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O caminho da felicidade por stela_silva

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Palavras: 4905
Acessos: 3881   |  Postado em: 00/00/0000

Capítulo 28

 

Capítulo 28

 

Carol.... 

 

Sentia meu corpo doído. Parecia que tinha levado uma surra daquelas, sabe... Abri lentamente meus olhos e aquela luz branca quase me deixou cega. Gemi por causa disso e alguém imediatamente aproximou-se de mim. 

 

-- Filha... - mamãe sussurrou, fazendo carinho em meus cabelos. 

 

Percebi a emoção em sua voz. Meus olhos fixaram-se em minha velhinha... Ela estava com os olhos vermelhos e a expressão de dor. Sentia minha garganta seca, mas mesmo assim queria falar algo para ela.

 

-- Mãe... - falei baixinho e com muita dificuldade. 

 

-- Calma, meu amor... Já chamei o médico. Ele já está vindo. Evita fazer qualquer tipo de esforço. 

 

Aff... Era óbvio que eu estava em um hospital né... Agora sim eu prestava atenção naquele quarto horrível, parece de filme de terror e aquela roupinha brega demais... Eu tava ridícula e ainda não tinha visto minha cara... Melhor nem ver para não assustar né... Não demorou muito e o médico chegou. Fez várias perguntas das quais eu respondi sem mentir. Mamãe ficou ao meu lado o tempo todo. Doutor Antônio, era um cara legal. Não parecia tão assustador assim. Vi que haviam me furado e agradeci por ter desmaiado... Odeio agulhas... Mó medo, pô. 

 

Doutor Antônio pediu para conversar com mamãe em particular... Boa coisa não devia ser... Depois de alguns minutos eles entraram no quarto novamente e papai já estava junto deles... Eu sorri para ele que devolveu o sorriso... Parecia triste e eu sabia o motivo né. 

 

-- Bem, Carol... - Antônio começou a falar - Vamos mudar o seu tratamento que será um pouco mais... - ele pensou na palavra certa - Forte... Sua doença precisa ser contida o quanto antes.

 

Fiquei  um pouco pensativa. É claro que a droga do câncer tava piorando né... Isso era perceptível a qualquer um. 

 

-- Essa é a parte que meus cabelos vão cair, né? 

 

-- Sim, o tratamento por ser muito mais rigoroso, vai deixar seus cabelos fracos e logo começarão a cair... Mas não se preocupe, eles irão crescer novamente. 

 

Senti um nó se formar na minha garganta. Mas eu não queria chorar perto dos meus pais. 

 

-- Pelo menos eu não vou precisar me depilar - disse brincando e confesso que até rir dessa idiotice.

 

Antônio também sorriu.

 

-- Eu serei um de seus médicos nessa batalha.

 

-- Obrigada, doutor. 

 

Ele se foi e papai foi junto com ele. Acho que eles conversariam sobre minha pessoa. Senti meus olhos pesados e adormeci novamente. Depois de sei lá quanto tempo acordei novamente. Observei mamãe que dormia toda torta em uma cadeira. Sorri. 

 

Vou falar um pouco de mim pra isso aqui ficar mais gay... Me chamo Carol... Ana Carolina né... Meus pais não acharam bom ter apenas uma Ana na família, eles queriam duas.. Daí, Ana Luiza e Ana Carolina... Mas não tem imaginação mesmo esses dois... Enfim... Sou daquele tipo que fiz tudo o que tinha vontade quando criança... Brinquei, aprontei.... Adorava aquilo... Gente, vocês também compraram aqueles álbuns e as figurinhas, pra ganhar prêmios? Putz, gastei tanto dinheiro com aquilo que hoje sem dúvida, seria muita rica. Exagero né. 

 

Vamos falar dessa senhora que está dormindo toda torta aqui... Dona Rosana... Mamãe... Mãe... São pessoas maravilhosas... Comigo não é diferente... Sei que têm algumas pessoas que não tiveram a sorte que eu tive... Uma mãe ama acima de tudo os seus filhos... Sei que ela tá sofrendo, vejo isso em seus olhos, mas ela tenta parecer forte... Ahh como não amá-la né? Essa pessoa profundamente maravilhosamente incrivelmente divinamente fantástica!... Mãe é aquela pessoa que sempre vai cuidar de você... Foi ela que me aguentou por nove meses na barriga dela... Deixei ela gorda e ainda por cima ficava chutando...

 

Uma mãe é especial... Ela cuida da gente quando ficamos doente... Ela estava comigo quando perdi meu primeiro dente (ps:fiz um grande escândalo) ela me contava histórias pra dormir... Ela me levou no primeiro dia de aula... Ela cuidou de mim quando me machuquei... Ela sempre esteve comigo em todos os momentos... Eu ainda sou o bebê dela... Ela ainda me enche de beijos e abraços e cuida de mim quando me machuco... Até me dá banho se vocês querem saber (tô falando a verdade gente) limpa minhas unhas... Muito bebê eu né... Mamãe que me acostumou mal... Mas não pense que eu não escuto umas boas dela... Quando essa mulher começa a falar sai de perto... Mas eu a amo tanto... Tanto... Sei que ela sofre... Sei que tenta ser forte, para eu não perceber... Mas não é fácil... Eu sei que sou o bebê dela... A menina que ela viu crescer... Ahh mãe... Queria me desculpar... Por fazer você sofrer... Eu não queria ser o motivo de suas lágrimas... Eu queria tanto ver você sorrindo... Ser o motivo de sua alegria... Me perdoa por está morrendo... Me perdoa por está te deixando... Te amarei eternamente. 

