morto, mas ele tinha a quem puxar. O meu pai era uma bondade de pessoa, já a minha mãe era uma praga de ruim. Na realidade senti mesmo a morte dele, já a dela nem tanto. Sofri na mão daquela peste parecia que só o seu pai Andressa era filho dela. A sua tia Joaquina detestava a sua avó. Tanto que quando ela morreu Márcia a minha irmã não quis nem saber. Simplesmente respondeu para o André quando ele foi avisá-la.

-- Já foi tarde essa velha maldita. Vou comemorar a sua morte com uma bela bacalhoada e um bom vinho português. O seu pai não gostou da resposta e quis bater nela, porém ele não esperava que o meu cunhado estivesse em casa e ai já viu né, o André saiu de ambulância e como se não bastasse, o Marcos foi ao serviço reservado e entregou seu pai. Ficou um mês detido no presídio. Nunca mais eles se falaram e eu por minha vez já tinha ido para Portugal e acabei me afastando de todos. E agora vocês já sabem um pouco da história dos Pires Paiva, mas ainda tem muito mais.

Andressa ficou abismada com tudo o que Manoel contava enquanto todos almoçavam Até as crianças prestavam atenção na conversa. As irmãs da coronel não acreditavam que o sogro de Márcia e a avó de Andressa fossem tão ruins. Foi Marieta quem perguntou:

-- Mas Manoel então a sua família não era tão unida assim? – Porque pelo que está nos contando, vocês tinham desavenças com a sua mãe e com o sogro da minha irmã, Não é mesmo meninas?

-- Isso mesmo Marieta, tínhamos e o problema chamava-se André e Maria Pires, ou seja, meu irmão e minha mãe.

-- Credo que horror, ainda bem que a nossa família não é assim. Apesar do que o Nicola aprontou.

-- Quem tia. Eu? – Não fiz nada!

Márcia pegou o filho no colo e disse:

-- Não meu anjo. Estamos falando daquele seu tio que foi irmão da mamãe e que infelizmente está com papai do céu e não de você. Ele também chamava Nicola.

O menino coçou a cabeça e falou par a mãe:

-- É mesmo mamãe, o meu tio chamava Nicola também!

Depois de tudo resolvido sobre a festa, as irmãs se despediram e logo cada uma foi para a sua casa. Gênova iria encontrar a esposa, Samir estava esperando Thesca no carro e Marieta aproveitou a carona de Márcia e foi para o consultório. Logo a coronel, os filhos, a esposa e Manoel já estavam em casa. Dona Severina estava na cozinha preparando as coisas para fazer o jantar.

-- Oi meus amores chegaram cedo, achei que iriam demorar mais.

-- Não minha sogra, fizemos o que tínhamos que fazer, almoçamos e viemos embora. Já acertamos todos os detalhes para a festa.

-- Márcia minha filha quando os seus pais souberem, vão ficar muito emocionados. No dia da festa é bom ele e sua mãe tomarem calmantes.

-- É mesmo mamãe e se nos der licença vamos dar banho nas crianças, colocá-los para dormir e depois eu e Márcia vamos descansar. Tio se o senhor quiser tomar um banho para descansar, fique a vontade.

-- Obrigada Andressa, mas vou ficar conversando mais um pouco com a sua mãe e depois farei isso.

-- Bom então até mais tarde. Beijos.

 

 

 

 

 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

3
L

Lins_Tabosa

22/05/2016 às 18:24

Legal o cap. sabendo um pouco mais da família da andressa. E aja coração para festa surpresa dos pais da coronel!

Abrs o/



Resposta do autor em 22/05/2016:

Oi querida Lis. 

Que bom ler seu comentário novamente. Estava com saudades. 

Obrigada pelo comentário. Realmente a festa será um sucesso e nós estaremos por lá. 

Bjs e bom começo de semana. 

P

patty-321

22/05/2016 às 16:13

O pai da Andressa era um monstro mesmo. Credo. O aniversário do casamento dos velhos vai ser top. Te amo amor. Bjs

Resposta do autor em 22/05/2016:

É meu amor, para você ver como o d....existe. Mas o que importa é que todos estão felizes. 

Também te amo.

Bjs. 

L

Leonor

22/05/2016 às 13:46

kkkkkkkkk adorei! Tá muito gostoso de ler parabéns



Resposta do autor em 22/05/2016:

Oi Lê tudo bem. 

Fico feliz que esteja gostando da história. Agradeço mesmo de coração 

Continue acompanhando que muita coisa boa vem por ai. Aceito idéias. 

Bjs e boa semana. 

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