 

Eu estava com os olhos cheios de lágrimas quando a porta foi aberta e meu pai entrou... Ele me observou. 

 

Papai... Falar desse homem é falar do meu herói favorito... Sabe aquele homem que sempre fez tudo pela a família... Esse era o doutor Pedro Guimarães... Um cara que desde muito novo sempre foi esforçado e dedicado, mamãe e ele tiveram a Luh muito novos e depois eu nasci... Ele sempre quis que a gente tivesse uma vida boa e por isso trabalhava muito... Papai é um homem calado e observador, mas ele é o único que fica escutando minhas piadas e ainda rir delas... Um máximo né... Tem dias que conversamos por horas e horas... Ele parece sério, mas é muito gente boa...  A gente comenta sobre várias coisas... Gosto muito... Eu amo muito esse cara... Ele aceitou eu e a Luh como somos... Maravilhoso né... Nem todos são assim... Papai sempre me carregava quando eu tava com preguiça de andar (eu não lembro tá... Mamãe que vive falando) Papai deixava eu fazer as coisas escondidas da mamãe. Ele sempre me leva a lugares legais... Gosta de sair comigo e a Luh, mas depois que a gente cresceu isso diminuiu um pouco... Enfim... Eu nunca disse... Mas eu amo o meu pai incondicionalmente. 

 

Ele aproximou-se de mim e enxugou minhas lágrimas. Ficamos por um longo tempo apenas nos olhando. 

 

-- Onde tá a Luh, pai? - perguntei com a voz fraca. 

 

-- Você teve que ser transferida... Estamos na capital... Sua irmã está num hotel junto com a Érika e as outras pessoas da família. 

 

-- Vivi tá com elas? - senti meus olhos pensando novamente. 

 

-- Sim... Todos estão... Descansa, minha filha - disse carinhoso.

 

-- Pai... - falei antes de voltar para o mundo dos sonhos novamente. 

 

-- Oi minha linda...

 

-- Eu amo o senhor....  - sussurrei e novamente apaguei. 

 

Acho que dormir bastante... Quando acordei estava sendo observada por um par de olhos verdes. Luh abriu um lindo sorriso quando viu que eu estava acordada.  Também sorri e ela aproximou-se de mim fazendo carinho em meus cabelos e beijando meu rosto. 

 

-- Finalmente acordou bela adormecida... - disse sorrindo e me abraçando. 

 

-- Luh... - Eu realmente estava animada de ver minha irmã.

 

-- Carol você nos deu um grande susto - falou carinhosa. 

 

-- Não posso controlar isso, Luh. 

 

-- Eu sei... Tem algumas pessoas que estão querendo muito te ver... - disse seguindo em direção a porta - Por favor... Nada de barulho, ok - sorriu e abriu a porta. 

 

A primeira pessoa que vi foi a Érika que sorria para mim, ela aproximou-se de mim e me abraçou com carinho. Murilo, Letícia, Felipe, Rebecca e Bia fizeram a mesma coisa... Todos estavam ali... Percebi que alguns tinham os olhos vermelhos. Victoria foi a última a entrar e quando me viu seus olhos ficaram marejados e ela praticamente correu e me abraçou apertado. Eu também a abracei o mais forte que consegui. 

 

Todos queriam ficar perto de mim. Vivi ficou deitada na cama comigo o tempo todo. Eu estava feliz... Meu sorriso era enorme. Lia apareceu depois de algum tempo. Ficamos conversando várias bobagens... Lembrando da nossa infância... Foi muito bom passar esse tempo com essas pessoas tão maravilhosas... Depois infelizmente todos tiveram que ir embora. Apenas a Luh ficou comigo... Os remédios era bem mais fortes e eu estava me sentindo com sono e novamente apaguei. 

 

Sonhei... Um sonho diferente... Sonhei com minha irmã. Acordei agitada... Luiza ainda estava no quarto comigo. Ela aproximou-se preocupada. 

 

-- Carol, tá tudo bem? - disse nervosa.

 

-- Tô bem sim, Luh... Foi apenas um sonho. 

 

-- Pesadelo pelo visto - sorriu. 

 

-- Não... - eu estava pensativa - Luh você tem papel, caneta e um envelope? 

 

Luiza me olhou desconfiada. 

 

-- Tenho sim... Por quê?

 

-- Me dá... Preciso escrever uma coisa... 

 

Ela continuo me analisando por alguns segundos, mas depois caminhou em direção a mochila dela e tirou uma folha de papel, caneta e um envelope... Nem me perguntem o que ela faz com um envelope na mochila, porque eu não tenho a mínima ideia. 

 

Luiza me entregou o papel e eu passei a escrever... Palavras desconexas e das quais saía naturalmente... Sem esforço algum... Eu não sabia ao certo o que tava fazendo, mas sabia que aquilo era importante. Depois de algum tempo terminei de escrever e coloquei a carta no envelope branco. Pedi outra folha para ela e escrevi outras coisas. 

 

-- Luiza tu tem cola? 

 

-- Tenho sim - Ela pegou a cola e me deu. 

 

Lacrei o envelope e estendi em sua direção e depois entreguei minha outra carta, que não estava em nenhum envelope. 

 

-- O que é isso, Carol? 

 

-- Uma carta... 

 

-- Posso ler? - Luiza estava curiosa. 

 

-- Essa que está fora do envelope sim... Mas a outra não. 

 

-- Por que não? 

 

-- Você vai saber o momento certo para isso. 

 

Luiza fez uma careta e suspirou. 

 

-- Não é uma carta de despedida né? - disse temerosa. 

 

Sorri para ela. 

 

-- Não... Pode ficar sossegada. 

 

Minha maninha respirou aliviada. 

 

-- Sendo assim... Eu fico mais aliviada... Deixa eu ver essa carta aqui... 

 

Luh pegou a outra carta que escrevi e começou a ler. 

 

-- Lista de alguns desejos... - Ela parou de ler e me encarou. 

 

-- número um... Quero nadar nua - Luiza fez uma careta muito engraçada - Como assim nadar nua, Carol? 

 

-- Oras... Pelada né. 

 

--Número dois... Ganhar um pikachu. 

 

-- Meu sonho de consumo! - tenho certeza que meus olhos estavam brilhando. 

 

-- Número três... Deixar de ser bv. 

 

-- É podre morrer sem nem ao menos beijar na boca. 

 

-- Eu nem vou comentar sobre isso...  Número quatro... Fazer uma tatuagem...

 

-- Falsa, logicamente... Imagina ser furada... Igual da Jamie - amava demais um amor para recordar. 

 

-- Número cinco.... Ficar bêbada... Carol! - Luh me repreendeu. 

 

-- Ahh deve ser legal vai... 

 

-- Você nem pense nisso mocinha. 

 

-- Aff, deixa meu desejos. Rum! 

 

Luiza continuou a ler meus desejos e às vezes fazia algumas caretas. 

 

Já disse que eu amo a Luh? Pois é... Eu a amo... Luh é minha irmã perfeita sabe... Ela é tão boazinha, vocês não tem noção. Eu vivo para encher a paciência dela e essa menina tem um grande paciência, posso afirmar isso a vocês. Ela só fica um pouco chata quando está na TPM, afinal qual a mulher que não fica né... Tem o estresse e tal... Nesses dias eu evito enchê-la... Luh é daquele tipo que sempre que equilibrar as coisas, odeia barracos e xingamentos... Ela é toda certinha e muito mais muito nerd... Se a Érika é nerd... Multiplica ela por mil e dá uma Luiza... Luh sempre me protegeu... Sempre cuidou de mim, acho que ela se sente um pouco na obrigação por ser a irmã mais velha... A gente briga às vezes, mas isso é normal... Qual os irmãos que não brigam né? ... Mas se não fosse por ela... Minha vida seria um tédio... Imagina ser filha única... Ainda bem que tem a Luh... Se eu partir dessa vida... Pelo menos meus pais ainda vão ter ela... 

 

Fiz alguns exames e depois tive minha primeira sessão da nova quimioterapia com remédios bem mais forte... Não preciso falar das minhas náuseas e vômitos né, isso não vem ao caso... Depois de alguns dias voltei para casa e tudo parecia normal... Fiquei feliz em voltar pro meu aconchego... Todos foram me visitar e foi aquela alegria.... Os dias foram passando... Uns quinze dias depois... Senti que meus cabelos estavam caindo... Eu passava às mãos sobre ele e vinha vários fios juntos. Não vou mentir, chorei horrores. 

 

Dificilmente ficava sozinha, mas um dia aconteceu esse milagre. Corri ao telefone e liguei pra única pessoa que faria alguma loucura comigo. Chamou, chamou e chamou e nada. Desisti e fui ver desenho. Não demorou muito tempo e o telefone começou a tocar. Corrir para atendê-lo. 

 

-- Vick?! - sabia que era ela. 

 

-- Carol, tá tudo bem? Por quê você estava me ligando? Aconteceu alguma coisa? - disse nervosa. 

 

-- Calma, Vick... Você tá aonde? 

 

-- No colégio.

 

-- Vem ficar comigo... Tô sozinha - fiz voz de dengo. 

 

-- Carol... Eu tô no colégio... Eu...

 

-- Vou te esperar lá fora... Dentro de dez minutos. Beijos!

 

-- Mas vo... - tentou falar alguma coisa, mas eu desliguei na cara dela. 

 

Eu já estava arrumada... Tranquei a casa e segui em direção ao colégio. Victoria me esperava encostada em uma árvore. Quando ela me viu caminhou em minha direção. 

 

-- Ficou louca Carolina? - disse brava. 

 

-- Estou querendo sair...  - falei sorrindo. 

 

-- Mas você precisa ficar de repouso... Nada de esforço... Nem deveria ter andando até aqui. 

 

-- Ah tá... Próxima vez empresto uma cadeira de rodas.

 

-- Deixa de ser besta!

 

-- Vivi... Quero fazer umas coisas e sei que só você faria comigo. 

 

Ela me olhou com a cara mais desconfiada do mundo. Vocês tinham que ver, antes dela tentar falar qualquer coisa o nosso adorável professor de matemática apareceu. 

 

-- Meninas... O que fazem fora do colégio? 

 

Caramba... Vocês tinham que ver a cara da Vick. Tava hilária demais. Prendi a vontade de rir. Sabia que Victoria tava nervosa, ela ficou mais branca do já era e totalmente imóvel... Acho que ela entrou naquele estado... Como é o nome mesmo?... Catatomico... Catastomico... Catastosmico... Ahh sei lá... A Luh falou uma vez, mas esqueci o nome do troço... Só sei que ela parecia assim. 

 

-- Professor, a Victoria não estava se sentindo bem. Ela acabou sendo dispensada mais cedo - menti naturalmente. 

 

Ele observou minha prima por alguns segundos e percebeu que a garota realmente não estava bem. 

 

-- Entendo... Victoria você está muito pálida.

 

-- Sim, professor... Mais um pouco e confundem ela com uma morta viva na rua - falei sorrindo. 

 

Ele me analisou por alguns segundos. Devia está pensando que sou alguma maluca. 

 

-- Bom preciso dar minha aula... Victoria melhoras e Carol... - olhou-me com pesar -  Melhoras pra você também. 

 

Era óbvio que todos no colégio sabiam de minha situação. 

 

-- Obrigada, professor. 

 

Ele sorriu e se foi. 

 

Peguei a Vick pela mão e seguimos de volta para minha casa. Entramos e eu peguei a chave do carro da minha mãe e entreguei a ela que arregalou os olhos. 

 

-- Não! - disse rapidamente. 

 

-- Por favor, Vivi... Por favor... - fazia minha cara de bebê e ela evitava me encarar. 

 

-- Carol isso é perigoso! 

 

-- Não tem nada de perigoso, prometo que vou me comportar. 

 

-- Onde você que ir? 

 

-- A praia... Quero ver o mar! 

 

Vick respirou fundo. 

 

-- Ok... - apertou as chaves em sua mão - Irei ficar de castigo pelos próximos anos. 

 

-- Será por uma boa causa... 

 

-- Sei... 

 

Caminhamos em direção ao carro. Victoria iria dirigir. Óbvio que ela não tinha idade né... Afinal tinha apenas quatorze anos, mas ela sabia dirigir melhor que muitos adultos por aí... Ela era toda delicada, até na maneira de conduzir o carro. Chegamos a praia umas duas horas depois e eu sai correndo... Era uma sensação de liberdade enorme. Nem percebi quando Victoria aproximou-se. Caminhamos lado a lado, pois eu não tinha forças para correr. Ela em silêncio, assim como eu. Nenhuma queria falar nada. A praia estava praticamente deserta, era um dia de semana o povo tava trabalhando ou na escola... Apenas eu e a Vivi matamos aula... Além disso a praia era longe só dava para chegar aqui de carro. Sentamos na areia e ficamos olhando o mar. Por sorte tinha uma árvore ali... Que dava sombra, pois senão... Eu e a Vick iríamos parecer um camarão por aí. 

 

-- Não acredito que a gente burlou aula - comentou fazendo desenhos na areia. 

 

-- E não está bom isso aqui? 

 

-- Bom... Está... Mas não é certo fazer isso. 

 

-- Ah Vick... Foi apenas dessa vez. Não vai mais acontecer... Demora eu nem vou mais estar aqui mesmo... - disse triste e abaixando a cabeça. 

 

Victoria ficou longos minutos em silêncio. Fiquei preocupada e levantei a cabeça para olhá-la. Vick estava com os olhos úmidos e me olhava atentamente. Ficamos nos encarando por vários minutos. Algumas lágrimas desceram, molhando a face da minha prima, mesmo assim ela não deixou de me encarar. 

 

-- Não fala isso Carol... - fez um esforço para dizer.

 

-- Desculpa... - a abracei apertado e Vick chorou, molhando todo meu ombro.

 

Não falamos mais nada... Acho que passou horas e o silêncio dominava. Vivi continuava com a cabeça sobre meu ombro, mas não chorava mais. Estamos quietas até dá um estalo em minha cabeça e eu lembrar de algo... Levantei rapidamente e Vick ficou me encarando e depois seus olhos desviaram para o céu. 

 

-- Carol acho melhor a gente voltar... Pelo visto vai chover... 

 

-- Não sem antes fazer uma coisa... - disse começando a me despir.

 

Olhei para Vick que estava de boca aberta. 

 

-- Você não tá pesando em fazer isso né? - disse pasma. 

 

-- Estou! - fiquei apenas de calcinha e sutiã - Vivi cuida da minha roupa... Hoje eu realizo um dos meus desejos! Viva a JAMIE!!! - gritei feliz e tirei o resto da roupa.

 

Não olhei mais para Victoria. Corri em direção ao mar de braços a abertos. 

 

-- Sua louca... - ainda consegui escutar Vick praticamente sussurrando. 

 

Mergulhei no mar... E fui dominada por aquela sensação maravilhosa... Nunca me senti tão bem e tão viva... Fiquei algum minutos curtindo tudo aquilo, mas logo tive que sair, pois realmente iria chover. Corrir em direção a minha prima que abaixou a cabeça para não me ver e percebi que havia corado. Me vesti rapidamente e logo estávamos de pé, voltando para o carro. 

 

Resolvi zoar com a Vick mais um pouco. 

 

-- Vick! 

 

Ela parou de andar e me encarou. 

 

-- Oi?

 

-- Não entre em pânico... - disse calmamente. 

 

O semblante dela rapidamente mudou e ela gritou histérica. 

 

-- O QUE FOI CAROL?!! 

 

-- Tem uma gafanhoto daqueles malignos em seu cabelo. 

 

Vick arregalou os olhos assustada e começou o escândalo. 

 

-- AIIIII.... TIRA! TIRA! QUE HORROR! SOCORRO... AIII SAIIIIII!!!!!!! - Ela se debatia feito uma doida. Passava as mãos no cabelo e ficava pulando assustada... Muito fresca né... 

 

Eu não aguentei e comecei a rir muito. Victoria parou o escândalo e ficou me encarou. 

 

-- Sua estúpida mentirosa! 

 

Ela correu atrás de mim e eu corri feito uma doida. Nesse tempo começou a chover e eu acabei escorregando na grama que tinha ali por perto. Victoria riu da minha cara, mas eu fingi que tava mal e rapidamente o riso se desfez e minha prima aproximou-se preocupada. 

 

-- Carol você tá bem? - perguntou preocupada. 

 

A chuva estava muito forte. A puxei pela mão fazendo ela se sentar ao meu lado. Seu cabelo estava molhado da chuva e Victoria me olhava de uma forma... Que eu não soube decifrar, mas era diferente. Me ajoelhei diante dela e toquei em seu rosto com carinho. Ela suspirou. Tirei alguns fios de cabelo molhado que insistiam em cobrir seu rosto e fui me aproximando aos poucos... Aquele era o momento certo. Victoria fechou os olhos assim que meus lábios tocaram os seus... Aos poucos nossos lábios foram se mexendo e encaixando... Um beijo tímido de conhecimento... Não sei dizer o que sentir... Acho que é como o amor... Inexplicável... O beijo misturado com a água da chuva... Perfeito... Conhecemos cada canto da boca da outra... E quando o ar nos faltou nos separamos lentamente e ainda dei um selinho nela. Me afastei e ficamos nos encarando por um tempo. Ela estava com os lábios vermelhos por causa do beijo e eu com certeza também estava.  Victoria fechou os olhos e deitou na grama, ficando assim por um bom tempo. Eu fiquei observando-a por um tempo... Vivi era linda demais... Que beijo maravilhoso ela tinha. Passei os dedos sobre meus lábios e sorri. Decidi fazer a mesma coisa que ela é deitei ao seu lado de olhos fechados... Sentindo a chuva sobre meu rosto e corpo...  Era muito bom aquilo. 

 

A chuva passou aos poucos e Victoria me chamou para ir embora. Percebi que ela não queria falar sobre o beijo e respeitei sua vontade. O caminho de volta foi feito em total silêncio. Vick dirigia atentamente. 

 

Chegamos em casa e por sorte, meus pais ainda não haviam chegado. Apenas Érika estava por lá. Recebemos um grande sermão dela, que disse o quanto nós duas éramos irresponsáveis e um monte de coisa... Eu não conseguia para de encarar Victoria, que estava de cabeça baixa escutando tudo que Érika dizia. Por fim... Érika disse pra gente tomar banho e se trocar, deixando claro que não era mais para fazermos aquilo. Ela emprestou uma roupa a Victoria, pois eu era muito pequena pra emprestar né. 

 

Não tocamos no assunto beijo. Victoria se trocou e foi embora. Óbvio que Érika percebeu o clima entre nós duas, mas para meu alívio ela não perguntou nada. 

 

Alguns dias se passaram e era hora da minha segundo sessão de quimioterapia. Dessa vez eu fiquei bem mal... Vomitei e fiquei com mal estar por alguns dias... Voltei para casa e fiquei sobre os cuidados de meus pais... Mamãe e Luiza me enchiam de mimos... Érika estava mais amável... Todos me visitaram... Menos aquela que mais esperei... Ela não apareceu... Até os tios vieram e ela nada... Fiquei triste, mas nada disse. Érika também percebeu, mas era discreta demais para falar qualquer coisa.

 

Os dias foram passando e Victoria não apareceu. Lia vinha me ver quase todos os dias e isso acabou aproximando-nos... Ela era uma garota muito legal... Tive que voltar a estudar... Infelizmente né... A primeira pessoa que vi quando entrei na sala foi Victoria que conversava com algumas meninas. Fingir que não a vi e sentei em uma cadeira distante da dela. Não nos falamos... Nem mesmo no intervalo... Fiquei sabendo( escutando a conversa alheia) que ela estava saindo com o Gustavo, um garoto da outra sala... Aquilo me deixou mal... Não sai da sala, me sentia fraca e essa situação estava me deixando pior... O mal estar aumentou no meio da aula de Francisnalda... Vocês lembram dela? Pois é... A professora de química... Pedi para ir ao banheiro e ela vendo que eu estava mais branca que um fantasma permitiu... Caminhei a passos lentos em direção ao banheiro. Apoiei minhas mãos na pia e fiquei concentrando a respiração... Não queria vomitar... Só estava enjoada. Alguém abriu a porta do banheiro, mas eu nem me dei ao trabalho de olhar. 

 

-- Carol você está bem? 

 

Apertei as mãos na pia. Eu estava com raiva de Victoria, mas nunca fui de Fazer qualquer escândalo. 

 

-- Sim... - foi minha simples resposta. 

 

-- Precisa de alguma coisa? - perguntou preocupada. 

 

Encarei Vick pela primeira vez em dias. Ela também me olhava e seu olhar demonstrava preocupação. Estava magoada com ela.

 

-- Não... Acho que vou pra casa... - caminhei em direção a porta e quando estava passando por ela. Vick segurou meu braço delicadamente. 

 

-- Espera... Deixa eu ir com você - disse carinhosa. 

 

-- Você realmente se importa com isso Victoria? - falei magoada. 

 

-- Carol... 

 

-- Você sumiu! Nem mesmo uma simples visita para ver se eu ainda estava viva! 

 

-- Eu precisava de um tempo, Carol. 

 

-- Não se preocupa... Tempo é o que mais você terá quando eu não estiver mais aqui! - Eu praticamente gritei. 

 

-- Não diz isso! - Também falou alterada. 

 

Eu me senti tonta e agarrei em Vick para não cair. Ela me olhou assustada. 

 

-- Carol... - Ela sussurrou com os olhos marejados.

 

-- Vivi... Eu acho que vou...

 

Nao consegui falar mais nada, desmaiei. Acordei no hospital novamente, mas dessa vez estava em minha cidade. Mamãe me encheu de beijos e carinho. Luiza também estava por lá. A ruiva estava com ela. Érika... E Vick... Essa me pediu desculpas e me deu um abraço tão apertados que fiquei sem ar... Ela chorava... Não conseguia ficar muito tempo magoada com ela... A desculpei... E nós voltamos a ser o que era antes. Lia também foi me ver e eu abri um lindo sorriso ao vê-la. Vick observava nós duas calada. 

 

Alguns dias se passaram e eu percebi que meus cabelos estavam caindo ainda mais. Tomei a decisão de raspar a cabeça... Não poderia mais adiar, uma hora isso tinha que acontecer. Não quis que mamãe fosse comigo e nem a Luiza. Convidei Érika que era a que mais me tratava igual a antes e eu gostava disso. Chorei quando sentir a máquina em meu cabelo... Era uma das etapas dessa terrível doença. Quando terminou... Toquei em minha cabeça... Não havia nenhum fio dos meus cabelos castanhos loiros... Encarei Érika que sorria para mim. Ela tirou um lenço de sua bolsa e amarrou de forma delicada em minha cabeça. Era um pano bonito... Sorri para ela... Voltamos para a casa. Mamãe e Luiza seguraram o choro em minha frente, mas eu sabia que sozinha as duas iam chorar..

 

Era horrível saber que as pessoas que eu mais amava na vida estavam sofrendo por minha causa... Vick chorou quando me viu... Ela nunca guardava as emoções... Sempre tão transparente... Fiquei sabendo que ela estava namorando o bocó do Gustavo... Não sei o que senti... Mas não foi algo bom. Ela ficava diferente quando a Lia estava por perto... E eu cada vez mais próxima da Lia... Acho que tava rolando um clima sabe... Mas eu estava ocupada demais pra isso. 

 

Algumas semanas se passaram... Confesso que estava fraca... Horrível... Sei lá... 

 

Antônio chamou meus pais para conversarem sozinho... Depois minha mãe voltou com os olhos úmidos... Boa notícia não deve ter sido... Ela tentou disfarça, mas era visível a dor em sua face sofrida. 

 

Um dia voltei a passar mal e desmaiei novamente... Acordei no hospital... O que não era mais novidade. Recebi visitas de todos.... Eu não coseguia mais ir ao colégio... Meu corpo pedia por descanso... Eu sorria... Isso doença alguma conseguiria arrancar de mim... Meu sorriso era tudo... Todos eram carinhosos e atenciosos... 

 

Nesse dia ficou apenas eu e a Luiza no quarto do hospital... Ela fez carinho nas minha mão o tempo todo... Eu sabia que as coisas não estavam boas para o meu lado... Nenhum deles precisava dizer... Era só olhar para eles... Mamãe chorava o tempo todo, não era na minha frente, mas eu sabia. Papai também sofria... Luiza... Vivi... Érika...

 

Se eu não conseguir vencer... Sentirei tanta falta deles... Ao menos eu acho... Espero que mamãe um dia consiga sorrir novamente... Que papai continue salvando vidas e seja esse homem maravilhoso que é... Que todos sigam em frente... E que eles jamais se esqueçam de mim... Da Carol... Quero ser a lembrança boa em suas vidas... Eu amo tanto cada um deles... Me desculpem... Desculpe... Sinto que estou morrendo aos poucos... Queria lutar muito mais... Porém... Minhas forças estão acabando.

 

Encarei a minha irmã e sorri para ela que devolveu o sorriso... Meus olhos começaram a fechar aos poucos... Os olhos verdes de Luiza, iguais ao do papai... De vovó Henriqueta... Tão cheio de brilho... Verdes brilhantes... Foi a última coisa que vi antes de apagar novamente. 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Meninas... Essa demora... Desculpa... Mas tá aí o capítulo da Carol. 

Essa luta contra o câncer é sempre difícil. 

Ainda estou de férias de vocês... Rsrs.. A próxima a narrar é uma certa ruiva aí... Rsrs. 

Beijos!

Até o próximo.. 

PS: valeu pelos comentários. 


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Comentários para 28 - Capítulo 28:
lia-andrade
lia-andrade

Em: 26/04/2016

Nossa, que capítulo lindo. Confesso que não sou de chorar facilmente, mas esse capítulo me deixou super emocionada. É lindo a narrativa de Carol, a forma como ela fala das pessoas que ama e como encara essa doença desprezível com seu costumeiro bom humor e o sorriso sempre estampado no rosto que é sua marca. Espero ver Carolzinha sair dessa e ainda beijar muito a Vick..

Beijos autora, cada vez mais amando a história.

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lay colombo
lay colombo

Em: 18/04/2016

Esse é um dos capitulos mais tristes amo demais a minha baixinha e é bem triste ver ela nessa situação e ainda ver como ela se sente com relação aos sentimentos de qm ta perto dele.

Awn o primeiro bjo do meu OTP supremo <3 amo Vick e Carol elas são perfeitas juntas <3

Aiai próximo capitulo narrado pela Ruiva ? Então provavelmente é nesse q a vaca da Daniela apronta, mas como eu disse em outro comentário em partes tenho q agradecer por ela fazer oq ela faz.

É isso ai (um vendedor de flores... kkkkkkk) bjos e até o próximo.

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priscilapiteptk
priscilapiteptk

Em: 16/04/2016

aaaaaahhhhh Triste e Feliz ao mesmo tempo! rs
Triste pelo fato de Vc não ter conseguido salvar a história e Feliz por Eu ter tido a oportunidade de agora "encontrar" essa história!!!! :D

Espero que esteja salvando tudo agora, rsrs 

Aguardando ansiosamente cenas do prórximo capitulo.

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Dainah
Dainah

Em: 16/04/2016

Já faz um tempo que li a primeira parte da história, minha memória não é lá essas coisas, mas se tem uma coisa que eu lembro, foi da emoção que eu sentir ao ler esse cap...eu tô la de boa super preparada para as fortes emoções, já sei mais ou menos alguns acontecimentos, aí vem vc e faz eu me emocionar de novo...muito malvada vc rsrs

Essa doença é uma droga. Perdi duas pessoas muito queridas pra ela... é difícil, e não desejo isso a ninguém.

Carol como sempre uma fofa, essa baixinha não perde o bom humor mesmo nesses momentos. Não é à toa que ganhou o coração de várias leitoras rsrs...Como uma amiga costuma dizer: "Te cuida, porque nós baixinhas somos poderosas!" kkkkk nem ouso duvidar.

Já estava com saudades de comentar sua história, ultimamente ando sem tempo. Mas vamo que vamo que a fase que eu tanto esperei tá chegando e a ansiedade aumentando kkkk
Bjos e abraços, Stela.
Até mais!!

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priscilapiteptk
priscilapiteptk

Em: 15/04/2016

Aaaaaaaiii meu Deus tem uma primeira versão??? 

 


Resposta do autor em 15/04/2016:

Sim... Rsrs... Tinha no antigo site... O falecido ABCles... Mas como não salvei nd... Tive que reescrever toda  história..

Faltava pouca coisa para o final... Rsrs

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perolams
perolams

Em: 15/04/2016

Nesse momento eu tenho um sorriso no rosto pela minha baixinha estar vivendo momentos tão ternos ao lado de Vick(meu OTP desde sempre)apesar de Lia estar cercando Carol e Vick com um garoto, mas também tenho um nó na garganta pela descrição tão realista do ponto de vista da menina em relação à doença. Acredito que nunca tenha mencionado, mas essa é uma das histórias mais especiais para mim e Carol minha personagem preferida porque comecei a ler num momento muito triste da minha vida, tinha acabado de perder minha irmã e melhor amiga para o câncer e "lutar" pela vida de Carol contribuiu para que superasse um pouco da dor e frustração  pelo que eu não pude fazer por ela, mas ainda naquela época  não me emocionei tanto como  ao ler esse capítulo. Vi nessa determinação de Carol em não deixar a tristeza abatê-la nem nos momentos mais difíceis um pouco da minha irmã e isso me fez relembrar o que presenciei da sua luta, quantas vezes ela nos deu força para continuar acreditando e no final de tudo como me apeguei ao Caminho da Felicidade, especialmente pela baixinha. Então, obrigada pela ajuda, ainda que sequer imaginasse o bem que fazia. 


Resposta do autor em 15/04/2016:

Eu quis responder seu comentário no mesmo momento que li, mas esperei está um pouco mais sossegada para isso. 

Perolams... Afinal, eu nunca perguntei qual seu nome né... Qual seu nome?  Pérola? 

Eu sinto muito... Muito mesmo pelo aconteceu com sua irmã... Sei o Tamanho da sua dor... Também perdi meu querido avô para essa doença tão terrível... Irmãos... São... Nossa, não posso descrever... Tenho quatro e a gente briga, mas tá sempre juntos... Se eu tivesse a mesma oportunidade de escolher... Não há o que escolher ali. 

Já passei por perdas difíceis e isso já não me assusta mais... A perda... Isso faz parte... Meu avô... Minha mãe ( a mais difícil) eu tive que se forte, pq não é fácil... Acho que essa história surgiu em um momento que eu precisava me expressar. 

O caminho da felicidade não ajudou apenas você, mas a mim também. 

O tempo é nosso companheiro nas perdas... O  importante é nunca esquecer... Dessas pessoas maravilhosas... A saudade sempre será nossa companheira em meio às lembranças. 

Uma abraço apertado e sorria minha querida leitora... 

 

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Lyn
Lyn

Em: 15/04/2016

Impossível não chorar. 😢

Sem palavras. 

 


Resposta do autor em 15/04/2016:

Chorar faz parte.. Enquanto houver vida a esperança. 

Beijos Lyn

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Mille
Mille

Em: 15/04/2016

Bom dia Stelinha.

Carolzinha realizou dois sonhos, e foi com a pessoa que ela ama. 

Não vou dizer que chorei na questão do momento quando ela falou da mãe, pai e Luiza. 😔😔😔😔😖😖😖😖😖

Não perde aquela alegria, uma das personagens que guardo no meu 💟💟💟💟.

Hummm próximo teremos a ruiva, e já estou na expectativa da Cobra aprontar. Kkkkk

Bjus e até o próximo


Resposta do autor em 15/04/2016:

Boa noite, Jamille! 😊

Realizar dois sonhos com a Vick... É bom demais. 

Pode está doente, mas ainda é a baixinha... Isso não muda... O sorriso dela ilumina tudo em sua Volta. 

Próximo ruiva... Percebeu que já houve uma mudança? 

Beijos! 

Até o próximo. 

 

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gessik
gessik

Em: 15/04/2016

Lembra ta Stelinha, vc prometeu so fazer drama.

Mano eu devo ser muito frouxa ou sou feita de açucar, n consigo parar de chorar😢. Muito duro pra quem enfrenta essa doença,n necessariante leucemia mais qualquer cancer, passei por isso na minha familia infelizmente perdi minha vovo pra uma doenca tao terrivel, imagino como todos se sente.

A unica diferenca é q a Carol por mais triste e fragil q esteja, se mostra forte e n perde o humor. To com o coracaozinho apertado tomara q passe logo essa fase e ela melhore 💔.

Xerinho STELINHA


Resposta do autor em 15/04/2016:

Gess..  Gess... 👀

Chorar é bom as vezes... Aquelas histórias que tocam vc... Ohh, mas é feita de açúcar... Que fofa... Rsrs. 

Câncer é uma doença que não desejo nem ao meu inimigo que não tenho... Também perdi meu avô para essa doença... Sei o quanto é difícil... E a gente precisa sr cuidar viu... Aliás todo mundo... Nada de porcarias dona Gess... Isso vale pra mim também... Rsrs... Mas poxa... 

Carol ainda é Carol... Mesmo estando doente... O humor dela sempre vai existir... Essa alegria contagiante tbm... Tá terminando...  Três capítulos apenas. 

Xerinho Gess. 

 

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KellyK
KellyK

Em: 15/04/2016

Triste este capitulo, espero que Carol consiga sair dessa. 

Bjs


Resposta do autor em 15/04/2016:

Olá Kelly. 

Essa parte história é sempre triste mesmo... Eu tbm tô esperando. 

Beijos! 

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priscilapiteptk
priscilapiteptk

Em: 15/04/2016

Não mata ela por favor e dê uma crush legal pra ela!!! :(


Resposta do autor em 15/04/2016:

Oi priscila... 

Uma crush? Isso seria uma boa? Kkkk

Vejo que vc n leu a prima versão... Não fique triste.

Beijos! 

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